terça-feira, junho 07, 2016

Vai ser a minha desgraça

Sou grande fã da marca Kiko Cosmetics. Adoro o seu  preço acessível e a elevada qualidade dos produtos. Uso desde o pó compacto, ao eyeliner, à máscara de pestanas, ao creme de contorno de olhos, à máscara facial. Hoje, num breve passeio pelo shopping à hora do almoço perto do meu local de trabalho descubro uma nova loja! 
Fiquei encantada! É pequenina, mas tem tudo o que uma mulher (neste caso, eu) precisa!
Claro que como preciso de uma base - ainda ontem falei aqui que a minha da marca Flormar está a terminar - decidi-me a entrar e a experimentar várias, sentir texturas e ver se alguma funcionava no meu tom de pele. Depois de a consultora ter testado várias no meu rosto, eis que ficou claro que afinal sou bem morena e, como tal, o tom que funciona em mim é o "warm bege 60". Não resisti e acabei por trazê-la. Gostei da textura e pesou também o facto de o preço ser simpático (14,90€), além de ter factor de protecção 15 - agora com o sol convém não facilitar. Existem mais de dez tonalidades à escolha, por isso é fácil descobrirem qual a que mais se adequa ao vosso tom de pele.
Como na demonstração que me fizeram utilizaram um leite desmaquilhante - e como o meu também está a acabar - acabei por também comprar e experimentar. O preço é igualmente simpático, 6,90€ e o frasco gigante.

Todos os dias me maquilho e todos os dias me desmaquilho. Utilizo sempre leite de limpeza e tónico desmaquilhante, a limpeza da pele é um dos rituais diários que não descuro, mesmo quando estou perdida de sono, pois tenho noção de que é durante a noite que a pele se oxigena e regenera das agressões diurnas. Pronto, às vezes há falhas (raríssimas vezes em que adormeço no sofá e as forças já não me permitem mais nada a não ser arrastar-me para a cama) que, quando acontecem, me deixam sempre, mas mesmo sempre cheia de pesos na consciência. (Mais não seja porque no dia a seguir pareço um personagem do "walking dead").
A partir de agora acabou-se. Tenho uma das lojas da minha desgraça perto de mim. Não há motivo para desculpas.


Renée, ainda não consigo ver que és tu miúda


Diz que a Renée Zellweger, depois de vários anos afastada do grande ecrã, prepara-se para voltar. 
Diz que vai haver a sequela de o Diário de Bridget Jones - desta vez com um bebé.
Diz que a Renée foi fotografada pelo Patrick Demarchelier para a edição de Julho da Revista Vogue Inglesa.
E eu ainda não consigo olhar para ela de frente e reconhecê-la. Não dá. Bem tento, mas aquela cara mudou tanto, as feições e traços que lhe eram característicos desapareceram e, para mim, é como se fosse outra pessoa a fazer o papel.
Podiam ter fotografado um panda ou a Renée que para mim era quase a mesma coisa. 
Que ela estivesse saturada da vida que levava, da pressão, das exigências da indústria eu até entendo, daí a mudar radicalmente a cara, não lhe perdoo.

ideias precisam-se

O meu mais novo está quase, quase, quase a fazer um aninho! 
E eu ainda não sei muito bem o que vou fazer, nem como, nem temática, nem se faço lanche ou um picnic num jardim, se reúno apenas a família mais próxima num jantar (ou lanche, lá está) volante em casa. Enfim, ando confusa e sem ideias.
Pelo meio meti-me a tirar ideias de bolos do Pinterest e tudo me salta para o mais simples, afinal, trata-se do primeiro aniversário e já decidi que não vou fazer uma "festa" no verdadeiro sentido da palavra. Será algo intimista e familiar, simples mas bonito. 
Gostava que o bolo dele fosse pequenino, simples e com a temática de "mar" (ou "pirata", que é como lhe chamo), mas depois vejo outros, tão simples mas tão mimosos, que ainda fico mais confusa.
Aqui ficam algumas ideias que vi e que gostei. Tudo tirado do Pinterest - onde até já criei uma pasta específica para o efeito - onde vou guardando tudo o que me desperta a atenção e o gosto.

Há mais ideias por aí giras que queiram partilhar? Eu agradeço!


segunda-feira, junho 06, 2016

de repente passou a ser "in" não usar maquilhagem?




É o que parece de há uns tempos para cá. Desde a música do Agir, "ela é linda sem makeup" (que me irrita à brava), até à notícia de que a Alicia Keys deixou de usar maquilhagem. Tudo em detrimento do "fim da escravatura da imagem" e de que as mulheres deverão ser lindas sim tendo em conta a sua beleza natural e não em artificialismos impostos por uma indústria feroz. Ok, eu também acho que toda a mulher tem uma beleza natural que não deverá subjugar em detrimento de um ideal de beleza ou imagem imposta por terceiros, ou sentirem-se diminuídas pela mesma, devendo sim, abraçar a sua beleza e dela retirar o máximo proveito, enaltecendo os seus pontos fortes de forma a sentirem-se mais bonitas, poderosas, sedutoras, o que quiserem. Por isso me irrita a música do Agir, não só por ter aquele "makeup" em inglês - porque se é para se ser fiel nos princípios, então que cante 'maquilhagem' e não o termo anglo saxónico. Mas eu percebo, maquilhagem é uma palavra gigante, com muitas sílabas e não tem "swag", nem calha propriamente bem na métrica da canção.
Parece que andar de cara lavada, mesmo que isso implique olheiras profundas, poros visíveis e irregularidades da pele parece ser a nova moda. Moda essa que só fica bem a miúdas abaixo dos vinte anos, porque quem tem 37 como eu e se levanta, em média, 3 a 4 vezes por noite, não queiram que ande de cara lavada. Não dá. Prefiro 'esconder-me' atrás de uma boa base e de um pó compacto do que parecer uma morta viva no escritório. É que tenho o meu orgulho (e vaidade!) e antes de ser mãe, sou mulher. Maquilhagem para mim é a minha melhor amiga, sem cair no exagero, entenda-se. É que prefiro acordar a parecer um pequeno ogre mas uma hora depois estar completamente transformada do que parecer um pequeno ogre o dia inteiro. Foi por isso com grande espanto e com uma embalagem de base da marca Flormar quase a terminar que, este fim-de-semana, numa incursão pela Perfumaria Douglas do Freeport de Alcochete, fiquei a saber que a marca Flormar ia deixar de ser comercializada neste espaço. É que eu compro a marca na Perfumaria Douglas do Vasco da Gama e, em pânico, assim que saí de Alcochete fui direitinha ao Vasco da Gama para comprar uma embalagem antes que o caos se instalasse. Qual não foi o meu espanto quando cheguei à loja do Vasco da Gama e me deparei com um expositor da marca completamente vazio. E agora senhores? E agora? 
Hoje, movida pelo desespero - e porque realmente afeiçoei-me à marca - eis que decidi deixar uma mensagem no mural da mesma no Facebook e obtive resposta. Deixa de haver no Vasco da Gama mas passa a haver uma loja inteirinha Flormar no Atrium Saldanha! 
Aleluia! Aleluia! 
Não me fica tão 'à mão', mas afinal há esperança! 
É que eu, de cara maquilhada, sinto-me muito mais EU! 

weekend flashs


Foi um fim-de-semana tranquilo, a 3 (já que a mais velha esteve fora), onde tivemos tempo para passear e fazer compras, comer as primeiras cerejas do ano - maravilhosas, do Fundão - e até, pôr mãos à obra e fazer aquilo que já tinha vontade há imenso tempo e do qual já aqui tinha falado: fazer quadros com frases escritas por mim e pendurá-los no corredor lá de casa, aproveitando assim 3 molduras que tinha arrumadas.
Ontem, peguei nos marcadores pretos e, com o ipad em frente - com imagens a servirem-me de modelo - fui recriando algumas frases que vi e gostei. Saiu à primeira, não houve tempo para segundas emendas até porque não tinha mais papel das dimensões das molduras! Era 'ou ficava bem, ou ficava bem!'
No final acho que até nem ficou mal de todo. Por isso arrisquei-me a pendurá-los. Quando estiver farta ou achar que merecem ser substituídos por outros, meto novamente mãos à obra. Mas o corredor ganhou nova vida e ainda tenho mais outra metade de parede para dar asas à imaginação.
Simples, não é?

sexta-feira, junho 03, 2016

Become Unstoppable

Sou fumadora há vários anos, mas sempre achei que sou uma fumadora "tímida", ou seja, aquilo que fumo - 2 a 3 cigarros por dia - não chega para me designar de "verdadeira fumadora". Ou pelo menos, sempre que digo que fumo 2 a 3 cigarros por dia, a maioria das pessoas diz-me "isso não é nada". 
A verdade é que consigo passar dias sem fumar, semanas até. Na minha primeira gravidez deixei de fumar meses antes de engravidar de forma a garantir que tinha o organismo relativamente limpo para receber uma criança e na segunda, bom, assim que fiz o teste confesso que o meu primeiro pensamento foi: "Bolas, não fumo há 2 dias e nem tive oportunidade de apreciar um último cigarro". 
Mas deixei, durante meses, não toquei em tabaco e sentia-me bem. Voltei a pegar num cigarro mais por descarga de stress e ansiedade, uma forma de escape misturada com prazer, do que por necessidade. Assim como há dias em que não toco num cigarro e não sinto vontade, há outros em que me apetece mesmo. Mas sempre com conta, peso e medida. Confesso que não gosto do cheiro a tabaco na roupa - muito menos nas mãos - e que estar em espaços fechados onde é permitido fumar  me deixa extremamente mal disposta. Aquela sensação de sair à noite e chegar a casa com a roupa e o corpo a cheirar a tabaco é algo que, felizmente, já não é tão habitual. (Não só porque deixei praticamente de sair à noite, como as pessoas fumadoras passaram a respeitar os outros em espaços fechados e vêm para a rua fazê-lo quando o vício e a necessidade chamam).
Para além de tudo isto, não fumo em casa nem à frente dos meus filhos. A minha mais velha nunca me viu de cigarro na boca ou nas mãos e eu gosto que assim seja. O cigarro é um pequeno prazer (mortífero, eu sei) ao qual me permito ao final do dia, já depois de os miúdos estarem na cama, o meu escape para conseguir lidar com a louca rotina dos dias.
Mas sei que faz mal e que é um vício que nada de bom me traz.
Por isso partilho convosco esta campanha da União Europeia que visa sensibilizar os jovens para deixarem de fumar. Substituírem esse vício por coisas mais saudáveis, como a alimentação, o desporto, ou por uma vida sem tabaco. Como vos disse, consigo passar horas, dias inteiros sem tabaco e com o avançar da idade, cada vez penso mais em deixar de vez, em que não faz sentido andar agarrada a algo que só me prejudica e meter na cabeça que o prazer que me dá não pode ser superior ao mal que me faz. E tornar-me, também eu, uma #unstoppable.


Partilhem no instagram o vosso momento 'sem fumo do dia' com a hastag #becomeunstoppable.


quinta-feira, junho 02, 2016

Ainda do Dia da Criança


Na véspera do dia da Criança perdi a minha única avó ainda viva. Ontem, depois do funeral, ao final da tarde, chegar ao pé destes dois no parque, que estavam loucos de alegria, sujos de andar a brincar no chão e a gatinhar, com as caras pintadas e em delírio um com o outro, é motivo para me sentir duplamente abençoada. 

segunda-feira, maio 30, 2016

1º mergulho do ano

Foram 4 dias cheios, em que não se parou de manhã à noite. Não tivemos muita sorte com o tempo, mas na sexta-feira ainda deu para os miúdos darem os primeiros mergulhos na piscina. O primeiro do ano para ela, o primeiro da vida dele. Não estranhou nada, não houve medos nem choros, a excitação foi total, parecia que tinha estado numa piscina a vida inteira. Fartou-de de gatinhar sem medos entre piscinas, atrás da irmã e na relva, explorando todo um novo mundo. Ela, apesar de estar com a sua melhor amiga, dividiu-se em cuidados com o mano - que faz sempre o maior sucesso entre as miúdas -  uma espécie de "nenuco", pois todas o querem agarrar e andar com ele ao colo. E ele não se chateia nada, sempre bem disposto, a sorrir com aqueles seus 3 micro dentes. Foram assim estes 4 dias, sempre rodeado de gente, de criançada no geral, cheios de novas sensações e descobertas, onde houve pouco tempo para descansar mas muitas memórias para reter. 
Como deve ser.

roupa de praia



Como este fim-de-semana estivemos 4 dias a sul, constatei, na hora de fazer as malas, que isto de esperar que a roupa de verão dê de um ano para o outro com miúdos nem sempre corre bem. E ela, que está super alta, bom... a verdade é que os calções de ganga do ano passado já não apertam, as t-shirts estão curtas e a roupa de verão e de piscina escasseia. Também todos os anos espreito modelitos de fatos de banho para ela, porque afinal, qual não é a mulher (por mais pequena que seja) que não gosta de estrear um fato de banho (ou biquíni) novo todos os verões? Digam-me uma! 
Ela tem fatos de banho, claro, mas com o uso já estão a ficar um pouco relaxados. Vai daí que vi algumas peças da MO que achei um mimo - e como sou grande fã de riscas - o fato de banho com riscas azul e branco e folho debruado a amarelo ficou-me mesmo atravessado! E os calções do gelados? Até eu gostava deles para mim!

Mãos à obra


Tenho um corredor enorme em casa que está vazio. Ando cheia de vontade de o personalizar e de o encher de quadros, tendo já encontrado várias frases e ideias - que vou vendo em vários locais, entre eles o pinterest - de coisas super simples e que qualquer um pode fazer. Basta uns marcadores pretos ou uns pincéis e dar asas à imaginação (ou recriar).

A maior parte das coisas que vi são giras para quartos de miúdos, podendo mesmo fazer alguns para o quarto do Afonso, mas a minha ideia é mesmo aproveitar aquele grande "mural" que tenho em casa e personalizá-lo com fotos e quadros cheios de mensagens divertidas, momentos nossos e muito amor*

Aqui ficam algumas ideias retiradas do site Etsy, uma perdição que dá vontade de comprar tudo.

quarta-feira, maio 25, 2016

o amor, o amor

A minha filha Madalena, sempre que lhe perguntamos por namorados ou brincamos com o assunto, fecha-se em copas. Nunca a ouvi dizer que gosta de "A" ou que "B" é o namorado dela. Nunca. Desconversa sobre o assunto, fica muito envergonhada e pede sempre para mudarmos a conversa. Geralmente olha para mim com ar de gozo e diz: "Mãeeee, pára!", como que a avisar que estou a entrar em terreno interdito. Por isso, foi com enorme espanto que descobrimos que num dos seus cadernos, na última página, havia a maior declaração de amor de sempre. E também constatei que afinal, a minha pequena cria não gosta de um, mas de três - que isto no amor nunca se sabe e é sempre bom ter alternativas na calha! Mesmo com erros ortográficos à mistura. 
Mas claro, há o seu favorito, o Zé, o 'amor da sua vida'. 
Fartei-me de rir, confesso. Já escreve sobre o assunto. Se é que na escola não anda a enviar papelinhos com o típico "Queres namorar comigo? Sim, Não" e a respectiva caixinha para se fazer a cruz...
Seja como for, este papel fez-me constatar que eles crescem demais e que, caramba, quase oito anos depois de ter nascido, o seu coração já palpita como uma batata frita! 



terça-feira, maio 24, 2016

note to self


Tenho de deixar de comprar roupa (calças, neste caso) em lojas de miúdas... Porque, sempre que o faço, sinto-me uma baleia gorda obesa. É isso mesmo, sem tirar nem pôr: uma-baleia-gorda-obesa (ou um panda fofinho, vá!).
Sempre que experimento calças de ganga numa dessas lojas direccionadas a um target mais jovem e de preços mais acessíveis, de cada vez que tento enfiar os presuntos num dos modelos de calças, sinto-me uma baleia-gorda-obesa (e nunca um panda fofinho!). E não há tamanho que me valha, é sempre a subir na escala. Quando finalmente passa a anca e chega a cintura, quando o botão fecha a seguir ao fecho, é quase como se tivesse escalado o Evereste, tal é a vitória que sinto, o pior vem depois, quando me vejo ao espelho e constato que pareço uma alheira enrolada, ou um chouriço comprimido. 
Tenho de deixar de fazer compras em lojas de miúdas, mas nas lojas de 'senhoras' o meu orçamento não dá - ou pelo menos não dá tanto quanto gostaria. Nas lojas de 'senhoras' não consigo comprar calças a 13 euros. Por isso, acho que mais vale fechar a boca. Ou assumir que sou uma baleia-gorda-obesa (ou um panda fofinho!).
E logo este mês que desisti do ginásio porque não metia lá os pés desde Novembro de 2015 - e em que sinto mais fome e vontade de comer do que nunca.


Sobre o fim da amizade


Já não é a primeira vez que falo sobre o fim de amizades e hoje, depois de ler este artigo do Público - bem escrito, extenso e fundamentado - constato que é um tema recorrente, mas que nem por isso alivia o que sinto: um misto de mágoa, abandono, ressentimento e espanto. Aprender a lidar com o fim de uma amizade - ou amizades - é um processo em contínuo. Ainda hoje estou a aprender a lidar com ele e com os sentimentos que me provoca. Tem dias em que não me lembro e tem outros em que me lembro e me sinto profundamente triste. Não tenho medo de o admitir. Há pessoas que me fazem falta, não vou negar. E há pessoas que me excluíram das suas vidas sem hesitar, sem uma palavra e sem me explicar o porquê. Serei eu assim tão 'má' amiga que mereça ser excluída da vida de outros, ou não serão esses (supostos) amigos, assim tão amigos quanto eu os considerava? 
A amizade é uma linha frágil que tem de continuar a ser oleada e o que senti em diversas fases da minha vida de há uns anos para cá, é que a partir de determinados momentos fulcrais, aqueles 'amigos' que supostamente sempre estiveram lá, começaram a desaparecer. Primeiro pela distância, depois pelas condicionantes da vida (casamento, filhos, trabalho, etc.), depois por desculpas esfarrapadas e por fim pela ausência total de contacto. Já era algo que sentia desde que me casei, mas que atingiu o seu auge após a minha separação - com uma breve reaproximação pelo meio - e que voltou ao estado letárgico quando conheci outra pessoa que passou a fazer parte da minha vida e que hoje é o pai do meu segundo filho. Muita coisa haveria para contar - que não vem aqui ao caso - e muita análise haveria para fazer (que também não vou expor), mas a verdade é que toda esta história culminou num corte radical de minha parte, que não sei ser de outra maneira, lamento, e com o 'desamigar' total dessas pessoas do meu facebook. Se não são minhas amigas na vida real, se não dão notícias, não fazem um comentário, se não partilham nada das suas vidas comigo, se não se interessam se estou bem ou mal, se não procuram... porque motivo haveriam de continuar a estar ligadas a mim de alguma forma, sabendo os meus passos, vendo partes e fragmentos da minha vida pela calada? Choca-me mais alguém que conheço há anos e que considerava amigo íntimo não o fazer do que alguém que conheço superficialmente e que tem livre acesso ao meu mural - que também não partilho nada assim de tão interessante ou frequente que qualquer um não possa ver...
A verdade é que se calhar tive uma postura imatura, ou até infantil, mas chateia-me à brava este tipo de pessoas que nada dá mas que sabe sempre tudo dos outros, que continuam a falar deles pelas costas, a seguir-lhes avidamente os passos, dando-lhes material sobre o qual esgravatar aquando dos seus ajuntamentos sociais. Para evitar isso, porque já fiz parte do círculo e sei de que linhas se cosem, cortei radicalmente. Com tudo, com todos, em todas as plataformas de redes sociais onde podiam ter acesso à minha pessoa. Se calhar seguem-me por aqui, quem sabe, há fortes probabilidades disso, mas então se o fazem, também ficam a saber o que sinto. Aliás, aposto que o sabem porque, como diz o artigo "quando se acaba uma amizade os envolvidos sabem sempre que acabou e, geralmente, envergonham-se disso, motivo pelo qual não falam sobre o assunto".
Ninguém gosta de ser excluído, posto de lado, ser considerado secundário ou sem importância. No meu caso, acho que sempre tentei ser uma amiga presente. Quando erro sei reconhecer que erro, sei pedir desculpa, sei dizer os motivos que me levaram a dizer ou a fazer isso e os porquês, mas também sei dizer onde os outros erraram ou falharam e acho que esta minha propensão para dizer as verdades que ninguém gosta de ouvir, pesa muito na hora de pôr os pratos na balança. Acabo por incomodar e, como tal, mais vale viver num ambiente de "amigos para sempre", mesmo que fictício ou podre onde, acabam por dizer mal uns dos outros, do que ter alguém que mete o dedo na ferida e que diz aquilo que ninguém quer ouvir. Há coisas com as quais já não consigo compactuar e também não quero fingir que tenho ainda 20 anos e andamos todos na faculdade, comemos sandes de croquetes no café do Manel ou faltamos às aulas para ir para a esplanada do CCB ou para os pastéis de Belém. Já não alinho em grandes noitadas porque, afinal, sou mãe de dois filhos e estou cansada, tenho outras prioridades. O ser mãe não faz de mim melhor ou pior do que eles, faz-me apenas diferente e, como tal, se calhar com menos tempo para alinhar em grandes programas de fim de semana ou dias inteiros na praia até às 9 da noite seguidos de caipirinhas, cigarradas e caracoladas no bar do costume. Gostava muito, mas não posso. Mas posso desfrutar aos bocadinhos, que isso não faz de mim amiga menos presente ou ausente, basta que me dêem oportunidade para tal - ou que aceitem esta nova pessoa que me tornei. Ser amigo, tal como no amor, também é ser flexível, é aceitar que as pessoas mudam mas que mesmo com filhos ou maridos, continuam ali e até gostávamos que os outros - mais livres e disponíveis, sem filhos e solteiros - se lembrassem disso. Que não é por termos um filho (ou vários) que vamos passar a conversa toda a falar de fraldas, ou que o nosso mundo só se centra nesse universo. É certo que podemos não ir ao cinema, ao Indie ou ao festival de teatro de Almada com a mesma disponibilidade com que íamos quando tínhamos 20 anos, mas se calhar podemos tomar um café e nesse café - que pode durar apenas 15 minutos - sentir que continuamos a ser importantes para alguém que fez o esforço de estar connosco em vez de nos dar a tão típica desculpa do "não tenho tempo", ou "estou cansado".

Por tudo isso (e muito, muito mais), aqueles que considerava 'amigos' - na verdadeira acepção da palavra - decidiram seguir outro caminho que não se cruza com o meu, então por muito que custe , terei de aceitar e resignar-me. Mesmo que doa (e há dias em que dói muito). 
Se calhar devia de, à semelhança das pessoas do artigo, procurar um profissional e desabafar sobre o caso, perceber onde tive a minha quota de culpa em todo o processo, mas por agora fico-me pela catarse pessoal que passa por escrever sobre o assunto neste meu canto que sempre serviu para me aliviar as mágoas. 


segunda-feira, maio 23, 2016

O essencial




Aproveitámos os raios de sol com que o fim-de-semana nos brindou e saímos à rua com o nosso pequeno homenzinho, sempre bem disposto. Dormiu, comeu, portou-se lindamente no restaurante e assistiu à sua primeira exposição do World Press Photo, no Museu da Eletricidade, em Lisboa. Já é recorrente a nossa ida ao WPP, geralmente não perdemos uma edição e como terminava este fim-de-semana, o nosso passeio de domingo foi mesmo até à beira Tejo. A edição deste ano não me marcou tanto como outras anteriores, mas gosto sempre de ver a perspectiva de fotógrafos de todo o mundo sobre os acontecimentos que marcam a actualidade e que tantas vezes nos passam ao lado. A sequência de imagens que mexeu mesmo comigo nesta edição foram as referentes às crianças sírias, refugiadas, algumas órfãs de pais, que dormem na rua, no chão, nos passeios, onde calha. Crianças com a idade dos meus filhos, com lágrimas e medo nos olhos, feridas (na alma) e fisicamente, desenraizadas da sua casa, da sua pátria, dos seus familiares e entregues, a grande maioria, à própria sorte. Quando cheguei a essa sequência de fotos e li o descritivo, foi-me inevitável não ficar com um grande aperto no peito. Ali estava eu, quente, protegida, com os meus filhos saudáveis, amados, acarinhados e aquelas crianças, tão pequeninas e já com tanta vida em cima, tão sofredoras, fez-me pensar em como somos egoístas e uns verdadeiros afortunados, desconhecedores das grandes agruras.
Ando numa fase em que tento relativizar tudo, não viver as coisas com tanta intensidade - até para meu próprio bem. Sentir menos, o que não significa tornar-me insensível - são coisas bem distintas - mas aprender que, mais tarde ou mais cedo, a vida encarrega-se de se 'arranjar sozinha' e, geralmente, é sempre acertada. Mesmo que no momento não nos pareça.
Centrar no essencial.
E este fim-de-semana foi isso. Nós, família, amor, nós. O verdadeiro porto de abrigo. O que nos faz feliz. O que realmente importa.

segunda-feira, maio 16, 2016

dos Globos de Ouro de ontem


Para mim, a Raquel Strada foi a grande vencedora da passadeira vermelha.
AMEI o vestido dela. 
Super simples, de manga comprida - na minha cor favorita ,verde esmeralda - e com as costas a descoberto.
Estava linda, super simples e elegante.
É o meu estilo de vestido e mal o vi imaginei-me logo nele. 
Babei, quero-o no meu roupeiro!  (Mesmo que não tenha oportunidade de o vestir nunca, mas uma mulher gosta de sonhar com estas coisas).

sexta-feira, maio 06, 2016

vestir 40 é mau

À hora do almoço aqui no trabalho falávamos de comida, de coisas difíceis de resistir (de comer) e logo a conversa foi parar ao número de calças que cada uma veste.
Percebi que vestir um 40, actualmente, é o equivalente a seres considerada "obesa" e que o "máximo permitido" é o 38! 
Eu visto um 40 de calças há anos! Já antes de ter filhos vestia um 40 de calças, que sou uma rapariga de anca larga - embora alta - e que toda a gente considera "magra", embora eu tenha noção de que sou uma "falsa magra". Sei muito bem que tenho anca larga e rabo mas que sou 'seca' da cintura para cima. E se em baixo visto um número grande, em cima sou um "S". No entanto, também considero que não é um número que me define e não tenho problemas em dizer que visto um 40 de calças.
Mas, pelos vistos, vestir um 40 é "mau", tendo deixado as pessoas da mesa um tanto ou quanto chocadas.

Bom, acho que vou ali fazer algo semelhante a este filmezinho só para estar em conformidade com as práticas vigentes. 


segunda-feira, maio 02, 2016

Fabulous weekend!


Fim de semana a sul que passou demasiado depressa. Mas que foi MUITO bom. Sinónimo de tempo bem passado, certo?
Fazer malas e viagens e levar (literalmente) a casa às costas para apenas 2 dias, tem o seu quê de cansativo, embora seja por uma boa causa. Achamos sempre, principalmente com um bebé, de que TUDO pode fazer falta e toca de levar mudas de roupa caso esteja frio, mudas de roupa mais fresca caso faça calor, bodies extra, babygrows e pijamas caso se suje, medicamentos caso adoeça... enfim, eu não consigo simplificar, tenho noção que levo sempre demasiado do que é necessário, mas prefiro assim.
Estivemos com amigos que não víamos há vários meses e com a família. Chegámos a Lisboa ontem já bastante tarde, passava da meia noite. Pelo meio houve tempo para os primeiros mergulhos do ano - a Madalena esteve na piscina quase até ser noite - e no Dia da Mãe exibimos, qual família 'pirosa,' as nossas t-shirts 'matchy-matchy'. O Afonso andou ainda pela primeira vez de baloiço e, claro, parecia que tinha feito aquilo a vida toda. Quer é festa este miúdo. 
Pelo meio as fotos, para mais tarde recordar!