segunda-feira, abril 23, 2012


Quando a amiga do namorado pergunta: "então e entre vocês está tudo bem?", quando não temos confiança com a mesma e é a segunda vez que falamos com ela, isso quer dizer o quê?

a) que está simplesmente a ser simpática e genuinamente preocupada.

b) que está à espera que te  desbronques e lhe forneças o máximo de informação possível.

c) que está à espera que digas "não" e a fazer figas  atrás das costas para que as coisas dêem para o torto.


Aceitam-se palpites.

quinta-feira, abril 12, 2012

crónicas de uma mãe ausente #2

Ligo à hora do almoço para saber como é que ela está. Falo com a minha mãe e oiço-a a perguntar-lhe se quer falar comigo. Responde muito prontamente que não mas após a insistência da avó lá decide, resignada, a dar-me o prazer de umas palavrinhas:

"Agora não posso falar ao telefone que estou a comer"

E pronto, é isto, três anos de gente - ainda nem chegou à adolescência -  e já me evita como se tivesse 16.

Não estou preparada para isto.

quarta-feira, abril 11, 2012

crónicas de uma mãe ausente #1

Ficou a olhar e a acenar, sentada na sua cadeira, enquanto a avó lhe apertava o cinto de segurança e eu lhe sorria do alto da janela do meu segundo andar.

Ia toda feliz por ir passar a semana em casa dos avós, mas sei - qual mãe bruxa - que ela também sabia que eu por dentro estava um caco e que aquele olhar suspenso e prolongado, era apenas uma forma de me dizer: "está tudo bem".

Carta aberta a 2012

Querido 2012,

Volvidos os primeiros 3 meses, tenho apenas a dizer que o balanço está longe de ser positivo. Além de já me teres provocado valentes taquicardias e desilusões, não tens sido um ano fácil, nem amigo, nem bom para mim.
Por tudo isso, espero, sinceramente, que nos próximos meses me dês alguns (bons) motivos de alegrias, caso contrário terei de deixar de depositar expectativas e esperanças em ti e renegar-te - à semelhança do que fiz com 2011 - como "ano horribilis". Bem sei que tens a pesada e ingrata tarefa de mostrar a tudo e todos de que não és assim tão mauzinho quanto te pintam. Afinal, ter a fama de que o mundo vai acabar em 2012, ou que "és o ano de todas as crises" também não é pêra doce. Eu entendo e respeito, a sério que sim, mas vê lá se percebes uma coisa: eu não tenho culpa, está bem? E essa ideia de que eu sou forte e aguento e dou sempre a volta às coisas, não é assim tão linear.

Serve a presente missiva como uma chamada de atenção. Não me desiludas (again).

segunda-feira, abril 09, 2012

expectativas demasiado elevadas dá nisto


Mais um projecto no qual depositava imensa fé, gorado.
Já andava a fazer planos e a imaginar destinos a dar à coisa e tungas. Não delires, não imagines, não sonhes. Fica aí a marinar e a sentir-te tramada pelo karma desta vida que assim é que estás bem.

Ensinamento já há muito aprendido mas ainda não totalmente interiorizado: "Não sei porque continuo a iludir-me."

Not yet but almost! O grito do ipiranga

Digam-me, sou só eu que tenho a vontade de me enfiar numa loja e de comprar até cair para o lado?
Eu fujo senhores, eu fujo, (das Zaras, das Hm's, das Blanco desta vida) mas há uma parte dentro de mim - qual animal aprisionado - que de andar tão contido está prestes a cometer uma loucura...





(E também "marchava" tratamentos estéticos, com massagens, exfoliações, adelgaçantes e um spa para me fazer esquecer todas as preocupações e elevar a auto-estima. Ah, e também um branqueamento dentário, que o café é um bem essencial para a minha pessoa, mas depois deixa mazelas.
Pronto, assim de repente e que me lembre, acho que era "só" isto)

quinta-feira, abril 05, 2012

A minha vida tem dado muitas voltas e em todos os momentos mais críticos ou decisivos, o medo - esse bicho papão -  esteve sempre presente. Faz parte da natureza humana ter medo. Eu tenho-o e sinto-o muitas vezes e não tenho pudor nenhum em assumi-lo. O medo faz-me parar, reflectir, ponderar e hesitar. Não me faz melhor nem pior, mas também acho que não ter medo não prova apenas coragem, mostra também muita insensibilidade, por isso, ter medo, para mim, nem sempre é um defeito, também mostra alguma humanidade. O truque aqui passa por saber dominar o medo. Enfrentá-lo, olhá-los nos olhos e não nos deixarmos petrificar por ele. Porque há o medo que coage, que intimida, que ameaça e esse tem sempre uma natureza maldosa, é negativo por si só, mas depois há o medo do fracasso, o medo real de falhar, o medo que nos faz dar o salto no desconhecido e muitas vezes seguir em frente. O medo que nos liberta. E quando isso acontece, quando damos o salto, quando nos libertamos, não há melhor sensação. É pura paz de espírito. Mesmo que saibamos que ainda nos espera um longo, tortuoso e incerto caminho pela frente.

ensinamento do dia


Quando enfrentamos o medo sentimo-nos poderosos.

quarta-feira, abril 04, 2012

operação biquíni

Ontem fui à Blanco e dei de caras com ele!
Ali estava, a pedir-me que o levasse para casa.
Ainda hesitei, por ser em padrão tigresse e de eu nem ser rapariga para fazer devaneios de tigresse assim do pé para a mão, mas quando olhei para o preço - já de si barato - e com desconto de 30%, dissiparam-se as dúvidas. Pensei cá para mim mesma: "Há quanto tempo não compras um biquíni novo Mafalda Maria? Humm?" E a verdade é que não compro biquínis há muito tempo e os que tenho estão a ficar com os elásticos já demasiado frouxos e gastos e já estou farta deles. Também é verdade que este ano andava era a pensar num fato de banho - por todos os motivos e mais alguns que agora não me apetece estar para aqui a mencionar - mas encontrar um fato de banho giro e decente é tarefa ercúlea e eu não tenho tempo para isso.
Bom, vai daí, estava eu na Blanco, vejo o biquíni, procuro o meu número, encontrei-o e qual "my precious" versão Gollum, agarrei-o muito juntinho ao peito e não o larguei mais até à caixa.
Fiquei muito contentinha com a minha compra e adoro-o, acho-o lindo de morrer, super fashion, e tudo e tudo e tudo, mas ainda não o experimentei, nem tive coragem para o fazer em casa.
Tenho a sensação de que assim que o vestir, toda aquela aura de satisfação que ainda envolve esta compra irá desaparecer, por isso ando a adiar, a empurrar com a barriga.
Até lá, vou idolatrando-o, namorando-o e mentalizando-me de que a "operação biquíni" está eminente e tem de ser bem sucedida se quero orgulhar-me de mim mesma. Tenho férias marcadas para Julho e um mês para o devolver se for caso disso.
aaaaaaiiiiii!

I can do it!


Dói-me TUDO.
Pronto, era só isto.
Tinha de desabafar.
Ao fim de não sei quantos anos de inércia e de rabo assolapado no sofá a fazer "mapling", eis que resolvi mexer-me e ir correr (se é que posso chamar aquilo de correr... é mais um "arrastar-me"), durante uma horinha.
Vim para casa com aquela sensação de "dever cumprido", orgulhosa de ter levado esta minha decisão até ao fim, mas hoje, hoje sinto-me como se tivesse sido atropelada por um camião.
De qualquer forma, portei-me bem e mereço uma salva de palmas! (mesmo que mal consiga mexer os bracinhos)

Clap, clap.

quinta-feira, março 29, 2012

*#""%&$*#"!!!



Sempre que começo a cantar de galo, as forças divinas lá de cima fazem questão de me fazer regressar à realidade.

E é necessário um grande dispêndio de energia.

EDP, you made my day

Depois de um dia de trabalho, em que a única coisa que realmente queria fazer era esparramar-me na cama (ou no sofá, também servia) e vegetar, mas onde me esperava tudo menos isso, abro a caixa do correio e o que vejo? Pois, contas! Logo ali, as 3 em parelha! A do gás, a da luz e a da água. Ainda nem o mês acabou, ainda nem recebi o ordenado e já me caem contas do próximo mês para pagar. (oh vida ingrata)
Começo a abrir as ditas a medo - porque é sempre preços astronómicos aqueles que me aparecem em casa - e abro a da água e pensei, "ok, está dentro da média". Abro a do gás - geralmente a que me provoca mais taquicardias durante os meses de Inverno devido ao aquecimento central e pimbas, disparou até aos 100 euros... Fiquei apreensiva mas conformada, "deve ser a última alta, porque já não faz frio e já não ando a ligar o aquecimento, pronto, siga, próxima". Mas, o verdadeiro momento foi quando abri a da luz e... tcharam: 155€!
Soltei um grito de dor. Juro. Senti os olhos a saltar das órbitas quando vi o total - 155 euros de luz? Mas como? Como? E já estava em pleno exercício de "drama queen", "ai como é que eu vou sobreviver no próximo mês", "ai como é que eu vou dar de comer à miúda?", "ai isto", "ai aquilo", quando me decidi a olhar novamente para o papel em jeitos de mentalização. Foi aí que o meu coração acelerado e já prestes a descarrilar, sossegou. Na factura da EDP podia ler-se qualquer coisa como "a receber"...  ?!?!?!

O quê?
Espera lá. Será que eu li bem? 155 euros a receber?

Really? :)

Epá, até que enfim, boas notícias! Assim sim, destas "contas" podem chegar todos os meses, mesmo que tenha de ter um desfribilador por perto.


quarta-feira, março 28, 2012

O que é que aprendi com a minha filha

Hoje, uma amiga jornalista, pediu-me que escrevesse algumas coisas sobre o tema "o que é que eu aprendi com a minha filha" para um artigo que está a fazer. A única "directriz", se é que lhe posso chamar assim, era não entrar por aquele discurso que quase todas as mães acabam por ir parar do "amor condicional". Amor condicional já sabemos que existe mas, fora isso, o que é que realmente aprendemos com os nossos filhos quando somos pais, que lição nos dão, que novas perspectivas nos mostram, que facetas da nossa personalidade revelam que nem julgávamos existir? Fiquei a pensar naquilo por um bocado enquanto conduzia e de repente, quando comecei a pôr no papel tudo o que me vinha à mente, saiu de enxorrada.

Aqui fica o resultado, para quem quiser ler por curiosidade, dissertar sobre o assunto, ou tão somente, comparar. (E não, eu não me considero o supra sumo de nada, nem da batata!)

Aprendi que eles também têm dias maus e que temos de os saber respeitar, mesmo quando fazem birras e temos pouca paciência para as mesmas, mesmo quando nos moem o juízo e só nos apetece é dar-lhes duas palmadas naquele rabo, mesmo quando não há explicação - ou motivo - para nos torrarem o juízo. Nós também temos dias maus em que se pudéssemos esperneávamos de facto e fazíamos birras mas, como já somos crescidos e corremos o risco de sermos confundidos com malucos, contemo-nos. Eles não e têm essa vantagem.


Aprendi a ser mais tolerante, mesmo quando acho que não estou a ser tolerante. O que não significa que seja permissiva, há uma diferença. Aprender a ser mais tolerante no sentido de sabermos relativizar, simplificar e aceitar que, com miúdos, mesmo quando impomos regras, nem tudo é da forma como idealizamos e contra isso não há nada a fazer. Temos de aprender a ser tolerantes porque estamos a lidar com uma criança e, dependendo dos casos, não podemos exigir de uma criança a rapidez, o comportamento, ou a percepção das coisas à velocidade que gostaríamos que acontecessem.


Aprendi a não comparar. Ou seja, nós mães temos tendência em evidenciar as gracinhas e desenvolvimento dos nossos filhos como se fossem os melhores, os mais inteligentes, os mais bonitos do bairro. Mesmo que digamos “ah e tal, eu não faço nada disso”, é mentira. Fazemos, é mais forte do que nós. Gostamos de saber se o filho de fulana e sicrana já anda, já come sozinho, já escolhe a roupa, já bebe sumo pela palhinha e depois temos tendência a olhar para o nosso  - que ainda não faz nada disso - e achamo-nos um fracasso. Temos tendência a exigir demais, ou a esperar demais deles, quando tudo tem um tempo para acontecer. Às vezes faço isso em relação à M. não vou negar. Vejo blogues e coisas dos filhos dos outros no facebooks desta vida e penso: “Ah, mas o filho desta, que tem a idade da minha, já faz isto? E ela nada.” Lá está, é o esperar demasiado, é começar a exigir logo muito deles desde pequeninos, porque há essa pressão de que se o meu filho não fizer, está atrasado. Quando não está. A infância é uma altura da nossa vida maravilhosa. Porquê querer que eles cresçam já quando depois vamos sentir tanta falta de lhes dar colo?


Aprendi que amar não é só dizer que sim, é também dizer que não, as vezes que forem precisas, só assim lhes criamos bases e cimentamos a sua personalidade para o futuro. Educar custa, é difícil e pior que tudo, não vem com manual de instruções! Quantas vezes gostaria de ter tido um manual de instruções! Quantas! Mas não há, infelizmente. E mesmo que houvesse, seria sempre o nosso bom senso a ter a última palavra. Não há fórmulas mágicas nem aplicáveis a todas as crianças e cada pai e mãe não deve sentir-se culpado por fazer as coisas de maneira diferente dos que se acham o supra sumo da educação.


Aprendi que ela gosta de ser valorizada quando faz as coisas bem. Se ralho com ela quando erra, porque motivo não deverei elogiá-la quando o merece? Se até nós, adultos, gostamos de ser elogiados e valorizados quando fazemos as coisas bem, porque motivo com eles haveria de ser diferente? Não é torná-los convencidos, nem exagerar os seus feitos, mas permitir-lhes ter confiança nas pequenas vitórias do dia-a-dia.


Por fim, aprendi que a minha filha tem tanto de “fera” e de mau feitio quanto de meiga. Que me surpreende com as respostas mais inesperadas quando lhe faço as perguntas mais banais dando-me verdadeiras lições de bom senso, porque nós, adultos, temos esta tendência de “estupidificar” as crianças precisamente por serem crianças. E que um “gosto muito de ti mamã”, é a declaração mais sincera e bonita de amor que ela me pode dar. Sim, porque como diz uma colega minha: “aproveita agora essas palavras, porque depois crescem e deixam de o dizer, depois nem querem saber de ti.”
E o pior, é que eu sei que isso é verdade.

terça-feira, março 27, 2012

MEC


"Já desisti há muito tempo de lutar pelos meus princípios. Fiz a minha tentativa, as pessoas têm o direito quando são novas, fazem jornais, fazem uma tentativa de editora, tentam mudar a cultura do país, mas a partir dos trinta, trinta e tal, pronto."

Miguel Esteves Cardoso, igual a si próprio, brilhante e sem papas na língua, a traduzir em poucas linhas aquilo que já sinto há algum tempo.  É verdade que não gosto do Paulo Portas e estou longe de votar nele, mas até lhe dou o benefício da dúvida quando "oiço" o MEC a dizer que "Ele é patriótico, é inteligente, tem graça. Há de mandar nesta merda toda". O Paulo Portas para mim é a personificação do tio de Cascais, com um "encosto" familiar confortável que sempre lhe permitiu fazer aquilo que quer e meter-se nas coisas porque "lhe apetece". Para além disso, há ali qualquer coisa na sua fisionomia que me faz lembrar o perfil Salazarista e uma ambição desmedida de mandar, efectivamente, "nesta merda", e só essa ideia assusta-me... Mas pronto, por mais liberal que me considere (ou pense que sou), também concordo quando diz que "Essa ideia de que a cultura  é uma coisa de esquerda é uma das ideias mais perniciosas que há". Afinal, um pouco de conservadorismo nunca fez mal a ninguém e uma pessoa quando caminha na idade tem tendência a acomodar-se e a deixar os actos revolucionários para quem tem energia (e tempo) para eles.
Mais, aqui.

quinta-feira, março 22, 2012

Keep calm...

Hoje uma amiga disse-me que detesta pessoas piegas (isto a propósito de lhe ter dito que queria ir ver o filme da Florbela. Se o nosso primeiro-ministro a ouvisse, certamente que lhe daria uma pancadinha nas costas em jeitos de aprovação). Mas pronto, voltando à pieguice e à Florbela, dizia-me ela que detesta a mulher, que só tem vontade de lhe bater nas ventas, que "ai, ai, apaixonei-me pelo meu irmão" não é para ela. Que só tem vontade de a sovar. Que "quero amar este, aquele e o outro, perdidamente", sim senhora, tudo bem, mais do que isso, só à estalada e que síndromas de "mimimi" para ela, não resultam.
E eu, que sou uma piegas de primeira e que tenho noção de possuir um discurso fatalista e "mimimi" pûs-me a pensar naquilo. Não na Florbela, de quem sou uma adepta e fã convicta e assumidíssima, mas no "mimimi" que habita em mim.  
E sim, eu tenho consciência que o "mimimi" não é atractivo para ninguém, que chega a um ponto em que só tens vontade de te virar para o outro e dizer: "vê lá se mudas de registo" e dar-lhe duas chapadas, directas e frontais para ver se acorda para a vida e se reage. Eu própria tenho tanto de piegas e "mimimi" quanto de bruta, por isso é que a entendo e gosto que ela me diga preto no branco tudo aquilo que eu própria sei mas não quero assumir ou enfrentar. Porque no final e, apesar do discurso polido e frontal, ela quer é mimos. E porque gosto de pessoas directas que, mesmo quando me dizem as verdades, o dizem com sinceridade e que não se coíbem de mostrar os meus defeitos nas alturas em que eu realmente preciso de chapadas, mas também de me dar mimo ou levantar o ânimo quando sabem que eu necessito de colo.  

quarta-feira, março 21, 2012

365

Decidi começar ontem - em data redonda e para celebrar a Primavera - um novo "projecto" - chamemos-lhe assim.
365.
365 fotografias. Uma por dia.
De tudo, de nadas, de bocados meus, de coisas, do que me chamar a atenção.
Como não tinha a máquina fotográfica à mão, mas não queria perder a data redonda e primaveril, socorri-me do telemóvel, fazendo justiça ao ditado "Quem não tem cão, caça com gato".
Vai daí, deu nisto.
Está bera, eu sei, mas o que interessa é começar, afinal, tenho 364 dias para apurar a técnica.

Lição do dia: Não há velhinhos ansiosos

Perguntaram-me hoje se buzino muito quando conduzo. E eu, fiquei ali a pensar que até sou refilona q.b. e praguejo bastante, mas buzinar, nem sou muito disso. Sou mais de fazer sinais de luzes - um hábito terrível, eu sei, que ganhei com o meu ex-marido que, à mínima coisa, lá estava ele em modo condutor agressivo a fazer sinais de luzes intermitentes e em repeat para o condutor da frente. Eu sou mais de praguejar e ir ali a "refilar" entre dentes, culpabilizar a minha triste sina e pôr as culpas no destino que faz com que, frequentemente, me depare com este tipo de situações, como se fossem mensagens provenientes de uma força maior que me diz para ter calma mas que têm apenas o efeito contrário, pois fico ali a respirar fundo e a contar até dez numa tentativa falhada de auto-controle e no fim, em crescendo, rebento, perco as estribeiras e a calma toda e praguejo... ou buzino!
Bom, isto tudo para dizer que hoje de manhã, quando me dirigia para o trabalho - já atrasada, as usual - deparo-me com um velhinho na faixa da esquerda a conduzir a 30 kms/h. Ora aqui está a típica situação que me faz refilar, praguejar e fazer sinais de luzes. A conjugação de 3 factores: velhinho + carro + faixa da esquerda a 30 kms/h.
Mas eu, que já sou crescida e dona de auto-controle q.b., não buzinei. Não, nada disso. E só fiz sinais de luzes em modo de: "Hello, estou aqui, gostava de passar e andar mais depressa, por favor afaste-se", quando já sentia o desespero a apoderar-se de todo o meu corpo e os carros das outras faixas a passarem-me ao lado. Mas o senhor velhinho lá continuou, impávido e sereno, com toda a calma e tranquilidade do mundo - ou não fosse ele uma pessoa velhinha e as pessoas velhinhas são sempre  calmas e serenas - que nunca este mundo conheceu um velhinho nervoso e ansioso. (por isso, há esperança para mim!)
E eu resignei-me. Não ultrapassei à má fé - ou seja, meter-me na faixa do meio para logo a seguir lhe passar à frente - nem dei uma de mulher à beira de um ataque de nervos, a buzinar como se não houvesse amanhã. Simplesmente resignei-me.
Mas qual não é meu espanto quando vejo o semáforo a ficar amarelo e o carro do senhor velhinho ainda a uma boa distância e, em vez de abrandar, como seria de esperar e como eu própria já estava a fazer, continuou - impávido e sereno - na sua velocidade louca de 30 kms/h, passando o vermelho como se nada fosse.
Foi aí que percebi.
Os velhinhos são todos calmos e serenos - porque no fundo, têm todo o tempo do mundo e já nada vale assim tanto a pena para nos cansarmos antecipadamente - mas um pico de adrenalinazinha logo pela manhã, fá-los sentir vivos e dá outro sabor à vida.

Porque hoje é Dia Mundial da Poesia...


... e porque sem ela a vida não teria o mesmo encanto.

A Tua Voz de Primavera

Manto de seda azul, o céu reflete
Quanta alegria na minha alma vai!
Tenho os meus lábios úmidos: tomai
A flor e o mel que a vida nos promete!

Sinfonia de luz meu corpo não repete
O ritmo e a cor dum mesmo desejo... olhai!
Iguala o sol que sempre às ondas cai,
Sem que a visão dos poentes se complete!

Meus pequeninos seios cor-de-rosa,
Se os roça ou prende a tua mão nervosa,
Têm a firmeza elástica dos gamos...

Para os teus beijos, sensual, flori!
E amendoeira em flor, só ofereço os ramos,
Só me exalto e sou linda para ti!

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

terça-feira, março 20, 2012

Glow & Ties

Hoje tive a oportunidade de descobrir dois projectos que me cativaram instantaneamente. Um português e o original, que lhe serviu de inspiração e que acabou por ser recriado.
Em ambos, há algo que, para mim, contém a fórmula mágica que leva as pessoas a gostar e a seguir: o contar histórias de pessoas, por pessoas.
O permitir abrir a janela do privado - de forma bonita e cuidada - quase pincelada a toques de magia, com luz e beleza, de todas as pequenas coisas que enchem o nosso quotidiano e fazem da nossa vida aquilo que ela é: os nossos pequenos prazeres, aquilo que nos define, o nosso espaço, as nossas pessoas.
Sempre gostei disso, porque eu própria sou assim. Gosto de pequenas coisas e aprecio o detalhe. Porque é o detalhe que nos caracteriza, mesmo quando todos gostamos de café com leite ou de gelado de morango. A forma como agarro a minha caneca de café com leite de trás para a frente, define-me, conta aquilo que sou, dá-lhe (gosto eu de imaginar) um toque quase poético. E o facto de gostar de o beber a escaldar faz de mim quem sou. E se o fotografo e conto isso mesmo, partilho partes de mim a muitos que, independentemente de gostarem de leite a escaldar, se calhar agarram na caneca da mesma forma e se identificam, criando laços.
É por isso que tenho tanto prazer em contar histórias. Elas aproximam as pessoas. Expõem-nas, é um facto, mas ligam-nas. Alimentam o lado voyeur que todos temos - e que não tem de ser mau.
Uma das coisas que mais prazer me dá é ver janelas de outras casas à noite. Ver e perceber como é que cada um de nós, na sua vida diária, submerso no seu mundo e preocupações, vive. Como organiza o seu espaço, como interage com os que o rodeiam. É como se fosse um livro, cheio de personagens prontas a contar uma história, cheias de segredos por desvendar.
Para mim, espreitar uma janela e ver o interior de uma casa não tem nada de perverso - pelo menos deste meu prisma - mas de inspirador.
É por isso que quando vejo imagens destas e projectos destes, tenho vontade de criar algo semelhante.

Stomach meet butterflies

Há coisas que não há volta a dar. Eu vejo e apaixono-me. Instantâneamente.
É como se as borboletas - de que toda a gente fala - se debatessem, violentamente, contra as paredes do estômago, só pela excitação.
Na minha cabeça rodopiam ideias e imagens que me servem de inspiração diária. Sou muito visual, assumo. Gosto de cores e de formas e de estética, tudo adornado e enquadrado, como a canção da Adriana.
E a arte, seja ela primária ou ficcionada, sempre me moverá. Sempre despertará a minha atenção e fará o meu coração bater mais depressa.
Simples, colorida ou monocromática, pelos dedos de uma criança, ou entre tintas, pincéis, letras, tecidos ou como forma de expressão individual, a arte, a arte sempre me servirá de consolo quando o mundo me parece cada vez mais cinzento.
É por isso que hoje descobri este livro e sinto que me apaixonei outra vez.
É tão bonito e simples, torna a arte tão acessível a qualquer um, desmistifica-a de uma forma tão divertida, que é uma pena muito grande não esboçarmos um sorriso só em ver as imagens.
É pura felicidade instantânea.


sexta-feira, março 16, 2012

Really?!?

Ir ao supermercado é deixar que me assaltem e eu a ver. A sério, eu contenho-me o mais que posso, olho duas e três vezes para os preços, faço cálculos mentais sobre o valor que já levo dentro do cestinho, escolho marcas brancas e não vou em grandes pruridos de qualidade e afins - sou a pior consumidora fiel a marcas que podem conhecer, dêem-me uma marca branca 0,03€ ou até mesmo 0,02€ mais barata e pronto, lá vou eu - mas chegar à caixa e ter uma margem de erro de mais de 10 euros, porra pá, custa!

olha a celulítica!!

Pronto, eu nem sou destas coisas, que celulítica todas temos e sabemos que a gaja se instala quando menos se espera mas, como ando atormentada com o assunto e o Verão aproxima-se a passos largos, não vou negar que é com alguma satisfação feminina que vejo que afinal, afinal, há outras e nem a Bárbara Taborda escapa!

Xô tentação, xôôô!

Hoje lembrei-me de um prato que não como faz tempo, mas que adoro!

Tomatada.

Diz que é uma espécie de ovos escalfados com molho de tomate e cebolada (muita cebolada) acompanhados de batatas fritas.

É divino. Só de falar nisso já estou para aqui a salivar qual cão de pavlov.
É divino mas terrivelmente calórico, logo, não como há séculos. Mas hoje, hoje ao ler alguns blogues por essa blogosfera afora - e nem sei bem como nem porquê - veio-me a tomatada à mente.

Há coisas que a própria razão desconhece.

terça-feira, março 06, 2012

a antítese

É achar-me gorda sempre que experimento roupa e me vejo ao espelho, andar a tomar desintoxicantes para o corpo e adelgaçantes, aplicar anti-celulíticos e exfoliantes e depois, sucumbir à tentação e empaturrar-me com um hambúrguer à hora do almoço.

Sou tão fraca que dá dó.
Mas pedi "águinha" em vez de coca-cola, só para descargo de consciência.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Do dia dos namorados

Sim, sou lamechas e chorona e romântica e carente e, apesar de tudo, continuo a acreditar cegamente no amor. E sim, gosto de ser surpreendida, sempre. E de ter apontamentos românticos neste dia e nos outros dias e que a pessoa que tenho a meu lado, -  tenha o discernimento e a flexibilidade -  para entender tudo isso e mesmo assim me adorar, respeitar meus silêncios, os meus sonhos, as minhas lamúrias e as minhas vontades. E mesmo assim, cega e desesperadamente, continuar a achar que sou maravilhosa, única e pirosa também, como tenho noção que consigo ser. E complicada.
E utópica, porque homem assim não existe. :-P

Friends will be friends?


Já aqui falei várias vezes sobre as amizades, como as mesmas se transformam, ou tão somente, como deixam de fazer sentido. Também já aqui falei de como as minhas amizades têm sofrido alterações ao longo dos anos, com avanços e recuos, como, acho, acontece com toda a gente.
Não sou utópica ao ponto de achar que as amizades mais antigas, manter-se-ão inalteradas com os anos,  ou que o grau de proximidade e intimidade com certa pessoa(as) não se altera. Mas este fim-de-semana constatei, num jantar entre amigos que, por mais que aparentemente esteja "tudo bem" e que continuemos a nos encontrar para jantares e comezainas, para rir e conviver, aquilo que nos prende, aquilo que realmente nos une, é quase nada. É um fiozinho muito ténue, quase quebrar.
E que não é isto que define uma amizade. Não são as vezes que nos sentamos a uma mesa para rir e comer e fingir que está tudo bem. Não é que não seja bom e que esses momentos não sejam, igualmente, necessários. Mas uma amizade deverá ser mais do que isso, certo? Para isso eu não preciso de amigos, tenho "conhecidos", "colegas", pessoas com quem convivo sem achar que tenho com os mesmos uma relação de cumplicidade, de partilha ou, até mesmo, familiar. E sim, eu sei que muitas vezes sou possessiva e dura, com laivos de ciumeira à mistura, mas quando o faço - e se o faço - é porque realmente me importo com as pessoas, é porque gosto delas a sério, é porque me sinto magoada.
Caso contrário estaria a marimbar-me para o assunto, não estava nem aí, queria lá saber se iam passar férias, quando iam passar férias ou com quem estão. Se o faço é porque me sinto e, já dizia a minha mãe, "Quem não se sente não é filho de boa gente".
E eu subscrevo.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Aviso à navegação: post pessimista

É mesmo isto que eu sinto.
Actualmente não vivo, sobrevivo.
E isso provoca-me cada vez mais angústia.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Acho que já aqui tinha mencionado o quanto as segundas-feiras em que ela vai para o pai me são dolorosas. A de ontem foi particularmente difícil. Chegar a casa e entrar no quarto dela, vazio, mas com o cheiro dela por todo o lado, os brinquedos tal como os deixou, a fralda e a chucha, fazer-lhe a cama deixada aberta e desmanchada com a pressa da manhã, ter a imagem, repetidamente, a vir-me à mente em forma de flashs de quando a deixei na escola e lhe dei um beijo a correr e um abraço e a chamei, mais do que uma vez, para que se despedisse de mim novamente porque de repente, lembrei-me, que aquela era a última vez que a ia ver esta semana.
Ontem custou muito. Hoje custa-me ainda mais.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Madonna

De ficar siderada. Like it or not.
(I like it, a lot!! Embora já comece a achar que, há certas coisas, em que começa a cair no ridículo, mas diga-se o que se disser, é, provavelmente, uma das últimas grandes artistas no activo. Qual "Gagás", qual quê...!)

Respect

Sabem aquelas pessoas que nos irritam, pela postura, pela maneira de ser ou de estar na vida, pela forma blasé com que lidam com tudo? Pois bem, conheço uns quantos casos assim - e que geralmente merecem o meu desprezo mais profundo - e depois tenho outros, com os quais lido todos os dias e que, por mais que queira, não consigo ficar indiferente. O que este post tem de diferente - e não, não se trata de uma dissertação filosófica da vida embora pareça - é que aprendi a dar uma nova oportunidade a essas pessoas, ou melhor, a tomar consciência de que todos, sem excepção, não somos aquilo que parecemos ao primeiro olhar e ao primeiro julgamento. Contra mim falo, que nessas coisas sou bastante implacável,  - "qualidade" típica escorpiana, onde uma vez julgado, julgado para sempre - dando pouco ou nenhum crédito a quem me cai em... pois, isso, descrédito.
Bom, isto tudo para dizer que tenho uma colega que, apesar de já aqui estar a trabalhar há uns 3 ou 4 meses, de início me irritava profundamente. Bom, irritou a quase todos, é certo, mas que aprendi a relativizar. Aliás, sei que aquilo não é defeito, é mesmo feitio e pronto, com base nessa premissa, lá vou lidando com ela, dando-lhe pouca confiança, mas rindo-me em conjunto de algumas situações banais que permitem a socialização.
Na sexta-feira descobri-lhe o blogue e fiquei siderada. Aquela pessoa, ligeiramente arrogante e irritante, afinal, vai-se a ver e escreve como ninguém, é dona de sensibilidade e, pasme-se, até bom senso, além de culta, extremamente e estupidamente culta.
Confesso que fiquei assim a modos que, ligeiramente invejosa. Sim, assumo, o meu pecado capital é a inveja e toda a gente que escreve estupidamente bem e viaja e conhece mil e uma coisas interessantes que dão sempre óptimos temas de conversa e despertam a atenção dos outros. Queria ser uma dessas pessoas. Mais, esta pessoa de quem falo tem 2 filhos pequenos, - um deles da idade do meu - e é magra, estupidamente magra e culta. (ah, porra, esqueci-me que já tinha mencionado essa característica mais do que uma vez, esta minha parte invejosa bloqueia-me o cérebro).
Bom, tudo isto para dizer que fiquei a vê-la com outros olhos. Merece o meu respeito. Consigo escrutinar-lhe ligeiramente a alma e analisar - qual psicóloga - alguns dos comportamentos demonstrados.
Claro que isso não invalida que, em certas coisas, continue a achar as atitudes dela meio desbocadas ou temperamentais, mas, como tudo na vida, há uma explicação por detrás das mesmas.
E, by the way, o blogue dela tornou-se uma das minhas leituras diárias. (que não irei revelar aqui, sob pena de alguém a conhecer e descobrir de quem falo, o que, convenhamos, não é bom).
Mas pronto, era isto. A vida a dar-me chapadas de aprendizagem.
É sempre um bom tema para uma segunda-feira de manhã.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

pequenos luxos

Não suporto frio. Assim como não suporto calor. Ou melhor, eu até gosto do frio - prefiro-o ao calor - mas não suporto ter frio, pois sou uma pessoa gelada por natureza. E ter a casa fria, sentir frio, para mim, é um desconsolo, um tormento. Não consigo, por mais mantas que coloque, por mais casacos que vista.
É por isso que um dos meus poucos luxos actuais é ligar o aquecimento lá de casa. Caramba, uma pessoa tem as coisas e depois tem de passar o Inverno a tiritar o dente para não gastar? Que se lixe! E toca de ligar o aquecimento todos os dias. Mas nem é à fartazana, é assim só à envergonhada, do tipo duas, três horinhas por dia e, mesmo assim, a factura que me chegou a casa esta semana é de me fazer pensar se não compensa mais andar com a botija de água quente amarrada à cintura e com um fato polar vestido. Tenho perto de 200 euros para pagar em gás! Em gás!
Mais, quando digo isto, tenho aquela sensação de a maior parte das pessoas achar piada como quem: "Ah, queres ter aquecimento em casa e estar quente e agora não queres pagar, mula? É bem feita que é para aprenderes a não dar uma de fina. Passa frio como o comum dos mortais e é se queres". Claro que não é bem assim, estou obviamente a exagerar, no entanto, noto que as palavras "aquecimento central" fazem comichão a muito boa gente, como se o facto de estarmos no pico do Inverno e as temperaturas estarem abaixo dos 10ºC fosse uma coisa perfeitamente normal e "suportável", principalmente quando se mora num prédio que data de 1939, onde as paredes são de pedra e faz um frio do caraças.
Mais, quando conto a história todos rematam com um "bom, agora já sabes". O que quer isto dizer? Que por ter uma conta destas vou esquecer que tenho aquecimento em casa? Que vou fingir que estou no Caribe quando me sinto na Sibéria? Que terei de encontrar outras formas de me aquecer? Bom, até posso tentar refrear-me um pouco e nem ligar todos os dias, ou tantas horas (como se ligar por duas ou 3 horas fosse uma "loucura" indigna), mas caramba, eu sou daquelas pessoas que posso ter uma braseira ao pé da cara e acho que assim é que se está bem, que está quentinho e acolhedor, quando toda a gente já só tem vontade é de andar a correr nu pela casa. 
Por isso, estão a ver o meu drama para este fim-de-semana, não estão? Onde dizem que as temperaturas vão ser negativas... Acho que vou até ali à Decathlon ver os fatos para a neve. Assim, além de dar uma de "fina" por ter aquecimento em casa, posso sempre argumentar que comprei o fato porque estou a pensar ir de fim-de-semana até ao Alpes Franceses.

Casual Friday

Hoje decidi vestir uma camisola dourada que comprei nos saldos da Zara.
Demasiado dourada devo dizer.
Estou aqui no escritório em modo "encolhida" e a praguejar internamente e a mim mesma, o ter tido a coragem e a ousadia, de vestir isto em plena luz do dia.
Pareço uma bola de espelhos. Acho que posso ir enfiar-me na casa de banho e mesmo assim sabem que estou lá porque vêem o reflexo dourado por baixo da porta.
Está bem que é casual friday e tal e coiso, e os devaneios são mais ou menos permitidos, o expressar a nossa personalidade na indumentária também, mas... God, há dias em que faço as piores escolhas.
(e já não tenho 20 anos...)

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Alguém me dê um estalo por favor - parte II


Semaninha de merda esta que estou a ter.
Farta de clientes até aos olhos. Farta de aturar gente parva e, acima de tudo, com uma neura descomunal.
Se calhar o problema não são os outros, sou eu. Não sei, só sei que ando em modo "bomba relógio" e com muito pouca paciência. Malvado SPM.
Para terminar, tenho a miúda a "chocar" alguma.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Do fim-de-semana

Terminei a semana na sala do cinema, ou melhor, comecei o fim-de-semana na sala do cinema. (É mais isto)
A escolha, "Os Descendentes", que diz que os Óscares estão a chegar e há que ter algum critério (e opinião) sobre os filmes nomeados.

Gostei. Gostei mesmo muito, ao contrário da minha colega que, antes de eu me atrever a comprar o bilhete, me disse que tinha visto o filme em casa, que "era uma seca", que "graças a Deus que não tinha pago para ir ao cinema ver aquilo", que "quase adormeceu". Confesso que ainda hesitei e fiquei ali quase, quase a desistir, mas ainda bem que não o fiz, pois tive uma agradável surpresa.
É verdade que não é nenhum filme "tcharan", nem com uma história fantástica, mas é precisamente por ser tão banal que gostei dele. Gosto de histórias simples, de coisas com as quais me possa identificar e este tem a particularidade de centrar a sua história em algo que me toca profundamente: a vida em comum, o desencantar de uma relação, a rotina, o marasmo em que se tornam os nossos dias, a dedicação e valorização excessiva de coisas que, afinal, não são assim tão importantes, nem tão prioritárias, são todas secundárias, a família como o pilar do nosso ser, daquilo que nos define, daquilo que realmente somos.
Ri-me muito em certas cenas, mas também saí da sala com o coração apertadinho e cheia de vontade de chorar - copiosamente -  tudo o que ainda não havia chorado no escuro do cinema. Gostei da interpretação do Clooney, por muito simples e pouco complexa que possa parecer, mas daí a merecer o óscar... bom, já tenho as minhas dúvidas. Quanto ao resto, adorei a interpretação da filha mais nova (Amara Miller) e fiquei extasiada pela beleza da filha mais velha  - Shailene Woodley.
Resumindo, gostei e se estiverem numa de dar valor ao que têm e fazer uma breve reflexão sobre a vossa vida, então é perfeito! Também é filmezinho de manta e sofá, mas valeu a pena.

alguém me dê um estalo por favor


Este fim-de-semana estive rodeada de bebés "piqueninus" e bateu forte a saudade de ter novamente um na minha vida.
Como se tivesse tempo, dinheiro (e vida!!) para isso!







( Porque é que nós mulheres temos sempre tendência a só nos lembrarmos das coisas boas e em romantizar tudo? Porquê?)