domingo, novembro 25, 2007
castanheiro
sexta-feira, novembro 23, 2007
Contos I


Ela sabia, no mais íntimo do seu ser, que ia conseguir. Era um longo caminho tortuoso, cheio de cascalho, que a fazia derrapar e esfolar os joelhos. Mas ela levantáva-se. Sempre. E prosseguia, com a certeza de que nada nem ninguém a poderia demover do contrário. Um dia, cansada pelo calor e inchaço dos pés, sentou-se na beirinha de uma pedra que lhe pareceu cómoda. Deixou-se ali ficar, dormente pelo sol que lhe cobria o rosto e a tapava, como um cobertor faz a um corpo frio, enquanto tombou lentamente a cabeça para trás e fechou os olhos. Nos seu cabelos, a brisa da serra tocava de fininho, fazendo-os ondular suavemente, como se de fios de ouro se tratassem, espreitando entre o lenço de chita que lhe emoldurava o rosto cansado. As mãos entrelaçadas apertaram-se. Contraiu-as no peito, evitando que toda a sua temperatura evaporasse. Lembrou-se da mãe e da sua voz doce quando a embalava à noitinha. Era tão pequena nessa altura. Mas a voz da mãe aparecia-lhe nítida, cristalina, como se estivesse junto dela naquele instante, a cantar-lhe ao ouvido. Ajeitou o xaile que trazia sobre os ombros. Tinha-o tricotado nos tempos livres, quando a lavoura e os animais o permitiam. Tudo isso consome muito tempo na vida de uma mulher. Expressou um sorriso, calmo e tranquilo. Queria adormecer com aquele conforto na alma. Sabia que não ia sair daquela rocha fria e dura tão cedo. As pernas tinham fraquejado pelo caminho e pediam benesses. O sol ameno que ainda à instantes a embalava, rapidamente deu lugar a uma chuva miudinha que rapidamente se tornou desconfortável. Pareciam bicos de facas que se cravavam na pele, recordando-a a cada gota, do quanto era frágil. No alto daquela serra, sentada naquela rocha, o caminho de cascalho pareceu-lhe muito longo para ser percorrido por uma velha cansada. Pensou desistir, contraiu as mãos mais uma vez, apertou o lenço que trazia na cabeça fazendo com que o mesmo lhe tapasse as orelhas, ajeitou o xaile de lã, obrigou as pernas a obedecer e sem demoras, voltou a pôr-se a caminho.
quinta-feira, novembro 22, 2007
one of best thing´s in life
Lemos ainda postais que costumávamos escrever quando alguém fazia anos – hábito que infelizmente perdemos. Rimos às gargalhadas com aquilo que dissemos. Rimos, rimos e rimos. Hábito saudável que se deve fazer sempre, principalmente quando estamos com as pessoas que gostamos e com as quais temos tanta história em conjunto para partilhar. E se ontem andei muito revoltada, muito amarga, muito caústica durante o meu dia, à noite relaxei e senti-me leve, bem, feliz.
Precisava de sentir-me assim mais vezes.
PS – É impressão minha ou os meus posts andam a tornar-se lamechas e saudodistas?
sexta-feira, novembro 16, 2007
mais do mesmo...


Ontem era dia de tratamento ao cólo do útero na Cuf Descobertas. Digo 'era' porque não chegou a acontecer. Realmente eu só não adivinho a sorte grande porque o destino assim não o permite, porque esta minha intuição quase de bruxa nunca falha. Andei o dia todo a prever este desfeixo. Que iria chegar lá e que ela não me ia tratar, não só porque sabia que estava já no meu período fértil, como ela tinha dito imperiosamente, de que se não estivesse no meu oitavo dia 'pós-menstruação' nada feito. E pronto, nada feito mesmo. Ainda me chegou a ver, mas depois virou-se para mim, com as minhas entranhas expostas num ecrã semelhante a um televisor e disse: 'A menina está cheia de corrimento. Não lhe posso fazer o tratamento' e pronto, eu vi logo o que me esperava. Deitada na marquesa e com a cara virada de lado para não ver o fatal 'televisor', a médica insistia para que eu olhasse. Disse-lhe, 'Desculpe, mas prefiro não ver' e pelos vistos, melindrei-a, porque soltou um 'Era apenas para que visse como está por dentro'. Perante este comentário lá virei a cara em direcção ao dito ecrã e como pessoa impressionável que sou, tive uma visão dantesca de mim mesma. O que me fez constatar que nunca teria futuro na medicina...No entanto nem tudo foi mau. Regresso já na próxima menstruação - o que pelas minhas contas não deve tardar mais do que duas semanas e fizeram-me já uma coposcopia para análise. Também não tardo a receber o resultado da biópsia à pele - é já dia 3 de Dezembro. Ontem como estava na Cuf, ainda fiz o choradinho para me tirarem os pontos que me ficaram na dobra do joelho de quando fui ao Curry Cabral. Lá consegui. A enfermeira, uma miúda nova e simpática, reconheceu-me da última vez que lá tinha ido à consulta de ginecologia - quem me vê as pernas nunca se esquece - e tirou-me os pontos sem sequer me cobrar um tostão. No final ainda passei pela farmácia para levantar os medicamentos e 'bisnagas' que terei de fazer nos próximos sete dias...
Se eu me vejo livre deste ano até julgo que é mentira... que venha outro e depressa, para eu ter novas esperanças e mais 12 meses para acreditar que algo dá certo comigo.
domingo, novembro 11, 2007
Dreams in Colours
Ando apaixonada, enfeitiçada, viciada, no álbum 'Dreams in Colours' do David Fonseca.
Nas últimas semanas o meu leitor de cd, rádio do carro, Itunes e Ipod não tem tocado outra coisa...
E será possível que eu não encontre nem uma única imagem em toda a blogosfera e arredores, da capa do álbum, que possa colocar na minha rubrica 'o que oiço'?! humm? :-(
vivências
Mais um fim-de-semana que passou rápido demais. Este teve o sabor de uma noite de sexta-feira entre amigos e da dor de barriga que provoca o riso contínuo. Estava mesmo precisada de boas energias e a inauguração da casa da L., com todos deitados no seu colchão insuflável em plena sala, enquanto ouvíamos a banda sonora do Kill Bill II e víamos fotos nossas de há dez anos atrás, foi o pretexto perfeito para me animar o espírito. É incrível como a amizade deste grupo se mantém ano após ano, uma vez que somos todos pessoas tão diferentes. É incrível como ao vermos uma simples imagem do passado, recordamos em conjunto esses momentos, nos rimos deles, relembramos aquela discussão em plena rua, ou a rapidez com que fazíamos as pazes logo de seguida, os dias de faculdade em plena rua da Junqueira, os pastéis de Belém, as exposições no CCB, ou os meses que vivemos em Sevilha, o andar de patins à beira do Guadalquivir, os fins de ano em Porto Côvo... É incrível como ao longo destes anos, mais pessoas se juntaram a este grupo, adaptando-se a ele, como se lhe tivessem pertencido a vida inteira. O grupo também tem momentos de tensão, como todas as relações sociais. Há alturas de repulsa, de incompreensão, de afastamento. Há atracções e omissões, há amores e desamores, mas no fim somos como uma grande família que gosta de se juntar em determinadas alturas e partilhar momentos em conjunto. Este grupo de pessoas faz parte da minha história e sem eles, eu seria certamente, uma pessoa bastante mais pobre. O incrível no meio disto tudo, é a forma como o C. apareceu na minha vida e se adaptou a este grupo de pessoas que já me conhecia do avesso, os conquistou e se enturmou. Hoje, que aqui está, parece que sempre fez parte deles. Só as fotos que vimos em papel provam o contrário.
quarta-feira, novembro 07, 2007
desensofrida


Num olhar, apenas num olhar, conseguia ver claramente todos os motivos, todas as ansiedades, todos os sofrimentos, todos os sonhos. Desfeitos, quebrados, partidos, arrumados e encaixotados em pequenos compartimentos do seu coração. Devidamente etiquetados, catalogados. Sempre que necessitava encarregava-se de abrir a caixa e deixá-los voar livremente pela sua mente, assombrando-a. Como agora.
Valeria a pena? Ela não sabia, mas achava que assim. Deixando-os correr livremente, sabendo-os ali, presentes e despertos, seria mais fácil lidar com eles. Era como se fossem família. Já os conhecia. Não a assustavam. Assim próximos e a sentir-lhes quase o gosto, fariam com que um dia mais tarde, caso algum desses sentimentos se tornasse real, ela já soubesse qual é a sua melodia.
E assim, num olhar, enquanto o olhava, enquanto pensava em tudo o que já tinham feitos juntos, em tudo aquilo em que ele se transformara, em que ela se transformara, em tudo aquilo que ainda lhes faltava viver e que ela não sabia se ainda teriam tempo para isso, em tudo, e apenas num simples olhar, ela revia todos esses sentimentos guardados no seu coração, sentindo o sabor agridoce de cada um. E o coração apertava contra o peito, comprimindo-se e expandindo-se, como se aquele lugar fosse demasiado pequeno e demasiado apertado para estar ali, fechado, prestes a explodir. E ela fechava os olhos, baixava a cabeça e voltava a guardar o sentimento dentro da caixa etiquetada que existia algures no seu coração.
volver III



volver II



terça-feira, novembro 06, 2007
volver





Aproveitámos o feriado para passear e regressar à terra/cidade que cruzou os nossos destinos: Madrid. Após dois anos de ausência, achámos que esta era a altura perfeita para nos metermos novamente no carro e percorrer os mais de 600 kms que separam as duas capitais. Foi algo sem grande premeditação, foi uma espécie de desejo, uma vontade de partir. 'Vamos até Madrid? Vamos,' e fomos.
terça-feira, outubro 30, 2007
one step closer to 30
segunda-feira, outubro 29, 2007
entranhado
E eu acredito que será.
quarta-feira, outubro 24, 2007
vícios
desabafo
quinta-feira, outubro 18, 2007
transparência II
quarta-feira, outubro 17, 2007
transparência
terça-feira, outubro 16, 2007
reveses
O problema relacionado com os novos telemóveis veio depois, ou melhor dizendo, decorre actualmente. Como os toques que vinham de origem eram escassos e quase todos monocórdicos, a malta desatou toda a fazer dowloads do site da operadora e o resultado é que agora existem três ou quatro pessoas com a música da Vanessa da Mata e do Ben Harper (a mesma que tenho no meu blogue) a tocar a cada instante. Confesso que já estou enjoada da música e cada vez que a Vanessa da Mata canta o refrão ‘é demais, é pesado, não há paz’, penso que a letra não podia ser mais apropriada para o martírio auditivo que se vive por aqui. Depois há outros que têm a Rihanna e o seu ‘Umbrella’ (que eu acho simplesmente intragável), ou tão somente, o Jorge Palma com o seu ‘Encosta-te a mim’ (e eu que gostava tanto da música)…
É o que faz estar num espaço fechado com pessoas com gostos musicais idênticos ou tão dispersos. Ter uma música no telemóvel até é giro – eu própria tenho uma – mas o meu telemóvel não toca a cada cinco minutos, perturbando as restantes pessoas e fazendo com que uma música que até se gostava, passe de bestial a besta.
Entretanto ainda não tinha dito aqui, mas devido à minha participação em alguns concursos literários, no próximo Sábado irei até Redondo, no Alentejo. O motivo? Participar na cerimónia de entrega de prémios do concurso literário que a Câmara Municipal do Redondo promoveu há uns meses atrás e ao qual eu concorri. Foi apenas um texto simples de 4 páginas, onde o tema do concurso era ‘O blogue enquanto espaço de escrita e reflexão’. Eu achei que dada a minha experiência no assunto, podia escrever algo que até fizesse sentido e vai daí, meti mãos à obra. Afinal, já não é de agora que escrevo nestes espaços cibernéticos. Não alimento qualquer tipo de esperanças de ganhar nada, mas quero ir apenas pelo prazer de ir e de sentir que participei em algo, que concretizei. O convite chegou a semana passada e foi colocado em cima do aparador da sala para que não me esqueça. Haverá apenas três premiados, sendo que todos os restantes participantes receberão um diploma. É isso que estou mentalizada que irei receber, mas claro que trazer um diploma de participação e um cheque para casa, era muito mais giro…
segunda-feira, outubro 15, 2007
Samba Meu

Estou apaixonadíssima pelo último albúm da Maria Rita, 'Samba Meu'. Depois de um último trabalho mais melancólico e intimista, Maria Rita regressa cheia de sensualidade, segurança, humor e muita feminilidade. À beira de completar 30 anos, a filha de Elis Regina revela-se uma mulher madura.
E para começar bem o dia, nada como ouvir o mesmo, numa segunda-feira bem cedinho a caminho do trabalho, para ficar logo bem disposta.
domingo, outubro 14, 2007
relax, take it easy...


quarta-feira, outubro 10, 2007
around and around
domingo, outubro 07, 2007
2





fuga


quinta-feira, outubro 04, 2007
workaholic


Sinto que nestas últimas semanas o desempenho do meu trabalho tem sido apreciado, coisa que me deixa muito satisfeita, mas por outro lado, também sinto que a minha pessoal tem sido mais que negligenciada. O ano passado, primeiro ano de casada, tive o dia todo a trabalhar e este ano não será diferente. Eu já sei que esta altura é sempre muito complicada em termos de trabalho e geralmente, o dia do meu casamento, coincide sempre com um projecto que realizamos todos os anos e que envolve a nossa participação directa nos locais onde o mesmo se realiza. O ano passado estava em Lisboa, mas este ano estarei no Porto e ao contrário dos meus colegas que irão gozar um fds de 3 dias, eu terei apenas os habituais dois, já que também estarei a trabalhar no feriado…
O ter ido trabalhar durante um fds inteiro há duas semanas atrás, fez-me ganhar por parte da nossa directora, um cheque prenda de uma loja de nome conhecido. Não está mal. Gostei do gesto, apesar de ainda não ter tido sequer tempo para ir escolher um trapinho qualquer (e por este andar não o terei tão cedo).
Depois ainda há a minha operação, que é já daqui a cerca de 3 semanas. Já me ofereci para durante o tempo que estiver de baixa, trabalhar em casa. Levo o meu portátil para casa dos meus pais e uma placa de internet daqui do trabalho e meto o tempo livre a render. Sei que se quisesse não necessitava de o fazer, mas pronto, escrever nunca me custou, por isso posso sempre dar uma ajuda com os textos que são necessários despachar. O fds passado os meus pais vieram a Lisboa. Motivo? Ir ao Ikea escolher coisas para mobilar a casa nova. Mas não podiam ter escolhido pior dia: chovia a potes e era início do mês. Resultado? Centenas de pessoas tiveram a mesmíssima ideia e a ida ao Ikea transformou-se num pesadelo sem limites. Passámos cinco horas enfiados na loja, para escolher uma cama, cómoda, mesas de cabeceira, comprar meia dúzia de ‘bibelôts’, um espelho gigante para o hall de entrada e pouco mais. Ainda fiquei incubida da tarefa de comprar um colchão ao meu gosto, oferta do meu pai, para a minha cama nova. Acontece que eu não tenho tido tempo nem para me coçar quanto mais para ver de colchões e por este andar, chega a data da operação e eu durmo em cima do estrado…
Passaram-se muitas coisas nestas duas últimas semanas, a maior parte delas banais e sem importância, mas dignas de serem faladas e desabafadas aqui neste meu canto, mas não tenho tido oportunidade.
Espero apenas que este fds, quando regressar do Algarve, o meu marido me prepare uma surpresa maravilhosa, como ele diz que vai preparar, para pudermos relaxar os dois e comemorar antecipadamente o nosso segundo aniversário de casamento.
É que depois de termos pensado num fds romântico no Alentejo, no Algarve, em Sevilha e por último em Madrid, a sucessão de acontecimentos e reviravoltas por causa do meu trabalho, levou-nos a ficar por Lisboa, num fds de apenas dois dias…
Resta saber onde.
segunda-feira, setembro 24, 2007
as fotos...
domingo, setembro 23, 2007
i´m still here
segunda-feira, setembro 17, 2007
revisão geral


Hoje fiz o que andava à adiar há muito tempo: ir ao médico das varizes e marcar finalmente a operação. E voilá, a data já existe e eu estou assustadíssima: dia 22 de Outubro darei entrada na CUF Descobertas e se tudo correr bem, terei alta no dia seguinte. Nem é a operação propriamente dita que me assusta, mas sim o pós-operatório. É que como nunca fui operada, nunca levei pontos, nem nunca me ataram as pernas - ou qualquer outra parte do corpo com adesivos - estou em pânico, porque não sei como é que a minha pele irá reagir. Uma certeza eu tenho: bem não será de certeza, mas é um mal necessário. A verdade é que não posso adiar mais este assunto, porque corro sérios riscos de desenvolver um problema de saúde sério e grave, como por exemplo, uma trombose. E depois do Verão, esta parece ser a melhor altura para fazer a operação, mesmo que em termos de trabalho não seja propriamente a mais calma. Aliás, estava com medo que as reacções por aqui não fossem boas, mas aparentemente foram recebidas com calma e sem stresses. Coisa que me surpreendeu pela positiva.
Outra coisa que me preocupa é o facto de não saber ‘a priori’ se o seguro do trabalho cobre a operação. É que o meu pessoal da Medis, eu sei que não cobre e se o da Multicare for pelo mesmo caminho, então terei de desembolsar do meu próprio bolso cerca de 4.500€!!! (o valor aproximado da operação) O que a acontecer, me deixará depenadíssima por muitos e longos anos… E pronto, o panorama é este. Dia 22 de Outubro e a uma semanita de fazer 29 anos, vou à faca pela primeira vez na vida. No próprio dia entrarei por volta do meio-dia e serei operada às 16h00. Vou levar epidural (qual grávida) e terei de estar em jejum absoluto (inclusive água) a partir das dez da manhã (não sei como, mas pronto).
Ainda não sei como irei fazer e onde irei ficar: se vou para casa dos meus pais para as Caldas, se vou para a Ericeira, se fico por Lisboa. Tenho vários problemas logísticos relacionados com este assunto: se ficar em Lisboa, tenho de subir escadas para chegar a casa e tenho de subir mais escadas para ir da cozinha ao quarto, o que enfaixada das duas pernas não é nada conveniente. Por outro lado, na minha casa tenho net e TV Cabo, o que me permite estar em constante contacto com a agência e trabalhar a partir de casa – o que vai acontecer certamente. Apesar de o ficar em minha casa ser a opção que mais me agrada, tenho um grande inconveniente, não tenho onde deitar ninguém. Se por acaso a minha mãe viesse para Lisboa para me ajudar, não teria onde deitá-la. Este fds descobrimos que o sofá-cama da sala está partido. As molas da cama deram de si e se tiver que pagar a operação, não teremos dinheiro tão cedo para comprar outro…
Por outro lado se for para a Ericeira tenho todas as comodidades: elevador, casa plana, mas sem net e sem TV Cabo! Ora se eu ficar 3 semanas de baixa, a ideia de ficar em casa restringida a apenas 4 canais, é de dar em louca. Além disso, o mais provável é a minha sogra ainda querer vir cuidar de mim e depois, além de enfaixada das pernas, tenho-a a chatear-me a cabeça, panorama que não me agrada nem um pouco. Depois há a hipótese Caldas… que também me agrada, teria o colinho e a atenção da mãe e várias mordomias, mas há uns quantos ‘senões’: os meus pais ainda não se mudaram para a casa nova e duvido, pelo andar dos acontecimentos, que isso aconteça até à data marcada. Depois, ainda não escolhi a mobília do meu quarto, o que significa que não tenho cama e por último não tenho net em casa deles. Poderei sempre tentar pedir uma placa aqui no trabalho, mas não sei se haverá uma disponível para eu monopolizar durante 2 a 3 semanas...
Hoje quando falar com a minha mãe já sei que a mesma vai entrar em pânico, não será mais do que sinto actualmente. Tenho mês meio para me mentalizar e organizar. Vamos ver.


