sexta-feira, junho 04, 2010
devaneios, porque não acreditar neles?
terça-feira, junho 01, 2010
quando a arte imita a vida
É ele. Sem tirar nem pôr. O meu patrão é o Mr. Burns! Em tudo! A magreza extrema e raquítica, o ar maquiavélico, o sorriso matreiro, aquela expressão de que nada de bom pode vir dali e até a careca (por Deus!), os olhos mesquinhos... Tudo, TUDO é igual.
Por isso, sendo a personalidade do senhor igualmente idêntica à deste personagem, bom... não é de estranhar que odeie, não é? Aposto que quando era gordo era uma pessoa bem mais agradável, que se ria com vontade, com sentido de humor e mais tolerante com o próximo. Agora, sempre que vê um gordo despreza-o, pois claro, porque vê-lo é ter noção de que ele próprio, num passado distante, já foi assim e, tal coisa, dá-lhe asco.
Prefere ser esta amostra de gente, encarquilhada e a destilar veneno por todos os pôros, que dá beijos de língua nos seus cães a pilhas chiwuaua porque, provavelmente, eles são os únicos seres que ainda lhe dão algum tipo de amor e/ou afeição.
Chega a ser cómico, não fosse a tristeza da realidade, ser a mais pura das verdades.
domingo, maio 30, 2010
...
segunda-feira, maio 24, 2010
diz que vão acabar com os portageiros...
quinta-feira, maio 20, 2010
curtas
- O tempo tem sido pouco porque ando absorvida por trabalho e quando não ando, estou tão cansada que nem me apetece vir aqui escrever o que quer que seja. À noite, quando chego a casa e já depois de ter deitado a miúda, só quero a minha cama e dormir, nem ligo o computador. Acabaram-se os serões em redor do portátil e as horas intermináveis no facebook até às tantas da madrugada. Não dá, não consigo, basta-me fechar os olhos que adormeço em segundos.
- O ambiente na agência tem dias, mas é, de um modo geral: MAU. A semana passada o senhor director regressou do estrangeiro - depois de um mês quase de ausência - e colocou logo a casa toda em rebuliço. A gritaria era tanta, que andava tudo à beira de um ataque de nervos. Em dois dias, duas megas discussões com dois colegas, mas mesmo daquelas baixo nível onde, entre outras pérolas, apelidou as pessoas de 'deficientes' e mandou-as para 'o raio que as parta'. É bonito de se ouvir, não é? (NOT) Eu fico sempre chocada com estes actos e gestos, principalmente por parte de quem chefia uma casa. Acho de uma prepotência sem limites, de uma falta de respeito pelos colaboradores, pela equipa que afinal, mete todo o seu negócio de pé, mas isso de nada parece valer sobre quem tem de ter sempre a última palavra mesmo que seja pelos piores motivos. Só digo isto: se fosse comigo, não teria a passividade que os meus colegas tiveram. Acho que me passava e rodava a baiana da mesma maneira histérica e descontrolada com que ele o faz. Podia ser despedida na hora, (era-o de certeza absoluta), mas vinha de alma lavada, porque mesmo sendo patrão, não tolero faltas de respeito. Que critiquem o meu trabalho, que digam cobras e lagartos sobre a minha competência, mas o insulto puro e duro, só porque 'acha que pode', comigo não resulta.
- Por causa disso, tive dias em que só me apetecia dizer que me ia embora e que não estava para tolerar isto. Aliás, estou aqui há quase 2 meses e já foram despedidas umas 4 pessoas, além da rodagem de entra e sai - algumas pessoas nem 2 semanas cá estiveram - nos entretantos... Por isso, 2 meses meus aqui, uau, já está a ser a loucura! Mas pronto, há dias melhores e outros piores e nada que uma boa noite de sono não resolva. Há dias em que faço um esforço tremendo para estar aqui e outros em que penso: 'olha, ao menos estás a trabalhar, vai aguentando'. E pronto, assim se vão passando as horas.
- Apesar de tudo ando a mandar cv´s e a tentar fazer contactos, mas isto está tudo menos fácil e as respostas não têm sido positivas, mas a esperança é a última a morrer.
- As colegas são estranhas, pouco simpáticas e algumas um pouco falsas... Já começo a perceber quem é que empurra sempre trabalho para quem, quem se descarta e quem só é simpático comigo quando lhe é conveniente, além dos 'lambe-botismos' típicos de qualquer organização que se preze.
- Tenho saudades de trabalhar em bons ambientes, de ter colegas porreiros, de saber que fora do trabalho posso, por exemplo, ir beber uns copos com eles, como acontecia nos meus primeiros anos de trabalho... queria muito regressar à imprensa e tenho feito contactos nesse sentido. Não tem dado em nada, mas acredito que vou conseguir! O pensamento positivo faz maravilhas... (ou assim espero).
- E pronto, com estas me fico, que já devia de estar a caminho de casa - ou melhor, entalada no trânsito infernal com que me deparo todo o santo dia - para ir ter com a minha 'ferinha' júnior e tentar encontrar um pouco de paz longe daqui...
quinta-feira, maio 13, 2010
Fizz Limão
Tirando a minha cara de parva - que está uma coisa pura e simplesmente pavorosa - concentrem-se apenas e só no belo do geladinho, ok? É que ontem, depois de tanto ouvir falar no regresso do Fizz Limão na rádio, e de eu própria, quando era miúda, adorar o sacana do gelado e ter apanhado um desgosto quando o mesmo acabou, decidi sair na minha hora de almoço - que não posso passar a vida aqui enfiada sem respirar sequer ar "puro" durante 15 minutos - e descer à pastelaria que há em baixo do prédio para comprar o belo do geladinho. quarta-feira, maio 12, 2010
desabafo curtinho
Depois aprofundo, porque o tempo é-me cada vez mais escasso.
terça-feira, abril 27, 2010
sou casada mas não sou ceguinha

Ai se fosse solteira ;)
segunda-feira, abril 26, 2010
constatações
eu queroooooo
Uma saia destas de tule, lindas de morrer, e que estão na montra de algumas Mango deste país. Ontem, dei um saltinho assim muito, muito, muito de fugida à Mango do CascaisShopping para ir comprar calças de tecido - obrigações laborais - e quando chego à montra, vejo 'isto', saias bem ao estilo 'fru-fru' de bailarina, que não se encontram para venda, mas que são lindas de morrer assim mesmo, conjugadas com t-shirts de tecidos vaporosos e laços de cetim. a moda que vem com não sei quanto tempo de atraso...
Sou só eu que já não suporto ouvir falar na moda (atrasada) dos 'Cupcakes' que habita em Portugal, ou há mais algum 'alien' que me faça companhia?domingo, abril 25, 2010
mas porque nem tudo é mau...

Estou tão apaixonada pela dita, que só não durmo com ela na cama, por vergonha.
1, 2, 3... inspira
quinta-feira, abril 22, 2010
todos os dias a mesma coisa...
segunda-feira, abril 19, 2010
agora aguenta coração
por acaso
Eu sinto um bocadinho a mesma coisa. Quer dizer, eu até acredito em acasos e adoro acasos, mas depois, quando me vejo numa situação de protagonista de um 'acaso', fico muito confusa e jogo as culpas todas no acaso do destino.
Como a que vivo actualmente.
Confusos?
Pois, eu também.
domingo, abril 18, 2010
dúvidas
segunda-feira, abril 12, 2010
porque é que...
Hoje, em conversa ao telefone, enquanto lhe dizia que tinha levado a miúda à praia e que ela tinha adorado - além de ter comido 'toneladas' de areia - a senhora minha sogra decide comparar a minha filha a um borrego... :-\
Porquê?!
...
Se isto não é karma de uma vida passada, não sei o que é.
sexta-feira, abril 09, 2010
a vida como ela é
E aqui ficam algumas fotos da minha babe linda :)

Está tão crescida, tão senhora do seu nariz, tão desenvolta que, tenho dias, em que olho para ela e quase tenho vontade de chorar. São as hormonas e o sacana do SPM, eu sei, mas mesmo assim...
Snifff.
terça-feira, março 30, 2010
prós e contras
- Levantar às 06h50 custa e muito. Demorar perto de 40 minutos a uma hora de viagens diárias, para lá e para cá, idem. Mas tem de ser e por enquanto, tem corrido bem. Chego cedíssimo (tipo, 8h30) e ainda tenho tempo de tomar o pequeno-almoço calmamente no café do lado, além de ter sempre lugar para o carro. Nunca madruguei tanto na vida para ir trabalhar, nunca! E só espero que a pedalada de sair da cama mal oiço o despertador se mantenha por muito e longo tempo.
- As pessoas não são de grandes confianças ou simpatias. Ali trabalha-se e o ambiente, por vezes, é tão silencioso que acho, até se ouviria uma mosca. Ontem estranhei imenso, isto porque sou uma pessoa ruidosa por natureza, mas, tal como pensava, o facto de ter sido segunda-feira também tem muito que se lhe diga e hoje já estava tudo mais descontraído - mas sem grandes abusos.
- O computador onde me encontro a trabalhar é da idade da pedra e, como a empresa não tem serviço de apoio informático no local - por ser uma empresa externa que o faz - o problema tarda em ser resolvido. Assim, e apesar de já me terem dito que uma máquina nova foi pedida para mim, a mesma não deve chegar antes de terça-feira da próxima semana... e se juntarmos a isto o facto de, no computador onde estou, não ter acesso a word, a excel, a powerpoint, nem a email... bom, resta-me muito pouca coisa que possa fazer para adiantar trabalho.
- A cozinha da agência é mínima, tão mínima que não há mesas para se comer. Apenas um pequeno lava-loiças, um microondas e um frigorífico de tamanho rídiculo e quem quiser, que coma na sua secretária. Acho decadente, confesso, mas já tive de dar a mão à palmatória e hoje, toca de levar a bela da marmita e o atoalhado.
- As casa de banho são partilhadas por homens e mulheres. Outro ponto, a meu ver, negativo. Odeio, mas que hei-de fazer? Se não podes vencer, junta-te a eles. Até agora ainda ninguém deixou tampas de sanita salpicadas, sujas e/ou para cima, o que já é bom.
- A zona envolvente aos escritórios também não é das mais bonitas e parece o 'bairro xangai'. De restaurante a lojas chinesas há de tudo. Mas eu já enfeirei umas botas/sandálias para a Primavera/Verão e comi gambas fritas com amêndoas.
Prós
- Calhou-me um lugar maravilhoso, se não mesmo, o melhor da sala. Estou sentada a um canto, apenas com uma pessoa ao meu lado esquerdo e sem ninguém à minha direita (onde se encontra um painel de vidro fumado) e tenho o computador virado para a parede. Vejo tudo mas ninguém vê o que faço! Ahahahaha adoroooo.
- O ambiente, apesar de mais selecto, dá-me a parecer que há, ali, respeito pelo próximo e seu respectivo trabalho. Acho, mas não tenho a certeza, ainda é cedo para avaliar. De qualquer forma, gritarias, peixeiradas e mãos na cintura como acontecia no trabalho anterior e que tanto me chocavam, parecem ausentes e sem qualquer sentido. Ufff.
- Ontem atrofiei um bocadinho com a pressão e responsabilidade de ser a única account a trabalhar a comunicação de certas marcas/produtos e de não saber fazer certas coisas como, por exemplo, relatórios de clipping para envio ao cliente. Isto porque na anterior agência tais tarefas eram-me negadas e eu sinto que fiquei com um pequeno/grande 'handicap', por assim dizer... Durante os anos em que fui jornalista o word era (e continua a ser) o meu programa de trabalho por excelência e dos poucos que domino, logo, tudo o que seja mexer em excel, me atrofia o cérebro. Mas hoje, hoje fiquei a saber que os relatórios não são responsabilidade minha mas sim dos estagiários, que, coitados, fazem esse trabalho de seca e, mesmo que sejam ou tenha eventualmente um dia de os fazer, depois de os ter visto, são tão mais simples e fáceis de perceber, que achei aquilo 'peanuts'.
- Outra coisa boa é que o trabalho ali é organizado e está dividido de forma bem mais lógica entre os accounts. É tudo tão mais simples! As pessoas trabalham contas em conjunto sem qualquer problema, sem atropelos e em verdadeiro espírito de equipa. E eu só pensava: 'epá, é que é mesmo assim que deve ser!'
- Logo no primeiro dia entregaram-me para a mão um telemóvel novinho em folha. Posso não ter computador de jeito (por enquanto), mas já posso fazer chamadas! Ahahaha
- As contas que irei trabalhar são engraçadas e espirituosas. Ando a ler informação sobre as mesmas e estou, verdadeiramente, a gostar. Devem ser bem giras de se trabalhar e festas, eventos e meetings com os jornalistas não irão faltar. Em Abril tenho já um na Bica do Sapato...
- Para rematar com a cereja em cima do bolo, ontem, primeiro dia, fui logo informada de que, em princípio, serei a account que irá acompanhar 2 jornalistas numa viagem à Escócia já em Maio! Ááááááá flipei! (mas não dei parte fraca!) É que a Escócia sempre foi 'aquela' viagem de sonho e uma grande pancada minha - que sempre achei que 'isto de ter nascido num país latino e cheio de sol deve ter sido erro de percurso'. E, porque as coisas boas vêm aos pares, em Setembro, eventualmente, terei outra! ahahahaha
E pronto, ainda só se passaram dois dias... mas por enquanto e assim que me lembre, é isto.
segunda-feira, março 29, 2010
medricas
Comecei a trabalhar e vim de lá borrada de medo.
Medo de não dar conta do recado.
Medo de falhar.
Medo de não conseguir.
Medo de ser incapaz.
Medo de não saber.
Medo de não ser aceite.
Medo de ser incompetente.
Medo de estar há demasiado tempo afastada deste meio que tenha perdido o combóio.
Medo da minha própria sombra e de mim mesma.
Medo até dos meus pensamentos, de que o espírito me atraiçoe.
Medo de ser despedida.
Digam-me que isto é apenas o embate 'normal' de quem esteve cerca de 2 anos afastada do trabalho e, quando começa, leva um enorme estaladão pela frente.
Digam-me que amanhã já passou, que ao fim de uma semana já entrei na 'confort zone', e que daqui a um mês ninguém me segura.
Digam-me, a sério, porque eu ainda não sei se acredito.
Agora vou ver se durmo, porque isto de acordar às 06h50 da manhã e estar mais de 12 horas afastada de casa (e da minha cama), dá cabo de qualquer um.
return
quinta-feira, março 18, 2010
sexta-feira, março 12, 2010
rir é o melhor remédio

quinta-feira, março 11, 2010
maratona cinematográfica

Alice in Wonderland, by Tim Burton
O tão desejado filme do ano chegou finalmente às salas de cinema e nós corremos que nem maluquinhos para vê-lo. Foi a nossa estreia em 3D (sim, porque o Avatar foi pirateado da net e visto em casa, logo, não houve cá 3D para ninguém). Descobrimos um fantástico mundo novo e ficámos maravilhados. Por mim, todo o cinema passadava a 3D. É fenomenal.
Quanto ao 'Alice', ADOREI. Adorei mesmo tudo, apesar de já tanta gente dizer mal do filme. Eu gostei e pronto! O estilo Tim Burton está lá e está sempre presente. A caracterização está genial, o guarda-roupa é soberbo e a interpretação da Helena Bonham Carter está magnífica. Nota 10.

It´s complicated
Eu, como vocês sabem, AMO a Meryl Streep. Por isso, este, estava destinado. E não desiludiu. Ri-me tanto, mas tanto, com certas cenas que chorei, confesso. Tem momentos verdadeiramente hilariantes. A Meryl continua igual a si mesma, parece que a conhecemos e que é uma amiga de longa data e, o Alec bBaldwin, foi uma agradável surpresa. A única coisa negativa foi ter o cinema cheio de pessoas com idade acima dos 50 anos que iam numa ânsia desesperada de se identificarem com os protagonistas, como se procurassem sinais de que o universo ou o tempo, lhes digam, que ainda vão a tempo de realizar sonhos perdidos ou de encontrar o amor, além de ter, atrás de mim, três solteironas/divorciadas que comentavam cada cena do filme ao pormenor e que me iam deixando à beira de um ataque de nervos: 'ai aquela cozinha é um sonho', 'e a horta dela?', 'é isso mesmo, bola para a frente', 'oh, que querido!' e por aí fora...

Valentines DayAinda não estreou nas salas de cinema nacionais, mas nós já o vimos. (em casa, pois claro!)
É comevedor, tocante e não deixa ninguém indiferente. A Sandra Bullock surpreendeu-me, está realmente muito bem, até no sotaque e, por isso, levou o óscar para casa. Mereceu-o, reconheço, até eu que estava a torcer pela Meryl - a eterna nomeada - fiquei contente por ela.
Uma história verídica sobre a vida, o amor ao próximo e a fé. A não perder.
Did you hear about the Morgans?
Outro filme 'levezinho', mas este tem a agravante de ser 'parvinho'. Não gostei, graças a Deus que o vi em casa e não paguei um tostão, que os bilhetes estão caros para caraças. A parelha romântica Sarah Jessica Parker/ Hugh Grant não convence. Sinceramente, nunca achei grande piada ao ar songa-monga do Hugh Grant, nem as suas interpretações dignas de grande registo, mas quando vi o trailer com a cena do urso, ri-me tanto que pensei que tinha mais para dar. Enganei-me.
Adormeci ao fim de 10 minutos - é o que dá ver 'cinema' refastelada na cama - e acordei a 10 minutos do fim. Não perdi nada portanto.
Em 'carteira' e à espera para ver, já prontinhos no disco externo cá de casa, estão: Precious, An Education e Up, altamente.
Ainda tentámos ir ver 'A Single Man', o primeiro filme de Tom Ford nas artes cinematográficas, com Colin Farrell e Julianne Moore (linda de morrer esta mulher!), mas já não conseguimos lugares. Fiquei desiludida, tinha imensa curiosidade e habilito-me a que não o consigamos sacar da net tão cedo, mas nada que não se resolva.
E pronto, como tudo o que é bom acaba, a nossa maratona cinematográfica chegou ao fim. 4 dias 'Madalena-free' e muitos filmes depois, voltámos a ter a nossa pequena fera em casa, porque as saudades já apertavam. Agora anda com 'mãezite aguda' e quer o meu colo para tudo, nem o pai quase tem ordem de lhe pegar. Não, ela quer é a mãe e só a mãe.
(mas eu confesso que até gosto!)
domingo, março 07, 2010
desire
Estou completamente apaixonada pela colecção da Burberry Prorsum e eu nem gosto da Burberry, mas a 'Prorsum' tem a ousadia e a audácia que sempre achei que faltava ao classicismo inglês da marca. A reinvenção e modernidade dos trench-coats fazem-me, literalmente, babar diante das imagens, quer seja nas revistas, quer seja na net e aquelas sandálias com meias - o 'crime' de moda mais apontado aos turistas que nos assolam o Verão todos os anos - são, simplesmente, divinais.sunday delicatassen
sábado, março 06, 2010
all that you can leave behind
escape
terça-feira, março 02, 2010
bad karma
domingo, fevereiro 28, 2010
e assim de repente...

quinta-feira, fevereiro 25, 2010
mon petit enfant terrible
Depois vem o drama da comida. Levo-lhe o biberão à cama, passo-lho para a mão assim que acorda e se levanta e depois estou os restantes 45 minutos a dizer: 'Madalena, e o leitinho?', 'Bebe o leitinho!', 'Olha o leitinho', com ela a não beber nada quando antes adorava e devorava litradas daquele leite que é caro como tudo.
O passo seguinte, uma vez que não quero que ela vá de estômago vazio para a creche, é sentá-la na cadeira e fazer-lhe um prato de papa. Outro drama mexicano.
Chora, berra, afasta-me as mãos, bate nas mesmas, esfrega-se toda de papa - cara, nariz, cabelos - e eu começo a ficar como uma personagem de um filme do Almodovar, ou seja, à beira de um ataque de nervos.
Respiro fundo, depois de várias insistências contrariadas, decido passar ao plano 'C'.
'Queres queijinho' - pergunto, e logo ela começa a esticar-se toda e a olhar em direcção ao frigorífico - numa ladaínha sôfrega de bebeguês - que, traduzido à letra, é qualquer coisa como, 'dá-me, dá-me, dá-me' e só se cala quando a vontade é satisfeita.
Acedo-lhe o pedido e passo-lhe para as mãos uma fatia de queijo partida em duas e um grande pedaço de pão. Ela sorri de contente.
Petisca-o, estraga mais do que aquilo que come, faz ronha, imensa fita, guincha se a contrario e a apresso e eu torno a olhar o relógio e a ver as horas a passar. São quase dez da manhã e eu em casa. Penso: 'e quando estiver a trabalhar?' e desisto logo de tais preocupações sofridas por antecipação.
Fico ansiosa, começo a irritar-me. 'Aqui quem manda sou eu' - digo-lhe - mas ela não faz caso e volta a troçar de mim.
Sinto-me muitas vezes impotente perante o seu feitio, mas não vergo, o que leva a que, neste momento, nesta fase em que ela se encontra, a nossa relação seja mais baseada em autoritarismo do que manifestações de carinho.
Sinto-me uma déspota, mas digo para mim mesma que tem de ser, senão qualquer dia não faço nada dela, que esta personalidade já lhe vem do berço, está-lhe nos genes e ninguém lhe ensinou tal coisa apesar de eu também não ser flor que se cheire.
Lembro-me da minha mãe e das suas queixas a meu respeito. E respeito-a. Lembro-me de como me dizia: 'um dia que tenhas filhos é que vais saber dar valor' e reconheço-lhe os sentimentos. Também eu era levada da breca.
Em quase todos eles, há sempre um momento em que a menina Madalena se atira para o chão, de joelhos, ou estendida ao comprido, onde esperneia e chora como se a estivesse a matar.
Juro que até tenho vergonha quando me cruzo com os vizinhos. Ela guincha tanto ultimamente, que devem pensar que a pobre criança é um saco de pancada nas minhas mãos.
Na creche é igual. É drama para vestir o casaco, é drama para pegá-la ao colo, é drama para a sentar na cadeira do carro, é drama para tudo.
Tenho dias em que, confesso, sinto um alívio enorme quando a deixo na creche e em que fico logo alterada mal a vou buscar.
Quando tenho a ajuda do pai em casa a coisa corre mais ou menos, mas quando está sozinha comigo, gosta de puxar e mexer os meus botões até ao limite.
É por isso que só de pensar no dia de amanhã, até tremo.
Amanhã irei com ela às vacinas dos 15 meses, que serão dadas no braço.
Conhecendo a 'ferinha' como conheço, vai ser um episódio épico semelhante a um circo romano. Muitas lágrimas, sangue, suor e força.
Além de que não vai à creche e ficará comigo o dia todo.
Não sei como é que ainda não tenho um único cabelo branco mas, como os pinto, assim como assim, se aparecem, logo são camuflados, o que me vai dando a falsa ideia de eterna juventude', mesmo que esteja mais perto da loucura do que longe dela.
terça-feira, fevereiro 23, 2010
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
a poderosa atracção dos homens pelas 'mulheres vulgaris'
Sempre que olho para a senhora acho que algo não bate certo. Sim, a dor de cotovelo é grande, mas sejamos realistas, para além de ser alta, magra, escultural e tonificada, de ter pernas infinitas e de ser italiana - o que é, por si só, sinónimo de mulher bonita - há algo nela que não me agrada (e não é por ser a namorada do George Clooney). Há algo de vulgar que não consigo identificar, algo que me remete, imediatamente, para palcos e cabarés, para varões e biquinis reduzidos, para falta de classe generalizada, mesmo que quando apareça ao lado dele esteja mais perto de uma 'ladie' do que uma louca na cama....
Mas esta foto, esta foto não engana ninguém e veio constatar que realmente o meu 'olho clínico' continua apurado. Geralmente nunca me engano. E tu, Isabella, até podes estar mais modesta e comedida, mais polida e elegante, mas esta pose de 'até-quando-ato-o-meu-sapatinho-sou-boa-e-sexy, -sim, -porque-até-de-biquini-eu-ando-de-sandálias-de-tiras-e-salto-alto', nunca me enganaste.



