segunda-feira, julho 19, 2010

I hate mondays

É segunda-feira, custa muito levantar da cama e ir enfiar-me num sítio que abomino. Custa ainda mais quando se teve um fim-de-semana inteirinho com os meus amores (coisa rara, já que o pai desta casa trabalha quase sempre ao Domingo e neste teve folga) e custa muiiiitttooo, quando se vem da redacção da SIC, logo às 9 da manhã, onde se respira boa disposição, descontracção e gente jovem e se pensa: 'Fogo, é mesmo aqui que eu me sinto bem. É mesmo aqui que eu pertenço. Foda-se para isto e para esta puta de vida que nos troca as voltas todas.'
Custa muito sim. Mas depois, vejo este sorriso e estas beiçolas e acalmo-me.
Por ela.

quinta-feira, julho 15, 2010

Madalena


Pronto, aqui ficam mais umas fotografias recentes da babe cá do sítio. Eu própria ando uma desnaturada e quase não lhe tiro fotos nenhumas... é o que dá chegar tarde e más horas a casa, estar no máximo, uma hora por dia (2 se tiver sorte) com ela e já não ter babyblogue para actualizar. As poucas fotos que lhe tiro nunca ficam nada de especial e, com isto, vou perdendo registos e momentos maravilhosos que já não voltam atrás. Hoje estou assim pr'ó melancólica em relação à minha filha. Cheia de saudades, confesso. De manhã custa-me muito vê-la a chorar no carro do pai, a chamar por mim, enquanto eu arranco para Lisboa e a deixo para trás lavada em lágrimas.
Há duas semanas estivemos na casa dos avós paternos, ela delirou. Vibrou com a bicharada toda que os meus sogros lá têm e veio todo o caminho de regresso a fazer os sons que se lembrava, com especial repetição nos "memés" (ovelhas) e nos "tatás" (patos) que ela adora.
Como o calor era tanto, tomou banho de piscina no quintal e claro, veio de lá doente, só agora começa a estar melhor. Mas adora água, parece uma pata e para a conseguir tirar de lá foi um castigo. Na véspera deste mesmo fim-de-semana também teve a festa de fim-de-ano na escolinha, onde dançou, tocou tambor e actuou juntamente com todos os meninos da sua salinha. Nós lá estávamos - juntamente com todos os outros pais, avós e famílias - de máquina em punho - a de filmar numa mão, a fotográfica na outra e ainda os telemóveis... mais cromos não podíamos ser, mas, para também não variar, as fotos não ficaram nada de jeito! (E como já era fim de tarde e estava um frio de rachar, ficou doente). Quase no final, olhou para o público e, no meio daquela montanha de gente, reconheceu-me (a sacanita) e já ninguém a conseguiu segurar. Avançou em direcção em nós, a gritar "mamã-mamã-mamã" muito aflita, a bater os pés e a bracejar e pronto, já não saiu do nosso colo.
E sim, ando com um ar "miserável", é verdade... mas desde que trabalho aqui que sinto que envelheci pr'ai uns dez anos em apenas 4 meses!

ainda do Optimus Alive 2010

Foi BOMMMMM. Foi MMMUIIIITTOOOO BOOOOMMMMM!
Dancei tanto, cantei tanto, diverti-me tanto, que por mim tinha ido os dias todos. Por mim, tinha sido regabofe todo o fim-de-semana.
O concerto dos Florence and The Machine foi algo que superou e muito as minhas expectativas. Se eu já gostava dela, depois de a ver e ouvir ao vivo, fiquei completamente rendida. Tem uma voz capaz de encarquilhar os pêlos dos braços e os dedos dos pés. Além de ter proporcionado um excelente momento musical, levou toda a gente ao rubro com êxitos como Dog Days Are Over, com aquela tenda do Palco Super Bock, Super Rock a ser pequena demais para tanto povo.

Do alto do seu 1,83m, descalça e de vestido branco rendado, ela foi uma visão meio angelical em cima daquele palco, nunca desafinando uma nota, tendo ainda dado a oportunidade a quem assistia, de ouvir duas músicas originais. Vim de lá tão extasiada, que não há dia que passe que não oiça (ainda mais) o seu álbum "Lungs". Já sei que vou enjoar e depois ficar meses infinitos sem conseguir sequer olhar para ele, mas por enquanto, ainda continuo em estado de graça.
Só tenho pena é de ter uma máquina fotográfica tão merdosa, que todas as pics que tiro ficam, ou desfocadas, ou tremidas, ou uma verdadeira cagada. Mas pronto, é o que se pode arranjar.
Soube-me tão bem fazer um programa que não envolvesse as palavras "bebé" ou "sítios para bebé", ou "fraldário", ou "amiguinhos" e coisas fofinhas e terminadas em "inho", que me senti solteira, desimpedida, sem obrigações, sem responsabilidades e VIVA outra vez!
Pena é que só durou até à meia noite e meia e depois, "ala-para-casa-que-se-faz-tarde", que no outro dia trabalha-se e caímos na real.
Mas aquelas 6 horinhas, foram de pura magia!

a minha miúda


A minha miúda está adorável é só o que me apetece dizer.

Adoro que já ande, que me dê a mão ou ma peça, que se explique quando quer uma coisa, que me dê beijos quando lhos pedincho, que me faça festas na cara e termine com umas palmadinhas repetidas - tal como ela aprendeu na canção que lhe ensinei do 'festinha gato' -, que cante a maior parte do tempo, que peça música quando está no seu quarto e quer que lhe coloque o cd infantil para dançar, que imite os sons todos dos animais e que os adore, que me peça para lhe ler histórias - enquanto segura no livro e espera que eu abra o meu colo para a acolher entre as pernas - que já fique deitadinha na sua caminha enquanto a aninho e tapo com os cobertores, passando-lhe o leite para a mão e dizendo-lhe "até amanhã bebé", que me dê abracinhos apertados e espontâneos quando quer e bem entende, que me faça uma grande festa sempre que chego a casa, que diga: 'MAMÃ' com um sorriso enorme de felicidade por me ver, que adore a minha comidinha e diga 'hummm' enquanto acena com a cabeça com um enorme ar de satisfação sempre que lhe ponho o prato à frente, que já seja vaidosa e me tire tudo o que sejam anéis e pulseiras para ela própria usar, que calce os meus sapatos (ou pelo menos tente, vá), que adore maluqueiras, cambalhotas, moches nas almofadas, rebolar em cima da cama, falar ao telefone, comandos de televisão, computadores, a DORA - a sua mais-que-tudo heroína (até eu já dou por mim a cantar as canções da Dora....grgrgrgr), and so on. A lista chega a ser interminavél.


Está numa fase tão deliciosa do seu desenvolvimento que, às vezes, até me esqueço de apontar as suas pequenas vitórias, como fazia antigamente de forma quase diária.


Sinto que a vejo tão pouco que nem me apercebo de como já está grande e crescida e querida, muito querida. Houve alturas em que a minha filha não foi um bebé fácil de cuidar, fases que me deixavam à beira de um ataque de nervos, que eram um teste à minha capacidade de relativizar, de não stressar, de respirar fundo. Mas depois, tal como nas tempestades, a seguir a essas fases mais 'beras' e que, confesso, não me deixam saudades - apesar de todas as idades deles terem coisas boas e más - há e houve, outras, pura e simplesmente deliciosas.


Esta, perto dos dois anos, é sem dúvida uma delas.

terça-feira, julho 13, 2010

definitivamente, eu sou uma mulher de paixões e este não é o meu amor

Será muito mau dizer que, após três meses e meio de trabalho me apetece tirar férias e desaparecer daqui? Parece? Pois bem, então que se lixe, porque é mesmo isso que tenho vontade de fazer, de meter férias o mês de Agosto todo (como se fosse possível) e de ficar a curtir o verão com o meu marido e filha, de ir de férias para o estrangeiro, de viajar, de ir à praia, de não ter horários, de não sentir a angústia que sinto, diariamente, por saber que me venho enfiar aqui dentro.
Odeio isto, odeio, odeio, odeio! Mesmo tendo sido recentemente "aumentada" - apesar de ainda não ter visto, efectivamente, nada no extracto bancário - e de, supostamente, isso me ajudar a 'engolir' melhor a minha presença por aqui...










(e com as mudanças anunciadas na sexta-feira passada, os próximos tempos vão ser ainda mais difíceis...)

Gossip. Heavy Cross.

Ando viciada. É excelente.

quarta-feira, julho 07, 2010

Dor

Tenho pensado muito nas pessoas que passaram e andam pela minha vida. Falo de amizades, sim, mais uma vez. Isto tudo porque ando a sentir-me sozinha e meio vazia.
Posso ter o meu marido e a minha filha - e eles são tudo para mim - mas também sinto muita falta de ter amigos por perto, de sentir que, de uma forma ou de outra, sou importante para eles, que lhes faço falta. E, neste momento, não tenho ninguém. Sinto falta de tudo e de todos, sinto que não sou verdadeiramente importante para ninguém e questiono-me, muito, se o erro é meu, se tenho as atitudes certas, se sou demasiado intransigente ou egoísta - onde a única prejudicada sou apenas eu - se sei manter uma amizade.
Não sei onde errei, ou o que aconteceu, mas nunca me senti tão só de pessoas, de amigos. Na realidade, os dedos de uma mão chegam para contar o número dos que, de momento, se consideram MESMO amigos e com os quais posso contar. Sejam amizades recentes, antigas ou casuais, o sentimento generalizado que tenho é dúbio: ou não sei ser amiga, ou não me sei dar aos outros.
Durante anos tive amigos que julguei serem verdadeiros amigos e hoje, vejo fotos deles todos juntos e eu não estou, ninguém me disse, ninguém me contou... e sinto uma tristeza tão grande cá dentro, mesmo daquelas de provocar dores fininhas que nos corroem e minam a alma de ciúmes que prefiro não ver, não saber.
Posso até ter 'amigos' novos, mas questiono-me muitas vezes se essas novas pessoas, - que passam pela minha vida - poderão ser consideradas de 'amigas', ou se é, apenas e só, o meu desejo de sentir que pertenço a algo, - nem que seja pouco palpável, irreal e mais inseguro que um baralho de cartas suspenso - a falar.
Sinto-me só, muito só e dói.

quarta-feira, junho 30, 2010

últimas

Sei que não tenho actualizado este canto faz tempo, mas de dia ando a mil e à noite, fico tão mas tão cansada, que nem abro o computador quando chego a casa. Já me basta estar o dia todo em frente a um.
De qualquer forma, as últimas novidades são que ontem tive a tal conversa com o senhor meu director geral e não é que o homem engraça comigo? Tanto engraça que, pelos vistos, gostou da minha frontalidade ao dizer que não estava satisfeita e que, sendo assim, me ia embora para me dedicar a projectos pessoais que tenho em mente. Vai daí, depois de uma hora a falar da crise generalizada, do panorama europeu e mundial, decidiu então dar-me o valor que, à partida e quando me contrataram, não me tinha sido atribuído e especificado no contrato (a tal 'confusão' entre brutos e líquidos...).
Por isso, nem tudo são más notícias e até Setembro - e se tudo correr bem e me renovarem o contrato e ficar cá por mais 6 meses - cá continuo.
O que, convenhamos, numa altura de crise generalizada, até nem é mau e posso considerar-me uma sortuda. Nos entretantos, continuo a desenvolver as ideias todas que andam nestas cabecinhas (minha e do meu gajo).

domingo, junho 20, 2010

então é assim:

Na última semana disse novamente que me queria ir embora e, basicamente, do outro lado, pediram-me para ficar. 'Que é difícil recrutar no Verão', 'se podia aguentar até Setembro', blá, blá, blá... e eu, que apesar de ter dito que me queria ir embora, não estava muito segura de mim mesma - mais por não ter absolutamente nada do que propriamente por gostar de lá estar - decidi aguentar mais um tempo... pelo menos até conseguir, pelo menos até Setembro.
Mas a verdade, é que sempre que chega o Domingo à noite fico deprimida, acho que o fim-se-semana passa demasiado rápido e só de pensar que amanhã terei de voltar para aquele antro dá-me naúseas.
Ando confusa, indecisa e baralhada. Sem um rumo muito claro do que fazer com a minha vida, a sentir-me cada vez mais sufocada - pessoal e profissionalmente - mas a saber que assim, como estou, não posso continuar, com risco de explodir sobre mim mesma.
E seria demasiada porcaria para limpar.

terça-feira, junho 15, 2010

ei-lo:


Pronto, criei um novo blogue (mais um, que eu deixo recantos cibernéticos ao abandono um pouco por toda a blogosfera!)
Este tem o propósito de ser um blogue onde só colocarei coisas que me fascinem a nível de moda, design, beleza, produtos, compras, criadores, enfim, tudo o que inspire e que, de uma forma ou de outra, esteja ligado ao universo feminino. Basicamente, que seja trendy & cool. (Ahahaha, ando tão armada em pacóvia com ares de cosmopolita que só me dá vontade de rir de mim mesma.)
Mas bom, retomando o propósito, o projecto ainda está muito crú e pouco atractivo. Quero embelezá-lo e dar-lhe um pouco mais de conteúdo, ter um cabeçalho bonito, por exemplo - mesmo sem perceber nada de HTML ou de web design e de não ter ninguém que mo faça - antes de o divulgar e, até, criar uma página com o mesmo nome no facebook.
Mas se quiserem fazer-se seguidoras - as poucas "privilegiadas"que me lêem e têm acesso - e irem mandando bitaites, sugestões, entre muitas outras coisas que se lembrem, força aí. Divulguem, passem palavra - se o acharem, de futuro, suficientemente interessante - aqui a 'je' agradece. :)

Ah, e já agora, até acho que arranjei um nome fixe, custou mas estou satisfeita. Agora é ter tempo para me dedicar a isto, porque dá trabalho. E mais outra coisinha, que eu sou chata como a potassa, alguém me ensina ou diz como se faz para eu criar um endereço de email no gmail só para o blogue? É que me chateia à brava ter o meu endereço pessoal associado a todos os blogues que crio e, mais ainda, não conseguir omitir a minha identidade.

Alguém me ensina?
HELPPPPPP.

reacção vs efeito

Como é que se faz para acalmar um coração que já decidiu que não quer mais continuar num lugar, mas o corpo ainda resistir, apesar de já só ter vontade de começar a correr e nunca mais parar?
Pois, não sei. Só sei que nos entretantos, tanta dúvida e indecisão, se traduziram em cólicas atrás de cólicas que me fazem dar corridinhas apressadas até à casa de banho...

segunda-feira, junho 14, 2010

fodeu

Apeteceu-me dar um título forte e incorrecto a este meu post porque, na realidade, não há palavra que descreva melhor aquilo que sinto no momento.
Na empresa, o "senhor bicha-doida-meu-patrão-que-odeia-gordos", não aceitou o meu 'ultimato'. Diz que os tempos são de crise, que agora não dá, que até Setembro muita coisa pode mudar naquela casa, que estão satisfeitos com o meu trabalho e que seria uma pena a minha saída, mas pagar mais que é bom, está quieto. A filosofia de «fazemos omoletes sem ovos» continua em grande em Portugal e ali encontra expoente máximo.
Agora resta-me duas opções, ou tentar regatear para que me aumentem nem que seja 50 euros, ou vir-me embora tal como prometido e ameaçado. Entre as duas venha o diabo e escolha. Na verdade, sei bem que ali não quero ficar, todos os dias é um sacríficio tremendo que faço para me ir enfiar, quase 12 horas, naquele antro. Sinceramente, apetece-me mandar tudo para as urtigas e para o espaço e nem pensar duas vezes, arrumar as minhas tralhas e dia 30 vir embora, mas a verdade é que não tenho mais nada. Absolutamente mais nada. E desistir assim, sem nada onde me agarrar, sem uma mísera hipótese de algo novo no horizonte, faz-me sentir derrotista.
Por isso digo, fodeu. Fodeu mesmo. Porque não sei o que hei-de fazer e esta semana tenho de tomar uma decisão.
O quanto antes, de preferência.

domingo, junho 13, 2010

a felicidade


"Era muito feliz e não sabia". Foi com estas palavras, com esta simples frase, que ela me desarmou.

A minha amiga, que passa por um momento na sua vida pessoal e familiar tão delicado, tão tramado, tão injusto, tão doloroso e tão sofrido, enfrenta tudo com uma rectidão de personalidade que deixa os demais envergonhados. Incluindo eu, que me queixo de barriga cheia, que me lamento por coisa nenhuma, que passo a vida a reclamar injustiças e a dramatizar pequenos nadas.

Não sei, sinceramente, qual a ordem que rege as nossas vidas, se aquilo que passamos ou temos que passar é karma, desígnios do destino, ou lei divina, mas ninguém - e repito -, ninguém, merece passar por tamanha privação e dor.


Por isso, e porque sei que sou feliz a maior parte do tempo mesmo que não o sinta como tal, este fim-de-semana dei valor a tudo o que tenho; ao tempo que passei com a minha filha, às gargalhadas que ela dá sempre que lhe faço cócegas, por ter um marido que me ama, me respeita e me adora, por ter os meus pais vivos e saudáveis, por ter família, por ter trabalho, por ter plena capacidade sobre o meu corpo e decisões, por todos os dias poder ver o mar da minha janela, por ter comer na mesa, por ter saúde, por poder andar, correr, dançar... por, de uma maneira ou outra, ser muito, muito afortunada e abençoada.

E, a maior parte das vezes, não sei dar valor a tudo isso, sou injusta, egoísta e intransigente.

Mas este fim-de-semana dei valor, muito valor, porque sei que de um dia para o outro tudo isso pode acabar, toda a nossa felicidade pode ser abalada, tudo pode mudar.

E aí, já poderá ser demasiado tarde.

sexta-feira, junho 11, 2010

Vontades

Ando viciada em blogues de moda. É um facto, estou viciadíssima. Passo os meus dias a ver looks de streetwear, de pessoas banais, geniais, que misturam peças com um estilo único, pessoal e cheio de personalidade, que faria as delícias de muitos editoriais de moda em muita revistinha.
Qual Pipoca Mais Doce ou Alfaiate Lisboeta - que este último, apesar de ser um bom blogue e de ter um registo muito semelhante ao Sartorialist, - tem concorrentes de peso lá fora.
Tenho tido vontade de voltar a ter um blogue (público), mas num novo registo, onde possa, igualmente - porque sou uma 'Maria vai com as outras' - expor a minha paixão louca e avassaladora por trapos.
Falta-me é o nome. Tenho de pensar bem nisto.

segunda-feira, junho 07, 2010

Há dias assim...

... em que acordamos decididas a fazer algo que, até há bem pouco tempo, nos parecia impossível. Em que nos enchemos de coragem e dizemos basta, em que queremos mudar algo na nossa vida e na nossa insatisfação crónica.
Foi o que fiz, hoje, em que me enchi de coragem e falei com quem de direito de que não estou satisfeita com o valor que me pagam tendo em conta o volume de trabalho que me anda a pender sobre os ombros. Querem um account sénior com responsabilidades de account sénior a trabalhar por tuta e meia? Não dá. Eu não quero, nem estou para isso.
Agora é ver se me revêem o ordenado para o valor pedido, caso contrário, venho-me embora. Está decidido.

domingo, junho 06, 2010

Fallie, simplesmente Fallie

Ultimamente tenho navegado muito por blogues de moda internacional e tenho descoberto verdadeiras 'pérolas', das quais já me tornei fanzérrima, que se encontram guardadas a sete chaves nos meus favoritos.
Entre elas está esta menina: http://fallie.blogspot.com/ que, com apenas 13 anos - sim, leram bem, 13 anos - tem uma visão peculiar e absolutamente transcendente, actual e visionária, do que são as tendências, moda e a arte tudo pendurado no mesmo cabide.
Confesso que fico parva com tanta coisa (boa) que encontro online. Há blogues que me deixam, literalmente, de boca aberta e roída de inveja, em que penso mil e uma vezes: 'fogo, eu já tinha lembrado disto, porque é que não me meti a fazê-lo?'.
Sinceramente, acho que de visionária tenho pouco. Quando abro os olhos já é sempre tarde e, cada vez mais me convenço, que já começo a ser um pouco 'velha' demais para tudo.
Principalmente quando existem miúdas de 13 anos, assim... Eu aos 13 anos ainda brincava com as Barbies... lá está, a minha teoria comprova-se, acordo para tudo demasiado tarde.

sexta-feira, junho 04, 2010

devaneios, porque não acreditar neles?

O Carlos está farto de me dizer que acha que está na altura de pensar em ter algo meu em termos de trabalho. Sempre achei a ideia surreal porque tenho pavor, mas mesmo pavor, de me endividar até ao tutano em algum projecto que depois dê para o torto e ficar a pagar dívidas, ou ter credores à perna, durante o resto da minha vida - e eu abomino essas coisas.
Mas ontem, ontem a ideia não me saía da cabeça e começou a ganhar uma forma mais concreta em termos de saber exactamente aquilo que quero, sei e gosto de fazer.
Não me interessa trabalhar nesta área de agência e relações públicas que abomino.
Não me interessa abrir uma loja ou um restaurante, ou seja lá que outra coisa for, e à qual fique confinada o resto da minha vida.
Não me interessa andar a mandar cv´s e a atirar o barro contra a parede para todo o lado e tudo o que me aparece é merda, merda e mais merda.
Não me interessa continuar a trabalhar muito e receber pouco, para que isso aconteça, então prefiro trabalhar para mim, que ao menos sempre faço aquilo que gosto.
Logo, como tal, o que me parece mais óbvio e aquilo que realmente sei e gosto de fazer são: Revistas!
Então, porque não criar uma? Se, ainda por cima, aquela que eu mais gosto nem existe em Portugal?
Gajola, tu que me lês, queres fazer o projecto gráfico para o número zero? (já sabes que o meu homem para estas coisas não tem muito tempo).
Estou mesmo a falar a sério! Se estivesses em Portugal já te estava a bater à porta com mil e uma ideias!
....
por agora só quero revelar isto, porque ainda está tudo em bruto.

terça-feira, junho 01, 2010

quando a arte imita a vida

O meu recente patrão, director geral daquela empresa, é um bicha do piorio. Mas daqueles bichas irados, mesquinhos e cheios de fel para cuspir. E eu podia logo ser acusada de homofóbica só por usar o termo 'bicha' para o designar, mas não sou. Sei sim, reconhecer um bicha do piorio quando tenho um à frente, logo, não me posso referir ao senhor sem utilizar semelhante termo. Porque é mesmo isso que ele é, bicha.
Como todo o bicha que se preze adora a vida do social, os vips e as fofocas, as intrigas e o diz-que-disse. Dá-lhe uma satisfação acrescida dizer mal de tudo aquilo que mexa e que respire, de tratar os outros com desdém e arrogância só porque sim, de mudar de disposição como o vento de direcção e, mais do que tudo o resto, odeia gordos.
Ora, importa também dizer que, o senhor "bicha-meu-patrão-que-odeia-gordos", já foi em tempos, ele próprio, um gordo. Um gordo a roçar o obeso, que um dia acordou e decidiu agrafar o estômago para reduzi-lo de tamanho e assim ser aquilo que ele sempre sonhara: magro.
E foi assim que o "senhor-meu-patrão-bicha-que-já-foi-gordo-e-agora-é-magro-mas-que-odeia-gordos" foi operado, reduziu o estômago para o tamanho de uma ervilha, andou meses a líquidos e a vomitar tudo o que engolia - que até os alimentos se recusavam a entrar naquele esófago - e perdeu peso. Muito peso. E hoje é, um bicha magro, muito magro e seco, muito, muito seco e com muito mau aspecto.
A semana passada, num jantar de beneficiência em que comparecemos, estive sentada bem de frente para o senhor e, quanto mais o olhava, mais eu sentia que aquela cara me era familiar. Mas não digo familiar como quem olha para outro alguém e diz: "Ah, você faz-me lembrar a minha 'tia-avó' adorável que me fazia umas panquecas quentinhas que eram uma delícia." Não. Eu olhava para ele e só me vinham à ideia desenhos animados, extraterrestres, seres híbridos e coisas estranhíssimas, mas sem qualquer ponto de referência. Até que se fez luz e eu consegui, finalmente, identificar o personagem que o "senhor-meu-patrão-bicha-que-já-foi-gordo-e-agora-é-magro-mas-que-odeia-gordos" me faz lembrar.

Ei-lo:


É ele. Sem tirar nem pôr. O meu patrão é o Mr. Burns! Em tudo! A magreza extrema e raquítica, o ar maquiavélico, o sorriso matreiro, aquela expressão de que nada de bom pode vir dali e até a careca (por Deus!), os olhos mesquinhos... Tudo, TUDO é igual.

Por isso, sendo a personalidade do senhor igualmente idêntica à deste personagem, bom... não é de estranhar que odeie, não é? Aposto que quando era gordo era uma pessoa bem mais agradável, que se ria com vontade, com sentido de humor e mais tolerante com o próximo. Agora, sempre que vê um gordo despreza-o, pois claro, porque vê-lo é ter noção de que ele próprio, num passado distante, já foi assim e, tal coisa, dá-lhe asco.

Prefere ser esta amostra de gente, encarquilhada e a destilar veneno por todos os pôros, que dá beijos de língua nos seus cães a pilhas chiwuaua porque, provavelmente, eles são os únicos seres que ainda lhe dão algum tipo de amor e/ou afeição.

Chega a ser cómico, não fosse a tristeza da realidade, ser a mais pura das verdades.

domingo, maio 30, 2010

...

Neste momento a minha vida está a modos que caótica: trabalho numa casa de loucos onde tenho dias em que faço 16 horas seguidas sem ganhar um tostão a mais por isso e onde, se chegar 15 minutos depois das 9 da manhã, me descontam ao minuto no ordenado..., a minha filha anda transformada num pequeno demónio - principalmente ao fim-de-semana -, não quer saber da mãe para nada - só chama pelo pai - e o meu casamento atravessa uma pequena (grande) crise. Não há rotina que não dê cabo do amor e é preciso duas pessoas para que isso aconteça...
Ora, se bem me lembro, diziam as previsões astrológicas no final de 2009, que 2010 ia ser o meu ano! O ano do escorpião, onde todos os meus sonhos se iriam realizar.... pois bem, já vamos a meio do ano e não vejo sequer sinais de isso acontecer.

segunda-feira, maio 24, 2010

diz que vão acabar com os portageiros...

...já a partir de Junho! E agora, como é? Se a Brisa vai rescindir contrato com 1200 trabalhadores/portageiros e substituir os mesmos por máquinas, como é que eu vou arregalar os olhinhos a caminho de casa, depois de um dia de trabalho, se não vejo o ' meu Adónis' que todas as semanas recebe o ticket e me deseja 'Boa viagem'? Humm?!?
Está mal!! Está muito mal! Acho que vou escrever uma carta à Brisa a queixar-me que nos habituam a um serviço de 'qualidade' e que depois, não basta já a malta pagar todos os dias a chulice de 4,20€ só para fazer uns míseros 20 kms (de ida e volta), como ainda nos tiram o único 'bombom' associado ao mesmo...
Mais 1200 pessoas para o desemprego, é o que é... Este país vai de mal a pior.
Outra coisa que ultimamente me fez ficar fula da vida é a questão do IRS ir aumentar já a partir do mês de Junho... Ora, se aquando da minha contratação me engaram em relação ao meu ordenado e eu já ganho menos do que aquilo que esperava (bem menos) e se, a partir de Junho, o valor que desconto para o IRS ainda será maior... bom, não tarda nada, mais vale ficar quietinha em casa e não gastar perto de 500 euros por mês em portagens e gasolina para ir e vir trabalhar, porque senão, qualquer dia, ainda tenho é de pagar para trabalhar! E dar graças a Deus por isso...
E depois aumenta tudo: a creche da miúda, a renda da casa, a água, a luz, o gás, o telefone, o pão, os bens mais essenciais, mas os ordenados estão cada vez mais magros, mais reduzidos e exigem à classe mais desprovida de poder de compra os maiores sacrifícios, retiram-nos o 13º mês, comem-nos parte das regalias, não usufruímos de nada: temos um serviço de saúde de merda, um abono de merda, creches de merda, regalias do estado de merda...
Confesso que nunca pensei ver Portugal assim e digo, com a reinvindicalista que há dentro de mim, que tenho medo, mesmo muito medo de onde isto vai parar. Assusta-me a ideia de uma guerra a nível europeu, por exemplo - num cenário mais extremista e fantasioso - e assusta-me ainda mais ter uma filha pequena a crescer num ambiente incerto, onde a mãe possui um trabalho precário sem qualquer tipo de salvaguarda e o pai, apesar de fixo, não pode dizer que de hoje para amanhã não será demitido. Porque já não há empregos seguros e porque sem um nome de família sonante, uma herança que nos garanta cunhas e um lugar confortável resultante do status adquirido, somos uns 'zés ninguéns', povo esquecido e resignado à sua condição mais insignificante.
Sim, tenho uma alma esquerdista muito forte dentro de mim. Cada vez mais.

quinta-feira, maio 20, 2010

curtas

  • O tempo tem sido pouco porque ando absorvida por trabalho e quando não ando, estou tão cansada que nem me apetece vir aqui escrever o que quer que seja. À noite, quando chego a casa e já depois de ter deitado a miúda, só quero a minha cama e dormir, nem ligo o computador. Acabaram-se os serões em redor do portátil e as horas intermináveis no facebook até às tantas da madrugada. Não dá, não consigo, basta-me fechar os olhos que adormeço em segundos.
  • O ambiente na agência tem dias, mas é, de um modo geral: MAU. A semana passada o senhor director regressou do estrangeiro - depois de um mês quase de ausência - e colocou logo a casa toda em rebuliço. A gritaria era tanta, que andava tudo à beira de um ataque de nervos. Em dois dias, duas megas discussões com dois colegas, mas mesmo daquelas baixo nível onde, entre outras pérolas, apelidou as pessoas de 'deficientes' e mandou-as para 'o raio que as parta'. É bonito de se ouvir, não é? (NOT) Eu fico sempre chocada com estes actos e gestos, principalmente por parte de quem chefia uma casa. Acho de uma prepotência sem limites, de uma falta de respeito pelos colaboradores, pela equipa que afinal, mete todo o seu negócio de pé, mas isso de nada parece valer sobre quem tem de ter sempre a última palavra mesmo que seja pelos piores motivos. Só digo isto: se fosse comigo, não teria a passividade que os meus colegas tiveram. Acho que me passava e rodava a baiana da mesma maneira histérica e descontrolada com que ele o faz. Podia ser despedida na hora, (era-o de certeza absoluta), mas vinha de alma lavada, porque mesmo sendo patrão, não tolero faltas de respeito. Que critiquem o meu trabalho, que digam cobras e lagartos sobre a minha competência, mas o insulto puro e duro, só porque 'acha que pode', comigo não resulta.
  • Por causa disso, tive dias em que só me apetecia dizer que me ia embora e que não estava para tolerar isto. Aliás, estou aqui há quase 2 meses e já foram despedidas umas 4 pessoas, além da rodagem de entra e sai - algumas pessoas nem 2 semanas cá estiveram - nos entretantos... Por isso, 2 meses meus aqui, uau, já está a ser a loucura! Mas pronto, há dias melhores e outros piores e nada que uma boa noite de sono não resolva. Há dias em que faço um esforço tremendo para estar aqui e outros em que penso: 'olha, ao menos estás a trabalhar, vai aguentando'. E pronto, assim se vão passando as horas.
  • Apesar de tudo ando a mandar cv´s e a tentar fazer contactos, mas isto está tudo menos fácil e as respostas não têm sido positivas, mas a esperança é a última a morrer.
  • As colegas são estranhas, pouco simpáticas e algumas um pouco falsas... Já começo a perceber quem é que empurra sempre trabalho para quem, quem se descarta e quem só é simpático comigo quando lhe é conveniente, além dos 'lambe-botismos' típicos de qualquer organização que se preze.
  • Tenho saudades de trabalhar em bons ambientes, de ter colegas porreiros, de saber que fora do trabalho posso, por exemplo, ir beber uns copos com eles, como acontecia nos meus primeiros anos de trabalho... queria muito regressar à imprensa e tenho feito contactos nesse sentido. Não tem dado em nada, mas acredito que vou conseguir! O pensamento positivo faz maravilhas... (ou assim espero).
  • E pronto, com estas me fico, que já devia de estar a caminho de casa - ou melhor, entalada no trânsito infernal com que me deparo todo o santo dia - para ir ter com a minha 'ferinha' júnior e tentar encontrar um pouco de paz longe daqui...

quinta-feira, maio 13, 2010

Fizz Limão

Tirando a minha cara de parva - que está uma coisa pura e simplesmente pavorosa - concentrem-se apenas e só no belo do geladinho, ok? É que ontem, depois de tanto ouvir falar no regresso do Fizz Limão na rádio, e de eu própria, quando era miúda, adorar o sacana do gelado e ter apanhado um desgosto quando o mesmo acabou, decidi sair na minha hora de almoço - que não posso passar a vida aqui enfiada sem respirar sequer ar "puro" durante 15 minutos - e descer à pastelaria que há em baixo do prédio para comprar o belo do geladinho.
Para começar achei-o pequenino e levezinho, depois, achei-o com muito gelo, e o tão aguardado creme, que era a cereja em cima do bolo (neste caso, o melhor do gelado)... Bom, achei que já não é o que era, nem tão cremoso, nem com o mesmo sabor.
Resumindo: o Fizz voltou mas não me convenceu. Ou isso, ou 20 anos sem provar uma coisa e com tamanhas expectativas em relação à mesma, deixam-me sempre defraudada.
Acho que tenho de comer outro para ter bem a certeza.

quarta-feira, maio 12, 2010

desabafo curtinho

Acho que envelheci uns dez anos (no mínimo) em mês e meio de trabalho.

Depois aprofundo, porque o tempo é-me cada vez mais escasso.

terça-feira, abril 27, 2010

sou casada mas não sou ceguinha

Confesso que há um rapazinho nas portagens da auto-estrada que, de duas em duas semanas, aparece para eu regalar a vista. Não está lá sempre, não é habitual, mas volta e meia lá deve fazer aquele turno e eu tenho oportunidade de, no fim de um dia de trabalho e de uma viagem de perto de 50 kms, poder - ainda que por uns breves 5 segundos - babar-me... enquanto tento não dar bandeira e fazer o meu ar dissimulado de 'não, não estou a olhar para ti' .



Ai se fosse solteira ;)

segunda-feira, abril 26, 2010

constatações

Quando estive desempregada ninguém da família me ajudou. Mesmo tendo algumas pessoas bem colocadas, mesmo tendo - supostamente - um ou outro 'bom' contacto. Liguei, falei, enviei CV e tal, mas já sabia, à priori, que mencionar o tema 'desemprego' causa desconforto à maioria dos demais. Sejam eles do mesmo sangue ou não.
As pessoas evitam perguntar para que no seguimento da conversa não nos lembremos de pedir qualquer 'coisinha', quando a vontade de ajudar é pouca ou nenhuma.
Foi assim comigo. Ninguém perguntava. Fazia tudo de conta que não sabia, ou então falavam à socapa, abordavam o assunto quando eu não estava presente, para não dar hipóteses de mais. E quem diz família, diz amigos. É impressionante como todos eles, sem excepção, durante os perto de 2 anos que estive em casa (pré e pós nascimento da Madalena), ninguém foi capaz de dizer algo do género: 'olha, envia-me lá o teu CV, não garanto nada, mas se souber de alguma coisa'.
Népias. O silêncio total. A minha pessoa confinada ao degredo.
Eu já sabia que para arranjar o que quer que fosse não me podia socorrer da boa vontade dos outros. Teria de ser pelos meus próprios meios, mas infelizmente neste país, nem sempre isso é suficiente e as candidaturas espontâneas não são bem vistas ou valorizadas quando comparadas com 'olha, tenho aqui este CV de um amigo meu, faz lá o jeitinho'.
Mesmo assim, contra todas as expectativas, consegui. Não precisei de pedir ajudas a ninguém, cá estou a trabalhar, mesmo quando estava prestes a ficar com a corda ao pescoço. Pode não ser o melhor do mundo, mas por enquanto e até ver, estou activa. (que isto nunca se sabe se daqui a 6 meses não ando a bater às portas novamente...)
Aos poucos a novidade foi correndo e agora é vê-los, os que me renegaram à insignificância durante demasiado tempo, a voltarem a renascer do mundo dos vivos. Como se o facto de eu já estar a trabalhar, fosse por si só, um indicador de que 'já não corro o risco de ela me pedir favores', ou 'não tenho de lhe aturar o lado depressivo e a mesma lenga-lenga da treta'.
Pois é, é triste mas é verdade. E eu assisto a isto tudo na bancada e sentada em primeira fila.
As mensagens que recebi na última semana foram mais que muitas, a maior parte devido a notícias que sairam na imprensa a respeito da minha contratação. Todos os que ainda não sabiam, passaram a saber e eu, por mais caladinha que estivesse, não tinha como contornar isso.
Ora, acontece que não sou rapariga de trato fácil quando me desiludo com os outros e, acima de tudo, estou numa fase da minha vida e numa idade em que não estou para fazer fretes com quem não merece. Por isso, todos os supostos 'amigos' que durante cerca de 2 anos se esqueceram que existo, mas que nas últimas semanas têm tentado a todo o custo tirar nabos da púcara bem podem esperar sentados pela minha resposta. Não virá. Lamento.
Não me esqueço das atitudes e do desprezo a que fui renegada durante demasiado tempo, excluída de todo o tipo de sinais de amizade ou de partilha perante os laços que nos uniam.
Estou sentida, admito-o. Demasiado sentida para perdoar.
O mesmo acontece com a família. No que diz respeito a eles, nada que eu não estivesse já à espera, mas é engraçado como o tempo, ou as circunstâncias, se encarregam de dar chapadas de luva branca a muita gente. Soube, esta semana, que uma prima minha - casada com um primo meu bem colocado e nora dos meus tios que passam a vida a gabar-se do trabalho da filha, do filho e do genro - foi demitida. Não fico feliz por sabê-la desempregada, ainda por cima quando estava no novo emprego há tão pouco tempo, mas confesso que me dá um certo gozo que as pessoas que julgam os outros e se consideram intocáveis, constatem que afinal a 'crise' e o 'desemprego' atinge qualquer um, mesmo os seus mais directos.
E nesse aspecto, pode ser que aprendam a ser mais humildes e se lembrem que se um dia é por mim, no próximo pode ser por eles.

eu queroooooo

Uma saia destas de tule, lindas de morrer, e que estão na montra de algumas Mango deste país. Ontem, dei um saltinho assim muito, muito, muito de fugida à Mango do CascaisShopping para ir comprar calças de tecido - obrigações laborais - e quando chego à montra, vejo 'isto', saias bem ao estilo 'fru-fru' de bailarina, que não se encontram para venda, mas que são lindas de morrer assim mesmo, conjugadas com t-shirts de tecidos vaporosos e laços de cetim.
Estou quase tentada a pedir à minha mãe que me faça uma.
Não trouxe uma saia fashion e completamente louca, antes pelo contrário, saí de lá com 3 pares de calças de tecido com vinco à frente, em 3 tons - preto, branco e vermelho - que é para me deixar de devaneios de adolescente e meter, de uma vez por todas na cabeça, que agora, os blazers e afins, passam a fazer parte do meu armário obrigando-me a 'crescer'.
ARGH.....

a moda que vem com não sei quanto tempo de atraso...

Sou só eu que já não suporto ouvir falar na moda (atrasada) dos 'Cupcakes' que habita em Portugal, ou há mais algum 'alien' que me faça companhia?
Mas esta gente agora descobriu a pólvora? Há quantos anos existem cupcakes, senhores? Há c'anos! E só agora é que se lembraram que os bolinhos do 'Sexo e a Cidade' são giros, fofinhos, imaculados, coloridos, originais, bombas calóricas e tudo e tudo e tudo, além de serem óptimos para temas 'glam' e 'fashions' q.b. para figurar em tudo o que é escaparate e revistas de moda?
Mas já alguém lhes explicou que aquilo, por baixo da 'maquilhagem' toda, é um simples 'queque'?!

Haja paciênciaaaaaa.

domingo, abril 25, 2010

mas porque nem tudo é mau...

... porque aqui 'a querida' recebeu uma malinha Carolina Herrera que andava a namorar há long, long time ago.


Estou tão apaixonada pela dita, que só não durmo com ela na cama, por vergonha.

1, 2, 3... inspira

As coisas cá por casa não andam fáceis. Nem com o pai, nem com a filha, provocando grande stress em todos os elementos da família. Desde que comecei a trabalhar que a Madalena me rejeita. Por vezes, basta olhar para mim e desata a guinchar, como se visse o demo. Pede o pai sempre que chora, como se a mãe já de nada lhe servisse no alívio do pranto ou do mal que a incomoda. A mãe virou a tirana que a abandonou e o pai o super-herói que a salva. Para ajudar à festa e contribuir para o stress generalizado, temos um pai que não pode ver/ouvir a menina gritar/chorar que a cobre de mimos, mesmo quando ela não tem razão, o que nos leva a ter 'situações' em que discordamos sobre a forma como a devemos tratar e/ou lidar perante a situação.
Grita a filha, discutem os pais. E é quando a minha mãe, que agora passa a vida cá em casa, não decide meter-se ao barulho, abrasando-me a cabeça com todo o tipo de lições sobre ser 'boa filha', boa mãe, 'esposa dedicada' e 'otária em geral'.
Não suporto que a Madalena seja tão birrenta, tão chorona e tão insuportável sempre que saímos de casa. Com as outras pessoas porta-se lindamente, é uma criança que toda a gente tece os maiores elogios, comigo, dá-me cabo da paciência até ao limite e sempre que me queixo, deixo toda a gente meio incrédula, como se estivesse a inventar as maiores barbaridades sobre um ser tão adorável e incapaz da mais pequena maldade...
Não há um único dia em que consiga ir aonde quer que seja com ela em que não me faça uma cena que só me apeteça dar-lhe umas valentes palmadas. Anda com mau génio e mau feitio, faz grandes birras sempre que é contrariada e está, a meu ver, a tornar-se uma pequena ditadora. E como eu não suporto crianças malcriadas, palpita-me que a nossa relação vá ser de difícil conduta.
Juro que tenho dias em que só me apetece mandar tudo e todos para o espaço.
Vou ali fazer exercícios de respiração e já venho.

quinta-feira, abril 22, 2010

todos os dias a mesma coisa...

... eu penso: "Hoje é que vai ser. Hoje vou para a cama às 22h30, às 23h00 já estou a dormir. É hoje que me vou disciplinar! É hoje."
Mas nunca é. Não consigo.
Por mais cansada que esteja, podre de sono, disléxica e a trocar cada frase, a não conseguir articular palavra, a ter o cérebro a latejar e os olhos a arder por dormir, em média, umas 5 horas por noite, a verdade é que eu não me consigo disciplinar na hora de ir para a cama.
Depois? Bom, depois acordo todos os dias às 6h50 para estar em Lisboa antes das 9 da matina com uns olhos inchados semelhantes a um besugo e chego à 5ª feira com uma cara de 'desenterrada' e umas olheiras onde mais pareço o Panda!
Como se isso não fosse suficiente e por si só, motivo de angústia, os nervos e stress a que tenho estado sujeita, despoletaram uma reacção de borbulhas em cadeia no meu queixo que não há meio de passar, o que me leva a ter verdadeiros ataques de pânico sempre que me vejo ao espelho e a sentir uma vergonha atroz quando tenho reuniões e me encontro com clientes.
E depois ainda dizem que trabalhar faz bem à saúde ;) LOL

segunda-feira, abril 19, 2010

agora aguenta coração

A minha filha passou, em 3 semanas, do estado de 'mãezite aguda, para o estado 'paizite in extremis'.
Os fins-de-semana deixaram de ser pacatos e tranquilos, harmoniosos e risonhos. Em vez disso, ela olha para mim e guincha. Só quer o pai. O pai que lhe dê banho, o pai que lhe dê de comer, o pai que a adormeça, o pai que brinque com ela.
Deixou de me dar beijos lambuzados e abracinhos apertados, de querer a minha presença, de ter manifestações de carinho da parte da mãe.
Renega-me, como que a dizer: 'traidora, mal te boto a vista em cima, agora aguenta'.
Eu?
Eu fico de coração despedaçado e roídinha de ciúmes.

por acaso

Diz a autora do blogue 'Sushi Leblon' que não acredita em acasos, mas que os adora.
Eu sinto um bocadinho a mesma coisa. Quer dizer, eu até acredito em acasos e adoro acasos, mas depois, quando me vejo numa situação de protagonista de um 'acaso', fico muito confusa e jogo as culpas todas no acaso do destino.
Como a que vivo actualmente.
Confusos?
Pois, eu também.

domingo, abril 18, 2010

dúvidas

eu sei que vou parecer uma ingrata ao dizer isto, mas a verdade é que ao fim de 3 semanas a trabalhar, já vi que dali não pode vir coisa boa. Parece que ando a ter flasbacks do meu anterior emprego e, já constatei, que ali, não aqueço lugar. Para começar, já me enganaram em relação ao valor acordado de ordenado - uma longa história que nem vou aqui contar porque nem merece a pena - fora o ambiente, as coisas que me apercebo e as que vou ouvindo. Eu sempre soube que aquela casa era uma casa de doidos e, mesmo assim, fui lá parar. Se isto não é karma, sinceramente, não sei o que é.
Até dia 29 estou à experiência e, ambas as partes, podem rescindir contrato sem qualquer penalização. Acreditem, estou quase tentada a vir para casa, se não o fizer é mesmo por vergonha de dar parte fraca, é admitir que já não me enquadro, é passar a mim mesma uma atestado de derrotada.
Vamos ver o que esta semana me reserva.

segunda-feira, abril 12, 2010

porque é que...

... com tanta sogra querida, simpática, boa onda e bem disposta neste mundo, eu tinha de calhar com a que me saiu na rifa? Porquê, pergunto eu?!
Hoje, em conversa ao telefone, enquanto lhe dizia que tinha levado a miúda à praia e que ela tinha adorado - além de ter comido 'toneladas' de areia - a senhora minha sogra decide comparar a minha filha a um borrego... :-\
Porquê?!




...










Se isto não é karma de uma vida passada, não sei o que é.

sexta-feira, abril 09, 2010

a vida como ela é

Penso em mil e uma coisas para escrever aqui durante o dia e depois falta-me sempre o tempo, a vontade, a disponibilidade, esqueço-me, enfim...
Quando abro esta página parece que a minha mente fica proporcional ao ecrã e, como tal, reflectora do mesmo, ou seja, branca!
Nada se me ocorre, nada de revelo, de interessante. Fico uma amorfa, uma pata-choca, uma banal.
O trabalho corre bem, mas é tanto, que nem tempo tenho para me coçar. A viagem à Escócia também já era. É o que dá cantar de galo em capoeira nova. Numa semana fiz mais propostas de comunicação do que em toda a minha vida de trabalho de agência até à data. Eu gosto, porque me dá calejo e aprendo uma série de coisas novas que antes me causavam muitos medos e inseguranças. Ainda causam, mas já começo a tratá-las por 'tu'.
Sou, oficialmente, account sénior e até já tenho uns cartõezinhos todos 'pipis' com o nome e contactos para dar aos clientes. Confesso, na minha mais pura vaidade profissional, que gosto do estatuto mas tenho medo, muito medo de falhar em tamanha responsabilidade. Sinto-me sempre pequenina e inexperiente, logo, acho sempre que tenho mais a aprender do que a fazer valer. Não devia de pensar assim, eu sei, principalmente quando já trabalho desde os 20 e vou a caminho dos 32, mas é-me inevitável. Se eu própria não me dou a devida consideração e crédito, quem o dará? Os outros? Já devia de saber por experiência própria que isso, não acontece. Principalmente se não tivermos os contactos certos. Podes ser uma besta, só fazer merda e ser uma nódoa, mas com os contactos certos, vais a todo o lado. O contrário é que já é mais difícil.
Volto a achar que, mais uma vez, falo mais do que aquilo que devo, isto apesar de a minha mãe me dizer para eu estar calada, para eu saber ouvir mais do que falar.
Não consigo. Sou uma parva.
Com a minha vontade em ser simpática e socialmente aceite num ambiente novo, abro a matraca demais e pumbas, sou um livro aberto, não escondo nada a ninguém - o que só reflecte cromice da minha parte. Isto, constato, não é ser boa pessoa, é ser burra!
Por aqui há grandes stresses - como em todas as agências - e as pessoas não são lá muito simpáticas, mas não há - até ver - faltas de respeito entre colegas, gritarias e afins. E isso, para mim, já é o paraíso.
A conjugação trabalho-família é complicada mas tem corrido bem. Todos os dias saio daqui a rondar as 7 da tarde, demoro 45 minutos a 1 hora a chegar a casa (por causa da porcaria do trânsito) e chego sempre às 20h00, ou depois disso. A Madalena fica histérica sempre que me vê e grita muito alto: 'Maaaaaamã, maaaaaaaaaamã', dá-me muitos beijos e abraços - é a melhor parte do meu dia - e a partir daqui é a contra-relógio, tudo é feito sob pressão e numa correria desenfreada; o banho dela, vestir-lhe o pijama, fazer o jantar, dar-lhe comer, escolher a roupa dela para o dia seguinte, deitá-la, tentar eu jantar, preparar a marmita para o dia seguinte, tomar banho (de manhã não tenho tempo), preparar a minha roupa (porque se de manhã me dá as indecisões nunca mais saio de casa), preparar a mochila dela para a creche, ver se há sopa dela suficiente para o dia seguinte, porque caso não haja, toca de a fazer - o mesmo acontece com o jantar do dia seguinte - enfim.... é o que eu digo, se não ficar magra que nem uma cadela, é porque não dá mesmo, porque passo horas e horas sem comer e a dar no duro!
Chego à cama estafada, mas deito-me sempre tarde porque o sono, esse, nunca vem antes da 1 da manhã e depois... bom, depois chego ao final da semana com uma cara de desenterrada e umas olheiras do tamanho de círculos lunares porque durmo, em média, 4 a 5 horas por noite. Desta forma faço-me velha depressa.
Mas tem tudo corrido bem e a minha mãe, às 5ªs e 6ªs, dá-me uma ajuda preciosa, vai buscar e pôr a Madalena à escola, limpa-me a casa, passa-me roupa a ferro, faz-me o jantar... tadinha, tem sido de uma preciosidade sem limites! O Carlos também tem se adaptado bem ao seu novo papel de 'pai mais activo' e todos os dias é ele que acorda a Madalena, a veste e a vai pôr à creche, o que dá origem a que a miúda, depois de um estado de 'mãezite aguda', agora tenha situações em que só quer o pai, colocando-me a mim de parte e deixando-me roída de ciúmes, mas pronto, que remédio tenho senão conformar-me. Claro que com tanta azáfama, o tempo para nós dois/três é cada vez menor, estamos todos em fase de adaptação a esta nova louca e esquizofrénica rotina, mas tem de ser. O tempo que passamos com ela depois do trabalho é mínimo e, entre nós dois, depois de a deitarmos, idem.
Claro que já sei que daqui a uns meses e a continuar a este ritmo - de acordar às 6h50 da manhã e a chegar a casa depois das 20h00, deitar-me às 24h00 e adormecer às 02h00 - irei blasfemar a minha triste sina, dizer que quero voltar a ser 'doméstica' e que não fui feita para isto, mas por enquanto, apesar de saber que afinal não esmoreci em termos de trabalho e que sempre consigo dar conta do recado, por enquanto, vou só aproveitar mais um bocadinho este ligeiro e decrépito estado de graça.
E hoje é sexta, são 15 da tarde e tenho o trabalho todo feito. Vou relaxar um bocadinho.

E aqui ficam algumas fotos da minha babe linda :)

Está tão crescida, tão senhora do seu nariz, tão desenvolta que, tenho dias, em que olho para ela e quase tenho vontade de chorar. São as hormonas e o sacana do SPM, eu sei, mas mesmo assim...

Snifff.