quinta-feira, junho 01, 2006

fruit colors


















+ dois.
Hoje tenho pouco tempo. Vou agora mesmo direitinha para as Caldas ter com mi 'mama'.
Finalmente, um pouco de 'acção'.

quarta-feira, maio 31, 2006

blossom



















. Ontem comprei novas contas e como o tempo abunda agora por aqui, hoje decidi fazer novos colares. Há que torná-lo produtivo. Que tenho feito eu? Bom, curiosamente acordo bastante cedo - média às oito da manhã - é o que faz ter o organismo tão habituado para despertar a esta hora, deambulo um pouco sem rumo pela casa, leio, vegeto em frente à televisão, vou à net, respondo aos poucos anúncios que encontro, levo o telemóvel para todo o lado comigo (não vá ele tocar), ando a pé, oiço música e aturo a gata! Ontem decidi ir a pé de casa até ao metro na Praça do Chile. E hoje estou a pensar ir até ao Largo da Estefânia. Faz-se num instantinho, sempre vejo gente, descubro o meu bairro e aproveito para ter um novo olhar sobre Lisboa, que já há tanto tempo me passava despercebida. Ontem depois de muitos anos voltei a andar de metro. Fui até à Baixa, sentei-me na 'Brasileira' no Chiado a ler e a tomar uma bebida fresca, e acabei o dia a conviver com os amigos no Irish Pub, do Cais do Sodré. Pode parecer muito agradável para quem lê, e na verdade até é, mas por mais que tente não consigo sentir estes dias como férias - apesar de para todos os efeitos estar - e o desânimo continua a não me largar.

. Colar 'romantic' com fitas de cetim, missangas, e contas de madeira. (o habitual), ao preço de sempre, 15€.

sábado, maio 27, 2006

Pé ante pé



















O último dia de emprego chegou e como o meu estado de espírito já conheceu melhores dias, os amigos (os verdadeiros), apareceram todos para me dar 'um pézinho' e dizer que por muito negro que me pareça o momento, estou rodeada de coisas boas: eles!


Obrigada*

quarta-feira, maio 24, 2006

Red Hope



















. Hoje as notícias foram animadoras logo pela manhã e isso deu-me um certo ânimo. Duas possíveis propostas, apesar de não ser na minha área profissional poderão adivinhar-se no horizonte. Neste momento estou disposta a experimentar coisas novas e quem sabe, descobrir que afinal, me enganei na profissão e que o meu talento é outro. Seja como for, a verdade é que sempre me animou um pouco o espírito.
. Já repararam na quantidade de outdoors dispersos pela cidade, com meninas semi nuas e de corpinho ao leú, de fazer virar a cabeça, de cada vez que passamos por um? (o que o verão faz) Ora, um destes dias estava eu quase a chegar a casa quando fiquei de olhar atento e colado (literalmente) a um cartaz gigante, com várias meninas que anunciavam umas cuequinhas (ou aquilo que restava delas). O impacto visual foi tanto, que por pouco não parava na passadeira e atropelava uma série de pessoas. Sim, porque não me venham cá com histórias que toda a mulher olha para estas coisas, mais não seja para ver se a merecedora de semelhante destaque tem alguma coisa fora do sítio, para criticar, para comparar se está gorda, ou para invejar o ventro liso ou o peito 36... E se o cartaz me provoca semelhante efeito - imagino aos homens - o indíce da testosterona deve disparar a picos altíssimos e os efeitos secundários devem ser bem maiores, mas por motivos diferentes. Será isto o que se entende por boa publicidade. ;-)
. Outro colar disponível, 15€. Este, segundo o C., é o seu preferido até agora.

terça-feira, maio 23, 2006

packing & leaving



















Continuo a enviar currículos diariamente e a verdade é que acho a tarefa ingrata e desmotivante, mas tem de ser feita. Por enquanto limito-me a enviar por email, a pesquisar na net e a tentar a minha sorte através de candidaturas espontâneas. Também tenho visto alguns anúncios aos quais vou respondendo, mas até agora o meu telefone não tem dado sinal de vida.
Esta semana é a última semana, por aqui já quase não há traços da minha presença. Já limpei as gavetas e a secretária, assim como tudo o que tinha no computador. O cd com as 'memórias' deste último ano já se encontra dentro da minha mala. Está quase tudo embalado e pronto a seguir para outras paragens. Por enquanto é a mala do carro que serve de refúgio aos dois caixotes com 'tralha' que levo daqui.
E provavelmente por ali ficarão por tempo indefinido.

sexta-feira, maio 19, 2006

Renovação



















.
O que fazer quando somos confrontadas com a notícia do nosso despedimento?
Respirar fundo, interiorizar a notícia, encontrar conforto nas palavras e nos gestos de quem nos ama e quer bem, alegrar-me com os amigos que me deram um apoio incondicional e partir para a luta outra vez, de esperanças lavadas, sem pesos nem culpas, de cabeça erguia e energias renovadas... porque aos poucos vamos encontrando força em pequenas coisas, mesmo aquelas que nos parecem sem importância.
E o espírito reforça-se, reveste-se de verde e volta a acreditar em si mesmo.
Sei acima de tudo, que dei o meu melhor. Se isso não foi suficiente, não vale a pena recriminar-me. Porque eu acredito piamente que tudo acontece na minha vida com um motivo muito próprio, mesmo que eu na altura não o veja.
E até agora, tudo se tem encaixado na perfeição. Por muito mau que nos pareça um cenário, ele nunca é assim tão negro. São as adversidades da vida que nos fazem crescer como pessoas e nos tornam mais fortes. E eu acredito que mais tarde ou mais cedo irei descobrir porque motivo isto aconteceu. E quando isso ocorrer, vou sorrir certamente.

. Entretanto fiz mais colares, este que vos mostro já se encontra vendido, mas prometo fazer mais.*

sábado, maio 13, 2006

The show must go on



















'Por morrer uma andorinha não se acaba a Primavera.'

Obrigado, pai!

quinta-feira, maio 11, 2006

Arquitecta de interiores




















. No fds passado decidimos ir até à terra dos meus sogros. Domingo foi dia da mãe e decidiu-se juntar as duas famílias, a minha e a dele, na Gestosa Cimeira. Vamos poucas vezes é certo, a viagem ainda é grande, o nosso tempo pouco, mas eu confesso que gosto da aldeia. As casas em pedra, o silêncio das paragens, a serra a perder de vista, o som da água que corre nos muitos riachos que existem... Este fds descobrimos que o avô do C. estáva a vender uma casa antiga que considera sem importância e que apodrece lentamente na paragem do tempo e na estagnação com que as pessoas da aldeia já se habituaram a lidar. Quando a vi fiquei apaixonada. É uma pequena casa com alpendre, toda em pedra, cuja estrutura ainda resiste impávida e serena à espera do declínio total, ou de melhores dias. Nós queremos ficar com ela.
O C. falou com o avô e pediu-lhe para não a vender e ao que parece ele acedeu, ou seja, tudo indica que será nossa! Já me estou a ver com o meu projecto de reconstrução total, a idealizar as divisões, a escolher materiais, a reconstruir o alpendre (adoro alpendres) a ter os tectos com barrotes de madeira...
Claro que será algo para ser feito com calma, até porque vai exigir-nos muito tempo, dedicação e dinheiro! Mas a verdade é que já ando rodeada de revistas de casas de campo a tirar ideias e a arquitectar tudo. Da próxima vez que for lá acima, fotografo-a!

. A saga do DUA continua. Na caixa do 2º Dto não se encontra... e eu ainda não tive tempo de ir à Estação de Correios de Cabo Ruivo, aliás, nem sei onde fica.
E sinceramente, nem sei se valerá a pena.

terça-feira, maio 09, 2006

Apanhada no sistema


















. 'Fui apanhada pelo sistema.' Era apenas esta a frase que me ocorria, quando no Sábado de manhã, me decidi a ir à Loja do Cidadão dos Restauradores pedir justificações àcerca do Documento Único Automóvel que tardava em chegar pelo correio. Quando há dois meses atrás decidi tratar da papelada do carro e mudar o nome que constava no registo de propriedade e no livrete - por causa de ter adoptado o apelido dele na altura do casamento - atribuiram-me uma guia provisória, cuja data acabava a 8 de Maio. Esperei que o DUA me chegasse pelo correio durante dois meses, mas nada. Sábado, último dia da guia, decidi tirar a história a limpo e qual não foi o meu espanto quando a senhora do Registo Automóvel me comunicou que o sistema informático dáva que o mesmo tinha sido entregue na minha morada a 26 de Março. (já lá vão quase dois meses.)
Expliquei-lhe que isso era impossível, pois não tinha o documento, e não podia ficar sem o carro porque necessitava dele para ir trabalhar. A explicação que me deram foi; 'da nossa parte não há nada a fazer.' Depois de uma troca de argumentos mais acesa, decidimos apresentar queixa por escrito. Levaram-nos para uma pequena sala privada, onde uma superior da funcionária tentava perceber o motivo de tanto alarido. Aparentemente, as senhoras da Loja do Cidadão diziam que da parte delas não havia nada a fazer e que a culpa, se a havia, era dos CTT. Que tinha de me dirigir à central de Correios de Cabo Ruivo - a que abrange o meu código postal - e perguntar pelo documento.
Eu achei a história surreal e disse-lhe que dado os meses que já tinham passado, era praticamente impossível o documento continuar nos correios, quando os próprios informavam que o mesmo tinha sido devidamente entregue. Pedi para me passarem uma nova guia provisória enquanto não tirava a história a limpo. A resposta que me deram foi que não o podiam fazer. Isso só poderia ocorrer caso a culpa fosse dos serviços do Registo Automóvel. Depois de outra troca acesa de palavras, decidiram-se a ligar para a 'Dra. Paula', outra superior, a perguntar qual o procedimento a fazer perante casos destes. Do outro lado a resposta que deram foi a de que deveriam de emitir nova guia sem cobrar nada pela mesma - esta provisória e de apenas 2 semanas - e que eu deveria de ir aos correios e apresentar queixa por escrito. Depois de resolvido - em parte - o problema da guia, resta-me a esperança de ter o documento nos correios - o que muito sinceramente duvido (nenhuma estação dos correios guarda correspondência e encomendas por mais de vinte dias úteis) ou numa opção mais dramática, arrombar a caixa do 2º Dto, o apartamento ao lado do meu que se encontra vazio e cuja caixa está a abarrotar até acima. Aparentemente pode haver a hipótese de o carteiro se ter enganado e colocado o documento noutra caixa. Uma coisa é certa, o meu documento não foi devolvido à base, nem destruído. Se isso tivesse acontecido, teria ido parar a Santarém e os serviços competentes teriam essa notificação. O que não é o caso.
O que mais me choca no meio disto tudo é mandarem documentos desta importância por correio normal, sem haver uma carta registada e estando apenas à mercê da competência de um carteiro. Quando confrontei as senhoras com esta questão a resposta que me deram foi: 'Optou-se por deixar de enviar correspondência registada porque as pessoas nunca estão em casa durante o dia.' Hello?! Que raio de resposta é esta? Não estão em casa, mas ao menos ficam notificadas de que têm um documento importante nos correios para levantar! mas isso parece estar fora de questão...
O C. hoje vai tentar arrombar a caixa do correio do apartamento vazio para ver se o DUA em meu nome, está lá dentro. Caso não esteja nem na caixa do correio, nem na estação dos CTT de Cabo Ruivo, estarei no 'limbo' do registo informático... sem livrete automóvel, título de propriedade, sem guia e sem provas. O mais caricato no meio disto tudo, é que se ficar provado que a incompetência foi efectivamente dos correios, poderei ser reembolsada... mas, acredite quem quiser, não será na totalidade do valor que paguei pelo processo (36 euros)! Caso o 'dito' não apareça de qualquer maneira, não me resta outra alternativa a não ser pedir emissão de novo documento e dar início a novo processo de pedido de documento único... e gastar mais 36 euros do meu bolso!
Entretanto, o DUA anda em paradeiro incerto, podendo estar nas mãos erradas e o meu nome a constar de carros roubados, falsificação de documentos e outras coisas em que nem é bom pensar.
Infelizmente é este o sistema temos e os serviços (competentes) em que nos fiamos!
O caso segue para o 'Nós por Cá' na SIC.

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Para desanuviar de um post pesado, espreitem os maravilhosos artistas/ilustradores deste site, do qual vos mostro apenas um cheirinho na imagem de cima.

sexta-feira, maio 05, 2006

Inspirações



















. Ainda Sevilha. Durante a nossa curta estadia comprei postais antigos da Feria de Abril. Tenho já uma verdadeira colecção de postais 'vintage' e estes prenderam-me logo o olhar. Todos os anos existe o cartaz que anuncia a Feria e como este acontecimento já se realiza há longos anos, é fácil encontrar cópias de cartazes de 1920 ou 1950 em postais, posters e quadros. Trouxe três (apesar de só mostrar dois) e um poster enorme - que irei emoldurar para colocar na sala.

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A minha Troca da Primavera chegou finalmente e foi esta menina que enviou! Fui hoje levantar a encomenda aos correios e já pude espreitar (meio à pressa) algumas das coisas que recebi! Prometo publicar um post a falar disso, até porque eu quero ver tudo com muito mais calma!

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Outro colar. Red, red, red... ou não fosse essa a cor dominante por terras andalusas. 'Olé'

quarta-feira, maio 03, 2006

Green days




















. Este fim-de-semana para além de prolongado, contou com a visita do casal RH+ à terra que me viu nascer. Apesar de ter sido por pouco tempo ainda deu para um convívio intenso e para uns banhos de sol na esplanada da praia.

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Ainda não tinha aqui falado da nossa ida a Sevilha. Voltei, ao fim de quase quatro anos de ausência, naquela que é a minha cidade preferida. Inicialmente quando pensámos num destino para os quatro dias de 'férias' que tivemos, o objectivo inicial era ir até Sevilha. Mas como calhava na altura em que começa a Feria, os preços inflacionaram e tornou-se extremanente complicado arranjar onde ficar. Decidimos por isso apenas ir lá de passagem - se bem que soube a pouco - numa espécie de impulso louco (claro que fui eu que tive a ideia) onde arrastei o C.um pouco contrariado. A verdade é que fizemos num só dia mais de 800 kms em que chegámos a Montemor, local onde estávamos alojados, já passava da uma da manhã... Mas eu acho que valeu a pena cada minuto. Adorei voltar a sentir a excitação do regresso e a felicidade de poder percorrer aquelas ruas a pé. De poder reviver o final do dia sevilhano, com as ruas cheias de gente a beber cañas e com aquelas cores - vermelhos, laranjas e amarelos - a envolverem-nos por completo. As tardes quentes, as noites de lua cheia, os passeios ao longo do rio cheios de gente, as bicicletas por toda a cidade.. e claro, os gelados da Rayas - a melhor gelataria do Mundo!

. Voltei a dedicar-me aos colares - depois de vários ataques de preguicite que me retiraram a vontade por completo - ei-lo, cheio de cores frescas, libelinhas, missangas, contas de madeira, botões e laços de cetim. Disponível aqui.

terça-feira, abril 25, 2006

Charneca em flor



















O Alentejo é inspirador. A paisagem coberta de um longo tapete verde e fofo convida a entrar e, salpicada de brancos, amarelos, púrpuras e vermelhos, parece tirada de uma tela de um pintor impressionista.
Estes quatro dias souberam a mais. Foi como se estivesse realmente de férias. Aqui o tempo é controlado pelo cantar das cigarras, pela ausência de televisão (adorei), pela leitura a que me dediquei, pelos passeios de bicicleta que demos, pelas estrelas cadentes que contámos à noite, pelos desejos (muitos) que pedi e por todos os sítios que visitámos (Montemor-o-novo, Évora, Arraiolos, Alcácer do Sal, Comporta, Sevilha, Setúbal e finalmente... Lisboa)
Foi bom. *

sexta-feira, abril 21, 2006

Está quase....















Depois de muitas indecisões e de possíveis destinos ponderados para uma escapada de 4 dias, lá encontrámos à última da hora (é sempre assim) um sítio com tudo aquilo que gostamos. Sossego e descanso era fundamental e, como somos ambos apaixonados pelo Alentejo, eis que decidimos ir até Montemor-o-novo, para um 'monte' que nos encheu as medidas.
Os próximos dias serão passados aqui.
Mal consigo esperar para partir.

quinta-feira, abril 20, 2006

O tigre e a neve


















. Eu sei que a fórmula é um pouco semelhante à do 'A Vida é Bela', que também mete uma guerra (desta vez mais actual) e que os personagens até são os mesmos (Roberto Benigni e Nicoletta Braschi), mas 'O Tigre e a Neve' tem a doçura das coisas simples que me atraem e tocam bem cá no fundo. E voltei a emocionar-me com o descontrole apaixonado de quem ama, com a poesia das palavras que tanta falta nos fazem à vida e nos milagres que o verdadeiro amor move.

. Antes de ir ver o filme vi um pequeno trailer no canal Hollywood com depoimentos dos actores. Benigni dizia que não confia em pessoas que não riem. Que quem não ri é geralmente malicioso e ambicioso e que quem ri, num riso aberto e franco, é como uma árvore sólida que abana. Eu penso o mesmo. Talvez por isso goste tanto dele. *

terça-feira, abril 18, 2006

Swap de Abril




















. Será a primeira vez em que irei participar nestas 'trocas' ou swaps com outras pessoas da internet. Convidaram-me através do grupo do Flickr e eu aderi, apesar de na altura não estar muito convicta sequer de como todo o processo se desenvolvia. Durante alguns dias não liguei muito à ideia, mas ontem atingiu-me em cheio e pensei; 'bom, se até já tenho o nome e morada da feliz contemplada com quem irei trocar algumas coisas feitas, se calhar o melhor é pôr mãos à obra'. E assim foi. A última semana retirou-me algumas forças e o cansaço constante invadiu-me. Resultado? Não fiz absolutamente nada. Foi a inércia total. Mas ontem lá me sentei, convencida de que tinha de domar o fio de algodão para fazer novas pregadeiras e ter ideias para os colares. E foi assim que nasceu este cujo único propósito é ir na caixinha pelo correio, juntamente com mais algumas coisas mimosas. Confesso que já não sei o que é receber encomendas pelo correio há muito tempo e acho que a alegria de abrir um pacote, envelope, ou simples postal, é sempre muito mais vibrante e emocionante do que receber um envelope no canto inferior direito do nosso computador - se bem que a falta dele também me provoque ansiedade.
Agora só falta adicionar alguns pormenores, um ou outro mimo e está pronto para seguir viagem. Espero que a minha 'amiga secreta' goste.

segunda-feira, abril 17, 2006

depois da ausência... o regresso


















. A Páscoa passou rápido. É a desvantagem de quem não vai de férias nesta altura. A tarde de quinta-feira livre de obrigações 'laborais' deu para matar saudades dos tempos de estudante em que ficávamos no Bar Terraço do CCB a tarde quase toda. A Helena e a Liliana fizeram-me companhia e juntas, com o Sol a bater-nos no rosto, ficámos horas na amena cavaqueira.
Soube bem, mas soube a pouco.

. A sexta-feira santa ficou marcada pela ida para a Ericeira. Às vezes penso que é um desperdício ter lá a casa sempre vazia e não aproveitar mais fins-de-semana para fazer escapadinhas. É certo que não se trata de uma 'escapadinha' a sério, porque fica perto e porque já conhecemos o sítio de 'gingeira', mas sempre se muda de ares, se vê mar e se muda de paragens. A família Felipe (Cátia, Pepe e Mafaldinha) pregaram-nos uma surpresa e decidiram aparecer para jantar! E o que pensávamos que iria ser um pacato serão a dois, converteu-se afinal num divertido serão a cinco! Improvisou-se um bacalhau à brás - porque manda a tradição comer peixe nesta data - e ainda deu tempo para dar um saltinho ao bar de jazz da vila (pequenino é certo, mas simpático). Passaram lá a noite. No dia seguinte quando acordámos já tinham partido. Adorei a surpresa amiga * Tens de fazê-lo mais vezes.

. Domingo foi dia de rumar até às Caldas para o almoço com pais e sogros. O dia passou rápido, eu voltei a receber lírios lilases - que embelezam novamente a minha casa de banho e que vieram propositadamente de Castanheira de Pêra até Lisboa - e passeámos muito, pela Foz do Arelho, pelo Bom Sucesso, pela Praia del Rey , até ao Baleal . Vimos o sítio dos nossos sonhos para instalar o nosso bar e/ou negócio de turismo rural. Certezas quanto aquilo que gostaríamos de fazer das nossas vidas e ideias há muitas, falta apenas o mais importante de tudo: capital. Por instantes tivemos vontade de vender tudo e mudar radicalmente de vida. E sinceramente, acho que já faltou mais...

. Ando a experimentar fazer pregadeiras em fio de algodão - a pedido de várias famílias que querem os mesmos modelos de Inverno, adaptados ao Verão.
Comecei hoje a trabalhar no assunto. O cansaço não me tem dado vontade de fazer absolutamente nada. O fio é difícil de trabalhar e dá luta na agulha - vamos lá ver até onde a minha paciência está disposta a ir - acho que o resultado não fica tão perfeito como com a lã, mas brevemente mostrarei o resultado.

domingo, abril 09, 2006

dia bom



















Há dias assim, que nos enchem o coração de alegrias e a vida de sentido. Dias que nos renovam a alma e nos deixam de sorriso tosco nos lábios, que nos fazem sentir vivos e agradecidos por estarmos rodeados daqueles que mais falta nos fazem; a família e os verdadeiros amigos.
Hoje foi um desses dias. Um Domingo que me fez acreditar que a felicidade é feita de momentos e não um sentimento constante e eterno. (mas isso eu já andava desconfiada)

. Festa de aniversário da Mafaldinha, a 'sobrinha' mais simpática, bem-disposta e divertida que alguma vez pensei que pudesse ter! Há três anos atrás a C. apanhou um valente choque quando descobriu que estava grávida. A vida ainda era outra, acabáva-se o curso, o trabalho era precário e as condições para criar um filho eram poucas. Chorou baba e ranho - se é que posso caracterizar a situação assim - pensou que o mundo ia acabar... hoje, o mundo dela não só cresceu, como se tornou num sítio muito mais bonito.

. Festa de aniversário da Mariana. E vão sete. A minha família é assim. Quando nos juntamos, fazemos sempre arraial. Falamos alto, rimos, cantamos, dançamos, comemos, bebemos e toda a gente fica contente. Hoje não foi excepção. Família ligada à música desde sempre, o aniversário da neta foi apenas mais um pretexto para o meu tio ir buscar o acordeão e dar baile à malta toda. E o que nós gostámos. Há muito tempo que não me divertia tanto. Ficámos a saber que mais um bebé está brevemente a chegar (Parabéns Célia) e que esperam que eu seja a próxima a trazer a boa nova.
Quem sabe... quem sabe...

sexta-feira, abril 07, 2006

Já cheira a fds



















Em contagem decrescente para:

. Uma noite animada em casa de amigos, com o microfone numa mão, a garganta afinada e os olhos fixos no ecrã da... televisão! Pois é isso mesmo, eu falo, falo, mas depois faço programas de 'cota', mas que me divertem à brava. Hoje vamos todos para casa da Rita e pôr estas vozes de 'cana rachada' a fazer brilharetes no karaoke. Só espero é que tanta gente e barulheira junta não tenham repercussões na vizinhança... é que se fosse lá em casa, de certeza que tinha a minha vizinha de estimação - uma senhora já com alguma idade que adora vir bater-me à bota - a queixar-se do barulho.

. Este fim-de-semana promete ser rico em... calorias e... crianças! Duas festas de aniversário, assim de uma mão cheia e todas no Domingo. Apenas com a diferença de que uma é em Alcobaça e outra em Torres Vedras! E lá vamos nós andar numa verdadeira maratona de presentes, qual Pai Natal, a comer croquetes num lado e bolo de chocolate no outro.

. Quero muito, muito, muito ir ver este filme. Adoro a graça infantil e sonhadora do Benigni.

Bom fim-de-semana
*

quarta-feira, abril 05, 2006

o dilúvio e a menina das sandálias



















. Qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência. É mesmo verdade. Necessito do fascínio das flores para encher o meu dia de pormenores de beleza. Neste momento lá em casa existem lírios lilazes que vieram de Castanheira de Pêra até Lisboa, tudo porque até a minha sogra já se deu conta deste meu fascínio.
. Voltei às pregadeiras. Já há imenso tempo que não fazia nenhuma, mas ontem como estava frio voltei a pegar nas agulhas e nasceu outra de laço e pedras floridas. Disponível aqui.
. Hoje chove torrencialmente... e eu vim de sandálias! (Qual pezinho de princesa). Do parque de estacionamento de onde trabalho até ao edifício separam-nos apenas alguns metros, mas foi quanto bastou para me deixar com os pés completamente encharcados. Quando saí do carro o cenário era semelhante a um dilúvio de pequena escala e eu nem a barca de Noé tinha para me salvar - nem um chapéu de chuva havia na bagageira. O mundo pode acabar, mas eu vou de sapatos dourados...
. Tenho descoberto imensa gente na internet. Gente essa que conheci em tempos e com os quais fui perdendo contacto. Já aqui falei durante esta semana de como essas descobertas me têm de certa forma afectado. É como se por instantes visse o passado novamente a ser-me atirado à cara. Hoje tive duas novas surpresas. Dois ex-colegas de faculdade que se tornaram literalmente 'ratos de biblioteca' e que devem ter gostado tanto do cheiro a môfo dos livros que nunca mais deixaram a vida académica e a de um ex-namorado, o primeiro que tive, açoriano do Faial, que até já se encontra casado! (apesar de até eu já me encontrar casada, quando sei destas notícias nunca consigo ficar indiferente! eh eh eh).

terça-feira, abril 04, 2006

Change


















A partir dos 25 anos a vida muda.
Após um quarto de século a descobrir os prazeres da vida, acalmamos a adrenalina da juventude, começamos a gostar do sabor do sofá e dos serões em família, deixamos de achar piada às bebedeiras de Sábado à noite porque nos deixam de cabeça a latejar e a boca a saber a papel, tentamos deitar-nos cedo ao Domingo porque Segunda-feira é dia de trabalho, e ao contrário do que acontecia nos tempos de escola, não podemos faltar à aula da manhã. Compramos casas a deitar contas à vida e aos metros quadrados que achamos sempre que não serão suficientes para juntar toda a gente, se há espaço para o quarto dos brinquedos das crianças, ou espaços verdes onde possam andar de bicicleta… damos por nós a olhar para as roupas de grávidas, a babar-nos quando vemos um bebé e a sentir o nosso relógio biológico a disparar o alarme que nem louco. O divertimento máximo é juntar os amigos, igualmente casados ou juntos, em alegres jantaradas lá em casa. Organizar sessões de karaoke e cantar velhos clássicos dos bons anos 80, reviver o Verão Azul, ou a música da abelha Maia. Achamos que os livros da ‘Anita’ é que eram didácticos e inocentes, que na nossa infância é que haviam desenhos animados educativos e que fazer desporto é fundamental para a saúde – principalmente quando começamos a constatar que a gordura se instala na parte abdominal – nós que sempre fomos magras, mas que agora somos igualmente atingidas por essa praga que é a celulite.
Damos por nós a analisar o rosto ao espelho à procura das primeiras rugas, acordamos cheias de olheiras e por mais corrector que coloquemos não as conseguimos disfarçar, limpamos a pele ao deitar, porque é de noite que ela respira e já não vamos em cantigas de bandido, mesmo quando ainda nos façam bem ao ego. Adquirimos gostos refinados que antes eram inadmissíveis, (chupar caracóis em vez de os comer com a ajuda de um palito é algo que está fora de questão!), trocamos o campismo por um bom quarto de hotel, e preferimos qua-li-da-de em vez de quan-ti-da-de.
Aos 27, a minha vida anda muito perto desta descrição, que apesar de exagerada, não deixa de ter pontos comuns. Apesar de não parecer, gosto dela assim. Não trocava os meus 27 anos pelos meus 20, mas não deixo de dizer que esses sim, é que eram bons tempos!

sexta-feira, março 31, 2006

retalhos & viagens


















Tenho pensado que não aproveitei certas oportunidades que tive na vida da melhor maneira. Isto é, das duas vezes que vivi no estrangeiro e até mesmo das viagens que por vezes faço a nível pessoal, nunca crio um caderno onde aponte nomes de ruas, descrições de sítios, lugares por onde passo, locais que visitei. Nada. Rien. Fica-me tudo dentro da mente, retido, como se bastasse uma memória fotográfica através de um piscar de olhos e a guardasse em forma de gaveta arquivada no cérebro. E penso sempre que é o suficiente. Foi assim quando vivi em Sevilha, em que o único registo que possuo são as fotografias que tirei e o mesmo aconteceu em Madrid durante os quatro meses que por lá estive. Não apontei o nome das ruas onde vivi, nem do andar ou da porta do prédio (apesar de me lembrar delas) assim como da zona onde trabalhava, ou o autocarro que apanhava diariamente na Plaza Castilla, ou do enorme parque que ficava em frente à minha casa e que ao Domingo se enchia de crianças e jovens casais de namorados a passear, ou da igreja mexicana que ficava do outro lado da rua, ou o nome do bar com anjos à média luz que adorava frequentar no Bairro da Chueca. Sinto que há imensa coisa que perdi, que a gaveta se abriu e espalhou as memórias pelo chão e que eu ao não as apanhar logo, ando um pouco desorientada a tentar refazer o puzzle com o que delas resta. E esta semana dei comigo a pensar que se calhar era altura de escrever as (poucas) memórias que ainda permanecem desses lugares. Um relato de viagens, ou de pessoas que cruzaram o meu caminho e que apesar de lhes ter perdido o rasto permanecem vivas em mim. Este mês irei regressar a Sevilha e certamente as imagens difusas aparecerão com a claridade nítida de um dia de Sol.

. Outra pregadeira ‘franzina’ e primaveril. Disponível Aqui.

quinta-feira, março 30, 2006

nostalgias & leituras


















. Tenho andado com ataques de nostalgia. Eu sou assim. Prendo-me às coisas, custa-me deixá-las para trás e nunca deito nada fora. Sou daquelas pessoas que acha que tudo pode ainda vir a fazer falta, que ainda se pode vir a usar, que recordar é viver, que o passado revela sempre muito de nós próprios - mais não seja para constatarmos a nossa própria evolução natural - e que rejubilo de prazer ao ver/encontrar coisas que marcaram a minha existência numa determinada fase da vida. Foi isso que aconteceu esta semana quando precisei de procurar umas fotos num cd que tinha trazido do meu anterior trabalho e dei de caras com fotografias de ex colegas, de ex momentos, de ex vidas. E dá-me sempre aquele aperto no peito em que fico ali, por instantes, presa àqueles momentos a andar para trás no tempo quase em espiral. E esta semana não tenho andado em espiral, tenho andado em catadupa, tais foram as surpresas do passado a serem-me atiradas à cara. Desde reencontrar pessoas que já não via há uma eternidade, achar fotografias perdidas há outro tanto, esbarrar em pleno mundo cibernético com gente que perdi o contacto… enfim, foi uma semana muito intensa a nível de sentimentos. Confesso que por momentos tive vontade de fazer tudo de outra maneira, de ter agido de outra forma, mas depois penso sempre que mais vale deixar assim. Não chafurdar no lodo com um pau de forma a que as águas fiquem ainda mais turvas. Já passou. A vida seguiu outro trilho e eu acredito, piamente, de que mesmo as coisas más acontecem com um sentido muito próprio que mais tarde nos dá a resposta. E acho que na maior parte dos casos, já a tenho.

. Eu bem disse que não me escapava e cá está a prova. Ontem numa ida ao El Corte Inglés para ver o Syriana – excelente filme por sinal – não resisti e dei um saltinho à parte de revistas e livraria, para minha grande desgraça. E vai daí comprei não o desejado Kafka à Beira Mar, como também os 100 Anos de Solidão do grande Gabriel Garcia Márquez, que, espante-se quem quiser, nunca li! E assim cheguei a casa depois da meia-noite e apesar de muito ensonada, ainda consegui ler algumas páginas que me prenderam de imediato a atenção. E assim inspirada na leitura, vou construindo outras paragens diárias.

quarta-feira, março 29, 2006

à noitinha


















A noite exerce em mim um fascínio mais profundo do que o dia. Diz o ditado popular que 'à noite todos os gatos são pardos' e eu geralmente, sinto-me um eles. É quando a noite cai que o silêncio se instala, que a cidade acalma, que o ceú muda de cor e adquire brilho, que regresso a casa, que acalmo o meu ritmo e me entretenho com outras coisas, outro mundo. É pela noite que consigo sentar-me ao computador e escrever algumas coisas, ajustando linhas e frases a uma folha em branco, teclando novamente, tal como durante o dia, mas sem vínculos de temas propostos. É à noite que sou livre para criar, entre agulhas e linhas, experimentando enquanto se cose uma vida cheia de ilusões. É à noite que me encontro, entre amigos e lugares, entre conversas e sorrisos que alimentam a minha existência. É a noite que te traz de volta depois de um dia inteiro da tua ausência. É à noite que sonho, enrolada entre o aconchego de um livro que me transporta a outras vivências.
E é à noite que espreito, sorrateiramente, enquanto todos os outros me ignoram.
E gosto.


Nova colecção - pregadeiras em rosetas de tecido franzido - 7€.

segunda-feira, março 27, 2006

Pequenas Fridas


















. Sempre tive uma grande paixão pela vida e obra de Frida Kahlo. Assim como sempre tive uma grande paixão pela pintura, ou pelos ambientes quentes do México, pela América latina, por Espanha…
Portanto, nela, Frida, são duas paixões que se unem e que transbordam em minha direcção, como se fossem um apelo.
Quando soube que a exposição de algumas das suas obras e objectos pessoais vinham a Portugal andei a contar os dias para puder ir vê-la, mas as longas filas de espera para entrar levaram-me a refrear os ânimos e a esperar algumas semanas antes de me decidir. Aconteceu ontem. Não que o dia tenha sido a melhor das escolhas. Meia Maratona de Lisboa e início da festa da Primavera no CCB fizeram com que centenas de pessoas se deslocassem até Belém. O trânsito estava caótico e desesperante, mas lá conseguimos arranjar lugar e chegar à ala ‘Frida’, que chamava por mim como que um deleite. E foi.
Tive vontade de fotografar tudo, de tocar, de mexer, de senti-la mais próxima de mim. Tive vontade de ficar ali horas, sentada no chão, a olhar, como se me alimentassem a alma. Tenho vontade de voltar, outra vez e outra vez e outra vez. Tive vontade de andar de flores na cabeça e usar brincos grandes, saias rodadas e camisas coloridas. Mas não pude. Fiquei-me pelas fotos que tirei às pequenas ‘Fridas’ que havia por todo o lado, de sobrancelhas carregadas a lápis preto e flores de tecido no cabelo, que sem saberem muito bem quem é que imitavam, se deliciavam com o retrato de uma senhora feia, mas que as atraia como um íman.
E assim, enfeitiçados em conjunto, sentíamos o fascínio que as vidas dos outros exercem sobre a nossa.

.Colar - 15, disponível.

sexta-feira, março 24, 2006

beijoqueiros...




















"Os cavalos a correr,
as meninas a aprender,
qual será a mais bonita
que se vai, es-con-der..."


Era assim a música que a minha mãe me cantava na infância.
Hoje foi dia de ir ao Zoo (em trabalho) e voltei a ser menina outra vez.
A-do-rei!