domingo, fevereiro 17, 2008
coração alentejano
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
celebrate!
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
one more day
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Herdade do Reguenguinho
Pois é, já está marcada e eu comecei a bendita contagem decrescente! A nossa escapadinha romântica de 3 dias para celebrar a semana dita dos 'namorados' será para aqui.
ir a Londres - que me anda atravessada na garganta há muito tempo - mas neste momento não podemos fazer grandes loucuras financeiras... e ir a Londres, mesmo que por 3 dias, significava gastar muito dinheiro. Por isso, ficamo-nos por Portugal, em ambientes de deleite como este, onde impera a beleza do natural e a política da tranquilidade e retemperamos forças, a dois.Espero que a minha máquina já esteja 100% operacional, pois estou cheia de vontade de fotografar tudo o que mexe e o que não mexe.
O quarto também já está escolhido, será o vedere, em tons de azul marinho e inspirações árabes - a verdade é que já era dos poucos disponíveis tirando as suites - e eu, apesar de não ter no azul a minha cor favorita, terei certamente sonhos azuis e perfumados, debaixo do céu estrelado alentejano, onde as estrelas cadentes caem às dezenas por noite, sem pedir licença e onde eu me perco nos desejos pedidos.
Acho mesmo, que até já comecei a sonhar...
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
pieces of me
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
www.ictiose.blogspot.com
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
The same, as usual...
Continuo sem máquina fotográfica digital.
Continuo com um humor canino.
Como podem ver, não há novidades de interesse a relatar da última semana.
Continua tudo na mesma. Nada mudou.
Pode ser que o fds de Carnaval inverta esta tendência.
domingo, janeiro 27, 2008
adeus
sábado, janeiro 26, 2008
perda
domingo, janeiro 20, 2008
retalhos de um fds e dos idos anos 90...
quinta-feira, janeiro 17, 2008
conto VII
Guardou-o, fechando-o na palma da mão pequena, remetendo-o para o fundo do bolso do casaco, cheia de dúvidas e indagações sem resposta. Sorriu para não parecer tão incomodada com a situação, ou ingrata. Receber um canivete ia contra tudo o que lhe tinham ensinado, ‘Não se brinca com instrumentos cortantes’, ‘Não mexas em facas’, ‘Não passes os dedos pelas lâminas’, ‘Olha que te cortas e faz sangue’ e por isso, todos aqueles cenários, embora imaginários, lhe pareciam demasiado horríficos, demasiado perigosos, demasiado tentadores para serem sequer, desafiados. E agora, assim do nada, ser ele a dar-lhe um canivete, que ainda para mais tinha, não só uma, mas várias lâminas, algumas finas, aguçadas como escarpas, outra em forma de espiral que ela desconhecia para o que servia, uma tesoura, uma lima e um abre-caricas, deixou-a severamente intrigada. Para que servia tudo isso se, supostamente, lhe era proibido brincar com ele? Não compreendia como o poderia incluir nos seus cozinhados fictícios com tachinhos de plástico e panelas de alumínio, que transportavam inofensivamente, pedras, terra, água e até, legumes e vegetais que ela sorrapiava à socapa da cozinha da mãe, como preciosidades únicas para preparados que roçavam a genialidade. No entanto, o pai nada dissera e até, consentira o gesto, partilhando uma cumplicidade que se espera óbvia, mas que ela não conseguia perceber na sua totalidade. Pensou por breves momentos, se seria um daqueles rituais de iniciação que ela já tinha lido no Atlas lá de casa e que sabia existirem em algumas tribos do Pacífico e da África Equatorial. Estaria ela preparada para semelhante prova? Qual seria a próxima etapa? E porquê um canivete? Porquê? Quando na realidade ela preferia que ele lhe tivesse oferecido uma boneca, onde ela pudesse fazer longos e prolongados penteados, ou até, um relógio de pulso e a pilhas, daqueles como tinha visto recentemente na irmã da Paula, que emitiam sons estridentes e que ela punha propositadamente a tocar deixando-a lívida de inveja. Mas um canivete? Para que lhe servia um canivete? Se ainda tivesse nascido rapaz, talvez achasse alguma graça à oferta, conseguindo imaginar as demonstrações audazes de poder que um canivete – ainda para mais suíço – conferia, mas assim, menina, coquete e semi-feminina, não conseguia entender o motivo.
Do bolso do casaco, colocou o canivete na gaveta da sapateira da entrada, um móvel de mogno escuro, pesado, maciço, que tinha como função ser o fiel depositário de tudo aquilo que, à primeira vista, não fosse substancialmente importante. Achou que seria o lugar mais adequado a um objecto que, no seu entender, não podia augurar coisa boa. Mesmo que tivesse o consentimento e a aprovação do pai, ela não queria tê-lo por perto, nem incluí-lo nas suas brincadeiras, mesmo quando andava que nem um cavalo bravo pelos bosques durante horas a fio. Colocou-o ali e esqueceu-se dele. Não perdeu mais tempo a pensar no assunto. Não queria entender o porquê de um canivete - embora no fundo se questionasse - mas por agora, naquele instante, só lhe apetecia abandoná-lo, livrar-se do perigo que ele lhe transmitia, das lâminas cortantes e duplas, do medo que sentia ao sabê-lo ali, tão perto da carne. O canivete ficou esquecido, refundido na gaveta do móvel da entrada que continuava impenetrável à passagem do tempo, ao ritmo das horas e das emoções que abalavam e percorriam a casa, desamparado entre os demais objectos igualmente inúteis e dispensáveis às necessidades vigentes. Passaram-se dias, meses e anos, que trouxeram consigo as mudanças físicas próprias da idade, mas também da evolução natural das coisas. Tinha chegado a hora de partir para algo melhor, de abandonar aquele lar que durante anos a acolhera, sendo necessário todo o trabalho de empacotar, seleccionar, escolher, arrumar, levar, fechar. Por entre o pó dos livros que retirava das estantes, ou da roupa que se acumulava em quantidades dignas de loja em época de saldos em cima da cama, lembrou-se do móvel da entrada, da tralha e bugigangas que durante anos ali colocara como um eterno guardião do templo. Apetecia-lhe vê-las, mexê-las, recordá-las, torná-las visíveis aos olhos e claras à mente. Correu a abrir a velha gaveta que se encontrava agora emperrada, dificultando a tarefa de chegar ao objectivo pretendido. Foi então que o viu, ao canivete, esquecido e embrulhado entre fios que passaram de moda, lenços com desenhos de cavalos que a mãe nunca mais se atreveu a pôr ao pescoço, ou porta-chaves enferrujados que jaziam como um espólio adormecido. Foi então que percebeu no mais intímo do seu ser e sorriu, dizendo baixinho, ‘Obrigado avô’.
terça-feira, janeiro 15, 2008
love is a losing game
Outra coisa que também tem contribuído para uma certa inquietação é o comportamento da Diane. A verdade é que a Diane desde que descobriu que está grávida se afastou. E por mais que eu tente que isso não aconteça, noto que ela quer que assim seja, como se a minha presença a incomodasse, ou, como se a minha presença ou passagem pela vida dela, apenas fosse isso mesmo: uma passagem. Confesso que este comportamento dela me entristece profundamente. Mas cheguei à conclusão de que não vale continuar a procurar respostas a uma pessoa que não as quer dar. A última vez que falei com ela foi antes do Natal. Na altura, já não falávamos há uns bons tempos e eu notei que ela me evitava. Quando finalmente a ‘apanhei’ no messenger sem que ela se colocasse offline, confrontei-a com o assunto. Disse-lhe que notava que ela me andava a evitar e que isso me deixava magoada. Perguntei-lhe inclusive se tinha feito ou dito algo que a tivesse chateado. Disse-me que não, mas que não andava a saber lidar com o facto de estar grávida e de eu não estar, e que evitava falar nesse assunto para, segundo ela, me poupar a ‘tristeza’. (o que eu odeio que as pessoas me subestimem…) Na altura disse-lhe que para mim, era mais dificil saber que ela me evitava e não partilhava nada comigo da sua gravidez – que eu tinha acompanhado o quanto ela tinha batalhado para conseguir esse objectivo – do que colocar-me de parte agora, que efectivamente, o tinha conseguido alcançar. Na altura disse-lhe mesmo que sentia que apenas tinha servido para ser ‘companheira de mágoas’ e agora, que ela tinha conseguido aquilo que desejava há longos anos, eu tinha deixado de fazer sentido na vida dela. Ela disse-me que não, de maneira nenhuma, mas afinal, depois dessa conversa, constato que é mesmo disso que se trata. A verdade é que já enviei 3 emails à Diane, um deles contando-lhe o resultado da minha biópsia à pele e do novo diagnóstico, de ictiose bulhosa, tal como ela e que isso significava novo teste genético, novas esperanças e novas possibilidades no meu caso… mas ela, nada… também lhe enviei um email a desejar Feliz Natal, outro a perguntar se ela estava bem… e ela nada… já tentei meter conversa com ela no messenger, mesmo que offline – porque noto que ela todos os dias se liga e imediatamente se coloca offline – e ela nada… por isso, desisto. Desisto de tentar chamar a atenção dela, de lhe demonstrar que a amizade dela é-me importante, de que me preocupo, de que quero continuar a tê-la presente na minha vida. Sinto-me muito farta de dar sempre mais de mim aos outros do que os outros me dão a mim, como se tivesse de andar a mendigar atenções, ou a demonstrar a todos e a rodos, o quão gosto deles, o quanto me preocupo. Geralmente quando dou um voto de confiança às pessoas, espero que elas retribuam. Já nem digo na mesma medida, pois tenho consciência de que tenho tendência a ser bastante absorvente, mas quando me desiludem, sinto-me tão atraiçoada e retraio-me de tal forma, que me é muito difícil voltar a ser a mesma. Nisso sou muito escorpiana não posso negar. Eu dou tudo, mas assim como dou, também tiro. Até já pensei se estaria a fazer juízos de valor errados em relação à rapariga – o que me faz sentir uns certos remorsos de consciência confesso – mas, tal como diz uma amiga minha, o que quer que seja que se esteja a passar, não é motivo (acho eu), para ela me ignorar desta forma. Principalmente quando se trata de uma pessoa que não trabalha e passa o dia em casa…
Por isso, sinto-me profundamente triste com esta atitude dela e prometi a mim mesma que não enviarei mais nenhum email, nem direi mais nada enquanto não obtiver um sinal. Nem que para isso tenha de a bloquear no messenger – coisa que já fiz – só para ter a certeza de que quando ela me quiser falar, me envia um mail. Mais não seja em resposta aos vários que ela vai acumulando na sua caixa postal e que esperam por um ‘reply’.
sexta-feira, janeiro 11, 2008
back to black
A continuar assim, está a meio caminho de se tornar imortal, mesmo que seja pelos piores motivos.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
my new orange couch
No entanto e como não há data prevista à vista de quando teremos novo estrado, montámos o sofá com aquele que tínhamos. O resultado é uma sala com uma percepção completamente diferente da anterior, devido à ligeira distribuição das coisas. O espaço de sofá é gigantesco – comparado com o que tínhamos – e os gatos adoram – quem os quer ver agora é a apanhar banhos de sol vindos directamente da janela. Acabaram-se por isso as ‘discussões’ territoriais pelo maior quinhão de sofá, já que no novo, ficamos tão distantes um do outro e com um espaço tão grande no intermédio, que é quase como se estivessemos em ilhas diferentes. À tarde, tive a visita da minha amiga G., que eu já não via há meses, e que apareceu lá em casa de surpresa e ontem, Domingo, dia em que o C. foi trabalhar, refastelei-me no dito sofá laranja, rodeada pelo Gaspar e pela Magali e vi assim, de uma vez só, cerca de dez episódios seguidos da primeira temporada dos Sete Palmos de Terra – série que só agora comecei a ver - e que me fez apaixonar logo pelo conceito.
Agora resta-me aguardar notícias – porque a vida é feita de expectativas, de renovações e de esperanças - e neste momento sinto-me como se estivesse com formigueiro nos pés - mas nos entretantos, lá me vou alegrando com o universo em meu redor.
ps- A 'mancha' preta na segunda foto, é mesmo a minha gata 'tartaruga', de seu nome Magali. Tão linda, de olhos cor de coruja, que já elegeu aquele, como o seu novíssimo sítio preferido.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
I'm a Superwoman...
...sou, eu sei que sou... e a prova disso, é ir, amanhã, logo bem cedinho, fazer nova recolha de ADN para novo estudo genético, tendo desta vez como diagnóstico base a Ictiose Bulhosa. Se não fosse a minha investigação incansável sobre o assunto, a minha acesa troca de emails com médicos estrangeiros, a minha insistência, a minha perseverança, a minha casmurrice, a minha teimosia, nada disto seria possível. O resultado só será conhecido em Março, mas pode ser que desta vez - só para conseguir dar descanso a este meu coração sobressaltado - corra tudo bem.
Desculpem-me a falta de modéstia, mas confesso sentir-me bastante orgulhosa de mim mesma, por ter conseguido alcançar esta etapa tão importante e fundamental de um longo e moroso processo. Nada é garantido é certo, e o resultado genético pode voltar a ser negativo e a mutação não ser encontrada, mas só o facto de ter conseguido provar que sempre me fizeram diagnósticos errados e ter esta nova oportunidade, só me enche de mais coragem para continuar.
Eu canto com a Alicia, porque eu sei que sou uma 'Superwoman. Yes I am.'
terça-feira, janeiro 01, 2008
de 2007
quinta-feira, dezembro 27, 2007
nepalês - jantar de Natal
Recebi um livro de máximas, para ler com calma e reflectir sobre uma série de coisas, já eu, dei ao meu amigo secreto, um conjunto de chávenas do Gato Preto, lindíssimas, com efeitos de art-deco, numa caixa preta com arabescos brancos, que me foram baratíssimas. Confesso que até eu gostava de ter umas para mim. Cheguei a casa passava da meia noite, cansada, com sono e desesperada por não encontrar lugar onde estacionar no bairro! (mas será que ninguém foi de férias nesta altura?) Hoje, ainda dei um pulinho ao shopping para ver se as lojas do costume já estavam de saldos, mas além de isso ainda não ter acontecido, tive o azar de, em todas as lojas que entrava, despertar os alarmes, fazendo com que fosse o centro dos olhares de toda a gente e corando de vergonha. Afinal, descobri que a razão de semelhante engano era um cachecol que ‘roubei’ ao C. hoje de manhã, e que pelos vistos, ainda deve ter um código de barras qualquer activado, apesar de já não ser novo. Resignada com a minha sorte, desisti da saga de ‘lamber lojas à hora do almoço’ e fui, juntamente com uma colega, tomar café à esplanada da rua e apanhar um pouco de sol. Ao menos ali, não tinha de abrir a mala para provar a minha inocência, nem disfarçar o rubor que me subia pelo rosto.
Máxima do dia: Roubar o que quer que seja - mesmo que do marido - dá sempre mal resultado.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
espírito natalício

O Natal acabou. Felizmente. Confesso que não sou uma pessoa que prima pelo espírito natalício, e perdoem-me os demais, que adoram esta altura do ano. Natal para mim é sempre sinónimo de grandes stresses, grandes fretes – só porque é Natal e tem de ser – de grandes despesas e de grandes canseiras. E este, mais uma vez, não foi excepção, com a agravante que tivemos de repartir a nossa presença por duas casas, duas viagens, e de tentar agradar a gregos e a troianos. Irrita-me tudo no Natal, o espírito consumista, a hipocrisia das pessoas, o ‘pseudo amor familiar’ - quando passam a maior parte do ano a cortar na casaca e a dizer mal uns dos outros - e os nervos que apanho para conseguir coordenar tudo, comprar tudo, fazer tudo…
Este Natal não tive a presença da minha família, apenas a dele, e talvez tenha sido por isso, que tudo me custou ainda mais. Na segunda-feira, quando parti de casa dos meus pais, seguindo direcção à terra, desatei num pranto como há muito tempo não tinha. Não consegui evitar. Ainda tentei pôr os óculos de sol, tentar que o C. não percebesse, mas nada feito. Fui apanhada em flagrante e não houve como disfarçar.
Estive o tempo todo quase sempre calada. Senti que estava ali por uma questão de obrigação familiar mais do que por vontade. Senti-me descontextualizada, saturada, cheia de vontade de regressar à minha casa, ao meu canto, ao meu sofá, à minha cama.
Ontem fizemos a viagem de regresso toda debaixo de uma chuva contínua, forte, grossa como bagos de uva. Chegámos ao final da tarde. Foi pouco o tempo para descansar e refazer das emoções dos últimos dias. Hoje quase ninguém veio trabalhar. A maior parte ficou em casa a empanturrar-se com os restos dos fritos, das fatias paridas, das filhozes, dos cuscurões. Deixei tudo em casa da minha sogra. Não quero resquícios do natal entranhados no corpo. Já chegou enquanto durou.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
paranormal
Ontem fui ao teatro. Deram-nos bilhetes aqui na agência e eu aproveitei logo, porque neste momento, são raras as vezes que tenho oportunidade. A peça era ‘Paranormal’ do Joaquim Monchique, onde o mesmo interpreta sozinho, mais de 16 personagens. Foi engraçado, mas confesso que achei o texto demasiado longo e um pouco repetitivo. Eu, que fiquei sentada logo na primeira fila – lugar que devia de ser considerado um privilégio – já não tinha posição que me valesse e muito menos espaço para esticar as pernas. Mas ainda soltei umas boas gargalhadas, mais não fosse pela genialidade da interpretação, pela encarnação dos personagens sem mudança de indumentária e sem qualquer tipo de adereço, pelo monólogo vastíssimo, pela cumplicidade que muitas vezes sentimos perante o actor, ou as vezes em que o mesmo se ri de si próprio. Foi um serão bem passado, apesar do frio que se fazia na rua, do trânsito caótico - que me fez demorar mais de 40 minutos para chegar ao teatro Mundial – e o facto de, ter um senhor de idade sentado atrás de mim, que mandava piadas em voz alta e fazia comentários que o próprio julgava muito engraçados, para toda a plateia ouvir. (estava capaz de o linchar)O que me leva a dizer que gosto do Monchique. Gosto mesmo.
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Contos VI


Mas nada, nem o doce sabor amarelo, a fazia suspirar de tentação como a leve e proibida farinha láctea que a mãe raramente lhe dáva a provar. Esse manjar, requintado, quase profano, estava confinado a ocasiões especiais – que quase sempre – nunca estavam relacionadas com a sua pessoa. Nos breves momentos em que presenciava o cheiro, sentia que perdia o juízo, as forças fraquejavam, inebriada que ficava com semelhante odor, imaginando a riqueza da consistência, a mistura do leite quente com o toque molhado e macio daquela textura rugosa. A última vez que lhe sucedera semelhante episódio, foi quando receberam em sua casa, a visita tia Teresa e esta, acabada de ser mãe havia pouco mais de sete meses, levou consigo uma enorme caixa de farinha láctea que servia de alimento ao seu pequeno rebento chorão. Como o peito havia secado logo cedo, não restava outro remédio à tia Teresa, senão socorrer-se da sagrada farinha para alimentar o Manelinho como uma verdadeira e bem tratada criança merece: cheia de gordos refegos e pregas visíveis a olho nu, que encontravam contraste com a pele da barriga, macia e saliente, tal como um pequeno e estaladiço leitãozinho. A visita da tia Teresa durou dois dias, o espaço de um breve fim-de-semana, que para ela, lhe pareceu uma tortura maquiavélica, quando à hora da refeição, lhe presenteavam canja de galinha com massa e à sua frente, preparavam o repasto daquele minúsculo ser que ainda nem sabia dar valor ao verdadeiro néctar que lhe escorria garganta abaixo. Invejava-o. Queria voltar a ser pequenina para, só assim, poder desfrutar novamente daquele sabor celestial. Nada feito. Nunca, em situação alguma, a sua mãe e a sua tia, a deixaram sequer, aproximar-se do fumegante prato de papa, ou tão pouco, lamber o resto pendente da colher que, diariamente, ficava esquecida na pia e que ela, tentava desesperadamente esconder no bolso do bibe de padrão vichy azul escuro, que a mãe, em tempos, lhe tinha feito com restos de tecido de uma velha toalha.
A sorte pareceu mudar no final desses dois torturantes dias. A tia Teresa, agitada pelos inúmeros sacos e malas do Manelinho que tinha de transportar até à estação, arrumou tudo apressadamente, deixando a famigerada caixa de papa em cima da bancada da cozinha. Ela observava a tia e, entre si, rezava desesperada, para que a pressa se sobrepusesse ao esquecimento, fazendo com que o brilho metálico da embalagem da farinha láctea, acabasse por ficar ofuscado pelas fraldas, biberões e brinquedos do primo nas agitações próprias das partidas não programadas. Assim aconteceu, inundando-a da sensação triunfante que a vida nos revela nos pequenos momentos. Agora, podia calmamente delinear o seu plano e esperar, voltar a sentir, o prazer morno daquela desgustação quase imaginária.
Nos dias que se seguiram à partida da tia, tentou desesperadamente abrir a caixa metálica, que por ser nova e com pouco uso, possuía uma força anti-natura que exigia demasiado esforço do seu corpo lingrinhas e esgalgado. Todos os dias, à noitinha, passava horas a contemplá-la, esquecendo-se por completo do açúcar mascavado e imaginando o seu conteúdo, ou a forma como chuparia os dedos lambuzados, um por um, não desperdiçando nem uma única gota de leite. Tentou desesperadamente abri-la por todas as formas que conhecia. Socorreu-se das mãos, apertou-a, encaixou-a no corpo, debruçou-se sobre ela num verdadeiro esforço motriz, enquanto os seus pequenos e miúdos dedos a comprimiam e o rosto se contorcia numa expressão de dor. Nada feito. Imperceptível e inflexível, a caixa metálica continuava a deter a farinha láctea como um tesouro bem guardado só revelado a alguns merecedores.
Enlouquecida, farta, mas ainda não totalmente resignada, socorreu-se daquilo que de melhor tinha, o verdadeiro motivo de tamanha vontade, daquela gula sôfrega e ansiosa, daquele palpitar que já não conseguia controlar e, num acto de fúria quase animalesca, cravou a sua boca feita de traços vãs de artistas, na embalagem metálica que não acusou semelhante pressão.
Apenas os dentes se partiram, não aguentando a missão que os esperava.
terça-feira, dezembro 18, 2007
fé
se não fosses tu a nossa medicina continuava parada
parabéns pelo teu nobre esforço e imensa coragem
nós estamos sempre aqui e eu apoio-te incondicionalmente
abraços muito amigos
msousa'
Do fim-de-semana
Com tantas coisas que têm acontecido, esqueci-me de actualizar o post sobre o fim-de-semana em que o C. fez 30 anos. No Sábado o dia estava solarengo mas frio, e por isso, decidimos ir passear até Cascais e experimentar o Sushi Guia que foi uma estreia para ambos. A vista privilegiada de mar, a falésia, a decoração do espaço, ou até mesmo, as árvores centenárias que fazem parte dos jardins da Casa da Guia, tudo me pareceu perfeito, até à altura em que entornei, por duas vezes, molho de soja por toda a minha blusa branca coroando-a de 'medalhas'... A rematar, uma bela taça de gelado de feijão com morangos flambeados, de se comer e chorar por mais.
O esforço valeu a pena. Chegámos às Catacumbas e conseguimos surpreendê-lo. Teve direito a bolo com 30 velinhas e tudo. Cantámos os parabéns, rimos bastante e a expressão dele estava mais leve, menos carregada.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
fim de ano, novos começos?
A verdade é que não criei qualquer tipo de expectativas. Já estive mais ansiosa em relação a este assunto. (Pronto, reconheço que minto, porque durante a noite acordei um par de vezes e olhei sofregamente para o relógio para me certificar de que não tinha adormecido, ou quantas horas ainda me restavam de sono.)
Hoje, apesar de saber à partida de que iria receber o resultado da biópsia que fiz há uns meses, não me empolguei, não criei ilusões, apenas queria ouvir o que tinham para me dizer. E o que me disseram, é que afinal, a Ictiose que durante os 29 anos sempre pensei ser ‘Vulgar’, é, não mais nem menos, uma forma mais rara da doença: Ictiose Bulhosa de Siemens.
Isto faz com que novas esperanças ocupem o lugar de frustrações antigas. Começa por mais um pedido de realização de teste genético. Até aqui tudo bem. A teoria é realmente uma coisa bonita, o difícil está em torná-la prática. Neste momento possuo duas hipóteses: ou ir pelo meu próprio meio, contactando directamente com uma clínica em Antuérpia e tentando enviar uma amostra do meu ADN por via DHL, - pagando todos os custos inerentes ao estudo do meu próprio bolso - ou, esperar meses por uma consulta num hospital público e no serviço de genética e tentar que me encaminhem no sentido que pretendo. A médica que me acompanhou no serviço do Curry Cabral foi bastante simpática, apesar de eu ter noção, de que ela não sabia quase nada acerca da minha doença e que estava a anos luz do que era possível fazer em termos de tratamentos. Não me revoltei, nem tentei refutar o conhecimento adquirido. Acenei a tudo com um gesto repetitivo de cabeça, concordei com as afirmações feitas, decidida de que de uma forma ou de outra, eu consigo lá chegar pelos meus próprios meios e vontade férrea. O resto, como costumam dizer os americanos, são ‘peanuts’. Seja com for, encaminhou-me para o serviço de genética da Maternidade Alfredo da Costa, a meu pedido. A partir de agora é comigo. No entanto, e porque o lado humano nestas coisas também pesa, e porque finalmente, acho que um médico tem noção de que um futuro filho com esta doença, terá sempre a vida condicionada negativamente, pediu-me que a fosse actualizando. Quer saber como irá evoluir a minha história, a minha condição de ‘mulher que luta por um objectivo seja porque meio for’. Deu-me o seu email pessoal, assim como a carta de recomendação para a MAC e o resultado da biópsia. Guardei tudo como um tesouro na minha enorme mala, entalado entre páginas do livro Equador que só agora me atrevi a ler e o qual não consigo parar. (adoro quando os livros me provocam este efeito.) Saí do hospital calma e sem uma sensação de euforia que geralmente caracteriza as minhas vitórias, com as mãos demasiado geladas para me sentir sequer, confortada na alma. Sei que irá começar uma batalha maior ainda.
sexta-feira, dezembro 14, 2007
One
quarta-feira, dezembro 12, 2007
contos V


Sentiu as pernas fraquejarem, as mãos contrairem-se num gesto nervoso, a suaram friamente, embrulhadas uma na outra, presas pelo inesperado do momento. Bruscamente derreteu-se de emoção. O coração acelerado, o peito num reboliço de dia de temporal. Tentou agir naturalmente, mas sentia as faces quentes, o olhar rápido e inseguro. Todo o seu corpo a traía. A expressão manteve-se neutra, quase perplexa. Depois de tanto tempo, tantos anos, ei-lo, ali, bem defronte de si, como se fossem dois estranhos que se cruzam no metro, à saída de um banco, ou num qualquer café. Achou-o gordo e balofo, anafado, mas nem isso a demoveu do turbilhão de memórias que rapidamente lhe assolaram a mente. Tanto tempo a pensar nele, a idealizá-lo, a suspirar perdidamente, a imaginar onde estaria, o que faria, para vê-lo assim, sem pré-aviso, com a sua ligeira barriga saliente e o cabelo em cachos compridos, que lhe pendiam pelos ombros, dando-lhe um ar decadente de anjo barroco.
Uma sensação doce e morna de vitória invadiu-lhe o corpo. Sentiu-se poderosa. Ali estava ela, igual ao que sempre fora, depois de tudo o que sentira por ele, mais forte e segura do que nunca, enquanto que à sua frente residia a fonte do desejo de tempos idos, com o seu ar plácido e os seus pézinhos toscos, a cara papuda e redonda, o olhar mortiço, a expressão apática. Mesmo assim quis regredir no tempo. Perdeu-se no terno passado das recordações, quase sentiu o sabor quente dos beijos e carícias, dos sorrisos abertos de amor intemporais, das promessas feitas de futuro a dois, das palavras tomadas como verdadeiras.
De repente acordou. Sentiu o peso do corpo na cama, o toque frio da pele contra a sua, o bafo quente de um hálito que despertava para mais um dia.
Não era ele que estava ao seu lado.
domingo, dezembro 09, 2007
reviver
No momento em que entrei na casa nova dos meus pais e vi, como tudo tinha um sentido próprio, uma permanência, como se a vida, por muito dura e sofrida, tivesse realmente uma missão destinada a cada um de nós. Vi-a nos olhos chorosos da minha mãe, nas inúmeras vezes em que ela dizia a si própria, como que resignando-se, que tudo parecia um sonho, na forma como repetia ‘pergunto-me se mereço’, na alegria controlada do meu pai enquanto ouvia um dvd dos Queen na sala, depois de ter aprendido a mexer no leitor.
Vi-a no reencontro que tive com a minha professora da segunda e terceira classe, velhinha, com oitenta anos, de bengala na mão mas desenvolta nas palavras, enquanto me agarrava de comoção e de sorriso aberto e franco repetia: ’esta rapariga era muito esperta, era muito esperta’. Aquilo comoveu-me, a sério. Não resisti e soltei lágrimas francas, sinceras, à frente de todos os que me acompanhavam quando me agarrei àquele pequeno corpo. Foi como se tivesse regredido vinte anos e visse uma Dona Aida que chegava à escola numa carrinha Renault 4L, cor de laranja, onde o marido – o Sr. Eduardo – a deixava no cruzamento e um grupo enorme de meninos acorriam a recebê-la. A mesma Dona Aida que escrevia nas fichas de avaliação, que eu era muito boa aluna a português e extremamente aplicada, só tinha um senão: falava demais. A mesma Dona Aida que tinha uma enorme cana de bambu, polida e comprida, que chegava a todos os cantos e carteiras da sala e com a qual me dava muitas vezes, em cima da cabeça, como sinal de reprovação para me calar. (Já nessa altura o defeito da comunicação conspirava contra mim.)
Vi-a nos olhos doridos da minha avó, que me abriu a porta de casa, coxa e mirrada pelo tempo, enquanto me agarrava na mão e sorria de alegria perante a foto que lhe trouxe. Eu, de branco, vestida de noiva, no casamento ao qual ela não pôde assistir, com o cordão de ouro que lhe pertencia em jeito de singela homenagem. O sorriso dela cresceu, os olhos humedeceram-se, a voz falhou. O seu rosto magro e o cabelo claro iluminaram-se, tirou o lenço que trazia no bolso e passou-o de forma rápida pelo rosto enrugado, invocou os santos e os anjos protectores, falou de todas as fotos minhas que existem espalhadas pela casa, inclusive aquela em que tenho como protectora Nossa Senhora de Fátima. O C. assistia a tudo, com um sorriso nos lábios e uma expressão de compreensão no olhar.
Este fim-de-semana senti-me perdida nas memórias e nas emoções. Quis ser pequenina outra vez, sentir que tinha a vida toda pela frente, desejar ardentemente pelo dia de amanhã. Não ter de acordar, nem chorar, nem temer… apenas sorrir. Apenas sorrir.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Contos IV


Apenas os lábios a denunciavam. Os lábios finos. Os mesmos lábios que em tempos o tinham beijado. Os mesmos lábios que tanto amor tinham dado, que tantos beijos tinham trocado, estavam agora cerrados, fechados, contraídos numa linha recta, com os cantos pendentes, caídos. E os olhos. Os olhos verdes, salientes, grandes como faróis, que quando o viam se iluminavam. Olhos que sorriam, lábios que viam. Ambos, revelando-se em todo o seu antigo esplendor e glória quando ele chegava. Olhos que se abriam como dois braços que pedem o calor de um abraço. Lábios que se convertiam numa curvatura de alegrias. E o coração dela ilumináva-se. Enchia-se de luz. Por momentos esquecia-se das amarguras, das dores, do frio, do facto de estar isolada numa terra de ninguém, da outra que lho tinha roubado, a ele, que ela tanto amava. Não lhe perdoaria. Nunca. Antes morta. Ela, de tez escura e encardida, com grandes olhos cor de azeitona, de traços banais e simples, alta como um girassol desfolhado, sempre tão prestável, tão desenvolta, tão despachada. E ela ali, com aquele porte clássico, aquela beleza senhorial, aqueles olhos verdes, confinada a um sítio demasiado pequeno e tacanho, destinada à vida de uma simples e banal mulher do campo. Não suportava a ideia de saber que ela lhe tocava. Não suportava vê-los, aos dois, trocando carinhos e carícias, beijando-se como se o mundo inteiro lhes pertencesse. Nessas alturas, os lábios contraiam-se ferozmente, fechavam-se perante a dureza dos pensamentos que lhe varriam a alma e os seus grandes olhos verdes e grandes como faróis, acompanhavam, tornando-se duros, acutilantes. Quase que a conseguia esbafotear. Só com um simples olhar. Por vezes desejava que ela morresse. Só para saber que ele tornava a si, puro e casto, como ela sempre o tivera, tão pequenino, tão indefeso. Suspirava pela tristeza e infelicidade de não poder tornar reais os seus desejos mais profundos. De saber, bem diante dos seus olhos, que afinal era a ela e não a si, que ele mais dáva atenção. E a outra ali, na sua casa, à sua frente, nos braços dele, era mais que um insulto, era uma provocação, uma afronta, um desafio à sua moral, aos seus lábios finos e contraídos, aos seus grandes olhos verdes.
Era uma facada no seu coração de mãe.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
partida
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Conto III


Idealizava muitas vezes como o faria, qual o momento mais oportuno para conseguir escapulir-se, ela e os seus pesados vestidos, para o meio das poças de água escura, num verdadeiro acto de provocação. Imaginava os salpicos enormes a cairem sobre o tecido branco pérola, os seus laços de cetim amarrotados e irremedíavelmente perdidos, as meias da mais fina renda de Viana rasgadas, as saias puxadas até acima, mostrando os culotes.
Apesar dos seus tenros sete anos, Joana sonhava em contestar as suas amas, em provocar uma verdadeira revolução na ordem restrita e pacata em que o seu mundo se desenrolava. Invejava as filhas dos caseiros, sempre tão soltas e tão libertas, correndo descalças pelo jardim, salpicando os pés na terra húmida e fresca, com os seus cabelos desalinhados, rosadas pelo vento, com os mesmos vestidos dia após dia. Odiáva-as secretamente, enquanto se divertiam penduradas nas árvores, enquanto comiam a fruta tenra que trincavam ferozmente sem os propósitos das meninas educadas, bebendo o sumo fresco que lhes escorria pela boca como se água fosse e limpando os lábios molhados à manga gastas e sujas. Nada as faria parar, todo o mundo era delas e no entanto, ela ali estava, cingida à sua manta quadrada com tecido ao xadrez, sem poder ir além de uns meros centímetros, vigiada por quadro monas de mármore que lhe seguiam os passos. Imaginava o dia em que cairiam todas, tumbando uma por uma, como se um sopro lhes tivesse retirado toda a força de viver e ela, a única que sobreviveria a tamanha proeza, descalçar-se-ia e puxando os vestidos que a oprimiam e apertavam, colocaria o pé fora da manta, sentindo a terra do jardim penetrar-lhe a pele, cheia de textura irregular e no entanto, suave, como uma carícia que chega devagar e que encontra o prazer da tentação proíbida.
Pensou em tudo isto, imaginou cada segundo, cada forma, cada passo que daria, cada salpico, cada nódoa, desejou secretamente, tanto que até o peito lhe doía da emoção, a respiração sustinha-se por breves momentos, sentiu um ligeiro corar por se permitir a tais pensamentos, lentamente acalmou-se e sentiu todo o corpo abrandar, como se tudo não tivesse passado de um louco devaneio impróprio para uma menina de sete anos. Foi então que uma chuva miudinha, irregular e indefinida que apareceu sem pré-aviso, se transformou num aguaceiro forte, compacto, duro como uma pedra, que rapidamente alagou todo o jardim, transformando a terra num repentino ribeiro de lama que alagou a manta de xadrez e a caixa de linho, sujando o vestido de bordado inglês e as meias de renda de Viana da Joaninha. Perante os gritos histéricos das amas, que tentavam apressadamente apanhar todos os brinquedos espalhados para dentro da caixa de cetim, Joaninha, permanecia estática e imovél como a estátua de Vénus. Apenas a denunciava um ligeiro sorriso de satisfação estampado no rosto.
terça-feira, dezembro 04, 2007
bruma
Denso, denso. Muito denso.
domingo, dezembro 02, 2007
Tokyo


A discoteca Tokyo (sim, essa mesmo que estão a pensar), tornou-se no meu sítio de Lisboa favorito para ir dançar. Apesar de ficar numa rua muito mal frequentada, de ser praticamente um barracão velho com pouca iluminação e circulação de ar, onde o espaço é diminuto e o calor é muito, a música - muito rock´n roll e 80's - é sem dúvida, excelente, para quem, como nós, gosta de ouvir velhinhos hits dos Nirvana ou Faith no More. O ambiente é revivalista, não pelas pessoas, mas pela música e a maioria de idades, ronda os trinta para cima, o que é bom, pois já não sentimos que 'destoamos' entre a multidão.


