sexta-feira, abril 21, 2006

Está quase....















Depois de muitas indecisões e de possíveis destinos ponderados para uma escapada de 4 dias, lá encontrámos à última da hora (é sempre assim) um sítio com tudo aquilo que gostamos. Sossego e descanso era fundamental e, como somos ambos apaixonados pelo Alentejo, eis que decidimos ir até Montemor-o-novo, para um 'monte' que nos encheu as medidas.
Os próximos dias serão passados aqui.
Mal consigo esperar para partir.

quinta-feira, abril 20, 2006

O tigre e a neve


















. Eu sei que a fórmula é um pouco semelhante à do 'A Vida é Bela', que também mete uma guerra (desta vez mais actual) e que os personagens até são os mesmos (Roberto Benigni e Nicoletta Braschi), mas 'O Tigre e a Neve' tem a doçura das coisas simples que me atraem e tocam bem cá no fundo. E voltei a emocionar-me com o descontrole apaixonado de quem ama, com a poesia das palavras que tanta falta nos fazem à vida e nos milagres que o verdadeiro amor move.

. Antes de ir ver o filme vi um pequeno trailer no canal Hollywood com depoimentos dos actores. Benigni dizia que não confia em pessoas que não riem. Que quem não ri é geralmente malicioso e ambicioso e que quem ri, num riso aberto e franco, é como uma árvore sólida que abana. Eu penso o mesmo. Talvez por isso goste tanto dele. *

terça-feira, abril 18, 2006

Swap de Abril




















. Será a primeira vez em que irei participar nestas 'trocas' ou swaps com outras pessoas da internet. Convidaram-me através do grupo do Flickr e eu aderi, apesar de na altura não estar muito convicta sequer de como todo o processo se desenvolvia. Durante alguns dias não liguei muito à ideia, mas ontem atingiu-me em cheio e pensei; 'bom, se até já tenho o nome e morada da feliz contemplada com quem irei trocar algumas coisas feitas, se calhar o melhor é pôr mãos à obra'. E assim foi. A última semana retirou-me algumas forças e o cansaço constante invadiu-me. Resultado? Não fiz absolutamente nada. Foi a inércia total. Mas ontem lá me sentei, convencida de que tinha de domar o fio de algodão para fazer novas pregadeiras e ter ideias para os colares. E foi assim que nasceu este cujo único propósito é ir na caixinha pelo correio, juntamente com mais algumas coisas mimosas. Confesso que já não sei o que é receber encomendas pelo correio há muito tempo e acho que a alegria de abrir um pacote, envelope, ou simples postal, é sempre muito mais vibrante e emocionante do que receber um envelope no canto inferior direito do nosso computador - se bem que a falta dele também me provoque ansiedade.
Agora só falta adicionar alguns pormenores, um ou outro mimo e está pronto para seguir viagem. Espero que a minha 'amiga secreta' goste.

segunda-feira, abril 17, 2006

depois da ausência... o regresso


















. A Páscoa passou rápido. É a desvantagem de quem não vai de férias nesta altura. A tarde de quinta-feira livre de obrigações 'laborais' deu para matar saudades dos tempos de estudante em que ficávamos no Bar Terraço do CCB a tarde quase toda. A Helena e a Liliana fizeram-me companhia e juntas, com o Sol a bater-nos no rosto, ficámos horas na amena cavaqueira.
Soube bem, mas soube a pouco.

. A sexta-feira santa ficou marcada pela ida para a Ericeira. Às vezes penso que é um desperdício ter lá a casa sempre vazia e não aproveitar mais fins-de-semana para fazer escapadinhas. É certo que não se trata de uma 'escapadinha' a sério, porque fica perto e porque já conhecemos o sítio de 'gingeira', mas sempre se muda de ares, se vê mar e se muda de paragens. A família Felipe (Cátia, Pepe e Mafaldinha) pregaram-nos uma surpresa e decidiram aparecer para jantar! E o que pensávamos que iria ser um pacato serão a dois, converteu-se afinal num divertido serão a cinco! Improvisou-se um bacalhau à brás - porque manda a tradição comer peixe nesta data - e ainda deu tempo para dar um saltinho ao bar de jazz da vila (pequenino é certo, mas simpático). Passaram lá a noite. No dia seguinte quando acordámos já tinham partido. Adorei a surpresa amiga * Tens de fazê-lo mais vezes.

. Domingo foi dia de rumar até às Caldas para o almoço com pais e sogros. O dia passou rápido, eu voltei a receber lírios lilases - que embelezam novamente a minha casa de banho e que vieram propositadamente de Castanheira de Pêra até Lisboa - e passeámos muito, pela Foz do Arelho, pelo Bom Sucesso, pela Praia del Rey , até ao Baleal . Vimos o sítio dos nossos sonhos para instalar o nosso bar e/ou negócio de turismo rural. Certezas quanto aquilo que gostaríamos de fazer das nossas vidas e ideias há muitas, falta apenas o mais importante de tudo: capital. Por instantes tivemos vontade de vender tudo e mudar radicalmente de vida. E sinceramente, acho que já faltou mais...

. Ando a experimentar fazer pregadeiras em fio de algodão - a pedido de várias famílias que querem os mesmos modelos de Inverno, adaptados ao Verão.
Comecei hoje a trabalhar no assunto. O cansaço não me tem dado vontade de fazer absolutamente nada. O fio é difícil de trabalhar e dá luta na agulha - vamos lá ver até onde a minha paciência está disposta a ir - acho que o resultado não fica tão perfeito como com a lã, mas brevemente mostrarei o resultado.

domingo, abril 09, 2006

dia bom



















Há dias assim, que nos enchem o coração de alegrias e a vida de sentido. Dias que nos renovam a alma e nos deixam de sorriso tosco nos lábios, que nos fazem sentir vivos e agradecidos por estarmos rodeados daqueles que mais falta nos fazem; a família e os verdadeiros amigos.
Hoje foi um desses dias. Um Domingo que me fez acreditar que a felicidade é feita de momentos e não um sentimento constante e eterno. (mas isso eu já andava desconfiada)

. Festa de aniversário da Mafaldinha, a 'sobrinha' mais simpática, bem-disposta e divertida que alguma vez pensei que pudesse ter! Há três anos atrás a C. apanhou um valente choque quando descobriu que estava grávida. A vida ainda era outra, acabáva-se o curso, o trabalho era precário e as condições para criar um filho eram poucas. Chorou baba e ranho - se é que posso caracterizar a situação assim - pensou que o mundo ia acabar... hoje, o mundo dela não só cresceu, como se tornou num sítio muito mais bonito.

. Festa de aniversário da Mariana. E vão sete. A minha família é assim. Quando nos juntamos, fazemos sempre arraial. Falamos alto, rimos, cantamos, dançamos, comemos, bebemos e toda a gente fica contente. Hoje não foi excepção. Família ligada à música desde sempre, o aniversário da neta foi apenas mais um pretexto para o meu tio ir buscar o acordeão e dar baile à malta toda. E o que nós gostámos. Há muito tempo que não me divertia tanto. Ficámos a saber que mais um bebé está brevemente a chegar (Parabéns Célia) e que esperam que eu seja a próxima a trazer a boa nova.
Quem sabe... quem sabe...

sexta-feira, abril 07, 2006

Já cheira a fds



















Em contagem decrescente para:

. Uma noite animada em casa de amigos, com o microfone numa mão, a garganta afinada e os olhos fixos no ecrã da... televisão! Pois é isso mesmo, eu falo, falo, mas depois faço programas de 'cota', mas que me divertem à brava. Hoje vamos todos para casa da Rita e pôr estas vozes de 'cana rachada' a fazer brilharetes no karaoke. Só espero é que tanta gente e barulheira junta não tenham repercussões na vizinhança... é que se fosse lá em casa, de certeza que tinha a minha vizinha de estimação - uma senhora já com alguma idade que adora vir bater-me à bota - a queixar-se do barulho.

. Este fim-de-semana promete ser rico em... calorias e... crianças! Duas festas de aniversário, assim de uma mão cheia e todas no Domingo. Apenas com a diferença de que uma é em Alcobaça e outra em Torres Vedras! E lá vamos nós andar numa verdadeira maratona de presentes, qual Pai Natal, a comer croquetes num lado e bolo de chocolate no outro.

. Quero muito, muito, muito ir ver este filme. Adoro a graça infantil e sonhadora do Benigni.

Bom fim-de-semana
*

quarta-feira, abril 05, 2006

o dilúvio e a menina das sandálias



















. Qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência. É mesmo verdade. Necessito do fascínio das flores para encher o meu dia de pormenores de beleza. Neste momento lá em casa existem lírios lilazes que vieram de Castanheira de Pêra até Lisboa, tudo porque até a minha sogra já se deu conta deste meu fascínio.
. Voltei às pregadeiras. Já há imenso tempo que não fazia nenhuma, mas ontem como estava frio voltei a pegar nas agulhas e nasceu outra de laço e pedras floridas. Disponível aqui.
. Hoje chove torrencialmente... e eu vim de sandálias! (Qual pezinho de princesa). Do parque de estacionamento de onde trabalho até ao edifício separam-nos apenas alguns metros, mas foi quanto bastou para me deixar com os pés completamente encharcados. Quando saí do carro o cenário era semelhante a um dilúvio de pequena escala e eu nem a barca de Noé tinha para me salvar - nem um chapéu de chuva havia na bagageira. O mundo pode acabar, mas eu vou de sapatos dourados...
. Tenho descoberto imensa gente na internet. Gente essa que conheci em tempos e com os quais fui perdendo contacto. Já aqui falei durante esta semana de como essas descobertas me têm de certa forma afectado. É como se por instantes visse o passado novamente a ser-me atirado à cara. Hoje tive duas novas surpresas. Dois ex-colegas de faculdade que se tornaram literalmente 'ratos de biblioteca' e que devem ter gostado tanto do cheiro a môfo dos livros que nunca mais deixaram a vida académica e a de um ex-namorado, o primeiro que tive, açoriano do Faial, que até já se encontra casado! (apesar de até eu já me encontrar casada, quando sei destas notícias nunca consigo ficar indiferente! eh eh eh).

terça-feira, abril 04, 2006

Change


















A partir dos 25 anos a vida muda.
Após um quarto de século a descobrir os prazeres da vida, acalmamos a adrenalina da juventude, começamos a gostar do sabor do sofá e dos serões em família, deixamos de achar piada às bebedeiras de Sábado à noite porque nos deixam de cabeça a latejar e a boca a saber a papel, tentamos deitar-nos cedo ao Domingo porque Segunda-feira é dia de trabalho, e ao contrário do que acontecia nos tempos de escola, não podemos faltar à aula da manhã. Compramos casas a deitar contas à vida e aos metros quadrados que achamos sempre que não serão suficientes para juntar toda a gente, se há espaço para o quarto dos brinquedos das crianças, ou espaços verdes onde possam andar de bicicleta… damos por nós a olhar para as roupas de grávidas, a babar-nos quando vemos um bebé e a sentir o nosso relógio biológico a disparar o alarme que nem louco. O divertimento máximo é juntar os amigos, igualmente casados ou juntos, em alegres jantaradas lá em casa. Organizar sessões de karaoke e cantar velhos clássicos dos bons anos 80, reviver o Verão Azul, ou a música da abelha Maia. Achamos que os livros da ‘Anita’ é que eram didácticos e inocentes, que na nossa infância é que haviam desenhos animados educativos e que fazer desporto é fundamental para a saúde – principalmente quando começamos a constatar que a gordura se instala na parte abdominal – nós que sempre fomos magras, mas que agora somos igualmente atingidas por essa praga que é a celulite.
Damos por nós a analisar o rosto ao espelho à procura das primeiras rugas, acordamos cheias de olheiras e por mais corrector que coloquemos não as conseguimos disfarçar, limpamos a pele ao deitar, porque é de noite que ela respira e já não vamos em cantigas de bandido, mesmo quando ainda nos façam bem ao ego. Adquirimos gostos refinados que antes eram inadmissíveis, (chupar caracóis em vez de os comer com a ajuda de um palito é algo que está fora de questão!), trocamos o campismo por um bom quarto de hotel, e preferimos qua-li-da-de em vez de quan-ti-da-de.
Aos 27, a minha vida anda muito perto desta descrição, que apesar de exagerada, não deixa de ter pontos comuns. Apesar de não parecer, gosto dela assim. Não trocava os meus 27 anos pelos meus 20, mas não deixo de dizer que esses sim, é que eram bons tempos!

sexta-feira, março 31, 2006

retalhos & viagens


















Tenho pensado que não aproveitei certas oportunidades que tive na vida da melhor maneira. Isto é, das duas vezes que vivi no estrangeiro e até mesmo das viagens que por vezes faço a nível pessoal, nunca crio um caderno onde aponte nomes de ruas, descrições de sítios, lugares por onde passo, locais que visitei. Nada. Rien. Fica-me tudo dentro da mente, retido, como se bastasse uma memória fotográfica através de um piscar de olhos e a guardasse em forma de gaveta arquivada no cérebro. E penso sempre que é o suficiente. Foi assim quando vivi em Sevilha, em que o único registo que possuo são as fotografias que tirei e o mesmo aconteceu em Madrid durante os quatro meses que por lá estive. Não apontei o nome das ruas onde vivi, nem do andar ou da porta do prédio (apesar de me lembrar delas) assim como da zona onde trabalhava, ou o autocarro que apanhava diariamente na Plaza Castilla, ou do enorme parque que ficava em frente à minha casa e que ao Domingo se enchia de crianças e jovens casais de namorados a passear, ou da igreja mexicana que ficava do outro lado da rua, ou o nome do bar com anjos à média luz que adorava frequentar no Bairro da Chueca. Sinto que há imensa coisa que perdi, que a gaveta se abriu e espalhou as memórias pelo chão e que eu ao não as apanhar logo, ando um pouco desorientada a tentar refazer o puzzle com o que delas resta. E esta semana dei comigo a pensar que se calhar era altura de escrever as (poucas) memórias que ainda permanecem desses lugares. Um relato de viagens, ou de pessoas que cruzaram o meu caminho e que apesar de lhes ter perdido o rasto permanecem vivas em mim. Este mês irei regressar a Sevilha e certamente as imagens difusas aparecerão com a claridade nítida de um dia de Sol.

. Outra pregadeira ‘franzina’ e primaveril. Disponível Aqui.

quinta-feira, março 30, 2006

nostalgias & leituras


















. Tenho andado com ataques de nostalgia. Eu sou assim. Prendo-me às coisas, custa-me deixá-las para trás e nunca deito nada fora. Sou daquelas pessoas que acha que tudo pode ainda vir a fazer falta, que ainda se pode vir a usar, que recordar é viver, que o passado revela sempre muito de nós próprios - mais não seja para constatarmos a nossa própria evolução natural - e que rejubilo de prazer ao ver/encontrar coisas que marcaram a minha existência numa determinada fase da vida. Foi isso que aconteceu esta semana quando precisei de procurar umas fotos num cd que tinha trazido do meu anterior trabalho e dei de caras com fotografias de ex colegas, de ex momentos, de ex vidas. E dá-me sempre aquele aperto no peito em que fico ali, por instantes, presa àqueles momentos a andar para trás no tempo quase em espiral. E esta semana não tenho andado em espiral, tenho andado em catadupa, tais foram as surpresas do passado a serem-me atiradas à cara. Desde reencontrar pessoas que já não via há uma eternidade, achar fotografias perdidas há outro tanto, esbarrar em pleno mundo cibernético com gente que perdi o contacto… enfim, foi uma semana muito intensa a nível de sentimentos. Confesso que por momentos tive vontade de fazer tudo de outra maneira, de ter agido de outra forma, mas depois penso sempre que mais vale deixar assim. Não chafurdar no lodo com um pau de forma a que as águas fiquem ainda mais turvas. Já passou. A vida seguiu outro trilho e eu acredito, piamente, de que mesmo as coisas más acontecem com um sentido muito próprio que mais tarde nos dá a resposta. E acho que na maior parte dos casos, já a tenho.

. Eu bem disse que não me escapava e cá está a prova. Ontem numa ida ao El Corte Inglés para ver o Syriana – excelente filme por sinal – não resisti e dei um saltinho à parte de revistas e livraria, para minha grande desgraça. E vai daí comprei não o desejado Kafka à Beira Mar, como também os 100 Anos de Solidão do grande Gabriel Garcia Márquez, que, espante-se quem quiser, nunca li! E assim cheguei a casa depois da meia-noite e apesar de muito ensonada, ainda consegui ler algumas páginas que me prenderam de imediato a atenção. E assim inspirada na leitura, vou construindo outras paragens diárias.

quarta-feira, março 29, 2006

à noitinha


















A noite exerce em mim um fascínio mais profundo do que o dia. Diz o ditado popular que 'à noite todos os gatos são pardos' e eu geralmente, sinto-me um eles. É quando a noite cai que o silêncio se instala, que a cidade acalma, que o ceú muda de cor e adquire brilho, que regresso a casa, que acalmo o meu ritmo e me entretenho com outras coisas, outro mundo. É pela noite que consigo sentar-me ao computador e escrever algumas coisas, ajustando linhas e frases a uma folha em branco, teclando novamente, tal como durante o dia, mas sem vínculos de temas propostos. É à noite que sou livre para criar, entre agulhas e linhas, experimentando enquanto se cose uma vida cheia de ilusões. É à noite que me encontro, entre amigos e lugares, entre conversas e sorrisos que alimentam a minha existência. É a noite que te traz de volta depois de um dia inteiro da tua ausência. É à noite que sonho, enrolada entre o aconchego de um livro que me transporta a outras vivências.
E é à noite que espreito, sorrateiramente, enquanto todos os outros me ignoram.
E gosto.


Nova colecção - pregadeiras em rosetas de tecido franzido - 7€.

segunda-feira, março 27, 2006

Pequenas Fridas


















. Sempre tive uma grande paixão pela vida e obra de Frida Kahlo. Assim como sempre tive uma grande paixão pela pintura, ou pelos ambientes quentes do México, pela América latina, por Espanha…
Portanto, nela, Frida, são duas paixões que se unem e que transbordam em minha direcção, como se fossem um apelo.
Quando soube que a exposição de algumas das suas obras e objectos pessoais vinham a Portugal andei a contar os dias para puder ir vê-la, mas as longas filas de espera para entrar levaram-me a refrear os ânimos e a esperar algumas semanas antes de me decidir. Aconteceu ontem. Não que o dia tenha sido a melhor das escolhas. Meia Maratona de Lisboa e início da festa da Primavera no CCB fizeram com que centenas de pessoas se deslocassem até Belém. O trânsito estava caótico e desesperante, mas lá conseguimos arranjar lugar e chegar à ala ‘Frida’, que chamava por mim como que um deleite. E foi.
Tive vontade de fotografar tudo, de tocar, de mexer, de senti-la mais próxima de mim. Tive vontade de ficar ali horas, sentada no chão, a olhar, como se me alimentassem a alma. Tenho vontade de voltar, outra vez e outra vez e outra vez. Tive vontade de andar de flores na cabeça e usar brincos grandes, saias rodadas e camisas coloridas. Mas não pude. Fiquei-me pelas fotos que tirei às pequenas ‘Fridas’ que havia por todo o lado, de sobrancelhas carregadas a lápis preto e flores de tecido no cabelo, que sem saberem muito bem quem é que imitavam, se deliciavam com o retrato de uma senhora feia, mas que as atraia como um íman.
E assim, enfeitiçados em conjunto, sentíamos o fascínio que as vidas dos outros exercem sobre a nossa.

.Colar - 15, disponível.

sexta-feira, março 24, 2006

beijoqueiros...




















"Os cavalos a correr,
as meninas a aprender,
qual será a mais bonita
que se vai, es-con-der..."


Era assim a música que a minha mãe me cantava na infância.
Hoje foi dia de ir ao Zoo (em trabalho) e voltei a ser menina outra vez.
A-do-rei!

neutralidades




















. Ontem comprei novas contas de madeira e mal pude esperar por chegar a casa e dar asas à imaginação. Confesso que de início enveredei por vários caminhos. Tinha tantas cores para experimentar que acabava por não gostar de resultado nenhum. Mas gosto deste. (E está disponível para quem o quiser comprar) É engraçado acabar por gostar sempre das peças neutras quando eu própria não uso quase nada nestes tons. Ainda ontem me deparei com a falta de calçado preto e constatei que nem um par de sapatos nessa cor tenho no meu guarda-roupa! Grande lacuna! (ok, este foi o meu momento fútil do dia, às vezes é preciso.)
. A senhora da loja já me conhece pelas visitas frequentes e tentou fazer negócio de várias formas. Confesso que fiquei apaixonada por uns galões lindos de morrer, com rosas em tecido, muito delicadas, mas eram a dez euros o metro e achei melhor deixar-me de ideias loucas.
. No outro dia entrei na Valentim de Carvalho do Oeiras Parque e deparei-me com um livro que me chamou a atenção. ‘Kafka à Beira Mar’ de Haruki Murakami. Foi considerado o melhor romance de 2005 e na altura chamou-me a atenção não só pelo título, como pela capa. Houve qualquer coisa que me fez prender os olhos nele. Ontem li na Visão um breve resumo e crítica. A vontade de o comprar aumentou. Será o meu próximo desafio literário.
. Fds à porta, mas de apenas um dia devido a trabalho. Where whe go again.

quarta-feira, março 22, 2006

silêncio




















. Hoje não me apetece partilhar nada. Talvez porque não exista nada para partilhar de relevância ultimamente. Não me quero repetir com substantivos como, 'cansaço, 'trabalho' e 'falta de tempo'. É apenas uma fase de nuvens cinzentas que quando se afastam deixam antever os raios de sol. O meu sol anda apenas encoberto, não tarda nada brilha com toda a força, ou assim espero.
. Algo que me faz rir. Os deliciosos Hoops&Yoyo

terça-feira, março 21, 2006

Graças a Deus um passarinho...




















"Graças a Deus um passarinho
veio-me acompanhar cantando bem baixinho
E eu já não me sinto só, tão só, tão só,
Com o Universo em meu redor."


Marisa Monte, 'Universo ao meu redor'.


. Sim, eu sei que ando viciada na mulher e parece não ter cura à vista. A música dela anda a funcionar quase como uma terapia neste momento, tem o poder de me deixar relaxada, calma e serena. Por isso continuo a embriagar-me nela e gosto. Ressacas destas são sempre saudáveis e não deixam amargo de boca.
. À dois dias que ando a acordar com uma valente enxaqueca pela manhã. Só há uma explicação possível: cansaço. Ontem ainda tinha planos de trabalhar à noite quando chegasse a casa mas acabei por adormecer no sofá eram dez horas. Como a minha vida anda um aborrecimento...
. A Magali continua com o seu esterismo no auge. Eu e o C. já estamos a dar em loucos com os miados cada vez mais sôfregos! Vamos mandá-la esterilizar, mas não o podemos fazer enquanto ela estiver neste estado. Hoje começou a fazer barulho ainda nem eram seis da manhã... confesso que não sei como é que ainda não tenho os vizinhos a baterem-me à porta a queixarem-se.
. Vou ter uma semana difícil e longa, tal como a anterior. Espero ter forças para aguentar e imaginação suficiente para escrever tudo aquilo que me falta. Muito sinceramente, acho que já entrei na fase 'piloto automático'.
. Pregadeira 'Spring' com cores muito suaves, novas contas, mas com material ainda em lã. Ao preço de sempre e aqui.

segunda-feira, março 20, 2006

Spring day, its today


















. Fim de semana que passou mais rápido do que a vontade. Ok, eu já sei que isso acontece sempre, mas este foi pior. Entrevista de trabalho Sábado de manhã e uma tarde de Domingo a fazer textos, deixaram-me muito pouco tempo livre para fazer aquilo que gosto, mas ainda deu para ir almoçar ao Siesta, um dos meus restaurantes favoritos em Lisboa e recordar aquelas cores quentes do México. O que mais gostei do México, mais ainda do que a comida, que é simplesmente fantástica, foram as pessoas. Podem viver na pobreza profunda, mas têm sempre um sorriso pronto para nos oferecer.
Tenho saudades, apetecia-me lá voltar.
. No Sábado demos com estas deliciosas cadelinhas abandonadas. Confesso que fiquei de coração destroçado, porque eram meigas, brincalhonas, estavam bem tratadas e a cadela mãe andava por perto! Não devem ter mais de mês e meio de vida e tive vontade de as trazer a todas para casa, mas infelizmente não tenho sítio para ter cães.
. Continuando a falar de animais, a minha gata Magali andou com o cio todo o fds! Já não suportávamos os seus gemidos longos e sofridos, os seus miados constantes, os espasmos! E ao que tudo indica está para ficar pois não há meio de aliviar... espero ter paciência de santa suficiente para aguentar!
. Banda sonora de fds: Marisa Monte 'Universo ao meu redor' é lliinnnddddoooo... estou apaixonada e não me canso de ouvir outra vez e outra vez e outra vez...
. Outro colar de cores quentes, pronto a ser levado por quem quiser, porque a Primavera chega hoje!

sexta-feira, março 17, 2006

Universo ao meu redor


















. Os cd´s da grande Marisa já cá cantam! Não resisti e comprei logo os dois de enfiada, assim como quem se apaixona à primeira vista! Mas porque ando numa semana particularmente difícil e pensava que apenas isto iria acalmar as águas, eis que chego ao computador que tenho no trabalho preparada para deliciar-me a tarde toda e surpresa das surpresas... nenhum deles toca!! Não é que estejam estragados (coisa que penso que não seja o caso), mas ambos possuem ficheiros que para os ouvir no computador, eu não tenho instalados! Resultado? Uma enorme frustração e neura maior ainda!
. Fui jogar no euromilhões. Eu e o C. fizemos um pacto; jogar apenas dois euros. O baixo valor em semana de Jackpot deve-se à minha pouca sorte ao jogo. Geralmente jogo sempre quatro euros e até hoje nem um tostão ganhei para cobrir o investimento. Por isso, acabo sempre por jogar um pouco contrariada, como se sentisse que estou a deitar dinheiro fora. Foi desta explicação e em conversa que surgiu a ideia. Jogar apenas dois euros, mas acreditar piamente de que aquilo que vou apostar vai ser positivo. Uma questão de energias portanto, tipo 'Yin & Yan', sendo que eu sou a parte negativa da coisa...
. Voltei às pregadeiras apesar de o tempo ser quase nulo. Esta está disponível para quem a quiser agarrar.

quinta-feira, março 16, 2006

Red people


















. Mais um colar, este em tons de vermelho (porque não gosto de dizer 'encarnado'). À venda no sítio do costume.
. Tenho tido muito trabalho, no trabalho! Tanto que tenho levado coisas para fazer em casa e os planos do próximo fim-de-semana tiveram de ser adiados. Ando stressada, ansiosa e nervosa e odeio sentir-me assim. Tenho de mudar rapidamente esta situação, porque esta angústia provocada pela falta de tempo para tudo em vez de conseguir ter alguma qualidade de vida anda a consumir-me. Cada vez chego mais à conclusão que toda eu anseio por algo que não isto. Espere que passe.
. Ontem fiz uma experiência (falhada) de mudar a imagem de abertura do blogue para outra de novo grafismo, mas sou tão 'infopobre' nestas coisas que nunca me sai do tamanho desejado e centrada, dando sempre a ideia de que é pequena demais quando até tem resolução suficiente. Anyone helps me... pllleeeeeaaaassseee?
. Gostava de ter escrito um post tranquilo e pacífico como as imagens que escolhi para mostrar online, mas infelizmente não consigo. Estou de mau humor. Há dias assim.

quarta-feira, março 15, 2006

Devaneios


















. Presenting 'Summer Time', a minha nova colecção. Decidi voltar a dedicar-me aos colares. Geralmente faço poucos porque considero que o desafio de fazer um colar não é tão estimulante quanto o de fazer uma pregadeira, mas gostei do resultado deste, cheio de cores quentes e pequenos botões infantis. As contas em madeira foram-me dadas pela minha 'cabecinha' Marlene. Obrigado!!! You rule. (colar disponível aqui)
. Continuo em baixo de forma, hoje acordei com o ouvido direito dorido e tapado para o mundo. Tenho um ouvido introspectivo e sensível, assim como a minha pessoa!
. Continuando a falar de ouvidos, as sonoridades que fazem as minhas delícias recentemente vêm do outro lado do Atlântico. Ando viciada na música 'Recado' de Maria Rita. Oiço-a continuamente... repetidamente... e desenfreadamente (não liguem, porque eu sempre gostei muito de superlativos!)
. Outra diva que sempre teve entrada presente em minha casa é a grande Marisa que acabou de lançar dois novos álbuns: 'Universo ao meu redor' e 'Infinito particular'. Têm de ser meus rapidamente! Necessito de embriagar-me de música!

terça-feira, março 14, 2006

a espuma dos dias


















. Estou doente, cansada, a raciocinar mal e cheia de trabalho. Sinto que não estou nos meus dias. Dormi mal de noite por causa da tosse, acordei uma meia dúzia de vezes e sinto-me num estado de letargia febril. Decididamente hoje é um daqueles dias em que sinto que tenho a maior parte das células do cérebro completamente torradas.
Nem escrever um post decente consigo.

. Aqui fica mais uma pregadeira. Verdinha porque é a cor dominante destes dias de sol. Disponível para quem a quiser adoptar! Mais aqui.

segunda-feira, março 13, 2006

cores da vida



















. Fim-de-semana com sons do campo, convívio entre amigos e boa disposição. O encontro com a minha 'sobrinha' Mafaldinha e a minha Cátia na sua casa nova correu muito bem, apesar de termos pouco tempo para pôrmos toda a conversa em dia, deu para nos rirmos um pouco enquanto almoçávamos fondue na sua gigantesca sala e aproveitávamos a tarde soalheira que se fazia sentir no seu gigantesco alpendre que pede cadeiras de verga e longas sestas numa cama de rede. Levei-lhe as minhas coisas para lhe mostrar. Adorou! Dei-lhe esta pregadeira!
. O fds foi ainda marcado pelo aniversário da Rita, que ao contrário do que geralmente é habitual, decidiu fazer um jantar no Domingo, onde depois de um fds intenso de vai-vem constante entre Lisboa e Caldas, nos custou um pouco. Mas quem corre por amizade não cansa. Já nos deitámos passava da uma. Demasiadas actividades para apenas dois dias. Muitos sorrisos e boas recordações.

.Final de férias e regresso ao trabalho (a parte mais dolorosa). Hoje custou mesmo muito estar ali o dia todo fechada...

sábado, março 11, 2006

elegance vs pop


















. Duas criações para duas pessoas muito especiais. A primeira vai para a Isabel que através do seu pedido me inspirou para uma colecção feita de rosas pretas salpicada de pérolas, por isso nasceu a 'Elegance'.
. A 'Pop' vai para a Cátia. Amanhã vou almoçar com ela na sua nova casa perto de Alcobaça e quero surpreendê-la com algo bem original. De certeza que vai gostar, além de que ela mais do que ninguém está farta de me pedir para fazer algumas coisas para vender na nova loja da irmã.
. Ontem comprei coisas deliciosas para a minha, cada vez mais cheia, casa! Estou apaixonada pela nova colecção da Area.
. Utilizei pela primeira vez na minha vida o meu cartão de crédito para um pagamento através da internet. E ao contrário daquilo que se possa pensar, que é utilizá-lo para comprar livros, cds, ou objectos inacessíveis, não! Utilizei-o para comprar mais 'espaço' na minha conta do Flickr. Quererá isto dizer que estou a ficar viciada na net? ehehehehe... acho que sim! Mais aqui.

sexta-feira, março 10, 2006

incursões


















. Lãs e botões novinhos em folha comprados ontem numa pequena incursão até à Baixa. Antes ainda passei pelo Martim Moniz, mas aquele sítio dá-me sempre arrepios, não sei explicar. Mas lá comprei as contas de vidro mais fantásticas dos últimos tempos, por isso acho que valeu a pena. Pensando bem, sou capaz de regressar outra vez, porque não fiquei satisfeita com a quantidade que trouxe - tinha pouco dinheiro na carteira e a loja não tinha multibanco - e ao ritmo a que as utilizo, não irão durar muito tempo! Depois foi tempo de ir ao Brancal, uma loja bem à antiga portuguesa, onde me pude deliciar com aquelas prateleiras cheias de cores e lãs, muitas lãs e senhoras simpáticas e balanças gigantes que me fizeram lembrar os tempos em que o meu avô vendia na praça e me dáva colares de pinhões.

. Green & Pink , a última criação já com inspiração primaveril à espera de quem a quiser agarrar.

. Hoje vou tentar ir a várias lojas no Bairro vender o meu 'stock'. Wish me luck *