terça-feira, maio 16, 2017

Caderneta de cromos

Também têm filhos que andam loucos da vida com a Caderneta de Cromos "Super Animais" do Pingo Doce? Cá em casa ainda não se completou uma, mas sei de casos que já vão na segunda ou na terceira. E não foi nada fácil conseguir comprar a caderneta, pois quando o quis fazer já a mesma andava esgotada em vários sítios. Consegui na semana passada, numa das minhas incursões diárias ao supermercado na minha hora do almoço, quando, num rasgo de lucidez, me lembrei de perguntar pela caderneta que estava esgotada há semanas. "Acabou de chegar há meia hora", disse-me a sorrir a rapariga da caixa percebendo a minha alegria e pronto, nesse dia deixei a minha filha feliz, agora já fazia parte do clube "caderneta de cromos".
Recordo-me que quando era miúda fiz várias colecções e tive várias cadernetas - os Ursinhos Carinhosos, do Bollycao, dos Smiles, do Pequeno Pónei - que lhes perdi um pouco a conta, mas os cromos vinham em saquetas que custavam, na sua maioria e se a memória não me falha, uns 20 escudos, qualquer coisa como dez ou vinte cêntimos actuais. 
As de agora estão bem mais inflacionadas, só as conseguimos a cada 10 euros de compras e só recebemos duas! Além disso, como não sou pessoa de só fazer compras num único supermercado, a coisa complica-se, mas ela lá vai preenchendo as páginas, trocando cartas com as amigas na escola e conseguindo aos poucos, completar páginas. Pelo meio fica a saber coisas sobre os animais - os que já conhece e os que nunca viu - e mais umas quantas coisas na aplicação que já descarregou para o tablet.
É que apesar de as tradições ainda se manterem e de as cadernetas de cromos ainda despertarem o fervor de diferentes gerações, a verdade é que há toda uma nova tecnologia associada a elas que no nosso tempo não havia. Isso e o facto de no nosso tempo chatearmos as nossas mãos quando íamos ao café ou à papelaria e de agora sentirmos a pressão de fazer compras sempre no mesmo sítio e acima de determinado valor para conseguirmos trazer para casa o maior número de cromos...

segunda-feira, maio 15, 2017

Despensa N6

Ontem fomos conhecer um novo espaço de comida saudável em Lisboa, trata-se da Despensa Nº6, a primeira pastelaria de “Healthy Pastry” em Lisboa, onde a gula quase não é pecado, tantas são as opções saudáveis disponíveis.
A Despensa N.6 é uma pastelaria com produtos sem glúten, sem açúcar, confecionados em parte com ingredientes biológicos, onde as matérias-primas são selecionadas pela qualidade da vertente nutricional que apresentam e onde ingredientes geneticamente modificados e vazios do ponto de vista nutricional são eliminados. Na Despensa N.6 não se recorre ao trigo, ao milho, a açúcares e óleos refinados, nem qualquer ingrediente artificial, ao contrário da pastelaria tradicional. O espaço, situado na Avenida Sacadura Cabral, nº 6 (daí o nome), nasceu da vontade dos proprietários em terem concentrado num único sítio, opções saudáveis, nutritivas e saborosas, já que não o conseguiam fazer em mais lado nenhum. 
Uma opção pessoal que resultou num espaço arejado, simples e elegante, ideal para um lanche saudável entre amigos, ou um brunch de fim-de-semana, sem tempo contado e muito apetite - seja para provar as várias granolas caseiras que são feitas na casa - ou o pão de aveia com sementes de linhaça ou de abóbora. Para os que acham que comida saudável é sinónimo de "insípida", só vos digo isto: nutella caseira. 
Provem-na e não se esqueçam de lamber os dedos! (o Afonso adorou!)

Mãe melancia


É assim que me definem cá por casa, já que digo que sou do Sporting, mas também sofro pelo Benfica. Uma espécie de "eu tenho dois amores que em nada são iguais, mas não tenho a certeza de qual eu gosto mais", eu que sou como as melancias... verde por fora, mas vermelha por dentro (e eu deixo!). Com um pai assumidamente benfiquista, claro que o miúdo não podia escapar e, mal nasceu, os colegas do trabalho ofereceram-lhe logo o equipamento para o rapaz ficar vestido a rigor. Estava esquecido na cómoda há quase 2 anos, à espera do dia e do momento em que lhe ficasse bom... E foi este sábado, numa surpresa inesperada que o pai, numa das idas de mudar a fralda, me aparece com o miúdo equipado, para antecipar a vitória e a celebração do tetra.
É que este miúdo desde que nasceu que só conhece vitórias! Já viu o Benfica ser campeão duas vezes, já viu Portugal ser campeão europeu e no sábado ainda viu o feito inédito de ganharmos o Festival da Eurovisão! 
Isto é que é ter a fasquia elevada!

a pressão de fazer algo original

Confesso que não sou daquelas pessoas que anda meses de antecedência a preparar uma data especial. Vou pensando: "ah e tal, falta um mês, ainda tenho tempo", para o estar a dias do acontecimento e ainda não ter nada definido. 
Foi mais ou menos isto que me aconteceu este ano com os anos dele, em que estava completamente sem ideias para presente e sem saber o que lhe dar. Convenhamos, não é fácil dar presentes a um homem, as escolhas são muito mais reduzidas e limitadas e temos de fazer o "pino" para fugir da tradicional "roupa" ou gadgets. Como tenho um homem que liga zero a gadgets e como eu não queria mesmo dar-lhe roupa, fiquei sem ideias. Pedi opiniões a colegas, ideias ou dicas e acabei por optar por um presente "dois em um", um fds a dois, em que desfrutamos juntos. Pareceu-me excelente. Comprei o voucher, tratei de tudo, mas sentia que oferecer apenas um voucher era algo "impessoal" e que merecia um presente com mais amor e carinho. Foi então que me lembrei, na véspera e durante a minha hora do almoço, de dar forma à ideia que me veio à cabeça: um caixa com várias coisas, desde fotografias nossas em família, a desenhos dos miúdos emoldurados, o voucher com o hotel e a massagem, pacotinhos de sementes (porque o homem adora cuidar de plantas, já falei disso aqui), um postal com uma mensagem especial e mais uns quantos pozinhos de perlimpimpim.
Liguei ainda para a escola do Afonso e pedi à educadora que o pusesse a desenhar o pai. No dia seguinte quando o deixei ela deu-me o desenho - que eu emoldurei - e coloquei na caixa, a Madalena também fez um desenho que foi para dentro da mesma.

Comprei tudo numa loja da Tiger (caixinha - que afinal é uma lancheira e que fica linda a decorar o quarto do miúdo), sementes, molduras, letras em madeira, postal). No final coloquei dois laços de cetim azuis à volta da mesma e reuni os miúdos para entregarmos a surpresa em conjunto.
Foi uma ideia simples e engraçada, fácil de replicar em qualquar altura. Ele gostou e eu também! Adoro dar presentes com "alma", pequenas coisas e gestos feitos com amor e carinho têm outro gozo! :)

quinta-feira, maio 11, 2017

celebremos a vida


Hoje o pai desta casa faz anos. Já levamos alguns a celebrar em conjunto, seja a ver a data do calendário da vida dele, seja o passar dos anos - primeiro a dois, depois a três e agora a quatro! 
E ainda temos tanto caminho a percorrer! Que continuemos a apagar velas com vigor e a celebrar datas, as minhas, as dele, as dos nossos. 


quarta-feira, maio 10, 2017

o nosso milagre do 13 de maio



Primeiro estranha-se, depois entranha-se. 
Confesso que não fiquei fã do Salvador quando o vi participar no Festival da Canção da RTP, porque não me consegui abstrair da sua figura e apresentação, mas depois de deixarmos a magia da música chegar até nós, de a ouvirmos sem preconceitos ou juízos de valor, ficamos completamente rendidos à melodia, às palavras, à voz do Salvador e à beleza do lirismo. 
É poesia em estado puro! 
Estou verdadeiramente rendida e apaixonada por este "Amar pelos Dois" do Salvador Sobral. Ontem vi a semi final do Festival da Eurovisão à espera da performance do Salvador - como há anos não acontecia - e estou a torcer muito, mas mesmo muito, para que a magia desta música chegue a todos - mesmo que em português e sem entenderem a letra - porque ela tem essa singularidade, a de tocar os corações, mesmo os mais empedernidos. 
Sábado, dia 13 de maio, estou a torcer por ti Salvador! Serás o nosso terceiro milagre!

terça-feira, maio 09, 2017

mais um post de serviço público


As minhas unhas andavam muito finas, quebradiças e a partir-se, literalmente, ao meio. Chegava a ser desesperante. Quando ia à manicure fazer a manutenção, ela dizia-me sempre que devia de deixar de vez de usar gelinho, ou então dar um descanso de semanas para elas ganharem 'força' e se regenerarem. Também me aconselhou a fazer análises e a tomar um suplemento vitamínico, pois estavam tão finas que pareciam papel, além de me doerem bastante. Como não conseguia deixar de fazer gelinho - porque acho que as unhas estão sempre bonitas e apresentáveis, além de me durar entre 2 a 3 semanas - ela lá ia reforçando que, ao menos, tomasse qualquer coisa e fizesse análises para ver a causa do problema.
Fiz as análises - cujos valores estão normalíssimos - ou seja, não estou anémica, nem com colesterol elevado, nem com os valores da tiróide descontrolados, por isso, a explicação para o estado pouco saudável das minhas unhas poderá passar por stress, ou um sistema imunitário fraco, ou ainda, falta de vitaminas.
Vai daí, a minha sogra na Páscoa ofereceu-me este produto especialmente desenvolvido para reforçar cabelo e unhas. É um pó, de saber doce e pouco agradável, que deverá ser tomado durante 3 meses, diariamente. Cada lata - que mais parece uma lata de leite de fórmula - traz uma colher doseadora - tal como as do leite de fórmula - permitindo que a dosagem seja mais exacta. São três colheres de pó por dia dissolvidas em água, sendo que uma lata destas dá para aproximadamente um mês. (também existe em comprimidos que, acredito, sejam bem mais fáceis de tomar!)
O preço não é barato - custa mais de 40 euros - mas foi-me garantido que é do melhor que há no mercado para o efeito.
Comecei a tomar e ainda não terminei a primeira lata, vou a meio, mas a verdade é que na última ida à manicure (sábado passado), ela notou logo a diferença ao ponto de dizer - sem saber que eu andava a tomar um reforço vitamínico - que as minhas unhas estavam muito melhores e que a minha pele estava mais macia, pedindo-me, inclusive, o nome do produto.
Por isso e como pode haver mais pessoas que, tal como eu, tenham as unhas fracas, frágeis, quebradiças e a necessitar de um reforço vitamínico adequado, aqui fica o nome do produto! Considerem este meu post, "serviço público". 
Não têm que agradecer.


Be brave my love


Vi esta imagem no instagram da Mrs. Colorful e fiquei a pensar que estes desenhos, com estas mensagens, davam umas tatuagens lindassss de morrer. (suspiro) Pequenas, distintas e poderosas. Nem sei qual delas gosto mais, mas acho que a tatuar uma escolhia o "Be Brave", por ser aquilo que melhor me define. E por instantes, fiquei ali no 'limbo' de fazer uma doce loucura...
Não tivesse eu tantos problemas com a minha pele (qualquer dia falo sobre o assunto) e medo do que uma tatuagem me poderá fazer e já me tinha atirado de cabeça! 

blossom



É a primeira vez que tenho uma orquídea que dá flor e  não podia estar mais maravilhada! É como se me tivesse nascido outro filho! Depois de anos a fio a comprar orquídeas em flor e de as mesmas ficarem reduzidas a um pauzinho despido, sem folhas e sem rebentos, esta orquídea (que tem um ano, foi-me dada pela minha sogra quando o Afonso completou o seu primeiro aniversário), já passou pelo processo de ficar reduzida a um pau, de lhe nascerem novas raízes, de lhe aparecerem os primeiros rebentos e de, finalmente, lhe aparecem as flores. 
Neste momento já tem duas e mais estão a caminho! 
Mas justiça seja feita, se não fosse o homem cá da casa a pôr-lhe água em doses faseadas - e não a afogá-la por completo como eu faço com a maioria das plantas que me passam pelas mãos - a tratá-la com delicadeza e a olhar para ela, quase que auferindo as suas necessidades, o mais provável era não termos orquídea em flor. Por isso, esta orquídea é a prova viva de que com amor e carinho tudo floresce! 

segunda-feira, maio 08, 2017

Dia da Mãe


Foi ontem e só hoje escrevo sobre ele. Tenho a sorte de ser mãe de dois - com todos os defeitos que tenho e tentativas de erro e recomeços - talvez por isso, continuo até hoje, sem certezas de como se leva isto da "maternidade". Levo-a à minha maneira, o resto pouco sei. Cada um define o seu jeito, o seu ritmo, a sua forma. Tenho dias em que sou uma mãe 'fera', outros em que sou a mãe descontraída, outros em que tenho dúvidas se sou boa mãe, outros em que me acho a super mãe. Poderia chamar-lhe "maternidade bipolar". Não escrevo tratados, nem livros de boa parentalidade. 'Cada um sabe de si e Deus sabe de todos', sempre ouvi dizer em jeito de ditado popular. Sei, no entanto, que me esforço diariamente por eles, para eles. Que não tenho muitas vezes consciência de que estes anos da infância voam e que será para sempre o período dourado da vidas deles, tão assoberbados que andam ao nosso ritmo, à nossa velocidade. Isso às vezes assusta-me, outras confesso que me esqueço. Sei que um dia vou olhar para trás e chorar por fora (ou por dentro) ao recordar estes dias. Dias em que acordo e eles são pequeninos e me enchem de mimos e de presentes. Em que me abraçam e me beijam como se eu fosse a coisa mais importante da vida deles... E caramba, como isso é bom. 

Se há felicidade, é isto!

Tons da Terra, Casa de Campo & Spa


Estivemos 3 dias no Alentejo (que eu amo de paixão), num sítio perfeito para descansar e desfrutar da natureza, o Tons da Terra, Casa de Campo & Spa. Levámos o nosso pequeno homenzinho numa saída em família - confesso que a primeira em que fomos para um turismo rural e decidimos levá-lo - e a experiência serviu-nos de lição. É muito giro fazer programas em família sim, mas com uma criança de quase 2 anos que tem grandes dificuldades em estar quieto - seja à mesa no restaurante, seja para evitar que ele se precipite em direcção à piscina, de cabeça a fundo - o fim-de-semana idílico, de relaxe e calmia, ficou um pouco aquém das expectativas. O sítio não desiludiu, era magnífico. O serviço óptimo, a atenção do pessoal foi cinco estrelas, sempre super atenciosos e prontos a satisfazer todos os nossos pedidos - seja uma cama maior para ele (inicialmente tínhamos um berço no quarto), seja uma cadeirinha para se sentar à mesa das refeições, seja até o televisor da sala estar no Disney Channel para o nosso pequeno "cabrito" estar 5 minutos sossegado. Não houve pedido que não fosse rapidamente atendido, satisfeito, sempre de sorriso nos lábios.
A casa Tons da Terra, além dos quartos distintos com nomes de flores e especiarias campestres (nós ficámos no quarto Alecrim, por exemplo), dá ainda a possibilidade aos hóspedes de além do pequeno-almoço, fazerem refeições simples ao longo do dia e jantarem na casa mediante reserva prévia. O que dá imenso jeito quando se tem crianças e não existe nada por perto - pois estamos em pleno Alentejo - e a localidade mais perto é São Domingos, que não tem restaurantes, o resto, só mesmo indo de carro. Chegámos no sábado e viemos embora na segunda-feira. Na noite de domingo jantámos na casa, o que além de prático, fomenta o convívio com os outros hóspedes e havia vários, também alguns com crianças. O tempo não ajudou a ir à piscina, esteve incerto, ainda choveu, mas existem muitas coisas para nos entretermos, como andar de bicicleta, jogar matraquilhos, jogar ténis de mesa, dar um saltinho ao spa e ao jacuzzi, ou até uma casinha de madeira para as crianças e baloiços, que fizeram os encantos do Afonso.

Foi um fim-de-semana bom, com um ar saudável a entrar pela janela e cheio daquelas noites estreladas que só o Alentejo sabe ter. (não há céu como aquele!) 
Pelo caminho e de recordação ficam as fotografias com fins de tarde de uma luz maravilhosa, o som do coachar das rãs durante a noite e do nosso pequeno reguila - que muito nos fez a cabeça em água nestes três dias - a correr livremente pelo campo, cheio de vida - tanta que nem dávamos conta!



sexta-feira, abril 28, 2017

o universo pode tardar mas não falha


Cada vez me convenço mais desta máxima e não, isto não se tornou num blogue de auto-ajuda nem de positivismo feito de frases velhas e conhecidas de toda a gente. Serve a mesma apenas para ilustrar a situação que me aconteceu no sábado, em que fui ao supermercado e enquanto fazia compras tive sempre, ao longo dos expositores, uma mulher que me impedia de chegar aos produtos que queria. Ia aos iogurtes e lá estava aquela alma à minha frente, sem se mexer um centímetro que fosse para me deixar tirar a marca que eu queria, ia ao pão e lá estava ela outra vez, à minha frente, fui aos cereais, idem, lá estava ela sempre a impedir-me o caminho. Foram tantas as situações durante o tempo que estive no supermercado que, confesso, aquilo já me estava a incomodar. Não o facto de estar à minha frente, porque é normal no supermercado haver sempre pessoas, incomodáva-me sim e acima de tudo, o facto de eu querer chegar às coisas, ela perceber que eu queria chegar às coisas e nem um desviozinho para o lado para agilizar, nem um "desculpe", nem uma simpatia, nada de nada, mantinha-se estática e a ocupar o espaço todo como se o mesmo lhe pertencesse e sempre com um olhar de superioridade. Entretanto e feitas as compras, comecei a dirigir-me para a caixa, quando reparei que ela veio logo atrás de mim. Apesar de tudo cheguei primeiro, comecei a tirar as minhas compras do cestinho e a colocá-las no tapete rolante, a empregada foi registando e no final, enquanto me preparava para pagar juntamente com o arrumar as compras todas que estavam à espera e que ia colocando dentro dos sacos, a empregada começou a registar as compras da mulher que, durante o tempo todo que estive no supermercado, se mostrou pouco... digamos, 'colaborante'! 
Eu paguei, arrumei tudo e fui à minha vida, que é como quem diz, para casa.
Foi só quando cheguei a casa que reparei, ao tirar as compras dos sacos, que no meio da confusão do paga e arruma as compras trouxe produtos que não me pertenciam, nomeadamente, dois bolos que eram apenas e só da pessoa que estava na fila a seguir a mim, ou seja, da minha "companheira pouco colaborante".
E não os paguei! (porque me dei ao trabalho de ir confirmar o talão de compra).
Ou seja, a dita senhora pagou os bolos e não os levou para casa.
Fiquei a sentir-me um pouco mal, a pensar na mulher a chegar a casa e a constatar que não tinha os bolos (se fosse comigo ficaria piursa), mas depois também me lembrei de que foi uma forma muito simples de o universo fazer de sua justiça... É que a atitude dela durante todo o tempo que estive no supermercado foi apenas e só, estúpida. 
No final não sei quem ficou a ganhar ou a perder, mas eu senti que houve um ajustamento cósmico. (E não vou negar que gostei)


quinta-feira, abril 27, 2017

Quando a vida te mostra que tens tanto pelo qual agradecer


Estive quatro dias sozinha sem a minha malta. No feriado, dia em que regressavam a casa, decidi ir comprar flores para colocar nas jarras lá de casa e dar-lhe cor e alegria. Afinal, era 25 de Abril e impunha-se flores para festejar o dia. Saí de casa e fui a uma florista que sei ter sempre ramos fantásticos a pouco mais de 3 euros e já devidamente preparados. Era desses que eu queria nas jarras lá de casa. Cheguei, vi um que me agradou, peguei nele e coloquei-o sobre o balcão. Do outro lado uma rapariga aparentemente nova tentava, com dificuldade, embrulhar o pé do ramo com um pouco de papel. Estava sozinha na loja. Reparei que tinha a mão atrofiada e movia-se com dificuldade, pelo que me ofereci logo para embrulhar o ramo, uma vez que ela se debatia para o fazer. 
Foi então que face à minha atitude, ela se sentiu na obrigação de se justificar e me contou que estava assim desde que tinha tido um AVC, com 35 anos. Confesso que o meu peito gelou perante a história dela e soaram campainhas de alerta por todo o lado, como que a dizer: "Estás a ver? estás a ver? Cuida-te! Quem te avisa amigo é!". É que há vários meses que me queixo com dores de cabeça fortes, tenho problemas de circulação, a minha vista direita insiste em estar constantemente a tremelicar e levo uma vida com bastante stress diário por motivos profissionais. Já várias vezes pensei que tenho de abrandar o ritmo ou corro o risco de algo me acontecer. Por isso, quando ela decidiu desabafar comigo o que lhe aconteceu, gelei, foi como se o universo me tivesse dado uma mostra do que me pode acontecer. 
Hoje, passados 3 anos - atualmente ela tem a minha idade - 38 anos, move-se com dificuldade mas já consegue andar, fala ainda com a voz um pouco embargada, mas já consegue falar, perdeu a visão periférica do lado esquerdo - o que a faz perder o equilíbrio frequentemente - e deixou de conduzir, não porque não possa, mas porque "não quero colocar a vida de outros em perigo", segundo palavras da própria, "e o que eu adorava conduzir", desabafa com saudades. Apenas aquele lado esquerdo continua apanhado, o braço e a mão atrofiados, dificultando-lhe os movimentos. "Tive 7 paragens cardio-respiratórias enquanto esperava pelo INEM, a minha sorte foi isto ter acontecido aqui na loja, a minha mãe chamou logo a assistência, porque se tivesse sido em casa, sozinha, porque vivia sozinha, tinha morrido." Eu ia ouvindo a história dela e sentindo-me pequenina, pequenina e abençoada, tão abençoada a cada palavra, a cada nova informação que ela se decidia a partilhar comigo. Após o AVC e duas semanas em coma no hospital, esteve ainda 8 meses em Alcoitão a fazer reabilitação e fisioterapia, iniciando o longo processo de reaprender as coisas mais básicas da vida: a andar, a falar, a comer sozinha, a recuperar uma vida virada do avesso. "Agora vivo com a minha mãe e o meu irmão mais novo, ele é um pouco mandão e assumiu a figura do homem da casa, pois tínhamos perdido o nosso pai há pouco tempo... e nós nem sempre nos damos bem, mas é ele quem cuida de mim."
Senti, naquele desabafo, naquela breve conversa que tivemos - enquanto estávamos as duas na loja, sozinhas - que aquela mulher que tinha à minha frente, da minha idade, se sentia profundamente sozinha. Não tinha marido, nem filhos e, queixou-se, os amigos tinham-lhe virado as costas (tão típico). Não pude deixar de tomar as dores dela também como minhas. De me colocar na pele dela - mais não fosse porque somos da mesma idade - e pensar que é do caraças estas situações, estes episódios que deixam a vida de pernas para o ar... de que estamos muito bem na nossa rotina de queixumes do dia-a-dia, onde nos vamos lamentando a amiúde, ou é o puto que não nos deixou dormir, do colega do trabalho que nos deu uma resposta torta, do marido que acordou mal disposto, do vizinho de cima que arrasta móveis e faz barulho, do condutor da frente que vai a 20 kms/hora, disto e daquilo e de repente, esquecemo-nos disto, do essencial. E de como - sim, já sei que é cliché o que vou dizer - a vida muda num segundo.
É do caraças.
Desde terça-feira que penso muito naquela rapariga da minha idade que, de repente, está dependente do irmão mais novo e da mãe para a ampararem e de como, aos 38 anos, teve de reaprender a viver. Um dia de cada vez.
Antes de sair da loja disse-me: "Tenha cuidado, lembre-se que tem duas crianças pequenas, cuide de si! E vá passando e dando notícias... eu estou por aqui."

segunda-feira, abril 24, 2017

all by myself


É como estou, desde sábado, dia em que o marido e os filhos rumaram até ao Algarve para um fim-de-semana prolongado e a mãe desta casa ficou por Lisboa por motivos diversos - o maior de todos, a pintura da casa de banho, no sábado, que durou o dia todo - e o ter de vir trabalhar hoje, segunda-feira véspera de feriado.
Ora, sozinha em casa por 4 dias - um verdadeiro LUXO ao qual já não estou habituada e que não tinha há anos - sem ter de me preocupar com almoços, jantares, banhos, horas para deitar, horas para acordar, levantar 'n' vezes durante a noite por causa da chucha que caiu ou do leite, etc., etc. - eis que dou por mim dividida entre as várias hipóteses de como rentabilizar a e aproveitar o tempo: "E se fosse ao cinema sozinha?", "E se fosse ao Ikea ver do móvel para a casa de banho e comprar acessórios de decoração sem ter importunada por crianças aos berros cinquenta mil vezes?", "E se fosse às compras?", "E se dormisse?", "E se ficasse a vegetar no sofá como se não houvesse amanhã? ", "E se... E se...", até ao "Não consigo dormir", "Já não estou habituada a ter a cama só para mim", " Esta casa parece-me demasiado grande e vazia", "Acho que vou verificar pela centésima vez se a porta da rua está bem trancada e fechada à chave, assim como as janelas", "Vou ver o que há no frigorífico para petiscar porque não me apetece fazer jantar", and so on, and so on...
Bem sei que este verdadeiro 'luxo' que me foi dado a gozar durante 4 dias tem muitas coisas boas, ainda ontem acordei às 11h30 da manhã - algo que não acontecia há anos e anos! Até me senti mal comigo mesma por ter dormido tanto e acho que para compensar, meti-me a limpar a casa como uma descarga de culpa. Arrumei a casa de banho toda - que tinha sido pintada no dia anterior - e só depois disso é que decidi ir aproveitar o resto do meu domingo na companhia de uma amiga. Como estávamos ambas "baby-free" fizemos um autêntico programa de gajas: fomos cortar o cabelo, arranjar as unhas, as sobrancelhas e, claro, terminámos com um banho de lojas (e eu com uma selfie nos provadores para mostrar ao pai se aprovava o meu 'new look').
Nota-se a minha clara falta de jeito nestas coisas, não nota? Boquinhas e olhinhos ao lado é a minha imagem de marca!
Bom, tudo isto para dizer que é maravilhoso sim senhora ter tempo só para mim sem me sentir egoísta ou culpada. Mas a culpa é sempre algo que custa a libertar do corpo. O homem é mesmo um animal de hábitos e eu sou uma pessoa com uma resistência à mudança, qual velho do Restelo.
Mas ao final do dia, o que mais me custa mesmo, mesmo, mesmooooo, é o chegar a casa e senti-la vazia. O deitar-me na cama e não conseguir dormir. Mesmo com a televisão ligada para me fazer companhia. É o acordar várias vezes durante a noite e saber que estou sozinha e, por causa disso, não dormir um sono descansado e tranquilo. É o olhar o quarto de ambos e saber que não estão ali - apesar de saber que estão bem.
É o acordar de manhã - muito mais tarde do que o habitual durante a semana, por saber que não há duas crianças para despachar - mas sentir que esta tranquilidade matinal não é normal.
É o saber que regressam amanhã e contar as horas para estarmos todos juntos de novo.
É isto. É bom sim, mas é agridoce.

Caso para dizer, tal como a canção:
"All by myself, don't want to be, all by myself anymore"

quinta-feira, março 09, 2017

um-do-li-tá

Apeteceu-me escrever um post leve, primaveril e fútil sobre devaneios femininos e perdições em geral. A minha mais recente é a nova colecção cápsula da Furla, que é assim qualquer coisinha de perder a cabeça. Confesso que adoro todas as sugestões do modelo Metropolis e não sou capaz de escolher apenas um, pois acho que são todos super originais e irreverentes. Mas o que mais me agrada nesta coleção é todo o conceito que lhe serviu de inspiração e onde se faz uma viagem pela história da marca, desde o início do século XX até ao novo milénio. A base Metropolis está disponível em cinco cores diferentes: Prateado, Rosa, Dourado, Rubi e Preto. As palas narram a história da marca desde 1927, altura em que a mala começou a acompanhar as mulheres na caminhada pela conquista da liberdade e independência. Cada pala corresponde a uma década e a um diferente tipo de música, que vai desde os loucos anos 20 com a bailarina Josephine Baker e a Arte Deco, passando pelo Jazz, o Swing, o Rock'n'Roll, a influência do vinil, do disco sound, o Punk ou o Hip-Hop.
São noventa anos de história reflectidos num modelo que promete uma verdadeira viagem no tempo do espaço e da cultura musical que estará disponível a partir de Maio nas lojas. E se ontem foi dia da Mulher, em Maio vem aí o Dia da Mãe... por isso, já sabem! ;) 
Peçam uma de presente! 

sexta-feira, março 03, 2017

isto de ter uma "pré-pré" adolescente...



A minha mais velha agora, todos os dias à noite, está num grupo do whatspp (com o meu telemóvel) a trocar mensagens com duas amigas. Uma delas, com o telemóvel da mãe, criou um grupo que se chama "Amigas M" (porque todas têm nomes que começam por essa letra).

Ontem eram 19h30, estava a chegar a casa e já tinha o telemóvel a apitar que nem doido! :-
Só a deixo trocar mensagens depois de jantar e uns 20 minutos (+ ou -) antes de ir para a cama, senão não faz mais nada!
Depois passam a vida a enviar emojis de corações e beijinhos umas às outras e a dizer "adoro-vos BFF".
Parecem um casal em início de namoro!

quinta-feira, março 02, 2017

do fato do pinto


Chorou que nem um desalmado o tempo todo (cerca de 5 minutos que esteve com ele vestido).
Se em adulto tiver medo e pavor de aves, já sei qual foi o motivo!

sexta-feira, fevereiro 24, 2017

É "Carnavau"

E como não podia deixar de ser, aqui fica as fotografias da praxe dos miúdos tiradas hoje de manhã antes de saírem para a escola.
Foram com o telemóvel - que já conheceu melhores dias - e à pressa, mas estavam os dois felizes e contentes: o meu tigre e a minha piratinha.
Lembram-se de eu ter dito que adorei a máscara do pinto? Pois eis que "mamãe" pôs mãos à obra e segunda-feira vamos vestir o Afonso assim. 
Ainda falta ver o gorro com a crista e os pézinhos de galinha, mas já estou num excitex! 
Prometo tirar fotos!