quinta-feira, junho 19, 2014

deep green ireland

Regressada de férias e de uma curta escapadinha à Irlanda, o meu mood atual é um pouco a puxar para o sorumbático. Apetecia-me continuar de férias, pois sinto que passaram a voar e continuo cansada, soube a pouco. Tenho semanas duras pela frente e as próximas férias serão só na segunda quinzena de Agosto, pelo que tenho de esquecer que ainda faltam quase 2 meses de trabalho pela frente.
Da Irlanda, o que dizer? Há muito que tinha o desejo de conhecer este país e de ir a Dublin. Andei muito, muito mesmo. Serviu para compensar toda a quantidade de porcarias que comi, de fritos e de sidras que bebi. Dublin surpreendeu mas não encantou. Não da forma como outras cidades já me fascinaram e, nesse aspecto é um pouco decepcionante quando depositamos tantas expectativas num sítio e depois elas saem goradas. Achei a cidade cinzenta em demasia. Falta-lhe cor e luz e magia, mas tem um rio e eu sempre gostei de cidades com água.  Os irlandeses são de uma maneira geral bastante simpáticos, afáveis e bem dispostos. Bebem que se farta. Fazem a festa com pouco e estão sempre na maior. Desde que haja música e cerveja está-se "bem". Não há cá tempo para lamechisses como nós e nesse aspecto gostei bastante da forma de estar na vida. Quanto a elas, achei-as "assanhadas" e mais não digo com medo de sofrer represálias de alguma irlandesa séria e boa rapariga que eventualmente me leia. Ficámos em casa de um amigo, pelo que não tivemos custos com dormida, mas andámos sempre a comer fora e mesmo indo a take aways e coisas mais acessíveis, a comida é bastante mais cara do que cá. Um simples capuccino ou café expresso, nunca custa menos de 3 ou 4€.... por isso é um rombo bem grande na carteira. Comer, por pouco que fosse de manhã, nunca ficava em menos de 20 euros para duas pessoas. Mas em compensação, ao almoço, íamos a uma loja de conveniência tipo subway, onde comprávamos sandes gigantescas, bebida e fruta e sentávamo-nos em algum banco de jardim ou recanto da cidade a comer e simplesmente a observar a vida das pessoas.
Os pints são igualmente caros, mas em compensação dão-nos meio litro de cerveja num copo. Eu, que sou menina que não gosta assim tanto (ou quase nada) de cerveja, valeu-me a cidra. Confesso que continuo a preferir a Summersby que, curiosamente, lá não havia, mais docinha e sem tanto sabor a álcool, mas provei uma de morango e lima que me levou aos céus. Era de origem sueca, por isso tenho de ver se a descubro na loja do Ikea. Visitámos também a Guiness Storehouse. É giro sim, dão-nos pints no final (acho que é simplesmente por isso que toda a gente lá vai), mas não fiquei a morrer de amores, até porque não gosto assim tanto de cerveja para passar mais de duas horas num edifício totalmente dedicado à mesma. (Sou uma esquisitinha sim, eu sei!)
Tivemos uma sorte descomunal com o tempo, nunca choveu, o que para a Irlanda é algo inédito. Também não é tão frio quanto pensava. Eu, que tenho "raça de cão pelado" fui prevenida com camisolas e casacos e houve alturas em que tive tanto calor que até me senti mal. O ponto alto da viagem foi a visita à prisão de Kilmainham Gaol em Dublin. Desconhecia a história e é impossível sair dali sem nos sentirmos pequeninos perante tanta grandeza de alma e gente disposta a morrer por uma causa. Pelo meio ainda conseguimos visitar algumas regiões perto da costa e subúrbios "fancy" em torno de Dublin onde ficámos uma noite, ver a paisagem "deep green" irlandesa e, por momentos, fazer aquilo que os irlandeses fazem ao fim-de-semana: estar com a família, passear, comer, beber, rir e aproveitar a vida. Foram cinco dias que passaram a voar e que fizeram com que estas férias soubessem a pouco.
Ficam algumas imagens só para deixar uma ideia do que vimos e do que vivemos.

 
 

sexta-feira, junho 06, 2014

disturbing sleep, good news

 
Hoje adormeci e acordei uma hora mais tarde do que o devido. Nos últimos dias tenho andado tão cansada que geralmente às dez e meia da noite já estou deitada, o que é algo inédito, já que tenho tendência a ir para a cama entre a meia noite e a uma da manhã. Mas a idade, o trabalho e o cansaço acumulado vão fazendo mossa no corpo e esta semana tenho dormido mais horas do que o habitual, mas nem por isso ando com melhor aspecto ou com uma pele mais reluzente...  O que vale é que hoje é sexta-feira e na próxima semana estarei de férias, com uns diazinhos fora daqui... (mas sobre isso falarei e mostrarei depois).
Hoje quando acordei lembráva-me perfeitamente do meu sonho porque o mesmo me perturbou. Sonhei que tinha tido um bebé, mas que não fazia a mínima ideia que estava grávida. Tinha ido à casa de banho e tinha dado à luz, sem esperar e suspeitar, um bebé perfeitamente saudável mas inesperado. No sonho lembro-me de estar perturbada e de só pensar. "Mas como é que eu não sabia, como é que eu não sabia?" e de pensar que a barriga não me tinha crescido durante 9 meses - não mais do que aquilo que ela já é, com os típicos pneuzinhos residentes - e de estar desesperada por não ter absolutamente nada para a criança, nem uma simples peça de roupa para lhe vestir. E ali estava ela, nascida na sanita, indefesa, nua e inesperada. Acordei tão angustiada com todo o sonho que permanecia tão vivído na minha mente, que decidi pesquisar o seu significado na net só numa de tentar encontrar respostas. (Para além das evidentes!) 
Vale o que vale, ou seja, não acredito nestas coisas mas confesso que gosto de saber que significados lhes atribuem e foi por isso com prazer que li que, sonhar com gravidez quando não se está grávida sgnifica boas notícias, normalmente fases de prosperidade, conquista, projectos, sonhos ou renovação de ideias.
De uma criança nascida inesperadamente na sanita para notícias de prosperidade vai uma grande diferença, mas a ser verdade, venham elas, as boas notícias, novos projetos, sonhos e renovações... ah, e crianças também, sim, mas de preferência com enxoval feito!
 
 

colégio privado vs escola pública

Ando às turras com o meu ex-marido por causa da decisão de retirada da M. da escola actual, um colégio particular, para a colocar numa escola pública. O que me chateia não é o facto de ela sair de um colégio particular para uma escola pública, até porque não faço assim tanta questão que ela continue naquele colégio. O que me chateia a sério é o pai apenas ter comunicado essa decisão em finais de Maio, quando a maior parte das escolas públicas está a terminar o seu prazo de candidaturas e matrículas, sem termos visto nenhuma escola durante todos estes meses e quando eu já comuniquei no colégio que ela seguia para o primeiro ciclo.
Para além disso, as escolas públicas da minha área de residência são todas bastante mázinhas, com condições e instalações que me deixam com o coração apertado e que não me convencem em termos de segurança, disciplina, educação, actividades e condições. Tenho ainda o problema de que não tenho um trabalho das 9 às 5, geralmente saio bastante tarde e não consigo ir buscá-la cedo nem tenho ninguém que o possa fazer por mim (ou budget para pagar a quem o faça). Com a transição para uma escola pública e um horário a terminar perto das 16h00 ou 17h00, tenho ainda a questão de ter de arranjar actividades extra-curriculares, de preferência na própria escola, que garantam que ela fica ocupada até à hora em que eu terei disponibilidade para a ir buscar. Ainda há a questão de que a escola pública, ao contrário de um colégio particular, tem uma data para começar o ano lectivo, o que significa que após o final de Agosto - altura em que termino as férias - ela ainda ficará cerca de duas a três semanas sem escola e se no colégio eu podia colocá-la lá mesmo antes do ano lectivo arrancar "à séria" e ficar descansada porque têm as portas abertas, numa escola pública isso já não acontece...
Enfim, têm sido muitas as preocupações que me têm ocupado a cabeça nas últimas semanas ao ponto de andar com o couro cabeludo a escamar. (Sempre que tenho episódios de stress acontece-me isto).
Ela ainda nem sonha que vai mudar de escola, confesso que como ainda está tudo tão no "ar", com tantas incertezas em relação à decisão, ainda não tive coragem de lhe dizer e, apesar de saber que a maior parte das crianças que constituem a turma dela vão sair para outros colégios, custa-me que a aquela que foi a sua casa nos últimos 3 anos, onde já conhece as educadoras, assistentes e até, aquela que seria a sua professora no primeiro ciclo desde que tem 3 anos, deixe de o ser.
Tenho medo que regrida na educação, que não goste da  escola e de estudar, que passe por complicações, assusta-me a ideia de não ter um feedback tão directo da parte da escola ou que aquela cabeça no ar - que é a minha filha - simplesmente sofra com o assunto.
Bem sei que os miúdos se adaptam e que todas as mudanças nos deixam assustados. Acima de tudo sei que não a posso proteger sempre da maneira que muitas vezes gostaria e que isso não é o fim do mundo, mas  todas estas questões deixam-me ansiosa e com muito medo do futuro.
Sempre frequentei escolas públicas em toda a minha vida, da primária - agora tão pomposamente chamado de 1º ciclo - à universidade. Sempre achei que existem excelentes professores no ensino público - eu tive a sorte de ter vários - que eram realmente interessados, que gostavam do que faziam, que se preocupavam com os miúdos, que puxavam por nós, que fizeram a diferença no meu gosto pelos estudos, mas também sei que muito mudou nestes últimos 35 anos e agora, apesar de ter noção de que continuam a existir excelentes profissionais no ensino público, tenho dúvidas se os níveis de qualidade, rendimento, aproveitamento escolar e motivação ainda se prezam pelos mesmos valores e se a minha filha terá a sorte de encontrar alguns no seu percurso.
E também, porque considero que as bases que ela vai ter a partir de Setembro serão fundamentais para o seu futuro e percurso escolar.
Tudo isto me assusta e me deixa apreensiva e me faz desejar que o mês de Setembro tarde em chegar.
(e que o dia 15 de Junho não seja já na próxima semana)

dos finais de tarde e dos sonhos

 
Ontem foi dia de assistir à edição do primeiro livro de um amigo meu.
Já cheguei tarde demais. A sessão de apresentação começava às 18h30 e eu sabia que não ia conseguir lá estar antes das 19h30. Tivesse eu esta capacidade de prever o futuro em geral como tenho para as coisas mundanas da vida e estaria rica - ou seria uma mulher bem mais prevenida.
Cheguei já tudo tinha terminado, mas cheguei. Ainda a tempo de o felicitar e pedir-lhe que autografasse um exemplar.
Pequena cria foi comigo, que isto da cultura e o amor às letras e às artes é algo que se incute desde pequenino.
Um dia chegará a minha vez de realizar este sonho antigo e também terei a minha filha sentada na fila da frente.
 
 
 
(foto retirada da página de FB da editora Guerra e Paz)

quarta-feira, junho 04, 2014

I can't stand the noise of my biological clock

Pois é. É mesmo isto. Ele anda a fazer barulho alto e a bom som. E eu oiço-o e gostava de me deixar levar por ele, vontade não me falta, mas o bom senso diz-me que tenho de ter calma.
Não escondo, nem nunca escondi que gostava muito de voltar a ser mãe e agora, passados quase seis anos após ter tido a experiência, em que ela está autónoma e cada vez mais menina, a vontade de repetir a maternidade regressa como nunca. A juntar a isso, a quantidade de gente à minha volta que está grávida, ou ver como, um pouco por toda a blogosfera, está tudo a ir às segundas, terceiras e até quartas voltas. (É impressão minha ou quando uma pessoa anda a tentar controlar estes ímpetos e desejos de voltar a ser mãe novamente, todo o mundo decide ter bebés só numa de provocar?) Estou a brincar, obviamente, mas a verdade é que verifico que há um baby boom intenso. Em relação a isso desenvolvi a teoria de que o ter filhos, actualmente, é um grito do ipiranga, um acto de coragem. É como se tudo estivesse tão mau (que está) e o futuro tão negro e sem esperança, que ter filhos é a forma mais pura de felicidade, mesmo que isso acarrete um grande esforço e sacrifício dos casais.
Para além de tudo isto, como se não fosse já suficiente, tenho ainda uma filha a caminho dos seis anos que odeia ser filha única - tal como a sua mãe - em que todos os dias me pede um irmão, que comenta com as educadoras e auxiliares da escola que vai pedir um ao Pai Natal, que me pede sempre para ler a história "dos dois irmãozinhos" quando a deito, ou como ontem, em que me diz que não se importa de dividir o quarto e de partilhar os brinquedos.
Relógio biológico, aguenta a corda mais uns tempos por mim, sim?

terça-feira, junho 03, 2014

terça-feira era dia de...

 
Era. Passado. Pretérito perfeito.
O projeto A Vida de Saltos Altos chegou ao fim, pelo menos no formato em que o conhecíamos. A terça-feira passou a ser uma simples terça-feira e não o dia em que um texto meu estava online, assinado com o meu nome, recordando tempos idos de jornalista e num género que sempre apreciei: a crónica.
Foram perto de dois anos a escrever diariamente e sem ganhar um tostão com isso. Foram dois anos a arranjar temas e a dar a minha visão e opinião sobre os mesmos. Foram dois anos que passaram a voar, que conheci novas pessoas e que partilhei, com mais 5 incríveis mulheres, um espaço, numa casa que, por momentos, pude chamar de minha. Mesmo que não fosse. Mesmo que estivesse ali só de passagem.
Valeu acima de tudo pelo exercício de responsabilidade com que me obrigou a encarar aquele espaço onde a tutela "Expresso" pesa tanto quanto orgulha. Escrever para o "Saltos Altos" não me trouxe fama, nem me levou a ser oradora sobe a temática das mulheres no mundo actual, não editei livros, nem fui convidada como key opinion lider sobre a matéria, mas fez-me acreditar ainda com mais força na defesa dos direitos femininos e no poder que uma simples voz pode ter para abrir consciências, despertar interesse ou simplesmente desabafar sobre coisas que me revoltam.
Foi bom e ficarei eternamente grata por esta experiência.
 

terça-feira, maio 27, 2014

Post a voar

Eu bem disse no post anterior que esta semana não ia ser fácil. E hoje senhores, hoje foi outro diazinho "daqueles"... mas amanhã o dia promete ser ainda mais dado à resistência cardiovascular. É que com um evento com mais de 100 pessoas marcado para de manhã, vamos lá ver se este músculo sofredor aguenta. E hoje ainda me espera uma noitada em Tires entre aviões.
Amanhã dou mais notícias. ( A voar)

segunda-feira, maio 26, 2014

Uma nova semana começa...

E nada como sair de casa com uns mega saltos e esbardalhar-me toda pelas escadas abaixo! Que maravilha! Ficar estendida, com as pernas a tremer que nem varas verdes, com o rabo estatelado no chão e vir a deslizar pelas escadas do prédio só parando no final. Pelo meio, um valente tombo que certamente me irá valer umas belas nódoas negras e uma mão toda esfolada. Voou portátil, voou almoço, voou a mochila da escola da miúda, voou a mala, voou tudo - sim, porque mãe que é mãe anda sempre carregada que nem uma mula - e eu cumpro à letra o epíteto!
Depois, ainda mal refeita do choque, muito periclitante, venho trabalhar ainda meio abananada e incrédula por não ter partido uma perna. Chego ao trabalho, ligo o computador e começo a descarregar os emails, já depois de ter respirado fundo e de me ter mentalizado que "ok monday, lets do this". Começar a comer qualquer coisa que se possa equiparar a um pequeno-almoço decente (como sempre o meu iogurtezinho com granola já no meu local de trabalho) e ir tendo um pequeno (grande) enfarte quando leio um email de um cliente a rescindir um projecto que tinha começado nem há uma semana.
Esta semana promete ser rica em emoções fortes.
Vou fazendo a actualização. Se sobreviver.

quinta-feira, maio 22, 2014

Porque faz hoje um mês que fui...

... até ao Panamá (em trabalho, é certo, mas ainda lá fiquei uma semana) e como ainda não tinha falado uma única vez sobre a viagem e muito menos mostrado imagens, aqui ficam umas quantas. Só para abrir o apetite. Depois prometo, com tempo e calma, falar sobre algumas coisas em particular e mostrar mais fotos.

quarta-feira, maio 21, 2014

De hoje


Está um belo dia de Primavera, não acham?
Bom dia!

terça-feira, maio 20, 2014

coisas de me irritam

Há coisas que continuam a surpreender-me mesmo após anos de profissão e de lidar com assuntos desta natureza todos os dias. Eu seria incapaz de me pagarem para fazer um texto - seja que valor for - e enviar o mesmo sem qualquer tipo de revisão, sem me dar ao trabalho de alinhar o texto, rever gralhas ou, simplesmente, de ter o cuidado de fazer algum trabalho de casa sobre o que estou a escrever. E continuo a ficar parva de como é que eu faço parte de um sistema que continua a permitir que isso aconteça. Pagar a uma pessoa - seja ela uma bloguer ou um colaborador externo - para escrever um texto, não é a mesma coisa que esperar que essa pessoa debite uns quantos caracteres sobre um assunto e pronto. Eu, pelo menos, espero que essa pessoa honre o compromisso que tem para com quem a contrata e se dê ao trabalho de ter algum brio profissional para fazer as coisas minimamente bem feitas. E nem estamos a exigir dissertações sobre a conjuntura macro-económica ou artigos de opinião sobre a saída da Troika e os seus efeitos na sociedade portuguesa...
Mas não, o que constato é que há cada vez mais pessoas, que se auto-intitulam de bloguers, que despacham assuntos sem se dar a qualquer tipo de trabalho simplesmente porque, actualmente, acham que vivem um estado de necessidade divina para as marcas. Estado esse que, na sua visão pessoal, consideram essencial e sem fim à vista.
Ou muito me engano ou um dia a bolha rebenta e vai correr mal. Por mim, rebentava já hoje. É que há tanta gente de valor desempregada a precisar de uma oportunidade, que se há coisa que me irrita solenemente, é ainda andar a dar tempo de antena a quem não merece e a incompetentes.
 

segunda-feira, maio 19, 2014

Há alturas em que me sinto um dinossauro...

 
Como hoje, à hora do almoço, onde numa conversa trivial sobre os jovens de agora e os de antigamente, formas de fazer as coisas e aprendizagem, a minha pupila disse o seguinte: "Lembro-me que uma vez estava na redacção e a directora veio mostrar-nos como faziam a revista antes de existir internet e nos mostrou slides. As imagens da revista eram escolhidas em slides" como se fosse algo pré-histórico. E eu adoro-a (à pupila), é uma miúda super despachada e proactiva, mas senti-me uma espécie de dinossauro em extinçao quando lhe disse que quando comecei a trabalhar na área as coisas eram assim que se faziam. Que pedia rolos de 24 ou 36 slides no economato sempre que tinha reportagens e que todas as redacções tinham uma mesa de luz, precisamente para seleccionar as imagens que estavam em slides e vê-las em pormenor, assim com arquivadores, onde guardávamos todo o registo fotográfico devidamente catalogado por data e edições em dossiers.
Ela olhou-me com ar de espanto e admiração, numa espécie de "Como é que era possível?"...
E eu apenas tenho 10 anos de diferença em relação a ela.

Domingo é dia de Home Treatment

Depois de um fim-de-semana muito bem passado, quando cheguei a casa e me vi ao espelho, arrepiei-me. É que o campo é muto bonito sim senhora, mas quando lá estamos também temos tendência a nos desleixarmos com as coisas. Afinal, estamos no campo, não é verdade? Não é necessário um grande brio na imagem, qualquer roupa um pouco mais velha ou gasta é suficiente, as unhas não faz muito sentido estarem pintadas (chega a ser até um pouco ridículo) e a maquilhagem então, fica de lado. Qual é o sentido de andarmos de eyeliner nos olhos quando andamos a fazer caminhadas no meio do pinhal ou a dormir a sesta? Mas depois, saindo daquele ambiente e envolvência, quando damos por nós em plena selva urbana arrepiamo-nos perante a mulher das cavernas em que nos transformámos. Então, vai daí,  decidi aproveitar as poucas horas que restavam do meu Domingo para pintar o cabelo e esconder os quase dois dedos de raiz que já faziam parte da minha recente imagem de marca, assim como uma máscara para a pele, buço e ainda ter tempo para experimentar um novo branqueador dentário que comprei na farmácia.
Tudo é muito bonito assim de contar na primeira pessoa - e acredito que ainda mais deva ser de ler - mas a verdade é que a tinta que comprei - um avelã claro que, a julgar pela cor da embalagem me garantia uns 3 tons mais claros abaixo do meu tom normal, revelou-se, afinal, num castanho escuro normalíssimo com uns apontamentos a puxar ao caju e mais para o arruivado do que para o castanho cor de mel. E eu, que até andava a gostar do meu tom claro e ombré a roçar o louro vi-me novamente reduzida à morena que sou e não gostei. Não achei piadinha nenhuma. Senti-me defraudada. Afinal, compro o tom mais claro que alguma vez me atrevi a colocar no meu cabelo e o resultado foi um castanho igual a todos os outros? E pensar que ainda me senti atrevida quando, em pleno supermercado, me decidi a trazer aquela cor com medo do resultado final. Ainda cheguei a hesitar. "E se fico demasiado loura?", pensava eu, na minha santa ingenuidade, de que iria sair dali quase russa, quando afinal me saiu o tiro pela culatra. E o mesmo estou quase tentada a pensar que se vai passar com o branqueamento dentário. Foi comprado na farmácia e tem a forma de duas moldeiras - uma para a arcada superior, outra para a arcada inferior - que devem ser utilizadas durante 20 minutos no espaço de  5 dias. Estas moldeiras trazem um produto cuja acção, em contacto com os dentes, promete resultados imediatos a partir da primeira utilização. Pois bem, eu estive ontem com aquilo na boca durante uma boa meia hora. Pelo meio engoli vários litros de baba e parecia uma anormal sempre que tentava articular uma palavra. Hoje, olho os meus dentes ao espelho e não vejo resultado nenhum. Espero bem que a senhora da farmácia não me tenha ludibriado - já que garantiu que aquilo "funcionava mesmo" - e que  os 31 euros que dei pelo produto não tenham sido puro marketing de boca.
 

weekend off


Passei o fim-de-semana em pleno campo e a comer como se não houvesse amanhã. Não é mesmo cliché o velho dizer de que “os ares do campo abrem o apetite”. O meu foi de vento em popa, tendo tido a habilidade de me deixar surpresa com a minha capacidade de enfartamento. Desde a sopa da pedra – daquela cheia de entulho, com carne, feijão, massa, batata e nabo – tudo coisas que nem aprecio, mas que ali, naquele momento e naquele local, faziam sentido e me souberam pela vida, a enchidos das mais variadas  qualidades, passando pelo porco no espeto acompanhado de arroz e feijão preto, à orgia de doces no final, com grande destaque para o cheesecake e para o bolo de chocolate com doce de morango, provei tudo a que tinha direito.
Tudo isto, claro, a juntar a uma noite estrelada a perder de vista, a um calor abrasador que deixa os corpos moles e invadidos pelo sono durante o dia, à boa companhia e minis bem fresquinhas, vim de lá cheia de vontade de que o fim-de-semana não acabasse nunca e hoje, encontro-me aqui a alternar entre a preguiça e a inércia, qual anjo mau por cima do ombro, tentando não me influenciar por este tempo de segunda-feira onde até o sol se foi.

Isso e o facto de saber que, nos próximos dias, tenho de purgar todos os devaneios gastronómicos que cometi.

Aguenta e não chora!

quarta-feira, maio 14, 2014

vazio agudo

 
 
Hoje de manhã tive um vislumbre de esperança, mesmo que no meu intímo soubesse que era improvavél. E, por momentos, recuei no tempo e dei por mim a desejar que aquele risquinho rosa vingasse e provasse o impossível. Mesmo que virasse a minha vida do avesso.

quarta-feira, abril 16, 2014

O mundo ao contrário

Para além de ter saído da Primark a sentir-me uma lontra gorda e flácida, com o sex-appeal de uma avozinha do que aquele que ainda é suposto sentir-se aos 35 anos de idade, ontem ainda tive de presenciar uma conversa que me deixou banzada. Dizia uma colega - magrérrima por sinal - sobre outra igualmente magrérrima, que a segunda era - e passo a citar - "gorda".
 
"Deve vestir para aí um 36, é gorda".
 
...
...
...
 
36!
 
"gorda"
 
...
...
...
 
Se isto não é o mundo ao contrário, não sei o que é.
 

odeio o verão e odeio ter de experimentar roupa de praia

Ontem fui à Primark, fazer umas compras de última hora antes de ir de viagem e aproveitar o resto de saldo que ainda tinha num cartão oferta, com o objetivo de comprar um fato de banho. Tinha visto um num catálogo da marca e que andava a namorar há bastante tempo, mas que pelos vistos ainda não chegou às lojas - ou pelo menos na Primark do Colombo não havia.
Acabei por experimentar dois fatos de banho simples e sem nenhuma beleza adicional só porque sim. Um em azul escuro completamente liso com alças e outro, estilo cai-cai, às riscas azuis, que acabei por trazer só por descargo de consciência mesmo não gostando propriamente do padrão. É super frustrante constatar que existem dezenas de biquinis giros, às cores, com padrões super apetecíveis e os fatos de banho são o oposto, feios, sem graça nenhuma e quando os vestimos ficamos a sentir-nos uma velha gorda.
Fiquei deprimidíssima quando os experimentei e cheguei à conclusão de que este ano, na praia, só mesmo de burka.
Já vos disse que odeio o verão?

o fato de banho que ia à procura e que não encontrei...
e um biquini de cuequinha subida - que me agrada muiiittooo - mas do qual também não havia sinais.
 

terça-feira, abril 15, 2014

gestão interna

 
De hoje a uma semana, a esta hora, estarei a viajar para o outro lado do mundo. Será um dia inteiro no ar e em trânsito. Já ando a pensar na mala e que tipo de roupas deverei levar tendo em conta que o calor é muito, assim como a humidade, e que não posso ir carregada com grandes quantidades de roupa... E eu sou péssima, péssima a fazer malas, do piorio, porque acho que tudo me faz (ou vai fazer) falta! Para agravar a situação irei andar todos os dias com a mala de viagem, pois nunca ficarei mais do que um dia/noite no mesmo hotel. Serão muitos check-ins e check-outs - assim como voos internos - e andar com um malão pesado e enorme a reboque não é lá muito prático. Isso significa que terei de ser multifacetada nas escolhas para conseguir viajar o mais leve de peso possível e eu não sou MESMO a pessoa mais indicada para aplicar esta regra. Avizinham-se portanto, momentos de stress e de escolhas difíceis reservados para segunda-feira à noite, já que será a única altura em que terei oportunidade de me dedicar ao asssunto. É que antes ainda irei passar a Páscoa ao Algarve, com partida na 5ª feira a seguir ao trabalho e regresso no Domingo ao final do dia. Ora, quando chegar a Lisboa no Domingo à noite, seja a que horas for, ainda terei de 'refazer' a mala da miúda e planeá-la para uma semana. É que com a minha partida na terça-feira às 6 da manhã, não tenho outra hipótese a não ser pedir aos meus pais que a venham buscar na segunda, o que significa que terei de levar a mala da criança logo de manhã para a escola para os meus pais irem buscá-la a meio do dia. Vai ser uma logística de doidos e pouco tempo para me dedicar a planeamentos. Mas, como boa portuguesa que sou, apesar de saber que me espera toda essa quimera, já só penso é no feriado e no fim-de-semana prolongado a sul!
 

terça-feira é dia de...?

 
O de hoje fala das modas detox em extremo e da morte de Peaches Geldof.
Eu, como boa adepta de comida, prefiro ser roliça mas feliz com um bom pastel de nata ou uma bola de berlim, do que magra alimentada a líquidos.
(Mas isso sou eu.)
Desta foto, tirada na lua de mel, apenas retenho os olhos naquele anelão lindo e gigantesco - que deduzo que seja o de noivado - e pergunto-me: porquê rapariga? Porquê?

segunda-feira, abril 14, 2014

Das despedidas

Segunda-feira é sempre dia de despedidas e geralmente o Domingo à noite é sempre sinónimo de ansiedade. Há semanas que correm melhores que outras, em que ela está animada e não lhe custa tanto e depois há outros dias, como ontem, em que me disse que ia ter saudades minhas e eu, tentando minimizar a saudade e animá-la, disse-lhe que a mãe está sempre com ela mesmo quando estamos afastadas. A mãe nunca a abandona. A mãe está sempre no coração. E que sempre que ela se sentir com saudades e pensar na mãe, que se lembre que nunca está sozinha.
Ela emocionou-se tanto que, apertou-me forte contra o seu peito num grande abraço e disse: "Vou chorar de alegria". 
E chorou.
 
Porra, custa muito tudo isto.
 

fim de semana boommm

Costuma dizer-se que quando estamos bem e felizes, o tempo voa, não é? Aquela sensação de peso do tempo, a languidez, a demora, o arrastar das horas... tudo deixa de existir quando o tempo é bem aproveitado, seja na companhia da família, dos amigos, dos filhos, de um amor...
Este fim-de-semana teve esse sabor. O sabor do tempo que voa e que nos deixa de sorrisos nos lábios. Aquela sensação de: "ainda ontem era sexta-feira e estava a sair do trabalho e hoje já é domingo à noite". Valeu a pena, deu ânimo e vontade que o próximo chegue igualmente depressa.

sexta-feira, abril 11, 2014

aiiii

A propósito do post de ontem, afinal a coisa piorou e o countdown é agora ainda maior, pois a data foi antecipada.
Aiii senhores que morro de nerbios.

quinta-feira, abril 10, 2014

Countdown

 
Este mês vou fazer uma viagem de trabalho - durante uma semana - para um país... exótico.
À primeira vista é muito apelativo e eu tenho consciência disso. Não há ninguém, mas absolutamente ninguém, que quando saiba para onde vou não fique com aquele ar de "Bitch, que sorte que tu tens" e a rogar-me pragas secretamente, mas eu myfriends... Eu, eu, eu... Estou borradinha de MEDO!
 
Medo da viagem de quase um dia inteiro no ar, medo dos voos internos que vou ter de fazer diariamente como quem apanha o autocarro para ir trabalhar, da minha rica filha que deixo cá e que vou estar quase 3 semanas sem pôr a vista em cima, de ser assaltada ou ter um acidente, de não ter como contactar as minhas pessoas, medo de que algo de muito mau aconteça.
Enfim, chego à conclusão de que sou mesmo é pobre. Só pobre pouco habituado a estas coisas é que tem um medo destes.

E já só faltam 12 dias.

you made my day


Lembram-se deste post?
Pois bem, a minha colega 'fofinha', faladora e expansiva hoje, enquanto eu partilhava uma curiosidade que presenciei ontem na escola da Madalena (e sobre a qual também hei-de falar aqui), vira-se para mim e pergunta: "Que idade é que tu tens?". Eu respondi, "35". Do outro lado um ar surpreso e de admiração: "35? Não parece nada!".
Pronto, acho que foi a forma simpática de ela ver se eu quebro.

quarta-feira, abril 09, 2014

a minha filha é mesmo gaja

 
Hoje de manhã, depois de a ter chamado para se levantar da cama várias vezes e quanto, já vencida pela insistência, decide percorrer o corredor da cozinha em direcção à casa de banho para o xixi matinal, ainda estremunhada com sono, olhou para mim, mirou-me de alto a baixo, encostou-se à pequena mesa que tenho na cozinha e ali ficou, a olhar para os meus pés.
 
"- Uau mãe, adoro os teus sapatos!"
 
Não há dúvida, é mesmo gaja!

terça-feira, abril 08, 2014

O que é que tu fazes mesmo?

 
Isto de se ser 'R.P.' (relações públicas), consultor de comunicação, gestor de projectos de comunicação, assessor e todos os restantes nomes pelos quais somos chamados e que nunca ninguém sabe muito bem ao certo no que é que se traduz, tem mesmo muito que se lhe diga. Uma delas é que, até hoje, se perguntarem aos meus pais o que é que a filha deles faz, os mesmos não saberão explicar. Depois de anos no jornalismo, onde apesar de todas as contrariedades e salário miserável, ainda é uma profissão que toda a gente sabe no que se traduz - mais não seja "escreve uns textos e o nome dela aparece no jornal" - mudar para a assessoria e relações públicas é como fazer parte do lado negro da força, uma espécie de limbo que traduz as nossas vidas, ao contrário dos eventos sociais que a grande maioria acha que nos movimentamos. "Conheces imensa gente", "Vais a festas", ou "Passas a vida a viajar", são algumas das ilações que se ouvem, onde dizer que se trabalha em RP é sinónimo de sermos comparados à tia Maya e às festas de verão no Algarve. Pois bem, deixo-vos com um apanhado cheio de humor e resumido de forma (quase) certeira, sobre o que é isto de se trabalhar a comunicação de clientes.


Read and weep myfriends.

Terça-feira é dia de...?

Texto no outro estaminé.
O tema de hoje toca-me em particular e, por esse motivo, achei que devia de escrever sobre o assunto.
Porque a maquilhagem é mais do que uma questão estética e tem muito de impacto na auto-estima de uma pessoa. E a pele que nos cobre, é só uma e temos de aprender a viver com ela, de preferência, sem auto-comiseração e da forma mais sensata possível.

segunda-feira, abril 07, 2014

Flashbacks


Descobri recentemente este blogue (que também é novo, tem pouco mais de um mês) e o tema, como devem calcular, diz-me muito. (Se forem novos por aqui no estaminé e não souberem do que falo, basta perderem um pouco de tempo a ler alguns posts mais antigos e perceberão do que me refiro).
Mas ao ler o texto de hoje, revi-me praticamente a cada linha, tanto, que até deixei um comentário! (Coisa rara, que não sou de deixar comentários em muitos blogues)
Se há coisa boa que o meu divórcio me proporcionou foi a libertação da sogra e o deixar de sentir cada convívio ou reunião familiar como um martírio, uma pilha de nervos, ou com a ansiedade que sempre se apoderava da minha pessoa e me fazia estar condicionada, pressionada para agradar, ou contida para não arranjar conflitos, contribuindo para a (podre) harmonia familiar. Não havia vez nenhuma em que não estivesse com aquela pessoa sem sentir que a mesma tinha ultrapassado os limites do razoável, ou que não me sentisse humilhada e desrespeitada. E é por isso que hoje, olho para trás e sinto que apesar de ela ter voltado a ocupar a casa onde eu vivia com o filho e que ela sempre louvou como "uma maravilha", ou "que não há outra igual", como "a qualidade máxima de vida" que, no fundo, no seu intímo, quando deita a cabeça à noite na almofada, ou quando a minha filha lhe vai dizendo, na ingenuidade própria da idade e típica das crianças, do que é que a mãe faz e que exemplos lhe dá, ela me sente a falta e me admira a coragem de ter tomado a decisão que tomei e de ter seguido a minha vida, mesmo que para tal tenha deixado a dela virada de pernas para o ar.
Porque eu sentia necessidade de voltar a ser eu outra vez, de respirar e de me sentir livre. Para mim família não é aquele martírio, não deve ser aquela sensação, não deve ser aquele sentimento, não deve ser a anulação do que sou, do que penso, do que gosto ou de como quero viver de acordo com as aprovações de terceiros.
E por tudo isso hoje sou, sem dúvida, mais feliz em tantos aspectos.
 

já não faço fretes

Não tenho 50, mas há muito que deixei de conseguir disfarçar. Aliás, quem me conhece sabe que uma das minhas qualidades (ou defeito, depende sempre do ponto de vista), é que sou tão transparente que basta olhar para mim para escrutinar o que me vai no pensamento.
E se essa é uma características dos 50, deve ser por isso que me considero uma alma velha.

as coisas como elas são

 
Começou uma nova semana e ela deixou de usar aquele anel simples, amarelado e sem qualquer adorno, semelhante a uma aliança, que lhe deixava o dedo verde do uso, mas que lhe proporcionava algum conforto emocional e que lhe permitia não se sentir tão desamparada quando olhava para a sua mão despida.
 
Não adianta fingir aquilo que não se é.

sexta-feira, abril 04, 2014

porque devemos escrever sobre o que nos dói

Foi o que li neste post e depois, andei aqui a ver posts antigos deste blogue e dei de caras com este, que já foi há 5 anos e constato que continua tudo igual.
O relacionamento com a minha mãe está cada vez pior, mas o comportamento dela não mudou - em NADA - desde esta altura. Se na época me queixava do stress do Natal, dos sogros, dos pais, de como me abrasava a cabeça por causa do marido, da filha, da casa e das demais coisas sobre as quais ela achava que devia de opinar e meter-se, entretanto veio o meu divórcio e aí sim, a relação complicou-se a sério. Com ela e com o meu pai. Foram anos difíceis, em que o apoio familiar teve muito pouco de apoio e quase tudo de crítica. Eu que me senti mais sozinha do que nunca,  Felizmente, consegui, sozinha, mostrar a tudo e todos que sim, dou conta do recado. Que sim, tenho emprego e pago as minhas contas sem recorrer a ninguém, que sim, a minha filha é uma criança bem educada e estável, que sim, sei ter um relacionamento cordial com o meu ex-marido e pai da minha única filha, que sim, continuo a lutar pelos meus ideias e objectivos e a conseguir realizar alguns deles, que sim, voltei a amar e não me arrependo disso, que sim, há diferentes formas de ser feliz e que devemos sempre livrar-nos de tudo o que nos oprime e nos faz mal.
Mas ela simplesmente não entende. Acha que sou má filha porque - e citando-a: "não lhe dou valor" - recorre à chantagem emocional para ver se me toca ao sentimento, faz-se de vítima e de sacrificada como forma de me atingir e fazer sentir culpada e só estaria bem se lhe contasse absolutamente tudo sobre a minha vida, se andasse sempre com ela para todo o lado, se estivesse, em média, uma hora por dia ao telefone a contar desde o que comi a onde fui e com quem estive. Com a idade e a falta de ocupação de tempo - está desempregada há muito - tornou-se obsessiva, teimosa, emocional, depressiva, instável. Não tem objectivos, não procura evoluir, vive consumida pela crise e pelo casamento destrutivo que tem e que o meu pai tanto contribuiu para isso.
Suga-me a vida e a paciência e faz vir ao de cima o que de pior tenho em mim. Consegue perturbar-me como mais nenhuma outra pessoa o faz. Ela. Ele. Ambos. É um amor destrutivo este. Gosto deles, mas tenho noção de que só à distância consigo ter alguma paz, manter o meu discernimento, ser eu e conseguir reconhecer-lhes valor. Porque de perto fico com a visão turva e o espírito perturbado.  
Actualmente fujo de tudo e de todos que me fazem mal - não mal no sentido físico (claro que esse também), mas mal no sentido psicológico. Fujo de pessoas tóxicas, de pessoas pessimistas, de pessoas que se metem e intrometem, de pessoas que opinam demasiado sobre a vida dos outros mas não conseguem sequer orientar a sua. Sejam essas pessoas meus pais ou os amigos de sempre.
Porque a vida ensinou-me que, geralmente, esses comentários sempre tão altivos, certeiros e depreciativos, têm pouco ou quase nada de ajuda e preocupação e muito de inveja e maldade.
 

quarta-feira, abril 02, 2014

Ontem foi dia de...?

Ando uma esquecida! Não tenho partilhado os meus últimos textos da Vida de Saltos Altos.
Aqui fica o de ontem, que aborda o desastre dos resultados eleitorais das autárquicas francesas e a mulher de sangue andaluz que salvou a honra do convento.
Para ler, aqui.

terça-feira, abril 01, 2014

quotes


"Second marriage is the triumph of hope over experience" by Oscar Wilde.

Ouvi ontem e achei tão, mas tão verdade.