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quinta-feira, junho 04, 2015

Fizemos as pazes

Não há volta a dar, mas cá em casa os espelhos não abundam e o único sítio onde conseguimos ter um vislumbre de nós próprios é na casa de banho! Por isso, desculpem-me o cenário pouco glamouroso das fotos em que aparece a barriga pelo meio, ou até mesmo a minha pessoa, mas neste momento é mesmo o melhor que consigo fazer. Aqui estamos as duas em modo "home confort". Gostaram deste termo? Pois, foi inventado agora para explicar o facto de pequena cria estar de camisa de dormir e eu com este ar de dona de casa desesperada mas com vestido (velhinho, já muito velhinho) de padrão étnico a seguir as tendências 'capulanas' deste verão.
Foi tirada ontem, depois do banho da cria mais velha, num momento a duas (ou deverei dizer a três?), de mimo e atenção centrado nela. Que correu bem, como podem ver. Ah e não se iludam com o meu tom de pele bronzeado/torrado. Os filtros do Instagram fazem milagres, mas nem mesmo assim conseguem disfarçar o meu ar cansado, ou aquela preguinha de adiposidade extra debaixo do braço fruto dos 9 quilos a mais que já carrego no corpo. 

domingo, abril 25, 2010

1, 2, 3... inspira

As coisas cá por casa não andam fáceis. Nem com o pai, nem com a filha, provocando grande stress em todos os elementos da família. Desde que comecei a trabalhar que a Madalena me rejeita. Por vezes, basta olhar para mim e desata a guinchar, como se visse o demo. Pede o pai sempre que chora, como se a mãe já de nada lhe servisse no alívio do pranto ou do mal que a incomoda. A mãe virou a tirana que a abandonou e o pai o super-herói que a salva. Para ajudar à festa e contribuir para o stress generalizado, temos um pai que não pode ver/ouvir a menina gritar/chorar que a cobre de mimos, mesmo quando ela não tem razão, o que nos leva a ter 'situações' em que discordamos sobre a forma como a devemos tratar e/ou lidar perante a situação.
Grita a filha, discutem os pais. E é quando a minha mãe, que agora passa a vida cá em casa, não decide meter-se ao barulho, abrasando-me a cabeça com todo o tipo de lições sobre ser 'boa filha', boa mãe, 'esposa dedicada' e 'otária em geral'.
Não suporto que a Madalena seja tão birrenta, tão chorona e tão insuportável sempre que saímos de casa. Com as outras pessoas porta-se lindamente, é uma criança que toda a gente tece os maiores elogios, comigo, dá-me cabo da paciência até ao limite e sempre que me queixo, deixo toda a gente meio incrédula, como se estivesse a inventar as maiores barbaridades sobre um ser tão adorável e incapaz da mais pequena maldade...
Não há um único dia em que consiga ir aonde quer que seja com ela em que não me faça uma cena que só me apeteça dar-lhe umas valentes palmadas. Anda com mau génio e mau feitio, faz grandes birras sempre que é contrariada e está, a meu ver, a tornar-se uma pequena ditadora. E como eu não suporto crianças malcriadas, palpita-me que a nossa relação vá ser de difícil conduta.
Juro que tenho dias em que só me apetece mandar tudo e todos para o espaço.
Vou ali fazer exercícios de respiração e já venho.