sexta-feira, junho 11, 2010

Vontades

Ando viciada em blogues de moda. É um facto, estou viciadíssima. Passo os meus dias a ver looks de streetwear, de pessoas banais, geniais, que misturam peças com um estilo único, pessoal e cheio de personalidade, que faria as delícias de muitos editoriais de moda em muita revistinha.
Qual Pipoca Mais Doce ou Alfaiate Lisboeta - que este último, apesar de ser um bom blogue e de ter um registo muito semelhante ao Sartorialist, - tem concorrentes de peso lá fora.
Tenho tido vontade de voltar a ter um blogue (público), mas num novo registo, onde possa, igualmente - porque sou uma 'Maria vai com as outras' - expor a minha paixão louca e avassaladora por trapos.
Falta-me é o nome. Tenho de pensar bem nisto.

segunda-feira, junho 07, 2010

Há dias assim...

... em que acordamos decididas a fazer algo que, até há bem pouco tempo, nos parecia impossível. Em que nos enchemos de coragem e dizemos basta, em que queremos mudar algo na nossa vida e na nossa insatisfação crónica.
Foi o que fiz, hoje, em que me enchi de coragem e falei com quem de direito de que não estou satisfeita com o valor que me pagam tendo em conta o volume de trabalho que me anda a pender sobre os ombros. Querem um account sénior com responsabilidades de account sénior a trabalhar por tuta e meia? Não dá. Eu não quero, nem estou para isso.
Agora é ver se me revêem o ordenado para o valor pedido, caso contrário, venho-me embora. Está decidido.

domingo, junho 06, 2010

Fallie, simplesmente Fallie

Ultimamente tenho navegado muito por blogues de moda internacional e tenho descoberto verdadeiras 'pérolas', das quais já me tornei fanzérrima, que se encontram guardadas a sete chaves nos meus favoritos.
Entre elas está esta menina: http://fallie.blogspot.com/ que, com apenas 13 anos - sim, leram bem, 13 anos - tem uma visão peculiar e absolutamente transcendente, actual e visionária, do que são as tendências, moda e a arte tudo pendurado no mesmo cabide.
Confesso que fico parva com tanta coisa (boa) que encontro online. Há blogues que me deixam, literalmente, de boca aberta e roída de inveja, em que penso mil e uma vezes: 'fogo, eu já tinha lembrado disto, porque é que não me meti a fazê-lo?'.
Sinceramente, acho que de visionária tenho pouco. Quando abro os olhos já é sempre tarde e, cada vez mais me convenço, que já começo a ser um pouco 'velha' demais para tudo.
Principalmente quando existem miúdas de 13 anos, assim... Eu aos 13 anos ainda brincava com as Barbies... lá está, a minha teoria comprova-se, acordo para tudo demasiado tarde.

sexta-feira, junho 04, 2010

devaneios, porque não acreditar neles?

O Carlos está farto de me dizer que acha que está na altura de pensar em ter algo meu em termos de trabalho. Sempre achei a ideia surreal porque tenho pavor, mas mesmo pavor, de me endividar até ao tutano em algum projecto que depois dê para o torto e ficar a pagar dívidas, ou ter credores à perna, durante o resto da minha vida - e eu abomino essas coisas.
Mas ontem, ontem a ideia não me saía da cabeça e começou a ganhar uma forma mais concreta em termos de saber exactamente aquilo que quero, sei e gosto de fazer.
Não me interessa trabalhar nesta área de agência e relações públicas que abomino.
Não me interessa abrir uma loja ou um restaurante, ou seja lá que outra coisa for, e à qual fique confinada o resto da minha vida.
Não me interessa andar a mandar cv´s e a atirar o barro contra a parede para todo o lado e tudo o que me aparece é merda, merda e mais merda.
Não me interessa continuar a trabalhar muito e receber pouco, para que isso aconteça, então prefiro trabalhar para mim, que ao menos sempre faço aquilo que gosto.
Logo, como tal, o que me parece mais óbvio e aquilo que realmente sei e gosto de fazer são: Revistas!
Então, porque não criar uma? Se, ainda por cima, aquela que eu mais gosto nem existe em Portugal?
Gajola, tu que me lês, queres fazer o projecto gráfico para o número zero? (já sabes que o meu homem para estas coisas não tem muito tempo).
Estou mesmo a falar a sério! Se estivesses em Portugal já te estava a bater à porta com mil e uma ideias!
....
por agora só quero revelar isto, porque ainda está tudo em bruto.

terça-feira, junho 01, 2010

quando a arte imita a vida

O meu recente patrão, director geral daquela empresa, é um bicha do piorio. Mas daqueles bichas irados, mesquinhos e cheios de fel para cuspir. E eu podia logo ser acusada de homofóbica só por usar o termo 'bicha' para o designar, mas não sou. Sei sim, reconhecer um bicha do piorio quando tenho um à frente, logo, não me posso referir ao senhor sem utilizar semelhante termo. Porque é mesmo isso que ele é, bicha.
Como todo o bicha que se preze adora a vida do social, os vips e as fofocas, as intrigas e o diz-que-disse. Dá-lhe uma satisfação acrescida dizer mal de tudo aquilo que mexa e que respire, de tratar os outros com desdém e arrogância só porque sim, de mudar de disposição como o vento de direcção e, mais do que tudo o resto, odeia gordos.
Ora, importa também dizer que, o senhor "bicha-meu-patrão-que-odeia-gordos", já foi em tempos, ele próprio, um gordo. Um gordo a roçar o obeso, que um dia acordou e decidiu agrafar o estômago para reduzi-lo de tamanho e assim ser aquilo que ele sempre sonhara: magro.
E foi assim que o "senhor-meu-patrão-bicha-que-já-foi-gordo-e-agora-é-magro-mas-que-odeia-gordos" foi operado, reduziu o estômago para o tamanho de uma ervilha, andou meses a líquidos e a vomitar tudo o que engolia - que até os alimentos se recusavam a entrar naquele esófago - e perdeu peso. Muito peso. E hoje é, um bicha magro, muito magro e seco, muito, muito seco e com muito mau aspecto.
A semana passada, num jantar de beneficiência em que comparecemos, estive sentada bem de frente para o senhor e, quanto mais o olhava, mais eu sentia que aquela cara me era familiar. Mas não digo familiar como quem olha para outro alguém e diz: "Ah, você faz-me lembrar a minha 'tia-avó' adorável que me fazia umas panquecas quentinhas que eram uma delícia." Não. Eu olhava para ele e só me vinham à ideia desenhos animados, extraterrestres, seres híbridos e coisas estranhíssimas, mas sem qualquer ponto de referência. Até que se fez luz e eu consegui, finalmente, identificar o personagem que o "senhor-meu-patrão-bicha-que-já-foi-gordo-e-agora-é-magro-mas-que-odeia-gordos" me faz lembrar.

Ei-lo:


É ele. Sem tirar nem pôr. O meu patrão é o Mr. Burns! Em tudo! A magreza extrema e raquítica, o ar maquiavélico, o sorriso matreiro, aquela expressão de que nada de bom pode vir dali e até a careca (por Deus!), os olhos mesquinhos... Tudo, TUDO é igual.

Por isso, sendo a personalidade do senhor igualmente idêntica à deste personagem, bom... não é de estranhar que odeie, não é? Aposto que quando era gordo era uma pessoa bem mais agradável, que se ria com vontade, com sentido de humor e mais tolerante com o próximo. Agora, sempre que vê um gordo despreza-o, pois claro, porque vê-lo é ter noção de que ele próprio, num passado distante, já foi assim e, tal coisa, dá-lhe asco.

Prefere ser esta amostra de gente, encarquilhada e a destilar veneno por todos os pôros, que dá beijos de língua nos seus cães a pilhas chiwuaua porque, provavelmente, eles são os únicos seres que ainda lhe dão algum tipo de amor e/ou afeição.

Chega a ser cómico, não fosse a tristeza da realidade, ser a mais pura das verdades.

domingo, maio 30, 2010

...

Neste momento a minha vida está a modos que caótica: trabalho numa casa de loucos onde tenho dias em que faço 16 horas seguidas sem ganhar um tostão a mais por isso e onde, se chegar 15 minutos depois das 9 da manhã, me descontam ao minuto no ordenado..., a minha filha anda transformada num pequeno demónio - principalmente ao fim-de-semana -, não quer saber da mãe para nada - só chama pelo pai - e o meu casamento atravessa uma pequena (grande) crise. Não há rotina que não dê cabo do amor e é preciso duas pessoas para que isso aconteça...
Ora, se bem me lembro, diziam as previsões astrológicas no final de 2009, que 2010 ia ser o meu ano! O ano do escorpião, onde todos os meus sonhos se iriam realizar.... pois bem, já vamos a meio do ano e não vejo sequer sinais de isso acontecer.

segunda-feira, maio 24, 2010

diz que vão acabar com os portageiros...

...já a partir de Junho! E agora, como é? Se a Brisa vai rescindir contrato com 1200 trabalhadores/portageiros e substituir os mesmos por máquinas, como é que eu vou arregalar os olhinhos a caminho de casa, depois de um dia de trabalho, se não vejo o ' meu Adónis' que todas as semanas recebe o ticket e me deseja 'Boa viagem'? Humm?!?
Está mal!! Está muito mal! Acho que vou escrever uma carta à Brisa a queixar-me que nos habituam a um serviço de 'qualidade' e que depois, não basta já a malta pagar todos os dias a chulice de 4,20€ só para fazer uns míseros 20 kms (de ida e volta), como ainda nos tiram o único 'bombom' associado ao mesmo...
Mais 1200 pessoas para o desemprego, é o que é... Este país vai de mal a pior.
Outra coisa que ultimamente me fez ficar fula da vida é a questão do IRS ir aumentar já a partir do mês de Junho... Ora, se aquando da minha contratação me engaram em relação ao meu ordenado e eu já ganho menos do que aquilo que esperava (bem menos) e se, a partir de Junho, o valor que desconto para o IRS ainda será maior... bom, não tarda nada, mais vale ficar quietinha em casa e não gastar perto de 500 euros por mês em portagens e gasolina para ir e vir trabalhar, porque senão, qualquer dia, ainda tenho é de pagar para trabalhar! E dar graças a Deus por isso...
E depois aumenta tudo: a creche da miúda, a renda da casa, a água, a luz, o gás, o telefone, o pão, os bens mais essenciais, mas os ordenados estão cada vez mais magros, mais reduzidos e exigem à classe mais desprovida de poder de compra os maiores sacrifícios, retiram-nos o 13º mês, comem-nos parte das regalias, não usufruímos de nada: temos um serviço de saúde de merda, um abono de merda, creches de merda, regalias do estado de merda...
Confesso que nunca pensei ver Portugal assim e digo, com a reinvindicalista que há dentro de mim, que tenho medo, mesmo muito medo de onde isto vai parar. Assusta-me a ideia de uma guerra a nível europeu, por exemplo - num cenário mais extremista e fantasioso - e assusta-me ainda mais ter uma filha pequena a crescer num ambiente incerto, onde a mãe possui um trabalho precário sem qualquer tipo de salvaguarda e o pai, apesar de fixo, não pode dizer que de hoje para amanhã não será demitido. Porque já não há empregos seguros e porque sem um nome de família sonante, uma herança que nos garanta cunhas e um lugar confortável resultante do status adquirido, somos uns 'zés ninguéns', povo esquecido e resignado à sua condição mais insignificante.
Sim, tenho uma alma esquerdista muito forte dentro de mim. Cada vez mais.

quinta-feira, maio 20, 2010

curtas

  • O tempo tem sido pouco porque ando absorvida por trabalho e quando não ando, estou tão cansada que nem me apetece vir aqui escrever o que quer que seja. À noite, quando chego a casa e já depois de ter deitado a miúda, só quero a minha cama e dormir, nem ligo o computador. Acabaram-se os serões em redor do portátil e as horas intermináveis no facebook até às tantas da madrugada. Não dá, não consigo, basta-me fechar os olhos que adormeço em segundos.
  • O ambiente na agência tem dias, mas é, de um modo geral: MAU. A semana passada o senhor director regressou do estrangeiro - depois de um mês quase de ausência - e colocou logo a casa toda em rebuliço. A gritaria era tanta, que andava tudo à beira de um ataque de nervos. Em dois dias, duas megas discussões com dois colegas, mas mesmo daquelas baixo nível onde, entre outras pérolas, apelidou as pessoas de 'deficientes' e mandou-as para 'o raio que as parta'. É bonito de se ouvir, não é? (NOT) Eu fico sempre chocada com estes actos e gestos, principalmente por parte de quem chefia uma casa. Acho de uma prepotência sem limites, de uma falta de respeito pelos colaboradores, pela equipa que afinal, mete todo o seu negócio de pé, mas isso de nada parece valer sobre quem tem de ter sempre a última palavra mesmo que seja pelos piores motivos. Só digo isto: se fosse comigo, não teria a passividade que os meus colegas tiveram. Acho que me passava e rodava a baiana da mesma maneira histérica e descontrolada com que ele o faz. Podia ser despedida na hora, (era-o de certeza absoluta), mas vinha de alma lavada, porque mesmo sendo patrão, não tolero faltas de respeito. Que critiquem o meu trabalho, que digam cobras e lagartos sobre a minha competência, mas o insulto puro e duro, só porque 'acha que pode', comigo não resulta.
  • Por causa disso, tive dias em que só me apetecia dizer que me ia embora e que não estava para tolerar isto. Aliás, estou aqui há quase 2 meses e já foram despedidas umas 4 pessoas, além da rodagem de entra e sai - algumas pessoas nem 2 semanas cá estiveram - nos entretantos... Por isso, 2 meses meus aqui, uau, já está a ser a loucura! Mas pronto, há dias melhores e outros piores e nada que uma boa noite de sono não resolva. Há dias em que faço um esforço tremendo para estar aqui e outros em que penso: 'olha, ao menos estás a trabalhar, vai aguentando'. E pronto, assim se vão passando as horas.
  • Apesar de tudo ando a mandar cv´s e a tentar fazer contactos, mas isto está tudo menos fácil e as respostas não têm sido positivas, mas a esperança é a última a morrer.
  • As colegas são estranhas, pouco simpáticas e algumas um pouco falsas... Já começo a perceber quem é que empurra sempre trabalho para quem, quem se descarta e quem só é simpático comigo quando lhe é conveniente, além dos 'lambe-botismos' típicos de qualquer organização que se preze.
  • Tenho saudades de trabalhar em bons ambientes, de ter colegas porreiros, de saber que fora do trabalho posso, por exemplo, ir beber uns copos com eles, como acontecia nos meus primeiros anos de trabalho... queria muito regressar à imprensa e tenho feito contactos nesse sentido. Não tem dado em nada, mas acredito que vou conseguir! O pensamento positivo faz maravilhas... (ou assim espero).
  • E pronto, com estas me fico, que já devia de estar a caminho de casa - ou melhor, entalada no trânsito infernal com que me deparo todo o santo dia - para ir ter com a minha 'ferinha' júnior e tentar encontrar um pouco de paz longe daqui...

quinta-feira, maio 13, 2010

Fizz Limão

Tirando a minha cara de parva - que está uma coisa pura e simplesmente pavorosa - concentrem-se apenas e só no belo do geladinho, ok? É que ontem, depois de tanto ouvir falar no regresso do Fizz Limão na rádio, e de eu própria, quando era miúda, adorar o sacana do gelado e ter apanhado um desgosto quando o mesmo acabou, decidi sair na minha hora de almoço - que não posso passar a vida aqui enfiada sem respirar sequer ar "puro" durante 15 minutos - e descer à pastelaria que há em baixo do prédio para comprar o belo do geladinho.
Para começar achei-o pequenino e levezinho, depois, achei-o com muito gelo, e o tão aguardado creme, que era a cereja em cima do bolo (neste caso, o melhor do gelado)... Bom, achei que já não é o que era, nem tão cremoso, nem com o mesmo sabor.
Resumindo: o Fizz voltou mas não me convenceu. Ou isso, ou 20 anos sem provar uma coisa e com tamanhas expectativas em relação à mesma, deixam-me sempre defraudada.
Acho que tenho de comer outro para ter bem a certeza.

quarta-feira, maio 12, 2010

desabafo curtinho

Acho que envelheci uns dez anos (no mínimo) em mês e meio de trabalho.

Depois aprofundo, porque o tempo é-me cada vez mais escasso.

terça-feira, abril 27, 2010

sou casada mas não sou ceguinha

Confesso que há um rapazinho nas portagens da auto-estrada que, de duas em duas semanas, aparece para eu regalar a vista. Não está lá sempre, não é habitual, mas volta e meia lá deve fazer aquele turno e eu tenho oportunidade de, no fim de um dia de trabalho e de uma viagem de perto de 50 kms, poder - ainda que por uns breves 5 segundos - babar-me... enquanto tento não dar bandeira e fazer o meu ar dissimulado de 'não, não estou a olhar para ti' .



Ai se fosse solteira ;)

segunda-feira, abril 26, 2010

constatações

Quando estive desempregada ninguém da família me ajudou. Mesmo tendo algumas pessoas bem colocadas, mesmo tendo - supostamente - um ou outro 'bom' contacto. Liguei, falei, enviei CV e tal, mas já sabia, à priori, que mencionar o tema 'desemprego' causa desconforto à maioria dos demais. Sejam eles do mesmo sangue ou não.
As pessoas evitam perguntar para que no seguimento da conversa não nos lembremos de pedir qualquer 'coisinha', quando a vontade de ajudar é pouca ou nenhuma.
Foi assim comigo. Ninguém perguntava. Fazia tudo de conta que não sabia, ou então falavam à socapa, abordavam o assunto quando eu não estava presente, para não dar hipóteses de mais. E quem diz família, diz amigos. É impressionante como todos eles, sem excepção, durante os perto de 2 anos que estive em casa (pré e pós nascimento da Madalena), ninguém foi capaz de dizer algo do género: 'olha, envia-me lá o teu CV, não garanto nada, mas se souber de alguma coisa'.
Népias. O silêncio total. A minha pessoa confinada ao degredo.
Eu já sabia que para arranjar o que quer que fosse não me podia socorrer da boa vontade dos outros. Teria de ser pelos meus próprios meios, mas infelizmente neste país, nem sempre isso é suficiente e as candidaturas espontâneas não são bem vistas ou valorizadas quando comparadas com 'olha, tenho aqui este CV de um amigo meu, faz lá o jeitinho'.
Mesmo assim, contra todas as expectativas, consegui. Não precisei de pedir ajudas a ninguém, cá estou a trabalhar, mesmo quando estava prestes a ficar com a corda ao pescoço. Pode não ser o melhor do mundo, mas por enquanto e até ver, estou activa. (que isto nunca se sabe se daqui a 6 meses não ando a bater às portas novamente...)
Aos poucos a novidade foi correndo e agora é vê-los, os que me renegaram à insignificância durante demasiado tempo, a voltarem a renascer do mundo dos vivos. Como se o facto de eu já estar a trabalhar, fosse por si só, um indicador de que 'já não corro o risco de ela me pedir favores', ou 'não tenho de lhe aturar o lado depressivo e a mesma lenga-lenga da treta'.
Pois é, é triste mas é verdade. E eu assisto a isto tudo na bancada e sentada em primeira fila.
As mensagens que recebi na última semana foram mais que muitas, a maior parte devido a notícias que sairam na imprensa a respeito da minha contratação. Todos os que ainda não sabiam, passaram a saber e eu, por mais caladinha que estivesse, não tinha como contornar isso.
Ora, acontece que não sou rapariga de trato fácil quando me desiludo com os outros e, acima de tudo, estou numa fase da minha vida e numa idade em que não estou para fazer fretes com quem não merece. Por isso, todos os supostos 'amigos' que durante cerca de 2 anos se esqueceram que existo, mas que nas últimas semanas têm tentado a todo o custo tirar nabos da púcara bem podem esperar sentados pela minha resposta. Não virá. Lamento.
Não me esqueço das atitudes e do desprezo a que fui renegada durante demasiado tempo, excluída de todo o tipo de sinais de amizade ou de partilha perante os laços que nos uniam.
Estou sentida, admito-o. Demasiado sentida para perdoar.
O mesmo acontece com a família. No que diz respeito a eles, nada que eu não estivesse já à espera, mas é engraçado como o tempo, ou as circunstâncias, se encarregam de dar chapadas de luva branca a muita gente. Soube, esta semana, que uma prima minha - casada com um primo meu bem colocado e nora dos meus tios que passam a vida a gabar-se do trabalho da filha, do filho e do genro - foi demitida. Não fico feliz por sabê-la desempregada, ainda por cima quando estava no novo emprego há tão pouco tempo, mas confesso que me dá um certo gozo que as pessoas que julgam os outros e se consideram intocáveis, constatem que afinal a 'crise' e o 'desemprego' atinge qualquer um, mesmo os seus mais directos.
E nesse aspecto, pode ser que aprendam a ser mais humildes e se lembrem que se um dia é por mim, no próximo pode ser por eles.

eu queroooooo

Uma saia destas de tule, lindas de morrer, e que estão na montra de algumas Mango deste país. Ontem, dei um saltinho assim muito, muito, muito de fugida à Mango do CascaisShopping para ir comprar calças de tecido - obrigações laborais - e quando chego à montra, vejo 'isto', saias bem ao estilo 'fru-fru' de bailarina, que não se encontram para venda, mas que são lindas de morrer assim mesmo, conjugadas com t-shirts de tecidos vaporosos e laços de cetim.
Estou quase tentada a pedir à minha mãe que me faça uma.
Não trouxe uma saia fashion e completamente louca, antes pelo contrário, saí de lá com 3 pares de calças de tecido com vinco à frente, em 3 tons - preto, branco e vermelho - que é para me deixar de devaneios de adolescente e meter, de uma vez por todas na cabeça, que agora, os blazers e afins, passam a fazer parte do meu armário obrigando-me a 'crescer'.
ARGH.....

a moda que vem com não sei quanto tempo de atraso...

Sou só eu que já não suporto ouvir falar na moda (atrasada) dos 'Cupcakes' que habita em Portugal, ou há mais algum 'alien' que me faça companhia?
Mas esta gente agora descobriu a pólvora? Há quantos anos existem cupcakes, senhores? Há c'anos! E só agora é que se lembraram que os bolinhos do 'Sexo e a Cidade' são giros, fofinhos, imaculados, coloridos, originais, bombas calóricas e tudo e tudo e tudo, além de serem óptimos para temas 'glam' e 'fashions' q.b. para figurar em tudo o que é escaparate e revistas de moda?
Mas já alguém lhes explicou que aquilo, por baixo da 'maquilhagem' toda, é um simples 'queque'?!

Haja paciênciaaaaaa.

domingo, abril 25, 2010

mas porque nem tudo é mau...

... porque aqui 'a querida' recebeu uma malinha Carolina Herrera que andava a namorar há long, long time ago.


Estou tão apaixonada pela dita, que só não durmo com ela na cama, por vergonha.

1, 2, 3... inspira

As coisas cá por casa não andam fáceis. Nem com o pai, nem com a filha, provocando grande stress em todos os elementos da família. Desde que comecei a trabalhar que a Madalena me rejeita. Por vezes, basta olhar para mim e desata a guinchar, como se visse o demo. Pede o pai sempre que chora, como se a mãe já de nada lhe servisse no alívio do pranto ou do mal que a incomoda. A mãe virou a tirana que a abandonou e o pai o super-herói que a salva. Para ajudar à festa e contribuir para o stress generalizado, temos um pai que não pode ver/ouvir a menina gritar/chorar que a cobre de mimos, mesmo quando ela não tem razão, o que nos leva a ter 'situações' em que discordamos sobre a forma como a devemos tratar e/ou lidar perante a situação.
Grita a filha, discutem os pais. E é quando a minha mãe, que agora passa a vida cá em casa, não decide meter-se ao barulho, abrasando-me a cabeça com todo o tipo de lições sobre ser 'boa filha', boa mãe, 'esposa dedicada' e 'otária em geral'.
Não suporto que a Madalena seja tão birrenta, tão chorona e tão insuportável sempre que saímos de casa. Com as outras pessoas porta-se lindamente, é uma criança que toda a gente tece os maiores elogios, comigo, dá-me cabo da paciência até ao limite e sempre que me queixo, deixo toda a gente meio incrédula, como se estivesse a inventar as maiores barbaridades sobre um ser tão adorável e incapaz da mais pequena maldade...
Não há um único dia em que consiga ir aonde quer que seja com ela em que não me faça uma cena que só me apeteça dar-lhe umas valentes palmadas. Anda com mau génio e mau feitio, faz grandes birras sempre que é contrariada e está, a meu ver, a tornar-se uma pequena ditadora. E como eu não suporto crianças malcriadas, palpita-me que a nossa relação vá ser de difícil conduta.
Juro que tenho dias em que só me apetece mandar tudo e todos para o espaço.
Vou ali fazer exercícios de respiração e já venho.

quinta-feira, abril 22, 2010

todos os dias a mesma coisa...

... eu penso: "Hoje é que vai ser. Hoje vou para a cama às 22h30, às 23h00 já estou a dormir. É hoje que me vou disciplinar! É hoje."
Mas nunca é. Não consigo.
Por mais cansada que esteja, podre de sono, disléxica e a trocar cada frase, a não conseguir articular palavra, a ter o cérebro a latejar e os olhos a arder por dormir, em média, umas 5 horas por noite, a verdade é que eu não me consigo disciplinar na hora de ir para a cama.
Depois? Bom, depois acordo todos os dias às 6h50 para estar em Lisboa antes das 9 da matina com uns olhos inchados semelhantes a um besugo e chego à 5ª feira com uma cara de 'desenterrada' e umas olheiras onde mais pareço o Panda!
Como se isso não fosse suficiente e por si só, motivo de angústia, os nervos e stress a que tenho estado sujeita, despoletaram uma reacção de borbulhas em cadeia no meu queixo que não há meio de passar, o que me leva a ter verdadeiros ataques de pânico sempre que me vejo ao espelho e a sentir uma vergonha atroz quando tenho reuniões e me encontro com clientes.
E depois ainda dizem que trabalhar faz bem à saúde ;) LOL

segunda-feira, abril 19, 2010

agora aguenta coração

A minha filha passou, em 3 semanas, do estado de 'mãezite aguda, para o estado 'paizite in extremis'.
Os fins-de-semana deixaram de ser pacatos e tranquilos, harmoniosos e risonhos. Em vez disso, ela olha para mim e guincha. Só quer o pai. O pai que lhe dê banho, o pai que lhe dê de comer, o pai que a adormeça, o pai que brinque com ela.
Deixou de me dar beijos lambuzados e abracinhos apertados, de querer a minha presença, de ter manifestações de carinho da parte da mãe.
Renega-me, como que a dizer: 'traidora, mal te boto a vista em cima, agora aguenta'.
Eu?
Eu fico de coração despedaçado e roídinha de ciúmes.

por acaso

Diz a autora do blogue 'Sushi Leblon' que não acredita em acasos, mas que os adora.
Eu sinto um bocadinho a mesma coisa. Quer dizer, eu até acredito em acasos e adoro acasos, mas depois, quando me vejo numa situação de protagonista de um 'acaso', fico muito confusa e jogo as culpas todas no acaso do destino.
Como a que vivo actualmente.
Confusos?
Pois, eu também.

domingo, abril 18, 2010

dúvidas

eu sei que vou parecer uma ingrata ao dizer isto, mas a verdade é que ao fim de 3 semanas a trabalhar, já vi que dali não pode vir coisa boa. Parece que ando a ter flasbacks do meu anterior emprego e, já constatei, que ali, não aqueço lugar. Para começar, já me enganaram em relação ao valor acordado de ordenado - uma longa história que nem vou aqui contar porque nem merece a pena - fora o ambiente, as coisas que me apercebo e as que vou ouvindo. Eu sempre soube que aquela casa era uma casa de doidos e, mesmo assim, fui lá parar. Se isto não é karma, sinceramente, não sei o que é.
Até dia 29 estou à experiência e, ambas as partes, podem rescindir contrato sem qualquer penalização. Acreditem, estou quase tentada a vir para casa, se não o fizer é mesmo por vergonha de dar parte fraca, é admitir que já não me enquadro, é passar a mim mesma uma atestado de derrotada.
Vamos ver o que esta semana me reserva.

segunda-feira, abril 12, 2010

porque é que...

... com tanta sogra querida, simpática, boa onda e bem disposta neste mundo, eu tinha de calhar com a que me saiu na rifa? Porquê, pergunto eu?!
Hoje, em conversa ao telefone, enquanto lhe dizia que tinha levado a miúda à praia e que ela tinha adorado - além de ter comido 'toneladas' de areia - a senhora minha sogra decide comparar a minha filha a um borrego... :-\
Porquê?!




...










Se isto não é karma de uma vida passada, não sei o que é.

sexta-feira, abril 09, 2010

a vida como ela é

Penso em mil e uma coisas para escrever aqui durante o dia e depois falta-me sempre o tempo, a vontade, a disponibilidade, esqueço-me, enfim...
Quando abro esta página parece que a minha mente fica proporcional ao ecrã e, como tal, reflectora do mesmo, ou seja, branca!
Nada se me ocorre, nada de revelo, de interessante. Fico uma amorfa, uma pata-choca, uma banal.
O trabalho corre bem, mas é tanto, que nem tempo tenho para me coçar. A viagem à Escócia também já era. É o que dá cantar de galo em capoeira nova. Numa semana fiz mais propostas de comunicação do que em toda a minha vida de trabalho de agência até à data. Eu gosto, porque me dá calejo e aprendo uma série de coisas novas que antes me causavam muitos medos e inseguranças. Ainda causam, mas já começo a tratá-las por 'tu'.
Sou, oficialmente, account sénior e até já tenho uns cartõezinhos todos 'pipis' com o nome e contactos para dar aos clientes. Confesso, na minha mais pura vaidade profissional, que gosto do estatuto mas tenho medo, muito medo de falhar em tamanha responsabilidade. Sinto-me sempre pequenina e inexperiente, logo, acho sempre que tenho mais a aprender do que a fazer valer. Não devia de pensar assim, eu sei, principalmente quando já trabalho desde os 20 e vou a caminho dos 32, mas é-me inevitável. Se eu própria não me dou a devida consideração e crédito, quem o dará? Os outros? Já devia de saber por experiência própria que isso, não acontece. Principalmente se não tivermos os contactos certos. Podes ser uma besta, só fazer merda e ser uma nódoa, mas com os contactos certos, vais a todo o lado. O contrário é que já é mais difícil.
Volto a achar que, mais uma vez, falo mais do que aquilo que devo, isto apesar de a minha mãe me dizer para eu estar calada, para eu saber ouvir mais do que falar.
Não consigo. Sou uma parva.
Com a minha vontade em ser simpática e socialmente aceite num ambiente novo, abro a matraca demais e pumbas, sou um livro aberto, não escondo nada a ninguém - o que só reflecte cromice da minha parte. Isto, constato, não é ser boa pessoa, é ser burra!
Por aqui há grandes stresses - como em todas as agências - e as pessoas não são lá muito simpáticas, mas não há - até ver - faltas de respeito entre colegas, gritarias e afins. E isso, para mim, já é o paraíso.
A conjugação trabalho-família é complicada mas tem corrido bem. Todos os dias saio daqui a rondar as 7 da tarde, demoro 45 minutos a 1 hora a chegar a casa (por causa da porcaria do trânsito) e chego sempre às 20h00, ou depois disso. A Madalena fica histérica sempre que me vê e grita muito alto: 'Maaaaaamã, maaaaaaaaaamã', dá-me muitos beijos e abraços - é a melhor parte do meu dia - e a partir daqui é a contra-relógio, tudo é feito sob pressão e numa correria desenfreada; o banho dela, vestir-lhe o pijama, fazer o jantar, dar-lhe comer, escolher a roupa dela para o dia seguinte, deitá-la, tentar eu jantar, preparar a marmita para o dia seguinte, tomar banho (de manhã não tenho tempo), preparar a minha roupa (porque se de manhã me dá as indecisões nunca mais saio de casa), preparar a mochila dela para a creche, ver se há sopa dela suficiente para o dia seguinte, porque caso não haja, toca de a fazer - o mesmo acontece com o jantar do dia seguinte - enfim.... é o que eu digo, se não ficar magra que nem uma cadela, é porque não dá mesmo, porque passo horas e horas sem comer e a dar no duro!
Chego à cama estafada, mas deito-me sempre tarde porque o sono, esse, nunca vem antes da 1 da manhã e depois... bom, depois chego ao final da semana com uma cara de desenterrada e umas olheiras do tamanho de círculos lunares porque durmo, em média, 4 a 5 horas por noite. Desta forma faço-me velha depressa.
Mas tem tudo corrido bem e a minha mãe, às 5ªs e 6ªs, dá-me uma ajuda preciosa, vai buscar e pôr a Madalena à escola, limpa-me a casa, passa-me roupa a ferro, faz-me o jantar... tadinha, tem sido de uma preciosidade sem limites! O Carlos também tem se adaptado bem ao seu novo papel de 'pai mais activo' e todos os dias é ele que acorda a Madalena, a veste e a vai pôr à creche, o que dá origem a que a miúda, depois de um estado de 'mãezite aguda', agora tenha situações em que só quer o pai, colocando-me a mim de parte e deixando-me roída de ciúmes, mas pronto, que remédio tenho senão conformar-me. Claro que com tanta azáfama, o tempo para nós dois/três é cada vez menor, estamos todos em fase de adaptação a esta nova louca e esquizofrénica rotina, mas tem de ser. O tempo que passamos com ela depois do trabalho é mínimo e, entre nós dois, depois de a deitarmos, idem.
Claro que já sei que daqui a uns meses e a continuar a este ritmo - de acordar às 6h50 da manhã e a chegar a casa depois das 20h00, deitar-me às 24h00 e adormecer às 02h00 - irei blasfemar a minha triste sina, dizer que quero voltar a ser 'doméstica' e que não fui feita para isto, mas por enquanto, apesar de saber que afinal não esmoreci em termos de trabalho e que sempre consigo dar conta do recado, por enquanto, vou só aproveitar mais um bocadinho este ligeiro e decrépito estado de graça.
E hoje é sexta, são 15 da tarde e tenho o trabalho todo feito. Vou relaxar um bocadinho.

E aqui ficam algumas fotos da minha babe linda :)

Está tão crescida, tão senhora do seu nariz, tão desenvolta que, tenho dias, em que olho para ela e quase tenho vontade de chorar. São as hormonas e o sacana do SPM, eu sei, mas mesmo assim...

Snifff.

terça-feira, março 30, 2010

prós e contras

Ora, ao fim de 2 dias de trabalho, vamos lá fazer aqui um apanhado resumidinho das primeiras impressões em jeito de 'prós e contras' e ver para que lado pesa mais a balança.
Contras
  • Levantar às 06h50 custa e muito. Demorar perto de 40 minutos a uma hora de viagens diárias, para lá e para cá, idem. Mas tem de ser e por enquanto, tem corrido bem. Chego cedíssimo (tipo, 8h30) e ainda tenho tempo de tomar o pequeno-almoço calmamente no café do lado, além de ter sempre lugar para o carro. Nunca madruguei tanto na vida para ir trabalhar, nunca! E só espero que a pedalada de sair da cama mal oiço o despertador se mantenha por muito e longo tempo.
  • As pessoas não são de grandes confianças ou simpatias. Ali trabalha-se e o ambiente, por vezes, é tão silencioso que acho, até se ouviria uma mosca. Ontem estranhei imenso, isto porque sou uma pessoa ruidosa por natureza, mas, tal como pensava, o facto de ter sido segunda-feira também tem muito que se lhe diga e hoje já estava tudo mais descontraído - mas sem grandes abusos.
  • O computador onde me encontro a trabalhar é da idade da pedra e, como a empresa não tem serviço de apoio informático no local - por ser uma empresa externa que o faz - o problema tarda em ser resolvido. Assim, e apesar de já me terem dito que uma máquina nova foi pedida para mim, a mesma não deve chegar antes de terça-feira da próxima semana... e se juntarmos a isto o facto de, no computador onde estou, não ter acesso a word, a excel, a powerpoint, nem a email... bom, resta-me muito pouca coisa que possa fazer para adiantar trabalho.
  • A cozinha da agência é mínima, tão mínima que não há mesas para se comer. Apenas um pequeno lava-loiças, um microondas e um frigorífico de tamanho rídiculo e quem quiser, que coma na sua secretária. Acho decadente, confesso, mas já tive de dar a mão à palmatória e hoje, toca de levar a bela da marmita e o atoalhado.
  • As casa de banho são partilhadas por homens e mulheres. Outro ponto, a meu ver, negativo. Odeio, mas que hei-de fazer? Se não podes vencer, junta-te a eles. Até agora ainda ninguém deixou tampas de sanita salpicadas, sujas e/ou para cima, o que já é bom.
  • A zona envolvente aos escritórios também não é das mais bonitas e parece o 'bairro xangai'. De restaurante a lojas chinesas há de tudo. Mas eu já enfeirei umas botas/sandálias para a Primavera/Verão e comi gambas fritas com amêndoas.

Prós

  • Calhou-me um lugar maravilhoso, se não mesmo, o melhor da sala. Estou sentada a um canto, apenas com uma pessoa ao meu lado esquerdo e sem ninguém à minha direita (onde se encontra um painel de vidro fumado) e tenho o computador virado para a parede. Vejo tudo mas ninguém vê o que faço! Ahahahaha adoroooo.
  • O ambiente, apesar de mais selecto, dá-me a parecer que há, ali, respeito pelo próximo e seu respectivo trabalho. Acho, mas não tenho a certeza, ainda é cedo para avaliar. De qualquer forma, gritarias, peixeiradas e mãos na cintura como acontecia no trabalho anterior e que tanto me chocavam, parecem ausentes e sem qualquer sentido. Ufff.
  • Ontem atrofiei um bocadinho com a pressão e responsabilidade de ser a única account a trabalhar a comunicação de certas marcas/produtos e de não saber fazer certas coisas como, por exemplo, relatórios de clipping para envio ao cliente. Isto porque na anterior agência tais tarefas eram-me negadas e eu sinto que fiquei com um pequeno/grande 'handicap', por assim dizer... Durante os anos em que fui jornalista o word era (e continua a ser) o meu programa de trabalho por excelência e dos poucos que domino, logo, tudo o que seja mexer em excel, me atrofia o cérebro. Mas hoje, hoje fiquei a saber que os relatórios não são responsabilidade minha mas sim dos estagiários, que, coitados, fazem esse trabalho de seca e, mesmo que sejam ou tenha eventualmente um dia de os fazer, depois de os ter visto, são tão mais simples e fáceis de perceber, que achei aquilo 'peanuts'.
  • Outra coisa boa é que o trabalho ali é organizado e está dividido de forma bem mais lógica entre os accounts. É tudo tão mais simples! As pessoas trabalham contas em conjunto sem qualquer problema, sem atropelos e em verdadeiro espírito de equipa. E eu só pensava: 'epá, é que é mesmo assim que deve ser!'
  • Logo no primeiro dia entregaram-me para a mão um telemóvel novinho em folha. Posso não ter computador de jeito (por enquanto), mas já posso fazer chamadas! Ahahaha
  • As contas que irei trabalhar são engraçadas e espirituosas. Ando a ler informação sobre as mesmas e estou, verdadeiramente, a gostar. Devem ser bem giras de se trabalhar e festas, eventos e meetings com os jornalistas não irão faltar. Em Abril tenho já um na Bica do Sapato...
  • Para rematar com a cereja em cima do bolo, ontem, primeiro dia, fui logo informada de que, em princípio, serei a account que irá acompanhar 2 jornalistas numa viagem à Escócia já em Maio! Ááááááá flipei! (mas não dei parte fraca!) É que a Escócia sempre foi 'aquela' viagem de sonho e uma grande pancada minha - que sempre achei que 'isto de ter nascido num país latino e cheio de sol deve ter sido erro de percurso'. E, porque as coisas boas vêm aos pares, em Setembro, eventualmente, terei outra! ahahahaha

E pronto, ainda só se passaram dois dias... mas por enquanto e assim que me lembre, é isto.

segunda-feira, março 29, 2010

medricas

É o que eu sou. Sim, sou uma pessoínha acagaçada com medo. Um pedacinho de nada, uma insignificância pequenina.
Comecei a trabalhar e vim de lá borrada de medo.
Medo de não dar conta do recado.
Medo de falhar.
Medo de não conseguir.
Medo de ser incapaz.
Medo de não saber.
Medo de não ser aceite.
Medo de ser incompetente.
Medo de estar há demasiado tempo afastada deste meio que tenha perdido o combóio.
Medo da minha própria sombra e de mim mesma.
Medo até dos meus pensamentos, de que o espírito me atraiçoe.
Medo de ser despedida.
Digam-me que isto é apenas o embate 'normal' de quem esteve cerca de 2 anos afastada do trabalho e, quando começa, leva um enorme estaladão pela frente.
Digam-me que amanhã já passou, que ao fim de uma semana já entrei na 'confort zone', e que daqui a um mês ninguém me segura.
Digam-me, a sério, porque eu ainda não sei se acredito.
Agora vou ver se durmo, porque isto de acordar às 06h50 da manhã e estar mais de 12 horas afastada de casa (e da minha cama), dá cabo de qualquer um.

return

O vestido está passado e colocado de forma impecável nas costas da cadeira. A seu lado, o casaco que lhe irá fazer companhia, o cinto que lhe cercará a cintura e todos esperam, sem excepção, a hora que caminha a passos largos para o seu manifesto.
Na mesa da cozinha repousa um saco de papel. Lá dentro, um pacote de bolachas, duas maçãs, uma garrafa de água, dois cadernos - um deles novinho em folha - um livro e um chapeú de chuva, só para os imprevistos. Tomou-se banho pela noite, para evitar as correrias típicas da manhã, pelo menos enquanto as horas não se tornam companheiras fiáveis do tempo que nos roubam. Secou-se os cabelos e arranjou-se as sobrancelhas, pintaram-se as unhas de vermelho carmim. Perfumou-se o corpo de cremes suaves e procurou-se no rosto sinais de cansaço passível de críticas. Dentro da mala colocam-se, carteiras, escova de cabelo, chaves, agenda, toalhetes perfumados, creme de mãos, ipod... Nada foi deixado ao acaso, tudo foi pensado ao pormenor.
No tempo que resta fazem-se planos, suposições, aspira-se a algo melhor, mas também se tem medo e dúvidas e ansiedade. E rodeamo-nos de coisas e frases que gostamos de acreditar serem feitas de sentido e apropriadas à ocasião, quando, na verdade, não são mais do que clichés utilizados por todos ao longo dos anos e nas mais variadas situações. Não importa. Sabem bem. Confortam a alma e ajudam o espírito a ultrapassar mais esta prova.
O sono tarda e não chega, mas os olhos pesam e reclamam descanso. É tarde e apenas 5 horas me separam do momento em que desta cama me levantarei em rumo a um novo dia, a uma (suposta) vida.
Ao fim de 22 meses em casa, eis que chega o meu momento de partir. O momento de retornar a mim, mesmo que daqui a umas semanas já me queixe do rumo que tanto desejei e que tardava em chegar. É típico, por isso, não estranhem se vier para aqui praguejar que a chefe é estúpida, que os colegas são antipáticos, que tenho sono, que moro longe, que apanho muito trânsito de manhã, que os clientes são umas bestas.
Sei bem como funciona este meu espírito inquieto. Mas, seja como for, já estava na hora de voltar a fazê-lo.
Desejem-me sorte. *

quinta-feira, março 18, 2010

et voilá...

:-)








i´m not unemployed anymore.

sexta-feira, março 12, 2010

rir é o melhor remédio


Hoje, enquanto atravessava uma estrada da capital, decidi passar por cima da grelha da conduta de ar. Ora, até aqui nada de mais, não fosse o facto de eu estar de vestido godês esvoaçante e, feita estúpida, não me ter lembrado deste pequeno-GRANDE-pormenor. Em segundos, aquilo levantou tudo até aos ombros, deixando a descoberto e à vista de TODA a gente, as minhas pernas, nádegas e muito principalmente, toda a minha BUMDA, ao mesmo tempo que me ia levando, também, o chapéu que tinha na cabeça...
A cena, digna de ser filmada, deve ter sido hilariante para quem viu, porque eu devia de parecer a deusa Shiva, se tivesse mais braços, tinha-os utilizado todos, mas como só tenho dois, desdobráva-me entre agarrar o chapéu e baixar a saia que insistia em desafiar as leis da gravidade.
Corei de vergonha, mas mantive-me fiel aos meus princípios e desatei a rir sozinha à frente de toda a gente!

Qual Mariyln.

quinta-feira, março 11, 2010

maratona cinematográfica

4 dias sem a miúda e eis-nos sentados nas cadeiras das salas do El Corte Inglés (ai que saudades!!)como se não houvesse amanhã.
Entre muitos outros que ficaram por ver, estes foram alguns dos eleitos.


Alice in Wonderland, by Tim Burton

O tão desejado filme do ano chegou finalmente às salas de cinema e nós corremos que nem maluquinhos para vê-lo. Foi a nossa estreia em 3D (sim, porque o Avatar foi pirateado da net e visto em casa, logo, não houve cá 3D para ninguém). Descobrimos um fantástico mundo novo e ficámos maravilhados. Por mim, todo o cinema passadava a 3D. É fenomenal.
Quanto ao 'Alice', ADOREI. Adorei mesmo tudo, apesar de já tanta gente dizer mal do filme. Eu gostei e pronto! O estilo Tim Burton está lá e está sempre presente. A caracterização está genial, o guarda-roupa é soberbo e a interpretação da Helena Bonham Carter está magnífica. Nota 10.

It´s complicated

Eu, como vocês sabem, AMO a Meryl Streep. Por isso, este, estava destinado. E não desiludiu. Ri-me tanto, mas tanto, com certas cenas que chorei, confesso. Tem momentos verdadeiramente hilariantes. A Meryl continua igual a si mesma, parece que a conhecemos e que é uma amiga de longa data e, o Alec bBaldwin, foi uma agradável surpresa. A única coisa negativa foi ter o cinema cheio de pessoas com idade acima dos 50 anos que iam numa ânsia desesperada de se identificarem com os protagonistas, como se procurassem sinais de que o universo ou o tempo, lhes digam, que ainda vão a tempo de realizar sonhos perdidos ou de encontrar o amor, além de ter, atrás de mim, três solteironas/divorciadas que comentavam cada cena do filme ao pormenor e que me iam deixando à beira de um ataque de nervos: 'ai aquela cozinha é um sonho', 'e a horta dela?', 'é isso mesmo, bola para a frente', 'oh, que querido!' e por aí fora...


Valentines Day

Outro filme 'levezinho', porque nós somos fãs de comédias românticas e gostamos de coisas 'levezinhas', principalmente quando queremos ir ao cinema para descontrair ao fim de tanto tempo ausente. Que me perdoem os adeptos e fãs do King, do extinto Quarteto ou do cinema Londres, eu também gosto de documentários, filmes de produção independente e de baixo orçamento, sem nomes sonantes e com estrelas hollywoodescas à mistura, mas desta vez, desta vez não me apetecia.
Apetecia-me coisas assim, histórias 'levezinhas', engraçadinhas, que nos fazem sorrir e rir, que nos deixam 'levezinhos' e bem-dispostos e cujo o amor é o lema que comanda a vida.
Outro filme cheio de actores que dispensam apresentações e com histórias dentro da história, mesmo como eu gosto. Excelente para um sábado à noite depois de um jantar de sushi, que foi exactamente o que nós fizemos.

The Blind Side

Ainda não estreou nas salas de cinema nacionais, mas nós já o vimos. (em casa, pois claro!)
É comevedor, tocante e não deixa ninguém indiferente. A Sandra Bullock surpreendeu-me, está realmente muito bem, até no sotaque e, por isso, levou o óscar para casa. Mereceu-o, reconheço, até eu que estava a torcer pela Meryl - a eterna nomeada - fiquei contente por ela.
Uma história verídica sobre a vida, o amor ao próximo e a fé. A não perder.


Did you hear about the Morgans?

Outro filme 'levezinho', mas este tem a agravante de ser 'parvinho'. Não gostei, graças a Deus que o vi em casa e não paguei um tostão, que os bilhetes estão caros para caraças. A parelha romântica Sarah Jessica Parker/ Hugh Grant não convence. Sinceramente, nunca achei grande piada ao ar songa-monga do Hugh Grant, nem as suas interpretações dignas de grande registo, mas quando vi o trailer com a cena do urso, ri-me tanto que pensei que tinha mais para dar. Enganei-me.
Adormeci ao fim de 10 minutos - é o que dá ver 'cinema' refastelada na cama - e acordei a 10 minutos do fim. Não perdi nada portanto.


Em 'carteira' e à espera para ver, já prontinhos no disco externo cá de casa, estão: Precious, An Education e Up, altamente.
Ainda tentámos ir ver 'A Single Man', o primeiro filme de Tom Ford nas artes cinematográficas, com Colin Farrell e Julianne Moore (linda de morrer esta mulher!), mas já não conseguimos lugares. Fiquei desiludida, tinha imensa curiosidade e habilito-me a que não o consigamos sacar da net tão cedo, mas nada que não se resolva.

E pronto, como tudo o que é bom acaba, a nossa maratona cinematográfica chegou ao fim. 4 dias 'Madalena-free' e muitos filmes depois, voltámos a ter a nossa pequena fera em casa, porque as saudades já apertavam. Agora anda com 'mãezite aguda' e quer o meu colo para tudo, nem o pai quase tem ordem de lhe pegar. Não, ela quer é a mãe e só a mãe.

(mas eu confesso que até gosto!)

domingo, março 07, 2010

desire

Estou completamente apaixonada pela colecção da Burberry Prorsum e eu nem gosto da Burberry, mas a 'Prorsum' tem a ousadia e a audácia que sempre achei que faltava ao classicismo inglês da marca. A reinvenção e modernidade dos trench-coats fazem-me, literalmente, babar diante das imagens, quer seja nas revistas, quer seja na net e aquelas sandálias com meias - o 'crime' de moda mais apontado aos turistas que nos assolam o Verão todos os anos - são, simplesmente, divinais.
Se tivesse dinheiro, desgraçáva-me toda. Ainda bem que sou pobre.
Esta tarde entretive-me a renovar a minha maquilhagem, isto porque não sou de comprar maquilhagem, até porque nesse aspecto sou bastante forreta, mas tive, em tempos, a sorte de receber todas as colecções de maquilhagem de graça, o que fez com que ainda hoje tenha gloss, lipsticks e pós novinhos em folha e prontos a estrear.
E hoje, lembrei-me deles, muito provavelmente, porque estive a tarde toda a receber imagens beauty pelos olhos dentro e, vai daí, decidi ir à procura dos depojos dos tempos de glória e dar-lhes uso, substituir a bolsa suja e vergonhosa com que ando por outra, mais bonita e polida, assim como as sombras, pós e rímeis que habitam no seu interior.
Sou um pouco como aquelas velhinhas que têm peças de roupa boa mas que não usam porque 'se podem estragar'. Eu sou assim com a maquilhagem. Quem me espreita para a bolsa com que ando sempre na mala, não diz que em casa tenho algumas das marcas mais caras do mercado à espera de verem a luz do dia. Já não tenho muitas, também é verdade, porque na altura dei quase tudo, à mãe, à sogra, às amigas (ou pseudo amigas), como presentes de Natal, de aniversário e aí por diante. À redacção chegavam carradas de produtos diários e, depois de feitas as partilhas, só ficava com aquelas que, para mim, eram as 'intocáveis', as mais bonitas, aquelas com que era capaz de ficar horas a contemplar sem sequer me atrever a metê-las em contacto com a minha pele. Eram os meus artigos de 'puro luxo' e assim os mantive, intocáveis, até hoje.
Hoje pintei os lábios de vermelho Chanel e gostei. Com pincel, coisa que nunca tinha feito. E gostei. Também apliquei um líquido cor groselha nas bochechas, da Biotherm, que lhes deu, imediatamente, um ar rosado natural e uma luminosidade ao rosto inesperada.
Ultimamente tenho deixado de lado o eyeliner e a sombra escura com que contorno os olhos assim como o lápis preto. Acho que me pesam e, com o passar dos anos, a ideia é tornar o rosto o mais natural possível, de preferência com uma tez imaculada.
Pele imaculada não tenho, nunca tive, mas, ultimamente, tenho cada vez mais cuidado com ela, com os cremes que lhe aplico, com as máscaras que lhe faço e esforço-me, diariamente, para que a porcaria das borbulhas - que aos 31 anos de idade ainda me atingem -, sejam invisíveis, mesmo que às vezes tal tarefa seja impossível.
Gostei tanto que me dei ao trabalho de fotografar os meus 'novos', it products. É incrível como tanto tempo depois, só agora é que descubro o prazer de os usar. Talvez seja uma coisa de idade. Aprende-se a valorizar de outra forma e se gostamos, então, porquê guardar?


Não vejo a hora de voltar a pintar os lábios de vermelho e sair para a rua.






(é incrível como o meu nariz fica GIGANTE quando fotografado ao perto)

sunday delicatassen

Voltei à minha zona de conforto. Passei a tarde a recortar imagens e a ver revistas femininas internacionais. Tive ideias, tive desejos e tive sonhos. Trabalhei e sonhei que trabalhava. Senti-me convicta e forte, senti-me activa e preparada. Senti-me poderosa.
Tentei, ainda que de forma incompleta, voltar a fazer um painél de visualização, como fiz antes de engravidar, movida, na altura, pelo desejo de ter um filho. Hoje, o meu desejo é outro.
Há um velho ditado ou provérbio, oriundo não sei muito bem de onde, que diz que «sonhar e acreditar é meio caminho andado». E eu, como tive uma experiência positiva com o anterior, vou voltar a colocar neste todas aquelas coisas que quero alcançar e atrair para a minha vida.
Aquela viagem, aquela mala, aquele livro, aquele emprego. Pequenos nadas, mas pequenos nadas que são meus e que para mim, de momento, são tudo aquilo que quero. Mesmo que não tenham sentido aos olhos dos outros, mesmo que até a mim mesma me façam duvidar, mas são meus e eu quero-os, a todos.
Manter-me assim, com a cabeça a fervilhar e a dar seguimento aos meus pensamentos e loucuras, é bom. É sinal que ando a encarrilhar outra vez, que estou no bom caminho.
Há umas semanas nada me servia de inspiração e hoje, hoje, até a minha cama desalinhada e a manta que a cobria me serve como pano de beleza.
É incrível como num dia em que se recebe a notícia da morte de alguém próximo, ela nos encha de vida...
Também pintei os lábios de vermelho, mas isso, é outra história.


sábado, março 06, 2010

all that you can leave behind

Ontem, depois de uma tarde de maratona cinematográfica - mesmo no cinema!! - decidimos aproveitar o facto de ter deixado a Madalena com os meus pais até Domingo, para, em seguida, jantarmos pelo Bairro e comer um bife 'à bicha'.
Ontem também foi o dia em que uma amiga minha de longa data fez anos. E eu, que tenho andado arredia e magoada com todos eles, decidi pôr o meu orgulho de lado e ligar-lhe. Não falávamos desde Novembro embora eu vá sabendo uma ou outra coisa por terceiras pessoas ou por aquilo que consigo perceber pelo facebook onde a tenho adicionada.
Quando liguei a surpresa do outro lado foi sentida e imediatamente a resposta dada foi:
'Mafalda, nem acredito que me estás a ligar'.
Fui de poucas palavras porque estava emocionada. Faço-me sempre de durona mas depois sofro imenso e com coisa pouca ou nenhuma, os outros, conseguem desarmar-me sempre.
Lá acabámos por revelar que estávamos em Lisboa, que iríamos jantar ao Bairro e que, em seguida, íamos para os copos. Foi então que nos disse para aparecermos na Bica, onde iriam estar todos juntos a partir da meia-noite. Mais uma vez fiquei sentida. Se não fosse o facto de eu ligar, ninguém me diria nada. Combinam-se copos da Bica com quem é de Almada, mas Ericeira já são muitos quilómetros a mais da ponte sobre o Tejo.
O jantar entre nós dois correu bem. Bebemos martinis e vinho tinto, voltei a fumar uns cigarritos depois de uma longa semana de abstinência, como se quisesse descontrair da ansiedade que me dominava e, estava feliz, mas curiosa por ir revê-los a todos.
Chegámos à Bica antes de toda a gente e a mesma estava vazia. Decidimos ir até ao miradouro do Adamastor ver o Cristo-Rei, a ponte 25 de Abril e Santos ao fundo, entre ruelas e luzes foscas. O Noo-Bai já estava fechado e nós, depois de uns 20 minutos, voltámos a fazer o caminho inverso até ao sítio combinado. Quando chegámos demos de caras com todos, tinham igualmente, acabado de chegar. Não houve nenhum tipo de surpresa nem reacção na cara dos amigos que outrora considerei amigos. Cumprimentaram-me como se fosse uma estranha ou uma pessoa acabada de conhecer. Aliás, atrevo-me a dizer, que se fosse uma estranha acabada de conhecer, tinham sido mais simpáticos. Não falaram comigo uma única vez, não perguntaram pela Madalena em nenhum momento. Eu e o C. ficámos meio estupefactos e sem saber muito bem o que estávamos ali a fazer. As pessoas que estiveram no meu casamento, no baptizado da minha filha, que conhecem a minha família e eu conheço as suas, com quem passei férias e vivi no estrangeiro, com as quais estudei durante 4 anos, que conheço há perto de 15 anos, agiram como se fôssemos invisíveis. Ignoraram-nos e deixaram-nos meio de lado, enquanto conversavam em círculos de 3 e 4 deixando-nos automaticamente de fora.
Senti-me mal. Sentimo-nos mal, os dois.
A única que ainda se esforçava por nos 'encaixar' por assim dizer, e fazer algum tipo de conversa connosco, era a própria da aniversariante, mas até ela estava confusa e já sem assunto.
Foi tão triste de assistir quanto lamentável. Ao fim de 20 minutos, mais ou menos, decidimos que não estávamos para aturar aquilo e viemos embora. Dei um beijo nela e nem me despedi de mais ninguém. Acho, sinceramente, que ninguém se importou por irmos embora tão cedo ou lamentasse a nossa falta. Ontem, percebi, preto no branco, que os meus amigos já não são os meus amigos, que a minha vida já não se cruza com a deles, que eles não sentem a minha falta como eu, por vezes, sinto a deles, logo, não tenho de ficar magoada com as atitudes deles porque as atitudes deles são fiéis àquilo que eles se tornaram e que ontem pude observar.
Ñão vou negar que eu própria não tenha culpa na situação, mas ontem, aquilo que vi, a indiferença com que nos trataram, a forma como nos fizeram sentir, foi a gota de água. Foi como uma cena de um filme, nítida e em câmara lenta, quando a protagonista descobre que afinal estava errada e que acabou de perder o amor da sua vida.
Não sei quem está certo ou errado e, sinceramente, não quero perder tempo a tentar perceber. Desde que a minha filha nasceu e que saí de Lisboa que fui completamente excluída da maior parte dos jantares, das comemorações, das saídas, até de um simples telefonema. Posso-os ter a todos como friends no messenger, no gmail chat ou no FB, mas nem uma única vez aquelas almas se dignam a dizer-me um 'olá' ou a perguntar 'como estão'.
O C. ficou furioso apesar de não o manifestar verbalmente. Apenas deixou sair um 'serviu para abrir os olhos' e veio calado o resto do caminho. Eu, mesmo tendo vontade de chorar por dentro, não derramei uma única lágrima enquanto a rádio passava 'All that you can leave behind' dos U2.
As peças encaixavam-se todas. Era a vida a sorrir-me.
Preciso de levar estes coices duros para voltar a reagir.

escape

Não fomos para o Porto e não nos cobraram a estadia desmarcada. Respirámos de alívio e agradecemos a 'sorte' que nos sorriu desta vez. Partimos de viagem para casa dos pais do C. com o carro carregado demais para apenas 3 dias. Não sabíamos muito bem quanto tempo ficávamos nem quanto tempo depois voltaríamos.
Ao contrário de todas as minhas queixas e lamúrias, confesso que até gostei. Não houve dramas nem comentários desagradáveis por parte da minha sogra. Ficaram tão felizes com a visita que eu fiquei feliz por vê-los assim, rejuvenescidos e agradecidos pela presença da neta.

A Madalena andou demais, queria ver tudo, correr tudo, explorar tudo. Mexeu em plantas e tocou em bichos, viu ovelhas e cabrinhas recém-nascidas e sujou-se a brincar, como todas as crianças se devem sujar quando são crianças, e eu vi e deixei e não me importei. Se não for agora que ela descobre momentos de pura felicidade em coisas tão simples, quando é que descobrirá?

Andou sempre muito carente de mãe e queria o meu colo até para adormecer. E lá a tomava eu nos braços, completamente rendida aqueles olhos e mãos que se esticam na minha direcção, porque ela está tão grande que não sei quanto mais tempo conseguirei tê-la ao meu colo, embalá-la nos meus braços, mexer-lhe nos caracóis e cheirá-la como se estivesse colada à minha cara. Tirámos muitas fotografias e fizemos passeios a três. Comemos demais a maior parte do tempo. Dormimos sestas e nunca consegui captar sinal de rede apesar de ter levado o computador, mas verdade seja dita, nem me importei assim tanto. Habituamo-nos a tanta coisa acessória na nossa vida que depois parece que já nem sabemos viver sem ela.

Não fomos a Paris, nem a Roma, nem ao Porto, mas estivemos juntos e com quem realmente nos ama, e isso sim, é o mais importante.

terça-feira, março 02, 2010

bad karma

Ando a definhar por sair daqui e ir para qualquer lugar, há dias, semanas, meses...
Ok, eu sei que estou em casa, o que aos olhos de muita gente pode ser sinónimo de 'férias permanentes', mas só eu sei o quanto estou a rebentar a paciência, a ansiedade e o stress com tamanha situação. Ando saturada destas paredes, farta do mar a perder de vista, da solidão dos meus dias, da gata com o cio e dos seus altos e constantes miados que não abrandam com o passar dos dias, do tempo triste e cinzento, das birras e guinchos da Madalena, de quase nunca ver/ter o meu marido e de encontrar na net, a minha mais triste e sórdida companhia.
Ando tão farta de tudo que me sinto a desaparecer, a eclipsar e com o cérebro a fazer 'tilte'.
Como isso é realmente notório e visível aos olhos de todos aqueles que me rodeiam (o que são poucos, diga-se), o meu marido lá achou por bem - para não dizer, 'foi obrigado' - a tirar uns míseros dias de férias - quando aquela alma tem, em horas extra de trabalho para tirar, o equivalente a 10 meses de férias! Sim, leram bem, 10 meses de férias!! - e lá se compadeceu com os meus insitentes pedidos de 'vamos fazer qualquer coisa, leva-me daqui para fora'.
Claro que teve de ser até à última e, na sexta-feira passada, eu ainda não fazia a mais triste ideia de que ele ficaria em casa esta semana, o que convenhamos, para marcar uma viagenzita, assim em cima do joelho, é para esquecer.
Ando a falar em Paris há uma eternidade, é certo, e nada me daria mais gozo neste momento do que passar uns 3 diazitos por lá, mas as viagens são caras, o tempo não ajuda e, mais uma vez, tudo em cima da hora não dá resultado. A juntar a isto temos a pressão dos meus sogros em quererem que passemos uns dias com eles - não podem saber que o filho tem uns dias de folga que pronto, já sei o que me espera - logo, a semana ficaria 'cortada' por essa deslocação e pernoita, o que ainda dificultava mais a decisão de: 'para onde ir', 'como ir', 'logística' e por fim, os euros dispendidos.
Depois de procuras na net em busca do voo-low-cost-perfeito-a-preço-mínimo, desistimos. Não existe. O Carlos, por aquilo que o conheço, não estava com muita vontade de ir para fora e se ia, era apenas para me fazer a vontade, o que perante o cenário, acabei por desistir.
Gostava muito de viajar sim, mas não vou roubar para o fazer, quando estou na situação em que estou e não me posso dar a esses luxos. Se encontrássemos um destino barato onde pudessemos fazer um turismo de pé de chinelo íamos na boa, mas assim, com pacotes a 400 euros cada, é para esquecer.
Decidimos então passar para Portugal e aí a fasquia aumentou. Já que não íamos para fora, ele achou que podíamos ficar num bom hotel, por umas 2 ou 3 noites, com spa incluído e proporcionar-me alguns momentos de relaxe/prazer, longe de tudo e de todos, só nós dois, sem filha atrás, sem berros e stresses, sem sopas e cócós e namorar como antes.
Depois de uma segunda-feira quase idílica, chegámos a casa resolutos a marcar o hotel e a preparar tudo para os próximos dias. Como era em Portugal, podíamos ir a casa dos meus sogros, passar lá 2 ou 3 dias, deixar depois a Madalena na casa dos meus pais e partir para a aventura sem o compromisso e as limitações de levarmos uma criança atrás.
Marcámos no Sheraton do Porto. Sim, é um verdadeiro luxo, foi uma maluqueira que nos deu e que quisemos fazer e eu já estava toda doidinha só de imaginar-me a dormir naquela cama king size que se vê nas imagens do site. Fizemos a reserva online, pagámos logo com o cartão e saímos de casa tranquilos e descansados em direcção à creche da Madalena para ir buscá-la.
Seriam 3 dias a partir de 5ª-feira só nossos e até lá estaríamos em família, dando oportunidade aos avós de ambas as partes, de usufruirem da sua companhia.
Só que eu devo ter mesmo um karma qualquer ou um olho gordo em cima daqueles bem poderosos, porque esta sensação de felicidade durou menos de duas horas. Quando chegámos novamente a casa eu lembrei-me de ir ao correio e de lá tirar uma série de contas. O Carlos começou a abrir uma a uma, entre elas a da Edp e de repente oiço o homem na cozinha a arfar e a praguejar. Chegou-nos a casa uma conta de 370€ da Edp! Ficámos mortificados.
370€?!?
Pois. 370€!
Resultado de acertos de Novembro, Dezembro, Janeiro e Fevereiro, depois de termos colocado os termoacumuladores por toda a casa (para quem não sabe, os termoacumuladores de calor, são uma espécie de aquecimento central, um serviço que a Edp agora disponibiliza e que em vez de serem a gás, funcionam por electricidade. Uma roubalheira, portanto...).
Ligámos logo para a companhia na esperança de que houvesse algum engano, mas não. É esta a contagem real. Lembrei-me, em seguida, na tentativa de amenizar a solução de nos estarem a ir à carteira e nós a vermos, de ligarmos para o Sheraton do Porto a desmarcar a reserva que tínhamos feito nem há duas horas. Não podemos estar a ir fazer vida de ricos quando não o somos, agravando a isso as gasolinas, as portagens, os jantares e almoços fora, os lanches e pequenos-almoços, mais uma ou outra extravagância que se comete sempre nestas alturas, quando temos uma conta de 370 euros para pagar até à próxima semana... como se não bastasse, hoje, pagámos os dois os seguros dos nossos carros... o que também foi outra bela quantia, assim como a creche da Madalena. Por isso, este belo mês de Março que agora começa e que conta com 31 dias, será para esquecer.
Mas a história não acaba aqui... é que ligámos para o Sheraton a avisar que não íamos e do outro lado disseram-nos: 'Sim senhora, será desmarcado, mas reaver o dinheiro é que não'.
O QUÊ?!
Disseram-nos que por termos feito a reserva online que o débito é automático e que será cobrado na sua totalidade, mas que amanhã nos dariam uma resposta definitiva.
Quer dizer, que nos cobrassem um terço do valor ou até mesmo metade por termos desmarcado eu ainda esperava, mas a totalidade?!? FODA-SE! Vão roubar para a estrada!
Escusado será dizer que estamos os dois na merda, literalmente.
Já não há férias, nem viagem a dois, nem idas da Madalena para casa dos meus pais, nem idas ao Porto. Nada.
A minha semana de férias, aquela pela qual eu ando há tanto tempo a desejar e que, muito provavelmente, serão os únicos dias passados a 2 ou a 3 antes de eu começar a trabalhar no que quer que seja e até que ele se decida/possa tirar férias novamente, será passada na bela companhia dos meus ricos sogros, enfiada numa aldeia que nem café tem, onde mal apanho sinal de net e cuja companhia corrente se resume a pessoas com idade superior a 60 anos.
Ainda nem começaram as minhas férias e eu já só tenho vontade que acabem.

domingo, fevereiro 28, 2010

e assim de repente...


"When a woman makes the choice to marry, to have children; in one way her life begins but in another way it stops. You build a life of details. You become a mother, a wife and you stop and stay steady so that your children can move. And when they leave they take your life of details with them. And then you're expected move again only you don't remember what moves you because no-one has asked in so long. Not even yourself. You never in your life think that love like this can happen to you."


The Bridges of Madison County


Ontem revi este filme e no meio, bem no meio dele, quando toda a acção caminha para o auge dos amantes, esta frase. Parei. O meu mundo parou na altura. Aquela frase podia ser minha. Podia ter-me saído da boca. Podia ter sido escrita num qualquer caderno. Aquela frase resume, em parcas palavras, os meus dois últimos anos.
Aquela frase fez-me ver que não quero parar. Que a minha vida feita de detalhes até há dois anos não tem de parar. Não deve, mesmo que eu tenha estagnado.
Por isso, e só por isso, voltei a fotografar e a deixar a beleza do quotidiano inundar-me de inspiração, magia e cor. Como fazia antes de a ter na minha vida. Antes de os ter.
Voltei a reactivar a minha velhinha conta no Flickr para dar seguimento a esta vontade e tomei a resolução de que a minha próxima aquisição é comprar uma máquina digital em condições.
Agora só falta recomeçar a escrever.
Mas acredito que até isso eu irei conseguir.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

mon petit enfant terrible

Ela pode ter cara de anjo, mas a minha filha anda de me deixar com os cabelos em pé. A sério. As manhã nesta casa têm sido um drama sem fim. Os fins de tarde, idem. De manhã a gritaria começa logo assim que sai da cama. Embirrou que não quer trocar a fralda no trocador, onde guincha, esperneia e se contorce toda colocando-se de pé. Comecei a fazê-lo no chão do seu quarto, no tapete foto que lá existe, com o resguardo por baixo. Ao início achava muita piada e ficava quietinha o tempo suficiente para a mudar e vestir, mas agora... agora é para esquecer. Além disso, não há dia nenhum em que ela não saia da cama com uma valente cagada de presente para eu limpar logo pela manhã, o que se juntarmos o facto de ela não parar quieta enquanto a limpo e mudo a fralda, dá o cenário dantesco que neste momento conseguem visualizar nas vossas cabeças.
Depois vem o drama da comida. Levo-lhe o biberão à cama, passo-lho para a mão assim que acorda e se levanta e depois estou os restantes 45 minutos a dizer: 'Madalena, e o leitinho?', 'Bebe o leitinho!', 'Olha o leitinho', com ela a não beber nada quando antes adorava e devorava litradas daquele leite que é caro como tudo.
O passo seguinte, uma vez que não quero que ela vá de estômago vazio para a creche, é sentá-la na cadeira e fazer-lhe um prato de papa. Outro drama mexicano.
Chora, berra, afasta-me as mãos, bate nas mesmas, esfrega-se toda de papa - cara, nariz, cabelos - e eu começo a ficar como uma personagem de um filme do Almodovar, ou seja, à beira de um ataque de nervos.
Respiro fundo, depois de várias insistências contrariadas, decido passar ao plano 'C'.
'Queres queijinho' - pergunto, e logo ela começa a esticar-se toda e a olhar em direcção ao frigorífico - numa ladaínha sôfrega de bebeguês - que, traduzido à letra, é qualquer coisa como, 'dá-me, dá-me, dá-me' e só se cala quando a vontade é satisfeita.
Acedo-lhe o pedido e passo-lhe para as mãos uma fatia de queijo partida em duas e um grande pedaço de pão. Ela sorri de contente.
Petisca-o, estraga mais do que aquilo que come, faz ronha, imensa fita, guincha se a contrario e a apresso e eu torno a olhar o relógio e a ver as horas a passar. São quase dez da manhã e eu em casa. Penso: 'e quando estiver a trabalhar?' e desisto logo de tais preocupações sofridas por antecipação.
Fico ansiosa, começo a irritar-me. 'Aqui quem manda sou eu' - digo-lhe - mas ela não faz caso e volta a troçar de mim.
Sinto-me muitas vezes impotente perante o seu feitio, mas não vergo, o que leva a que, neste momento, nesta fase em que ela se encontra, a nossa relação seja mais baseada em autoritarismo do que manifestações de carinho.
Sinto-me uma déspota, mas digo para mim mesma que tem de ser, senão qualquer dia não faço nada dela, que esta personalidade já lhe vem do berço, está-lhe nos genes e ninguém lhe ensinou tal coisa apesar de eu também não ser flor que se cheire.
Lembro-me da minha mãe e das suas queixas a meu respeito. E respeito-a. Lembro-me de como me dizia: 'um dia que tenhas filhos é que vais saber dar valor' e reconheço-lhe os sentimentos. Também eu era levada da breca.
Depois da tourada do comer, segue-se a tourada do: 'na cozinha só quero mexer no lixo ou andar com o garrafão de 5 litros de água pela mão', ou a tourada do 'caminho até ao carro', ou 'caminho até à creche', ou 'caminho da creche para casa', ou 'caminho da garagem até ao elevador'.
Em quase todos eles, há sempre um momento em que a menina Madalena se atira para o chão, de joelhos, ou estendida ao comprido, onde esperneia e chora como se a estivesse a matar.
Juro que até tenho vergonha quando me cruzo com os vizinhos. Ela guincha tanto ultimamente, que devem pensar que a pobre criança é um saco de pancada nas minhas mãos.
Na creche é igual. É drama para vestir o casaco, é drama para pegá-la ao colo, é drama para a sentar na cadeira do carro, é drama para tudo.
Tenho dias em que, confesso, sinto um alívio enorme quando a deixo na creche e em que fico logo alterada mal a vou buscar.
Quando tenho a ajuda do pai em casa a coisa corre mais ou menos, mas quando está sozinha comigo, gosta de puxar e mexer os meus botões até ao limite.
É por isso que só de pensar no dia de amanhã, até tremo.
Amanhã irei com ela às vacinas dos 15 meses, que serão dadas no braço.
Conhecendo a 'ferinha' como conheço, vai ser um episódio épico semelhante a um circo romano. Muitas lágrimas, sangue, suor e força.
Além de que não vai à creche e ficará comigo o dia todo.
Não sei como é que ainda não tenho um único cabelo branco mas, como os pinto, assim como assim, se aparecem, logo são camuflados, o que me vai dando a falsa ideia de eterna juventude', mesmo que esteja mais perto da loucura do que longe dela.