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quinta-feira, julho 15, 2010

Madalena


Pronto, aqui ficam mais umas fotografias recentes da babe cá do sítio. Eu própria ando uma desnaturada e quase não lhe tiro fotos nenhumas... é o que dá chegar tarde e más horas a casa, estar no máximo, uma hora por dia (2 se tiver sorte) com ela e já não ter babyblogue para actualizar. As poucas fotos que lhe tiro nunca ficam nada de especial e, com isto, vou perdendo registos e momentos maravilhosos que já não voltam atrás. Hoje estou assim pr'ó melancólica em relação à minha filha. Cheia de saudades, confesso. De manhã custa-me muito vê-la a chorar no carro do pai, a chamar por mim, enquanto eu arranco para Lisboa e a deixo para trás lavada em lágrimas.
Há duas semanas estivemos na casa dos avós paternos, ela delirou. Vibrou com a bicharada toda que os meus sogros lá têm e veio todo o caminho de regresso a fazer os sons que se lembrava, com especial repetição nos "memés" (ovelhas) e nos "tatás" (patos) que ela adora.
Como o calor era tanto, tomou banho de piscina no quintal e claro, veio de lá doente, só agora começa a estar melhor. Mas adora água, parece uma pata e para a conseguir tirar de lá foi um castigo. Na véspera deste mesmo fim-de-semana também teve a festa de fim-de-ano na escolinha, onde dançou, tocou tambor e actuou juntamente com todos os meninos da sua salinha. Nós lá estávamos - juntamente com todos os outros pais, avós e famílias - de máquina em punho - a de filmar numa mão, a fotográfica na outra e ainda os telemóveis... mais cromos não podíamos ser, mas, para também não variar, as fotos não ficaram nada de jeito! (E como já era fim de tarde e estava um frio de rachar, ficou doente). Quase no final, olhou para o público e, no meio daquela montanha de gente, reconheceu-me (a sacanita) e já ninguém a conseguiu segurar. Avançou em direcção em nós, a gritar "mamã-mamã-mamã" muito aflita, a bater os pés e a bracejar e pronto, já não saiu do nosso colo.
E sim, ando com um ar "miserável", é verdade... mas desde que trabalho aqui que sinto que envelheci pr'ai uns dez anos em apenas 4 meses!

a minha miúda


A minha miúda está adorável é só o que me apetece dizer.

Adoro que já ande, que me dê a mão ou ma peça, que se explique quando quer uma coisa, que me dê beijos quando lhos pedincho, que me faça festas na cara e termine com umas palmadinhas repetidas - tal como ela aprendeu na canção que lhe ensinei do 'festinha gato' -, que cante a maior parte do tempo, que peça música quando está no seu quarto e quer que lhe coloque o cd infantil para dançar, que imite os sons todos dos animais e que os adore, que me peça para lhe ler histórias - enquanto segura no livro e espera que eu abra o meu colo para a acolher entre as pernas - que já fique deitadinha na sua caminha enquanto a aninho e tapo com os cobertores, passando-lhe o leite para a mão e dizendo-lhe "até amanhã bebé", que me dê abracinhos apertados e espontâneos quando quer e bem entende, que me faça uma grande festa sempre que chego a casa, que diga: 'MAMÃ' com um sorriso enorme de felicidade por me ver, que adore a minha comidinha e diga 'hummm' enquanto acena com a cabeça com um enorme ar de satisfação sempre que lhe ponho o prato à frente, que já seja vaidosa e me tire tudo o que sejam anéis e pulseiras para ela própria usar, que calce os meus sapatos (ou pelo menos tente, vá), que adore maluqueiras, cambalhotas, moches nas almofadas, rebolar em cima da cama, falar ao telefone, comandos de televisão, computadores, a DORA - a sua mais-que-tudo heroína (até eu já dou por mim a cantar as canções da Dora....grgrgrgr), and so on. A lista chega a ser interminavél.


Está numa fase tão deliciosa do seu desenvolvimento que, às vezes, até me esqueço de apontar as suas pequenas vitórias, como fazia antigamente de forma quase diária.


Sinto que a vejo tão pouco que nem me apercebo de como já está grande e crescida e querida, muito querida. Houve alturas em que a minha filha não foi um bebé fácil de cuidar, fases que me deixavam à beira de um ataque de nervos, que eram um teste à minha capacidade de relativizar, de não stressar, de respirar fundo. Mas depois, tal como nas tempestades, a seguir a essas fases mais 'beras' e que, confesso, não me deixam saudades - apesar de todas as idades deles terem coisas boas e más - há e houve, outras, pura e simplesmente deliciosas.


Esta, perto dos dois anos, é sem dúvida uma delas.