quarta-feira, novembro 01, 2006

receita para passar feriados






















Junte-se um feriado nacional, meia dúzia de amigos, 1 criança, dois gatos, castanhas assadas, batata doce, bolo de iogurte, cerveja e sumos, Pictonary e Playstation com o último jogo Pro Evolution Soccer 6 e temos:

4 gajos histéricos e vidrados à televisão a tarde toda, a gritar como se não houvesse amanhã de cada vez que marcavam um golo.
4 gajas a tagarelar e a jogar Pictonary enquanto se riem com os desenhos ridículos e completamente 'non sense' que fazem.
Criança a correr atrás do gato como se não houvesse amanhã.
Pausa para comer castanhas e matar a sede.
Gato a dormir como se não houvesse amanhã ao final do dia.

Adicionar boa disposição, muita conversa fiada, música e fotografias e temperar em lume branco. E voilá, o melhor 'Pão por Deus' dos últimos anos.

domingo, outubro 29, 2006

'Hello Pinky'




















.... e vai mais um, 28 no total. E ao contrário dos outros anos estou bem disposta e animada. Afinal, não tenho razões para tristezas. Um ano mais velha? Só se for para mostrar que com a idade vêm outra série de coisas boas, entre elas a sabedoria! ;)
... e prefiro-me assim, com 28, do que quando tinha 20. (e 'mai' nada)
E apesar de ter vindo trabalhar, as minhas colegas já me cantaram os parabéns logo pela manhã num coro uníssono, já recebi mensagens, telefonemas e emails dos amigos e já me sinto mimada q.b. - e ainda nem chegámos à hora do almoço!
E logo à noite a folia será ainda maior. Venha a festa!
Colar 'Hello Pinky', muito rosa para alegrar os dias mais cinzentos. Disponível em: casinha_de_botoes@yahoo.com

sexta-feira, outubro 27, 2006

'ósoiótóio gaspaio...'























'É tão bom uma amizade assim
Ai, faz tão bem saber com quem contar
Eu quero ir ver quem me quer assim
É bom para mim e é bom pra quem tão bem me quer'


.... Quem não tem mais de 25 anos anos provavelmente não reconhece a letra, nem tão pouco se lembra dos 'Amigos do Gaspar', - uma série juvenil dos anos 80 transmitida no único canal da altura - mas o estranho dialecto do 'manjerico', a música do Sérgio Godinho no genérico e o polícia de bigode farto e sobrancelhas desalinhadas, fazem parte das minhas referências infantis.... talvez por isso, hoje, quando o C. chegou a casa com um caixote enorme e com esta ternura lá dentro a música fizesse sentido.
É que eu sempre pedi ao C. outro gatinho para fazer companhia à Magali e ele sempre disse 'é melhor não, se uma já nos dá trabalho, imagina dois' e eu sempre acabei por concordar... talvez por isso, hoje a minha cara tenha sido de puro espanto e deleite, ao vê-lo de pêlo tigrado, alternando entre o cinza e a cor de mel, o olho azul e a barriga às pintas, numa caixa de papelão demasiado grande para um tamanho tão franzino.
O C. diz que passou numa loja de animais e que o viu, sozinho e a dormir. Era o último de uma ninhada de seis, que alguém tinha achado abandonados e decidiu levar à loja para conseguirem melhor sorte do que acabarem debaixo de um carro. Entre os dois houve pura química e quando perguntou quanto era o gato, a resposta foi: 'é para quem o quiser levar'.
Assim, chegou a casa com uma caixa enorme e orgulhoso do seu pequeno tesouro.
'-Toma, é uma das tuas primeiras prendas. Não consegui resistir até Segunda.' Disse de sorriso rasgado.
E pronto... eu comecei a festejar o meu aniversário já hoje com uma pequena 'criança' no regaço.
Quem não achou muita piada foi a Magali, que já lhe espetou com uma valente chapada no focinho e de cada vez que o vê eriça-se toda e assopra enervada. Há que ter calma, afinal, durante 4 anos foi a senhora e raínha do espaço, agora ter um puto em casa assim de repente não é para qualquer uma!
O 'menino' já vinha com nome, colocado pelo C.
'Acho que tem cara de Gaspar, não achas?'
E assim ficou.
ósoiótóio....

catalogar




Pois é... estou a caminho de tornar esta 'brincadeira' de colares e pregadeiras em algo mais refinado... é que o C., como bom profissional que é, decidiu pôr mãos à obra e colocar todas as minhas peças em catálogo, tal e qual como as grandes marcas. E além de ter decidido fazer-me um layout lindo de morrer, ainda faz publicidade gratuíta pelo trabalho. Quando tiver terminado logo mostro mais pormenores, sim, porque vai ter colares, pregadeiras entre outras coisas e assim será bem mais fácil as pessoas terem noção de tudo o que já fiz, ou poderei de futuro, voltar a fazer...
Para mim, ainda nem está pronto e já é um sucesso!

quinta-feira, outubro 26, 2006

a real Star





Eu confesso, gosto dela! Demais até! Danço que nem louca em casa, canto que nem louca no carro, viro outra Mafalda, sempre que os acordes de R&B da bela Beyonce me chegam aos ouvidos. Foi assim com o 'Dangerously in Love' - o primeiro albúm a solo -foi assim com as Destiny Chid - de quem era grande fã - está a ser com este último 'B Day', do qual já sei todas as letras de cor. E não me canso. Confesso que o Sugar Mamma (ainda não disponível em vídeo), a canção número três do alinhamento faz as minhas delícias musicais. E pronto, dia 24 de Maio de 2007, no Pavilhão Atlântico, lá estarei eu, em grande delírio visual e musical, para ver uma das maiores artistas actuais! She´s comming!
Por mim podia ser já amanhã. Para quem quiser conhecer melhor o último trabalho, aqui fica o 'Ring the Alarm' com umas misturas 'à lá' Instinto Fatal no videoclip.

terça-feira, outubro 24, 2006

Dark Silver





















O inconveniente de se morar num andar é ter de aturar vizinhos, muitos deles com idade para serem meus avós, que pelo facto de morarem ali desde os tempos pré-históricos se julgam no direito de olhar os novos inquilinos com algum desdém. Como por exemplo a senhora do primeiro andar, (já com alguma idade) que mora por baixo de nós e que raramente me dá os bons dias. É que já é por um par de vezes que nos vem bater à porta a dizer que fazemos muito barulho, principalmente com os sapatos (neste caso, eu), ou queixar-se de que o quarto dela fica mesmo por baixo da nossa sala e que por causa disso não consegue dormir. Eu até compreendo que para quem, como ela, esteve anos a fio sem ter vizinhos a viverem no andar de cima, lhe seja difícil aceitar a ideia de há um ano para cá, ouvir barulhos constantes, mas nós não temos a culpa de estarmos vivos e de usufruirmos da nossa casa. Para evitar mais reclamações, tenho sempre o cuidado de não andar de saltos em casa, baixar o som do televisor, colocar a música mais baixo, ou condicionar o ruído ao mínimo, mesmo quando tenho a casa cheia, mas há alturas em que não consigo evitá-lo. Talvez por isso, a senhora desenvolveu uma espécie de ódio de estimação silencioso ao jovem casal (ou seja, nós), que se revela quando nos cruzamos nas escadas, ou quando eu deixo cair algumas molas do estendal da roupa, directamente para o quintal dela.
Ontem, quando regressava do supermercado, cruzei-me com a senhora nas escadas e disse um sonoro 'Boa noite', como ditam as regras da boa educação. Qual não foi o meu espanto, quando do outro lado nada ouvi. Não houve qualquer tipo de reacção, nem se dignou a olhar, o desprezo foi total. Isto, enquanto o vizinho do lado, pelo qual morre de amores, ouvia Depeche Mode em altos berros. Fiquei lixadíssima! A partir de agora acabou-se o 'shhhh', façam pouco barulho, olha a velha do primeiro andar que ainda nos vem bater à porta' quando tenho a casa cheia de gente, ou o descalçar-me assim que chego do trabalho, ou o evitar ouvir música alto, ou descer as escadas com calma, sem ser a correr, porque o quarto da senhora é mesmo por baixo.
A partir de agora vou deixar de andar condicionada com quem até, nem tem razão de queixa. Eu também não gosto dos cães dos vizinhos a ladrar a noite toda, ou do cheiro a cão que fica na entrada do prédio, ou da porta sempre escancarada, ou das vezes que se esquecem de deixar o caixote do lixo na rua para os serviços municipais recolherem, e não é por causa disso que lhes vou bater à porta. Sendo assim, a partir de agora vivo em pleno. E se a senhora não estiver satisfeita, que mande insonorizar a casa!
Desculpem-me o desabafo, mas hoje sinto-me muito 'caústica'.
Ontem foi um serão produtivo. Novas contas e novos colares, como o Dark Silver, como mostro aqui. Disponível para quem o quiser adoptar: casinha_de_botoes@yahoo.com. O preço é o de sempre e já com portes de envio.

domingo, outubro 22, 2006

Outubro




















Em dia de temporal voltei a refugiar-me em casa. Até tinha planos para sair, mas preferi o calor da sala e ver as gotas de água escorrerem pela janela, aninhada no sofá. Eu confesso que este tempo tempestuoso me faz sentir bem (já várias vezes o referi). Quando todos os outros se queixam da chuva, do vento, do reboliço que vai lá fora, eu sorrio, muitas vezes por dentro e conforto-me com a ideia. A estação das chuvas é minha companheira e as gotas de água minhas amigas. Dito assim, quase que soa a uma ingenuidade infantil, característica que espero, nunca perder. A água traz com ela a vida e o verde que tantos gostam. A luz desaparece para voltar, mais tarde a brilhar com força. Há pouco olhei as árvores que junto à estrada mostravam orgulhosas as suas tonalidades de nacarados, vermelhos e dourados. Estavam lindas, mas revoltosas. Muitas vezes é assim como me sinto. Talvez por isso as compreenda quase por dentro. Não que nas minhas veias corra seiva, mas algo em mim renasce constantemente. E isso é outra coisa que eu não quero perder. A M. diz que eu tenho uma 'estrelinha' lá em cima a brilhar forte, forte... eu às vezes questiono-me se será verdade, mas ontem, durante a sessão de cinema, acho que descobri quem ela é...
Tenho pregadeiras/encomendas em atraso e ando tão preguiçosa para pôr mãos à obra. Espero durante esta próxima semana dar conta de todos os pedidos.
Colar Sweet November já com dona. Vai direitinho para a F. *

terça-feira, outubro 17, 2006

sweet warm chocolat






















Há alturas em que toda a mulher passa pela doce tentação do chocolate. Amigo do peito, da alma, das amarguras indegestas, das tristezas mais sentidas, do sabor do desejo à mais pura luxúria degustativa, o chocolate continuará a fazer as delícias de todas aquelas, que num ou noutro momento, sentem falta de tê-lo por perto. Hoje gostava de ser como a Amélie Poulin e enfiar os dedos nas bolinhas de açúcar prateadas e sentir a sua textura, ou simplesmente deixar-te evadir pelo irresístivel sabor do cacau a derreter-me na boca. Não faço sentido? Pois não, mas só eu sei como estou a ficar com água na boca...
Por falar nisso, a RTP vai voltar a exibir, O Fabuloso Destino de Amélie Poulin (um, senão mesmo, o meu filme favorito) Domingo à noite! Imperdível para todas as eternas românticas e apreciadoras dos simples prazeres da vida, como eu.


Colar 'Red Green' disponível aqui. Quem o quiser, mail me, please: casinha_de_botoes@yahoo.com

marie antoinette


Ando desejosa para ver este filme. Eu que sempre gostei de filmes de época, que sempre me fascinou os grandes vestidos armados, as perucas mais altas que candelabros, o pó de arroz entranhado na pele, os sinais ridículos e a boca escarlate que recriavam com pós tóxicos que lhe valiam verdadeiras infecções cutâneas, eu que gosto da Sofia Coppolla e das Virgens Suicidas, que até engraço com a Kisten Dunst..., ando a contar os dias para que estreie em Portugal.
Maria Antonieta, a rainha mas fashion victim da história, que teve como trágico destino acabar com a cabeça a rolar na guilhotina, transformou o seu reinado numa sucessiva fogueira das vaidades, gastando dos cofres da coroa, o que tinha e o que não tinha, enquanto o resto do país se deparava com graves problemas sociais e com a fome. Tais excessos valeram-lhe o seu trágico destino. Apesar de tudo, eu até engraço com ela. Acho que foi mal interpretada. O que poderia fazer esta mulher, que ao 14 anos se vê casada com o rei de França, igualmente jovem e inconsciente e que durante sete anos não a procurou para cumprir com os respectivos serviços matrimoniais? Como qualquer boa mulher que se preze, entreteu-se com os trapos e foi tanta a paixão descoberta, que deu origem às extravagâncias mais opulentas, luxuosas e avançadas da época. Fazer parte das suas festas, do seu grupo privado de amigos, ou aceder aos actos mais banais do seu dia-a-dia, era um privilégio destinado apenas a alguns.
Por tudo isso, pelo excelente guarda-roupa, pela recriação perfeita de uma época cheia de vícios e falhas, regida pela inconciência de reis que eram tudo menos dotados de inteligência ou de aptidão para o cargo que exerciam, pela excelente realizadora que o dirige - apesar de as críticas no festival de Cannes terem sido arrasadoras - este será, provavelmente, um dos filmes top 5 do ano.
E eu que até ando tão afastada do cinema... e deste blogue, hoje finalmente voltei a arranjar um bocadinho de tempo para o actualizar.
E a chuva voltou e eu estou feliz. *

quarta-feira, outubro 11, 2006

Para ti


A foto já não é recente (tem mais de um ano), mas é provavelmente a fotografia em que estou com a minha mãe, que mais gosto. E é para ela que este post se destina. É que hoje ela é pequenina e eu, como filha ausente neste dia de aniversário, não podia deixar a data em branco. A impossibilidade de lhe fazer companhia ao jantar, tornou-se mais clara ontem à noite, e perante o sentimento de desilusão que lhe notei do outro lado do telefone, senti-me/fiquei de coração apertado. Não que estejamos assim tão longe uma da outra. São cerca de 80 os quilómetros que nos separam… é mesmo as circunstâncias que não o permitem. Dizem que somos parecidas e assim, olhando de repente, vejo os mesmos olhos grandes e até o mesmo ar de serenidade que nos tocou naquele preciso momento. Há um certo brilhozinho que emana de ambas. Talvez seja o amor que nos une. É que quando se é filha única como eu sou, por vezes sentimo-nos sufocar com o excesso de zelo, ou cobranças de atenção da parte dos pais, mas hoje em dia vejo tudo isso com outros olhos. Os mesmos olhos grandes e pestanudos que ela tem e que um dia se reflectirão nos meus quando eu própria tiver filhos.
Parabéns por tudo mãe.

terça-feira, outubro 10, 2006

Soft




















Descobri uma nova maneira de fotografar os meus colares: apostando na 'prata da casa', que é como quem diz, servindo-me daquilo que há em grande quantidade por aqui, ou seja, pratos! É simples, prático e visual e fotograficamente, funciona bem, principalmente se tivermos um fundo bonito. À semelhança de tantas outras coisas, aqui o importante é inovar e apostar na variedade, quanto mais diferentes e invulgares forem os pratos, mais atenção damos ao produto que queremos exibir... e depois, no fim, degustarmos aquilo que a vista alcança. (neste caso não comemos, mas os olhos tratam do assunto). Este está livre e exibe-se no sítio do costume.
Ando mortinha por ir ver este filme. E este. Todos com a participação da última diva hollywoodesca do momento, Scarlett Johansson. E adorei a última produção da revista Máxima - que conta com a presença da grande São José Lapa, Claúdia Vieira e Albano Jerónimo no papel de protagonistas - pelo requinte, bom gosto e originalidade. Assim dá gosto ver a imprensa nacional.
Todos os anos já é da praxe: Outubro é um mês rico e intenso e a World Press Photo é a exposição que se segue na minha lista de 'things to do'. Essa, e 'Amor-te', que está presente no Reservatório da Mãe d´Água das Amoreiras. A não perder.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Hot rose






















A madeirense mais querida e simpática que conheço pediu, e eu só agora tive oportunidade de dar largas à imaginação e aproveitar os materiais que ainda me restavam, para lhe fazer um colar em tons de rosa fushia e preto. É que a menina perdeu-se de amores por este, já vendido mal foi colocado à venda e face à impossibilidade de fazer outro - uma vez que nunca faço dois colares iguais - decidi fazer-lhe outro igualmente fashion e dentro das mesmas cores. (espero que gostes)*
Continuo a sentir-me demasiado cansada, apesar de já andar neste ritmo vai para três semanas, mas o acordar uma hora mais cedo do que estava habituada continua a interferir no meu rendimento físico. As noites essas, continuam a ser mal dormidas. Não sei se do calor, se da ansiedade. Este meu sistema nervoso qualquer dia mata-me.
Acabei de fazer o jantar e a casa está invadida pelo aroma que vem da cozinha... e isso é bom. *

domingo, outubro 08, 2006

ainda o aniversário...




















Data de aniversário que se preze tem de ser celebrada... e foi assim, que um ano depois daquela data tão especial, decidimos que o dia devia ser aproveitado apenas a dois. Confesso que ainda pensei em juntar a família mais próxima, organizar um passeio de cruzeiro pelo Rio Douro e gozar dois dias descansada, mas o trabalho trocou-nos as voltas e o meu Sábado foi passado a fazer castings a uma multidão de adolescentes cheios de sonhos e pretensões a modelos. Por causa disso, perdemos a oportunidade de gozar o fim-de-semana na Lousã, com tudo pago, que nos ofereceram, mas não cruzámos os braços. Não fomos para a serra mas fomos para a praia e a zona do Guincho, mais perto de casa, foi a eleita. Hoje de manhã, com o Sol a sentir-se forte na varanda terraço que nos serviu para o pequeno-almoço, podíamos ter a calidez de espírito dos momentos de pura felicidade. Passeámos pela praia, lemos o jornal no Bar do Guincho, comemos pão com chouriço em Colares, sonhámos com uma casa nas Azenhas do Mar e voltámos para Lisboa, com o desejo de a nossa próxima casa ter um jardim grande e um alpendre, onde o C. possa jogar à bola com os miúdos.
Era bom que por instantes a realidade estivesse à altura dos nossos desejos...
Sonhar enche a alma.

Bodas de algodão



Foi há um ano mas parece que foi ontem. O tempo passou rápido, rápido, como se nem o sentissemos e já tanta coisa aconteceu nestes últimos 12 anos, que um simples post não lhes faria justiça. Hoje passei o dia ao sabor das horas e num constante recordar de emoções à medida que os minutos do relógio insistiam em fazer-me uma viagem ao passado. Passava das 13h30 quando cheguei à igreja, com alguns nervos à mistura e mais de meia hora de atraso. Hoje, à mesma hora, recordámos o momento. Neste nosso primeiro ano de aniversário, que dizem os entendidos chamar de 'Bodas de Algodão', só me resta agradecer-te por todos os momentos, alegrias, conforto, apoio, tranquilidade, amor e segurança que me dás e desejar que os nossos melhores anos ainda estejam para vir. (eu acredito que sim e sei que tu também)

Amo-te. *

domingo, outubro 01, 2006

e foram felizes para sempre...





















...São assim que terminam os finais dos contos infantis, onde o princípe e a sua princesa, partem para um infinito recheado de felicidade e amor eterno. Na vida real, a história já ganha outros contornos, mas cá para mim, toda a mulher no fundo, bem no fundo, quer ser princesa por um dia. E foi assim, que no passado Sábado (e um ano quase depois do nosso casamento), a E. e o R. se casaram, na Quinta das Rosas em Alenquer, numa festa que muito me fez lembrar a minha e recordar vários momentos. Senti a emoção por ela, sabia perfeitamente o que lhe ia na mente quando ela desabafava - já a festa ia longa - que 'isto' ou 'aquilo' não tinha corrido bem como o planeado (e logo nós mulheres, que somos tão picuínhas com os pormenores), mas a verdade é que me diverti, dancei muito e, por momentos, até me senti aliviada por já ter passado por tudo aquilo.
É estranho agora estar no papel de 'tutora' e de ser eu a dizer: 'não te preocupes com isso, goza apenas o momento', ou 'a festa estava muito bonita, divertimo-nos muito'.
É um dia que passa rápido, rápido... mas que permanece para sempre na memória. Para quem quiser saber/ver mais, clicar aqui.
(e daqui a menos de uma semana celebro as minhas Bodas de Papel...)

segunda-feira, setembro 25, 2006

Algures





















Sinto falta das folhas, da terra, dos frutos, da abundância. Sinto falta do verde que cobre os campos de onde a vista alcança e me faz desejar pelos tons vermelhos e dourados do Outono. Sinto falta do silêncio e da paz, do bem-estar que o isolamento característico destas paragens traz com ele, do passar calmo do tempo, da lentidão das horas, do raiar lento do dia. Sinto falta do contacto com o natural, numa cidade feita de betão. Sinto falta da terra, das gentes da minha infância. Das minhas referências naturais. Sinto falta de ver crescer, sentir a vida seguir o seu curso natural. Sinto falta de ser mais autêntica.

domingo, setembro 24, 2006

Slow




















Estar uma semana sem actualizar o blogue é para mim, no mínimo estranho. Mas confesso que depois de um dia de trabalho a última coisa que tenho vontade é a de ainda passar mais tempo diante de um computador. Claro que não resisto ao vício e venho espreitar as páginas alheias, ver os mails e ler o que me interessa, mas o tempo que eu tinha para produções fotográficas, a actualizar o blogue, ou a escolher fotos e a trabalhá-las no photoshop... já lá vai! De manhã saio mais cedo do que era habitual no meu anterior trabalho, a luz para as fotos - que muitas vezes eram tiradas durante o pequeno-almoço - também não ajuda, a pressa e a responsabilidade dizem-me para não perder tempo com coisas que neste momento não são prioritárias e a razão acompanha, fazendo soar as campaínhas do 'deixa para depois'. Ao fim de uma semana, posso dizer que ainda não estou feita a este novo ritmo de deitar cedo e cedo erguer. Que dois dias de descanso souberam a pouco e que neste momento já conto as horas que restam para terminar este Domingo chuvoso que fez as minhas delícias. Talvez por isso, tenha dormido mais do que o habitual, a sesta de hoje à tarde tenha sabido por mil e a vontade de fotografar tudo o que os meus olhos vêem tenha esmorecido um pouco.
E finalmente chegou o meu tão aguardado Outono.*

terça-feira, setembro 19, 2006

It´s a bright, shining day




















Voltei a ter o dia ocupado, a acordar ao som de um despertador, a ouvir rádio e as notícias pela manhã, a andar no meio do trânsito, a preocupar-me com o que vestir, com as horas a que saio de casa, com o que levo para comer ao almoço. Voltei a ter colegas - que ainda não decorei os nomes e com os quais ainda não me sinto à vontade - a ter secretária (que já fiz questão de personalizar) - com arquivadores e gavetas em acrílico vermelho, a cantar no carro, a stressar à procura de lugar para estacionar, a levar e a lavar a marmita, a beber dois cafés por dia, a desejar que chegue as seis da tarde, a ter a gata à minha espera à porta quando regresso a casa e sentir que não há nada melhor do que voltar ao meu canto.

Voltei a mim outra vez.
(suspeito que durante os primeiros tempos este blogue fique um pouco ao abandono, mas prometo que será apenas nos primeiros tempos. Vou tentar fazer um esforço.)*

domingo, setembro 17, 2006

ah, Pois é, café!




















O dia esteve soalheiro, mas os fins de tarde já são frios e frescos. O local escolhido agradou-me. É raro passear para os lados da Sé ao Domingo à tarde. Aproveita-se a vista para as fotografias e espera-se que o destino, uma vez chegado, compense a subida íngreme e as ruas estreitas, os passeios de calçada portuguesa escorregadios. À chegada, a euforia do reencontro dá lugar à curiosidade. Tudo aqui me agrada. Desde o espaço amplo e arejado, à mistura do velho com o novo, ou ao aspecto 'cosy' que tudo tem. Agarro a máquina logo como instinto - a vontade é a de começar a disparar - e todos me troçam. 'Essa vai para o blogue, já te estou a ver'. Mas a caneca de chá com joaninhas faz-me sentir em casa e isso é bom sinal. À porta, um antigo quadro de ardósia com ábaco, regista o horário de funcionamento e a velha chaminé de pé alto que se encontra na cozinha, faz-me lembrar a minha velhinha casa dos tempos de Campolide.
Gostei, recomendo. Quero voltar mais vezes.
Pois Café
Café Austríaco
Rua de S. João da Praça, 93-55
Lisboa

(re)começos




















Lembro-me de me erguer. Sempre. De emergir como uma fénix das cinzas. Lembro-me de ir buscar força nos convins das entranhas e de seguir em frente, confiante de que por aqui é que é o caminho. Lembro-me de me deixar contagiar de ânimo e de felicidade sempre que ao meu encontro vinham respostas positivas. Lembro-me da ansiedade da espera, da incerteza do momento. Lembro-me de me sentir abandonada pela sorte, resignada com o meu destino, vazia de valor... mas também me lembro de sorrir sempre que uma pontinha de esperança me acenava radiante.
Amanhã é tempo de recomeçar. Um verbo que me soa a familiar. E tal como tantos outros recomeços na vida, tudo o que é familiar, tem aquele gosto de conhecido, do à-vontade. De quando chegamos a casa da nossa mãe e nos deitamos naquele sofá que tantas vezes nos serviu para a sesta, sem pudores nem vergonhas, ou nos deixamos embriagar pelo cheiro típico dos pratos tradicionais de Domingo que borbulham na cozinha.
Quero voltar a sentir aquele prazer calmio, aquela paz interior, mas neste momento sinto-me em ebulição. Como se a ansiedade e os nervos me dominassem e o medo me invadisse por completo. Quase que pressinto que hoje nem conseguirei dormir, ou então, só o farei já tarde e a noite será insuficiente para repor as energias necessárias ao dia que se adivinha.
Quero ter um sonho bom e um despertar ainda melhor.
Acho que o mereço.

Colar 'Deep Blue', disponível, aqui.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Balanço





















Hoje o 'Casinha de Botões' faz anos. 'Um', porque ainda é pequenino e anda a dar os primeiros passos. Em um ano, obriguei-me a criar, a sentir, a ver com outros olhos tudo o que me rodeia. Em um ano sinto que cresci, que dei de mim a cada foto, a cada palavra, a cada post. Foi o revelar do meu mundo a uma dezena de conhecidos e a outras centenas de anónimos que me seguem as palavras e penetram no meu canto. Não consigo deixar de me sentir quase invadida quando isso acontece, porque se pensar bem a sério, revelo mais de mim em cada post, do que aquilo que faria pessoalmente. Talvez seja essa a magia de um blogue, da escrita que sempre me serviu de escape e de libertação. Eu não falo, eu escrevo. E brinco, e ralho, e sonho em cada palavra que me serve de arma.
Em um ano, tornei a minha Cannon PowerShot A400 na minha melhor amiga. Tenho-a tratado mal é certo, a julgar pelos riscos que apresenta de tanto andar aos pontapés dentro da mala, mas com ela aprendi a descobrir um novo olhar: o do quotidiano.
Em um ano conheci pessoas novas que me serviram de inspiração e descobri outros gostos que me deixam feliz. Troquei materiais, sorrisos, confidências, mas acima de tudo, sinto que recebi muito mais em troca.
E em dia de aniversário, nada como uma fatia de bolo.*

quinta-feira, setembro 14, 2006

green news, renovated hopes




















"Lágrimas Tormentos
Quantas desilusões
Foram tantos sofrimentos e decepções
Mas um dia o destino a tudo modificou

Minhas lágrimas secaram
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou"

Ando que nem louca, todos os dias de volta das contas, dos fios, das lãs. Parece que quero recuperar o tempo perdido e que de repente fiquei febril outra vez. Ontem choveu o dia todo e andei sempre de sorriso nos lábios. (Já tinha saudades do cheiro do frio e da terra molhada). Nada como tomar café em pleno Chiado com a H., enfiarmo-nos as duas na HM e delirar com as coisas da nova estação, ir à pastelaria Bennard com desejos de croissant de chocolate e não haver (nem de propósito) e acabar a noite na Sé, no restaurante 'Viagem de Sabores' para o aniversário da M., que eu não me lembrei! (shame on me).
Ando a queimar os últimos cartuchos, porque segunda-feira é dia de novos começos. Finalmente irei (re)começar a trabalhar. (Nem imaginam o alívio). De repente, sinto que a vida voltou a entrar novamente nos eixos.
Hoje para terminar o dia, café com a C. para tagarelar todas as novidades e depois, quem sabe, cinema.
Colar disponível, aqui.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Purple dress




















Apaixonei-me por ele. Assim de passagem, enquanto deambulava sem rumo pelo El Corte Inglés, sem ideia do que levaria ao casamento que se aproxima a passos largos e que é já no final deste mês. Vi-o pendurado, achei-lhe piada. Havia e há qualquer coisa na cor que me fez logo cair em tentação de o provar. 'Não tenho corpo para ele pensei', mas afinal até tenho e quando me vislumbrei ao espelho, confesso que me senti uma espécie de estrela de carpete vermelha. Comprei-o de impulso, já que o tamanho 38 era o único existente. Não resisti a vesti-lo para mostrar ao C., orgulhosa que estava da minha compra, assim que cheguei a casa. Tem um ar esvoaçante que me faz lembrar os antigos vestidos gregos, que estiveram tão em voga este Verão.
É comprido e ata atrás do pescoço. É de um púrpura profundamente marcado, como se o meu interior tivesse jorrado para fora. Acho que mais do que um vestido, é uma verdadeira terapia.
E pensar eu que andava à procura de um conjunto de calça-casaco.
Pregadeira 'winter is back'. Aqui.

terça-feira, setembro 12, 2006

...




















A minha mãe dizia-me, quando era pequena, que sempre que se ouvia o som da gaita de beiços de um amolador de tesouras, era sinal de chuva. E eu sempre gostei daquela musiquinha que se ouve a metros de distância e que era indicador de pingos. E agora, estava aqui sentada ao computador, e ouvi-o... sim, porque até em Lisboa ainda existem amoladores de tesouras com a sua típica canção. E eu bem que ando precisada de um pouco de chuva para me lavar a alma.
Hoje faltam-me as palavras, custam-me a sair. Não estou nos meus dias.

Comprei contas novas e o resultado está à vista. Colar 'pink love' para as mais românticas, originais e apaixonadas. Disponível, aqui.