segunda-feira, julho 03, 2006

something romantic


















. Porque ando a precisar de ter ânimo e vontade para mudar muitas coisas na minha vida e iniciar novas. Aos poucos acho que vou conseguindo.
Something romantic, um colar que nasceu da conjugação de cores de incensos, que queimo sem parar cá por casa, e das ortências que voltaram a embelezar-me as jarras. Quem o quiser ter ao pescoço já sabe, basta enviarem-me um mail, os portes de envio estão incluídos no preço.

. Fui à FIA e fiquei muito desiludida. Ainda comprei uns brincos e um colar - por estranho que pareça é verdade - comi sandes de presunto e um bolinho de amêndoa do Algarve (pelos quais eu sou simplesmente louca! Nunca resisto quando os vejo), mas no geral achei o pavilhão dos artesãos portugueses muito pobrezinho e a feira já teve anos mais interessantes. Vi o stand da Maraluna e de muitas outras meninas conhecidas que lá estavam com as suas criações expostas, mas nada me encheu os olhos. Ao contrário de anos anteriores não comprei nada para a casa, não regateei preços com os africanos, não encontrei ninguém que já não vejo há muito tempo e só tinha vontade de me vir embora.

. Ando com dificuldades em adormecer e não, não tenho os sonos trocados porque acordo todos os dias bastante cedinho. Dou por mim a ver episódios repetidos em DVD do 'Sexo e a Cidade' até às três da manhã à espera que o sono chegue, ou pura e simplesmente a ler até sentir a vista cansada, mas nada.
Adormeço quase de manhã com a aurora boreal.

. Continuo à espera e desespero. Vale-me os jogos da nossa selecção que me deixam de coração na boca, mas feliz!

sexta-feira, junho 30, 2006

Summer days



















Ontem tive companhia e o dia teve outro sabor. O C. esteve em casa e aproveitámos para ir almoçar à Ericeira e matar saudades da vista da nossa varanda, das sardinhas assadas com sabor e cheiro a mar e até dos maravilhosos queques de noz e amêndoa que se vendem na vila - e que eu simplesmente adoro! Os meus preferidos são mesmo os de chocolate, mas para azar meu, estavam esgotados. Vim para casa com uma caixa de quatro, dois de amêndoa e dois simples, dois para mim e dois para ele!
Depois do almoço aproveitámos para ir visitar uma quinta que tínhamos visto à venda na internet. O dia estava soalheiro e agradável, pelo que pudemos ir de janelas completamente abertas e tecto de abrir para trás, aproveitar o vento que se fazia sentir - que me deixou o cabelo num caos - mas o espírito leve e gozar o passeio. A sensação que tinha era de que o dia era Sábado e não o de uma simples Quinta-feira.
Quando chegámos ao local a primeira impressão foi a do espaço. Era imenso, enorme e completamente em ruínas. Numa só palavra, era lindo. Quando olhei em meu redor, tentei entrar numa cápsula de tempo e imaginar tudo reconstruído, mas a largeza do exercício transcendia a minha pobre imaginação. Uma coisa é certa, aquele lugar tinha um enorme portencial. Por momentos consegui imaginar um enorme páteo calcetado, casinhas baixas pintadas de branco e azul e uns potes de barro enormes com sardinheiras a cairem em cascata, um terraço com chão de terracota, onde eu lia à sombra de uma parede de pedra forrada a era, enquanto a vista se perdia sob um estreito caminho rodeado de velhas árvores centenárias. Ao fundo, uma velha capela - agora reconstruída - com o seu altar em madeira recuperado e pintado novamente de cores delicadas. Quase que apetecia ter o espírito ocupado nestes pensamentos enquanto explorávamos o lugar, guiados pelo vendedor que lá nos ia dizendo que devido a partilhas e heranças a quinta tinha perdido metade da sua grandeza e extensão e que por esse mesmo motivo, se encontrava bastante dividida, possuindo ainda um rendeiro a morar naquelas velhas casas de pedra que o tempo insistia em derrubar. Por todo o lado havia animais, cães, galinhas, pintos, ovelhas, cavalos e até coelhos que corriam pelo terreno à velocidade de quem corre pela vida. Na propriedade existiam ainda sobreiros, furos de água e uma figueira centenária, enorme e imponente, que me fez lembrar o tempo da minha infância, quando possuía uma no quintal e a trepava para comer figos directamente da árvore.
Pensei em qual seria a história daquele lugar, quem lá viveu, que cenários, vidas e almas teriam por ali passado... Por momento arrepiei-me só de pensar nisso. Quando se visita um lugar destes, a cair de velho, mas cheio de misticismo à mistura, nunca sou capaz de deixar de pensar nestas coisas. Quando se compra uma quinta como aquela, compra-se um passado, que o vendedor não soube desvendar, mas que a mim me atraí como um íman e que merece respeito e acima de tudo, ser preservado. Porque motivo teria aquela velha e imponente quinta uma capela? Como se deixa um lugar belo daqueles chegar a este estado? Como é possível não passar por ela e ter vontade de lá ficar? O que faz alguém abandonar à sua sorte e pobre glória uma propriedade assim?
Viemos embora com aquela sensação de, 'era isto que queríamos, mas por enquanto não podemos'. Comprar algo assim era abdicar de tudo aquilo que faz a nossa vida actualmente. Era ter um sonho e acreditar unicamente nele.
Não sabemos se estamos preparados para semelhante esforço, mas acredito que também já faltou mais para fazermos uma opção radical deste género. Por enquanto limitamo-nos a ver e sonhar, até ao dia em que quem sabe, o tornemos realidade.

segunda-feira, junho 26, 2006

cenas de um casamento... & jornalismo



















. A semana passada tivemos uma notícia. A prima do C., que esteve no nosso casamento, vai-se casar este ano. De certa forma não é nada que não nos tivesse já passado pela mente, afinal é mais velha que nós e o nosso casamento quase que serviu para formalizar a apresentação do namorado à família. Foi isso que aconteceu quando a confirmação chegou sob a forma de convite formal em papel, enquanto tomávamos um cafézinho à noite no novo Lounge in Rio, ou para aqueles que estão menos familiarizados, o antigo 'Café In' à beira Tejo. Quando um familiar com o qual nem temos muita proximidade insiste em tomar café connosco num dia de semana - e se namora - então preparem-se para começar a fazer contas à vida, é porque vem aí casório! Mas confesso que até achei engraçado, agora estar do lado de cá e ouvi-la queixar-se da ementa, dos convites, da decoração, do stress que é escolher quintas, das provas do vestido e de toda a organização do 'mega-evento'. Tentei dar-lhe as melhores dicas e acima de tudo, fazer com que não se preocupasse tanto com as datas -eu sei o que isso é e de como a nossa pele se ressente com os nervos...
O evento terá lugar quase um ano depois da nossa data - uma semana a menos para ser mais correcta e será em Alenquer. Fiquei feliz por saber que todo o esforço que tive na altura foi recompensado - os noivos optaram por escolher a mesma casa onde mandei fazer os meus convites, assim como a mesma empresa que contratámos para fazer a animação do recinto (o que só pode ser bom sinal!) e teceram os maiores elogios a tudo, chegando mesmo a dizer que foi dos casamentos mais dinâmicos e divertidos que já foram! (Ainda bem, porque até para mim, ter um casamento, é de uma maneira geral, sinónimo de um dia a apanhar uma grandesíssima seca!)
. Inspirada na atmosfera romântica fiz este coração em feltro que mostro na imagem, salpicado de pérolas e tule, que tanto pode ser um porta-chaves como um decorador de portas. Neste momento ando com a ideia de fazer um pendente diferente para cada divisão cá de casa. A estrelinha foi para a porta da casa-de-banho, o coração para a porta do quarto. A ideia é conjugar as cores com a decoração de cada divisão e o resultado final fica engraçado.
. Recebi hoje a notícia por email de que saiu finalmente a entrevista que dei a uma aluna universitária para um projecto escolar. A verdade é que quando vi o resultado final fiquei um pouco desiludida. Acho que ela não percebeu algumas das minhas respostas e de certa maneira, deturpou-lhes um bocadinho o sentido. No geral não gostei do 'tom', nem do ângulo, mas como se trata de uma estudante e ainda por cima num projecto escolar, acho que não posso pedir muito, ou então sou eu que estou a ser demasiado picuínhas. Mas ler numa legenda 'Mafalda não quer ficar limitada à criação de acessórios. Os bonecos de pano são algo que ainda ambiciona vir a saber fazer' não tem muito a ver com aquilo que eu lhe disse - que foi precisamente o contrário - ou seja, que não me meto a fazer bonecos de pano porque tenho consciência de que não os sei fazer.
É isto que distingue o bom do mau jornalismo...

quarta-feira, junho 21, 2006

Dejá vu



















Depois de algum tempo...
Voltei a ver estrelas.

terça-feira, junho 20, 2006

post 'a la Sexo e a Cidade'


















Descobri nos últimos tempos que ter uma entrevista de emprego é em tudo idêntico a ter um encontro, senão vejamos:
Na véspera já estamos nervosas e ansiosas e o sono teima em chegar, analisamos mentalmente as perguntas que nos poderão fazer e nas respostas (inteligentes) que devemos dar - a preparação é fundamental e não convém haver falhas, o mínimo detalhe pode pôr em risco toda a 'operação'.
Tomamos banho antes de sair de casa, lavamos bem a cabeça, os dentes, fazemos a depilação, arrancamos os pêlos rebeldes das sobrancelhas que insistem em andar despenteadas e analisamos a cara ao espelho à procura de pontos negros, ou de possível e incipiente buço. Passamos meia hora diante do roupeiro à procura da indumentária, para finalmente colocarmos a nossa melhor roupa e rezar desesperadamente para não parecer nem demasiado oferecida, vulgar, pudica ou excêntrica. Arranjamos as unhas, pintamo-las de cores suaves e arranjamos as cutículas para que nenhuma pele insistente desvie a nossa atenção, ou com os nervos, nos leve compulsivamente a roê-la. Hesitamos no perfume e na quantidade, muito enjoa, pouco nem se dá por ele. Verificamos mil vezes o cabelo e rogamos pragas ao vento e a tudo que nos arruine por completo todo o tempo investido na produção.
Por fim saímos de casa a oscilar entre a confiança e o desespero. E tal como em todos os encontros, ou regressamos profundamente frustradas, ou alegremente esperançosas.

Neste momento, aposto mais no primeiro grupo.

segunda-feira, junho 19, 2006

verdes são os campos...



















Lembram-se deste post? Pois bem, eu tinha prometido que da próxima vez que fosse à terra iria fotografar a velhinha casa que o avô do C. disse que à partida ficaria para nós. De máquina em punho lá começámos por disparar nos vários ângulos que nos apareciam em frente da vista e a verdade é que nem precisamos de esforçar muito, porque a paisagem é de tal maneira inspiradora, que carregar no botão da máquina é algo tão natural como respirar. (isto agora soou-me a slogan de leite matinal, mas adiante)
A paisagem nesta época do ano estava particularmente bonita, mesmo em frente à casa encontra-se uma enorme ortência de tons azul mesclados e diante do velhinho alpendre - onde o avô António diz que nasceu, mesmo ali, naquele canto onde ele acaba - depara-se uma de cores ainda mais fascinantes, azul forte, quase hipnotizadora. Até já nos serviu de inspiração para futuros nomes - isto porque temos sempre tendência a começar pelo fim em vez de pelo princípio - e por detrás dela uma figueira, ainda imberbe e a despontar novos ramos. Subimos o terreno até acima, onde os pequenos socalcos nos vão permitindo escalar o tempo e descansar os olhos num verde quase infinito e numa névoa densa, que desce por aquelas montanhas como um cobertor. Ouvem-se passarinhos por toda a parte, numa sinfonia quase perfeita e faz-se barulho entre as ervas altas, não vá uma cobra andar à espreita. (e acreditem, por aqui há muitas).
Lá em cima outra pequena casa, que noutros tempos tinha como função guardar os cereais e os legumes que se apanhava no campo. À sua frente uma pequena eira que servia para os espalhar enquanto os mesmos secavam com o vagar do tempo. Pronto, outro nome achado e este é igualmente perfeito. À nossa frente castanheiros e oliveiras que estendem as ramagens até onde conseguem alcançar e que o passar dos anos não deixou marcas.
Sente-se uma tranquilidade de espírito, uma grande calma interior. 'Isto faz-me bem' - penso, enquando os pés e os olhos andam atentos aos minúsculos degraus de pedra que tenho como escadas e que me servem de apoio. E assim, devagarinho e em pequenos passos, tratamos de assegurar que o passado de outros tempos seja o nosso futuro.
Para os mais curiosos, espreitem aqui.

domingo, junho 11, 2006

Formas de expressão



Num almoço em Alfama, em dia de jogo e numa espécie de antecipação de Santos populares, descobri que um dos bairros mais típicos e genuínos da Lisboa antiga, está repleto de novas formas de expressão.

Mais aqui.

sexta-feira, junho 09, 2006

life as it is - part II




















. Tenho este bonsai há um ano. Deram-mo numa apresentação e eu, que nunca tinha tido um, mas que sabia tratar-se de plantas sensíveis e delicadas, fiquei receosa de que ele me durasse pouco. Já tinha ouvido todo o tipo de histórias sobre bonsais, 'Olha que não podes comprar um porque senão morre, tem de ser oferecido e tens de o saber podar, porque senão tiras-lhe a força....'
Um ano depois o meu bonsai fez ouvidos moucos a todas essas balelas e está frondoso e viçoso, enchendo-me de orgulho. Já passou por fases menos boas - desde a Magali lhe roer as folhas à procura de vitaminas ou clorofila, de quase morrer à sede quando me esqueço de o regar com frequência, ou de quando as folhas começam a cair se apanhar demasiado calor. A verdade é que os bonsais precisam de muitos mimos, foi isso que descobri deste. Pedem cuidados diários, gostam de ter a terra sempre húmida e as folhas frescas, de apanhar luz directa sem ser em demasia e são extremamente sensíveis às variações de temperatura. Nunca o podei por pura ignorância, não sei fazê-lo e tenho medo de o matar, mas a verdade é que adoro vê-lo com novas folhas, pequeninas, a brotar. Dá-me calma. Vê-lo crescer é sentir que revigoro com ele.

. Desde que estou em casa já perdi mais de dois quilos. Se há alguma vantagem em ter este tempo morto actualmente, ao menos que seja a de ficar mais magra. A semana passada comprei um aparelho de abdominais na Decathlon e pesos, e agora quem me quer ver é a improvisar um ginásio 'home made'. E suo, suo, suo e bebo águá, água, água. E agora penso sempre duas vezes antes de comer o que quer que seja. Quando já não se tem 20 e se vai a caminho dos 30, não há nada que não nos faça pensar duas vezes. (hhhuuurrraaayyyy to me)

. Esta semana descobri um velhinho caderno esquecido nas estantes do escritório. Como tinha comprado uns arquivadores no Ikea, decidi-me a arrumá-lo (ao escritório). Foi quando me confrontei com o meu velhinho caderno de capa preta e dura, que me acompanhou quase diariamente durante os anos de 2002 e 2003. Nele constavam retalhos de memórias esquecidas, de paixões apagadas, de bilhetes, cartas, mensagens e de um período já ido da minha vida. Nele encontrei o Dez (a) linho, um poema naïf, escrito para e a pensar mim.

Quando a menina perde a compustura,
e tudo começa a girar ouvem-se gritos e suspiros,
tudo misturado no ar.
Há corridas e atropelos, intrigas em novelos, torneiras a pingar.

Quando a menina perde a compustura,
e os pensamentos principiam a voar, os cavalos pintam-se de vermelho e os corações
põem-se a trotar.

Quando a menina perde a compostura...

quinta-feira, junho 08, 2006

antecipação


















. Domingo, numa antecipação de semana de santos populares, que eu tanto gosto, iremos ver o primeiro jogo da selecção cá em casa. Aguardo respostas quanto aos 'convocados'.
. Red & Orange, as cores há muito pedidas pela H. para um colar. Resta saber se gostas! (e sim, quero um comentário teu no meu blogue).

quarta-feira, junho 07, 2006

life as it is



















. Fui cortar o cabelo. O que estava para ser apenas um pequeno corte para tirar as pontas espigadas, transformou-se na maior carecada dos últimos tempos. Fiquei frustradíssima, quase que chorei de raiva. E não, o cliché 'ele cresce' não me serve de conforto.
. Fui a uma entrevista. A primeira. Algo me diz que serei a escolhida, a questão é: eu própria não sei se quero. (shame on me)
. Estes dias de calor deixaram a Magali mole, inerte e sem apetite. Está magrinha, só dorme e quase não me faz companhia. Ser 'mãe' traz estas preocupações ;-)
. Hoje enquanto me vestia fez-me falta um colar em tons de rosa e castanho para completar e indumentária que iria levar à entrevista. Enquanto revirava o espólio existente reparei que nunca fiz nada nesses tons. Será o próximo?
. A semana passada joguei no euromilhões, apenas 2€ como eu e o C. tínhamos combinado. Ganhei pela primeira vez, dez euros!
. Ando sem vontade para nada.

sábado, junho 03, 2006

Feria de Abril 1973


















Finalmente o poster vintage que trouxemos de Sevilha há dois meses atrás vê a luz do dia na nossa sala... e gostámos tanto de o ver no chão, rente às escadas, que decidimos continuar a deixá-lo ali. O C. diz que dá 'estilo' e eu concordo.
Mais aqui.

quinta-feira, junho 01, 2006

fruit colors


















+ dois.
Hoje tenho pouco tempo. Vou agora mesmo direitinha para as Caldas ter com mi 'mama'.
Finalmente, um pouco de 'acção'.

quarta-feira, maio 31, 2006

blossom



















. Ontem comprei novas contas e como o tempo abunda agora por aqui, hoje decidi fazer novos colares. Há que torná-lo produtivo. Que tenho feito eu? Bom, curiosamente acordo bastante cedo - média às oito da manhã - é o que faz ter o organismo tão habituado para despertar a esta hora, deambulo um pouco sem rumo pela casa, leio, vegeto em frente à televisão, vou à net, respondo aos poucos anúncios que encontro, levo o telemóvel para todo o lado comigo (não vá ele tocar), ando a pé, oiço música e aturo a gata! Ontem decidi ir a pé de casa até ao metro na Praça do Chile. E hoje estou a pensar ir até ao Largo da Estefânia. Faz-se num instantinho, sempre vejo gente, descubro o meu bairro e aproveito para ter um novo olhar sobre Lisboa, que já há tanto tempo me passava despercebida. Ontem depois de muitos anos voltei a andar de metro. Fui até à Baixa, sentei-me na 'Brasileira' no Chiado a ler e a tomar uma bebida fresca, e acabei o dia a conviver com os amigos no Irish Pub, do Cais do Sodré. Pode parecer muito agradável para quem lê, e na verdade até é, mas por mais que tente não consigo sentir estes dias como férias - apesar de para todos os efeitos estar - e o desânimo continua a não me largar.

. Colar 'romantic' com fitas de cetim, missangas, e contas de madeira. (o habitual), ao preço de sempre, 15€.

sábado, maio 27, 2006

Pé ante pé



















O último dia de emprego chegou e como o meu estado de espírito já conheceu melhores dias, os amigos (os verdadeiros), apareceram todos para me dar 'um pézinho' e dizer que por muito negro que me pareça o momento, estou rodeada de coisas boas: eles!


Obrigada*

quarta-feira, maio 24, 2006

Red Hope



















. Hoje as notícias foram animadoras logo pela manhã e isso deu-me um certo ânimo. Duas possíveis propostas, apesar de não ser na minha área profissional poderão adivinhar-se no horizonte. Neste momento estou disposta a experimentar coisas novas e quem sabe, descobrir que afinal, me enganei na profissão e que o meu talento é outro. Seja como for, a verdade é que sempre me animou um pouco o espírito.
. Já repararam na quantidade de outdoors dispersos pela cidade, com meninas semi nuas e de corpinho ao leú, de fazer virar a cabeça, de cada vez que passamos por um? (o que o verão faz) Ora, um destes dias estava eu quase a chegar a casa quando fiquei de olhar atento e colado (literalmente) a um cartaz gigante, com várias meninas que anunciavam umas cuequinhas (ou aquilo que restava delas). O impacto visual foi tanto, que por pouco não parava na passadeira e atropelava uma série de pessoas. Sim, porque não me venham cá com histórias que toda a mulher olha para estas coisas, mais não seja para ver se a merecedora de semelhante destaque tem alguma coisa fora do sítio, para criticar, para comparar se está gorda, ou para invejar o ventro liso ou o peito 36... E se o cartaz me provoca semelhante efeito - imagino aos homens - o indíce da testosterona deve disparar a picos altíssimos e os efeitos secundários devem ser bem maiores, mas por motivos diferentes. Será isto o que se entende por boa publicidade. ;-)
. Outro colar disponível, 15€. Este, segundo o C., é o seu preferido até agora.

terça-feira, maio 23, 2006

packing & leaving



















Continuo a enviar currículos diariamente e a verdade é que acho a tarefa ingrata e desmotivante, mas tem de ser feita. Por enquanto limito-me a enviar por email, a pesquisar na net e a tentar a minha sorte através de candidaturas espontâneas. Também tenho visto alguns anúncios aos quais vou respondendo, mas até agora o meu telefone não tem dado sinal de vida.
Esta semana é a última semana, por aqui já quase não há traços da minha presença. Já limpei as gavetas e a secretária, assim como tudo o que tinha no computador. O cd com as 'memórias' deste último ano já se encontra dentro da minha mala. Está quase tudo embalado e pronto a seguir para outras paragens. Por enquanto é a mala do carro que serve de refúgio aos dois caixotes com 'tralha' que levo daqui.
E provavelmente por ali ficarão por tempo indefinido.

sexta-feira, maio 19, 2006

Renovação



















.
O que fazer quando somos confrontadas com a notícia do nosso despedimento?
Respirar fundo, interiorizar a notícia, encontrar conforto nas palavras e nos gestos de quem nos ama e quer bem, alegrar-me com os amigos que me deram um apoio incondicional e partir para a luta outra vez, de esperanças lavadas, sem pesos nem culpas, de cabeça erguia e energias renovadas... porque aos poucos vamos encontrando força em pequenas coisas, mesmo aquelas que nos parecem sem importância.
E o espírito reforça-se, reveste-se de verde e volta a acreditar em si mesmo.
Sei acima de tudo, que dei o meu melhor. Se isso não foi suficiente, não vale a pena recriminar-me. Porque eu acredito piamente que tudo acontece na minha vida com um motivo muito próprio, mesmo que eu na altura não o veja.
E até agora, tudo se tem encaixado na perfeição. Por muito mau que nos pareça um cenário, ele nunca é assim tão negro. São as adversidades da vida que nos fazem crescer como pessoas e nos tornam mais fortes. E eu acredito que mais tarde ou mais cedo irei descobrir porque motivo isto aconteceu. E quando isso ocorrer, vou sorrir certamente.

. Entretanto fiz mais colares, este que vos mostro já se encontra vendido, mas prometo fazer mais.*

sábado, maio 13, 2006

The show must go on



















'Por morrer uma andorinha não se acaba a Primavera.'

Obrigado, pai!

quinta-feira, maio 11, 2006

Arquitecta de interiores




















. No fds passado decidimos ir até à terra dos meus sogros. Domingo foi dia da mãe e decidiu-se juntar as duas famílias, a minha e a dele, na Gestosa Cimeira. Vamos poucas vezes é certo, a viagem ainda é grande, o nosso tempo pouco, mas eu confesso que gosto da aldeia. As casas em pedra, o silêncio das paragens, a serra a perder de vista, o som da água que corre nos muitos riachos que existem... Este fds descobrimos que o avô do C. estáva a vender uma casa antiga que considera sem importância e que apodrece lentamente na paragem do tempo e na estagnação com que as pessoas da aldeia já se habituaram a lidar. Quando a vi fiquei apaixonada. É uma pequena casa com alpendre, toda em pedra, cuja estrutura ainda resiste impávida e serena à espera do declínio total, ou de melhores dias. Nós queremos ficar com ela.
O C. falou com o avô e pediu-lhe para não a vender e ao que parece ele acedeu, ou seja, tudo indica que será nossa! Já me estou a ver com o meu projecto de reconstrução total, a idealizar as divisões, a escolher materiais, a reconstruir o alpendre (adoro alpendres) a ter os tectos com barrotes de madeira...
Claro que será algo para ser feito com calma, até porque vai exigir-nos muito tempo, dedicação e dinheiro! Mas a verdade é que já ando rodeada de revistas de casas de campo a tirar ideias e a arquitectar tudo. Da próxima vez que for lá acima, fotografo-a!

. A saga do DUA continua. Na caixa do 2º Dto não se encontra... e eu ainda não tive tempo de ir à Estação de Correios de Cabo Ruivo, aliás, nem sei onde fica.
E sinceramente, nem sei se valerá a pena.

terça-feira, maio 09, 2006

Apanhada no sistema


















. 'Fui apanhada pelo sistema.' Era apenas esta a frase que me ocorria, quando no Sábado de manhã, me decidi a ir à Loja do Cidadão dos Restauradores pedir justificações àcerca do Documento Único Automóvel que tardava em chegar pelo correio. Quando há dois meses atrás decidi tratar da papelada do carro e mudar o nome que constava no registo de propriedade e no livrete - por causa de ter adoptado o apelido dele na altura do casamento - atribuiram-me uma guia provisória, cuja data acabava a 8 de Maio. Esperei que o DUA me chegasse pelo correio durante dois meses, mas nada. Sábado, último dia da guia, decidi tirar a história a limpo e qual não foi o meu espanto quando a senhora do Registo Automóvel me comunicou que o sistema informático dáva que o mesmo tinha sido entregue na minha morada a 26 de Março. (já lá vão quase dois meses.)
Expliquei-lhe que isso era impossível, pois não tinha o documento, e não podia ficar sem o carro porque necessitava dele para ir trabalhar. A explicação que me deram foi; 'da nossa parte não há nada a fazer.' Depois de uma troca de argumentos mais acesa, decidimos apresentar queixa por escrito. Levaram-nos para uma pequena sala privada, onde uma superior da funcionária tentava perceber o motivo de tanto alarido. Aparentemente, as senhoras da Loja do Cidadão diziam que da parte delas não havia nada a fazer e que a culpa, se a havia, era dos CTT. Que tinha de me dirigir à central de Correios de Cabo Ruivo - a que abrange o meu código postal - e perguntar pelo documento.
Eu achei a história surreal e disse-lhe que dado os meses que já tinham passado, era praticamente impossível o documento continuar nos correios, quando os próprios informavam que o mesmo tinha sido devidamente entregue. Pedi para me passarem uma nova guia provisória enquanto não tirava a história a limpo. A resposta que me deram foi que não o podiam fazer. Isso só poderia ocorrer caso a culpa fosse dos serviços do Registo Automóvel. Depois de outra troca acesa de palavras, decidiram-se a ligar para a 'Dra. Paula', outra superior, a perguntar qual o procedimento a fazer perante casos destes. Do outro lado a resposta que deram foi a de que deveriam de emitir nova guia sem cobrar nada pela mesma - esta provisória e de apenas 2 semanas - e que eu deveria de ir aos correios e apresentar queixa por escrito. Depois de resolvido - em parte - o problema da guia, resta-me a esperança de ter o documento nos correios - o que muito sinceramente duvido (nenhuma estação dos correios guarda correspondência e encomendas por mais de vinte dias úteis) ou numa opção mais dramática, arrombar a caixa do 2º Dto, o apartamento ao lado do meu que se encontra vazio e cuja caixa está a abarrotar até acima. Aparentemente pode haver a hipótese de o carteiro se ter enganado e colocado o documento noutra caixa. Uma coisa é certa, o meu documento não foi devolvido à base, nem destruído. Se isso tivesse acontecido, teria ido parar a Santarém e os serviços competentes teriam essa notificação. O que não é o caso.
O que mais me choca no meio disto tudo é mandarem documentos desta importância por correio normal, sem haver uma carta registada e estando apenas à mercê da competência de um carteiro. Quando confrontei as senhoras com esta questão a resposta que me deram foi: 'Optou-se por deixar de enviar correspondência registada porque as pessoas nunca estão em casa durante o dia.' Hello?! Que raio de resposta é esta? Não estão em casa, mas ao menos ficam notificadas de que têm um documento importante nos correios para levantar! mas isso parece estar fora de questão...
O C. hoje vai tentar arrombar a caixa do correio do apartamento vazio para ver se o DUA em meu nome, está lá dentro. Caso não esteja nem na caixa do correio, nem na estação dos CTT de Cabo Ruivo, estarei no 'limbo' do registo informático... sem livrete automóvel, título de propriedade, sem guia e sem provas. O mais caricato no meio disto tudo, é que se ficar provado que a incompetência foi efectivamente dos correios, poderei ser reembolsada... mas, acredite quem quiser, não será na totalidade do valor que paguei pelo processo (36 euros)! Caso o 'dito' não apareça de qualquer maneira, não me resta outra alternativa a não ser pedir emissão de novo documento e dar início a novo processo de pedido de documento único... e gastar mais 36 euros do meu bolso!
Entretanto, o DUA anda em paradeiro incerto, podendo estar nas mãos erradas e o meu nome a constar de carros roubados, falsificação de documentos e outras coisas em que nem é bom pensar.
Infelizmente é este o sistema temos e os serviços (competentes) em que nos fiamos!
O caso segue para o 'Nós por Cá' na SIC.

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Para desanuviar de um post pesado, espreitem os maravilhosos artistas/ilustradores deste site, do qual vos mostro apenas um cheirinho na imagem de cima.

sexta-feira, maio 05, 2006

Inspirações



















. Ainda Sevilha. Durante a nossa curta estadia comprei postais antigos da Feria de Abril. Tenho já uma verdadeira colecção de postais 'vintage' e estes prenderam-me logo o olhar. Todos os anos existe o cartaz que anuncia a Feria e como este acontecimento já se realiza há longos anos, é fácil encontrar cópias de cartazes de 1920 ou 1950 em postais, posters e quadros. Trouxe três (apesar de só mostrar dois) e um poster enorme - que irei emoldurar para colocar na sala.

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A minha Troca da Primavera chegou finalmente e foi esta menina que enviou! Fui hoje levantar a encomenda aos correios e já pude espreitar (meio à pressa) algumas das coisas que recebi! Prometo publicar um post a falar disso, até porque eu quero ver tudo com muito mais calma!

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Outro colar. Red, red, red... ou não fosse essa a cor dominante por terras andalusas. 'Olé'

quarta-feira, maio 03, 2006

Green days




















. Este fim-de-semana para além de prolongado, contou com a visita do casal RH+ à terra que me viu nascer. Apesar de ter sido por pouco tempo ainda deu para um convívio intenso e para uns banhos de sol na esplanada da praia.

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Ainda não tinha aqui falado da nossa ida a Sevilha. Voltei, ao fim de quase quatro anos de ausência, naquela que é a minha cidade preferida. Inicialmente quando pensámos num destino para os quatro dias de 'férias' que tivemos, o objectivo inicial era ir até Sevilha. Mas como calhava na altura em que começa a Feria, os preços inflacionaram e tornou-se extremanente complicado arranjar onde ficar. Decidimos por isso apenas ir lá de passagem - se bem que soube a pouco - numa espécie de impulso louco (claro que fui eu que tive a ideia) onde arrastei o C.um pouco contrariado. A verdade é que fizemos num só dia mais de 800 kms em que chegámos a Montemor, local onde estávamos alojados, já passava da uma da manhã... Mas eu acho que valeu a pena cada minuto. Adorei voltar a sentir a excitação do regresso e a felicidade de poder percorrer aquelas ruas a pé. De poder reviver o final do dia sevilhano, com as ruas cheias de gente a beber cañas e com aquelas cores - vermelhos, laranjas e amarelos - a envolverem-nos por completo. As tardes quentes, as noites de lua cheia, os passeios ao longo do rio cheios de gente, as bicicletas por toda a cidade.. e claro, os gelados da Rayas - a melhor gelataria do Mundo!

. Voltei a dedicar-me aos colares - depois de vários ataques de preguicite que me retiraram a vontade por completo - ei-lo, cheio de cores frescas, libelinhas, missangas, contas de madeira, botões e laços de cetim. Disponível aqui.