quarta-feira, abril 16, 2014

O mundo ao contrário

Para além de ter saído da Primark a sentir-me uma lontra gorda e flácida, com o sex-appeal de uma avozinha do que aquele que ainda é suposto sentir-se aos 35 anos de idade, ontem ainda tive de presenciar uma conversa que me deixou banzada. Dizia uma colega - magrérrima por sinal - sobre outra igualmente magrérrima, que a segunda era - e passo a citar - "gorda".
 
"Deve vestir para aí um 36, é gorda".
 
...
...
...
 
36!
 
"gorda"
 
...
...
...
 
Se isto não é o mundo ao contrário, não sei o que é.
 

odeio o verão e odeio ter de experimentar roupa de praia

Ontem fui à Primark, fazer umas compras de última hora antes de ir de viagem e aproveitar o resto de saldo que ainda tinha num cartão oferta, com o objetivo de comprar um fato de banho. Tinha visto um num catálogo da marca e que andava a namorar há bastante tempo, mas que pelos vistos ainda não chegou às lojas - ou pelo menos na Primark do Colombo não havia.
Acabei por experimentar dois fatos de banho simples e sem nenhuma beleza adicional só porque sim. Um em azul escuro completamente liso com alças e outro, estilo cai-cai, às riscas azuis, que acabei por trazer só por descargo de consciência mesmo não gostando propriamente do padrão. É super frustrante constatar que existem dezenas de biquinis giros, às cores, com padrões super apetecíveis e os fatos de banho são o oposto, feios, sem graça nenhuma e quando os vestimos ficamos a sentir-nos uma velha gorda.
Fiquei deprimidíssima quando os experimentei e cheguei à conclusão de que este ano, na praia, só mesmo de burka.
Já vos disse que odeio o verão?

o fato de banho que ia à procura e que não encontrei...
e um biquini de cuequinha subida - que me agrada muiiittooo - mas do qual também não havia sinais.
 

terça-feira, abril 15, 2014

gestão interna

 
De hoje a uma semana, a esta hora, estarei a viajar para o outro lado do mundo. Será um dia inteiro no ar e em trânsito. Já ando a pensar na mala e que tipo de roupas deverei levar tendo em conta que o calor é muito, assim como a humidade, e que não posso ir carregada com grandes quantidades de roupa... E eu sou péssima, péssima a fazer malas, do piorio, porque acho que tudo me faz (ou vai fazer) falta! Para agravar a situação irei andar todos os dias com a mala de viagem, pois nunca ficarei mais do que um dia/noite no mesmo hotel. Serão muitos check-ins e check-outs - assim como voos internos - e andar com um malão pesado e enorme a reboque não é lá muito prático. Isso significa que terei de ser multifacetada nas escolhas para conseguir viajar o mais leve de peso possível e eu não sou MESMO a pessoa mais indicada para aplicar esta regra. Avizinham-se portanto, momentos de stress e de escolhas difíceis reservados para segunda-feira à noite, já que será a única altura em que terei oportunidade de me dedicar ao asssunto. É que antes ainda irei passar a Páscoa ao Algarve, com partida na 5ª feira a seguir ao trabalho e regresso no Domingo ao final do dia. Ora, quando chegar a Lisboa no Domingo à noite, seja a que horas for, ainda terei de 'refazer' a mala da miúda e planeá-la para uma semana. É que com a minha partida na terça-feira às 6 da manhã, não tenho outra hipótese a não ser pedir aos meus pais que a venham buscar na segunda, o que significa que terei de levar a mala da criança logo de manhã para a escola para os meus pais irem buscá-la a meio do dia. Vai ser uma logística de doidos e pouco tempo para me dedicar a planeamentos. Mas, como boa portuguesa que sou, apesar de saber que me espera toda essa quimera, já só penso é no feriado e no fim-de-semana prolongado a sul!
 

terça-feira é dia de...?

 
O de hoje fala das modas detox em extremo e da morte de Peaches Geldof.
Eu, como boa adepta de comida, prefiro ser roliça mas feliz com um bom pastel de nata ou uma bola de berlim, do que magra alimentada a líquidos.
(Mas isso sou eu.)
Desta foto, tirada na lua de mel, apenas retenho os olhos naquele anelão lindo e gigantesco - que deduzo que seja o de noivado - e pergunto-me: porquê rapariga? Porquê?

segunda-feira, abril 14, 2014

Das despedidas

Segunda-feira é sempre dia de despedidas e geralmente o Domingo à noite é sempre sinónimo de ansiedade. Há semanas que correm melhores que outras, em que ela está animada e não lhe custa tanto e depois há outros dias, como ontem, em que me disse que ia ter saudades minhas e eu, tentando minimizar a saudade e animá-la, disse-lhe que a mãe está sempre com ela mesmo quando estamos afastadas. A mãe nunca a abandona. A mãe está sempre no coração. E que sempre que ela se sentir com saudades e pensar na mãe, que se lembre que nunca está sozinha.
Ela emocionou-se tanto que, apertou-me forte contra o seu peito num grande abraço e disse: "Vou chorar de alegria". 
E chorou.
 
Porra, custa muito tudo isto.
 

fim de semana boommm

Costuma dizer-se que quando estamos bem e felizes, o tempo voa, não é? Aquela sensação de peso do tempo, a languidez, a demora, o arrastar das horas... tudo deixa de existir quando o tempo é bem aproveitado, seja na companhia da família, dos amigos, dos filhos, de um amor...
Este fim-de-semana teve esse sabor. O sabor do tempo que voa e que nos deixa de sorrisos nos lábios. Aquela sensação de: "ainda ontem era sexta-feira e estava a sair do trabalho e hoje já é domingo à noite". Valeu a pena, deu ânimo e vontade que o próximo chegue igualmente depressa.

sexta-feira, abril 11, 2014

aiiii

A propósito do post de ontem, afinal a coisa piorou e o countdown é agora ainda maior, pois a data foi antecipada.
Aiii senhores que morro de nerbios.

quinta-feira, abril 10, 2014

Countdown

 
Este mês vou fazer uma viagem de trabalho - durante uma semana - para um país... exótico.
À primeira vista é muito apelativo e eu tenho consciência disso. Não há ninguém, mas absolutamente ninguém, que quando saiba para onde vou não fique com aquele ar de "Bitch, que sorte que tu tens" e a rogar-me pragas secretamente, mas eu myfriends... Eu, eu, eu... Estou borradinha de MEDO!
 
Medo da viagem de quase um dia inteiro no ar, medo dos voos internos que vou ter de fazer diariamente como quem apanha o autocarro para ir trabalhar, da minha rica filha que deixo cá e que vou estar quase 3 semanas sem pôr a vista em cima, de ser assaltada ou ter um acidente, de não ter como contactar as minhas pessoas, medo de que algo de muito mau aconteça.
Enfim, chego à conclusão de que sou mesmo é pobre. Só pobre pouco habituado a estas coisas é que tem um medo destes.

E já só faltam 12 dias.

you made my day


Lembram-se deste post?
Pois bem, a minha colega 'fofinha', faladora e expansiva hoje, enquanto eu partilhava uma curiosidade que presenciei ontem na escola da Madalena (e sobre a qual também hei-de falar aqui), vira-se para mim e pergunta: "Que idade é que tu tens?". Eu respondi, "35". Do outro lado um ar surpreso e de admiração: "35? Não parece nada!".
Pronto, acho que foi a forma simpática de ela ver se eu quebro.

quarta-feira, abril 09, 2014

a minha filha é mesmo gaja

 
Hoje de manhã, depois de a ter chamado para se levantar da cama várias vezes e quanto, já vencida pela insistência, decide percorrer o corredor da cozinha em direcção à casa de banho para o xixi matinal, ainda estremunhada com sono, olhou para mim, mirou-me de alto a baixo, encostou-se à pequena mesa que tenho na cozinha e ali ficou, a olhar para os meus pés.
 
"- Uau mãe, adoro os teus sapatos!"
 
Não há dúvida, é mesmo gaja!

terça-feira, abril 08, 2014

O que é que tu fazes mesmo?

 
Isto de se ser 'R.P.' (relações públicas), consultor de comunicação, gestor de projectos de comunicação, assessor e todos os restantes nomes pelos quais somos chamados e que nunca ninguém sabe muito bem ao certo no que é que se traduz, tem mesmo muito que se lhe diga. Uma delas é que, até hoje, se perguntarem aos meus pais o que é que a filha deles faz, os mesmos não saberão explicar. Depois de anos no jornalismo, onde apesar de todas as contrariedades e salário miserável, ainda é uma profissão que toda a gente sabe no que se traduz - mais não seja "escreve uns textos e o nome dela aparece no jornal" - mudar para a assessoria e relações públicas é como fazer parte do lado negro da força, uma espécie de limbo que traduz as nossas vidas, ao contrário dos eventos sociais que a grande maioria acha que nos movimentamos. "Conheces imensa gente", "Vais a festas", ou "Passas a vida a viajar", são algumas das ilações que se ouvem, onde dizer que se trabalha em RP é sinónimo de sermos comparados à tia Maya e às festas de verão no Algarve. Pois bem, deixo-vos com um apanhado cheio de humor e resumido de forma (quase) certeira, sobre o que é isto de se trabalhar a comunicação de clientes.


Read and weep myfriends.

Terça-feira é dia de...?

Texto no outro estaminé.
O tema de hoje toca-me em particular e, por esse motivo, achei que devia de escrever sobre o assunto.
Porque a maquilhagem é mais do que uma questão estética e tem muito de impacto na auto-estima de uma pessoa. E a pele que nos cobre, é só uma e temos de aprender a viver com ela, de preferência, sem auto-comiseração e da forma mais sensata possível.

segunda-feira, abril 07, 2014

Flashbacks


Descobri recentemente este blogue (que também é novo, tem pouco mais de um mês) e o tema, como devem calcular, diz-me muito. (Se forem novos por aqui no estaminé e não souberem do que falo, basta perderem um pouco de tempo a ler alguns posts mais antigos e perceberão do que me refiro).
Mas ao ler o texto de hoje, revi-me praticamente a cada linha, tanto, que até deixei um comentário! (Coisa rara, que não sou de deixar comentários em muitos blogues)
Se há coisa boa que o meu divórcio me proporcionou foi a libertação da sogra e o deixar de sentir cada convívio ou reunião familiar como um martírio, uma pilha de nervos, ou com a ansiedade que sempre se apoderava da minha pessoa e me fazia estar condicionada, pressionada para agradar, ou contida para não arranjar conflitos, contribuindo para a (podre) harmonia familiar. Não havia vez nenhuma em que não estivesse com aquela pessoa sem sentir que a mesma tinha ultrapassado os limites do razoável, ou que não me sentisse humilhada e desrespeitada. E é por isso que hoje, olho para trás e sinto que apesar de ela ter voltado a ocupar a casa onde eu vivia com o filho e que ela sempre louvou como "uma maravilha", ou "que não há outra igual", como "a qualidade máxima de vida" que, no fundo, no seu intímo, quando deita a cabeça à noite na almofada, ou quando a minha filha lhe vai dizendo, na ingenuidade própria da idade e típica das crianças, do que é que a mãe faz e que exemplos lhe dá, ela me sente a falta e me admira a coragem de ter tomado a decisão que tomei e de ter seguido a minha vida, mesmo que para tal tenha deixado a dela virada de pernas para o ar.
Porque eu sentia necessidade de voltar a ser eu outra vez, de respirar e de me sentir livre. Para mim família não é aquele martírio, não deve ser aquela sensação, não deve ser aquele sentimento, não deve ser a anulação do que sou, do que penso, do que gosto ou de como quero viver de acordo com as aprovações de terceiros.
E por tudo isso hoje sou, sem dúvida, mais feliz em tantos aspectos.
 

já não faço fretes

Não tenho 50, mas há muito que deixei de conseguir disfarçar. Aliás, quem me conhece sabe que uma das minhas qualidades (ou defeito, depende sempre do ponto de vista), é que sou tão transparente que basta olhar para mim para escrutinar o que me vai no pensamento.
E se essa é uma características dos 50, deve ser por isso que me considero uma alma velha.

as coisas como elas são

 
Começou uma nova semana e ela deixou de usar aquele anel simples, amarelado e sem qualquer adorno, semelhante a uma aliança, que lhe deixava o dedo verde do uso, mas que lhe proporcionava algum conforto emocional e que lhe permitia não se sentir tão desamparada quando olhava para a sua mão despida.
 
Não adianta fingir aquilo que não se é.

sexta-feira, abril 04, 2014

porque devemos escrever sobre o que nos dói

Foi o que li neste post e depois, andei aqui a ver posts antigos deste blogue e dei de caras com este, que já foi há 5 anos e constato que continua tudo igual.
O relacionamento com a minha mãe está cada vez pior, mas o comportamento dela não mudou - em NADA - desde esta altura. Se na época me queixava do stress do Natal, dos sogros, dos pais, de como me abrasava a cabeça por causa do marido, da filha, da casa e das demais coisas sobre as quais ela achava que devia de opinar e meter-se, entretanto veio o meu divórcio e aí sim, a relação complicou-se a sério. Com ela e com o meu pai. Foram anos difíceis, em que o apoio familiar teve muito pouco de apoio e quase tudo de crítica. Eu que me senti mais sozinha do que nunca,  Felizmente, consegui, sozinha, mostrar a tudo e todos que sim, dou conta do recado. Que sim, tenho emprego e pago as minhas contas sem recorrer a ninguém, que sim, a minha filha é uma criança bem educada e estável, que sim, sei ter um relacionamento cordial com o meu ex-marido e pai da minha única filha, que sim, continuo a lutar pelos meus ideias e objectivos e a conseguir realizar alguns deles, que sim, voltei a amar e não me arrependo disso, que sim, há diferentes formas de ser feliz e que devemos sempre livrar-nos de tudo o que nos oprime e nos faz mal.
Mas ela simplesmente não entende. Acha que sou má filha porque - e citando-a: "não lhe dou valor" - recorre à chantagem emocional para ver se me toca ao sentimento, faz-se de vítima e de sacrificada como forma de me atingir e fazer sentir culpada e só estaria bem se lhe contasse absolutamente tudo sobre a minha vida, se andasse sempre com ela para todo o lado, se estivesse, em média, uma hora por dia ao telefone a contar desde o que comi a onde fui e com quem estive. Com a idade e a falta de ocupação de tempo - está desempregada há muito - tornou-se obsessiva, teimosa, emocional, depressiva, instável. Não tem objectivos, não procura evoluir, vive consumida pela crise e pelo casamento destrutivo que tem e que o meu pai tanto contribuiu para isso.
Suga-me a vida e a paciência e faz vir ao de cima o que de pior tenho em mim. Consegue perturbar-me como mais nenhuma outra pessoa o faz. Ela. Ele. Ambos. É um amor destrutivo este. Gosto deles, mas tenho noção de que só à distância consigo ter alguma paz, manter o meu discernimento, ser eu e conseguir reconhecer-lhes valor. Porque de perto fico com a visão turva e o espírito perturbado.  
Actualmente fujo de tudo e de todos que me fazem mal - não mal no sentido físico (claro que esse também), mas mal no sentido psicológico. Fujo de pessoas tóxicas, de pessoas pessimistas, de pessoas que se metem e intrometem, de pessoas que opinam demasiado sobre a vida dos outros mas não conseguem sequer orientar a sua. Sejam essas pessoas meus pais ou os amigos de sempre.
Porque a vida ensinou-me que, geralmente, esses comentários sempre tão altivos, certeiros e depreciativos, têm pouco ou quase nada de ajuda e preocupação e muito de inveja e maldade.
 

quarta-feira, abril 02, 2014

Ontem foi dia de...?

Ando uma esquecida! Não tenho partilhado os meus últimos textos da Vida de Saltos Altos.
Aqui fica o de ontem, que aborda o desastre dos resultados eleitorais das autárquicas francesas e a mulher de sangue andaluz que salvou a honra do convento.
Para ler, aqui.

terça-feira, abril 01, 2014

quotes


"Second marriage is the triumph of hope over experience" by Oscar Wilde.

Ouvi ontem e achei tão, mas tão verdade.

segunda-feira, março 31, 2014

My precious

Lembram-se deste post?
Pois bem, fui uma rapariga poupadinha e bem comportada durante este mês de Março e consegui comprá-los! Ainda havia o meu número à minha espera na loja! O que posso fazer? Sou uma rapariga de paixões e estes roubaram-me o coração ao primeiro olhar. A par com o casaco verde da Zara, estão fartos de receber elogios. (And I like it!)



Queen B

 Foi excelente, goste-se ou não do género. O espectáculo cénico é qualquer coisa de imponente e que, por si só, já vale a pena o dinheiro do bilhete e depois ela, bom... ela é mulherão, um furacão, dona de um corpo e de uma voz de nos deixar hipnotisados, canta e dança sem vacilar, sem denunciar cansaço, sem tremer e sem toques de vedetismo. De diva sim, que Queen B merece esse epíteto. Não há (na minha opinião) neste momento, artista pop como ela. Volto a dizê-lo, goste-se ou não do género. É one woman show, completa e com um vozeirão a fazer lembrar as velhas divas da soul, Aretha Franklin, Diana Ross, Witney Houston ou até, Tina Turner. É água e fogo num só personagem, capaz de incendiar um palco e de nos levar às lágrimas. O concerto foi uma boa libertação de energias positivas, de convívio, de cantoria em conjunto e de histeria no feminino. Para ajudar ainda mais ao efeito "B", ficámos, inesperadamente e sem estarmos a contar com isso, no Golden Circle - a parte mais próxima e reservada do palco, cujos bilhetes custavam 85 euros - quando só tínhamos bilhetes para a plateia e, para acabar a noite em beleza, a cereja em cima do bolo foi mesmo a presença, também ela inesperada, de Jay Z - Mr Carter, no mesmo palco.
Foi dançar até doerem os pés, cantar até ficar rouca e andar dias a fio a ouvir todos os cd's da "beezinha" que tenho no carro e em casa.
 

voyeurismo musical

Isto de ter spotify no computador do trabalho é muito fixe e dá muito jeito, entretém nas horas mais chatas e aborrecidas e podemos ouvir todos os novos hits do momento e álbuns completos sem gastar um tusto, mas o pior é quando uma colega nos liga, super entusiasmada, a dizer que andamos a ouvir exactamente as mesmas coisas (artistas) há vários dias e nos sentimos completamente expostas. Sim, ando a ouvir Arcade Fire, Lana Del Rey, Mazgani, Birdy, etc. - que são músicos que gosto a valer e que, consoante o estado de espírito, "casam" muito bem com o trabalho que estou a realizar no momento. Não é isso que me chateia, o que me chateia é que quando quiser ouvir em loop os meus guilty pleasures (que são muitos!!) toda a gente vai saber e aperceber-se disso.

quinta-feira, março 27, 2014

E hoje é dia de...?

Super furacão Beyonce! Oh yeah!

Lets run the world Mrs Carter!

terça-feira, março 25, 2014

sobre o voltar a casar

Leio este post e sinto as palavras dela como minhas, embora em registos diferentes.
Não estou de casamento marcado, mas deduzo que seria mais ou menos assim que estaria e sentiria, caso tornasse a acontecer. Porque apesar de ter tido o casamento que queria ter, na altura em que queria ter e sentia que devia de ser, o mesmo não resultou. Não vou negar que hoje, ao olhar para trás, não sinto tudo o que se passou como uma espécie de fracasso pessoal, porque o sinto, embora saiba que já nao havia motivos que me permitissem continuar e que a decisão foi a que tinha de ser. De qualquer forma e apesar de saber que não é um papel que muda a vida ou o dia-a-dia de um casal, há coisas das quais sinto uma tristeza e uma saudade profunda. Tristeza porque odeio ter a designação de "divorciada" nos meus documentos relativamente ao estado civil. Aliás, odeio saber que serei sempre designada de "divorciada" caso nunca mais torne a casar na vida, o que considero descriminatório... e saudade, de olhar para o meu anelar e de ver lá uma aliança.
E é isto.

começar o dia com surpresas

... Menos boas é, antes de abandonar o prédio, em direcção ao trabalho, decidir espreitar a caixa do correio e estremecer quando, na mesma, a única carta existente se pode ler "Autoridade Tributária e Aduaneira".
Ficar paralisada de medo.
Retirar a carta e recusar-se a abri-la. Levá-la na mão até ao carro e pensar nos vários cenários possíveis.
Descartar o reembolso do IRS, porque esse ainda nem foi entregue e, quanto muito, terei de esperar até Julho ou Agosto para saber se tenho direito a alguma coisa.
Apontar para o pagamento do IMI e rezar para que, quando abrir a dita cuja, cuidadosamente e pelo picotado, não me dê uma apoplexia.
Abrir a carta e confirmar o que já previa.
Tivesse eu tantas certezas quando jogo o euromilhões como tenho para adivinhar tudo na vida de uma maneira em geral e a esta hora estaria rica.
 
Sempre ajudava a pagar o IMI.

Quando as crianças mentem

A minha filha veio ontem para minha casa. A nossa rotina de semana sim, semana não, tem sempre a segunda-feira como dia de traslado. Quando a fui buscar à escola, com a ânsia de a ver, beijar e abraçar, não reparei que tinha a franja cortada, direi mesmo, escortanhada. Mostrou-me o desenho que tinha feito para mim, vestiu o casaco, agarrei na mochila, entrámos para o carro, dei-lhe um lanche rápido e arrancámos em direcção ao supermercado onde tinha de parar para abastecer a despensa e decidir o que iria fazer para jantar. Foi só quando entrei no super e com aquela luz toda que olhei bem para ela e reparei que no seu cabelo desgrenhado - está sempre super despenteada ao final do dia, a parecer o Mogli, o menino da selva - havia algo diferente: uma franja. Uma franja pequena, cortada rente à testa, a parecer um calimero. Fiquei em choque.
"Madalena, cortaste a franja? Foste ao cabeleireio?" Ela encolheu os ombros e disse, "Não me lembro". Se bem a conheço, quando responde "não me lembro" é porque tem culpa no cartório e continuei a insistir. "Não te lembras, como não te lembras? Não te lembras se o pai te levou ao cabeleireiro? Claro que te lembras! Foste ao cabeleireiro cortar a franja ou não?", ela acabou por admitir que não, que não tinha ido ao cabeleireiro. Perguntei-lhe então como é que ela tinha a franja cortada e quem o tinha feito. A resposta chegou rapidamente, "Foi a avó!".
Fiquei piursa e, apesar de nada ter dito nesse sentido, acreditei no que me tinha contado. No meu intímo acreditava que tinha sido a avó a cortar o cabelo à criança, num acto de "vamos dar aqui um jeitinho de cabeleireira de trazer por casa" e que o resultado tinha sido aquele que estava à vista.
Quando o pai ligou a conversa teve como ponto de partida a franja. Disse-me que tinha sido ela mesma a cortar a franja a si própria, com uma tesoura de pontas redondas, enquanto fazia recortes e colagens no quarto e que me tinha esquecido de dizer. Eu desconfiei na parte do "esquecer-se de dizer" e disse-lhe que não tinha sido essa a versão que me tinha chegado. Pedi-lhe que a confrontasse. Assim o fez. Em conversa com ela, a mesma admitiu que "se tinha enganado" e que não tinha sido a avó. Ficou explicado o mistério. Depois da conversa telefónica com o pai, falei com ela. Expliquei-lhe que não se mente, principalmente mentiras destas em que se acusam outras pessoas inocentemente e que o que ela contou podia ter repercussões graves. Que a mãe e o pai podiam ter discutido, que podia ter havido chatices e que ela não o deve tornar a fazer principalmente quando o motivo que a leva a tal é o medo de ser repreendida. Que, de uma maneira ou outra, a mãe (ou o pai, ou seja quem for), mais cedo ou mais tarde, acaba por descobrir que se trata de uma mentira e que é pior. Que prefiro que ela me diga a verdade sempre, por mais difícil que seja de ouvir, enquanto ela olhava para mim com olhos de besugo, a fazer beicinho e com as lágrimas a cairem-lhe pela cara abaixo. Não discutimos, falámos, mas não sei até que ponto a conversa foi eficaz e se, numa próxima oportunidade não o tornará a fazer.  Confesso que até agora, não consigo deixar de sentir um nó no estômago sempre que olho para ela, com aquela franja à calimero e os motivos que a levaram a tal e que me sinto meio à toa, sem saber qual a forma mais correcta de agir perante situações destas.
 

quarta-feira, março 19, 2014

Sobre o dia do pai

Não tenho fotos com o meu pai - pelo menos em adulta.
Não escrevi sobre o Dia do Pai no Facebook, com mensagens lamechas, agradecimentos ou insultos como tantas outras pessoas (atrevo-me a dizer quase todas), fizeram.
Fiz um telefonema que não durou nem um minuto, apenas a dar um beijo e a desejar um dia feliz. Eram 19h00.
Não sei comunicar com ele, mas sei que foi o quanto bastou para ele sentir que não me esqueci do quão importante continua a ser para mim.

terça-feira, março 18, 2014

terça-feira é dia de...?

 
(ilustração de Rodrigo Matos)
 
De mais um texto, já sabem, no blogue A Vida de Saltos Altos do jornal Expresso.
O de hoje foi um grito de revolta com tudo o que tem vindo a lume nos últimos dias/semana, em que é impossível continuar calada. Tenho-me afastado de abordar no blogue temas da actualidade política, mas os mais recentes fizeram com que fosse impossível continuar a compactuar e não dizer nada sobre o assunto. Porque sinto que não avançamos, apenas retrocedemos, como o caranguejo.
A ler, aqui.

quinta-feira, março 13, 2014

confiança e coração de mãe

É ver o último anúncio do Continente e lutar para que as lágrimas não me caiam pela cara abaixo em bica e em pleno local de trabalho!
É que é mesmo isto, sem tirar nem pôr.

Cantê

Esta semana recebi informação de uma marca portuguesa de biquinis e fatos de banho que desconhecia. Chama-se Cantê e todos os modelos são da autoria de duas designers nacionais.
Quando comecei a ver as fotos de divulgação, os biquinis e os fatos de banho e a produção fotográfica, fiquei doida.
Os biquinis são lindos de morrer e os fatos de banho - que era o que eu queria - são super originais, bonitos, sexys e diferentes.
Confesso que fiquei apaixonadíssima por estes modelos (o meu favorito vai mesmo para o que dá o nó/laço a meio do peito e para o preto), mas qualquer um é de babar. Pelo menos são fatos de banho diferentes e não os sacos de batatas que geralmente vejo por aí.
Pelo que percebi não têm loja, mas showroom e página de Facebook. Na minha opinião só têm um "senão", serem tão caros... pelo menos para o meu bolso. É que, pessoalmente, custa-me muito dar 100 euros por uma peça de roupa. Seja ela qual for. Se for uma peça de roupa que signifique um bom investimento, que dure várias estações e seja intemporal em termos de tendências, até sou capaz de cometer a loucura e perder o amor ao dinheiro, num devaneio impulsivo, mas no caso de um fato de banho - que uso durante 2 ou 3 meses no máximo - e que, muito provavelmente, vai chegar ao final do verão já com os elásticos a dar de si e a licra a esmorecer, então está fora de questão. Mas estes, estes são lindos e fizeram (fazem) o meu coração palpitar!
 

 

terça-feira, março 11, 2014

Terça-feira é dia de...?

 
A falta de tempo e a quantidade louca de trabalho em que ando envolvida, fazem com que tenha pouca disponibilidade para pesquisar temáticas interessantes e que mereçam ser destacadas lá no outro lado, por isso, não estranhem (os poucos leitores deste blogue), se o texto vos parecer familiar. Na verdade é um remix/reply de um texto já aqui colocado, tornando este blogue como uma plataforma/rampa de desabafos e lançamento de possíveis temáticas a verem luz do dia no outro lado.
Não é esse o objectivo, mas confesso que às vezes me dá um certo jeito.
Espero que gostem.

segunda-feira, março 10, 2014

Não é justo

 
Uma pessoa passa o fim-de-semana todo em casa, a descansar e a parecer uma pequena sem-abrigo (ou seja, de pijama, sem qualquer tipo de maquilhagem e com ar desgrenhado). No Domingo decide cuidar-se um pouco, toma um banho de imersão, faz esfoliação, máscara anti-borbulhas para a pele + máscara de hidratação + máscara para o cabelo, deita-se cedo e dorme mais de 8 horas num sono profundo e regenerador para, segunda-feira acordar e pensar que está com uma pele óptima e sem olheiras quando, ao ver-se ao espelho, constatar que tem um pequeno himalaias em plena erupção acima do queixo, perto do canto inferior da boca.
E assim começa a semana que promete ser dura, muito dura. Ninguém merece.

sexta-feira, março 07, 2014

wishlist

Lembram-se deste post onde falava do casaquinho verde da Zara? Pois bem, é MEUUUUU.
My precious!
 
Pronto, cometi a loucura e decidi presentear-me com algo que verdadeiramente queria e gosto.
 
Sim, é um pequeno devaneio e luxo que dei a mim mesma. Não é nada de  necessário e essencial, trata-se de pura vaidade e admito-o, mas caramba, passo o mês inteiro a trabalhar (e no duro!) achei que também merecia perder um pouco a cabeça e comprar algo que queria e gostava. É que isto de andar o mês inteiro a penar e a dar no duro só para conseguir pagar renda da casa e contas, não mata mas mói. De vez em quando uma pessoa tem de ter pequenos apontamentos de loucura (mesmo que depois se arrependa e ache que afinal não precisava do casaco, que fui maluca, que o dinheiro me faz falta, que o devia de ter guardado e andar a dar-me chibatadas psicológicas pelo sucedido).
 
Mas agora já está, por isso, nada feito. Resta-me usá-lo. =)
 
Mas outro do meu objecto de desejo são estes botins, da Bershka. Já estive com eles na mão por duas vezes, já os cobicei seriamente, já estive para os trazer, já os voltei a colocar no lugar e saí da loja sem eles (hoje foi um desses dias). Já pensei que não posso, que este mês já cometi o meu acto de loucura e atingi a minha cota de vaidade pessoal e mensal permitida ao comprar o casaco verde.
 
Resta-me esperar que no final do mês e com o ordenado de Abril, eles ainda existam e o meu número esteja disponível.
 
Mas são tão lindinhos...
 

terça-feira, março 04, 2014

terça-feira é dia de...?

 
Em antigo feriado de Carnaval - para alguns ainda o é, o que não é o meu caso - as princesas e as gatas borralheiras são o tema do dia.
Onde? No sítio do costume, pois claro.

segunda-feira, março 03, 2014

Os que mais detestei


 De um modo geral a cerimónia de ontem não teve, na minha opinião, nenhum vestido daqueles de cortar a respiração. Houve alguns que gostei, mas nada que achasse por aí além. De todos, os que menos me encheram as medidas, foram estes.

 
Emma Watson numa versão negro porfírios a fazer lembrar Hogwarts e os seus tempos na saga Harry Potter. Só lhe faltava a vassoura. Não me convenceu.

Versão 2013
 Versão 2014
 
Anne Hathaway em Gucci. O ano passado andou com um vestido muito idêntico no corte, em versão cor de rosa (ao qual também não achei piadinha nenhuma e com a agravante de ter as maminhas em "riste"). Este ano repetiu a dose mas para pior. Esta rapariga, que tem um 'corpaço' e é linda de morrer, virou apagadinha e sem grande piada. Desde que fez de Fantine nos Miseráveis e lhe cortaram o cabelo que nunca mais ficou a mesma.

 
Jessica Biel em Chanel. A pele aúrea num vestido a puxar para o prateado vs cru não ajuda e o look fica mortiço e sem sal. O cabelo também não estava no seu melhor. Parecia que tinha tirado os rolos e escovado o cabelo à pressa sem conseguir produzir o efeito de ondas glamourosas pretendido, mas numa versão a atirar para o amadora. Não me animou.
 
 
A Charlize é uma profissional da passadeira vermelha e geralmente nunca erra. Já a vimos em alguns dos vestidos mais bonitos da red carpet mas o deste ano não me rouba suspiros. Há quem o adore e ache magnífico, eu acho que aquelas alças transparentes são simplesmente hediondas e só me fazem lembrar aqueles sutiãs que se usam com tops, que é suposto disfarçar as alças e não se verem, mas que no final só arruinam ainda mais o look.

os meus preferidos da noite

 
Angelina Jolie em Elie Saab. Nada a dizer. Um dos meus criadores favoritos que no diz respeito a vestidos de gala. Simples, elegante e maravilhoso.
 
 
 
Kate Hudson em Versace. Nem sou grande apreciadora da casa Versace, mas este vestido era simplesmente fantástico. Adorei o pormenor das costas e os ombros tapados.
 
 
E o que dizer da Lupita no seu vestidinho Prada azul escolhido porque lhe fazia lembrar o ceú de Nairobi? Divina. E nem me digam que o vestido ficaria melhor a alguém com mais "formas", porque eu acho que ele fica belo assim mesmo, sem qualquer adereço nem enchimento, apenas como ela é, com peito pequeno assumido e com aquele tom de pele chocolate que faz o resto.
E sim, fiquei acordada a ver os óscares e hoje vim trabalhar. Não há base ou corrector que disfarce as minhas olheiras, nem ben-u-ron que apazigue a minha dor de cabeça.