terça-feira, março 06, 2012

a antítese

É achar-me gorda sempre que experimento roupa e me vejo ao espelho, andar a tomar desintoxicantes para o corpo e adelgaçantes, aplicar anti-celulíticos e exfoliantes e depois, sucumbir à tentação e empaturrar-me com um hambúrguer à hora do almoço.

Sou tão fraca que dá dó.
Mas pedi "águinha" em vez de coca-cola, só para descargo de consciência.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Do dia dos namorados

Sim, sou lamechas e chorona e romântica e carente e, apesar de tudo, continuo a acreditar cegamente no amor. E sim, gosto de ser surpreendida, sempre. E de ter apontamentos românticos neste dia e nos outros dias e que a pessoa que tenho a meu lado, -  tenha o discernimento e a flexibilidade -  para entender tudo isso e mesmo assim me adorar, respeitar meus silêncios, os meus sonhos, as minhas lamúrias e as minhas vontades. E mesmo assim, cega e desesperadamente, continuar a achar que sou maravilhosa, única e pirosa também, como tenho noção que consigo ser. E complicada.
E utópica, porque homem assim não existe. :-P

Friends will be friends?


Já aqui falei várias vezes sobre as amizades, como as mesmas se transformam, ou tão somente, como deixam de fazer sentido. Também já aqui falei de como as minhas amizades têm sofrido alterações ao longo dos anos, com avanços e recuos, como, acho, acontece com toda a gente.
Não sou utópica ao ponto de achar que as amizades mais antigas, manter-se-ão inalteradas com os anos,  ou que o grau de proximidade e intimidade com certa pessoa(as) não se altera. Mas este fim-de-semana constatei, num jantar entre amigos que, por mais que aparentemente esteja "tudo bem" e que continuemos a nos encontrar para jantares e comezainas, para rir e conviver, aquilo que nos prende, aquilo que realmente nos une, é quase nada. É um fiozinho muito ténue, quase quebrar.
E que não é isto que define uma amizade. Não são as vezes que nos sentamos a uma mesa para rir e comer e fingir que está tudo bem. Não é que não seja bom e que esses momentos não sejam, igualmente, necessários. Mas uma amizade deverá ser mais do que isso, certo? Para isso eu não preciso de amigos, tenho "conhecidos", "colegas", pessoas com quem convivo sem achar que tenho com os mesmos uma relação de cumplicidade, de partilha ou, até mesmo, familiar. E sim, eu sei que muitas vezes sou possessiva e dura, com laivos de ciumeira à mistura, mas quando o faço - e se o faço - é porque realmente me importo com as pessoas, é porque gosto delas a sério, é porque me sinto magoada.
Caso contrário estaria a marimbar-me para o assunto, não estava nem aí, queria lá saber se iam passar férias, quando iam passar férias ou com quem estão. Se o faço é porque me sinto e, já dizia a minha mãe, "Quem não se sente não é filho de boa gente".
E eu subscrevo.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Aviso à navegação: post pessimista

É mesmo isto que eu sinto.
Actualmente não vivo, sobrevivo.
E isso provoca-me cada vez mais angústia.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Acho que já aqui tinha mencionado o quanto as segundas-feiras em que ela vai para o pai me são dolorosas. A de ontem foi particularmente difícil. Chegar a casa e entrar no quarto dela, vazio, mas com o cheiro dela por todo o lado, os brinquedos tal como os deixou, a fralda e a chucha, fazer-lhe a cama deixada aberta e desmanchada com a pressa da manhã, ter a imagem, repetidamente, a vir-me à mente em forma de flashs de quando a deixei na escola e lhe dei um beijo a correr e um abraço e a chamei, mais do que uma vez, para que se despedisse de mim novamente porque de repente, lembrei-me, que aquela era a última vez que a ia ver esta semana.
Ontem custou muito. Hoje custa-me ainda mais.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Madonna

De ficar siderada. Like it or not.
(I like it, a lot!! Embora já comece a achar que, há certas coisas, em que começa a cair no ridículo, mas diga-se o que se disser, é, provavelmente, uma das últimas grandes artistas no activo. Qual "Gagás", qual quê...!)

Respect

Sabem aquelas pessoas que nos irritam, pela postura, pela maneira de ser ou de estar na vida, pela forma blasé com que lidam com tudo? Pois bem, conheço uns quantos casos assim - e que geralmente merecem o meu desprezo mais profundo - e depois tenho outros, com os quais lido todos os dias e que, por mais que queira, não consigo ficar indiferente. O que este post tem de diferente - e não, não se trata de uma dissertação filosófica da vida embora pareça - é que aprendi a dar uma nova oportunidade a essas pessoas, ou melhor, a tomar consciência de que todos, sem excepção, não somos aquilo que parecemos ao primeiro olhar e ao primeiro julgamento. Contra mim falo, que nessas coisas sou bastante implacável,  - "qualidade" típica escorpiana, onde uma vez julgado, julgado para sempre - dando pouco ou nenhum crédito a quem me cai em... pois, isso, descrédito.
Bom, isto tudo para dizer que tenho uma colega que, apesar de já aqui estar a trabalhar há uns 3 ou 4 meses, de início me irritava profundamente. Bom, irritou a quase todos, é certo, mas que aprendi a relativizar. Aliás, sei que aquilo não é defeito, é mesmo feitio e pronto, com base nessa premissa, lá vou lidando com ela, dando-lhe pouca confiança, mas rindo-me em conjunto de algumas situações banais que permitem a socialização.
Na sexta-feira descobri-lhe o blogue e fiquei siderada. Aquela pessoa, ligeiramente arrogante e irritante, afinal, vai-se a ver e escreve como ninguém, é dona de sensibilidade e, pasme-se, até bom senso, além de culta, extremamente e estupidamente culta.
Confesso que fiquei assim a modos que, ligeiramente invejosa. Sim, assumo, o meu pecado capital é a inveja e toda a gente que escreve estupidamente bem e viaja e conhece mil e uma coisas interessantes que dão sempre óptimos temas de conversa e despertam a atenção dos outros. Queria ser uma dessas pessoas. Mais, esta pessoa de quem falo tem 2 filhos pequenos, - um deles da idade do meu - e é magra, estupidamente magra e culta. (ah, porra, esqueci-me que já tinha mencionado essa característica mais do que uma vez, esta minha parte invejosa bloqueia-me o cérebro).
Bom, tudo isto para dizer que fiquei a vê-la com outros olhos. Merece o meu respeito. Consigo escrutinar-lhe ligeiramente a alma e analisar - qual psicóloga - alguns dos comportamentos demonstrados.
Claro que isso não invalida que, em certas coisas, continue a achar as atitudes dela meio desbocadas ou temperamentais, mas, como tudo na vida, há uma explicação por detrás das mesmas.
E, by the way, o blogue dela tornou-se uma das minhas leituras diárias. (que não irei revelar aqui, sob pena de alguém a conhecer e descobrir de quem falo, o que, convenhamos, não é bom).
Mas pronto, era isto. A vida a dar-me chapadas de aprendizagem.
É sempre um bom tema para uma segunda-feira de manhã.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

pequenos luxos

Não suporto frio. Assim como não suporto calor. Ou melhor, eu até gosto do frio - prefiro-o ao calor - mas não suporto ter frio, pois sou uma pessoa gelada por natureza. E ter a casa fria, sentir frio, para mim, é um desconsolo, um tormento. Não consigo, por mais mantas que coloque, por mais casacos que vista.
É por isso que um dos meus poucos luxos actuais é ligar o aquecimento lá de casa. Caramba, uma pessoa tem as coisas e depois tem de passar o Inverno a tiritar o dente para não gastar? Que se lixe! E toca de ligar o aquecimento todos os dias. Mas nem é à fartazana, é assim só à envergonhada, do tipo duas, três horinhas por dia e, mesmo assim, a factura que me chegou a casa esta semana é de me fazer pensar se não compensa mais andar com a botija de água quente amarrada à cintura e com um fato polar vestido. Tenho perto de 200 euros para pagar em gás! Em gás!
Mais, quando digo isto, tenho aquela sensação de a maior parte das pessoas achar piada como quem: "Ah, queres ter aquecimento em casa e estar quente e agora não queres pagar, mula? É bem feita que é para aprenderes a não dar uma de fina. Passa frio como o comum dos mortais e é se queres". Claro que não é bem assim, estou obviamente a exagerar, no entanto, noto que as palavras "aquecimento central" fazem comichão a muito boa gente, como se o facto de estarmos no pico do Inverno e as temperaturas estarem abaixo dos 10ºC fosse uma coisa perfeitamente normal e "suportável", principalmente quando se mora num prédio que data de 1939, onde as paredes são de pedra e faz um frio do caraças.
Mais, quando conto a história todos rematam com um "bom, agora já sabes". O que quer isto dizer? Que por ter uma conta destas vou esquecer que tenho aquecimento em casa? Que vou fingir que estou no Caribe quando me sinto na Sibéria? Que terei de encontrar outras formas de me aquecer? Bom, até posso tentar refrear-me um pouco e nem ligar todos os dias, ou tantas horas (como se ligar por duas ou 3 horas fosse uma "loucura" indigna), mas caramba, eu sou daquelas pessoas que posso ter uma braseira ao pé da cara e acho que assim é que se está bem, que está quentinho e acolhedor, quando toda a gente já só tem vontade é de andar a correr nu pela casa. 
Por isso, estão a ver o meu drama para este fim-de-semana, não estão? Onde dizem que as temperaturas vão ser negativas... Acho que vou até ali à Decathlon ver os fatos para a neve. Assim, além de dar uma de "fina" por ter aquecimento em casa, posso sempre argumentar que comprei o fato porque estou a pensar ir de fim-de-semana até ao Alpes Franceses.

Casual Friday

Hoje decidi vestir uma camisola dourada que comprei nos saldos da Zara.
Demasiado dourada devo dizer.
Estou aqui no escritório em modo "encolhida" e a praguejar internamente e a mim mesma, o ter tido a coragem e a ousadia, de vestir isto em plena luz do dia.
Pareço uma bola de espelhos. Acho que posso ir enfiar-me na casa de banho e mesmo assim sabem que estou lá porque vêem o reflexo dourado por baixo da porta.
Está bem que é casual friday e tal e coiso, e os devaneios são mais ou menos permitidos, o expressar a nossa personalidade na indumentária também, mas... God, há dias em que faço as piores escolhas.
(e já não tenho 20 anos...)

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Alguém me dê um estalo por favor - parte II


Semaninha de merda esta que estou a ter.
Farta de clientes até aos olhos. Farta de aturar gente parva e, acima de tudo, com uma neura descomunal.
Se calhar o problema não são os outros, sou eu. Não sei, só sei que ando em modo "bomba relógio" e com muito pouca paciência. Malvado SPM.
Para terminar, tenho a miúda a "chocar" alguma.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Do fim-de-semana

Terminei a semana na sala do cinema, ou melhor, comecei o fim-de-semana na sala do cinema. (É mais isto)
A escolha, "Os Descendentes", que diz que os Óscares estão a chegar e há que ter algum critério (e opinião) sobre os filmes nomeados.

Gostei. Gostei mesmo muito, ao contrário da minha colega que, antes de eu me atrever a comprar o bilhete, me disse que tinha visto o filme em casa, que "era uma seca", que "graças a Deus que não tinha pago para ir ao cinema ver aquilo", que "quase adormeceu". Confesso que ainda hesitei e fiquei ali quase, quase a desistir, mas ainda bem que não o fiz, pois tive uma agradável surpresa.
É verdade que não é nenhum filme "tcharan", nem com uma história fantástica, mas é precisamente por ser tão banal que gostei dele. Gosto de histórias simples, de coisas com as quais me possa identificar e este tem a particularidade de centrar a sua história em algo que me toca profundamente: a vida em comum, o desencantar de uma relação, a rotina, o marasmo em que se tornam os nossos dias, a dedicação e valorização excessiva de coisas que, afinal, não são assim tão importantes, nem tão prioritárias, são todas secundárias, a família como o pilar do nosso ser, daquilo que nos define, daquilo que realmente somos.
Ri-me muito em certas cenas, mas também saí da sala com o coração apertadinho e cheia de vontade de chorar - copiosamente -  tudo o que ainda não havia chorado no escuro do cinema. Gostei da interpretação do Clooney, por muito simples e pouco complexa que possa parecer, mas daí a merecer o óscar... bom, já tenho as minhas dúvidas. Quanto ao resto, adorei a interpretação da filha mais nova (Amara Miller) e fiquei extasiada pela beleza da filha mais velha  - Shailene Woodley.
Resumindo, gostei e se estiverem numa de dar valor ao que têm e fazer uma breve reflexão sobre a vossa vida, então é perfeito! Também é filmezinho de manta e sofá, mas valeu a pena.

alguém me dê um estalo por favor


Este fim-de-semana estive rodeada de bebés "piqueninus" e bateu forte a saudade de ter novamente um na minha vida.
Como se tivesse tempo, dinheiro (e vida!!) para isso!







( Porque é que nós mulheres temos sempre tendência a só nos lembrarmos das coisas boas e em romantizar tudo? Porquê?)

quinta-feira, janeiro 26, 2012

não há fome que não dê em fartura, comprova-se

Àcerca do post de ontem e das necessidades industriais de açúcar... bom, alguém lá em cima ouviu e decidiu que hoje é que eu ia saber - com precisa exactidão - quando utilizo o termo "quantidades industriais de açúcar" do que é que estou, efectivamente, a falar.
É que nada do que eu comi ontem se compara - nem assim por uma unhazinha negra - com aquilo que comi hoje no evento que tive, cuja temática era "cores gulosas"...
Estão a ver não é?


....



Nos próximos dias só a cházinho.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Não é, mas bem que podia ser uma frase Nicola

Há dias em que tenho a necessidade de devorar quantidades industriais de gomas de açúcar.
Hoje foi um desses dias.

curtinhas

Os meus pés ontem mataram-me. Mataram-me!
É o que dá estar horas em cima de saltos desconfortáveis. O resultado? Bolhas e aquela sensação de planta do pé completamente "on fire".
O cineminha foi bom, finalmente fui ver "Os homens que odeiam mulheres" e adorei! Excelente. Nunca li os livros, mas o filme do David Fincher convenceu-me e o Daniel Craig está de se encher as medidas, são duas horas e meia de filme que passam num ápice, nem se dá por ele. O próximo da lista que se segue será "Os Descendentes" e também tenho curiosidade em ver o "Apollonide - Histórias de um bordel" e o iraniano "A Separação", que ainda não tive oportunidade, por isso quero ver se aproveito esta semana que estou "baby free" para o fazer. 
Entretanto, ando com estas botas da Zara atravessadas. Já tinha falado sobre o assunto no Facebook e é verdade, não as consigo tirar da cabeça. Era MESMO isto que eu queria, ou melhor, quero! Uns botins pretos, de meio cano, rasos e cheios de pinta. Quando fui ao Porto, em Novembro, experimentei-as na Zara da Via Catarina, mas o preço (79,99€) fez-me pensar duas vezes e, movida pelo bom senso, lá desisti delas e deixei-as na prateleira. Mas nunca as esqueci! Nunca! Tanto que passo a vida a cruzar-me com elas, em blogues, na rua, nos pés de outras pessoas. No outro dia ia tendo um colapso cardíaco quando vi uma cliente minha com elas nos pés, nem me contive, acho que soltei um pequeno e estridente gritinho de excitação/inveja. As minhas colegas só me mandavam olhares reprovadores por eu não ter conseguido disfarçar a taquicardia que aquelas botas me provocaram. Mas continuam a não ser minhas, é um facto.
Não sei o preço a que estavam nos saldos, mas gostaria de saber. Se é que ainda há algumas espalhadas por essas Zaras pelo país fora e com o meu número.
Cheguei ao ponto de pedir a uma amiga, com quem irei jantar hoje, que veja na Zara que há ao pé do trabalho dela se encontra algum "exemplar", tal é o meu desespero e, por breves instantes, estou para aqui com um resquício de esperança/confiança tola de que ainda vou conseguir, mesmo sabendo que o esforço é hercúleo.
É que aqui neste buraco onde me encontro não tenho Zaras por perto - o que por um lado acaba por ser bom porque não me desgraço fortemente - e se não há dinheiro, não há vícios, mas aquelas botas... aquelas botas... eu mereço-as!!
Também cheguei à conclusão de que quero um Casio Retro dourado (depois de já toda a gente ter um), mas isso já é outra história...

terça-feira, janeiro 24, 2012

 
Hoje decidi calçar umas botas de salto alto, coisa que já não acontecia há bastante tempo e está comprovado, estou velha. Doem-me os pés, estão completamente abrasados e não há pachorra para as sessões de "equilibrismo" que faço em plena calçada portuguesa. E eu, que ando sempre de rabinho tremido de carro, custa-me, a sério que me custa, andar uns metros desde que o estaciono até ao escritório. E não é preguiça, é mesmo já falta de jeito, nem sei explicar. Sinto-me uma espécie de camionista desengonçada.
Nunca pensei dizer isto, mas acho que já não sei usar saltos altos (!!!)  e não posso permitir tal facto! Há uma parte de mim que, neste momento, não vê a hora de chegar a casa e descalçar-se, tirar este tormento dos pés, calçar as belas das Huggs e esparramar-se no sofá, qual lontra, dando-lhes o merecido descanso, mas hoje ainda me espera um jantarzinho no italino seguido de cinema. E disto eu não me queixo, por isso, aguenta coração. (ou deverei dizer, "pezão"?) 

ladaínha

Sinto tanta, mas tanta falta de viajar, que ando a morrer aos poucos. Sinto-o.
Acho um desperdício haver tanto mundo para ver e não termos possibilidade de o conhecer.
Mais, o simples facto de ter noção disso, deixa-me ainda pior.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

a política de emigração do governo anda a dar resultado

A minha melhor amiga disse-me ontem que vai viver para Moçambique, ainda este ano!
Não estava preparada para semelhante choque.
Pior, as viagens são tão caras que nem poderei ir lá visitá-la.
Vou ali cortar os pulsos e já volto.

há pessoas que fazem mesmo muita falta.

A A. hoje decidiu vir visitar-nos. É a primeira vez que a vejo desde que a dispensaram.
Há pessoas assim, que chegam e enchem uma casa, só pela presença, pela energia, pela vibração.
A falta que já fazia por aqui - nestes escritórios cada vez mais tristes e cinzentos, onde até nos coíbimos de rir - esta rapariga.

afinal, ainda há finais felizes?


É que depois de tanto amor bradado aos 4 ventos, uma pessoa habitua-se e fica a olhar para eles como o expoente máximo da relação que todas queremos ter, da cumplicidade, da família perfeita, do amor sem barreiras nem tabus, do wondercouple. E quando lê uma notícia destas, fica a sentir-se como um filho desamparado. Então e agora? Vou fica com quem? Vou gostar de quem? É que eu gosto dos dois, juntos, de preferência!
Nesta manhã fria de nevoeiro, ainda por cima uma segunda-feira, fiquei triste, não vou negar.

(e também percebo a reacção de muita gente ao meu próprio divórcio que, gostando dos dois e sem quererem tomar partido de um em detrimento do outro, se viram confrontados com uma situação sobre a qual não sabem muito bem como lidar...)

sexta-feira, janeiro 20, 2012

todo o santo dia é uma correria


Não há um único dia, unzinho, em que o acordar e o despachar de manhã lá por casa não seja uma correria digna dos 100 metros barreiras, um lufa-lufa desgraçado, um sobe e desce escadas, um mil e uma coisas para fazer e despachar ao mesmo tempo. Não sou a pessoa mais organizada do mundo e não reajo com perícia e desenvoltura prática logo pela manhã. Não dá. Já tentei, mas não consigo. Atraso-me a tomar banho, atraso-me a decidir o que vestir - mesmo quando penso no que irei vestir com antecedência, caso contrário, então, é o caos TOTAL - atraso-me a vesti-la e a despachá-la, fico na ronha e no quente da cama até à última, adiando, sucessivamente, o despertador de 5 em 5 minutos. Quando finalmente me decido, já é sempre tarde, já rogo pragas a mim mesma por ser sempre a mesma coisa e nunca mais aprender, já sei que vou fazer tudo a correr, sair a correr, deixar a miúda na escola a correr, procurar lugar para estacionar a correr, chegar ao trabalho a correr...
Pelo meio, pintei as unhas no carro, ou melhor, coloquei mais uma camada de verniz - a juntar às já 1756983 existentes (porque nunca há tempo para andar a tirar verniz e a pintar decentemente) - praguejei aos semáforos, ao condutor que vai a 20 kms/h à minha frente e com todo o tempo do mundo, à sorte e ao relógio, retoquei a maquilhagem entre uma paragem forçada ou outra e,  trago na mala, o pequeno-almoço que comerei quando, finalmente, me sentar na minha secretária e ligar o computador...
E é isto minha gente, todo o santo dia, todas as manhãs. Quem olha para mim pode até nem suspeitar, achar que sou a mais organizada e multi-tasking das pessoas, mas o caos desconcertado domina a minha vida. E pior, eu deixo!

Pequeñas Fridas

Posso voltar a brincar com bonecas, posso? É que depois de ter visto esta Barbie-Frida logo pela manhã, fiquei cheia de vontade de parar o que estou para aqui a fazer, deixar de lado os relatórios e os powerpoints e imaginar que estou em pleno México, entre vegetação exuberante e macaquinhos a treparem-me pelos ombros, enquanto me enfeito com montanhas de colares, flores berrantes e brincos.
ADORO!

quarta-feira, janeiro 18, 2012

quando o equílibrio faz peso na balança

Hoje disseram-me, por email, que eu pareço mais "tranquila". Não deixa de ser bom, não é verdade? Depois de meses bastante tumultuosos, finalmente a percepção que os outros têm de mim é que estou a encontrar o equilíbrio.
E eu noto isso nos quilos a mais que entretanto já ganhei e que insistem em se alojar na barriga, ancas e rabo. 
Humpf.

Florbela

Amo Florbela, AMO.
Foi na poesia de Florbela que descobri o gosto pela poesia. Foi nas palavras e nas mágoas de Florbela que descobri o amor, as suas alegrias, as suas dores. Foi nos sonetos de Florbela que me apaixonei perdidamente pelo Alentejo, até hoje. E é na Florbela que mantenho este meu fascínio por mulheres avançadas demais para o seu tempo e aprendo que, toda a pessoa que ama demais, se dá mal.
O filme estreia no próximo dia 8 de Março - Dia Internacional da Mulher - uma forma curiosa e propositada, é certo, de prestar homenagem a esta grande poetisa, cujos versos possuem o dom de traduzir tudo aquilo que ainda me vai na alma, continuamente.

A partir de que idade pensas divertir-te?

A minha filha teve - pela primeira vez - um convite físico (com direito a cartãozinho e tudo) para a festa de aniversário de um amiguinho da escola.

Pronto, é a partir de agora que começa a ter uma vida social mais activa do que eu!

terça-feira, janeiro 17, 2012

Não há amor como o primeiro...

Finalmente consegui colocar estes olhos e pézinhos - que a terra há-de comer - na exposição fotográfica da Frida Kahlo - no Museu da Cidade. Sou grande fã da artista, pintora, fotógrafa... sei a sua vida de trás para a frente e de frente para trás, identifico-me fisicamente com aquelas sobrancelhas fartas e imensa penugem, confesso, com o avanço de pensamento e liberalismo para a época vindo de uma mulher de aspecto meio franzino, mas fiquei um bocadinho desiludida, esperava mais, ou melhor, queria mais.
O registo fotográfico de Frida, esquecido durante mais de 5 décadas era algo para colocar a fasquia das expectativas bastante alta, por isso, já andava a desesperar por a exposição estar em exibição há tanto tempo e eu ainda não me ter dignado a ir vê-la. Geralmente é sempre assim, "ah e tal, ainda tenho muito tempo" e vou adiando, adiando, adiando e, em menos de um nada desaparece e, geralmente, fico a ver navios e a praguejar a minha estupidez.
Bom, desta vez não foi assim, lá consegui fazer por ir - afinal, tratáva-se da minha Frida - de quem nunca me canso, é um facto, mas em menos de meia hora estava visto. Pouco mais de três salas, muitas fotografias do seu pai Guilherme e da sua mãe Matilde, (o que eu adoro estes nomes) meia dúzia de fotografias da Frida, outras tantas do Diego e mais umas sequências de verdadeiros desconhecidos e pronto, está feito. Não é que não tenha gostado, soube foi a pouco.
Destaco a sala das "Cumplicidades de Frida e Diego", os amores que os ligavam e que marcaram aquela relação durante a maior parte das suas vidas - afinal, casaram-se duas vezes - não é para todos. As fotos em grandes dimensões têm outro impacto e, acompanhadas por pequenos blocos de texto, transportam-nos até à época, envolvem-nos com a história, ligam-nos aos personagens. Eles estão ali, bem à nossa frente, quase reais, palpáveis. Pessoas de carne e osso, com fraquezas, desejos, frustrações e talento, um imenso talento.
Nesse aspecto, eu e a Frida estamos em pólos opostos... por mais que me identifique com ela.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Et voilá!

E pronto, eis que decidi fazer aquilo que tão depressa julgava não fazer: tornar este blogue público!
Depois de mais de 3 anos a "viver" na obscuridade - e de um período completamente "black out" de escrita - decidi que estava na hora de abrir as portas e janelas de casa e deixar entrar o ar e a luz.

Há demasiada poeira aqui dentro e eu sou uma pessoa que sofre de alergias.

Pronto, é isto.

E agora vou meter-me a caminho do Algarve. Diz que logo à noite tenho mais de 12 pratos à minha espera para comer que nem uma lontra e ficar a chibatar-me o resto do tempo.

(Não quero saber. Também mereço os meus pecados, a minha realidade já é dolorosa o suficiente.)



quinta-feira, janeiro 12, 2012

pois... isso.

Iam ser 3 dias de carro alugado nas mãos, despesas pagas, dormida oferecida. A escapada perfeita, a conjugação para sair deste marasmo e mar de contenções em que vivo.

Tinha tudo para dar certo, mas não deu.

É assim a minha vida.
Um mar de frustrações e expectativas goradas, on a daily basis. Não sei porque continuo a iludir-me.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

só assim para começar o dia...

Ontem gastei 233 euros com o carro. Bateria nova, pastilhas novas, revisão de óleos de travões, embraiagem, motor, etc. e pronto, passa para cá 233 euros se queres que isto ande.
Demoro uma eternidade a juntar algum (pouco) dinheiro e, quando penso que agora ele vai ficar quietinho e que vou conseguir poupar para fazer aquela tão desejada viagem (Paris, Paris... o meu sonho eternamente adiado), ou pelo menos ter ali um pé de meia, pufff... ele some-se em menos de um nada.

E pronto, depois fico azeda e odeio de morte toda a gente que anda a cirandar por esse mundo fora como se a crise fosse algo que não lhe assiste e ainda fazem questão de o dizer e mostrar no facebook.


Bastards.

terça-feira, janeiro 10, 2012

vontades

Acho que hoje vou para casa, colocar uma mantinha nas pernas, meter um dvd com um qualquer filme ou série - sobre e para "gajas" - e apanhar um pifo. Parece-me um bom programa.

Gerir saudades



Optámos pela custódia partilhada, uma semana na minha casa, outra na casa dele. Parece-me ser o mais justo para ambos, já que não a podemos ter sempre. Ela adaptou-se bem, sabe perfeitamente quando vai para a casa do pai e para a casa da mãe e fica feliz por isso. Gosta de estar com ambos e, infelizmente, esta será a realidade que ela sempre se lembrará para toda a vida. Duvido que venha a ter memórias do pai e da mãe em vida conjunta e debaixo do mesmo tecto. Para ela, esta é a sua realidade.


Há muita gente que fica chocada - não o dizem, mas eu sinto-o - quando revelo que não tenho a Madalena a tempo inteiro, que tenho uma custódia partilhada. Como se, enquanto mãe, isso me inferiorizasse, como se abdicasse da minha filha. Pergunto: porque motivo hei-de privar uma criança que adora o pai e gosta de estar com ele, da sua companhia? Ou só a deixar estar com o pai um mísero fim de semana de duas em duas semanas? Digam-me, porquê? Quando, ainda por cima, ele sempre foi um pai atento, preocupado e presente. Não seria brutalmente injusto, para ela e para ele, privá-los da companhia um do outro?


Claro que me custa horrores quando vai para o pai. Por mais que ela, por vezes, seja chata birrenta e chorona, é a minha filha, a minha cria, aquela que eu amo mais do que tudo na vida. E, neste momento, a razão da minha existência. (eu sei que soa a piroso e a frase feita o que acabei de dizer, mas é a mais pura das verdades.)


As segundas-feiras são sempre dias lixados e a de ontem custou muito. Custa chegar a casa - depois de a ter entregue ao pai - e ir ao quarto dela, fazer a sua cama, mexer nos seus brinquedos. Custa senti-la ali e não a ver, não a ter. Instala-se um vazio no peito e, por mais que tente resistir e ser forte, as lágrimas invadem-me sempre os olhos.


É triste ver que todo o ideal de família que criámos e que sonhámos, desapareceu. É triste constatar que a vida dá mesmo muitas voltas e que, agora, neste preciso momento, está tão diferente e tão distante de tudo aquilo que alguma vez nos uniu.


Ficou ela como a prova de um amor que existiu, como o resultado desse amor...

quarta-feira, janeiro 04, 2012

E ao dia 4 de 2012...


Pronto, eu não disse - naquela minha conversa do post de ontem que aquele sentimento de alegria e felicidade que me invadiu no início de 2012 ia durar pouco? - pois bem, assim foi. Hoje estou com uma neura "daquelas", grandes, grandes.

Homens. Não sei porque insisto em aturá-los.

terça-feira, janeiro 03, 2012

2012

Ora bem, ano novo e nada como deixar o 2011 sossegadinho e nos confins da memória, como um ano que significou uma mudança brutal na minha vida. Foi um ano de decisões, de rupturas e de grandes sofrimentos. Foi um ano de transformação mas também de crescimento interior. Não sei se 2012 será melhor - aliás, tudo aponta que não o seja - com toda a gente a dizer que será o ano de todas as crises, com desemprego galopante, dívidas, inflacção altíssima, iada, iada, iada.

Até pode ser isso tudo, mas cá dentro de mim, é como se algo (ou alguém) me dissessem que 2012 será meu, por inteiro, como a recompensa devida, com dias de sol constante, balões no ar, passarinhos a cantar, flashmobes e danças indianas. Se tenho medo? Claro que sim, muito, mesmo. Mas por enquanto vou fingir que nada disso me preocupa e deixar-me invadir por esta sensação de crença que geralmente me invade nos primeiros dias do ano.





(e esperar que lá para Fevereiro ainda não tenho dado à sola)

sexta-feira, dezembro 09, 2011

as minhas certezas

Fico sempre surpresa quando leio entrevistas ou até mesmo posts onde dizem coisas como; "ah, os trinta é que me tornaram mais madura e cheia de certezas daquilo que sou hoje e sobre o que quero da vida" ou, "depois de ter sido mãe a minha vida mudou para melhor e ser mãe é o papel da minha vida e tudo ganhou um novo significado". Ok, é verdade, um filho abala completamente a nossa vida, as nossas estruturas - e até aí também estou de acordo - mas fico sempre a pensar que já passei por isso tudo e não sinto essas certezas, aliás, não tenho é dúvidas de que cada vez tenho ainda mais dúvidas, mais receios, mais medos e que por mais que viva, continuo - na maior parte das vezes - a achar que ainda tenho vinte anos e que houve tanta coisa por gozar e que ainda não gozei, tanta coisa por viver e experiências que se calhar, ficaram por fazer, ou aquela sensação de que esperam que eu, aos 33 anos de idade, tenha uma determinada maturidade ou forma de ver as coisas que, se calhar e pensando bem, não tenho.

Ser mãe mudou a minha vida, mas também a aprisionou. Esta é a mais pura das verdades e é o que eu mais sinto em relação à maternidade. Também sinto que os 30 não são, de todo, o melhor período da minha vida. Que me sinto mais velha, mais feia, mais gorda e que a beleza - ou aquilo que julgava ter dela - é efémera e que por mais que até me considere uma pessoa minimamente instruída ou capaz de falar dos mais variados temas da actualidade, há quem já não me olhe duas vezes ou me dê oportunidade para isso. Também sinto que a nível profissional estou longe de onde deveria de estar, (ou julgaria estar by now) e que já passei a idade de realizar a maior parte dos meus sonhos. Que num mundo perfeito, por esta altura, já devia de ter um cargo de direcção (que por acaso tive quando tinha 25 e 26 anos) ou de fazer aquilo que realmente gosto mas, na realidade, sinto-me cada vez mais longe desse sonho e dessa concretização. Que as pessoas esperam de mim determinados comportamentos ou atitudes que eu não quero ter, ou assumir, mas que também fico sempre com uma ligeira pontinha de inveja quando leio percursos profissionais onde com a minha idade - e até menos, muito menos - meteram mãos à obra, conseguiram e fizeram. E eu ali, a vê-los passar. A ver a vida a passar.

Sinto sempre que tenho potencial que não aproveito, porque na realidade, eu própria me considero limitada, ou porque não acredito suficientemente em mim mesma. Porque sou tonta, ou parva, ou preguiçosa, sei lá.

Porque já tive tudo e porque deitei tudo a perder. Hoje, retomo a vida cheia de dificuldades e já não acredito em grandes finais felizes (apesar de querer).

Continuo a ser precipitada, ansiosa e impulsiva e isso é algo que nem a idade me refreia apesar de já não fazer grandes planos e tentar viver um dia de cada vez. Dou mais valor às coisas, mas também tenho cada vez mais consciência de que tudo é efémero e de que de um dia para o outro posso perdê-las - ou destruí-las.

Ter uma criança sob minha responsabilidade assusta-me e, muitas vezes, sinto-me egoísta por continuar a querer comprar coisas para mim quando deveria de gastar com ela, ou poupar para lhe dar, ou gostar de sair à noite e divertir-me com as amigas como se fosse uma miúda ou nem tivesse filhos, quando ela, por exemplo, está com o pai. Não o consigo evitar. Nesses momentos, sinto-me a pior mãe do mundo, um ser a roçar o execrável e de que, mais tarde ou mais cedo, a justiça divina cobrará todos estes meus prazeres mundanos... de que não aproveito a infância da minha filha, ou não lhe presto a atenção que devia - ou que vejo outras mães prestarem ou fazerem - que a dou por adquirida, quando não é.

O ano de 2011 foi duro, muito duro. Emocionalmente, profissionalmente, pessoalmente. Separei-me, comecei uma vida sozinha, crio uma filha sozinha, mas esta sensação de ser sempre "aquém", de inferioridade, persegue-me.

Acho que fazer psicanálise me faria bem. Ando com demasiadas coisas dentro do peito, o pior é que nem tenho dinheiro para isso.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Afinal, o que é o amor?




- Gosto de ti.



Ela ouviu e, por momentos, enquanto o silêncio permanecia entre os dois, ainda hesitou se deveria de dizer aquilo que realmente sentia. Por fim decidiu-se:



- Também gosto de ti. Assim como também gosto de muitas pessoas, mas amo poucas.