quarta-feira, agosto 10, 2016

Daqui a nada vamos a uma ante-estreia


Ver "Mas que família é esta?", uma comédia francesa feita de histórias de famílias refeitas, partilhadas, fragmentadas, entre casas, de malas às costas, mas cheias de diversão, divertimento e humor.

Tenho a certeza que vou adorar.

Dias insanos


De muito trabalho e pouco tempo. De textos e mais textos, de fechos, prazos, planos, de levar computador para casa e trabalhar até altas horas da madrugada. Dias com o horizonte das férias em mente, qual presidiária que faz traços na parede da cela, mesmo sabendo que não serão férias em pleno, porque do trabalho não me livro. Mas só a ideia de saber-me livre do escritório, sem o estar confinada a um espaço o dia inteiro, ou o poder andar descalça pela casa, em biquíni se assim me apetecer e sem a obrigação de saltos ou roupa apertada, faz-me voar. 
Dias insanos longe dos meus filhos, de quem morro de saudades e onde conto os dias para os ter de regresso a casa. 
Dias insanos de calor, de fogos, de bombeiros cansados - quais super heróis - e de um país arrasado pelas mãos criminosas de quem não tem alma nem coração. 
Dias de sentir as dores dos outros no peito e encolher perante a devastação de uma cidade que recebeu o inferno na terra. 

Dias insanos estes os de agosto. 

(foto retirada da net)

segunda-feira, agosto 08, 2016

começar o dia assim



... Com mensagens dela!

Já ganhei o dia*

sexta-feira, agosto 05, 2016

quando uma foto se torna constrangedora


O pai fez uma selecção de várias imagens que tirámos recentemente com o Afonso e pediu-me para imprimir de forma a darmos algumas aos avós.
Assim o fiz. Coloquei tudo numa pen e ao fim do dia passei por um centro de cópias para ter os registos em papel. Eis que reparo, em uma das fotografias que estou com o Afonso, que a "mota" de madeira onde o miúdo se encontra sentado tem escrito "69" mesmo à frente! 

E agora, dou a foto à mesma aos avós? 

morro de saudades tuas


Neste momento o meu peito rebenta de saudades tuas. Já vai para três semanas que não te vejo e sinto que mirro (e morro) um bocadinho em cada dia que passa. Sinto que quando te vir, estas semanas vão parecer anos e que vou notar tantas diferenças como se a minha memória já não conseguisse reter os traços do teu rosto e se esforçasse por reconhecer-te neles, como se te tivesse perdido. Que te darei o abraço mais apertado e sentido que já te dei e que nunca mais iremos ficar tanto tempo separadas. 
É dura esta realidade em que ambas nos movemos e encontramos. Tu, tão pequena e já com carapaça protectora da realidade. Eu, tão adulta e ainda sem saber muito bem utilizar a minha.
Pelo meio, diariamente, revejo fotos tuas e filtro as tuas birras, as tuas respostas tortas ou os teus amuos - tantos sem sentido - para reter apenas o essencial: o amor imenso que te tenho.

quinta-feira, agosto 04, 2016

coisas que só acontecem a mim (ou não)

Sabem aquele momento em que vamos à máquina da empresa comprar um chocolate, (sucumbindo à gula) metemos a moeda na ranhura e o sistema começa a girar e nós, imediatamente, sustemos a respiração, quase em pânico, como se respirar fosse interferir com todo o processo, com medo que o dito cujo do chocolate fique preso e não caia na gaveta? Sabem? Pois bem, acabou de acontecer. 


Senti-me o George Costanza.

Quando pedir um corte à Cláudia Vieira dá bronca

Decidi cortar o cabelo. Já andava com essa vontade há algum tempo – prefiro ver-me com os cabelos mais curtos do que compridos – e, após um dia de trabalho, num repente, saí do escritório e fui a um cabeleireiro aqui perto indagar se, mesmo já passando das 19h00, ainda ia a tempo de cortar. Disseram-me que sim, sentei-me e aguardei a minha vez. Pelo meio decidi ainda pintar, o qual também acederam. Tudo corria bem até ao momento do corte propriamente dito. O cabeleireiro, um jovem com penteado moderno digno de jogador da bola pergunta-me como quero fazer e eu, que ia munida de uma imagem, mostro-lhe. A imagem era a da Cláudia Vieira e do seu famoso corte curto que eu gostaria de replicar. Não sei se foi o facto de ter levado uma imagem à qual ele se deveria de basear ou por dizer que o cabelo da Cláudia não é naturalmente ondulado e que aquelas ondas são feitas com o ferro ou com escova – e que eu também consigo replicar – a atitude do rapaz mudou e começou a responder-me torto. Primeiro dizia que não ia conseguir aquele efeito, segundo não queria cortar-me o cabelo pelo queixo – como eu gostaria – e terceiro, que teria de me escadear o cabelo todo. Quando chegou a esta parte perguntei: escadear o cabelo todo, como assim? Devo ter feito a pergunta da morte, porque olhou para mim com um total ar de desprezo perante a minha pergunta e, não se dando sequer ao trabalho de me responder, virou-se para a coordenadora e pediu para ela o fazer. Nesta fase respirei fundo e, quando a rapariga se aproximou, voltei a repetir o que gostaria de fazer e que me explicasse em concreto o “escadear o cabelo todo” até porque não era esse o objectivo que tinha. Ela lá me disse que sim, teria de “picotar” as pontas para elas ganharem leveza de forma a conseguir replicar aquele efeito de ondas que desejava. Percebi imediatamente e disse “claro que sim”, sei perfeitamente o que significa “picotar” em gíria de cabelos – que  apesar de ser a mesma coisa que escadear, tem ligeiras diferenças – algo que o rapazinho de corte da moda não soube fazer ou para o qual nem sequer teve paciência.
Começa o dito cujo a “picotar-me” o cabelo, mas deixa-o exactamente do mesmo tamanho em que se encontrava, ou seja, a bater-me nos ombros. Quando me vejo ao espelho decido que não é aquilo que quero e peço que me corte o mesmo pelo queixo. Haviam de ter visto a cara dele. Deitava fogo pelos olhos e, munido da tesoura, começa a cortar-me o cabelo violentamente. Ainda tive medo, confesso, que me deixasse careca – um homem enfurecido com uma tesoura na mão tem tudo para correr mal – mas no final o resultado foi tal e qual o que eu pretendia.
Disse-lhe, esbocei um sorriso, agradeci e ainda me meti com ele, amigavelmente, na tentativa de quebrar o gelo e a postura de forma a desanuviar o ambiente. Fiz mal. Ele respondeu-me de forma torta e antipática. A partir daqui fiquei passada. Ali estava um badameco de um miúdo arrogante a tratar uma cliente que nunca havia sido antipática com ele, a responder-me com duas pedras na mão. Estive o resto do tempo todo a pensar que quando me levantasse daquela cadeira lhe ia responder à letra e metê-lo no lugar, mas nem me deu oportunidade para isso. Assim que acabou de secar e de finalizar, virou-se novamente para a coordenadora e disse: “recebe”, virando costas e afastando-se.
Ou seja, a postura de desprezo e de arrogância, como se tivesse perdido o seu precioso tempo e talento com a minha pessoa, mantinha-se.
Quando fui pagar, a coordenadora do salão ainda tentou elogiar-me o novo look dizendo “que diferença, nem parece a mesma!”, mas nem o elogio lhe valeu. Acabei por me queixar da atitude durante todo o processo e da arrogância no trato por parte do funcionário, até porque não tinha sido mal educada em nenhum momento e apenas pedi para fazer aquilo que queria e para o qual ia pagar.
Ela não abriu a boca. Nem teve coragem. Deu-me o troco, virei costas e saí.
Gosto muito do meu novo corte de cabelo, o rapazinho arrogante fez exatamente aquilo que eu queria e que exigi que fizesse, mas uma coisa é certa: nunca mais lá volto. Fui para casa a pensar que as pessoas ainda não perceberam que para ter um negócio a atitude é tudo, a disponibilidade e atenção para com o cliente, idem. Ele até pode ter talento e cortar muito bem, mas é intragável. Não aceita sugestões ou críticas do cliente, além de utilizar como material do seu trabalho algo que me pertence: o MEU cabelo. Com atitudes e gestos destes a reputação aliada a um negócio – por muito bom que seja – pode fazê-lo ir pelo cano. Os preços até podem ser muito simpáticos e convidativos, o cabeleireiro ser muito bom e o resultado final ser como queríamos, mas tratarem-nos mal? Vale mesmo a pena passar por tudo isso mas sair de um sítio a sentir que fomos maltratadas? Não, meus amigos, não vale.
E como a reputação de uma marca vale muito e o impacto que a mesma provoca no cliente vale outro tanto, já contei esta história a todas as colegas de trabalho que me elogiam o look e me perguntam onde fiz. E agora conto aqui, porque o poder da palavra ainda conta muito, mesmo que muita gente se esqueça disso.
O salão em questão é o SublimeTentação na Expo, os preços podem ser low cost e muito apetecíveis – para terem noção paguei por pintura e corte 18,5€ - uma verdadeira pechincha, certo? Dá vontade de repetir, até porque não pagamos por este serviço um valor igual em mais lado nenhum, mas a atitude do funcionário supera tudo.

Por isso, se forem ao sítio em questão, levarem uma imagem e decidirem pedir um corte à "Cláudia Vieira" à pessoa em questão, tenham a certeza de que querem mesmo muito fazê-lo. Caso contrário, podem sair do salão não como gostariam, mas como alguém acha que vocês deveriam de ficar. Não o permitam.

quarta-feira, agosto 03, 2016

retemperar a alma


Das cores e leveza do verão. Não este verão de cidade e de escritório, mas o verão dos dias de praia, do cheiro a sal na pele, de chapéu na cabeça e pé descalço, das cores quentes das roupas e tecidos, das frutas e odores, das noites estreladas e do som das cigarras nas tardes de sesta.
Esse (meu) verão que tarda em chegar e pelo qual anseio, como que um bálsamo que me acalma a alma e a faz relaxar está quase a pronunciar-se, até lá, mato as saudades e recupero as energias revivendo o passado.
Porque sou apologista que devemos sim regressar aos locais onde já fomos felizes. Sempre.

terça-feira, agosto 02, 2016

Bling, bling!

O meu anel de noivado andava a acusar alguns sinais de desgaste que não deveriam de ser habituais, dado ainda não ter dois anos.
Hoje decidi a ir à loja e tentar ver se conseguia arranjá-lo, uma vez que ainda se encontra na garantia. 

E eis que saí da mesma de anel no dedo, reluzente e novinho em folha! Deram-me outro!
Já avisei o mais que tudo, logo volta a ajoelhar-se e faz novamente o pedido.
(Acho que o deixei em estado de choque!)

Ela



Quis cortar o cabelo "igual à mãe" - disse-me por telefone - e cortou mesmo, ela que sempre gostou de cabelos grandes, qual Rapunzel.
Estava de férias com os avós e recebi esta imagem. Tão grande e 'mulherzinha'. 
O meu coração encheu-se de uma alegria imensa e uma saudade tamanha. 


segunda-feira, agosto 01, 2016

15 dias children free


É verdade, começa agosto, faltam 15 dias para ir de férias, mas estas primeiras duas semanas de (ainda) muito trabalho vão ter um sabor agridoce. A verdade é que a casa está vazia e silenciosa. A mais velha está de férias com os avós paternos, o mais novo está de "férias" (forçadas) com os avós maternos. O fecho da escola e o facto de ainda estarmos a trabalhar e não termos onde o deixar, assim o ditou. Ontem, chegados a casa depois de deixarmos o mais novo com os avós, o pai virou-se para mim e pergunta em jeito de desabafo mentalizador: "Então e agora?". Perante o seu olhar triste tentei confortá-lo. Agora aguentamos o melhor que conseguimos, colocamos o coração ao alto e tentamos não pensar muito no assunto. Vai passar a correr, digo-lhe. Vai passar a correr, repito para mim mesma.
A casa está vazia e silenciosa, mas há brinquedos espalhados na sala que nos lembram constantemente da presença deles. Há o cheiro do mais novo entranhado no quarto, a tralha da mais velha em cima da sua secretária, mas também há um vazio que dói e que mói. Dia 12 é já aí ao virar da esquina, tento mentalizar-me. Até lá, comprimo o coração e aguento as saudades dos meus filhos. 

terça-feira, julho 26, 2016

ainda da fruta



Pequeno devorador de fruta e de tudo o que apanha pela frente, em acção!
Este fim-de-semana a experiência foi com ameixa amarela.
A-DO-RA!

afinal, ainda sou uma criança!



Aos 37 anos e pela primeira vez na vida, comprei calçado na secção infantil da Zara.
E adoro!


segunda-feira, julho 25, 2016

Ainda dos saldos

Este fim-de-semana aproveitámos para dar uma vista de olhos com mais atenção nos restos dos saldos e fizemos belas compras.
Eu consegui encontrar o casaquinho bolero que me tinha ficado debaixo de olho numa pequena incursão na passada semana. Fui de propósito ao Strada Outlet em Odivelas para ir à Lefties e lá encontrei o meu tamanho. O preço? Uns maravilhosos 7 euros! Aproveitei ainda para comprar umas t-shirts básicas (brancas e pretas) a 3,50€ (uma pechincha) que ficam bem com tudo e que dão para combinar com calças, saias, uns acessórios giros e um casaco mais "tcharam" e voilá, um conjunto low cost mas cheio de estilo. Dão inclusive para trazer para o escritório desde que conjugadas com as peças certas. 

O meu amor ofereceu-me ainda uma saia comprida de pregas - que vou usar e abusar quando estiver bronzeada - e em passagem pela Parfois, aproveitei para comprar algumas malas já a pensar no Outono, a 12 e a 9 euros cada. Os meus saldos são todos um investimento para a meia estação, mesmo que tenha muita vontade de usar tudo já, porque eu sou assim, apetece-me logo vestir e estrear tudo, mas é impossível andar com um casaco bolero quando na rua estão mais de trinta graus, por isso há que ter paciência. 
Claro que os miúdos não foram esquecidos e para a girl comprei vários vestidos na Zara - quase dados - e para o boy, muitas t-shirts, uma parka - já a pensar nas noites mais frescas - e calções cheios de pinta. 
A família ficou vestida, os miúdos têm o roupeiro renovado com peças para as férias e até ao final do verão e agora é só rezar para que o bom tempo se mantenha e eles tenham oportunidade de estrear tudo! 

é segunda-feiraaaa


Mas há que agradecer por tudo de bom! E são tantos os motivos! (Mesmo que nos pareçam pequenos e insignificantes!)

Bom dia!

sexta-feira, julho 22, 2016

Há coisas que me chateiam nos saldos

Como por exemplo, ver artigos que tinha comprado ao dobro do preço!
Como estes sapatos que me custaram 24,99€ e que apesar de estarem no site com preço de saldo de 12,49€, ontem vi na loja a 9,99€. (Já trazia era uns iguais que os meus já começam a acusar o uso!)


Ou este fato de banho, que ainda nem estreei, que custou 17,99€ e agora nem chega a 4 euros! 


Mas pronto, depois também há coisas boas (a meu favor, claro!) como um casaco que ontem comprei a 7 euros (sim, leram bem, 7 euros) e que custava 25.
Tenho de tirar foto com ele vestido, porque não encontro a imagem online.
Aqui está ela!

Só gosto dos saldos quando eles são a meu favor! ;)

No Verão, a fruta é a minha perdição!



Ao lado da minha casa existe uma frutaria/mercearia de indianos que tem fruta ma-ra-vi-lho-sa!
Quem diz fruta diz legumes, tudo com um aspecto de ficar logo a salivar. Sempre que lá vou , desgraço-me. Compro fruta e mais fruta - porque é algo que realmente me apetece comer no verão - e fico sempre maravilhada com a quantidade de coisas que tenho vontade de trazer para casa. Da batata doce para a sopa do Afonso, passando pelos agriões, alface ou couve coração, aos tomates cherry em cacho para as saladas, aos alperces, pêssegos paraguaios, morangos, melão, papaia ou cerejas do fundão, não há carteira que me valha. 
Ontem levantei 20 euros e quase 20 euros gastei em fruta e legumes. No outro dia, entusiasmei-me de tal forma que também tinha levantado 20 euros e ainda fiquei a dever 1 porque excedi o orçamento! O que vale é que já nos conhecem e tratam-nos sempre bem - já perceberam que a malta volta sempre - perguntam pelas crianças, oferecem-se para levar os sacos a casa (por isso nem há forma de escapar, eles até sabem onde moro!) 
Tenho noção - e até já comentei em casa - de que a fruta acaba por ser um pouco mais cara do que aquela que compramos no supermercado, mas a qualidade não tem comparação. No supermercado nunca gasto 20 euros em frutas e legumes, mas também nunca fico completamente louca com vontade de trazer tudo o que me aparece à frente - como acontece ali. (Devem ter uns pozinhos indianos que enfeitiçam a malta!) 
E não vou lá mais vezes porque não têm multibanco e nem sempre ando com dinheiro na carteira, mas quando tenho e vou lá, é certo que venho sem um tostão para casa.
Mas e o gozo que me dá abrir o frigorífico e ficar a olhar e a pensar: "Ora deixa lá ver que fruta vou comer agora... um alperce? Uvas? Uma ameixa? Uma fatia de melão?"
Não há trapinho comprado nos saldos que se compare à alegria de ter fruta fresca e flores em casa. 

quinta-feira, julho 21, 2016

No dia em que fez 13 meses, 3 picadelas


Ninguém merece, mas aconteceu com o pequeno homenzinho desta casa. Ontem, dia 20 de julho, exactamente um mês depois de fazer um aninho, o Afonso foi às vacinas dos 13 meses e não levou apenas uma, mas três picadelas.
Claro que com 13 meses já se apercebe do que vai acontecer e do ambiente que o rodeia e se a primeira picadela passou impune porque foi apanhado desprevenido, a segunda - e já nem digo a terceira - a coisa 'piou' diferente. Tive de agarrá-lo com força, enquanto o mesmo se contorcia com ar de pânico sempre que via a enfermeira aproximar-se.
Chorou muito, muito mesmo. E não é para menos. Uma das vacinas é, segundo a enfermeira, "bastante agressiva" e o resultado saltou logo à vista. Ontem, ao final do dia tinha os braços muito inflamados e a febre foi a primeira a dar sinais de visita.
Hoje acordou igualmente com febre (38,3º) e tem estado bastante chorão e rabugento. Claro que o benuron ajuda a aliviar alguma dor e o estado febril, mas não vejo a hora de ir para casa e o encher de mimos. É nestas alturas que nos sentimos sempre um pouco impotentes, mesmo sabendo que estes são os sintomas "típicos" de reacção à vacinação. Mas manual nenhum, por mais completo que seja - e eu tenho uns quantos - diz ou explica o que fazer com um coração de mãe apertado e do tamanho de uma ervilha. 

segunda-feira, julho 18, 2016

Afonso, o comilão


Desde que passou a comer segundo prato que o pequeno homenzinho cá de casa demonstra ter um apetite voraz. Marcha quase tudo. E está sempre pronto a experimentar coisas novas, sempre que nos vê a pôr o que quer que seja à boca. Continua a comer sopa, mas o que ele gosta mesmo é de petiscar a seguir, de segurar no seu mini garfinho e de ir picando, levando-o à boca, ou agarrar com a mão e levar tudo o que pode à sua boca aberta. Também está um verdadeiro papagaio, diz "olá" a toda a gente, exaustivamente e chama-me "mamã", andando atrás de mim pela casa toda, qual cãozinho. Continua a preferir gatinhar a andar, apesar de se pôr de pé com a maior das facilidades, agarrado aos móveis, mas andar mesmo, pôr forças nas pernas e dar passinhos, ainda é coisa que lhe dá muito trabalho enquanto que a gatinhar atinge uma velocidade incrível.
Recentemente dei-lhe a provar fiambre de peru e pão de leite, adorou. Também já provou gelado de nata e não se fez de rogado. Aquela boca abre-se a todas as novas experiências e eu confesso que me dá um gozo fenomenal vê-lo comer! Haja apetite!
A caminho estão já mais dois dentinhos, que vêm juntar-se às favolas que já tem em cima e em baixo. Parece que em pouco tempo perdeu o ar de bebé que ainda tinha e a cada dia que passa instala-se o ar de menino malandro. Até o cabelo acompanha esta mudança, dando lugar a revoltos caracóis que insistem em dar um ar de sua graça nas laterais e atrás. O cabelo atrás estava tão comprido que atrevi-me mesmo a cortá-lo no banho, guardando a sua mecha de cabelo num pequeno envelope no livro do "primeiro ano do bebé" (que ainda não preenchi completamente).
A caminho dos seus 13 meses está cada vez mais alegre, engraçado e divertido. É um bem disposto por natureza e se às vezes a rotina dos dias me faz esquecer de fotografá-lo mais vezes do que aquelas que tenho feito, outras há em que paro para olhar as fotografias dos primeiros meses de vida e lhe noto uma diferença enorme, fazendo um esforço para que a memória não me falhe.

segunda-feira, julho 11, 2016

O meu filho, desde que nasceu, que só celebra vitórias!


Duas do Benfica e uma de Portugal Campeão Europeu!
Caso para dizer que o rapaz é um sortudo!
Eu, em 37 anos que já levo desta vida, celebro pela primeira vez o gosto, a emoção, a alegria e o orgulho de ser portuguesa e de ver o meu país, unido a uma só voz, a celebrar esta vitória, tão suada e merecida! 
E se tempos houve que duvidei - que duvidei sim, não o nego - depois de termos ganho ao País de Gales, sempre tive a fezada que íamos conseguir o título!


Parabéns Portugal! <3

sexta-feira, julho 08, 2016

Au revoir



Estou com a 'fezada' de que Domingo vamos ser campeões! É desta pessoal, é desta, mentalizem-se disso! É desta que trazemos a taça para casa. #acraditem!
Perdemos em casa em 2004 contra a Grécia, agora é a nossa vez da desforra e vamos a Paris vencer os franceses!
Senão, só pelos memes e fotos com frases que circulam na net e nas redes sociais, já ganhámos! Não há humor como o do tuga!

Oh la, la! 

Então e essas pernas?


Depois de ter feito um doppler venoso às pernas nem há 15 dias e de já ter ido ao médico mostrá-lo, eis que não me livro de ir à faca. É mesmo para operar as varizes. E, desde quarta-feira, que ando num lufa-lufa de consultas e exames para tentar acelerar a coisa. Hoje já fiz um raio x e um electrocardiograma, ontem fui a uma consulta de dermatologia e ainda me faltam as análises. Tudo assim de um sopro que é para nem dar tempo de pensar. 
Mentalizar que tem de ser e meter para trás das costas o medo do pós-operatório e todos os relatos - mais ou menos escabrosos - de quem já passou pela operação e que me diz que o pior é o "depois" e que é um inferno.
Por enquanto, apesar de estar toda encolhidinha de medo por dentro tento ainda não pensar muito nisso. É para fazer é para fazer, assim é que não posso continuar. 
Desde o nascimento do Afonso que a minha situação venosa piorou muito. As minhas pernas doem diariamente, ficam inchadas e dormentes, latejam. Já para não falar no uso diário de collants de descanso e medicação. Nada alivia. Há dias em que parece que carrego o mundo nas pernas, tal é a sensação de peso que tenho nas mesmas. O estar sentada o dia todo no escritório também não ajuda e nem o pequeno banquinho que tenho por baixo da secretária para ter o pés mais elevados faz grande coisa por mim.
Não há mesmo outra solução: terei de ir à faca. Uns furinhos em baixo e umas incisões ao nível da virilha e puxam a veia deformada para fora. Simples e eficaz, ou assim espero.
Depois, bom, depois é só esperar que o pós-operatório passe rápido e sem complicações de maior, para poder exibir umas novas pernas que, não digo de sejam de sonho, mas que sejam de musa! (pelo menos para mim!)

Ah, as crianças, a melhor coisa do mundo!



Não resisti a partilhar! Algumas das imagens e episódios fazem-me lembrar coisas cá de casa, dramas da pequena drama Queen que, ainda ontem por exemplo, chorou copiosamente na hora de ir para a cama, assustada com a história da Maria Sangrenta. Conhecem? Bom, eu até já tinha lido umas coisas sobre o assunto aqui há uns tempos, em que os miúdos agora se entretêm a contar a história da Maria Sangrenta uns aos outros e a aterrorizar os mais novos. Na altura desvalorizei e achei uma parvoíce, mas acabei por não escapar ao seu efeito. Pelos vistos chegou à escola e agora foi a vez da minha ficar impressionada. Ontem, na hora de dormir, a Madalena desatou num pranto que só visto à conta da Maria Sangrenta e nem a conversa de que era mentira, que não existe, que era uma história inventada ou que ela não aparece ali em casa, serviu para a acalmar. Tive de lhe ir buscar a imagem da Nossa Senhora de Fátima (qual beatinha) e colocá-la à cabeceira e deixá-la adormecer com o candeeiro de parede ligado, fora a luz de presença que já é habitual. 
Apesar dos insistentes pedidos para dormir comigo não cedi. Tentei que se acalmasse e percebesse que não passa de uma história de terror que serve para assustar os meninos. Depois do drama lá adormeceu de exaustão - era impossível não ter sono - e dormiu a noite toda sem medos ou mais episódios sobre o assunto. Mas nem posso pronunciar o nome da 'bruxa' em casa que a miúda tem pequenos avc's. 

quinta-feira, julho 07, 2016

Já fizeram meditação?


Experimentei pela primeira vez no domingo passado e confesso, foi uma agradável surpresa.
Até porque sou daquele tipo de pessoas que acha que estas coisas de meditar, estar quieta num sítio durante uma hora e de olhos fechados não é (era) para mim. Enganei-me. Cuspi para o ar.
Não fui contrafeita mas céptica, desafiada por uma amiga que já anda nisto há algum tempo e que me dizia maravilhas. Atrevi-me a experimentar. Cheguei mesmo a dizer-lhe, uns dias antes, que provavelmente ia desatar-me a rir, ou abrir os olhos durante a sessão e começar a fazer-lhe caretas, perante o medo dela de que se calhar não tinha feito bem em convidar-me a experimentar.
A verdade é que resolvi fazer tudo direitinho, mesmo que na minha cabeça estivesse convencida, até começar, de que não ia conseguir fazer nada, porque este conceito do "meditar" sempre me pareceu difuso e pouco coerente e, para mim, não fazia muito sentido. 
Mas fiz tudo, consegui seguir todos os passos e mesmo aqueles em que "não vi nada" ou nenhuma mensagem me chegou e em que a minha mente deambulava no 'vazio', esforcei-me por me concentrar.
O que me deixou mesmo surpresa foi a reacção do meu corpo à meditação. Tive uma descarga emocional tão grande, mas tão grande, que chorei praticamente a sessão inteira. Ao ponto de não me conseguir controlar, de fungar descontroladamente e de pensar: "mas estás parva Mafalda?", "Controla-te rapariga" e nada, o meu corpo não me obedecia. E eu ali, a seguir os passos da orientadora e a fungar e a pensar ao mesmo tempo que não tinha nenhum lenço de papel para me auxiliar, que as outras pessoas deviam de estar a ficar incomodadas com os meus ruídos, que devia de ser a única naqueles preparos... (sim, esta minha mente não para!)
No final foi-nos pedido que partilhássemos um pouco da experiência com as restantes pessoas presentes e qual não foi o meu espanto quando houve mais experiências como a minha, onde também assumiram que choraram imenso, que lavaram a alma. 
Saí de lá calma e tranquila, satisfeita até, por ter corrido tão bem. O tema da sessão era propício a isso: o amor e a família.