segunda-feira, janeiro 28, 2013

Os meus 5 minutos de fama...


Foram ontem, quando saí na edição de Domingo da Revista do Correio da Manhã a opinar sobre blogues e tendências e como tudo é visto pelos consumidores e pelas marcas. Foi curtinho, uma caixa, mas foi uma experiência gira. Deu para avisar a famelga e amigos, numa espécie de ego insuflado e contribuir para o aumento das vendas do CM de ontem.
Mas o mais engraçado, foi estar nas urgências do Hospital - os meus achaques não desapareceram durante o fim-de-semana e acabei por dar a mão à evidência e dirigir-me ao hospital - e estar uma senhora com a revista na mão, aberta na página onde estava a minha fotografia a olhar fixamente para mim. Olhava para a revista, olhava para mim, olhava para a revista, olhava para mim. Para ajudar, eu levava uma boina, tal como na foto mas de outra cor e o mesmo colar e camisa.
Caso para dizer: não descure os pormenores - nem mesmo quando vai ao hospital - nunca sabe com quem se irá cruzar.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Thank God it's Friday!

Passei o dia todo com quebras de tensão, mas daquelas fortes, em que sinto que me vai dar uma coisinha má e me estatelo de cabeça a fundo no meio do open space. O coração muito acelerado, a vista a ficar desfocada, uma espécie de dormência na mão direita. Já tive isto uma vez e fiquei assustada. Na altura liguei para a linha saúde 24 e pela descrição dos sintomas disseram-me que podia ser o princípio de um AVC e que devia de ir imediatamente ao hospital. Assim o fiz. Quando cheguei às urgências fiz todo o tipo de exames e não encontraram nada. Diagnóstico: ataque de ansiedade. Volta e meia os sacanas dos nervos pregam-me partidas e hoje pimbas. Igual. Não fui ao hospital mas à farmácia, onde me mediram a tensão e disseram que tinha a mínima alta, portanto não havia dúvidas, eram os sacanas dos "nerbios" outra vez!
O corpo a ressentir-se de tudo o que tem acontecido nos últimos meses e a dar de si. Sopas e descanso é o meu remédio.
Thank God it's Friday!

quinta-feira, janeiro 24, 2013

2013 foi o ano em que prometi cuidar mais de mim


Ontem fui fazer uma massagem às costas - excelente por sinal - que me foi oferecida por uma amiga que também tinha experimentado e que deu o meu nome para receber uma demonstração.
Foram apenas 15 ou 20 minutos, soube a pouco, mas foi MA-RA-VI-LHO-SO! Sem dúvida a melhor que até agora já tive oportunidade de experimentar.
Imbuída do espírito, hoje já marquei, para sábado, uma massagem de pedras quentes que ganhei num passatempo online - por altura do Natal - e que ainda não me tinha atrevido a gozar. Como prometi a mim mesma que em 2013 vou tratar mais e melhor de mim,  peguei no telefone, liguei, consegui a marcação e sábado lá vou eu para mais uns momentos de puro prazer. Além disso, foi tudo de borla!
Gosto disto.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Pequenos Desabafos#31

Hoje sonhei que tinha tido um bebé, mas algo assim muito blasé, do género, fiz um pequeno esforço e pufff, saiu uma criança. Mais, eu não me combali, nem comovi por aí além e muito menos perdi tempo, no dia seguinte já estava a trabalhar, muito airosa e sem dores, como se nada de mais tivesse acontecido.
Confesso que a imagem não me sai da cabeça, pela forma como me perturbou o raio do sonho.
Como sempre, fui ver o significado e, à semelhança deste outro sonho, pelos vistos é positivo!
 
 "Ver um parto é indício de acontecimentos positivos.
   Dar à luz: alcançará a sua meta."
 
 
Venham dai as boas notícias e as metas alcançadas, não se demorem, pleaassseeeeee!
 

Be aware

Hoje fui fotografada para uma reportagem que irá sair domingo com a revista do jornal Correio da Manhã.
 
Be afraid, be very afraid!

terça-feira, janeiro 22, 2013

Terça-feira é dia de Saltos Altos!

Chove muito, está um frio glaciar, mas é terça-feira, certo? Então aqui fica algo para vos aquecer a alma e os pézinhos! Mais uma crónica no blogue "A Vida de Saltos Altos" do Expresso. A desta semana fala sobre: "Produções independentes" e da bela da Mónica Cruz.
E vocês, eram capazes de fazer algo semelhante? Quando o príncipe encantado nunca mais chega e o relógio biológico grita alto, devemos partir para a "luta" sozinhas?
Eis a minha opinião sobre o assunto.

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Ainda sobre as "ex"

Epá, tão, mas tão bom.
Não teria respondido melhor.
(Adoro a ursa!)

sexta-feira, janeiro 18, 2013

É sexta-feira, yeah!

Adoro as sextas-feiras depois do trabalho.
É dos meus maiores prazeres, ir buscá-la à escola e irmos para casa sem a perspectiva de fazermos tudo a correr como nos outros dias da semana.
A sexta-feira é o nosso dia "sem regras". 
Não queres tomar banho? Não tomas.
Queres deitar-te tarde? Então deita.
Queres brincar? Então brinca.
Acho que depois de uma semana de correria intensa, em que quase nunca tenho tempo para nada, saio tarde, ando irritada e em que sinto que ela reclama atenção, à sexta merece (merecemos) não ter o peso da responsabilidade de fazer tudo "by the book" e sermos um bocadinho livres. Ela e eu.
É por isso que nas sextas-feiras em que ela está comigo, o nosso jantar é quase sempre lasanha! É só chegar a casa, pôr no forno e não me preocupar com mais nada. Descansa ela e descanso eu das obrigações de fazer comer todos os dias.
E hoje não será excepção. 
Can't wait.

update do último post


O demónio que há em mim ganhou.
E eu desgracei-me toda.

Tentações do demo

Apetece-me, apetece-me mesmoooooo MUITO ir almoçar ao Macdonald's e ir arranjar o cabelo.
Não necessariamente por esta ordem, é certo, mas esta possibilidade de satisfazer dois prazeres mundanos em apenas hora e meia agrada-me bastante neste dia cinzento, chuvoso e frio.
(Mas depois não pode haver cá "mimimis" a dizer que estou gorda, que tenho o rabo incrustado de celulite ao mais alto nível, que tenho barriga de grávida, que a roupa não me assenta bem, que o Verão está a chegar e que vou de burca para a praia.)
Estou aqui numa luta interna ao mais alto nível, mas o diabo que há em mim está a ganhar.
Sou uma fraca.

quinta-feira, janeiro 17, 2013

o cúmulo da sorte e do azar ...

É entrar na loja dos chineses cá do burgo para ir espreitar as bugigangas e dar de caras com um monte de sapatos com um mega cartão a anunciar: "Promoção, tudo a 5 euros." Claro que aquilo é logo um chamativo para a minha pessoa e toca de ir ver. No meio de sandálias pavorosas e xanatas cheias de brilho, descubro umas botinhas pela canela para a miúda e com o número dela! As únicas à vista. Confiro que está tudo bem, olho novamente para o preço, pergunto ao chinês se é mesmo aquele o valor e agarro na caixa que tinha o outro pé, meto-a rapidamente debaixo do braço e ala que se faz tarde. "Oba, oba, consegui encontrar as botas para a miúda! E a 5 euros! Sou a maior! Sou a maior! A raínha das pechinchas! Ninguém me ganha!" E pronto, assoberbada com a minha própria sorte, lá fui eu pagar.
Chego ao escritório e não resisto a comentar com a minha colega do lado que tinha comprado umas botas super giras para a miúda, no chinês, por apenas 5 euros. Toca de tirar da caixa e mostrar, muito orgulhosa do meu feito, da minha compra. Qual não é o meu espanto quando a mesma me diz, com uma bota em cada mão: "Mas Mafalda, são as duas do mesmo pé!"
E não é que eram mesmo? Fiquei para morrer. Lá voltei à loja na esperança de encontrar o outro pé para fazer o conjunto, mas rien. Já não havia nada. Sumiu-se. Alguém levou duas botas do mesmo pé e não se queixou. (Como é que é possível?)
E foi assim, num minuto tenho botas para a miúda, no seguinte não tenho nada. Mas pronto, lá me devolveram-me os cinco euros. Ao menos isso!

quarta-feira, janeiro 16, 2013

Já não é terça-feira mas ainda vou a tempo

Com tanta coisa que se tem passado nos últimos dias, esqueci-me de colocar aqui o meu texto que saiu ontem em "A Vida de Saltos Altos" do Expresso.
Podem lê-lo, aqui.

Logo para começar o dia

Eu bem tento levar as coisas na desportiva, viver um dia atrás do outro, não atrofiar, não pensar muito no assunto, continuar a fazer o meu trabalho o melhor que sei e o melhor que posso.
Mas há dias... há dias em que só me apetece mandar tudo à merda!

terça-feira, janeiro 15, 2013

Post pouco indicado a estômagos sensíveis

Hoje sonhei com merda. Desculpem-me as almas mais sensíveis pela frontalidade, mas não há forma de descrever a visão com que o meu subconsciente andou entretido durante a noite.
Vários "cocós" caídos no chão da minha casa de banho, no papel higiénico, por todo o lado. Um nojo do piorio.
Claro que acordei impressionada com aquilo. Tanta coisa boa para sonhar e tinha logo de perder tempo de sono com cagalhões. Mas agora, num intervalo entre uma coisa e outra aqui no trabalho, coloquei no google para ver o que dava a interpretação do sonho e por todos os sites o prenúncio é de muita sorte nos negócios, no trabalho e dinheiro.
Epá, se eu soubesse tinha sonhado com uma estação de tratamento de resíduos sólidos ou com uma fossa! Para sonhar, há que ser à grande!

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Guia para um final feliz


Tinha ganho bilhetes para a antestreia. Eu, que quase nunca ganho nada, pimbas, toma lá dois bilhetinhos para ir ao cinema sem pagar um tostão. "Maravilha", pensei eu, que isto em tempos de crise a cavalo dado não se olha ao dente. Mas no dia da antestreia,  eis que surje a proposta da festa surpresa a um amigo e tive de escolher entre uma coisa e outra. O cinema caiu em prol da amizade e dei os bilhetes a outra pessoa que foi no meu lugar. Não me arrependi, mas como queria mesmo muito ir ver o "Guia para um final feliz", fui logo a correr no dia seguinte.
Gostei. É giro. É asneirento, directo, desconcertante em alguns momentos, tem um De Niro ao seu melhor nível e um Bradley Cooper bonitão e num registo diferente daquele a que estamos habituados.
Mas não sei porquê, esperava mais. Teve um final previsível, acho que foi isso.Mesmo tendo passado todo o filme a torcer para que assim fosse.
Gajas, vá-se lá entendê-las.

Dos saldos

Eu a pensar que já tinha encerrado as minhas compras nestes saldos e hoje, só para contrariar, foi o dia em que mais enfeirei. Dá-me um grande gozo comprar valentes pechinchas já nos restos dos saldos, quando já toda a gente foi e comprou o que tinha a comprar e acha que já não vale a pena ir! É nessa altura que eu gosto de espreitar, pois os preços descem ainda mais e as lojas vão repondo com coisas que não estavam logo de início. Encontro sempre peças de babar, a preços surreais, como por exemplo, o casaco que passei todo o inverno a namorar, da Mango e que comprei por tuta e meia. Tornou-se o meu mais recente indispensável. Em tweed e com formato blazer, fica bem com praticamente TUDO! Adoro-o.
Mas hoje, hoje comprei umas sabrinas pretas com tachas e umas botas camel, rasteirinhas e super cool, por  apenas 12,50€! E uma mala por 11€! Já para não falar no que comprei para a pequena cria. Ficou-me apenas a faltar umas botas para a miúda que ainda aguentem este Inverno e que fiquem bem com saias e calças, mas ainda não perdi a esperança!
Estou feliz.
 
 

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Pequenos Desabafos# 30

Amanhã tenho marcada uma limpeza de pele acompanhada de radiofrequência. Uma horinha a tratar da "montra" para ver se fica com um aspecto mais saudável e jovem. Foi uma compra baratinha, através de um voucher do Odisseias e que eu estou em pulgas para experimentar.  Mas não vou sozinha, o rapaz vai comigo, que estas  coisas de cuidar do corpo e do rosto já não são acepipes exclusivamente femininos. Há já algum tempo que ele lá desabafou que gostava de fazer uma limpeza de pele  - e ele nem é nada destas coisas, nem de dizer que gostava de fazer ou experimentar o que quer que seja - por isso, quando vi estes vouchers a 9,90€ nem pensei duas vezes, comprei logo dois, um para mim e outro para ele e marquei. Vamos amanhã.
Mas o mais engraçado no meio disto tudo, é terem-nos convidado para um jantar amanhã à noite, em casa de uns amigos dele, um convívio sossegado e animado - mesmo como eu gosto - e ele ainda pensou duas vezes antes de aceitar, não vá estarmos com ar de "peles vermelhas"!
Está cheínho de medo!

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Rir até doer a barriga

Ontem tive o jantar de aniversário de um amigo meu. Foi uma festa surpresa onde conseguimos juntar todos, ou quase todos, em redor de uma mesa, sem o mesmo saber de nada e fazer uma grande algazarra quando ele chegou. Pode parecer estranha esta relação cheia de altos e baixos, com avanços e recuos, zangas e risos com o meu grupo de amigos, mas ontem e hoje, dei por mim a pensar que já nos conhecemos há tantos, tantos anos (quase 20!) que é mesmo 'isto' que nos define. Somos como uma grande família. Há zangas, amuos, afastamentos, muitos, muitos risos de ir às lágrimas - daqueles em que se ronca continuamente e tudo - e no final, saímos dali com outra energia, de alma lavada e revigorados para enfrentar o pessimismo e o cinzento do dia-a-dia. E felizes, porque em última instância nos continuamos a ter uns aos outros. Porque aquele conforto que nos é familiar e onde tudo nos é permitido, só acontece  com quem se tem à vontade e confiança para isso. E ali, naquelas pessoas, isso existe. Só se pode chamar verdadeiramente "amigo" quando já nos zangámos a valer com alguém e mesmo assim, continuamos a sentir a sua falta e a desejar tê-lo por perto. Não é assim também com a família? Não é assim que se caracteriza a definição de amor?
Não vou negar que houve alturas em que me senti muito revoltada, outros momentos em que me senti traída, outros esquecida, mas tenho de reconhecer que também eu me afastei, amuei e nem sempre fui justa. A verdade é que sinto uma enorme falta deles todos e de como me fazem sentir quando estamos juntos. Não tenho na minha vida, nada nem ninguém, que me faça rir tanto ao ponto de me doerem os abdominais no dia seguinte como eles. E acho que só isso, justifica tudo.
Sou uma afortunada.

Como uma campanha viral de transforma numa enorme crise num abrir e fechar de olhos

... Foi o que aconteceu hoje com a Samsung e a sua campanha viral com bloggers portugueses a falarem sobre os desejos para 2013.
Tiveram o azar e a infelicidade de fazer um vídeo com a fashion blogger Pepa Xavier do blogue Fashion a Porter e o resultado foi este que se viu.
A menina, além de ter um tom anasalado irritante, em que parece que tem a boquinha cheia de batatas e aquele ar e postura de "wonna be", teve a brilhante ideia de dizer que um dos seus desejos para 2013 é ter uma carteira Chanel. Pronto, foi a morte do artista. Não há cá paz no mundo, nem acabar com a guerra, nem trabalho, saúde e amor.., enfim, aquelas coisas que as pessoas "normais" dizem e desejam. Que isso é ser demasiado povinho. Uma carteira Chanel é que é. Mas sabe tanto de carteiras Chanel quanto eu de astrofísica, por isso limita-se a dizer "preeeetaaaa, daquelas clássicas", em vez de referir que essas tais carteiras que tanto almeja e para as quais não tem dinheiro, geralmente têm nomes, ou números, pelas quais são/ficam conhecidas. Mas pronto, não se pode exigir muito de uma moça que fala como se tivesse sido vítima de avc.

 
Tudo isto me fez rir muito ao longo de toda a manhã, confesso. Eu e aos meus colegas. Foi um reboliço, com comentários jucosos e muito gozões em relação à pobre criatura. Mas uma coisa serve de lição no meio desta história toda, é impressionante como uma campanha que supostamente deveria ser viral, inovadora e "aspiracional" - como tanto gostamos de referir para este tipo de marcas e produtos - acaba a ser um case studie de como não fazer e uma enorme crise para a marca gerir.
Numa questão de uma a duas horas, as redes sociais estavam inundadas de comentários pouco abonatórios a favor da pequena Pepa, a Samsung retirou os vídeos de imediato (que incluiam outros bloggers como a Maria Guedes, a Susana Rodrigues ou o Tiago Miranda)  - o que foi o pior que podiam ter feito, o pior - dando origem a uma avalanche de gente que decidiu ir à página da Samsung no Facebook e inundá-la de comentários pouco simpáticos.  Ou seja, o pesadelo para qualquer marca com gestão de marketing e comunicação. E claro, não vai parar por aqui, porque toda a gente quer publicar o vídeo da miúda que diz que quer uma mala Chanel, rir-se à custa dela, partilhar com os amigos e torná-la na piada do dia.
Até o humorista Salvador Martinha já fez um vídeo a gozar com o assunto que se chama "O Pepe". Tudo isto numa manhã, em duas horas - o mundo tal como o conhecemos - vira-se do avesso. (Pelo menos o da Pepa virou.)
É este o poder das redes sociais e nem sempre é bom.
E a Samsung deu um valente tiro no pé.
 

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Pequenos Desabafos #29

Serei eu a única pessoa que, sempre que vai depositar um cheque ao banco, fica com vergonha de que o caixa veja e saiba o seu saldo de conta?

É-me inevitável, acontece-me sempre e hoje não foi excepção.

O xenofobismo e a estupidez que reina no mundo

Dar de caras com um fórum (ou site) onde existem tópicos cujo tema é apenas, única e exclusivamente, dizer mal dos portugueses e de Portugal, de como somos feios, estúpidos, preguiçosos e de como merecemos tudo o que estamos a passar, é no mínimo revoltante. Mesmo sendo o suposto fórum (ou site) uma sátira, mesmo sendo - como me mostraram - fictício, mesmo sendo uma forma de exorcizar e gozar com o fundamentalismo religioso americano, mesmo sendo tudo isso, ler a enxorrada de comentários - e a estupidez dos que deles escrevem - é de levar um murro no estômago sem pré-aviso e de dar medo. Medo por haver pessoas que se regem pelas suas próprias crenças e fundamentalismos e por levarem a sua ignorância a estes extremos. Medo por ser esta a imagem, em última instância, daquilo que os outros pensam de nós (mesmo sendo, ou não, uma minoria) e medo por ser este o material de que são feitos os conflitos e que alimentam aquilo que há de pior no ser humano.
Para quê vir a Portugal, este país feito de gente imunda e suja, que come "coisas que apanha debaixo das rochas", quando há Espanha mesmo aqui ao lado? Também está em crise, é certo, mas são alegres, divertidos, as mulheres são bonitas e não têm bigode. Ao ler este tipo de coisas, percebi perfeitamente aquilo que deve ter passado pela cabeça de muita gente quando decidiram exterminar os judeus dando origem ao holocausto. Para quê dar oportunidade a essa gente baixinha, escura e que ainda por cima prega a um Deus diferente do nosso? Apesar de extremista a comparação, não deixa de ter uma base comum, porque é assim que este tipo de coisas começa.
 
E se formos a ver bem, acho que já estivemos mais longe de que torne a acontecer outra vez.

terça-feira, janeiro 08, 2013

Sonhos adiados, até quando?

Não vou negar que gostava muito de voltar a ser mãe e que, de há uns tempos para cá, o relógio biológico voltou novamente a dar horas. A sensação é a mesma que tive antes de engravidar da M.
Uma mix de: desejo forte, tristeza, ansiedade e  emoção por tudo o que envolva bebés e notícias de gravidezes.
A pequena cria vai a caminho dos cinco anos e eu tenho 34 anos. Não tenho condições para voltar a engravidar tão cedo mesmo que quisesse. Tenho um emprego onde ao fim de 3 anos continuo a contrato, com muitos, muitos "filmes" pelo meio e chatices e ordenados em atraso. Se engravidasse, significaria ser despedida, ou melhor, reformulando a frase: "não me renovariam o contrato no final do mesmo" e eu já passei por essa situação há 5 anos atrás e não gostei. Voltar ao mercado de trabalho depois de ter sido mãe e depois dos 30 anos não é fácil, demorou mais de um ano a encontrar novo emprego e a situação e a crise económica não está como agora em que pura e simplesmente não há emprego em lado nenhum, muito menos em comunicação. E não deixa de ser extraordinário como as mulheres, em pleno século XXI, continuam a ser prejudicadas apenas por terem filhos, principalmente no nosso país.
Se com a minha vida e rendimento que tenho actualmente já não é fácil criar um filho, com outro então e sem emprego seria, à partida  - e do ponto de vista monetário - muito pior. Claro que a opção "filho" não se coaduna, nem se conjuntura apenas desta forma, mas nos tempos que atravessamos é impossível não pensar. Chamem-lhe de egoismo e do que quiserem, mas não me venham negar que quando se pondera ou se deseja ter um filho - minimamente planeado ou desejado - estas questões não entram em consideração.
E depois vem a idade, 34 anos. A verdade é que já não sou propriamente uma criança e a cada dia, a cada mês, torna-se menor a possibilidade de voltar a engravidar ou de ser fácil conseguir engravidar. A partir dos 30 o sistema reprodutor feminino começa no seu sprint final, com ovários a envelhecerem e a caminharem para a reforma a passos largos, junte-se a isso uma conjuntura económica e de vida difícil e pronto, temos a receita para: desejo continuamente adiado. 
Mas mesmo tendo consciência de tudo isso, mesmo sabendo que poderá haver inclusive, a forte possibilidade de nunca mais repetir a experiência da maternidade, há momentos em que bate aquela saudade de ter um bebé pequenino nos braços, de sabê-lo meu, daquele cheiro doce e viciante ao mesmo tempo, daquele chorinho e sons tão característicos de um recém-nascido, de pura e simplesmente passar horas a olhar para ele e a vê-lo dormir sem tirar um sorriso estúpido dos lábios e esquecer tudo o que se penou, as noites mal dormidas, as crises com o peso e as cólicas, os rios de dinheiro gasto em farmácia, em fraldas, em papas e em leite em pó, a crise económica, a falta de emprego e a recessão e pura e simplesmente mandar tudo ao ar e simplesmente seguir os nossos sonhos e tentar ser feliz.
 
 
(E depois, ser também crescidinho o suficiente, para nunca nos arrependermos da decisão tomada, nem mesmo quando as dúvidas existenciais nos batem à porta, ou vemos o saldo bancário praticamente a zeros.)

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Pequenos desabafos #28

Odeio ter de conviver com ex namoradas e fingir que está tudo bem, que sou superior e que não me atingue toda aquela cumplicidade que o tempo ainda não apagou, as piadas das quais não faço parte, que simpatizam comigo, ou como acho estranho continuarem todos muito amigos tendo em conta o passado em comum. Para o meu feitio, é um grande exercício de auto-controle.
 
 
Pronto, era só isto.

sexta-feira, janeiro 04, 2013

ainda do novo ano

Bebo continuamente chá. Só hoje bebi o equivalente a uma garrafa de litro e meio. Vou não sei quantas vezes à casa de banho e estou sempre aflita para fazer xixi mal meto um pé fora do escritório. Tendo em conta que a seguir vou fazer uma viagem de uma hora, não sei como vou aguentar.
Descobri que gosto de pintar os lábios de batom vermelho, sem medos, porque já me sinto crescidinha o suficiente para o usar sem parecer uma galdéria. Acho que me dá uma certa pinta e "coolness" e faz os meus dentes parecerem mais brancos.
Já marquei a minha limpeza de pele para a próxima semana e recebi em casa, pelo correio, o voucher da massagem de pedras quentes que ganhei num passatempo! Se uma das resoluções deste 2013 é cuidar de mim e estimar-me, acho que estou no bom caminho. O próximo passo será fazer uns tratamentos anti-celulite (que está para lá de dramática) e um branqueamento dentário.
Outra coisa que me tem feito pensar muito ultimamente, é a de que preciso de encontrar paz interior e formas de equílibrio que me permitam libertar todas as energias negativas e pessoas, situações ou coisas que, de uma forma ou de outra, me provocam mal-estar e frustação. Em conversa com uma amiga, fiquei seriamente interessada em experimentar Reiki. Acho que pode ser uma boa forma de conseguir encontrar essa ligação espiritual e crescimento interior de que ando necessitada. Enquanto não vou a uma sessão, andei a vasculhar lá em casa e descobri que tenho pelo menos um livro sobre o assunto - que já ando a ler - e outro sobre meditação. Decidi que 2013 vai ser também o ano em que irei descobrir a minha espiritualidade e libertar-me de todas as angústias passadas, medos e ansiedades que só me fazem mal e aceitar a luz, ou melhor, procurar a luz. Em 2012 sem dúvida que iniciei esse processo e aprendi muito, nem sempre da melhor maneira, mas acredito que em 2013 me está destinado um novo ciclo, mais positivo e que derivará precisamente dessa nova atitude perante as coisas, os outros e a vida em geral.

Bom fim-de-semana.

quarta-feira, janeiro 02, 2013

new beginnings

Coisas boas que 2013 já me trouxe:
 
- Duas lavagens na máquina de lavar roupa sem que a mesma deite água e me inunde a cozinha. (fiquei TÃO feliz!)
- A compra de dois vouchers baratinhos, baratinhos para tratar deste rosto. Um para mim, outro for my sweet. Que é para começarmos o ano, literalmente, com boa cara!
- Uma ida ao Ikea para comprar um bengaleiro giro, giro (e baratinho), que era coisa que fazia mesmo falta. Agora já não há desculpas para não ter os casacos todos bem arrumadinhos e pendurados assim que se chega a casa. Na lista de espera está ainda uma estante para o quarto da miúda - para conseguir colocar todos os brinquedos minúsculos, peças e pecinhas que recebeu no Natal - um móvel camiseiro para o meu quarto e um cabide de pé, um relógio para a cozinha e um prato decorativo em dourado para pôr no centro da mesa. Com tempo e calma, a adquirir ao longo do ano, consoante o saldo e as possibilidades.
- Começar o ano a ver o mar com os amigos na Costa da Caparica, com muito riso à mistura, frio e boas energias.
- Acender a lareira, fazer um repasto digno de reis, beber champanhe e brindar ao futuro, aninhar-me no sofá a ver um bom filme, dormir numa cama feita de lavado com um novo edredon e acreditar que
2013 ainda agora começou mas que vai ser um bom ano. 
 
 
 

sexta-feira, dezembro 21, 2012

E o mundo não se acabou

Para mim, o mundo tal como o conhecia,  já acabou há muito tempo.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

...

Ontem cuspi para o ar ao dizer que ninguém me ia tirar de casa e do sofá, certo?
Pois bem, não podia ter sido mais ao lado.
Notícias inesperadas, uma viagem à noite para ir buscar a minha pequena cria, regressar a Lisboa e pronto, tudo virado do avesso. Se juntarmos a isso o facto de nem o ordenado de Novembro ter recebido - estarmos no dia 13 e não há previsões - subsídio então já nem falo, ou de andar a discutir uma porcaria de um contrato de trabalho com claúsulas que são completamente ultrajosas...
Enfim, a minha vida no momento é um verdadeiro buraco negro.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

write a letter


Cá em casa já se escreveu ao Pai Natal. A carta, endereçada a rigor, repousa religiosamente debaixo da nossa árvore com o seu pedido. Lá dentro, dois desejos: o barco dos Pinipons e a boneca I love Minie. (Esta última, uma estreia para mim, desconhecia semelhante coisa.) É impressionante como aos quatro anos eles já sabem o nome dos brinquedos TODOS, as músicas e os personagens, mesmo que nunca tenhamos falado neles em casa. Me-do!
 
Tive de refreá-la e dizer-lhe para fazer apenas dois pedidos ao Pai Natal - principalmente quando ela já andava com o catálogo de brinquedos do El Corte Inglés debaixo do braço e até dormia com o mesmo na cama - e decidir muito bem o que queria pedir, dando-lhe a entender que, apesar de querer aqueles brinquedos, podia não receber as duas coisas. Ela, claro, não ficou lá muito contente com a ideia mas mantém-se fiel ao pedido: Barco dos Pinipons e I love Minie. Falta o segundo.
 
E, por este andar, este será o único presente que comprarei este Natal.


Hoje eu não saio não, hoje eu vou ficar em casa Neném

 
Banda sonora mais do que apropriada para o serão de hoje. (A Marisa nunca me desiludiu.)
 
Está frio, demasiado frio, perfeito para estar em casa, enroladinha no sofá, com a mantinha, a lareira acesa, a caneca de chá quente entre os dedos e a procrastinar depois de um dia de trabalho.
É que hoje é o dia em que dá um episódio da nova temporada (a 4ª) da minha série favorita do momento - A Modern Family - e logo a seguir, estreia isto!
E eu não posso perder uma série que fala sobre as intrigas, bastidores e modus operandis, daquele que é o meu trabalho.
 
Por isso:

"Hoje eu não saio não
Hoje eu vou ficar em casa, neném
Hoje eu não saio não
Eu quero ver televisão
Hoje eu não saio não
Não troco meu sofá por nada, meu bem"

(Nem que o mundo acabe.)

terça-feira, dezembro 11, 2012

Pequena constatação

 
Dezembro não é um bom mês para me pôr a fazer dieta, pois não? :-p
 
É que sempre que vejo fotos minhas, acho que as minhas pernas parecem dois troncos... e de Natal!
Está bem que é Dezembro e estou encasacada até às orelhas e o padrão geométrico das calças também cria a ilusão de largeza, com aqueles padrões octogonais, mas acho que tenho de me deixar de fazer tantos bolinhos e fechar a boca a todas as tentações que se cruzam no meu caminho. E têm sido muitas, que isto com a idade parece que estou cada vez mais gulosa.
Mas nada disso parece abalar a pequena cria que ia felicíssima da vida, com a sua coroa e ceptro - comprados na HM - muito feliz da vida, qual princesa, assobiando alegremente enquanto descia a rua do Carmo. Foram várias as pessoas que sorriam ao vê-la passar. Se não for agora, com quatro anos, que se pode dar ao luxo de andar em plena rua coroada de princesa, quando será? Felicidade é isto!
 
Eu confesso que sou uma orgulhosa mãe de princesa!
 
 
E hoje também é dia de crónica no "A Vida de Saltos Altos" do Expresso, desta vez, ao som de Jorge Palma.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

wish list ou carta aberta ao Pai Natal

Aproxima-se o Natal e eu, comum mortal, também tenho algumas coisas que gostava de pedir ao Pai Natal, ou à providência divina, caso a mesma esteja para aí virada. Até porque, este ano - Horribilis, Horribilis - eu fiz os maiores dos sacrifícios, penei que nem uma moura e abdiquei de mil e uma coisas. Por isso, bem que merecia ter alguns desejos atendidos! Aqui vai a minha wish list do momento. (Se até dia 24 de Dezembro a mesma aumentar, eu vou fazendo o update)
Este relógio da Swatch! Dreamnight Rose. Lindo de morrer!
Viajar. Umas férias, uma escapadinha, um fim-de-semana, o que seja, mas algo.


 Um telefone com uma câmara fotográfica decente, para conseguir registar as mil e uma coisas que vejo durante o dia e aceder ao Instagram. Sinto-me uma info-excluída.
Esta camisola baratíssima e maravilhosa que está esgotada em loja e estes baggy jeans.

Este curso em Brand Luxury Management no ISEG ou este na Católica! Por Deus, é que era MESMO isto que eu queria fazer!
 
Por isso, Pai Natal, divina providência, whatever, eu portei-me bem, tenho sido uma rapariga esforçada, trabalhadora, que se esfalfa "pr'a xuxu" e se tens a capacidade de transformar sonhos em realidade, de fazer milagres, ou de atender aos desejos, não me excluas da tua lista, sim? Já penei o suficiente.
 
(E não me venhas dizer que já não tenho idade para isso! Humpf.)
 

 
 
 
 

Statement of the day

I am Loved.
 
Sweatshirt da Berhska, em algodão e com enfeites metálicos.
Adoro. Sinto-me uma miúda.

terça-feira, dezembro 04, 2012

em jeito de balanço

Estamos a chegar ao final de 2012 e esta semana lembrei-me que logo no início, em janeiro, coloquei uma série de "to dos" e resoluções que, agora, me lembrei de vir verificar se assim aconteceram. Pois bem, o saldo não é lá muito positivo. Ora vejamos:
Pois, ainda não consegui ultrapassar. Sempre que tento divertir-me, ou faço algum devaneio em proveito próprio, começo a deitar contas à vida e depois vêm os sentimentos de culpa por achar que estou a fazer algo que não devia, ou porque o dinheiro que gasto em mim, ou em suposta diversão deveria de ser para pagar as contas, ou para poupar, ou para comprar isto ou aquilo para a pequena cria. A crise e a austeridade ajudam a tornar este sentimento de culpa ainda mais latente, de qualquer forma, tenho consciência de que sempre que gasto, é com moderação e que faço uma gestão bastante atinada das minhas finanças.

 Eu acho que sim, mas por outro lado, também estou muito mais fechada sobre mim mesma e com menos paciência para fazer fretes ou sorrir só para que me achem simpática. No meu intímo sei que sou boa pessoa, não desejo mal a ninguém, não tenho sentimentos de vinganças, nem de prazer só por saber a ou b mal. Aprender a perdoar e a não nos deixarmos invadir por este tipo de sentimentos faz de mim uma pessoa melhor, isso faz.  (Não quero parecer presunçosa ao dizer isto, como muita gente que bate no peito a afirmar algo que não é, sinto apenas que sei o que sou.)
 

















Este alcancei. :) A custo e derivado das circunstâncias, como diz o provérbio: "o que não nos mata, torna-nos mais fortes". Sem dúvida.
 Eu tento, eu tento, ainda não me considero "genuinamente feliz" mas sei reconhecer a felicidade quando estou diante dela, nas mais pequeninas coisas. E isso é bom.
Podemos saltar este sim? Para não entrar em depressão profunda.
Argh... pois, este também. Aliás, em 2012 a minha barriga ficou mais parecida com o boneco da Michelin do que com uma tábua de lavar a roupa.
Buáááááááááááááááááááááááááááá (o sonho eternamente adiado). Aqui já é auto-flagelação.
Outro assunto polémico. Entrei em 2012 com o cabelo a bater nos ombros, acabo 2012 um pouco mais "clara" com nuances em tons de mel (que muitos insistem em dizer que são ruivas), sem a minha típica franjinha curta e recta e com o cabelo um pouco abaixo da linha dos ombros. Decidamente, não era este o tamanho que queria quando no início do ano decidi que "ia deixar crescer o cabelo", mas foi o que consegui. Em 2013 é que vai ser! :-p
 
Buáááááááa. Também ainda não foi desta. Nem francês, nem voltar a estudar, nem tirar uma pós graudação, nem voltar ao ginásio, nem à dança, nem nada de nada...
Sim, sem dúvida. Aprendi a perdoar, a não ganhar rancor e a ultrapassar. Não perco tempo com coisas que me trazem más energias ou me deixam desgastada. Quero é paz e amor.
Buáááá. Não vamos falar sobre isto, sim? Senão dá-me fome emocional e vou já ali para a cozinha e fazer bolos e doces e empaturrar-me em chocolate.
Tentei, mas falhei. Ando uma preguiçosa e os que li ficaram muito aquém do que gostaria de ter alcançado.
Uma lição que aprendi todos os dias deste ano. A apreciar a vida e as coisas simples que a mesma nos proporciona, sem preço e sem custos. Priceless.
Uma aprendizagem em contínuo, porque a felicidade não tem rosto, nem cor, nem forma, sente-se.
 
E pronto, olhando bem o resultado/balanço não é lá muito positivo, pois não?
Uma série de resoluções falhadas e de objectivos por cumprir, de sonhos eternamente adiados marcaram o meu 2012. Mas também foi um ano de força, de coragem, de conhecimento interior, de sacrífico. Com tudo o que isso tem de bom e de mau.
 
E deixei de fumar! Se calhar isso compensa algumas das resoluções fracassadas. (bom, pelo menos a fome emocional e a ausência de abdominais de ferro, explicará de certeza!)
Quero acreditar que sim.

terça-feira é dia de?

Sim, isso mesmo, de textozinho no sítio do costume.
O desta semana fala de coisas sérias: violência doméstica.
Vão lá espreitar, vá.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

ideias originais para combater a crise

A casa já está devidamente engalanada para o Natal. A árvore montada, as velas espalhadas pela casa e a decoração a preceito.
Nunca fui muito do Natal, mas este ano, derivado desta crise, deste negativismo, desta falta de esperança em tudo, apetecia-me muito fazer a árvore de Natal e deixar que o brilho das luzes, os enfeites e os tons vermelhos me aquecessem a alma e me dessem esperança no que aí vem.
No Sábado foi dia de tirar a árvore da arrecadação e pô-la em destaque no meio da sala e ontem, sem estar à espera, passei a tarde nos trabalhos manuais. Com um simples quadrado de feltro que custou um euro fiz estrelas, bolas e corações, que se encontram agora pendurados por toda a casa. A ideia, super simples, tirei-a da montra de uma loja de brinquedos tradicionais em Lisboa que fica no Largo do S. Carlos e da qual não sei o nome. Nela estavam várias meadas de estrelas em feltro vermelho unidas por linha e o efeito visual era muito bonito, simples e super original. Decidi copiar e inovar, juntando-lhe algumas bolas - que se fez dos restos que sobraram do feltro - e alguns corações. Em menos de uma hora tínhamos a casa cheia de estrelinhas vermelhas penduradas no varão do cortinado da sala, na lareira e até na porta, assim como velas acesas e aquela sensação de calor e conforto de alma.
Eu confesso que adoro.
As fotos foram tiradas com o telemóvel... daí a má qualidade das mesmas :-P