O Afonso adora abrir e fechar as portadas das janelas e de ver a rua, os carros e as pessoas. Nestes dias descobriu que se subir para uma caixa que está ao pé da janela do escritório a perspectiva é muito melhor e quem o quer ver é assim, a olhar o mundo.
Fui dar com ele caladinho e sorrateiro a ver a 'vida lá fora' minutos após sair da cama e não resisti a fotografar o momento. Ele apercebeu-se e olhou para mim com aquela ar de 'ratão' que me derrete.quarta-feira, outubro 19, 2016
Under the sea
Fomos com os miúdos ao Oceanário. A Madalena já tinha ido várias vezes - connosco e com a escola em visitas de estudo - e para o Afonso foi uma verdadeira estreia e um sucesso.
A Madalena, agora que já está mais crescida, adorou tudo, desfrutou muito mais, fez imensas perguntas e juntamente com o irmão, adorou o tanque principal, identificando cardumes de peixes e as várias espécies.
O Afonso estava maravilhado pelo azul e pelos tubarões! Ele tem um livrinho de banho que tem desenhos de vários animais, entres os quais um tubarão, pelo qual tem uma verdadeira fixação - apontando com o dedito e batendo palminhas sempre que o encontra.
Também deliraram com as morsas e os pinguins e com a passagem da ponte nos ambientes quentes e tropicais.
Mas a verdadeira surpresa desta visita, aquela que foi um bálsamo de tranquilidade, beleza e calma foi a exposição temporária Florestas Submersas by Takashi Amano. Foi a primeira coisa que vimos mal entrámos e ficámos maravilhados. O ambiente é toda uma experiência sensorial que acalma e ao mesmo tempo conforta, além de ser amplo e de permitir aos miúdos mais crescidos explorar, trepar, descobrir - há informação audiovisual com sons e imagens - e aquários gigantes com peixes vários e muita vegetação.
O Afonso mal entrou ficou super calmo e relaxado, passámos uma boa meia hora sentados a observar e desfrutar do som ambiente e do espaço, enquanto a Madalena percorria e explorava tudo.
O Oceanário é mesmo um espaço incrível de descoberta, conhecimento, respeito pela natureza e preservação das espécies e dos oceanos. O bilhete é um pouco caro para uma família, mas percebemos que com tantos animais e condições não podia ser de outra forma e a verdade é que depois de lá estarmos verificamos que a visita vale mesmo a pena!
quarta-feira, outubro 12, 2016
mãezite aguda
Por causa da minha operação às duas pernas e o repouso que seria necessário para a minha recuperação ser bem sucedida, optámos por não ter os miúdos na semana em que fui operada e nos dias que se seguiram. Isso permitiu-me descansar bastante e recuperar dos cortes e pontos que levei, já que as indicações médicas passavam por não fazer esforços, carregar pesos, subir ou descer escadas, não conduzir e muito repouso e isso, com duas crianças, é quase impossívél.
Se por um lado recuperei como pretendido, por outro, quando os miúdos regressaram a casa, tenho sido o centro das atenções de ambos - já que ambos estavam carentes de mãe. A Madalena, como mais velha, quer basicamente mimo, atenção e abracinhos, enquanto que o Afonso quer apenas e só a mãe para tudo! Basta sair do seu campo de visão para começar num pranto. Tem de ser a mãe a andar com ele ao colo mesmo que em casa, tem de ser a mãe a vestir, tem de ser a mãe a adormecer, tem de ser a mãe a mudar a fralda, tem de ser a mãe a dar de comer... Ainda bem que descansei antes!
O regresso à escola também não tem sido nada fácil. Este ano escolar a equipa educativa que acompanhou o Afonso durante o seu primeiro ano de creche mantém-se inalterada, a educadora é a mesma e as auxiliares também, mas mudou de sala e a dinâmica está diferente. De manhã, até às 9h00, a sala dele é a que funciona como "ponto de entrega" de todas as crianças do infantário, o que significa que há sempre imensa confusão, barulho e caras que ele não conhece, repetindo-se o mesmo ao final do dia, onde a partir das 17h30 volta a ser o ponto de "recolha" e o aglomerado de todas as crianças que ficam na creche até mais tarde. O tempo de sono também é diminuto e ao final do dia ele está sempre super cansado, birrento e muito rabugento.
Eu sei que a partir de agora será assim e que cabe a ele saber aceitar essa transição e adaptar-se, mas estes dias em que tenho estado em casa e o levo mais tarde para a escola e o vou buscar mais cedo do que o habitual, bom, fazem-me pensar que num mundo ideal, o meu filho não estaria quase 12 horas num único espaço e que eu poderia desfrutar muito mais desta fase tão deliciosa dele - em que já anda, fala e faz imensas gracinhas - que nos deixam a todos super bem dispostos e divertidos - e em que seríamos muito mais felizes...
terça-feira, outubro 04, 2016
a ausência
Faz hoje uma semana que fui operada. O pós-operatório tem corrido bem, apesar de ainda não ter tirado os pontos, de ter algumas dores, de continuar a ter as meias de compressão como melhores amigas (ainda nunca as tirei) e de estar com as pernas todas roxas. Continuo a seguir à risca as indicações médicas e a tomar a medicação recomendada. Tem tudo corrido dentro da normalidade. Claro que para tudo ter corrido tão bem tive a preciosa ajuda do meu mais que tudo, que tem sido incansável e o facto de ter estado esta primeira semana pós-operatório sem os meus filhos, que foram para os avós. Seria impensável conseguir recuperar desta maneira com duas crianças, uma delas com pouco mais de um ano e que não para quieta em casa. O Afonso, que já anda, está naquela fase exigente para nós pais, em que não para quieto um minuto, tal é a sua ânsia de descobrir o mundo e tudo o que o rodeia.
Mas ao fim de uma semana, estou cheia de saudades deles. Eles cheios de saudades nossas e, apesar de ainda não estar a 100%, de continuar com os pontos, de não poder conduzir, desejosa que regressem a casa.
Começa hoje, termina amanhã.
sexta-feira, setembro 30, 2016
e o vencedor do passatempo é...
Depois de uma semana a receber frases criativas e originais para se habilitarem a ganhar o vale de 50 euros que o blogue tem para oferecer em parceria com o site showroomprive, já temos vencedor!
E a feliz contemplada é a Lucinda Carla Ribeiro Marques, ou "Lucy Lu", nome pelo qual se encontra no facebook.
Parabéns Lucy! Aproveite para escolher as peças mais giras e em conta para este regresso às aulas e nova estação! Aqui ficam mais umas quantas que não resisti em publicar e que talvez possam servir de inspiração.
E fique atenta à sua caixa de correio, onde irá receber o vale da showroomprive com todas as indicações para o utilizar.
E a feliz contemplada é a Lucinda Carla Ribeiro Marques, ou "Lucy Lu", nome pelo qual se encontra no facebook.
Parabéns Lucy! Aproveite para escolher as peças mais giras e em conta para este regresso às aulas e nova estação! Aqui ficam mais umas quantas que não resisti em publicar e que talvez possam servir de inspiração.
E fique atenta à sua caixa de correio, onde irá receber o vale da showroomprive com todas as indicações para o utilizar.
Obrigada a todos pela participação!
quinta-feira, setembro 29, 2016
mimos
Isto de se ser operada também tem as suas vantagens, senão vejamos: o meu homem encheu-me de mimos. Ele foi revistinhas da moda, ele foi chocolate para adoçar a boca à menina e não a deixar triste e abandonada à sua sorte numa cama fria de hospital, ele foi o vestido que andava a namorar à minha espera em casa, ele foi sushi para jantar...
Senti-me uma mimada (e adorei!!)
Sabem o vestido floral que aparece no novo anúncio da h&m? (Sim, o tal que anda a dar que falar em que aparece uma menina com as axilas por depilar...) Pois, é esse mesmo! Lindo de morrer, barato - é uma das peças em destaque da nova coleção de outono a um preço muito simpático - em que eu não vejo a hora de me livrar das meias de pressão e sair à rua para exibi-lo!
Como foi a minha operação às varizes?
Foi simples e rápida, menos complicada do que eu esperava, mas agora vêm as dores e as pernas negras, apesar de estar tudo a correr bem.
Confesso que estava bastante nervosa. Coisa de "principiante" e, principalmente, de quem nunca tinha sido operada na vida. (Os dois filhos nascidos de parto natural não contam). A ideia de ir levar anestesia geral, de algo correr mal e de não acordar atrofiava-me e, vá-se lá saber porquê, só me vinha à mente aquela notícia escabrosa de uma mulher que deu entrada no hospital para ser operada às varizes e ficou sem uma perna.
Eu sei, eu sei, tenho sempre tendência a pensar o pior e esta vez não foi excepção! Mas, negativismo à parte, a verdade é que tudo correu lindamente e fui super bem tratada pela equipa do Hospital Cuf Descobertas onde fui operada.
Depois de seis horas em jejum, onde tomei um pequeno-almoço super reforçado, dei entrada no hospital ao meio dia. A minha operação estava marcada para as 15h00, mas só fui operada perto das 17h porque havia um outro senhor que decidiram operar antes de mim. Tudo tranquilo. Uma vez instalada no quarto, a equipa de enfermagem veio dizer-me os procedimentos e indicações antes de ser levada para o bloco operatório e o Dr. Baltazar, que foi quem me operou, veio marcar-me as pernas com marcador nas zonas onde iria fazer as incisões.
Já no bloco, a última coisa que me lembro foi de me perguntarem o nome dos meus filhos enquanto me ministravam a anestesia e de olhar para o relógio que estava por cima da porta de entrada e de ver as horas: 16h30. De repente "pufff", apaguei e não me lembro de mais nada. Acordei já no recobro, com uma enfermeira a dar-me umas palmadinhas na cara e a dizer o meu nome. Já tinha as pernas com as meias de pressão vestidas e um ventilador a deitar ar quentinho para dentro da minha roupa, porque é natural o corpo arrefecer bastante. Sentia-me muito tonta e com a tensão baixa, a vista ainda um pouco desfocada, mas no geral estava bem. Parecia que tinha acordado de um sono muito profundo e ainda demorei a adaptar-me. Estive duas horas no recobro e subi ao meu quarto eram 19h30. A operação durou cerca de uma hora e foi tranquila. O que achei mesmo espectacular é que a CUF avisa o familiar por sms que a operação começou e que a operaçao acabou. Quando damos entrada no hospital pedem-nos um segundo contacto telefónico precisamente para avisar de quando começa e termina a operação. Não é uma ideia genial? Assim a família escusa de estar ansiosa e sem saber notícias!
Já no quarto e ainda um pouco 'grogue' da medicação e da anestesia, tinha ordens para não me levantar. Trouxeram-me o jantar pouco tempo depois e finalmente comi a primeira refeição do dia. Não sentia dores e estava bem.
Fui cortada em três zonas nas duas pernas: virilhas, meio da perna - junto à dobra do joelho - e nos tornozelos. Vestiram-me umas meias brancas de compressão onde só se vê os dedinhos dos pés e que tenho indicações de não poder tirar nos próximos dias/semana... Até tirar os pontos tenho de as aguentar e, passados dois dias, a coisa até se tem levado bem, apesar de neste momento haver zonas nas pernas que estão muito negras e de ter dores.
Tive alta no dia a seguir a operação, ainda pela manhã. Mandaram-me sair da cama e caminhar um pouco pelo quarto, tudo a funcionar bem como se quer e pronto, luz verde para ir para casa.
Sinceramente pensei que fosse pior. Vamos ver como é que a coisa corre com o passar dos dias. Hoje, por exemplo, sinto-me com a tensão muito baixa e um pouco tonta. Também tenho dores, apesar de já ter tomado o analgésico receitado pelo médico. As indicações para a minha recuperação pós-operatório passam por estar sossegada, levantar-me para ir à cozinha, casa de banho e pouco mais. Há pessoas que já foram operadas às varizes, nomeadamente, colegas minhas, cujas indicações eram para andar muito. O meu médico proibiu-me... disse-me que caminhadas só daqui a um mês e que agora era estar sossegada, pernas elevadas e fazer o mínimo de esforço possível.
Sinceramente pensei que fosse pior. Vamos ver como é que a coisa corre com o passar dos dias. Hoje, por exemplo, sinto-me com a tensão muito baixa e um pouco tonta. Também tenho dores, apesar de já ter tomado o analgésico receitado pelo médico. As indicações para a minha recuperação pós-operatório passam por estar sossegada, levantar-me para ir à cozinha, casa de banho e pouco mais. Há pessoas que já foram operadas às varizes, nomeadamente, colegas minhas, cujas indicações eram para andar muito. O meu médico proibiu-me... disse-me que caminhadas só daqui a um mês e que agora era estar sossegada, pernas elevadas e fazer o mínimo de esforço possível.
Tiro os pontos dia 6 de Outubro. Até lá, é recuperar dia a dia da melhor maneira possível.
quinta-feira, setembro 22, 2016
Passatempo Regresso às Aulas com a Showroomprive
Bem sei que não tenho escrito muito aqui no blogue, mas hoje regresso não só com um novo post como trago com ele um SUPER PASSATEMPO que vos vai dar imenso jeito!
Quantas de vocês é que já desesperaram com os gastos no orçamento à conta do regresso às aulas? Cá em casa já perdi a conta ao dinheiro gasto em material escolar, livros, cadernos e até roupa! Setembro é sempre um mês em que o saldo bancário desce abruptamente à conta do regresso às aulas - e por enquanto é só com uma, fará quando forem os dois! A lista de material da escola é grande, os livros e cadernos de fichas também são cada vez mais, a isso soma-se a roupa que todos os anos é necessária, renovando casacos, sapatos, ténis, fatos de treino e por aí fora devido à mudança da estação (e logo hoje que começa o Outono!).
Mas a pensar em vocês e numa solução prática para as nossas vidas de mães ocupadas e sempre atentas, tenho para vos oferecer um vale de 50 euros para que possam fazer algumas comprinhas no site Showroomprive e aliviar o orçamento familiar. É uma ajuda e como todas as ajudas, aposto que é sempre bem-vinda! Verdade?
Para quem não conhece o Showroomprive podem espreitar o site: http://www.showroomprive.pt/ onde todos os dias encontram o maior número possível de marcas com preços imbatíveis, seja de pronto a vestir, cosmética ou até mesmo decoração! Fantástico, não é? O melhor de tudo é que podem encontrar artigos com reduções até 70% em relação aos preços de loja, tudo ao alcance de um clique!
O Petit Plaisirs tem 50 euros em vale para vos oferecer e gastarem onde quiserem e renovarem o vosso armário ou o das vossas crianças! E olhem que há coisas bem giras e baratas onde gastar velozmente 50 euros! Até vos dou uma ajuda e faço uma pequena triagem só para terem uma ideia!
Quem é amiga, quem é?
E o que é que têm de fazer para ganhar este fantástico prémio?
Primeiro têm de se registar no site do Showrooprive. Não tem nada que saber, vão ao site, fazem novo registo no caso de serem novos utilizadores, email e password e voilá, já estão aptas a participar.
Segundo, se ainda não são nossas fãs na página de Facebook do Les Petit Plaisirs, têm de fazer "like". Vá lá, não custa nada e ainda vão lendo os meus desabafos ao longo do dia!
Terceiro e último, escrever uma frase criativa com "Showroomprive" e "Les Petits Plaisirs". Podem enviá-la para o email do blogue: bloglespetitsplaisirs@gmail.com
A frase mais original ganha este fantástico prémio!
Fácil, não é?
Então toca a participar, a partilhar com as amigas e a concorrer!
Têm até dia 29 de setembro para participar e no dia seguinte, a 30 de setembro, anunciarei a vencedora :)
Mãos à obra!
quarta-feira, setembro 21, 2016
não é magia
... Mas parece!
Uma amiga minha nas férias falou-me destas ampolas que vos mostro, da marca Marti Derm Flash, como uma solução eficaz (e visível) para aqueles dias em que queremos estar com boa cara, ou reduzir rugas de expressão, diminuir papos nos olhos ou olheiras. Andei algum tempo até encontrar uma farmácia com a marca, mas lá consegui. A embalagem não é muito cara - a minha custou pouco mais de 12 euros - mas tem apenas 5 ampolas. Cada ampola dá para duas utilizações (às vezes 3) e a ideia é usar esporadicamente, naqueles dias em que querem estar "com boa cara", daí o nome "Flash", porque realmente os resultados são quase imediatos.
Experimentei e gostei mesmo muitoooooo! Se aplicarem à noite, depois da cara desmaquilhada e limpa e a seguir dormirem uma boa noite de sono, na manhã seguinte verão que a pele tem um brilho próprio que se nota, com menos rugas, papos e olheiras.
Ideal para aqueles dias em que temos uma reunião de trabalho importante e queremos estar com bom ar, ou uma ocasião especial e também queremos estar no nosso melhor... ou de ressaca e no dia seguinte nem conseguimos abrir os olhinhos quanto mais tratar da pele? Experimentem e vejam os resultados! (e depois contem-me e digam-me se não é verdade!)
parece que anda meio mundo...
... a trair o outro.
Depois da notícia do divórcio do Brad e da Angelina, hoje leio isto na imprensa.
Já não há histórias de amor com finais felizes?
Depois da notícia do divórcio do Brad e da Angelina, hoje leio isto na imprensa.
Já não há histórias de amor com finais felizes?
terça-feira, setembro 20, 2016
quinta-feira, setembro 01, 2016
cara de sono
Começa Setembro
Já repararam no friozinho que se faz sentir de manhã quando saímos de casa? Um cardigan pelas costas já sabe bem.
E à noite? O vento gelado que arrepia? Na terça-feira demos um saltinho, por mero acaso, à feira da Luz (ou de Carnide, como preferirem) à noite e ia morrendo gelada. Quando cheguei a casa vesti um pijama mais quentinho, embora de verão, com calças e um casaco de malha para me sentir confortada. Gosto de tempo fresco, mas de estar preparada para ele, caso contrário, 'tirito' e não consigo estar bem de maneira nenhuma.
Quando vesti aquele casaco de malha e aqueci, tive por momentos aquela nostalgia outonal, de quem já está farta de roupa de verão e prefere pijamas, malhas e peças quentinhas e confortáveis. Adoro as coleções de outono/inverno, fazem as minhas delícias e quando vi a da Women'secret, com pijamas e casacos mesmo ao meu género, em tons de rosa suave e cinza, num misto equilibrado de elegância sexy e confortável, fiquei rendida. Essenciais perfeitos para mix & match consoante a disposição e looks perfeitos. (Mesmo que seja para estar em casa)
quarta-feira, agosto 31, 2016
Peixinhos de água doce
Tenho dois filhos que são verdadeiros peixinhos, só lhes falta as guelras, porque fazê-los sair da água é tarefa difícil.
A Madalena, com as aulas de natação do último ano, ganhou imensa confiança, além de demonstrar dotes de nadadora exímia. Dá grandes mergulhos, aguenta-se imenso tempo debaixo de água, faz o pino na perfeição, cambalhotas e imita as meninas da natação sincronizada que viu nos jogos olímpicos durante as férias.
Ele, é um destemido. Os meus sogros ofereceram-nos esta bóia, que podem ver na imagem - e que é da Imaginarium - muitos meses antes de começar a época balnear e o verão. Por um lado é óptima, porque ele fica sentado e pode desfrutar da água e da piscina, enquanto nós estamos ali ao lado e vamos dando uns mergulhos e braçadas sem ter de o segurar no colo. O problema é que ele não gosta. Sente-se preso e quer é ir para a água e andar à 'larga'. Não tem medo nenhum de se atirar, de mergulhar mesmo indo ao fundo e está naquela fase do 'perigo' em que temos de estar sempre atentos, - a mais pequena distracção pode sair-nos cara. Várias foram as vezes em que o soltávamos e lá ia ele, a gatinhar em direcção à piscina a grande velocidade, a descer os degraus e a atirar-se lá para dentro. Foram vários sprints para o agarrar, já que não para um minuto quieto.
Vai ser fresco este.
terça-feira, agosto 30, 2016
descubra as diferenças
Já regressámos de férias (que passaram a voar) e sobre as quais escreverei brevemente e quando tiver tempo - que neste momento escasseia. Ainda nem tive tempo de recuperar do embate de estar quinze dias com os miúdos a tempo inteiro e aterro no caos laboral, entupida em obrigações e coisas para ontem até à ponta dos cabelos. Mas neste momento vou relativizar tudo e apenas mostrar-vos, partindo de uma foto que tirei com os miúdos o ano passado e da qual gostamos particularmente - a recriação que o pai decidiu fazer - e que até se pode tornar numa tradição a registar todos os anos - as diferenças que nos separam.
verão 2016
verão 2015
No espaço de um ano não conseguimos focar a cara do Afonso... é que não parava quieto! De resto, continua a divertir a irmã, a sua maior fã. E vice-versa*
quarta-feira, agosto 10, 2016
Daqui a nada vamos a uma ante-estreia
Ver "Mas que família é esta?", uma comédia francesa feita de histórias de famílias refeitas, partilhadas, fragmentadas, entre casas, de malas às costas, mas cheias de diversão, divertimento e humor.
Tenho a certeza que vou adorar.
Dias insanos
De muito trabalho e pouco tempo. De textos e mais textos, de fechos, prazos, planos, de levar computador para casa e trabalhar até altas horas da madrugada. Dias com o horizonte das férias em mente, qual presidiária que faz traços na parede da cela, mesmo sabendo que não serão férias em pleno, porque do trabalho não me livro. Mas só a ideia de saber-me livre do escritório, sem o estar confinada a um espaço o dia inteiro, ou o poder andar descalça pela casa, em biquíni se assim me apetecer e sem a obrigação de saltos ou roupa apertada, faz-me voar.
Dias insanos longe dos meus filhos, de quem morro de saudades e onde conto os dias para os ter de regresso a casa.
Dias insanos de calor, de fogos, de bombeiros cansados - quais super heróis - e de um país arrasado pelas mãos criminosas de quem não tem alma nem coração.
Dias de sentir as dores dos outros no peito e encolher perante a devastação de uma cidade que recebeu o inferno na terra.
Dias insanos estes os de agosto.
(foto retirada da net)
segunda-feira, agosto 08, 2016
sexta-feira, agosto 05, 2016
quando uma foto se torna constrangedora
O pai fez uma selecção de várias imagens que tirámos recentemente com o Afonso e pediu-me para imprimir de forma a darmos algumas aos avós.
Assim o fiz. Coloquei tudo numa pen e ao fim do dia passei por um centro de cópias para ter os registos em papel. Eis que reparo, em uma das fotografias que estou com o Afonso, que a "mota" de madeira onde o miúdo se encontra sentado tem escrito "69" mesmo à frente!
E agora, dou a foto à mesma aos avós?
morro de saudades tuas
Neste momento o meu peito rebenta de saudades tuas. Já vai para três semanas que não te vejo e sinto que mirro (e morro) um bocadinho em cada dia que passa. Sinto que quando te vir, estas semanas vão parecer anos e que vou notar tantas diferenças como se a minha memória já não conseguisse reter os traços do teu rosto e se esforçasse por reconhecer-te neles, como se te tivesse perdido. Que te darei o abraço mais apertado e sentido que já te dei e que nunca mais iremos ficar tanto tempo separadas.
É dura esta realidade em que ambas nos movemos e encontramos. Tu, tão pequena e já com carapaça protectora da realidade. Eu, tão adulta e ainda sem saber muito bem utilizar a minha.
Pelo meio, diariamente, revejo fotos tuas e filtro as tuas birras, as tuas respostas tortas ou os teus amuos - tantos sem sentido - para reter apenas o essencial: o amor imenso que te tenho.
quinta-feira, agosto 04, 2016
coisas que só acontecem a mim (ou não)
Sabem aquele momento em que vamos à máquina da empresa comprar um chocolate, (sucumbindo à gula) metemos a moeda na ranhura e o sistema começa a girar e nós, imediatamente, sustemos a respiração, quase em pânico, como se respirar fosse interferir com todo o processo, com medo que o dito cujo do chocolate fique preso e não caia na gaveta? Sabem? Pois bem, acabou de acontecer.
Senti-me o George Costanza.
Quando pedir um corte à Cláudia Vieira dá bronca
Decidi cortar o cabelo. Já andava
com essa vontade há algum tempo – prefiro ver-me com os cabelos mais curtos do
que compridos – e, após um dia de trabalho, num repente, saí do escritório e
fui a um cabeleireiro aqui perto indagar se, mesmo já passando das 19h00, ainda
ia a tempo de cortar. Disseram-me que sim, sentei-me e aguardei a
minha vez. Pelo meio decidi ainda pintar, o qual também acederam. Tudo corria
bem até ao momento do corte propriamente dito. O cabeleireiro, um jovem com penteado
moderno digno de jogador da bola pergunta-me como quero fazer e eu, que ia
munida de uma imagem, mostro-lhe. A imagem era a da Cláudia Vieira e do seu
famoso corte curto que eu gostaria de replicar. Não sei se foi o facto de ter
levado uma imagem à qual ele se deveria de basear ou por dizer que o cabelo da
Cláudia não é naturalmente ondulado e que aquelas ondas são feitas com o ferro
ou com escova – e que eu também consigo replicar – a atitude do rapaz mudou e
começou a responder-me torto. Primeiro dizia que não ia conseguir aquele
efeito, segundo não queria cortar-me o cabelo pelo queixo – como eu gostaria –
e terceiro, que teria de me escadear o cabelo todo. Quando chegou a esta parte
perguntei: escadear o cabelo todo, como assim? Devo ter feito a pergunta da
morte, porque olhou para mim com um total ar de desprezo perante a minha
pergunta e, não se dando sequer ao trabalho de me responder, virou-se para a
coordenadora e pediu para ela o fazer. Nesta fase respirei fundo e, quando a rapariga
se aproximou, voltei a repetir o que gostaria de fazer e que me explicasse em
concreto o “escadear o cabelo todo” até porque não era esse o objectivo que tinha.
Ela lá me disse que sim, teria de “picotar” as pontas para elas ganharem leveza
de forma a conseguir replicar aquele efeito de ondas que desejava. Percebi
imediatamente e disse “claro que sim”, sei perfeitamente o que significa “picotar”
em gíria de cabelos – que apesar de ser a mesma coisa que escadear, tem ligeiras
diferenças – algo que o rapazinho de corte da moda não soube fazer ou para o
qual nem sequer teve paciência.
Começa o dito cujo a “picotar-me”
o cabelo, mas deixa-o exactamente do mesmo tamanho em que se encontrava, ou
seja, a bater-me nos ombros. Quando me vejo ao espelho decido que não é aquilo
que quero e peço que me corte o mesmo pelo queixo. Haviam de ter visto a cara
dele. Deitava fogo pelos olhos e, munido da tesoura, começa a cortar-me o cabelo violentamente. Ainda tive medo, confesso, que me deixasse careca – um homem enfurecido
com uma tesoura na mão tem tudo para correr mal – mas no final o resultado foi tal
e qual o que eu pretendia.
Disse-lhe, esbocei um sorriso, agradeci e
ainda me meti com ele, amigavelmente, na tentativa de quebrar o gelo e a
postura de forma a desanuviar o ambiente. Fiz mal. Ele respondeu-me de forma
torta e antipática. A partir daqui fiquei passada. Ali estava um badameco de um
miúdo arrogante a tratar uma cliente que nunca havia sido antipática com ele, a
responder-me com duas pedras na mão. Estive o resto do tempo todo a pensar que
quando me levantasse daquela cadeira lhe ia responder à letra e metê-lo no
lugar, mas nem me deu oportunidade para isso. Assim que acabou de secar e de
finalizar, virou-se novamente para a coordenadora e disse: “recebe”, virando costas
e afastando-se.
Ou seja, a postura de desprezo e
de arrogância, como se tivesse perdido o seu precioso tempo e talento com a
minha pessoa, mantinha-se.
Quando fui pagar, a coordenadora
do salão ainda tentou elogiar-me o novo look dizendo “que diferença, nem
parece a mesma!”, mas nem o elogio lhe valeu. Acabei por me queixar da atitude durante todo o processo e
da arrogância no trato por parte do funcionário, até porque não tinha sido mal
educada em nenhum momento e apenas pedi para fazer aquilo que queria e para o
qual ia pagar.
Ela não abriu a boca. Nem teve
coragem. Deu-me o troco, virei costas e saí.
Gosto muito do meu novo corte de
cabelo, o rapazinho arrogante fez exatamente aquilo que eu queria e que exigi
que fizesse, mas uma coisa é certa: nunca mais lá volto. Fui para casa a pensar
que as pessoas ainda não perceberam que para ter um negócio a atitude é tudo, a
disponibilidade e atenção para com o cliente, idem. Ele até pode ter talento e
cortar muito bem, mas é intragável. Não aceita sugestões ou críticas do
cliente, além de utilizar como material do seu trabalho algo que me pertence: o MEU cabelo. Com atitudes e gestos destes a reputação aliada a um negócio – por muito
bom que seja – pode fazê-lo ir pelo cano. Os preços até podem ser muito
simpáticos e convidativos, o cabeleireiro ser muito bom e o resultado final ser
como queríamos, mas tratarem-nos mal? Vale mesmo a pena passar por tudo isso
mas sair de um sítio a sentir que fomos maltratadas? Não, meus amigos, não
vale.
E como a reputação de uma marca
vale muito e o impacto que a mesma provoca no cliente vale outro tanto, já
contei esta história a todas as colegas de trabalho que me elogiam o look e me
perguntam onde fiz. E agora conto aqui, porque o poder da palavra ainda conta
muito, mesmo que muita gente se esqueça disso.
O salão em questão é o SublimeTentação na Expo, os preços podem ser low cost e muito apetecíveis – para terem
noção paguei por pintura e corte 18,5€ - uma verdadeira pechincha, certo? Dá
vontade de repetir, até porque não pagamos por este serviço um valor igual em
mais lado nenhum, mas a atitude do funcionário supera tudo.
Por isso, se forem ao sítio em
questão, levarem uma imagem e decidirem pedir um corte à "Cláudia Vieira" à
pessoa em questão, tenham a certeza de que querem mesmo muito fazê-lo. Caso
contrário, podem sair do salão não como gostariam, mas como alguém acha que
vocês deveriam de ficar. Não o permitam.
quarta-feira, agosto 03, 2016
retemperar a alma
Das cores e leveza do verão. Não este verão de cidade e de escritório, mas o verão dos dias de praia, do cheiro a sal na pele, de chapéu na cabeça e pé descalço, das cores quentes das roupas e tecidos, das frutas e odores, das noites estreladas e do som das cigarras nas tardes de sesta.
Esse (meu) verão que tarda em chegar e pelo qual anseio, como que um bálsamo que me acalma a alma e a faz relaxar está quase a pronunciar-se, até lá, mato as saudades e recupero as energias revivendo o passado.
Porque sou apologista que devemos sim regressar aos locais onde já fomos felizes. Sempre.
terça-feira, agosto 02, 2016
Bling, bling!
O meu anel de noivado andava a acusar alguns sinais de desgaste que não deveriam de ser habituais, dado ainda não ter dois anos.
Hoje decidi a ir à loja e tentar ver se conseguia arranjá-lo, uma vez que ainda se encontra na garantia.
E eis que saí da mesma de anel no dedo, reluzente e novinho em folha! Deram-me outro!
Já avisei o mais que tudo, logo volta a ajoelhar-se e faz novamente o pedido.
(Acho que o deixei em estado de choque!)
segunda-feira, agosto 01, 2016
15 dias children free
É verdade, começa agosto, faltam 15 dias para ir de férias, mas estas primeiras duas semanas de (ainda) muito trabalho vão ter um sabor agridoce. A verdade é que a casa está vazia e silenciosa. A mais velha está de férias com os avós paternos, o mais novo está de "férias" (forçadas) com os avós maternos. O fecho da escola e o facto de ainda estarmos a trabalhar e não termos onde o deixar, assim o ditou. Ontem, chegados a casa depois de deixarmos o mais novo com os avós, o pai virou-se para mim e pergunta em jeito de desabafo mentalizador: "Então e agora?". Perante o seu olhar triste tentei confortá-lo. Agora aguentamos o melhor que conseguimos, colocamos o coração ao alto e tentamos não pensar muito no assunto. Vai passar a correr, digo-lhe. Vai passar a correr, repito para mim mesma.
A casa está vazia e silenciosa, mas há brinquedos espalhados na sala que nos lembram constantemente da presença deles. Há o cheiro do mais novo entranhado no quarto, a tralha da mais velha em cima da sua secretária, mas também há um vazio que dói e que mói. Dia 12 é já aí ao virar da esquina, tento mentalizar-me. Até lá, comprimo o coração e aguento as saudades dos meus filhos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)











































