quinta-feira, março 31, 2016

Respira (não pira)

Não vou desculpar-me com a falta de tempo, porque isso já acaba por ser recorrente, nem com o ritmo de trabalho ou familiar, que já sabem como é, mas estes dias de ausência que meteram Páscoa pelo meio têm sido tudo menos calmos. Durante a Páscoa a família praticamente adoeceu toda. Do marido ao filho, à filha, aos pais, toda a gente ficou com vírus fortes menos eu, a mãe heroína (ou dura de roer) com quem nem os bichos nem se atrevem a meter! À conta disso e do mal estar geral, a minha mais velha na segunda-feira quando a fui buscar à escola diz-me que está mal disposta. Não liguei muito, confesso que pensei que houvesse ali um pouco de fita - como ela sempre faz quando chego mais cedo ao colégio e lhe interrompo a brincadeira - e ala para casa que se faz tarde. 
Bom, a verdade é que no caminho senti que ela estava muito prostrada na sua cadeira, de olhos fechados a maior parte do tempo e mesmo na altura em que estava a estacionar à porta de casa ela diz-me que se sente mal e nem deu tempo de mais nada. O vómito saiu-lhe em jato e nem conseguiu abrir a porta. Escusado será dizer que fiquei com o carro num estado lastimável, onde só não vomitou o ovo e o irmão que ia lá dentro por um triz e que mesmo depois de já ter limpo e tirado todos os bocadinhos entranhados nos estofos, cadeira, bancos, chão, vidros e demais buraquinhos e recantos, o pobre carro fede insuportavelmente... 
Nestes últimos dias tenho andado sempre com as janelas abertas e já pedi vários orçamentos para limpeza dos estofos, mas tenho a esperança - talvez vã - de que vou conseguir poupar 60 euros... 
O cheiro entretanto já deu tréguas, mas ainda não estou suficientemente convencida. Tentei relativizar e pronto, há coisas piores. Ela ficou a sentir-se super mal por me ter sujado o carro todo e eu fui o mais meiga e compreensiva possível. Ela não teve culpa, eu é que não dei a atenção devida ao seu queixume. Posto isto, relativizei e tentei não pensar mais no assunto, aliás, sempre que conto a história até me rio. Até que hoje de manhã o insólito voltou a acontecer... mal saí de casa e cheguei ao pé do carro, estacionado na rua, pronta para mais um dia de "escola-trabalho", eis que reparo que o mesmo está todo sujo. Do quê, perguntam vocês? Ora, nada mais nada menos do que couves, arroz, feijão, cenoura... enfim, uma maravilha de "sopa" que alguém, muito cívico e asseadinho, decidiu atirar de alguma janela dos prédios onde o carro estava estacionado sem dizer "água vai"! Não bastava esta semana já ter  sofrido com o percalço de a miúda ter vomitado dentro do carro e deixado uma bela mistela lá dentro, eis que agora alguém decide deixar uma bela mistela cá fora e o cenário dantesco continua. Começar a manhã com couves, feijão e arroz é logo coisinha para nos deixar logo bem dispostas, não acham? Se calhar devia era de ir à bruxa, humm? ‪#‎justincase‬

E a semana ainda não acabou! (respira e não pira)


quinta-feira, março 24, 2016

Um pequeno 'resumé' das últimas semanas


As datas festivas têm passado e eu nem as tenho assinalado aqui. A última entrada neste blogue é de dia 8 de março, data igualmente festiva (pelo menos para mim, é!), mas nem tive oportunidade de falar no primeiro Dia do Pai do Afonso ou de como temos aproveitados o tempo juntos. 
Tempo é coisa que não tem abundado por aqui, mas hoje, véspera de sexta-feira Santa, não podia deixar mais esta data em branco. O trabalho chove a um ritmo alucinado - nunca mais ganho o euromilhões - e entre casa, família, trabalho e algum (pouco) lazer, quando dou por mim estou tão cansada ou tenho tanto sono que, confesso, actualizar o blogue é a última coisa em que penso. Bom, nem sempre, mas a preguiça fala mais alto! Já tinha um certo peso na consciência por nunca mais ter escrito nada, mas a verdade é que não consigo MESMO.
Hoje, que as coisas estão um pouco mais calmas e em que os clientes deram tréguas - ou estão praticamente todos já de férias e a viajar para algum lado - é que pensei: "é agora, tem mesmo de ser"
O Afonso durante estas semanas fez 9 meses! Já gatinha e diz algumas palavras como "papá" e "olá". Está um "ratão" de primeira, sempre bem disposto e tem o primeiro dentinho a romper - já não era sem tempo. ;) A Madalena está de férias da Páscoa e subiu as notas nos testes finais (hurray!). Continuam a adorar-se e a ser a loucura sempre que ele a vê. Ri-se para ela como não o faz para mais ninguém, dá gosto ver. Hoje temos pediatra, suspeito - pela minha experiência de mãe de segunda viagem - que as indicações sejam para introduzir o peixe na dieta e a gema de ovo, mas aguardo ordens. Nos entretantos, nestas últimas semanas teve uma bronquiolite que passou sem antibiótico ou medicação fora do habitual benuron e agora está novamente bastante constipado. Agruras da estação. Vamos lá ver se com a chegada da Primavera a coisa melhora.  Só as noites é que continuam a ser um cavalo de batalha do qual tenho de me munir de paciência santa, o que não é coisa que me assista, a bem dizer. Mas vamos tentando levar a coisa o melhor que conseguimos, uns dias muito mal outros com mais algumas horas de sono em cima do que é habitual, o que dá logo um verdadeiro boost de adrenalina que equivale a noites inteiras de sono. 
Isto de ter um rapaz tem muito que se lhe diga e a verdade é que as energias são mesmo diferentes. Muito mais activo, irrequieto, dinâmico e curioso do que a Madalena quando tinha a mesma idade. (Nem quero pensar quando tiver 2 anos!) Só para registo, desde que o Afonso nasceu que os cabelos brancos proliferam na minha cabeça! E eu, sempre que vejo um, arranco-o, mas neste momento sou 'proprietária' de 3 novos cabelinhos branquinhos, branquinhos na minha cabeleira. 
É que elas não matam, mas moem.
Em véspera de fim-de-semana prolongado e de Páscoa, não podia ir de fim-de-semana sem desejar uma santa Páscoa a todos os que, de alguma forma, ainda passam por aqui e nos seguem ou leem, mesmo quando eu passo semanas sem dar notícias! 
Não desistam! Continuamos aqui! Prometemos voltar muito em breve! ;)


terça-feira, março 08, 2016

Feliz Dia da Mulher

Sim é isto tudo... E muito mais! Certo?

segunda-feira, março 07, 2016

Das notícias do fim-de-semana


Aquela que mais me abalou e me fez perder um bocadinho a fé no amor (e na vida em geral) foi a da separação do Nuno Markl e da Ana Galvão.
Caramba. Fiquei mesmo triste e desiludida, como se fossem amigos meus, ou como se a notícia só pudesse ser gozo e a verdade rapidamente seria reposta.
Não foi.
Se com eles não resultou. Resulta com quem? 

sexta-feira, março 04, 2016

Extreme make over de sobrancelhas


Esta semana recebi uma informação que me deixou surpreendida. Ora, quem como eu, que tem poucas ou nenhumas sobrancelhas, finas, com falhas e que passa a vida a tentar esconder ou camuflar de alguma forma, quando li que agora há uma nova técnica – à semelhança de um implante capilar nos homens – vibra de emoção! Ao mais puro estilo “Eureka, Eureka, finalmente houve alguém que teve uma brilhante ideia” e que não sugere que pintemos as sobrancelhas de preto, a lápis, ou que as pigmentemos (Me-do!) ao mais puro estilo “freak tattoo”. Pois é, a solução existe e é real, eu li. Há uma clínica em Lisboa – a CM2C Hair Clinic - que faz reconstrução de sobrancelhas retirando folículos do couro cabeludo e implantando-os na sobrancelha, harmonizando a mesma e tornando-a preenchida (se for esse o caso), mais grossa e natural. E eu, que em tempos fui uma rapariga de grossas e fartas sobrancelhas (quase monocelha, confesso, ao mais puro estilo Frida Kahlo), tantos complexos tinha com as mesmas, tanto as depilei, que quase sem pelos fiquei! Hoje as minhas sobrancelhas são finas e praticamente inexistentes, algo que não gosto, confesso, principalmente quando a moda são as sobrancelhas fartas e não o look anos 20. Já experimentei várias coisas, a última foi o óleo da Wink para fortalecer os pelos e fazê-los crescer, mas sem resultados. O problema é que tenho zonas em que o pelo, pura e simplesmente já não cresce (mas continua a nascer avidamente em outras partes do corpo, os safados!) e não me resta mais nada a não ser ter a minha franja e camuflá-las da forma mais natural possível, com pincel e sombra, preenchendo as falhas. O que é uma tarefa ingrata, confesso. Isto porque quando é mau feito não há nada mais horrível do que ver sobrancelhas desenhadas ou pintadas. Dá um ar artificial e é simplesmente medonho. Lembra-me sempre aquelas senhoras velhinhas que, já não tendo sobrancelhas, as desenham a lápis e acham que assim resolvem o assunto. Não resolvem minhas amigas, tem precisamente o efeito contrário: toda a gente repara!
Também já me sugeriram “tatuá-las” (say what?) com uma técnica super “natural” de pigmentação (deve ser, deve!) para que assim fiquem sempre desenhadas com a forma perfeita (nem-que-me-paguem!)
Bom, isto tudo para dizer que esta semana recebi informação sobre uma nova técnica de implantação de folículos capilares – retirados da zona da nuca, que é aquela que tem os cabelos mais finos e semelhantes em textura aos pelos da sobrancelha – que são posteriormente implantados no ângulo e direção do pelo da sobrancelha, dando um aspeto natural e harmonioso, além de umas sobrancelhas grossas, fartas e preenchidas.
A implantação dos folículos é feita com uma pequena anestesia local, demora uma média de 3 horas, é indolor (dizem) e cada sobrancelha recebe entre 50 a 200 cabelos.
Meus amigos, isto para mim era ouro sobre azul e só assim é que me convenciam a fazer um “extreme make over” para as minhas sobrancelhas que, coitaditas, bem o mereciam. Estava eu já toda animada com o assunto e a acenar com a cabeça a cada parágrafo que lia quando vi o preço da intervenção. Bem sei que colocar 50 a 200 cabelos numa sobrancelha não é algo para ser barato, mas daí a custar 2500 euros em cabelos retirados de um sítio para colocar em outro – quando, ainda por cima, sou eu a dadora de todo o material de trabalho – é só um bocadinhooooo carote.

Lá se vai o sonho de ter umas sobrancelhas ao mais puro estilo Cara Delevingne. 

quarta-feira, março 02, 2016

Já cheira a Primavera

As marcas já andam a apresentar as suas novidades e colecções de primavera-verão para 2016 e hoje dei de caras com as sugestões da Laranjinha e as suas imagens deliciosas do novo catálogo. Aiii senhores! Que coisas tão lindas! Para ele, para ela! Mas até mais para ele, que ela está tão grande e alta que acho que já não cabe no perfil de idade dos modelitos sugeridos. Mas para ele, caramba, há coisas de babaaarrrrr!

Bom tempo chega depressa sim? Não vejo a hora de pôr os miúdos de pernas ao léu novamente! <3

terça-feira, março 01, 2016

Porque me sinto um farrapo



Ando extremamente cansada. Eu, que sempre tive a mania que faço tudo, consigo gerir tudo, que sou despachada, multitasking, super gaja e mais não sei o quê, ando a bater no fundo. Ninguém disse que isto de ser mãe de dois é fácil, já sabemos que não é, que há dias melhores e outros piores, que há noites mal dormidas, filhos doentes, trabalho para despachar e uma casa para gerir, qual capitão. Acontece é que isto tudo somado, dias a fio, com noites muito, muito, muitoooo mal dormidas, anda a dar cabo de mim. Sei e sinto que ando a bater no fundo e a exigir demasiado quando o que eu mais quero é descansar e… dormir! Não querendo fazer-me de vítima, até porque sei que há vidas tão mais difíceis que a minha, a privação de sono de qualidade deixa-me com um mau feitio terrível, pouco concentrada no trabalho e interfere com tudo na minha vida. As minhas manhãs são uma loucura, os meus fins de tarde outra loucura são, as minhas noites um pesadelo. O facto de o Afonso não dormir de noite como deve ser e acordar sucessivamente para comer, porque perde a chucha, porque lhe apetece ou porque sim, deixa-me à beira da loucura. Não há praticamente um único dia, em que desde que saio do trabalho (e ainda estou com redução de horário) e chego a casa, só consigo parar para descansar já o relógio passa das 23h00. Banhos, jantar, roupas para lavar, roupas para estender, loiça por lavar, enfim, quase de certeza que todas vocês, mães com casas para gerir e sem empregadas domésticas, me compreendem perfeitamente! Eu até desculpava tudo isso se depois fosse para a cama e dormisse. Mas não. Trabalho que nem uma escrava até quase à meia-noite e quando finalmente estou a tombar de exaustão e o meu corpo só pede descanso, começa o fado com o menino Afonso a acordar de hora a hora.

Sinto que não ando a conseguir estar devidamente concentrada no trabalho e a pouca lucidez que me resta faz com que só faça asneira. Hoje, na correria desenfreada que são as minhas manhãs, bati com o carro. Não consegui parar a tempo e enfaixei-me no da frente, um Audi A4 que ficou com a pintura do para-choques arranhada. O meu carro velhinho de 11 anos, único meio que tenho de transporte e que tanta falta me faz para tudo, ficou todo partido. Tenho ali uma despesa jeitosa. Isto em mês de inspeção e de revisão vai fazer com que fique desfalcada assim à grande e ainda hoje é dia 1! E logo Março, que começa agora, tem 31 dias.  

segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Dos óscares

Eu sei que já devem ter corrido essa internet fora à procura de reviews das vestimentas dos óscares de ontem à noite e que este meu singelo post é apenas isso mesmo, um singelo post, mas eu não sou rapariga de ficar calada e deixem-me dar também mandar os meus bitaites de consultora de moda de sofá! 
Para começar, não houve grandes vestidos. Foi tudo muito entediante e sem grandes 'tcharans'. Uma pessoa fica acordada até às duas da manhã - sim, não aguentei mais e só pensava nas horas de (pouco) sono intercaladas com os biberões do miúdo que eu ia dormir - que decidi ir para a cama sem saber se o Leonardo di Caprio levava a estatueta para casa. De manhã logo veria nas notícias. Mas o  canal E Entertainment é bom na passadeira vermelha e até a gala começar lá estive eu agarrada ao ecrã a vê-las chegar. E que desilusão senhores! 
Não houve um único que me arrancasse suspiros de "ai o meu coraçãozinho não aguenta tamanha beleza" e dos poucos que achei engraçaditos ou piada, senti que não estava a ver nada de novo, que era tudo mais do mesmo. Houve outros que simplesmente não provocaram qualquer efeito em mim e outros tantos que classifiquei na categoria de "hediondos", mas vamos lá por partes:


Para mim a Heidizinha ganhou a estatueta para o pior vestido da noite. É um horror, uma confusão, do degradé da cor que nem é roxo, nem púrpura, nem rosa, nem branco, às flores, ao corte, às mangas em balão, à saia que parece uma tenda, nada ali bate certo com nada. 
Bom... quase nada como comprova a imagem!


Kate, filha, o que foi isto? Decidiste embrulhar-te em sacos do lixo e nem tempo tiveste para pentear esse cabelo convenientemente? Eu adoro-a de paixão enquanto actriz mas na passadeira vermelha fica sempre a parecer uma matrona. 


Outra miúda que adoro - Alicia Vikander - e que ganhou a estatueta para melhor actriz secundária, mas que a estreia nestas coisas dos óscares em termos de fatiota foi um grande tiro no pé. Bem sei que o vestido tem assinatura da casa 'Vuitton', mas o que é aquela saia curta à frente e em forma de balão? ‪#‎not‬

A Jennifer Garden não me convenceu com este vestido negro pesadão e de cauda. As comentadoras do canal E Entertainment, entre elas a  editora de moda da Revista Marie Claire, ou a Kris Janner, mãe das Kardashian, gabaram-na à exaustão quando a mesma apareceu na passadeira vermelha. "Linda e fantástica", que o modelo era a personificação do verdadeiro 'Hollywood glamour', mas eu, na minha humilde opinião, acho que lhe pesa tudo muito . A cor, o vestido, o penteado. Ela tem um ar tão doce e jovial, parecia uma mãe a caminho dos 50 anos. 


Julianne Moore. Outra que raramente falha e que tem uma pinta desgraçada, está sempre bem, tem imensa pose, presença e que todas, secretamente, queremos ser como ela quando formos grandes , escolheu um modelo da casa Chanel, mas não me convence. Nadinha. Gosto no entanto do toque dos brincos no modelo. É o que a safa.


Naomi Watts. Não sendo fã do vestido - acho-o demasiado psicadélico e metalizado - com um padrão indefinido, ele é ondas, ele é lantejoulas, ele é "to much information" no mau sentido, no entanto aquele colar fazia um vistaço e era lindo de morrer. A maquilhagem também estava impecável assim como o cabelo. 
A Margot o ano passado foi considerada a diva da passadeira vermelha. Toda a gente enlouqueceu com o vestido da rapariga, o cabelo, o colar - que era a peça statement de todo o look. Este ano o cabelo cresceu uns bons centímetros e não há colar, o preto integral deu lugar ao dourado total e eu ainda estou aqui a decidir se gosto, mas só me faz lembrar os fatos manhosos com que vestia as minhas barbies quando tinha dez anos e sonhava que um dia também eu me vestiria assim para ir a uma festa. #sóquenão
A Kerry Washington decidiu ir de dominatrix. A maternidade faz destas coisas. Uma pessoa fica com as hormonas todas fora do lugar e a achar que tem de fazer escolhas radicais e fora da sua área de conforto para que as pessoas pensem que afinal não andamos só de calças de pijama em casa e camisolas bolsadas. 

Toda a gente morreu de amores por este vestidinho branco da casa Valentino que a Olivia Wilde decidiu levar... Epá... Maminhas de fora agarradas por fita cola para não saírem do lugar e tapadas por duas tiras a parecer um avental? #not


Eu adoro a Cate Blanchett e, geralmente, acho sempre acertadas as suas escolhas. Tem imensa pinta, classe, postura, elegância e dá sempre 10 a zero a todas as outras na passadeira vermelha, (está na mesma categoria da Julianne Moore) mas este vestido - que não me arrancando suspiros de admiração também não o acho hediondo - provoca-me sentimentos contraditórios. Acho que tem demasiadas flores ali pregadas, principalmente na parte de baixo e, como já li algures por essa internet fora, faz-me lembrar uma touca de natação dos anos 50. De resto, impecável como sempre, porque a Cate é a Cate e não há outra como ela.


A Rooney Mara estava linda dentro do estilo dela. (Com excepção daquele sapatinho com 5 centímetros de plataforma e pelo qual tenho um verdadeiro ódio de estimação), mas o vestido da casa Givenchy, a maquilhagem e o penteado estavam perfeitos. Foi dos que mais gostei. O vestido, cheio de pormenores delicados era perfeito para ela e até a cor, branco - que podia parecer um naperon - ficava a matar naquele look andrógeno que lhe assenta tão bem. Claro que se fosse no comum dos mortais íamos parecer um boneco de loiça da Joana Vasconcelos, mas nela estava nota 10!

Saoirse Ronan soube destacar-se pela positiva e envergou um dos meus modelitos preferidos da noite. E olhem que eu nem sou muito adepta das linhas Calvin Klein, mas este verde esmeralda encheu-me as medidas e ficava-lhe lindamente! Uma miúda de vinte e poucos anos com um ar jovem, leve e fresco sem perder personalidade e com grande impacto! O toque dos brincos diferentes foi de génio. Love it! 

Também houve outra actriz que decidiu ir de verde esmeralda - a Rachel Mcadams - mas na minha opinião em mau. Tenho um verdadeiro ódio de estimação - mais um, admito - por vestidinhos de gala que "atam" atrás do pescoço! É tãããoooooo anos 90!!


A Charlize brilhou em vermelho. Porque é loura, alta, tem um corpaço, é gira que se farta, em suma, um mulherão, mas o vestido - por muito que lhe assente bem e que crie impacto - não me convence. Pronto, salva-se o pendente de diamantes - mas aquelas alças/tira, tiram-me do sério! 


Um dos meus favoritos da noite. Bem sei que há imenssaaaaa gente que não concorda, mas eu gostei de ver a Priyanka Chopra de branco e o contraste daquela pele morena, dos grandes olhos castanhos e do cabelo negro. Cria impacto, estava linda, mesmo que me digam que parece uma noiva, ou que o branco na cultura indiana é para velórios. Não lhe aponto nada, da maquilhagem ao penteado.

Para já é isto. Se entretanto tiver mais modelitos para opinar escrevo mais umas linhas, mas ficam já com uma ideia. É que isto de ser consultora de moda de sofá ainda dá trabalho e a idade já não me permite grandes devaneios.

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Tenho uma Belieber



Ontem, enquanto fazia o jantar e a mais velha tomava banho, ouvi-a cantarolar e comecei a prestar atenção à música. Soava-me familiar, mas não sabia dizer ao certo quem era o artista que ela trauteava. Sabia sim que já tinha ouvido na rádio, a caminho de casa ou do trabalho e que era uma daquelas músicas bem-dispostas que entram no ouvido facilmente. Abri a porta da casa de banho e perguntei-lhe.
O que estás a cantar?”
É o ‘sorry’ do Justin Bieber!”, diz ela com o ar mais natural do mundo perante a minha cara de estupefação.
Mas tu sabes quem é o Justin Bieber?”, perguntei eu na minha ingenuidade maternal de que a minha filha de 7 anos não ouve essas coisas. “Oh mãe, claro que sei”, diz-me ela como se eu fosse um totó. Depois do choque inicial, não vou negar que achei uma certa graça ao que tinha acabado de ouvir e foi aí, entre aquela brincadeira de mãe e filha, misto de ‘ai-que-horror-que-ela-está-a-crescer’ e o ‘tenho-de-me-adaptar’, que me lembrei de que tinha, há muito, mesmo muitoooooo tempo, guardado no armário da casa de banho, um perfume do Justin Bieber que recebi em tempos e que nunca cheguei a tirar da caixa. Foi aí que me lembrei de lho dar.
Não imaginam o quanto ela ficou feliz. Quando abriu a caixa, que ainda tinha o plástico e viu o frasco – todo bonitinho e com um penduricalho dourado – foi aos céus e voltou.
Tenho um perfume de crescidos! E do Justin Bieber!”, Exclamou com visível ar de satisfação. Tanto adorou o seu novo perfume de gente grande (ao contrário dos seus perfumes de criança onde figuram as personagens do Frozen ou com cheiros de morango e pêssego), que só não dormiu com ele dentro da cama porque não calhou. Em compensação enfrascou-se, literalmente, em perfume e apareceu na sala em modo ambientador.
Madalena, cheiras imenso a perfume filha, isso não é para colocar muito. Só se põe um bocadinho porque o cheiro é muito concentrado.”

Ai é?”, Diz-me ela com o tal ar ingénuo de menina de 7 anos que eu procurava obter quando me respondeu que sabia quem era o Justin Bieber, enquanto eu sustinha a respiração, praticava a apneia e pensava, “Deus me ajude que tenho uma Belieber”.

quinta-feira, fevereiro 25, 2016

Pijamar

Sou uma grande fã de pijamas. Adoro estrear pijamas novos e a minha noite de Natal não é a mesma se não tiver um pijama quentinho e fofo para estrear e vestir. Sejam eles polares, de algodão ou de flanela, sou uma adepta incondicional de pijamas durante "tó-dó-ano", mesmo no pico do verão. A prova disso mesmo é que em ambas as gravidezes e na altura do parto, recusei-me sempre a levar camisas de dormir para a maternidade. Não, não e não. Na mala foram sempre pijaminhas, muito bonitinhos e compostos, versão inverno na Madalena, que nasceu em Novembro e versão verão para o Afonso que nasceu em finais de Junho. Mesmo ouvindo comentários das enfermeiras de que "há médicos que não gostam", que "dificulta", ou que "se tiver pontos ou muito dorida não é prático", eu torci o nariz e fiz aquilo com o qual me sentia mais confortável, ou seja, vesti pijamas! E correu tudo bem e eu senti-me "eu" na maternidade e não um saco de batatas de pernas à mostra. Bem sei que há camisas de dormir lindas de morrer, mas eu não sou rapariga de camisas de dormir, com muita pena minha. 
Por isso, quando hoje vi algumas peças da nova colecção primavera da Women's Secret fui aos céus! Pijamas (ou home wear, o que vocês quiserem) em forma de jumpsuit?! Oh God! YES! E ainda por cima em cinzento! Outro dos meus fetiches! Quero-os todos! Há lá algo melhor do que 'pijamar'? 

Quarto de menina crescida

Ainda nem um ano passou desde que mudámos de casa e já o quarto da mais velha parece um depósito de brinquedos que se acumulam um pouco por todo o lado. Quando mudámos de casa fiz uma valente triagem, dei muita coisa à sua revelia - coisas essas pelas quais ela nunca deu por falta - e nem um ano depois já não sei onde enfiar mais brinquedos, caixas do science4you e outras coisas que tais. Contribuiu para isso os anos da pequena e o Natal, épocas em que ela vê o seu "espólio" de brinquedos e todo o tipo de tralha aumentar, mas ultimamente, olho para o quarto dela e só tenho vontade de o mudar e de o tornar mais "limpo" e com menos ruído visual. O que, convenhamos, com uma miúda de 7 anos nem sempre é fácil. Uma coisa sim teremos de mudar: a sua mini secretária, ainda de bebé do Ikea, para uma de menina crescida. Todos os dias e cada vez mais, a Madalena gosta de chegar a casa e sentar-se à secretária a escrever, a desenhar ou a rabiscar qualquer coisa. Por isso quero ver-me livre da mesa que ela tem actualmente e substituí-la por uma adequada à idade, assim como a cadeira e o tapete de quarto - com a Hello Kitty - que já me faz revirar o estômago sempre que o vejo. Para já estas são algumas das coisas simples que quero fazer no imediato. O resto terei de pensar como conseguirei tornar o ambiente harmonioso, com menos bonecada e com mais pinta. Não é fácil, porque ela é muito ciosa dos seus brinquedos - mesmo que não brinque com todos - mas é impossível ter um quarto giro e com pinta quando o mesmo está cheio de coisas e, para ajudar à festa, temos uma filha que guarda todos os papelinhos, plásticos e peças sem utilidade NENHUMA (até rolos de papel higiénico ela guarda para rabiscar). 
Andei a ver na net e já encontrei a secretária e o tapete neutro que poderão vir a ocupar espaço lá em casa, além de um ou outro elemento decorativo que acho lindo de morrer e pretendo que venha a fazer parte da mobília. Para além disso, há sempre o pinterest para nos servir de inspiração... ou então fazer-nos sentir que estamos mesmo a anos luz de conseguir vir a ter decors como estes! A vida real é tão, mas tão diferente de quartos imaculados, brancos e com tudo no sítio...


 Em cima: imagens inspiradoras retiradas do pinterest.
Em baixo: secretária, tapete e luzes luminosas. Alguns dos itens que pretendo colocar no quarto da mais velha.



terça-feira, fevereiro 23, 2016

Também fomos aos "ujos"


E passei grande parte do concerto de lágrimas nos olhos. Assim que ouvi o Zambujo a cantar o primeiro fado de abertura, as lágrimas jorraram-me dos olhos em catadupa. Não consegui controlar a emoção e as palavras que me chegavam ao coração. Senti-me uma espécie de imigrante que ouve cantar em português e sente um misto de saudades e amor à sua terra, para logo de seguida ficar envergonhadíssima, quando da penumbra acolhedora e confortante em que nos encontrávamos, se acenderam algumas luzes mais fortes para o público saudar os artistas. Ali estava eu, fungosa e de cara completamente lavada em lágrimas, como se algo mau tivesse acontecido. Não foi mau, foi bom. Tão bom que fiquei arrepiada ao longo de todo o concerto e chorei muito mais vezes numa espécie de catarse pessoal.
O Miguel Araújo pode ser um exímio músico, tocando as guitarras e as violas, o contrabaixo e cantando, mas o António Zambujo enche-me o coração e a alma com aquela voz, com aqueles versos, com a beleza da língua portuguesa naqueles fados, naquelas letras poéticas, que lhe brotam com uma naturalidade que parece fácil. 
Num cenário simples mas cheio de beleza, onde escadotes de vindimas servem de elementos decorativos e de suspensão a várias garrafas com luzes de diferentes cores, o concerto a que assistimos - o segundo no Coliseu - foi marcado por um alinhamento mais ou menos acertado, mas cheio de improvisações pelo meio e muita conversa com o público. De sambas brasileiros, a poemas e até a canções de novelas dos anos 80/90 - como a famosa Tieta do Agreste ou Roque Santeiro - aquelas duas horinhas souberam a conversas de amigos na nossa sala de estar e nem faltou o copinho de vinho a acompanhar.
Vim de alma cheia.

Princesa (das verdadeiras) por um dia


A Madalena foi convidada, pela melhor amiga, para ser a convidada de honra na sua festa de aniversário que foi no Palácio de Queluz. Já não é a primeira vez que vamos a festas no Palácio de Queluz, mas esta foi especial, pois foi a primeira vez que ela teve oportunidade de se vestir de princesa juntamente com a aniversariante e ter um papel diferente face aos outros meninos e meninas. Foi assim que a Madalena, no sábado, acabou por ser a aia da princesa e com ela teve oportunidade de estar dentro de alguns dos quartos e salas do palácio, como o quarto da princesa, a sala de música e por aí fora. Enquanto elas tinham um papel a desempenhar, os restantes meninos assistiam, muito interessados e curiosos, a tudo o que ia sendo dito e explicado por um mestre de cerimónias que faz um tour por todo o palácio, vestido à época e onde ao longo das várias salas vai fazendo perguntas e explicando os personagens e episódios da história de Portugal. É muito giro ver os miúdos a fazer perguntas e interessados no que ouvem, assim como bem comportados e atentos, sem a gritaria ou 'histerismos' próprios da idade. Ela claro, adorou. Tinha um vestido de dama antiga, uns sapatinhos de cetim cor de rosa e a produção foi de tal forma levada à letra que até lhe fizeram um apanhado no cabelo, com contas e flores. Digna de uma verdadeira princesa. 
Quanto a mim, confesso que me custou estar às 9h30 da manhã de um sábado em Queluz, mas percorrer aqueles salões magníficos, espreitar o jardim e vê-la assim, feliz e ao lado da sua amiga do coração, compensou a saída e a ronha na cama. 

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Basta de sermos passivos, sim?


O trabalho sucede-se a um ritmo alucinante, mas não é para me queixar do mesmo que hoje decidi interromper cinco minutos do meu tempo para vir aqui escrever. Escrevo porque na passada segunda-feira presenciei uma situação que, ainda hoje e passado dois dias me anda a matutar na cabeça. Estava a chegar da aula de natação da Madalena, já tarde (eram nove da noite) quando estacionei o carro na minha rua mas uns bons metros antes da minha casa. Quando saímos do carro reparei num casal que discutia na rua e ainda olhei umas duas vezes, agarrei na mão dela - que na altura estava ao telefone com o pai - e comecei a andar sem me meter no assunto. Mas à medida que caminhava, continuava a ouvir os gritos e virei-me umas quantas vezes para trás. Foi num desses momentos que presenciei, mais do que uma vez, várias agressões do homem à mulher e que me subiu o sangue, fazendo-me reagir. Mesmo com a minha filha pela mão e tomando consciência de que o que ia fazer era um risco enorme e que se a coisa corresse mal eu própria podia apanhar, voltei para trás e meti-me no assunto. Gritei umas quantas vezes para ele parar com o que estava a fazer ou chamava a polícia, isto tudo perante os olhares passivos de várias pessoas que passavam na rua, presenciaram as agressões mas ninguém, nem uma única alma, se meteu no meio daqueles dois para ajudar a rapariga. Quando o interpelei, ao agressor, obviamente que ele não gostou e veio em direcção a mim. Quando o fez, pensei "Pronto, já foste, vais apanhar também, ainda por cima tens a tua filha de 7 anos aqui ao teu lado", mas ele conteve-se apesar da raiva e da desorientação que lhe iam na alma. Ameacei, disse que não queria saber quem tinha razão ou deixava de ter, quais os motivos, mas que ou ele parava com o que estava a fazer ou eu chamava a polícia. 
A coisa acalmou, a minha intervenção fez com que o indivíduo parasse e chamou a atenção de pessoas suficientes para ficarem especadas a olhar, mas não deixa de ser impressionante que nem mesmo com os números quase mensais e diários de mulheres vítimas de violência doméstica, de a violência doméstica ser crime, de o número de mulheres assassinadas às mãos de maridos e namorados ser cada vez maior, de as agressões entre namorados e adolescentes terem cada vez mais significado, Portugal continua a ser país passivo, um povo passivo, que fecha os olhos e prefere não se meter porque "não lhes diz respeito" e não está para se chatear. E enquanto assim continuarmos a ser, enquanto não tomarmos as dores de tantos como nossas e enquanto não dermos o exemplo aos nossos filhos, não vamos a lado nenhum.
Não quero nunca que a minha filha tenha um namorado ou marido que lhe bata e se a ideia me revolta e me faz dizer "não" aos meus, então não deverei permitir o exemplo a ninguém.



terça-feira, janeiro 26, 2016

Do fim-de-semana


Só hoje consigo vos mostrar um pouco do ambiente que tive oportunidade de conhecer no Domingo. O Hotel Palácio do Governador, em Belém, mistura com elegância e muita sofisticação, de uma forma simples e despretensiosa, o novo com o tradicional. O resultado? Ambientes clássicos mas cheios de apontamentos modernos onde o azul e o branco contrastam com distinção e harmonia. Uma cama em dossel de fazer sonhar e uma banheira demasiado convidativa com vista para a Torre de Belém.
Um sonho! Só é pena que tenha sido em trabalho e não em lazer, porque por mim ficava logo lá instalada. 
Quem é que consegue resistir?

sexta-feira, janeiro 22, 2016

Boas ideias são sempre bem-vindas!



Mudei de casa em Agosto do ano passado e, apesar de já ter as coisas mais ou menos nos seus lugares, ainda há pormenores que necessitavam de ser 'apurados', para estar mesmo ao meu gosto. Bem sei que as coisas levam o seu tempo e geralmente quando mudamos de casa temos tendência a descobrir novas necessidades e em querer comprar coisas novas para este ou aquele canto ou, ao contrário, em constatar dificuldades em zonas ou sítios que não reparámos anteriormente e que agora exigem uma solução. E é mais ou menos isso que acontece comigo nesta casa. Uma das coisas que mais me custa  é o facto de a cozinha ser tão pequena. Claro que não reparei que a cozinha era pequena apenas quando mudei, já o sabia, mas a verdade é que não tinha noção do quão difícil seria cozinhar e fazer as coisas ali, quando para mim, a cozinha é uma das divisões mais importantes da casa. Sempre gostei de cozinhar e de fazer da cozinha uma das divisões da casa onde mais gente se reúne. Pensei que me ia adaptar facilmente e a verdade é que não tenho outro remédio, mas sinto falta sobretudo de espaço, seja físico como em arrumação. Dou por mim a tentar pensar em soluções ou a tirar ideias que me permitam arranjar alternativas viáveis e bonitas - porque para mim a decoração de uma casa é sempre importante - e que tornem esta minha cozinha mais atractiva, quer aos meus olhos, como aos de terceiros. E claro, desde que nos mudámos, ou melhor, desde que o Afonso nasceu, que as idas ao Ikea são muito frequentes, precisamente porque é lá que vamos sempre que identificamos uma nova necessidade para o lar que precisa de ser resolvida. 
Sempre que vou ao Ikea, uma das coisas que mais gosto em ver naquele espaço e showroom, é o aproveitamento dos materiais e a sua versatilidade. Quem disse que um candeeiro tem apenas de ser para o quarto e para a sala e não pode estar na cozinha ou na casa de banho? Ou uma caixa forrada a tecido não pode guardar talheres? Coisas deste género, ideias simples e fáceis de replicar em casa, que a tornam divertida, arejada ou que simplesmente a tornam mais 'nossa'. Por isso, quando descobri que o Ikea agora tem um site SÓ sobre ideias delirei! Fui logo espreitar, ver e inspirar-me. E não é que tem uma rubrica dedicada às cozinhas pequenas? Cheia de pinta e com boas soluções? 
Foi de lá que tirei estas imagens. São tão giras que servem logo de inspiração e de ânimo para uma cozinha pequena como a minha.