segunda-feira, setembro 01, 2014

Back to town

Estamos de regresso ao trabalho e à vida em geral depois de duas semanas de puro dolce fare niente, com muito sol, muitos mergulhos na piscina (e menos praia do que o habitual), muito tempo em família, muitas sestas (tão bom!), muitas noites quentes e estreladas a sul e muitas outras coisas que são sinónimo de férias e de boa vida (comidinha, brincadeiras, gargalhadas, mergulhos e passeios). Pequena cria teve a sua primeira saída de Portugal a tierras de nuestros hermanos, viu dançar sevilhanas e teve direito aos seus primeiros sapatos de flamenco com salto e tudo para seu grande delírio. Aprendeu ainda a nadar sem braçadeiras, a boiar, a dar mergulhos e a passar entre as nossas pernas, qual peixinho na água e a tomar o seu primeiro banho em barragem! Foram umas férias feitas de novas experiências. Mas como o que é bom acaba depressa, eis-nos de regresso ao trabalho - que também é gratificante, pois é sinal de que existe! - e à rotina do dia-a-dia do acordar cedo, trânsito, escola e os pequenos afazeres que fazem parte da rentrée. No imediato espera-me uma ida ao supermercado para abastecer o frigorífico que, depois de duas semanas de ausência está completamente vazio e, esta semana, a compra dos manuais escolares do 1º ciclo, assim como todo o material necessário, já que a escola oficialmente começa a 15 e eu ainda não tratei de nada. Hoje foi dia de organizar a quantidade louca de emails que tinha na caixa do correio - e que ainda não terminei - e de dar prioridade aos assuntos mais urgentes. Não fui invadida pela moleza e pelo sono que diariamente me assolavam nas tardes solarengas e quentes de férias, o que significa que o primeiro dia do regresso ao trabalho foi bem superado! 
Bem-vindo Setembro, espero que sejas tão bom quanto o Agosto.

 

quinta-feira, agosto 14, 2014

Keep calm

 
Estamos oficialmente de férias. Entramos em modo "off" e não sei se conseguirei ir actualizando o blogue durante as próximas duas semanas. O mais provável é que não o faça, pois não terei computador e não sei se me safo só com o telemóvel. Não faço promessas. Uma certeza tenho: vou tentar aproveitar ao máximo e ir colocando algumas fotos, as que me apetecer partilhar, no Instagram. Por isso apenas digo, "até já".

quarta-feira, agosto 13, 2014

may you see the beauty in simple things

 
Estou a poucas horas de entrar oficialmente de férias e entre a ânsia de ver o tempo voar e de deixar tudo pronto, sou atormentada pelo que ainda me espera: arrumar malas, a minha, a dela, lavar roupa e esperar que seque a tempo de a poder colocar na mala amanhã (com este vento acho que não haverá problema), pensar nas toalhas de praia, saco, protector solar, secador, cremes, roupa para vestir para a praia, roupa um pouco mais compostinha caso se saia à noite um bocadinho e todas as millhentas coisas que terei de ter em mente para que nada me falhe durante as próximas duas semanas. Sou sempre assim. Gostava de ser mais leve e de conseguir fazer malas com a mesma facilidade com que faço textos ou tiro fotos. Era bem mais fácil e prático. Não quero saber. Não me vou stressar com o assunto. A felicidade de entrar de férias e estar com a minha pequena cria supera tudo o resto. Hoje tive oportunidade de a ver e fiquei com o coração ainda mais apertado. Caramba, queria tanto tê-la trazido logo comigo, mas ainda me esperava uma tarde de trabalho e não havia forma de contornar isso. Amanhã já estamos juntas, duas semanas inteirinhas juntas. Dia e noite, noite e dia. Bem sei que daqui a uma semana já andarei a queixar-me que trabalho mais nas férias do que quando estou a trabalhar no escritório - ter de fazer sempre almoço e jantar - e aturar filhos 24 sobre 24h não é pêra doce, mas neste momento não quero saber. Almoçamos às 4 da tarde se tiver de ser, acordamos ao meio dia se nos apetecer, fazemos o que nos der na real gana e na vontade, sem pressas, horários ou imposições. Quero duas semanas de tranquilidade, desfrutando da vida aquilo que ela tem de melhor: a família que já considero como minha, ela, ele, nós, sol, praia, sabor a sal no corpo e chinelo no pé. Faremos castelos na areia, daremos mergulhos na piscina, chatear-me-ei centenas de vezes por dizer-lhe que saia da piscina que já está a ficar roxa e enrrugada (é sempre assim), com ela a tiritar de frio e a negar-se a deixar aquele paraíso aquático. Comeremos figos até ficarmos de barriga cheia e pêssegos e peixe grelhado, brincará na rua até ser noite, até que eu, de casa, a chamarei para vir jantar. Tudo isso faz parte e a acontecer é bom, é sinal que vivemos o momento e que o vivemos juntos. Espero que ela recorde para sempre estes dias como sinónimo de felicidade, porque o são de facto.
E se ela me pedir panquecas, eu farei, mesmo que nem sempre me saiam bem, mesmo que necessite de estar inspirada para que fiquem com aquele ar fofo e apetecível. Como as que fiz este fim-de-semana e que estavam deliciosas. Serão assim os nossos dias e eu estou ansiosa para que comecem.
 

single moms club



Ontem, num jantar em casa de amigos onde estava imensa gente, casais de namorados, amigos, solteiros, etc., das quatro mulheres presentes inicialmente (porque depois apareceram mais), as quatro sem excepção eram separadas, mães e com filhos que rondavam as idades dos 5 aos 8 anos. E ali estávamos todas na cozinha em redor do fogão a preparar o jantar para aquela malta toda, giras (sem falsas modéstias), trabalhadoras, sérias e empenhadas numa boa educação para o nosso maior bem nesta vida, os filhos, enquanto partilhávamos vivências em comum, dificuldades sentidas, adversidades contornadas, episódios pessoais e relacionamentos. Não me senti num grupo de apoio, senti-me num grupo de mulheres fortes e decididas, super-mulheres, super-mães, capazes de mudar o mundo. Onde os filhos são a nossa prioridade sim, mas também somos mulheres, merecemos aproveitar a vida, desfrutar aquilo que ela tem de bom, apaixonarmo-nos novamente se assim tiver de ser, mas sempre sem perder esta capacidade e força inspiradora que nos leva a fazer uma ginástica brutal em relação a tudo e de mesmo assim nos rirmos das coisas.

terça-feira, agosto 12, 2014

notícia choque do dia

"Boys, you must strive to find your own voice. Because the longer you wait to begin, the less likely you are to find it at all. Thoreau said, "Most men lead lives of quiet desperation." Don't be resigned to that. Break out!"
 
 
Tão inspirador, tão magnânimo, tão tocante. Não duvido que será imortal nas lembranças das gentes, mas que vai fazer uma falta do caraças, vai.
 
 

segunda-feira, agosto 11, 2014

objecto de desejo

Estes anéis da Swarosvki. Lindos de morrer e ainda por cima em saldo.

 
89,00€

 
44,50€

 
149,00€
 
 
 159,00€

 
99,00€
 
 
Podiam vir todos morar cá para casa que lhes dava bom uso. Apesar de gostar muito de acessórios dourados (não em ouro, mas dourados), de anéis grandes e peças icónicas, depois vejo estes anéis, clássicos e intemporais e fico perdida de amores. Ao preço a que algumas peças estão em saldo, compensam e muito na hora de se investir num produto de qualidade com o cunho Swaroski. Às vezes não entro em determinadas lojas por achar que as mesmas estão muito acima das possibilidades da minha carteira - e a verdade é que a maior parte sim, estão - mas depois de uma vista de olhos pelo site da marca encontra-se peças maravilhosas a preços muito apelativos.
 

quinta-feira, agosto 07, 2014

white shoes

 
Um achado nos saldos. Botins de verão, em tons de branco, que custaram a módica quantia de 9€. Ainda me provocaram sentimentos contraditórios por causa da cor mas já andava à procura de uns botins abertos há bastante tempo, se bem que nunca em branco. Pelo preço olhei para eles e pensei: "porque não?" e decidi sair da minha zona de conforto. São perfeitos para dias e noites frescos de verão (como hoje!) e ainda lhes darei bom uso no Outono. Para além disso, têm aquele ar cool e fora da caixa que permite looks mais práticos e minimalistas.

 
Para ela, uma encomenda na net através do site das Pisamonas onde consegui comprar estes sapatos em pele, estilo menorquinas, por apenas 15,70€ com portes incluídos. Vieram entregá-los em mãos e o estafeta foi super prestável e disponível. Ainda hesitei pelas brilhantes e cheias de glitter que adoro, mas depois optei pelas clássicas branquinhas que dão com tudo e que ficam lindas com os vestidinhos de verão. Ela queixa-se que a tira atrás lhe magoa o calcanhar e ainda não as usou, mas eu acho que com um bocadinho de creme no interior da pele resolvo o assunto.
 

quarta-feira, agosto 06, 2014

coisas de quem tem filhos em tempos modernos

Aconteceu hoje por duas vezes e com duas pessoas distintas. Enquanto trocava mensagens via chat com duas amigas, os filhos menores, um com 3 e outro com 4, 'meteram-se' na conversa e teclaram coisas pelo meio.
O mais pequeno, de 3 anos, escreveu uma série de caracteres sem lógica, do género 'sfiuegwvdmsn', com a mãe logo de seguida apressada em explicar que tinha sido o filho o responsável por aquele discurso desarticulado e não ela que se tinha passado da cabeça a meio da conversação, "foi ele que fez isto", disse-me enquanto eu me ria. Já não é a primeira vez que acontece por isso nem estranhei. Os pequenos são atraídos para os ipads e computadores como um íman!
Ao final da tarde meto conversa com uma grande e querida amiga, a minha "mana" do coração, que a distância faz com que não veja com a frequência com que gostaria mas da qual nunca esqueço. A meio da conversa acontece o mesmo, com a filha de 4 anos a intervir no discurso e a escrever o nome de todos os membros da família. Aqui fica um copy da conversa que achei simplesmente deliciosa e que termina com uma declaração de amor que me derreteu o coração. Já ganhei o dia*

 Cátia:  clara
(foi a menina q escreveu)
 me:  ahaha! muito bom!
 Cátia:  mae
pai
 me:  ahahaha! LINDOO!!
 Cátia:  mafalda
 Sent at 6:38 PM on Wednesday
 Cátia:  tia amotte
 me:  ohhhh <3
também te amo Clarinha! beijos da tia <3 <3
 Cátia:  :P
 me:  <3 <3 <3


I rest my case

Consegui, nesta semana, encontrar finalmente um fato de banho que gosto e que me fica bem. Não é tarefa fácil aviso já. Além de eu ser esquisitinha por natureza e gostar pouco de me expor ou fazer figuras tristes, encontrar um fato de banho bom, bonito e barato - sim, porque vi fatos de banho lindíssimos mas impróprios para a minha carteira - e outros que deixei escapar quando ainda não era altura de ir a banhos e agora nos saldos, nem vê-los. Por isso, confesso que já tinha perdido as esperanças de encontrar um fato de banho 'compostinho' que não me deixasse deprimida e resignado que ia passar as duas últimas semanas de Agosto a banhos com os antigos. Claro que tenho sempre os biquínis e são sempre uma hipótese, mas como tenho a barriga com estrias, um legado da minha gravidez, evito expor-me. Sinto vergonha e só me atrevo quando já estou mais queimadinha e as estrias menos brancas. Há muita gente que fica surpresa quando digo que uso fato de banho. Dizem-me: "mas és magra, não há necessidade". Para mim sim, há necessidade. Já não me sinto confortável em andar de biquíni na praia, não gosto da minha barriga e apesar de saber que sim sou magra e sou alta, sinto-me mais confortável e 'protegida' desta forma. Não é fácil encontrar fatos de banho tão apelativos quanto biquínis, é verdade. Entramos numa loja e há centenas de biquínis, lisos, às riscas, com padrões, com cueca subida, cueca reduzida, com alças, sem alças, you name it. Procurar por fatos de banho é um golpe de sorte, geralmente reduzem-se a cerca de meia de dúzia de modelos (e ter meia dúzia já é uma sorte!) A maioria não gosto e quando gosto são muito, muito caros. Algo que me irrita, já que a minha temporada de praia resume-se a duas semanas num verão e não acho que compense tamanho investimento.
Esta semana decidi espreitar uma mega loja de chinês que existe dentro do Centro Comercial Alvaláxia, no estádio do Sporting. Chama-se "Marias" e é gigantesca. Descobri-a quando fui com a pequena cria ao cinema - que também fica dentro do estádio - e decidi espreitar. Na altura vi vários de fatos de banho que até me agradaram mas que não experimentei convencida que achava qualquer coisa mais gira e de melhor qualidade. Pois bem, não aconteceu. Lembro-me que no início da época, quando a roupa de praia chegou às lojas, vi um fato de banho maravilhoso na Women's Secret - verde esmeralda - uma das minhas cores favoritas, mas custava mais de 50 euros e o meu lado forreta retraiu-se e o meu lado cerebral ganhou. Estávamos em Março (+ ou -) e na minha cabeça não fazia muito sentido gastar 50 euros num fato de banho que só iria usar em Agosto, por isso não o trouxe. Claro que hoje arrependo-me seriamente não o ter feito, mas a minha vida é feita destes dramas ou não seria a minha vida.
Esta semana dei de caras com o fato de banho na net, numa fotografia das férias da decoradora Maria Barros (que tem uma pinta descomunal) e claro, o fato de banho é ma-ra-vi-lho-so! (e fica-lhe a matar!)
Bom, na impossibilidade de ter este da imagem acima da women's secret, encontrei este da imagem abaixo da loja do chinês do Alvaláxia. Também é verde embora não seja esmeralda, mas por 12 euros não posso pedir muito! É mesmo um BBB (bom, bonito e barato) perfeito para as duas semanas de praia que se avizinham e estive quase, quase para trazer outro igual mas de cor diferente! Agora só falta mesmo a praia.
 
 


terça-feira, agosto 05, 2014

Os 35 são os novos 25 em fecundidade

Como já aqui disse mais do que uma vez, gostava de voltar a engravidar e de ter outro filho. No entanto, com tudo o que aconteceu na minha vida nos últimos anos – um divórcio aos 32 anos – uma filha pequena para criar, um emprego precário onde durante muito tempo nem sequer recebia o ordenado todos os meses e muitos outros fatores que entravam em linha de conta, o sonho de voltar a engravidar e dar um irmão à pequena cria foi ficando em segundo e até terceiro plano.
Entretanto os anos foram passando e assim como ela foi ficando mais crescida também eu fui ficando mais velha. Este ano vou fazer 36 e é inevitável não pensar que se a vida me proporcionar nova oportunidade de engravidar já não serei uma mãe propriamente jovem, assim como paira a questão do “tempo”, esse traidor, que nos leva óvulos férteis a cada menstruação.
Quando tive a Madalena engravidei de um mês para o outro, mas antes tive um problema de saúde que tive de solucionar – relacionado com o colo do útero – que me fez andar vários meses a fio a tentar sem sucesso. Só depois de ter sido corretamente diagnosticada e de ter feito os tratamentos necessários  – que ainda levou cerca de um ano - é que tive luz verde para engravidar. A partir desse momento foi super rápido. Em Fevereiro a médica dizia-me “Pode começar a tentar” e no mês seguinte, tungas, já estava de 5 semanas. Na altura tinha 29 anos e achava que já estava a ser mãe tarde (puuffff), o meu relógio biológico pulsava que nem um doido e a maternidade era o grande sonho da minha vida.
Seis anos depois olho esses tempos como distantes e vejo como e onde é que a maternidade me mudou e volto a ter os mesmos anseios e receios: o da passagem do tempo, a idade, o ‘se’ ainda será possível e o quando. Foi numa das minhas pesquisas sobre o assunto que encontrei este artigo e fiquei com uma nova perspetiva sobre as gravidezes depois dos 35, acreditando que muitos dos receios nos são incutidos e que a quantidade de óvulos com que uma mulher nasce não desaparece assim de forma tão abrupta quanto nos fazem acreditar depois de termos passado a barreira dos 30. Uma mulher pode engravidar sem grandes problemas até aos 40 anos ou mais. Só a partir dos 40 é que sim há uma quebra na quantidade de óvulos que uma mulher possui e a possibilidade de engravidar diminui de forma mais drástica. A partir dos 40 a passagem do tempo deverá ser feita em ‘meses’ e não tanto em ‘anos’, mas até aos 42 (+ ou -) o organismo ainda 'funciona'. Segundo o artigo, a maioria das mulheres com mais de 35 anos consegue engravidar de forma natural e sem complicações num período de 6 meses, à semelhança das mulheres mais jovens na casa dos vintes. Claro que podem sempre pesar outros fatores; se temos ou não uma vida saudável, uma alimentação equilibrada e boa saúde de uma maneira em geral que podem interferir e que também devem ser levados em consideração, mas que a idade não deve ser, por si só, limitativa de uma gravidez como muitas vezes acreditamos e/ou nas mensagens que nos passam quando chegamos a esta fase da vida.
Aconselho a leitura atenta a todas as interessadas que já passaram a barreira dos 35 ou que possam estar atormentadas com o assunto, principalmente na forma como tudo é explicado e de como a comunidade científica se baseia em dados já ultrapassados que na maioria dos casos não se adequam à realidade atual.
Gostei tanto do que li e fez tanto sentido para mim que ando tentada a encomendar o livro da autora -
The impatient woman’s guide to getting pregnant  ( O  guia da mulher impaciente para engravidar) - até o nome do livro tem tudo a ver comigo, eu que sou um ser impaciente por natureza. Só por causa deste artigo fiquei mais tranquila e pensei que o meu 'stock' ainda tem pelo menos mais 4 anos até começar a dar sinais de fraqueza. (Ou a acreditar que sim, é possível!)
 
 

segunda-feira, agosto 04, 2014

Me on Pinterest


Também não conseguem resistir ao Pinterest? Eu - 'pinterest addicted' - me confesso. Sou capaz de perder horas ali. Aliás, sou tão obcecada por imagens, que o Pinterest é a minha rede social favorita. Não só porque fico fascinada com as composições, desenhos, fotografias, receitas, quartos de crianças, dicas de decoração, moda, flores, design e tudo aquilo que gosto, como retiro inúmeras ideias e inspirações para coisas que posso mudar e fazer no meu dia-a-dia de forma simples e sem gastar muito dinheiro.
Hoje estive a imprimir várias imagens que quero emoldurar e colocar no quarto da pequena cria. Coisas simples, frases, desenhos, alguns a preto e branco, outros a cores, ideias e sugestões não faltam para fazer o teste e ver os resultados.
Já coloquei numa pasta aqueles que mais gostei. Imprimi outros tantos. Agora só falta ir ao Ikea comprar as molduras e pôr mãos à obra.
Mais, aqui.
 

recomeços

Aos poucos a vida vai começando a endireitar. Aos poucos a esperança volta a aparecer. Aos poucos somos invadidos pela leveza e a calmia dos dias de verão. Aos poucos acreditamos e aos poucos recomeçamos. Outra vez, enquanto a vontade permitir e o corpo nos deixar.
Boa segunda-feira*

sexta-feira, agosto 01, 2014

Velha e louca

 
Pode falar que eu não ligo
Agora, amigo
Eu tô em outra
Eu tô ficando velha
Eu tô ficando louca

Pode avisar que eu não vou
Oh oh oh
Eu tô na estrada
Eu nunca sei da hora
Eu nunca sei de nada

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom

Pode falar que nem ligo
Agora eu sigo
O meu nariz
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca

Pode falar, não importa
O que tenho de torta
Eu tenho de feliz
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom

Musiquinha do dia a tocar em loop e a transcrever preto no branco o estado de alma actual.
Bom fim-de-semana.*

Agosto

 
Agosto começa hoje e com ele veio também uma renovada sensação de felicidade e de novos começos.

"Viro a vida do avesso e viro outras Sim, eu me viro"


Se há algo que irei ensinar à minha filha, ou pelo menos tentar fazer por isso, é que a mesma cresça com a certeza de que a sua condição de mulher não deverá ser uma condicionante na sua vida e que a independência económica e financeira é um bem maior, que nos permite a liberdade de escolha. E não há nada maior e mais saboroso de alcançar do que as nossas próprias liberdades. As liberdades conquistadas, suadas e esforçadas, mas que nos fazem sentir umas guerreiras. Quero ensinar-lhe que ganhar o nosso dinheiro, pelo esforço do nosso trabalho, permite-nos tomar decisões sem depender de terceiros, sejam esses terceiros a família directa, como pai e mãe, ou um marido ou namorado. Que uma mulher pode e deve tomar as suas próprias decisões, sejam elas a vontade ou não de ter filhos, quando os ter, ou se quer continuar numa relação onde não é feliz apenas porque não possui autonomia financeira para se libertar da mesma.
Acredito muito no poder feminino, não enquanto feminista radical, mas na importância da mensagem e na libertação de padrões opressores baseados em normas de género. Crescer sob mensagens de submissão perante maridos ou namorados opressores, ou de casamentos infelizes apenas e só porque há grilhões familiares que não o permitem, nunca deverá ser um argumento para nos desviar das nossas próprias decisões e de aguentarmos as consequências das mesmas. Não é fácil. Não. Eu posso garanti-lo, mas no final, quando a poeira assenta e pensamos em tudo o que passámos e tudo o que conseguimos, não há nada que pague essa paz de espírito e a certeza de termos sido fiéis a nós próprios.
Porque o tempo encarrega-se de mostrar a todos os outros que o caminho que traçámos é o caminho por onde devíamos de ir naquele momento, principalmente quando não dependemos financeiramente de ninguém. Mesmo que o mundo à nossa volta pegue fogo, mesmo que tenhamos de desbravar caminhos nunca antes caminhados, mesmo que tenhamos de chorar um rio, mesmo que tenhamos de morrer por dentro para nascer outra vez. Valerá sempre a pena, porque aí sim, sabemos que somos donas do nosso próprio destino.
 
"Viro a vida do avesso e viro outras Sim, eu me viro".

quinta-feira, julho 31, 2014

falta um bocadinho assim...

Ontem medimos a sua altura. Quase 1,20m de gente. Esta minha pequena (grande) cria está a ficar enorme, dona de umas pernas gigantescas que pedem roupa de 7/8 anos quando apenas tem 5.
Riscámos a parede e escrevemos a data a giz de cor. "Purple", a sua segunda cor favorita. Quis desenhar um coração, eu deixei. Em Setembro repetimos e verificamos se, como dizem os antigos, o verão, a liberdade, o sol e o ar fresco faz crescer as gentes e dá-lhes saúde.
Só a vou tornar a ver no próximo dia 14 de Agosto e tenho o coração mirradinho do tamanho de uma passa.

Revista de Blogues

E hoje, para primeiro post do dia uma boa notícia! Este blogue, "Les Petit Plaisirs", foi escolhido para fazer parte da Revista de Blogues. E já lá está, na categoria "Família", onde quem quiser pode aceder e ler os devaneios da minha pessoa, suas neuras, sonhos, anseios e taquicardias várias.
Um orgulho, principalmente quando me encontro lado a lado com alguns dos blogues que são a minha referência diária.
 

quarta-feira, julho 30, 2014

certezas


 
De uma coisa eu tenho certeza, não me arrependo da decisão que tomei e nada  me deixa mais tranquila e em paz comigo mesma quando constato isso. Como hoje. É nesses momentos - que aparecem para nos mostrar que o que tem de ser tem mesmo muita força - que me liberto de toda a culpa que às vezes ainda me invade o peito e aparece para me ensombrar a alma. É nesses momentos que me sinto verdadeiramente eu e me orgulho de tudo aquilo que consegui e do caminho que tracei.
É nesses momentos que sinto que a vida ainda tem muito para me dar e o peito se enche de renovadas energias que me fazem acreditar que o meu depósito pessoal de felicidade ainda não chegou sequer a metade, quando mais ao limite!
 

dramas que só as mulheres entendem

 
Depois de ter convencido a minha filha a cortar o cabelo - eliminando os seus desejos de querer ser a Rapunzel em versão morena - eis que ontem, quando saí do trabalho, fui buscá-la à escola, onde a mesma me esperava excitadíssima ao ponto de dizer a toda a gente que ia cortar o cabelo. Estranhei tanta felicidade mas fiquei tranquila, "Isto vai correr bem, pensei". Corremos as duas para o salão de cabeleireiro na esperança de ter vaga, eu não tinha feito marcação. Se der dá, se não der, voltamos noutro dia. Tudo com muita tranquilidade. Quando chegámos a sorte estava do nosso lado e foi logo atendida, com direito a lavagem da cabeça nas cubas destinadas a gente grande. Toda ela inchava de orgulho que nem um pavão. (A minha filha quando fica muito feliz e contente faz "boquinhas", diz "graçolas", fica muito tontinha, e era assim que ela estava.)
A lavagem correu bem e passámos à parte do corte. Expliquei ao cabeleireiro - um brasileiro que me fez o último corte há menos de um mês - que queria o cabelo pelos ombros, todo a direito, sem escadear, apenas simples e fresco para o verão. So far, so good. Ela adora ver-se ao espelho, por isso, estava tranquila e sorridente, sentada na cadeira com um banquinho para ficar ainda mais alta. O resultado adivinhava-se tranquilo e feliz.
Foi quando ele lhe tocou na franja que lhe deu um fanico. Começou a fazer beicinho, eu a ver a expressão dela a mudar, o esforço em conter as lágrimas, até que soltou um muito triste: "Na franja não, eu não quero cortar a franja!". To late.
Ela já tinha franja, foi só dar-lhe um ligeiro "toquezinho" para que continue a ficar para o lado e cresça de forma bonita, mas aquilo afectou-lhe de tal forma a vaidade pessoal e a imagem que tem de si mesma, que a partir daqui foi o descalabro total. Chorou por ter o cabelo curto (ficou pelo queixo), chorou por ter cortado a franja, chorou quando viu os cabelos caídos no chão e continuou a chorar até casa, por mais que eu lhe dissesse que estava bonita e que o cabelo volta a crescer.
A minha pequena criança teve, aos 5 anos, o seu primeiro desgosto num cabeleireiro e chorou como todas nós já sentimos muitas vezes vontade de chorar quando nos cortam demasiado o cabelo. Eu enterneci-me e tentei confortá-la o mais que pude, dizendo-lhe palavras encorajadoras e alimentando-lhe o ego, mas por outro lado só tinha vontade de rir pela graça de a ver cada vez mais crescida e já com opiniões próprias acerca da sua imagem.
Veio o caminho todo no carro muito triste, com ar pesaroso e desconsolada. Só dizia que não queria ter o cabelo "eriçado" (entenda-se, encaracolado). Até nestas coisas o destino é lixado... eu passei a infância e grande parte da adolescência a desejar ter caracóis. Valeram-me 3 permanentes mal sucedidas e umas ondas ao mais puro estilo anos 80 cuja visão se pode imaginar, ainda hoje o meu cabelo é uma coisa sem identidade. Não é naturalmente liso - apesar de toda a gente pensar que sim - e todos os dias me dou ao trabalho, de manhã, de o esticar com o secador. Se o deixo secar ao natural é um misto de indefinição e susto, (o mesmo acontece quando apanha chuva) por isso nem vale a pena deixá-lo ganhar terreno. Já a cria, que tem o cabelo naturalmente encaracolado, que quando era criança tinha verdadeiros cachos de canudos pendurados naquela cabeça, detesta os seu espólio genético.
Depois do drama, eis que hoje já gostou de se ver com o novo corte , "Estou igual à mãe" disse, enquanto se via ao espelho numa tentativa de auto-motivação. Animei-a, mas sei que ela não queria ter cortado tanto e que estava apenas a tentar agradar-me, afinal, a ideia foi minha. Disse-lhe como está gira e que este novo corte de cabelo é bom para o Verão, por causa do calor e para dar mergulhos na piscina, que agora podemos as duas fazer um rabo-de-cavalo pequenino. Ela riu-se e fez gracinhas ao espelho.
Quando chegou à escola, a educadora, auxiliares e amigos encheram-na de elogios assim que a viram. Ela fez boquinhas outra vez e mexia no vestido muito envergonhada mas com o ego a transbordar.
Amanhã já nem se lembra. <3

terça-feira, julho 29, 2014

olhares

Por Lisboa, num fim-de-semana de muito passeio pelos recantos nem sempre tão visitados da cidade. O Intendente está diferente, mais bonito, mais limpo, mais restaurado e mais cativante. Há um largo com esplanadas e pequenos cafés, lojas bonitas e que convidam o olhar a parar e a dar-lhes a devida atenção. Os prédios estão aos poucos a ser restaurados mas mantendo as características típicas e o traçado tradicional que os torna únicos. As prostitutas ou personagens mais duvidosas que em tempos nos cruzávamos a cada esquina, quase desapareceram. Claro que continuam a haver "personagens", mas isso faz parte da beleza de Lisboa e do seu bairrismo. Já não dá medo andar a pé pela zona do Intendente. Lembro-me que quando o semanário Sol arrancou, eu fui um dos muitos jovens jornalistas que fizeram provas para tentar fazer parte da redacção do mesmo. Os testes, divididos por dois dias, incluíam uma reportagem alargada sobre a zona do Martim Moniz e do Intendente. Tínhamos de sair para a rua, falar com as pessoas, investigar, fazer reportagem a sério. Na altura empenhei-me a fundo e, sozinha, andei a calcorrear a zona entrando em todos os bares manhosos, boites (adoro esta palavra) e tascas, falando com os muitos enjeitados da vida que por ali proliferavam e mulheres que tratavam a rua por "casa". Deu-me um enorme gozo fazê-lo. Escrevi com a alma sobre o projecto de requalificação que, já na época, se visionava para a zona, mas acabei por não ser uma das escolhidas para ingressar o jornal. Dez (ou mais) anos depois, foi com enorme prazer que voltei a passar na rua dos Anjos com olhos de ver, ver a sério a mudança, as gentes e a diferença, constatando o upgrade. Senti um enorme orgulho nesta cidade que, aos poucos e a cada dia que passa, fica (ainda) mais bonita.  

mais uma volta na cadeira do dentista

Só este mês já fui 4 vezes ao dentista! 4!
Entre consultas de reparação e restauro e um abscesso pelo meio, acho que este mês de Julho - e depois de uma longa ausência (de mais de um ano) das brocas na boca cujo ruído mais parece que fura o cérebro - dou por mim com dentes restaurados é certo, mas sempre com um sabor agridoce perante os resultados obtidos. Como hoje, em que uma simples ida para tirar uma pequena mancha num pré-molar superior, em que pensei que saía do consultório com um dente limpinho e bonitinho, eis que quando chego ao carro e vejo o resultado ao espelho ia morrendo. Tirou-me a mancha sim... mas colocou-me um compósito de restauro tão amarelo e tão escuro que o dente ficou mais feio do que aquilo que estava. Fiquei desolada. Sem dúvida que esta minha dentista deixa muito a desejar no trabalho de restauração estética que faz. É miserável. E eu, que já fui seguida por uma médica dentista muito, muito boa - que entretanto deixou de exercer por motivos de saúde e que, além disso, era sempre muito complicado marcar consulta porque exerce a mais de 80 kms de Lisboa - fico sempre com esta sensação de tristeza por não ter sido bafejada pela sorte e pela genética de ter nascido com bons dentes.
 
(Alguém por aí que me recomende um bom dentista em restauração estética que não me deixe na mais profunda miséria? Se sim, mandem-me mensagem para o email: lespetitplaisirs@gmail.com)

segunda-feira, julho 28, 2014

verdades duras a uma segunda de manhã

Este fim-de-semana, com tudo o que teve de bom (e de mau) fez-me constatar o seguinte: que há um caminho por onde eu não quero ir, que eu não quero estar e que eu não quero ser. Como tal e porque só eu posso fazer as minhas escolhas, decidi que cabe-me a mim e a mim apenas, mudar o que não quero em mim e deixar inundar-me pelas coisas positivas que tenho na minha vida em vez de me centrar constantemente nas negativas. As que corroem, as que sugam a alegria e me transformam numa pessoa revoltada por tudo aquilo que podia ter sido e não foi, ou por tudo aquilo que podia ter e não tem.
Cabe-me a mim mudar o interruptor e, acima de tudo, fazer um favor a mim mesma de ver a vida de copo meio cheio em vez de meio vazio. Também sei que não é fácil, já que tenho esta característica escorpiana e sombria de me centrar no negativismo das coisas e que, conjugado com toda a situação vivida nos últimos anos, me fez mirrar por dentro. Eu deixei de acreditar em mim. Eu deixei de gostar de mim. É estranho mas é verdade. Sinto-me pouco digna, ou pouco merecedora do que quer que seja.
Às vezes penso naquilo que era e no que me transformei e fico a pensar onde me perdi. Eu não era assim, para onde fui?  Onde e quando é que deixei que a mágoa e a tristeza me invadissem de tal forma o coração e o peito ao ponto de deixar de ter sonhos, deixar de acreditar e viver a vida sem a emoção que lhe devia de ser característica, tornando-me nesta pessoa que pouco confia, que pouco acredita e que pouco sente?
Eu não sou assim e se sou, actualmente, não o quero ser. Mas carrego tanta mágoa cá dentro que sinto que tudo aquilo que chorei ainda não é suficiente. Há mais pronto a sair com a facilidade de quem estala os dedos e enquanto essa fonte não secar e eu sentir que não há mais lágrimas para derramar, não vou conseguir avançar.
Não vai ser fácil, eu sei que não vai ser fácil, eu conheço-me, mas juro que vou tentar fazer um esforço.