

Aqui há uns tempos andava a fazer este batido todos os dias. É um "cocktail" de maçã, banana, kiwi, espinafres, côentros e sementes de chia. Era a primeira coisa que tomava de manhã - bom, primeira, primeira não era nem é - isto porque tenho o hábito de beber água em jejum, geralmente com sumo de limão. Dizem que faz bem e eu confesso que me habituei. Já o faço há imenso tempo, sempre com a tendência de limpar um pouco o organismo e como até gosto do sabor, inclui na minha rotina diária matinal.O batido é que já é uma novidade relativamente recente que começou quando a moda dos "detoxs" proliferou. Eu, que sou uma moça "pobrezinha" e cujo orçamento mensal não me permite alinhar em modas de batidos detox pagos, descobri como fazer o meu próprio detox. Vi blogues, pesquisei na net e este é dos que mais faço. Há dias em que vou variando alguns ingredientes, mas como gosto do sabor, de uma maneira geral, sou bastante fiel à sua fórmula original. Ultimamente adicionei-lhe uma folha de gelatina neutra, que acaba por se dissolver na água e que, li, é uma fonte vitamínica para pele, unhas e cabelo.
Outro truque que faço todos os dias e que, estou convencida, me tem ajudado a passar este Inverno sem cair à cama é beber com a minha água em jejum, em vez do limão, uma pastilha efervescente de vitamina C -
Cecrisina - que compro nas parafarmácias. Não tem havido sinais de gripe ou constipações que entre. (Às tantas, estou para aqui a cuspir para o ar e na próxima semana estou de cama!)
Bom, isto tudo para dizer que aqui há um mês e meio - mais ou menos - andava a fazer este batido todos os dias mas depois parei. O tempo frio e chuvoso não "puxavam" e sentia-me desconsolada ao beber algo gelado logo pela manhã e como primeira refeição do dia, por isso, deixei de o fazer e voltei às torradinhas acompanhadas de leite, chá, ou café. Até que esta semana, recebi aqui no escritório,
este livro e comecei a lê-lo. Nem sou de me deixar impressionar por livros de auto-ajuda ou de alimentação saudável, mas lá peguei nele e dei-lhe uma oportunidade. A verdade é que assim que o comecei a ler, comecei a constatar que faz sentido. Algumas premissas sobre alimentação - sobre erros que cometemos sem nos apercebermos - ou de como comemos quantidades maciças de proteínas, hidratos de carbono e gorduras em detrimento de nutrientes, fez-me pensar duas vezes. Até as massas e o arroz, sem serem integrais, são prejudiciais ao organismo. Claro que quando digo isto tenho noção de que para tudo há um balanço e equílibrio e não sou pessoa de me deixar levar por fundamentalismos, mas há pequenas coisas, gestos no nosso dia-a-dia, que podemos colmatar e tentar melhorar - se isso significar que nos é benéfico em termos de saúde. E eu contra mim falo, que sou uma gulosa de primeira, adoro massas, arroz, pão, bolos, açúcar e chocolates... mas também tento ter uma dose diária de vitaminas e nutrientes. Acompanho praticamente todas as refeições com saladas, como sopa com regularidade e fruta diáriamente, mas também adoro um bom enchido, queijinhos e tudo aquilo que faz mal, concluindo: sou um bom garfo. À parte disso, fumo - não fumo muito, mas fumo - já há vários anos e não pratico qualquer tipo de desporto. Sou a pior pessoa do mundo para me mexer e fazer exercício. Detesto correr e por mais que me tentem convencer, a moda do "runnning" não é para mim. Em compensação, adoro actividades que metam dança ou algum tipo de ritmo mas, infelizmente, o meu orçamento mensal não me permite pagar um ginásio para ter aulas de rumba.
Sinto que este livro vai mudar alguma coisa em mim. Uma delas, que já andava a fazer e que o livro também aborda, é a restrição quase total do consumo de leite e seus derivados. A parte do leite já aboli quase por completo da minha alimentação, já os iogurtes (bebo um líquido magro todos os dias) e os queijos, terá de ser aos poucos. (Adeus folhado!)
À semelhança do que o livro diz - que devemos privilegiar uma alimentação rica em nutrientes - retomei os meus batidos matinais. Saciam e estão cheios de vitaminas e nutrientes. Bebo a minha água com a cecrisina em jejum - ou com sumo de limão - e depois, passado uns 15 a 20 minutos (+ ou -) bebo o batido. É o meu pequeno-almoço. Quando chego ao trabalho bebo um café e ao longo do dia muita água e chás, que agora no Inverno sabem tão bem e aconchegam. Quando tenho fome, petisco umas tostas integrais do Pingo Doce, as tais que têm sementes de sésamo de que já
aqui falei.
Também como uma gelatina ao lanche, ou o tal iogurte líquido.
Hoje e ao contrário do que é costume, trouxe sopa para o meu almoço. Comi um pouco de sopa e depois uma massinha com frango. Não estou de dieta, estou apenas a tentar comer de forma mais equilibrada. A massa era normal e não integral e o frango era strogonoff, por isso, como veem, comi a sopa cheia de nutrientes para logo em seguida me empaturrar de proteínas. Mas pelo menos sinto que faço uma gestão e que se abuso num lado, tento compensar no outro.
Não pretendo com isto perder peso. Se perder, tanto melhor, mas sim acreditar que contribuo para um sistema imunitário mais forte, manter o peso que tenho - ou perder os tais 2 ou 3 quilinhos que tanto gostava - e contribuir para a minha saúde. (Um pequeno aparte, segundo o livro, mesmo as pessoas que têm o peso dito "normal" para a sua altura - o que é o meu caso - têm, geralmente, peso a mais. Fiz as contas conforme a regra do livro e constatei que devia de pesar menos 5 quilos do que aquilo que peso...!)
O próximo passo será deixar de fumar - cada vez tenho mais medo das doenças cardiovasculares, de que me dê uma coisinha má, que tenha um avc - e fazer exercício. Aos 35 anos tenho mesmo de mudar de atitude e deixar-me de desculpas. Espero conseguir.