segunda-feira, abril 13, 2015

Há grávidas por aí? Então venham cá!

Porque apesar de ser segunda-feira, nada como começar a semana a tentar a sorte e a ganhar prémios! Se ainda não decidiram se vão ou não fazer a criopreservação das células estaminais dos vossos bebés - seja porque ainda estão indecisas em relação ao processo, seja porque não sabem qual dos laboratórios ou packs vigentes no mercado escolher, quais as suas vantagens ou mais valias de cada um, ou pura e simplesmente porque consideram caro e andam a avaliar  preços - deixo-vos com uma boa razão para influenciar a vossa escolha e aproveitarem uma série de mais valias!
                 
Até ao final de 2015 - sim, leram bem - até ao final do ano, todas as grávidas que queiram fazer a criopreservação dos Laboratórios Cytothera, poderão utilizar o voucher que aqui publico e mencionar que o adquiriram através  do blogue Les Petits Plaisirs. Este simples gesto dar-vos-á a possibilidade de usufruírem de um cabaz de produtos para o vosso bebé, o kit de criopreservação e 10% de desconto no serviço de criopreservação que escolherem. Não é fantástico? Estão com dúvidas? Então vamos por partes para que fiquem convencidas e aproveitem esta fantástica oferta!
Em primeiro lugar imagino que a pergunta que mais têm a saltitar na cabeça será: Porquê escolher a Cytothera? Já diz o ditado que "Quando a esmola é muita o pobre desconfia", mas aqui podem deixar as suspeitas de lado e centrarem-se apenas nas mais valias. Passo a explicar: 

As ofertas que aqui mencionei e que a Cytothera pretende oferecer a todos os pais que optem pela compra do kit de criopreservação através da utilização do voucher que aqui publico, prendem-se com a celebração do 10º aniversário dos Laboratórios Cytothera - que foram a primeira empresa em Portugal a lançar o serviço de criopreservação de células estaminais do tecido!
Há uma série de itens que deverão ter em conta na escolha e compra de um serviço de criopreservação de células estaminais do tecido e que a Cytothera não deixou ao acaso, pois o seu serviço e desempenho é feito a pensar nas famílias. Assim, ao comprarem um kit de criopreservação da Cytothera têm garantido:  
- Cobertura de aplicação terapêutica – comparticipação das despesas até 20.000€, em caso de utilização das células pelo próprio ou núcleo familiar restrito;
- Poderão visitar as instalações, conhecer a equipa Cytothera e assistir a todo o processo, expondo dúvidas e vendo com os vossos próprios olhos como tudo se processa;
- Simplicidade e comodidade (a adesão ao serviço pode ser feita por telefonema de forma rápida e eficaz);
- Um gestor responsável pelo acompanhamento e gestão personalizada do vosso processo que vos acompanhará durante o processo;
- Kit Cytothera devidamente equipado com bolsas de frio, não necessitando de refrigeração antes ou depois do parto e que permitirá manter a qualidade das células até ao seu processamento.
Para além de todas estas vantagens, a Cytothera detém a patente do método de isolamento de células, que permite que em caso de necessidade de aplicação das células estaminais numa operação, estas estejam “prontas a utilizar” no momento de necessidade.

Por isso meninas e meninos - sim, porque também acredito que haja por aí pais preocupados com esta questão e que andem a pesquisar sobre as vantagens e desvantagens da criopreservação - aqui têm mais uns quantos motivos. Se querem aproveitar uma fantástica oferta aliando a qualidade de um serviço de excelência, já sabem, mediante entrega deste voucher recebem o kit de criopreservação de oferta + 10% de desconto nos serviços de criopreservação + cabaz de produtos. 

E tudo isto até ao final de 2015! 

Por isso, se já estão grávidas mas ainda não se decidiram por criopreservar ou não, aqui fica uma excelente oportunidade a ter em linha de conta. Se ainda nem grávidas estão, lembrem-se, estamos em Abril! Até ao final do ano vão a tempo de começar os treinos e aproveitar esta oferta!


Aqui fica, mais uma vez, o voucher que deverão apresentar, referir e imprimir no acto da escolha e compra do serviço se quiserem ganhar os prémios e descontos mencionados. Não se esqueçam que deverão de referir o nome do blogue onde o adquiriram: Les Petits Plaisirs.

sexta-feira, abril 10, 2015

Não há duas iguais, não é o que dizem?

Estar grávida é uma montanha russa de emoções e se há algumas afortunadas geneticamente que passam pela gestação com ar fresco e como se tivessem estado sempre grávidas sem maleitas e cheias de energia - ok, eu confesso que fui uma dessas na minha primeira gravidez - sentia-me linda e cheia de vitalidade - , nesta segunda as coisas mudaram drasticamente de figura.
Não sei se da idade, se de já ter tido um filho há mais de seis anos, se da vida stressada e agitada sempre que levo, se do corpo que mudou, do útero que está mais velho, se de me sentir fisicamente cansada e mentalmente esgotada, a verdade é que esta segunda gravidez está-me a sair do corpinho - literalmente! 
Para começar, a paragem forçada e o repouso quase total que me levaram a, de um momento para o outro, deixar todo o trabalho que carregava às costas ao abandono, vê-lo a ser passado a terceiros sem dar tempo de avisar os clientes e dizer "desculpem lá, mas vou agora ali ter um filho e volto daqui a um ano, vai passar rapidinho, promise", deixar de levar a miúda à escola, de a poder ajudar a vestir ou a tomar banho e ser uma mãe passiva que dá abraços e beijinhos que agora vive no sofá, deixar de conviver diariamente com pessoas e ter nos livros, na net e na televisão os meus melhores amigos, ficar retida em casa sem autorização para fazer nada, estar bom tempo, sol e calor e andar tudo a postar fotos de como a primavera é maravilhosa com passeios pela cidade, pela praia e pelo campo enquanto eu me encontro em plena prisão domiciliária, sentir as pernas e os pés a inchar que nem um sapo coaxante e ter a circulação ao rubro com episódios dantescos que nem me atrevo aqui a descrevê-los, ter a pele seca que nem lixa, o cabelo com uma crise de ansiedade e dores à frente e atrás, em baixo e de lado e em sítios que eu nem sabia ser possível, não ter posição para estar deitada na cama e sonos nocturnos que não ultrapassam as 3 horas seguidas, ver o TLC e toda a TV Cabo de trás para a frente - inclusive durante a noite - e chegar à conclusão que de não preciso de quase 200 canais porque na realidade não dá nada de jeito, fazer xixi a cada 15 minutos e estar mais desregulada emocionalmente do que um combóio desembargado. 
Tem sido assim a minha segunda gravidez. Toda a visão idílica que me acompanhou no início quase se evaporou. Nenhuma gravidez deveria ser um pequeno calvário de dor física - para isso já nos basta o parto - ou nove meses demorarem tanto a passar. 
Li, há uns tempos, já não me recordo bem quando que, na primeira gravidez, toda a mulher necessita dos 9 meses para vivenciar cada momento, registar cada pontapé, cada borboleta no estômago, cada roupinha de enxoval, cada peça de puericultura comprada, cada semana - eu até agenda da grávida tinha onde fazia um registo diário - fotografar a barriga de mil e uma maneiras - e ter direito a tudo o que a experiência comporta. Na segunda gravidez, o tempo deveria ser reduzido para 6 meses e numa terceira, se a houvesse, em 3. 
E eu confesso que não podia concordar mais! 

(Mas sei que vou amá-lo loucamente à mesma, por isso não se assustem com as minhas declarações, ok? Lembrem-se, são as hormonas a falar!)

quarta-feira, abril 08, 2015

Mudar de look e contribuir para uma causa


Desde que estou em casa que tenho pensado várias vezes que me apetece ir ao cabeleireiro. Definir o corte, acertar a franja e pintar. Sim, costumo pintar o cabelo durante a gestação - embora não com muita frequência - sempre o fiz e nunca houve riscos pois peço sempre uma tinta sem amoníaco. Nunca faço coisas mais radicais, como nuances ou mudanças drásticas de cor, pinto de castanho, geralmente idêntico ao meu tom natural, mas o suficiente para cobrir os primeiros brancos que insistem em começar a fazer-se notar, dar brilho e aumentar a auto-estima. 
Confesso que esta semana estive mesmo, mesmo, mesmo para me aventurar a sair de casa assim muito, muito devagarinho e a ir ali ao cabeleireiro do meu bairro só para respirar ar, elevar a moral e dar-me um mimo, mas logo o bom senso me fez desistir da ideia. 
Até que hoje li sobre a iniciativa que os cabeleireiros Jean Louis David estão a promover durante a Hair Fashion Weeks e a vertente solidária da mesma a favor da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). E se há causa que me toca é esta. A de alertar as muitas mulheres por esse país fora que são vítimas de violência doméstica para que peçam ajuda e decidam agir - sem vergonhas nem medos - libertando-se daquilo que as oprime, que as rebaixa, que as faz infeliz.
Como mãe de uma menina não quero nem posso permitir que a minha filha, quando cresça, deixe  que homem algum a rebaixe, a maltrate ou a menospreze sobre a forma de um 'amor' doentio ou manipulativo. Ela terá de perceber que merece mais e melhor, que merece ser respeitada e que amor algum se manifesta dessa forma. Seja ela a amar ou a ser amada. Nestas coisas sou quase fundamentalista - no bom sentido - e fico mesmo muito revoltada e até, estupefacta, como é que tantas raparigas são hoje vítimas de violência no namoro e não conseguem pôr um fim à situação. O que leva alguém a deixar que outra lhe bata, a insulte ou a rebaixe? Com que propósito? Com medo de ficar sozinha? E quem diz raparigas e mulheres também diz rapazes e homens - que também há violência doméstica exercida por mulheres - sempre tudo muito envergonhado e com voz abafada neste país dito de 'brandos costumes'.
Mas bom, voltando aos cabeleireiros Jean Louis David que foi por onde começou esta história, de 6 a 19 de Abril haverá packs promocionais, sendo que 2€ do valor de cada um reverterá a favor da APAV. Ou seja, de 6 a 12 de Abril, as clientes poderão usufruir de coloração e brushing por apenaas 25€ (!!!) e de 13 a 19 de Abril, o pack promocional será de 17€ e contempla corte e brushing. 
Não são preços fantásticos? O pack da coloração então é um preço excelente para um tratamento completo e eu quero muito ver se o consigo aproveitar! Mas primeiro tenho de convencer o pai desta casa de que preciso mesmo muitoooooo de sair de casa para me dar um mimo e pôr-me bonita! 
(Ou faço queixa dele à Apav! ;)) 

29 semanas


Mais um dia, mais uma etapa, mais uma meta que, devagarinho, vamos conseguindo ultrapassar, mais uma semana que se contabiliza. 29 é o número de hoje e a palavra de ordem continua a ser "retenção".
A passagem do tempo pode ser muito ingrata quando se está retida em casa e sem autorização para pouco ou quase nada. Respira-se fundo, tenta-se abrandar de todas as maneiras mas a mente prega-nos partidas e conspira contra nós, desmotiva-nos, leva-nos a querer sair lá para fora - afinal, ainda há tanto para organizar e tanto por comprar e eu aqui deitada - mas o corpo não deixa e dá sinais. E se ele nasce? E se for muito cedo? E se eu não conseguir aguentar até ao fim? 'E se', 'E se', 'E se'... uma imensidão de dúvidas e incertezas. 
Os dias sucedem-se com pouca diferença entre eles e, no entanto, passam a uma velocidade demoníaca. E eu com tanto por fazer. Tento não pensar muito no assunto mas é-me inevitável. Falta-me a alcofa e o ovinho que nunca mais chegam, falta-me o carro que nunca mais vem, falta-me o colchão muda faldas para servir de trocador em cima da cómoda que também ainda não comprámos, falta-me a mala de maternidade para o Afonso, a bolsa para guardar os documentos e o muda faldas portátil que ainda não tive tempo de escolher ou de decidir. Falta-me comprar pijamas para levar para a maternidade, ou seleccionar e lavar os conjuntinhos que quero que ele vista nos primeiros dias na maternidade, falta-me ainda mais conjuntinhos e roupa, pois tenho a sensação de que aquilo que já tenho é insuficiente. Falta-me coisas pequeninas e essenciais como a tesoura de pontas redondas para as unhas, a esponja natural para o banho e o respectivo termómetro de água, pente ou escovinha de cerdas moles para pentear o cabelinho de um recém-nascido, o aspirador nasal, o escovilhão para lavar os biberões, assim como tetinas e biberões novos, discos de amamentação, produtos de higiene, fraldas, compressas, cinta pós parto. Falta-me acessórios que, não sendo essenciais, dão alegria à preparação do que é esperar por um filho e preparar o seu canto, como uma caixinha de música, um simples móbil para o berço, intercomunicadores,l ou um prende-chuchas para a roupa. Enfim, a lista é tanta e tão grande que só de pensar nela ou estar a escrever o que ainda me falta me deixa ansiosa e frustrada. Bem sei que nada disto é super essencial, que o importante é ele estar e nascer bem, dentro do tempo devido, mas a ausência destas pequenas coisas conspira contra mim, consumindo-me a alegria da espera.
Um dia de cada vez tento mentalizar-me, sendo que amanhã é dia de consulta e ecografia. Vamos saber de que tamanho e peso aproximado está o Afonso e como anda este colo do útero - as dores ultimamente têm sido muitas, principalmente à noite - por isso todo o cuidado é pouco. 
Até lá celebro a data de hoje e festejo mais uma etapa alcançada mesmo que o tempo e as horas conspirem contra mim. 

29.

terça-feira, abril 07, 2015

dormir juntos,sim ou não?


Quando o espaço de uma casa não é muito e enquanto a mudança para uma maior não acontece, todas as opções de quarto têm de ser estudadas ao detalhe decidindo em função do bem comum e do que resulta melhor para todos. 
Aqui em casa e com uma filha mais velha que, quando o Afonso nascer terá quase 7 anos de diferença, estudamos de que forma podemos reunir num só quarto dois irmãos de diferentes sexos e com idades já tão díspares. Já para não falar de que o quarto dela é uma visão de cor de rosa acompanhada de barbies, nancy's e pinypons e de agora, com a entrada para o primeiro ciclo, gostar de ter o seu canto, a sua secretária, estar entretida a escrever e no seu mundo - já cada vez mais de 'crescida' e menos de menina. 
Durante os primeiros meses de vida do Afonso esta questão de dormirem no mesmo quarto não se manterá - porque, como já o disse aqui, teremos o berço no nosso - mas a minha experiência de mãe de segunda viagem diz-me que quanto mais cedo o passar para um espaço dele, melhor. Lembro-me que com a Madalena a tirei do nosso quarto com seis meses e, pela primeira vez nesse período, tivemos todos, a noite mais tranquila. Resultou tão bem que sempre disse à boca cheia que, quando viesse o segundo nem iria esperar tanto tempo, que o mudava antes de fazer seis meses.
Por muito que nos custe ou que seja prático ter o bebé no nosso quarto e mesmo ali ao nosso lado, a verdade é que não é só o nosso sono que sai prejudicado, o deles também! A Madalena passou a dormir muito melhor assim que a mudei para o seu quartinho, mesmo que nessa noite eu tenha ficado a sentir-me meio amputada. Claro que acordava várias vezes, mas não tantas como anteriormente onde, ao mínimo barulho, ruído, tosse da nossa parte, espirro ou simples som, ela dava sinal e ficava várias horas sem dormir. 
Sete anos depois deparo-me com essa experiência mas a viver numa casa menor que a anterior, onde a única opção possível passa por mantê-los juntos. Basicamente o Afonso passará do nosso quarto para o quarto da Madalena e, para isso acontecer, teremos de fazer adaptações ao espaço que, por agora, é só dela, arranjar forma de dois irmãos conviverem e de partilharem sem zangas, apesar de idades tão diferentes. Ela anda super entusiasmada e diz que quer partilhar o quarto com o irmão, mas tenho algum receio de que quando ele estiver cá fora ela mude de ideias e já não ache assim tanta piada, ou quando tivermos de retirar coisas do seu quarto para colocar as do irmão ela se ressinta.
Na nossa opinião achamos que, durante mais uns 2 anos a situação de partilha de quarto ainda seja viável, até porque o pai desta casa tem uma diferença de 7 anos da irmã e durante a infância partilhavam quarto. 
E desse lado, há experiências semelhantes? Contem-me tudo!

segunda-feira, abril 06, 2015

A pele que há em mim (na gravidez)

Nem sempre é fácil sentirmo-nos bonitas na gravidez. Não só o corpo sofre alterações profundas, alterando a nossa imagem, forma e deixando-nos com uns quilos a mais, como a pele também muda devido às hormonas. Quem tem tendência a ter pele seca a muito seca (como eu), é provável que a mesma fique ainda pior - que é precisamente o que me tem vindo a acontecer. 
Claro que o estar em casa e com mobilidade reduzida também não ajuda nada à auto-estima e tenho feito um esforço tremendo para não cair no desleixo ou no facilitismo - para meu próprio bem! - mas confesso que nem sempre é fácil e muitas vezes acabo por optar pelo mais fácil ou o mais cómodo. Afina, os meus dias não são mais do que arrastar-me da cama para o sofá e vice-versa.
Sempre fui uma pessoa que gosta de se arranjar, que TODOS os dias se maquilha, que sempre foi vaidosa, que gosta de moda e de estar a par das últimas tendências, com um espírito crítico apurado no que diz respeito ao que me fica ou não bem e do que me favorece ou não. Assumo-o sem medos e sem vergonhas. Gosto de me sentir bem, de tratar de mim e de gostar do que vejo no espelho, mas ultimamente não tem sido nada fácil manter o astral positivo.
Neste momento não possuo roupa que me valha. Se até ser internada andava com a roupa de sempre que ainda me servia apesar da barriga, desde que fiquei 'retida' em casa que a mesma cresceu exponencialmente e, como tal, a roupa deixou de me servir ou fica-me curta. Como estou em casa não me preocupo muito, mas sinto-me um pouco desleixada e é uma sensação que me deixa desconfortável. Nunca fui mulher de calças de fato de treino e sweatshirt.
Depois, a imagem. Apesar de só ter engordado 7 quilos a verdade é que me sinto enorme. Não o consigo explicar. Acredito que o facto de andar desmotivada também não ajude a viver toda a situação com a alegria que era suposto ou que senti quando estive grávida da primeira vez. Não consigo olhar ao espelho e achar que estou 'radiosa' - palavra tantas vezes utilizada pela maioria das pessoas descrever as grávidas. A minha pele do rosto sofreu alterações. Sinto-a mais seca e com pequenas manchas ou pequenas borbulhas. Quando me maquilho e aplico um fond de teint consigo disfarçar e fico com um ar mais apresentável, mas as olheiras - que têm sido as minhas companheiras dos últimos meses - não me largam e não as consigo disfarçar totalmente. A verdade é que as insónias continuam, logo, há um fundamento. Mantenho diariamente o meu ritual de beleza de sempre e nunca me deito sem tratar da pele. Aplico sempre um creme de dia hidratante pela manhã e à noite faço a limpeza devida da pele, com leite desmaquilhante + tónico, seguido de creme de noite anti rugas. A idade já não perdoa deslizes e tento não facilitar.
E depois vêm as estrias, ou melhor, a prevenção das mesmas. Na primeira gravidez tive um cuidado louco com esse assunto e tal não invalidou que ficasse marcada por uma série delas na barriga. Nesta gravidez e tendo já essa experiência de antemão tenho prevenido até à exaustão. Até agora tem resultado, nem uma no horizonte, mas a verdade é que o terceiro trimestre ainda agora começou e é neste período que a pele da barriga mais se expande. Comprei recentemente na farmácia o novo creme da Barral com óleo de amêndoas doces e tem sido o meu companheiro inseparável nessa demanda. Eu já utilizava o Barral creme gordo original, que se compra nas grandes superfícies e para-farmácias, mas esta nova versão reforçada com óleo de amêndoas doces só se compra em farmácia. É um pouco mais caro que o tradicional, mas acredito que para quem, como eu, tem a pele seca a muito seca, os resultados e a diferença de preço compensem. Tenho estado tão satisfeita com o mesmo que até o tenho aplicado na cara, nas mãos e em todas as zonas onde sinto a pele mais áspera que o habitual como pés ou joelhos. Afinal, um pouco de hidratação nunca fez mal a ninguém. 
Outro grande aliado tem sido o Bio Oil - outro produto relativamente recente para o cuidado anti-estrias e pele envelhecida ou desidratada. Aplico-o na barriga, nos cotovelos e até na pele de contorno dos olhos - que é mais sensível e que, ultimamente, tem andado muito fina e a notar-se as primeiras rugas e linhas de expressão - e só lamento a embalagem ser tão pequena porque se vai num ápice, como podem comprovar pela imagem a que tenho cá em casa está à beira do fim. 
Estes têm sido os meus principais aliados na prevenção de estrias e cuidados durante a gravidez e que, espero, também me acompanhem na prevenção pós-parto. Acho que um dos motivos pelo qual fiquei com algumas estrias na primeira gestação apesar de todos os meus cuidados foi ter sido tão desleixada após o nascimento da Madalena. Enquanto estive grávida tratei de mim com todo o mimo, hidratava a barriga várias vezes ao dia e preveni-me, mas após ela ter nascido nunca mais me lembrei de o fazer e tenho a certeza de que esse foi o meu principal erro. A prevenção deverá ser tão importante pré como pós parto e desta vez estou decidida a não repetir a mesma asneira, mas também tenho consciência de que quem já tem estrias de uma primeira gestação, na segunda as mesmas tendem a piorar. Vamos fazer figas para que tal não aconteça, eu, pelo menos, prometo fazer por isso para bem da minha auto-estima enquanto mãe e mulher.

enxoval, 28 semanas and counting


Aos poucos, muito aos poucos, o enxoval do baby Afonso vai-se compondo. Isto de estar limitada em casa e nos movimentos físicos tira metade da piada de se ir criando o enxoval do bebé e preparando todos os pormenores, mas com a ajuda da família, de amigos e da internet, vamos tirando ideias e organizando algumas coisas para não estarmos completamente desprevenidos caso se vá parar ao hospital mais cedo do que é suposto. Por isso, já possuo uma série de pequenos conjuntos lavados, bodies, casaquinhos, meias, carapins, lençóis e fraldas de pano bordadas ou mantinhas que, graças à minha mãe, já se encontram "ready to wear". Este fim-de-semana pascal também se montou o berço no quarto e espero, ainda esta semana, conseguir ter a cómoda pronta onde possa ir colocando e guardando tudo.
Uma vez que optámos por ter o berço e cómoda a servir de trocador no nosso quarto, teremos de fazer algumas alterações logísticas em casa por motivos de espaço, o que implica também reorganizar o próprio quarto e a sua disposição. (O que pode ser um verdadeiro jogo de tetris se o m2 for coisa que não abunda!) Mas com calma e paciência acredito que vamos conseguir um resultado bonito e harmonioso. No Pinterest possuo um álbum denominado "nursery room" onde vou guardando algumas imagens e ideias que me podem servir de inspiração e estes que partilho aqui, são alguns dos meus favoritos. Logo no início deste post poderão também ver algumas das fraldinhas e lençóis que fazem parte do enxoval do baby A. 
Não são um mimo?

quinta-feira, abril 02, 2015

OakHey

Chegou finalmente a surpresa que tinha pensado para o Dia do Pai mas que, devido ao meu internamento e últimos percalços, trocou-me as voltas e só agora, quase 15 dias depois, chegou a casa. O tempo de espera não desiludiu, antes pelo contrário! De presente de Dia do Pai fica agora como presente de Páscoa para o pai desta casa. E hoje faremos a surpresa! :) 
Trata-se de uma t-shirt encomendada através da OakHey, que tem página de FB. A Teresa, a pessoa responsável pelas encomendas, foi sempre super prestável, tendo-me dado desde o início um voto de confiança, uma vez que tinha feito a encomenda mas depois, como fui internada de urgência, ainda não tinha tido oportunidade de pagar a mesma. E não é qualquer um que faz isso a um perfeito desconhecido que pode nunca mais dar notícias e deixar-nos com uma encomenda pendurada em mãos. 
Espreitem a página e vejam as várias sugestões disponíveis. Podemos personalizar e escolher as cores - a minha escolha recaiu para o azul escuro, já que possuo um pai com gostos muito clássicos - e para a simples mensagem "Pai desde 2015". Claro que ele na realidade já é pai há muito, muito tempo mesmo! Todos os dias! Mas este ano é que será, finalmente, reconhecido como tal.
Esperemos que goste tanto quanto eu estou para aqui em pulgas para lhe mostrar! 

terça-feira, março 31, 2015

27 semanas


Ainda não falei aqui da minha consulta na MAC a semana passada. Como estive internada na maternidade agora sou seguida lá, nas consultas de gravidez de risco e deixei de ir à minha obstetra. Claro que antes tive oportunidade de lhe ligar e falar com ela a explicar o assunto e ela concordou que, face à situação, faz todo o sentido passar a ser seguida lá. Na 5ª feira lá fui, esperei um bocadinho mas fui rapidamente atendida pela Dra. Isabel Nogueira, de quem gostei muito. A partir de agora, à partida, será ela que me acompanhará até o Afonso nascer. Pareceu-me boa profissional, bastante competente e experiente e numa rápida pesquisa pela net sobre ela, as opiniões que encontro de todas as grávidas e mães são super positivas.
O diagnóstico traçado foi o seguinte: barriga e tamanho da mesma de acordo com a fase de gestação, peso 'OK' (até agora engordei 7 quilos, um por mês, o que não está nada mal), tensão boa e bebé com bons reflexos e com o coraçãozinho a bater rápido como se quer, quanto ao colo do útero é que não há volta a dar e, como tal, as recomendações foram de repouso total, sem autorização para cozinhar, estender roupa, passar a ferro, aspirar, subir escadas, enfim, não fazer absolutamente nada de nada a não ser descanso, descanso, descanso até às 34 semanas, ou "corre o risco de voltar a ficar cá".
Por isso tenho acatado. Contrariada, mas acatado. Há dias em que tantas horas deitada ou sentada no sofá me deixam quase 'quadrada' e sem posição, em que fico com a neura e farta de estar fechada em casa, não conviver nem falar com quase ninguém e de sentir o tempo a passar e eu com tudo por organizar. Há outros em que consigo levar melhor, mas toda a situação deixa-me um pouco à beira de um ataque de nervos. A verdade é que esta gestação não tem sido muito tranquila e emoção é coisa que, ultimamente, não tem faltado.
Na próxima semana volto à maternidade para fazer ecografia e avaliar o tamanho do colo do útero e nova consulta com a Dra. Isabel. Até lá tenho de descansar bastante, fazer pouco ou nada e ter muitaaaaaaa paciência. 
Bem me dizem para ler, ver séries e filmes ou escrever, mas a verdade é que não tenho vontade de fazer nenhuma dessas coisas. Sei que parece um contra-senso, mas é como se tivesse perdido a vontade de fazer o que quer que seja e só me apetece fazer aquilo que não posso. (Tal como a canção do António Variações, 'Estou bem onde não estou, só quero ir aonde não vou...").


segunda-feira, março 30, 2015

o dia em que o meu coração quase parou


29 de Março. 7h30 da manhã. Domingo. Num dia em que julgávamos que ia ser apenas mais um pacato dia de fim-de-semana, em casa - dada a minha situação - revelou-se ser exactamente o oposto.
Ainda estávamos deitados e a dormir quando acordámos sobressaltados com três ou quatro fortes barulhos que se assemelhavam a tiros e alguém a gritar na rua "Chamem a Polícia". Levantámo-nos e descemos as escadas em direcção à janela da sala para espreitar e ver o que se passava. Sei que ao mesmo tempo foi um erro. Se de facto houvesse alguém aos tiros na rua nunca deveria de ir à janela, abri-la e pôr-me à espreita, mas algo me dizia que não era isso o que estava a acontecer... e de facto, não era. Assim que abri a janela, coloquei a cabeça de fora e olhei para o lado, entrei em pânico. Do prédio vizinho saíam labaredas e fumo negro e quando vi as chamas tão perto do telhado da minha casa julguei que todas as nossas coisas iam arder. Paniquei. 
Ligámos logo para o 112 e constatámos que já estavam avisados. Foi também aí que percebemos que o incêndio (ou explosão) não era no prédio imediatamente ao lado do nosso mas no seguinte. Apesar de saber isso não fiquei mais tranquila. Moramos num último andar, as chamas estavam no telhado e podia ser uma questão de segundos até chegar ao nosso e levar tudo avante. Ainda consciente do que deveria de fazer e com a sensação que teríamos de abandonar o edifício o quanto antes, decidi subir ao quarto para me vestir e não ir parar à rua de pijama. Consegui, em menos de nada, vestir umas calças e uma blusa, calçar-me, agarrar num casaco mais quente e ainda na minha mala e nos documentos, assim como numa foto da minha filha que, felizmente, não estava em casa connosco encontrando-se a passar as férias da Páscoa com os avós. Enquanto isso a polícia já havia chegado e batia com força na porta de entrada mandando-nos sair o quanto antes. Olhei por uma última vez para a sala e ainda fui ao quarto da Madalena ver se conseguia trazer alguma coisa. Despedi-me, literalmente, das coisas. Descemos e saímos para a rua.
Na rua os bombeiros já haviam chegado e as pessoas aglomeravam-se. Vizinhos e curiosos, carros da polícia, ambulâncias. Senti-me enervada durante alguns minutos e juro que temi o pior. Devido ao meu estado de gravidez de risco a polícia fez-me sentar dentro do carro deles - foram super prestáveis - e decidiram chamar o Inem para me observar. Eu achei desnecessário, mas lá acatei. Preferia não olhar para o espectáculo dantesco que lavrava no topo do segundo andar do prédio vizinho. Passaram-se horas nesta situação, mas devido à rápida intervenção dos bombeiros o fogo foi controlado e não alastrou aos prédios vizinhos. Depois de observada na ambulância do Inem e de me ter recusado a ir até à Mac, a única coisa que detectaram foi que tinha os valores da glicémia no limite e que tinha de me alimentar. Os polícias arranjaram-me uma barrinha de cereais e uma pêra e obrigaram-me a comer, mesmo quando lhes disse que ia ao café e que não queria estar a comer-lhes o snack que tinham trazido para eles. Não adiantou, aliás, se há coisa que aprendi no meio desta situação toda é que não se discute ou faz teimosia com um polícia, não adianta, eles metem cara de maus e munidos da sua autoridade acatamos e comemos tudo sem piar, como se tivéssemos 3 anos. Com toda a confusão instalada na rua chegaram também os jornalistas e os canais de televisão que procuravam pessoas para dar a cara e contar o que passou. Quando me viram, grávida e junto a um carro da polícia vieram na minha direcção e começaram logo a fazer perguntas com a câmara ao ombro. Disse logo que teria todo o prazer em ajudar, mas que não aceitava ser filmada. Só me faltava aparecer na televisão por causa de um incêndio na minha rua e deixar toda a família que aindannão tinha conhecimento da situação, em polvorosa - os meus pais ainda nem tinham acordado, nem eu ligado a informar do que se passava. 
Apareceram por isso as minhas vizinhas do primeiro andar e do rés-do-chão, mas nenhuma delas ouviu as explosões que nós ouvimos, apenas foram alertadas pelo que se estava a passar quando a polícia lhes bateu à porta a mandar sair.  Era perto do meio dia quando nos deixaram ir para casa com indicação de fogo extinto e de segurança no prédio. Finalmente pudemos vir descansar e eu estender-me. Acabámos por ver ainda o Jornal da uma da tarde e os directos da TVI, já com a situação controlada e o incêndio extinto apesar de todo o imóvel ardido ter ficado destruído. Fala-se num curto circuito, mas a verdade é que não sabemos muito bem o que esteve na sua origem.
Toda esta situação fez-me ter várias certezas: a primeira é que quero sair daqui o quanto antes. Já tínhamos a casa à venda e depois desta situação é mais que garantido que quero mesmo mudar-me. Eventualmente só o poderei fazer depois de o Afonso nascer - dada a minha situação - mas se se proporcionar antes, não quero saber, nem hesito. 
Segundo, é que num momento de aflição, tudo é descartável e relativizamos a importância que damos às coisas. Claro que são as nossas coisas, têm valor sentimental, custaram-nos a ganhar, trabalhámos para as ter, não as queremos perder, é uma vida inteira dentro de uma casa, mas não adianta ter muita coisa, acumular muita tralha, ou não nos libertarmos daquilo que não nos faz falta... porque num momento como o de ontem, podemos perder tudo em menos de um nada.
E essa é a verdadeira lição a tirar desta situação toda. A partir de agora vou tentar focar-me no que é realmente importante e tentar ser mais despojada, dar valor ao que realmente importa.
É que apesar de ter corrido tudo bem (dentro dos possíveis), hoje não consigo deixar de sentir uma sensação de insegurança e de medo por estar sozinha em casa.

quarta-feira, março 25, 2015

Expectante

 
Amanhã é dia de voltar à MAC, à consulta de gravidez de risco, para saber se este repouso forçado vai para 3 semanas tem dado frutos. Estou ansiosa e expectante. Por um lado a perspectiva de sair de casa apenas para ir à Maternidade, apanhar ar, ver gente, sentir a cidade pulsar, anima-me! É este o ponto a que a minha vida chegou, quando uma saída de casa para ir ao hospital se torna o momento alto da sua semana atípica. Por outro, tenho receio de estar demasiado entusiasmada e com a esperança de ir ter boas notícias e de me dizerem que nada mudou e que o repouso continua a ser a palavra de ordem, que não posso fazer grandes movimentos e que tenho de estar quietinha.
à verdade é que sempre que me mexo um pouco mais ou faço algumas coisas em casa o corpo acusa e as dores aparecem. Só mesmo quando estou a maior parte do tempo deitada é que não sinto incómodo de qualquer espécie, mas esta minha natureza inquieta deixa-me a fervilhar por dentro.
Descubro, no cartão da máquina, fotos antigas do verão passado, em Monsaraz, sobre a planície alentejana. Resquícios de um fim-de-semana cheio de paz, boa comida e muita cumplicidade a dois. Como é possível ainda não lhes ter dado a atenção que merecem? Espero que, mesmo sem poder voltar ao alentejo nos próximos tempos, depois de amanhã consiga ter ânimo e liberdade (mesmo que reduzida) para acabar o enxoval deste miúdo e organizar a casa. Sem dores, sem medos e sem sustos.
 
Fingers cross.
 

segunda-feira, março 23, 2015

Spring & baby books

Com o começo da nova estação e com a minha situação ainda restringida em termos de movimentos, tive direito a tulipas para animar o meu estado de espírito que, diga-se de passagem, já conheceu melhores dias. Flores sempre foram um bom motivo para me animar e este fim-de-semana que passou tive direito não a um mas a dois bouquets. Cada um com as suas cores e beleza, ambos maravilhosos e com o poder de me fazer parar e pensar que, na vida, temos mesmo de apreciar estes momentos e estarmos gratos pelos amigos que nos chegam, pelo amor que nos dão e pelas manifestações de carinho inesperadas. É uma verdadeira bênção.
Ainda este fim-de-semana tive oportunidade de folhear os baby books que li e comprei quando estive grávida da Madalena. Estiveram emprestados estes anos todos e agora regressaram a casa, em parte, porque eu própria e passado tanto tempo, sinto necessidade de os voltar a ler, recordando-me das rotinas, dos conselhos e da logística que implica ter um bebé recém-nascido novamente na vida do casal e família. Pode parecer um pouco tonto, mas dou por mim a pensar se ainda saberei organizar-me em termos de horários e rotinas ou se, simplesmente me esqueci, como se alguém me tivesse passado uma borracha no cérebro. Quase 7 anos entre uma gravidez e outra é muito tempo e ontem dei por mim a lê-los com a avidez e a descoberta como se fosse mãe de primeira viagem. Tenho a certeza de que quando tiver o Afonso nos braços, as recordações e aptidões anteriormente aprendidas e entretanto esquecidas, voltarão a dar sinais com a clarividência de um sabor de experiência feito. (Ou assim espero) Mas, nos entretantos, não custa nada sentir-me mais segura e procurar conselhos e dicas úteis que, independentemente do número de filhos que se tenha, acredito que darão sempre jeito.
Um dos livros que me serviu de quase 'Biblía' durante o primeiro ano de vida da Madalena foi este "What to expect the first year" e além de ser super completo e abranger quase todas as inquietações das mães durante o primeiro ano de vida do bebé, é uma preciosa ajuda, tem exemplos e situações partilhadas por outras mães e muitas dicas preciosas. Mandei vir pela internet, pode ser encomendado na Amazon e é em inglês, mas é de fácil leitura e vale a pena.
Por isso, eu até posso não ter ordem para sair de casa e passar a maior parte do meu tempo deitada que a verdade é que já vou tendo algumas coisas com que me entreter.
E as flores dão sempre uma ajuda.

quinta-feira, março 19, 2015

Dia do Pai

Não podia deixar passar este dia sem dedicar algumas palavras ao futuro pai desta casa. Apesar de ir experimentar pela primeira vez as emoções, a sanguinidade e os sentimentos reais do que é ver um filho nascer e ser "pai" na verdadeira acepção da palavra, o PAI desta casa já o é há muito tempo, mesmo que a relação não seja de sangue. A forma como se preocupa, como ensina, como protege, como cuida, como educa e como ama a minha filha, que acolhe e trata como sua, é a maior prova que o universo me podia dar de que PAI não é apenas aquele que dá o nome ou o cromossoma que define o sexo do bebé, mas aquele que todos os dias se esforça para que nada lhe falte - em todos os sentidos possíveis.
Não duvido, nem por um minuto, que esta nova aventura - que é ter um bebé recém nascido em casa - o irá mudar (ainda para melhor), mas que este curso intensivo onde ele tem tido nota máxima, só comprova aquilo que sempre achei dele: que vai ser (mas já é) o melhor pai do mundo!
 

Pequenas perdições

Quando a minha filha nasceu tinha preparado vários conjuntinhos mimosos e vários cueiros que levei para a maternidade e que ela usou nos primeiros dias de vida. Confesso que gosto de ver os bebés recém-nascidos com cueiros e que são bastante práticos nos primeiros dias, sendo fácil e rápido mudar a fralda ou trocá-los. A minha marca de eleição na altura foi a laranjinha, comprei vários cueiros, simples, de algodão mas muito mimosos, com padrões de flores e bolinhas em tons de rosa que a deixavam a parecer uma boneca sem estar demasiado vestida com folhos ou fitas de cetim. Eram simples e práticos, deixando o bebé confortável.
Para o Afonso gostava de conseguir encontrar alguns cueiros em tons de azul que cumprissem os mesmos requisitos, mas impossibilitada que estou de andar a bater o pé nas lojas à procura do enxoval perfeito, fico-me pela internet e por algumas peças da nova coleção da marca - já para mais crescidos, é certo - mas igualmente mimosas, frescas e tentadoras, que fazem as minhas delícias! (E claro, sem deixar de espreitar as coisas de menina, que continuam a ser uma perdição!)
 

quarta-feira, março 18, 2015

relato de um internamento e de uma mum-to-be acamada

Depois de alguns dias de silêncio e de descanso forçado, achei que estava na hora de dar notícias. A verdade é que tenho aproveitado esta paragem para descansar bastante e confesso que me tem faltado a vontade de estar ao computador ou de escrever o que vou sentindo. Hoje decidi contrariar essa tendência, até porque a minha situação não é única, há imensas mães que passam a gravidez em casa e condicionadas nos seus movimentos e, quem sabe, até podem ler este blogue e decidir deixar-me uma mensagem a partilhar as suas próprias experiências.
Depois de 4 dias internada na Maternidade Alfredo da Costa, onde fui muito bem tratada - é verdadeiramente de louvar aquelas pessoas e equipa que tudo fazem pelo bem-estar das mães e dos seus bebés - tive finalmente alta para ir para casa mas com muita cautela e, acima de tudo, juízo. O meu colo do útero às 24 semanas estava com 24 ml, ou como um médico da Mac o apelidou, "com os mínimos olímpicos", mas como não apresentava sintomas de contrações nem perdas de sangue ou líquido amniótico, lá me liberaram. Um colo tão curto com tão pouco tempo de gestação pode significar uma série de coisas pouco agradáveis nesta fase, como por exemplo: um parto prematuro e um bebé a lutar pela vida numa unidade de neonatologia. E nós não queremos isso. Queremos que o menino Afonso cresça o que tem a crescer  até ser a hora prevista para vir cá para fora conhecer o mundo. Ou como diz uma amiga minha, "esse miúdo tem de ter calma que as noites ainda estão frias".
Esta paragem forçada veio destabilizar todas as prioridades e tudo aquilo que imaginamos durante uma gravidez. Uma delas é a própria relação e dinâmica familiar. De um momento para o outro sou atirada para uma cama, impossibilitada de trabalhar e de fazer o que quer que seja em casa. Quando se tem uma filha mais velha a necessitar de atenção, não se tem pais ou sogros por perto, ou empregada, não é fácil. Vale-me a enorme ajuda e boa vontade de um pai dedicado e incansável que tem sido mais do que um braço direito, tem sido um companheirão.
Em casa os dias passam a uma velocidade vertiginosa e o tempo escorre-me sem dar por ele porque sinto que não faço nada de útil para além de ver televisão e comer. É algo que me tem feito pensar bastante, a forma como percepcionamos o tempo numa situação destas. Quando estamos a trabalhar passamos os dias a querer ter tempo para estar em casa, dormir um pouco mais de manhã, ou simplesmente não fazer absolutamente nada. Quando temos tanto tempo livre e nem sequer podemos sair da cama ou do sofá, perdemos a noção do ritmo da vida lá fora. Os dias sucedem-se em cadência e a pressão das horas desaparece tornando-se mais libertadora, mas também mais angustiante. Há dias em que acordo mais animada do que outros e depois há dias em que me sinto apenas dormente. Tanto tempo livre e sozinha deixa-me com muito com que pensar, o que nem sempre é bom.
Outra coisa que me deixa um pouco frustrada é o facto de não conseguir adiantar nada para o enxoval do bebé, nem sequer preparar o quarto. Ainda não tinha tratado de quase nada e, nesta condição, as probabilidades de o fazer são reduzidas. Sei que tenho de ter calma, não querer tudo de uma vez, qual avalanche, mas esta sensação de que tenho 2/3 meses - na melhor das hipóteses - e que não tenho nada tratado, nem quarto, nem berço, nem mala, nem roupa, deixa-me bastante angustiada.
Estar grávida já é um turbilhão de emoções fortes, estar grávida, parada e privada de fazer a maior parte das coisas deixa as hormonas numa montanha russa difícil de controlar.
Espero que seja mesmo apenas temporário e que na próxima consulta tenha boas notícias. Até lá, muita calma e paciência e fé! Acredito que com o repouso e a calmia que a minha vida se tornou, ao contrário do que era, ajude este menino a crescer forte e saudável. Para terem uma ideia, em apenas 5 dias na Maternidade, este pequeno "texugo" engordou 140 gramas, passando dos 600 para os 740 gr.
Acho que esta paragem deve ter sido uma manobra que o menino Afonso engendrou para que a senhora sua mãe pare, leve uma vida mais calma e engorde. E eu, como menina bem mandada, obedeço-lhe.
Aqui ficam algumas fotos tiradas durante o internamento. Mais uma vez refiro, toda a equipa da Maternidade Alfredo da Costa foi/é incansável, bem humorada, simpática e prestável. Nos dias em que estive internada não vi uma cara menos simpática, uma palavra mais áspera a algum pedido de qualquer uma das muitas grávidas ali internadas, ou uma queixa. E realmente fez-me pensar como é que pessoas tão dedicadas aos outros trabalham todos os dias com tão fracos recursos e condições. A maternidade desenvolve um trabalho fundamental continuando a provar, diariamente, a necessidade da sua existência. Pude comprová-lo na pele, com material a necessitar de ser substituído e de pessoas que, apesar das adversidades não se queixam e estão sempre de sorriso aberto para nos receber com todo o carinho. Isto sim, é verdadeiro serviço público de saúde e não tem preço!
 
 
A televisão do meu quarto demorava cerca de 10 a 15 minutos a 'aquecer' quando era ligada. O ecrã era minúsculo, mas depois de pronta transmitia os 4 canais na perfeição. Tv cabo é coisa de gente rica. Aqui vai-se para a cama cedo.

As refeições foram o que mais me custou durante o internamento. A falta de sal e comida insípida é algo que me deixa uma pessoa infeliz. Quem me conhece sabe que um dos meus maiores prazeres reside num bom prato e andar 4 dias a comer massa com carne na maioria das refeições deixou-me a salivar por todo o tipo de coisas mais... mais... substanciais! Esta foi a única refeição em que tive direito a um docinho - o arroz doce - que veem ali em cima. Foi logo no primeiro dia de internamento. Deve ser uma espécie de "recepção de boas vindas", mas como diz o ditado: 'O que é doce acaba depressa'.

Durante os dias em que estive internada a minha filha foi-me visitar em dois deles. Num trouxe este postal em forma de flor, com esta frase escrita por ela, na sua letrinha de primária! Está tão grande e crescida que confesso que ouvi-la ler ou escrever ainda me provoca sentimentos ambíguos. É muito para um coração de mãe assimilar!

Nas palhas deitada, nas palhas estendida. Assim foram - e continuam a ser - os meus dias. A minha cama era a número 13. Sorte ou azar? Não sei, mas nós cá continuamos, seguros e constantes, como a canção, a contrariar superstições.
 

quinta-feira, março 12, 2015

paragem forçada

 
 
 
Não tenho dado notícias nem actualizado este blogue porque, infelizmente, fui forçada a uma paragem forçada durante 5 dias com direito a internamento.
Agora, que já estou em casa e tive alta do hospital é tempo de sossegar, de descansar e de muito repouso para que este menino, de seu nome Afonso - by the way - cresça forte e saudável e sem ideias de vir a este mundo mais cedo do que o previsto!
A quem sairá ele apressadinho? Humm? ;)
Prometo que ainda hoje vos faço um registo mais detalhado do sucedido, mas por agora senti-me na obrigação de apenas dar notícias e dizer que estamos bem e já em casa após um grande susto.

sexta-feira, março 06, 2015

Onde comprar a mobília do quarto? No Ikea, pois claro!

Sou uma grande fã da loja Ikea, sempre o assumi. Quando estive grávida da Madalena foi lá que adquiri a maior parte dos móveis que compunham o seu quarto, do berço ao trocador, passando pelas toalhas de banho, roupa de cama - uma quantidade louca de edredons com padrões muito divertidos para as crianças - e, por tudo isso, nesta segunda volta irei repetir a experiência. Nao só porque possui soluções giras, práticas e a preços super acessíveis, como permite uma montanha de adaptações que acompanham o crescimento e de excelente qualidade. Não sou apologista de que se deva de gastar uma fortuna numa mobília ou quarto de bebé até porque os miúdos crescem num instante e rapidamente as coisas necessitam de ser trocadas, mas se investirmos em algumas boas peças que depois, mais tarde, possam ser conjugadas com outras mais adequadas a uma idade já mais crescidinha e não tão baby, é perfeito. Um bom exemplo disso é esta cómoda da gama Hemnes. Comprei-a quando estive grávida da Madalena e vou voltar a comprar outra para o quarto do Afonso. É branca, básica, com umas linhas clássicas como eu gosto, as gavetas são fundas - levam mesmo muita coisa - e consigo torná-la numa cómoda cheia de pinta e adequada a um menino simplesmente trocando os puxadores. Para o quarto da Madalena comprei uns em cerâmica na Zara Home, para o Afonso vou tentar encontrar igual em azul ou cinzento e vai ficar perfeito!
O bom nesta cómoda é que permite que se utilize no quarto do bebé e mais tarde, quando já são mais crescidos, pois podemos facilmente trocar a cama e ela continuar a servir de apoio ao quarto sem ser uma peça demasiado 'abebezada'. (Além disso, os trocadores podem sempre ser trocados por outros à medida que a criança cresce!).
Ainda hesitei durante muito tempo nesta gravidez se compraria ou não um móvel trocador. Acho que desta vez não o irei fazer. Vou tentar ser mais prática e colocar um colchão muda fraldas em cima do tampo da cómoda com uns cestos com os produtos de higiene ao lado. Neste momento o espaço em casa não é muito e se não mudarmos para outra nos próximos meses a palavra de ordem é simplificar. Também há que aproveitar as mais valias de ser mãe de segunda viagem para saber o que é essencial e o que pode ser simplificado ou melhorado. Vou por isso arriscar e fazer a experiência. Além disso, de 5 a 15 de Março todas as cómodas estão com um desconto em vale Ikea de 15% para membros Ikea Familly, vale mesmo a pena!
Também na escolha do berço vou optar pelo mesmo modelo - já que não possuo o anterior. O modelo Gulliver sempre me encheu as medidas. Gosto de caminhas de grades brancas, simples e sem floreados ou bonecos. Este tem ainda a vantagem de poder ser retirada a barra lateral e de à medida que a criança vai crescendo e ter outra mobilidade e autonomia, poder entrar e sair da caminha à sua vontade ou de a mesma ser transformada numa espécie de 'sofá de quarto'. Dá perfeitamente até aos 2 anos e meio. Também existem umas pequenas barras laterais que na altura também comprei para a Madalena e que permitem que eles não caiam da cama durante a noite quando já se levantam.
 
A composição que o Ikea disponibiliza no site, não fica o máximo? Eu adoro! Só gostava era de saber onde encontro aquele trocador também da gama Gulliver já que não o vejo no site em lado nenhum nem nas lojas!
 
 
Por fim, fiquei a saber esta semana que o Ikea vai ter peças de mobiliário 'inteligente' que integra carregadores de tablets e smartphones! Para quem, como eu, dorme com o telemóvel ao lado a servir de despertador e que tem de o deixar a carregar durante a noite vai dar um jeitaço! E o design? Giro e disponível em móveis, candeeiros ou secretárias. Aiii que não vai haver orçamento que me valha nos próximos meses!
 

masculino vs feminino

Na minha experiência de mãe de segunda viagem - pelo menos nesta fase da gravidez - ainda me é difícil 'educar' o olhar para as roupas de menino na hora de ir às compras. Tenho sempre a irressístível tentação de ver a oferta para menina e de ficar a suspirar com a variedade, lacinhos e vestidinhos comparada com as coisas para menino que acho, na generalidade, menos atractivas.
Ainda não defini um estilo fixo para o rapaz, há coisas que gosto muito e que são mais clássicas e depois há outras, mais despojadas, descontraídas e cool que também me fazem vibrar de emoção. A verdade é que também ainda não comprei muita coisa. Falta-me quase tudo, mas ando descontraída da vida como se ainda faltasse muito tempo quando na realidade já estamos a cerca de uns três meses de o ter nos braços. Há uma série de assuntos pendentes neste momento que me deixam bloqueada e sem saber como reagir, um deles é a casa e o desconhecer se até ao parto não terei de fazer uma mudança, mas só esse assunto é uma novela e por isso evito pensar muito nele. Vou levando os dias de cada vez, com o Afonso a mexer-se que nem um louco dentro da minha barriga. Sim, o nome escolhido recaiu sobre 'Afonso', depois de algumas indecisões. "Madalena" e "Afonso" soa-me bem. Gosto. O nome já está e hoje é dia de ir vê-lo outra vez já que a mando da médica irei repetir a ecografia morfológica. À partida está tudo bem, serve este exame apenas como despistagem e também para eu ficar mais tranquila. A morfológica que já fiz às 20 semanas foi tão rápida (demorou uns 15 minutos) que saí do gabinete meio atordoada. Uma morfológica que demora menos de vinte minutos, para mim, não pode ter sido feita com atenção nem com muito brio ou rigor profissional. Queixei-me à médica e hoje repito o exame. Vamos ver como corre ou se terei alguma experiência semelhante. Até poder adiantar mais coisas sobre o rapaz, se já cresceu muito, ganhou peso ou se afinal sempre se confirma que é menino, eis que este mês ainda consegui ir espreitar o último dia de  saldos da loja "Os Patinhos" e vim de lá com a carteira bem mais vazia e com alguns tapas fraldas, fofos e chambres para os dias mais quentes. Afinal o rapaz vai nascer no verão. Outra coisa que, para mim, ainda é difícil de mudar o "switch" já que a Madalena foi uma bebé de Inverno e tenho sempre tendência a achar que pode ficar com frio.
 
 

quarta-feira, março 04, 2015

Shake it off

"Bom dia mãe! Sonhei com a Taylor Swift! Estávamos a dar um concerto!"

Seis anos de gente e já uma pop star!


segunda-feira, março 02, 2015

Gravidez é estado de graça não de lamentação

Ontem aconteceu uma situação que me deixou um bocadinho fula, ou arreliada, vá. Se há coisa que uma grávida se habitua ao longo de 9 meses a ouvir e a responder, é à pergunta, "Então e como é que está a correr, está a correr tudo bem?". É banal, demonstra preocupação e boa educação. A generalidade das pessoas pergunta isto como desbloqueador de conversa relativamente à gravidez e espera uma resposta igualmente formatada, sem grandes complicações, politicamente educada e a bradar às maravilhas da gravidez e da maternidade como a utopia máxima da vida. Não estão por isso à espera que a pergunta 'kick-off' dê origem a um desenrolar de queixumes ou lamentações, de dores crónicas, de insónias, de problemas de circulação ou de como ainda só estamos a meio do caminho e já estamos fartas de estar grávidas. Não, dizer algo assim é quase uma heresia, é uma ingratidão, é "passar sentimentos negativos para o bebé", é porque és uma pessimista e não tens noção do quão afortunada és, ou do 'estado de graça' que atravessas. Aconteceu ontem perante a pergunta: "então ainda continuas com dores?", como se o facto de dizer tudo aquilo que, efectivamente sinto em relação a esta segunda gravidez, tivesse de ser omitido ou quanto muito 'floreado' para não ferir susceptibilidades. Porque ninguém gosta de ouvir uma grávida dizer que 'está farta de estar grávida'. Não, isso é ser uma ingrata-cabra-fria que não sabe reconhecer o dom que lhe foi concebido.
Meus amigos, saber eu sei e acreditem ou não, estou muito grata por isso. Mas se sinto dores, não durmo, não tenho posição para estar sentada ou deitada e tenho as pernas a parecerem as patas de um elefante às 23 semanas, querem que eu diga o quê? Que está tudo a correr às mil maravilhas só para ficarem contentes e ouvirem aquilo que pretendem? Ficar toda a gente satisfeita porque sinto aquilo que é suposto uma grávida sentir? O facto de estar farta de estar grávida - que, confesso, estou! - não significa que queira que o meu filho nasça já ou que desejo que algo de mal lhe aconteça. Não meus amigos, tenho inclusive muito medo que isso aconteça e quero que o mesmo aqui continue até ao tempo término de gestação, que nasça sem complicações e de preferência acima dos 3 quilos, que não necessite de incubadora e cuidados de neonatologia especiais (batam na madeira), mas isso não significa que eu não possa sentir-me saturada, com pouca energia ou vitalidade, stressada, com dores ou com vontade de exprimir o que me vai na alma. Se não gostam do que ouvem não perguntem. Se não estão preparados para ouvir a verdade não se ponham a jeito. E, acima de tudo, não me façam sentir culpada por dizer aquilo que realmente me vai na alma.
Meto-me a pensar nestas questões - que deveriam ser referidas com naturalidade e que as pessoas deveriam de entender e mostrar solidariedade sem dedos acusadores - e, sinceramente, fico a pensar que não é à toa que tanta mãe sofre de depressão pós-parto. As expectativas das maravilhas da maternidade são tantas - principalmente quando se trata do primeiro filho - as ilusões que se criam são tantas, o embelezamento e o quadro da 'família e bebé perfeito' é tanto que, quando isso não acontece e as mães se veem confrontadas com as suas próprias frustrações, dificuldades e realidade nua a crua, sofrem... e sofrem muito! Porque sentem que "não é suposto sentir aquilo que estão a sentir". Porque se culpabilizam pelo turbilhão de emoções e sensações a que estão sujeitas. Porque se sentem a explodir sem ter com quem desabafar, porque se o fazem em família - como aconteceu comigo ontem - têm o Carmo e a Trindade a cair-lhes em cima, com palavras solidárias como "estás sempre a pensar no pior" ou "isso até faz mal à criança". Não deveríamos todos de ser mais tolerantes? Já todos sabemos que um bebé é uma fonte de alegrias, sim, é verdade, nunca isso esteve em causa, mas não posso sentir que o processo a que estou sujeita até o ter nos meus braços exije demasiado de mim? Principalmente quando já se tem outro filho em casa, continuamos a trabalhar ao mesmo ritmo de sempre - como se não estivessemos grávidas - e não sentimos a mesma destreza e agilidade física da anterior gravidez?
Ou serei só eu a pensar assim? É que desculpem-me, mas não acredito MESMO que seja a única. Deve é haver muita mulher que tem vergonha de o admitir.