quinta-feira, março 09, 2017

um-do-li-tá

Apeteceu-me escrever um post leve, primaveril e fútil sobre devaneios femininos e perdições em geral. A minha mais recente é a nova colecção cápsula da Furla, que é assim qualquer coisinha de perder a cabeça. Confesso que adoro todas as sugestões do modelo Metropolis e não sou capaz de escolher apenas um, pois acho que são todos super originais e irreverentes. Mas o que mais me agrada nesta coleção é todo o conceito que lhe serviu de inspiração e onde se faz uma viagem pela história da marca, desde o início do século XX até ao novo milénio. A base Metropolis está disponível em cinco cores diferentes: Prateado, Rosa, Dourado, Rubi e Preto. As palas narram a história da marca desde 1927, altura em que a mala começou a acompanhar as mulheres na caminhada pela conquista da liberdade e independência. Cada pala corresponde a uma década e a um diferente tipo de música, que vai desde os loucos anos 20 com a bailarina Josephine Baker e a Arte Deco, passando pelo Jazz, o Swing, o Rock'n'Roll, a influência do vinil, do disco sound, o Punk ou o Hip-Hop.
São noventa anos de história reflectidos num modelo que promete uma verdadeira viagem no tempo do espaço e da cultura musical que estará disponível a partir de Maio nas lojas. E se ontem foi dia da Mulher, em Maio vem aí o Dia da Mãe... por isso, já sabem! ;) 
Peçam uma de presente! 

sexta-feira, março 03, 2017

isto de ter uma "pré-pré" adolescente...



A minha mais velha agora, todos os dias à noite, está num grupo do whatspp (com o meu telemóvel) a trocar mensagens com duas amigas. Uma delas, com o telemóvel da mãe, criou um grupo que se chama "Amigas M" (porque todas têm nomes que começam por essa letra).

Ontem eram 19h30, estava a chegar a casa e já tinha o telemóvel a apitar que nem doido! :-
Só a deixo trocar mensagens depois de jantar e uns 20 minutos (+ ou -) antes de ir para a cama, senão não faz mais nada!
Depois passam a vida a enviar emojis de corações e beijinhos umas às outras e a dizer "adoro-vos BFF".
Parecem um casal em início de namoro!

quinta-feira, março 02, 2017

do fato do pinto


Chorou que nem um desalmado o tempo todo (cerca de 5 minutos que esteve com ele vestido).
Se em adulto tiver medo e pavor de aves, já sei qual foi o motivo!

sexta-feira, fevereiro 24, 2017

É "Carnavau"

E como não podia deixar de ser, aqui fica as fotografias da praxe dos miúdos tiradas hoje de manhã antes de saírem para a escola.
Foram com o telemóvel - que já conheceu melhores dias - e à pressa, mas estavam os dois felizes e contentes: o meu tigre e a minha piratinha.
Lembram-se de eu ter dito que adorei a máscara do pinto? Pois eis que "mamãe" pôs mãos à obra e segunda-feira vamos vestir o Afonso assim. 
Ainda falta ver o gorro com a crista e os pézinhos de galinha, mas já estou num excitex! 
Prometo tirar fotos!

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

coisas que o meu filho faz que me 'encanitam'



Não se deixem enganar por esta cara de santo... é que este menino tem um feitio levado da breca quando a coisa não corre do jeito que quer e agora apanhou duas manhas que me deixam à beira da loucura: uma delas é morder a chucha ao ponto de a rasgar. Como já tem dentes - e afiados - que rasgam comidinha e mordem com força - eis que descobriu que é muito giro colocar a chucha no canto da boca (qual cigarrette) e mordiscá-la com força, dando-lhe 'ganas' de a puxar e repuxar ao ponto de a rasgar. Ainda há pouco tempo reabasteci o stock de chuchas e eis que já só me resta uma! Hoje vou ter de ir comprar mais, porque se o moço fica sem chucha ninguém o segura (e se ele berra senhores, se ele berra!).
A segunda é despejar o biberão do leite todo na cama. Em dois dias, duas vezes seguidas. Não sei lá como é que ele faz aquilo, mas consegue que o biberão fique a pingar leite ao ponto de ficar vazio, a cama e e ele encharcados e eu com mais uma valente muda de roupa para lavar. 
Ainda ontem lhe fiz a caminha toda de lavado - pelos mesmos motivos - e hoje, eram umas 4h30 da manhã quando aquela alma choramingou por leite e eu lá me levantei para lhe dar o biberão - e eis que de manhã a cama estava uma verdadeira poça. 
Tenho, por hábito, dar-lhe o biberão - que tem umas pegas laterais - para a mão e ele vai bebendo. Umas vezes corre lindamente, ele bebe sozinho, não despeja leite na cama e acorda sequinho, outras em que deixa o biberão a verter leite ininterruptamente - ou chega mesmo a abrir a tampa (não me perguntei como que eu aperto aquilo com toda a força que tenho!) - e é o descalabro total. 
Também vos sucede? Ou sou só eu que tenho um pequeno homenzinho com super poderes?

Sai mais uma muda de roupa para lavar! O que vale é que esta semana diz que vai estar sol!

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

cozinhei o meu primeiro clafouti!



E saiu tão bem que acho que não vou ficar por aqui!
A receita foi tirada daqui, mas aldrabei um bocadinho. Em vez de sementes de chia (que não tinha em casa) coloquei de sésamo, em vez de leite evaporado (que também não tinha) coloquei leite meio-gordo, em vez de 2 ovos coloquei 3 (porque os meus eram pequeninos) e no meio dos tomates coloquei umas azeitonas pretas descaroçadas. Também temperei com sal, alho em pó, pimenta e óregãos.
Acompanhou com carne picada e legumes salteados.
Ficou "sopimpa".
A próxima a experimentar será uma frittata
E desculpem-me a foto, está bera, não é bonita e nem dá para ver muito bem, mas foi a única que tirei! 

Falar sobre a morte aos nossos filhos

Esta semana, vinha no carro com a Madalena após um longo dia de trabalho e na rádio passou um anúncio que falava qualquer coisa como "garantia durante 90 anos", ao que ela descontraidamente, disse: "mãe, daqui a 90 anos eu terei 98 anos!" e eu, alinhando na brincadeira e fazendo as contas assim de repente e sem filtrar o que ia dizer, respondi: "e eu... bom, se tu tens 98 anos, eu daqui a 90 anos já cá não estou!". Disse aquilo como se fosse a coisa mais natural da vida, mas as minhas palavras provocaram-lhe uma tristeza profunda. Ela disse logo: "mãe, não digas isso." E eu continuei, "Mas é verdade filha, pela lei natural da vida, se tu tiveres 98 anos, a mãe já não está cá, ninguém vive tanto tempo." Ela não se conteve e entre lágrimas pediu, "não digas essas coisas, eu não quero que digas essas coisas".
Só aí tive consciência de que a minha forma descontraída de abordar a questão lhe provocava angústia, porque a ideia de não me ter na vida dela lhe provocava uma enorme tristeza e ansiedade.
Aquilo fez-me reflectir. Tenho a sorte de ainda não ter passado por essa situação, de ter os meus pais vivos e saudáveis, mas começo a chegar a uma idade em que a ideia de não os ter cá me assusta. Damos sempre as coisas por adquiridas e a verdade é que de um dia para o outro tudo muda. Também me fez pensar na minha própria morte e o que aconteceria aos meus filhos se isso acontecesse. Será que manteriam o contacto? Será que as  distintas famílias fariam esse esforço para que o elo de ligação não se quebrasse? E pôs-me a pensar em como eu sou o ponto central na vida daquelas duas crianças. Ela e ele. E como eu lhes faço falta. Imensa falta. Como faz qualquer mãe ou pai na vida de uma criança. 
Este tema pesado e denso não aparece hoje por acaso - apesar de o episódio com a Madalena já ter acontecido no início da semana e de ainda não ter falado dele aqui. Este tema pesado e denso acontece no dia em que a morte bateu à porta de quem conhecia, que deixa 3 filhos, fazendo-me parar e pensar que na correria do dia-a-dia, das preocupações parvas, dos conflitos ou chatices menores no trabalho, constatamos que num repente tudo muda. Tudo muda. Mas o mundo não pára para nos consolar. 


quarta-feira, fevereiro 15, 2017

O que torna uma vida boa?



O que torna uma vida boa? A fama? O dinheiro? O sucesso? Num estudo realizado durante 75 anos comprovou-se que o que torna uma vida boa, o que faz com que uma pessoa viva mais tempo, mais saudável e se sinta mais feliz, são as relações sociais que cultiva - seja de amizade, seja familiares - que lhe permitam sentir-se apoiada, amada e confortada emocionalmente.
Vale a pena perder 15 minutos a ver este vídeo. 
Faz-nos pensar em muita coisa.

o nosso 'valentino'


Foi esta conjugação de dois seres que deu origem àquilo que és, que proporcionou que nascesses, que viesses alegrar, desafiar e marcar os nossos dias. Atravessas uma fase particularmente difícil e exigente. És bem disposto, mas também desafiador, autoritário e teimoso. Os terrible two ainda nem chegaram e tu já estás na fase em que as birras, o espernear e os guinchos de contrariado fazem parte do teu comportamento diário - para meu desespero. 
As refeições têm sido uma verdadeira 'tourada' e os meus níveis de paciência andam a bater nos mínimos. As noites têm 'dias' e ainda não é habitual passares uma noite inteira sem dar sinal, assim como é pouco habitual que te deites e adormeças sem dar 'luta', chegando a demorar mais de hora e meia para que, finalmente, te deixes vencer pelo cansaço e nos dês preciosos minutos de descanso. És um furacão de energia, mas também de malandrice, de boa disposição, de arrebatamentos de doçura e de beijos melgados nas minhas bochechas, de cantorias - adoras música - e de carícias que alternam entre o abrutalhado e a moderação (chamada de atenção) para cultivar a meiguice.
O nosso "Valentim", num coração meloso e avermelhado, produzido e imortalizado pela escolinha, com os nomes dos pais que o geraram.


Clafoutis, essa maravilha que desconhecia



Foi preciso ir ao site do Pingo Doce (hoje, pela primeira vez, assumo!) para ficar a conhecer e a saber o que é "Clafoutis". E eu até sou uma rapariga que gosta de cozinhar - e o faz diariamente - mas nunca na minha vida tinha ouvido falar em Clafoutis! (Santa ignorância) E muito menos cozinhei um.
Ainda não cozinhei, mas estou cheia de vontade de hoje chegar a casa e pôr-me a fazer isto! É que parece ser super saboroso, rápido e simples de fazer. Aposto que os miúdos vão adorar, pelo meio comem legumes e é sempre daquelas coisas rápidas e saborosas que se pode fazer para acompanhar quase tudo. 
Parece-me demasiado bom para ser verdade. Quem já experimentou?

terça-feira, fevereiro 14, 2017

o carnaval

Ainda não sei como vou mascarar os miúdos, mas vi esta indumentária na internet e estou tentada a fazer algo semelhante para o meu pequeno homenzinho! 



Digam lá se não é o máximo? É a maior delícia desta vida!

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A Queen B passou-se

Eu sempre achei algumas sessões fotográficas de grávidas um tanto ou quanto 'duvidosas'. Sim, é bonito tirar fotografias de nós grávidas, com o marido ao lado, os filhos, com um ou outro elemento a remeter para o sexo da criança, uma ou outra foto da barriga é inevitável... mas tudo o que ultrapasse isso, para mim, começa a roçar o 'estranho'. A notícia que assolou ontem a internet - que a 'Queen B' está novamente grávida e desta vez, de gémeos -, abalou as redes sociais, mas foi a forma como o fez e anunciou que gerou toda uma onda de burburinho.
É que a fotografia, na minha opinião, é de gosto muitoooooo duvidoso (para não dizer do piorio) e, como se não fosse já suficientemente má - todo o cenário, o tule na cabeça, a lingerie, a pose, tudo - eis que foram agora reveladas todas as fotografias da sessão fotográfica... E meus amigos, se uma já era má, as que se seguiram nem têm explicação. 
É tudo tão mau e com um ar tão amador, que só me faz questionar a sanidade mental da rapariga. Logo eu, que sempre fui super-mega-fã da Queen B, acho que ela desta vez foi longe demais. 
Uma coisa é certa, conseguiu 'bater' o recorde de likes no Instagram e superar a Selena Gomez... mas B, não, isto não é bonito. 
 Nefertiti meets Deusa-Mãe (e aquela perna pintada de motivos florais? O que é aquilo? E ela tem collants cor de pele vestidos ou é o elástico de uma tanga?) Arrrgghhhhh
O que a "Bezinha" conseguiu de estar mais perto de um quadro de Klimt (mas em mau!) 

fins de tarde que são uma beleza


Ultimamente os finais de tarde lá em casa têm sido tudo menos tranquilos. Se já eram difíceis - com os banhos, o jantar, o avançado da hora a que chegamos a casa e a corrida contra o tempo que se segue sempre - agora temos também um Afonso em modo "tirano", que alterna entre choros e guinchos, entre cansaço e mau feitio, entre "tudo-me-irrita" e drama até ao ponto de puxar o vómito.
Não tem sido fácil. Eu sei que os nossos horários são insanos para uma criança de ano e meio que fica quase 10 horas na creche, eu sei que à hora a que ele chega a casa está exausto de sono, de fome e se até para nós uma situação dessas é difícil de lidar, o que fará a uma criança pequena que ainda não sabe gerir as suas emoções... 
Eu sei isso tudo e sinto-me culpada por não ter a paciência que deveria de ter, o tempo que deveria de ter, a atenção que lhe deveria de dar e, acima de tudo, a calma, manter a calma, saber relativizar... mas é-me impossível. A juntar a isto acresce o facto de o Afonso estar a ser 'precoce' na questão dos "terrible 2", onde as birras, o espernear, o drama, os guinchos, o mau feitio fazem parte - cada vez mais - do seu comportamento diário e é de levar à loucura. (Começou cedo este!)
Ontem, desde que chegou a casa até ir para a cama, levou o tempo todo num drama e choro sem fim - não nos perguntem o motivo, onde até falar para ele o irritava.
Há dias em que penso que está tudo errado. Esta vida de loucos que levamos, os horários que fazemos, o não ter ajudas nem família perto, o tempo que os miúdos passam na escola e o pouco que passam connosco... mas não tenho soluções, nem respostas. 
É respirar fundo várias vezes e achar que o dia de amanhã será melhor. 

terça-feira, janeiro 31, 2017

sobre a beleza dos nossos filhos


Vamos lá falar de um assunto "sensível" e que nos toca a todos(as): a beleza (ou falta dela) dos nossos filhos. 
Há crianças lindas, que as há e há crianças com uma beleza normal, que têm uns olhos bonitos ou uma boca bem desenhada, um traço físico que as distingue e lhes dá graça e também há crianças feias, infelizmente, mas há. Assim como há adultos bonitos e adultos feios. Claro que o que distingue uma pessoa não é apenas a sua beleza física, mas à primeira vista é isso que nos impacta - e não sejamos falsos moralistas a dizer que isso não é verdade, porque é, sim. 
No que toca a crianças o assunto assume contornos mais delicados, porque, à partida, todos os bebés são 'fofinhos e bonitos' e ai de quem disser o contrário. 
Se forem nossos filhos então, ui, só temos é vontade de pôr as garras de fora e agarrarmo-nos ao pescoço de quem disser o contrário, é ou não verdade? 
Hoje, estava eu a vestir o bibe ao Afonso na sala onde os pais deixam os casacos e coisas dos filhos antes de o ir pôr à salinha dele, quando entra a mãe de uma coleguinha de sala - e que eu conheço bem - que me cumprimentou, muito simpática como é hábito e se meteu imediatamente como ele. Entre os tradicionais "Oláááá Afonso, estás bom?", numa questão de segundos e num misto de pensamento expresso em voz alta e o elogio diz isto: "Está cada vez mais bonito e olha, vou-te dizer, tu nem eras um bebé bonito". 
Cabummm, aquilo atingiu-me com toda a a força.
O meu primeiro pensamento foi: "Como assim não era um bebé bonito? O meu filho ERA/É LINDO!"
Não abri a boca, deixei-a ir à sua vida sem interferir com o seu pensamento que, confesso, me caiu mal. Entendo que o tenha feito sem maldade, percebo isso, aquele comentário era um elogio, mas não foi feliz na escolha das palavras - mesmo a pessoa em questão não tendo tido noção das mesmas - mas eu seria incapaz de dizer a uma mãe, "o teu filho está lindo agora, está cada vez mais bonito, mas em bebé não devia assim muito à beleza."
Não se faz, certo? Na minha óptica não se faz. Até porque, se dissesse com franqueza aquilo que acho da beleza da filha dela - que é uma miúda amorosa, super risonha e simpática - se calhar também não iria ser muito bem interpretada. Lá está, é uma menina super simpática e risonha, mas na minha opinião não deve muito à beleza. Mas é a minha opinião, guardo-a para mim.  Seria correcto dizê-lo à mãe? Não, até porque para as mães todos os filhos são lindos, mesmo que o digamos com a melhor das boas intenções, custa sempre ouvir este tipo de coisas que nos são tão pessoais. 
Catalogar as crianças desta forma, faz sentido? Não, não faz, mas no fundo todos acabamos por cair nesses estereótipos, nessa competição cega e surda de "quem tem o filho mais bonito", ou é "melhor mãe". E não nos enganemos, sei bem que quem vê blogues, seja de crianças seja do que for, o grande intuito é cuscar, fazer juízos de valor, dar opiniões, descarregar frustrações como "está mais gorda, parece uma vaca", "está mais magra, a cabra", "a filha tem o nariz a parecer a miss piggy" ou "é feia que dói". Não sou ingénua, trabalho no meio, sei bem o que oiço e vejo por aí e quem tem um blogue, quer queira quer não, habilita-se a isso, a esse escrutínio, mas ouvir opiniões sobre a beleza do meu filho assim a "seco" e feitas em discurso directo, mesmo que o intuito seja o de elogiar... caramba, custa. 
Guardem-nas para vocês, sim? 

terça-feira, janeiro 24, 2017

vírus, vírus e mais vírus


Desculpem-me a ausência, mas desde que este ano começou que já é a terceira vez que caio à cama com valentes gripes. Se não sou eu, são os miúdos. Assim mesmo, à vez. Ora um, ora outro, ora eu. 
Tem sido um inferno (de vírus). Eu, que até sou pessoa de gostar de frio e cházinhos e mantas e todas as maravilhas que gosto de apregoar e gabar no inverno, este ano estou fartinhaaaa dele! Farta de frio, farta de febres, de gripes, de medicamentos, de narizes por assoar, de lenços, de tudo. 
Ontem lá fui até às urgências da CUF para ser observada por um médico. Depois de quase 2 horas de espera e de 5 minutos num gabinete com  um médico espanhol, saí de lá com a prescrição de um antibiótico. Vamos lá ver se é desta! 
Entretanto, só me apetece gritar por ajuda, qual Melania Trump. 

(E o que se passou entretanto, neste dias todos, no mundo e em geral, que eu nem tive oportunidade de escrever aqui? Tanta, tanta coisa! E eu, onde estive? Na cama com brufens e benurons ao lado.)

Acho que, pelo sim pelo não, tenho de tomar uns banhos de sal!

quinta-feira, janeiro 05, 2017

new look


Houve alguém que antes de o ano terminar ainda foi ao baeta! 
Não foi fácil, aliás, foi uma verdadeira peripécia! Valeu-nos a paciência da cabeleireira e o espaço completamente artilhado de carros, brinquedos e até o Baby TV do cabeleireiro infantil Kriançolas, senão não sei como teria sido. 
Levou uma valente tesourada e agora parece um homenzinho crescido. Adoro*

quarta-feira, janeiro 04, 2017

Querem ganhar fraldas Dodot à borla?



A Trybe, uma plataforma de teste de produtos, está com uma campanha de experimentação e oferta de fraldas e toalhitas Dodot. O que é óptimo para quem tem filhos pequenos. Todas sabemos que grande parte do nosso orçamento vai para fraldas e que nunca é demais ter pacotes extra de reserva. Nós cá em casa necessitamos não só para uso diário do Afonso, como também levar para a creche, por isso estamos sempre a aproveitar as promoções e campanhas de supermercado a preços mais simpáticos. Não vou negar que a minha marca favorita é mesmo a Dodot, por isso, nem pensei duas vezes em registar-me no site da #trybe #portugal e em inscrever-me para aproveitar a campanha de experimentação de fraldas e toalhitas da marca.


Para o fazerem e habilitarem-se a receber o produto em casa só têm de se inscrever na campanha clicando neste link: https://trybe.com/pt/product/180?ref=73c3348dc4
Depois é preencher os vossos dados de perfil e participar para receberem o produto. 
Simples, não é? 
Por isso, considerem este post quase como serviço público: fraldas Dodot à borla não é todos os dias,  para termos os nossos bebés sequinhos e felizes, como nós gostamos. 


Participem! A campanha termina no início da próxima semana!


a acelerar pelo ano fora


Lembram-se de vos ter falado no blusão de aviador que comprei na C&A para o Afonso? Bom, aqui está ele. Não vai a conduzir um avião, mas a sua super mota da Patrulha Pata que os avós paternos lhe ofereceram este Natal. Tem sido a loucura com ela, apesar de mal chegar com os pés ao chão. Mas o ar de felicidade do rapaz supera tudo!

adeus 2016, olá 2017!

Depois de um interregno de mais de uma semana do blogue, em que estivemos de férias e decidi, deliberadamente, não postar nem publicar nada nas redes sociais - numa espécie de detox 'offline' de luxo - eis que regressamos para brindar ao novo ano!
Acontece que este início de 2017 tem sido um tanto ou quanto atribulado e as peripécias sucedem-se! (nem sempre muito positivas).
Para começar tenho os dois miúdos doentes, mas o pior de momento é mesmo o mais novo, o Afonso, que está com um quadro de febre, falta de apetite, o rabinho muito assado e a barriguinha toda desrregulada. A mais velha também andou assim (tirando a febre) e até agora quase não come nada, sem qualquer apetite, tendo mesmo passado o último dia do ano em jejum por mais que insistíssemos para que comesse qualquer coisa. Também rebentámos um pneu do carro logo no dia 1 de janeiro em plena marginal, o que implicou chamar reboque, táxi, quando tínhamos o carro completamente carregado de tralha e duas crianças. Foi uma aventura, mas acabou por correr bem. As férias passaram num ápice e, confesso, com os dois em casa foi mais "uma loucura" de férias do que tempos de descanso, mas estivemos juntos e os miúdos tiveram tempo com a família e companhia o tempo todo. 
Para este 2017 não faço grandes planos nem desejos para além de saúde, paz, trabalho e amor. Mesmo! 
E claro, continuar a alimentar este canto - fazendo um esforço para que isso aconteça de forma mais regular - relatando as nossas aventuras, trocando experiências e conhecendo novas e fantásticas pessoas que nos seguem e nos lêem. É bom saber que estão 'aí' desse lado!
Que em 2017 continuemos juntos*

segunda-feira, dezembro 19, 2016

Mãe não tem direito a estar doente


Depois de praticamente toda a gente, cá em casa, ter andado a lutar contra vírus e gripes, eis que sucumbi - desgraçadamente - forte e feio.
Nos últimos anos tenho tido valentes gripes que me têm atirado à cama, mas geralmente sempre antes da Primavera, lá para Fev/Março... 
Bom, este ano e a menos de uma semana do Natal estou que não me aguento.
Mãe não tem direito a estar doente, certo? Logo, devia de ser imune! 

terça-feira, dezembro 13, 2016

No comparar é que está o ganho

Ainda das compras de Natal e das dicas de poupança, conto-vos o episódio que se passou este fim-de-semana com um dos presentes de Natal para a mais velha. A Madalena tinha-me falado num novo jogo que tinha visto num catálogo de brinquedos (acho que do El Corte Inglés). Mesmo já depois de ter feito a carta ao Pai Natal, que colocou debaixo da árvore e a qual eu aproveitei para ler na sua ausência e saber em concreto o que queria, este fim-de-semana quando entrei no Toys R’Us do Colombo dou de caras com o mesmo em grande destaque e lembrei-me imediatamente da conversa dela. O jogo em questão chama-se “Chrono Bomb” e, basicamente, trata-se de um jogo com um detonador (a fingir, claro está) com um temporizador e uns elásticos, em que os participantes têm de conseguir desligar a ‘bomba’ antes de o tempo expirar. Para chegar ao detonador e desligar o temporizador, têm de passar pelos fios – como se os mesmos fossem raios laser – e eles os salvadores da situação antes que tudo vá, supostamente, pelos ares.

Ela, como anda na ginástica e passa a vida a saltar, a mexer-se, a esticar-se, a fazer espargatas, pontes e a contorcer-se em mil e uma posições, é natural que ache o jogo apelativo. Na altura em que mo mostrou no catálogo nem liguei muito, apenas fixei o nome e disse “ah, que giro”, não lhe dando muita importância, mas quando entrei no Toys R’Us é que me lembrei e fui direitinha ao mesmo. Já estava com a caixa na mão e pronta para o trazer para casa quando reparo no preço: 47,99€ e vacilei. Já lhe tínhamos comprado outras coisas que ela pedia na carta ao Pai Natal, além de roupa e botas e trazer mais um presente de quase 50 euros já começava a pesar demasiado no orçamento. Na altura racionalizei e optei por não o trazer. Era um preço demasiado elevado por um jogo. Decidi que ia ver se encontrava o jogo em outros sítios, como por exemplo, no Continente.
E se bem o pensei, melhor o fiz, porque no Domingo fui ao Continente com o propósito de ver se encontrava o jogo e quanto é que o mesmo custava… E meus amigos, lá estava ele nas prateleiras e, surpresa das surpresas, a um preço bem mais simpático: 33 euros!
Já viram bem a diferença? De 48 euros (que no fundo é quanto ele custava no Toys R’Us) para 33, vão 15 euros!
E lá veio o Chrono Bomb para casa, já se encontrando embrulhadinho e debaixo da árvore de Natal à espera da sua desmanteladora.
Entretanto também já o encontrei online ainda mais barato, a 31 euros, mas estou satisfeita com a minha compra.

Por isso digo, comparem sempre, não comprem logo por impulso, porque mesmo na correria desenfreada de compras que é este período natalício, nem sempre compensa

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Compras giras e baratas para este Natal? Sim, existe o sítio perfeito para isso.

Das incursões que tenho feito pelos shoppings nos últimos dias, muita tem sido a vontade de gastar uma boa parte do meu subsídio de Natal em roupa, seja para mim, seja para os miúdos. A verdade é que adoro ir às lojas, ver as colecções, comparar preços, ver opções, tirar ideias de modelitos - seja para mim, seja para eles - e vir para casa satisfeita com as opções tomadas. Gosto muito de roupa e de fazer compras, assumo-o sem pudores, mas também sei ser bastante regrada nas escolhas e opções. Sou também bastante eclética no estilo de vestir, seja para mim, seja para os miúdos - que tanto gosto de os ver descontraídos, como bem arranjadinhos de laçarotes na cabeça (ela, claro) e vestidinhos de xadrez, como ele com calças de ganga e sweatshirt ou camisinha e calções. Para o dia a dia gosto que usem peças práticas, para levarem para a escola. Dá sempre jeito ter várias sweatshirts giras para usar durante a semana, assim como vários pares de calças e um bom casaco quentinho. Principalmente ele, já que a Madalena usa farda e esse problema não se coloca. 
Na última semana vi um casaco ao mais puro estilo aviador na loja C&A que me deixou completamente derretida e acabei por comprá-lo como presente de Natal para o Afonso. É uma delícia, com um ar superrrr cool e todo forrado a pêlo por dentro. Custou pouco mais de 30 euros e vai durar todo o Inverno. Assim que o vimos, tanto eu como o pai ficámos rendidos e acabámos por comprá-lo. Mas aproveitei e trouxe também calças de ganga - que estavam a um preço muito simpático (9,99€) - ou casacos de malha, aproveitando para lhe renovar um pouco o armário que começava a ficar limitado de opções. 
O bom numa loja como a C&A, é que é super completa e facilmente encontramos tudo o que faz falta, de calçado a acessórios, passando por pijamas ou opções de festa, a preços super simpáticos. E a roupa de bebé? Os babygrows e os bodies são de um algodão orgânico, muito macio e resistente. Quando estive grávida da Madalena e agora mais recentemente do Afonso, comprei lá muitas das opções de roupinhas para as primeiras semanas/meses. Agora e a poucos dias do Natal, também podemos fazer algumas brincadeiras e aproveitar para usar e abusar dos gorros divertidos com bonecos de inspiração natalícia, luvas ou pantufas quentinhas com ar fofo. 

(não são uma delícia?) 

Para mim vi uma série de peças super interessantes para looks mais sofisticados ou de festa, ideais para a passagem de ano. Adorei vários vestidos de renda, mas houve um que fez o meu coração bater mais depressa (o que mostro na imagem), assim como dois jumpsuits  pretos - um mais casual que outro - que me ficaram debaixo de olho, principalmente pelo preço - 29,99€ (o que tem o top de renda). Deixo-vos com um sneak peek do que falo.



Por fim e porque o cinzento é o meu "new black", não fiquei indiferente a mais uma camisola de lã com incrustações e uma saia plissada comprida com um ligeiro brilho metálico - tão em linha com as tendências actuais. (Este sim, a minha cara para o dia-a-dia)


Por isso, se ainda não conhecem a C&A não percam muito mais tempo. Entrem e vejam tudo com calma. Há peças que valem mesmo MUITO a pena a preços super simpáticos e acessíveis, para nós, para eles e para a família inteira (além de opções giras para oferecer este Natal!)
E se forem como eu, que vibra com peças giras a preços simpáticos, então estão no paraíso.
Depois não digam que não avisei. ;)

descompensações que só as mulheres entendem

Perdi-me completamente de amores - mas assim daquelas paixões assolapadas - por esta camisola da Zara.

Ora, acontece que eu como sou uma menina cujos olhinhos só batem naquilo que é difícil de ter, a dita camisola está esgotada e já a sair de stock em todas as Zaras...
Não dá para encomendar online e na loja da Zara do Colombo - que era a que no site dizia ter as últimas unidades - já não existe uma para amostra.
Para tentar colmatar a falta que a camisola de folhos cinzenta me faz - porque estas paixões assolapadas fazem sempre imensa falta (not) - fui à Zara do Vasco da Gama e comprei uma idêntica, em preto. 

Gosto dela sim, é em preto - o que na prática dá bem com tudo -,não é o que se diz? Mas apesar de todas as vantagens e de até ter sido o mesmo preço,  ainda não era bem isto que eu queria, entendem? O camisolão de lã cinzento com folhos é que ERA e esse não me sai do pensamento!  
Por isso e porque sou uma pessoa que necessita de colmatar as faltas com outras coisas, ontem, numa nova ida ao Vasco da Gama - porque é Natal e a malta tem de fazer compras, blá, blá, blá, whiskas saquetas - decido ir novamente à Zara e os meus olhinhos bateram noutra camisola cinzenta, num tom mais claro e com mangas à boca de sino que me agradou bastante. (Além de ser bem mais baratinha.)

Veio comigo para casa. Hoje já a trago vestida - que não sou mulher de perder tempo.
Mas cá dentro, cá dentro ainda há uma descompensação perdida de amores por aquele camisolão de lã com folhos cinzento!

Também vos acontece ou sou só eu? 

a duas semanas do Natal


Já fizemos as primeiras compras, finalmente! 
Lá consegui convencer o homem a ir comigo para o centro comercial em pleno fim-de-semana e feriado. Foi a custo, mas lá se mentalizou. Tinha mesmo de ser, ou corríamos o risco de chegar à data sem ter um único presente.
As crianças já podem estar descansadas, para elas já está tudo orientado e isso, pelo menos para mim, é mesmo o mais importante.
O trabalho não tem dado tréguas - e os miúdos também não - ora está um, ora está o outro doente e têm sido semanas complicadas de antibióticos, tosse, febres e as mazelas típicas desta altura do ano.
O Afonso, depois de ter andado ficado um dos fins de semana dos feriados doente  - e que nos obrigou a 4 dias de 'retiro espiritual' em casa - agora foi a vez da mais velha que, coitada, nestas últimas semanas também lhe aconteceu de tudo um pouco. Para além de ter andado em testes na escola - as provas de fim-de-período, pelo meio teve uma picada de insecto na cara que lhe inchou um olho e a obrigou a ir ao Hospital e tomar antibiótico e, nem uma semana depois, levou uma patada na ginástica, no outro olho, ficando o mesmo todo negro. Entretanto, este fim-de-semana, caiu à cama doente. 
Não está fácil, mas lá vamos gerindo tudo o melhor que conseguimos. 2016 mostrou que não foi um ano simpático - em muitos sentidos - e é melhor não falar muito, porque ainda faltam umas semanitas até o mesmo acabar! 
O Afonso está numa fase deliciosa, muito expressivo - percebe tudo, tudo, tudo - e farto-me de rir com as suas saídas, as novas palavras que diz ou as coisas que faz. Este fim-de-semana, por exemplo, fui dar com ele debaixo da árvore de Natal e com a mesma completamente caída em cima. Choramingou bastante enquanto eu tentava conter o riso, mas serviu-lhe de lição - agora já não mexe nela e já não lhe tira bolas. 
É completamente louco pela irmã e nos fins-de-semana em que ela não está quase que endoidece (ele e nós) de tantas vezes que fala e pergunta por ela. É giro de ver. Acorda e diz: "mana", anda pela casa e diz "mana", chega ao carro, vê a cadeira dela e diz: "mana" e basicamente leva o tempo todo nisto. 
É doido por fotografias, do pai, da mãe, da mana e de toda a gente. Assim que chega a casa ou ao quarto é para elas que aponta e pede e fala. Adora música e adora dançar. Bate palminhas e canta (ao jeito dele, a melodia das canções). Anda uma verdadeira peste para comer e a fazer resistência à sopa, faz sempre fita e manha e só a custo é que abre a boca, mas com canções, bonecos e muita paciência lá vamos conseguindo que coma alguma coisa. 
Também é louco por carros e motas, ao ponto de se meter sozinho à janela a vê-los passar ou a ir na rua ou no carro e ficar siderado quando vê alguma (temos motard) e é muito expressivo nas caras que faz quando sabe que a conversa é sobre ele, ou quando leva algum raspanete por se ter portado menos bem. Mas até nisso é delicioso. 
Tenho de conter o riso muitas vezes, mesmo quando ele se porta mal e faz alguma asneira, porque tem o maior ar de safado da história! Além de, para mim, ser linndoooooo de morrer.
Mas eu sou suspeita, não é?
E é isto! Tenho andado desaparecida do blogue mas não esquecida! E para não acharem que, a duas semanas do Natal me evadi de vez, aqui fica um resumo muito 'resumidinho' dos acontecimentos das últimas semanas. 
Prometo redimir-me.

terça-feira, novembro 29, 2016

parabéns a nós


Hoje fazemos "anos". Anos de companheirismo, de namoro, de aturo mútuo, de crescimento, de descoberta. O tempo tem este inconveniente de ser demasiado rápido na passagem levando-nos, por vezes, ao esquecimento das pequenas coisas, aquelas que nos aproximaram e nos juntaram, aquelas que temos em comum e que, por serem já tão adquiridas, desprezamos na correria louca do dia-a-dia. 
Nestes anos de união já ultrapassámos grandes obstáculos, já tivemos o melhor e o pior um do outro, já nos rimos e já chorámos. Mas continuam a ser aquelas pequenas coisas - tão grandes e cheias de importância - que continuamos a partilhar e que nos unem. Claro que agora temos uma 'pequena grande coisa' para sempre, maior do que nós próprios, mas continuamos a ser nós a peça central de todo este destino. O pilar.
Lembrar-me-ei sempre, com a mística e a felicidade própria das primeiras descobertas, como me cativaste com a simplicidade de uma sopa quente, uma música do Jorge Palma - cancioneiro nacional dos amantes e apaixonados - ou de como lhe segues os passos, quando te inspiras e me surpreendes com laivos de poeta. Ou não fosse este um dos nossos filmes favoritos.

bbrrrrrr



Estão 10 graus na rua e dentro do escritório o ar condicionado está ligado no frio!

É o que se chama "está um calor estranho"!

segunda-feira, novembro 28, 2016

Amor de irmãos


Não sei o que é o amor de irmãos porque não tenho nenhum. Desconheço o que é aquele amor de sangue, feito de turras e beijos, de partilha e de egoísmos próprios da personalidade de cada um. Não sei o que é dividir o meu espaço e atenção com mais ninguém, ou reclamar pela igualdade de decisões e de oportunidades. Cresci a pedir um irmão ou irmã que nunca chegou aos meus pais e resignei-me a partir de determinada altura, aceitando o meu destino como tal, sem queixumes ou mágoas. Não me considero egoísta por ter sido criada filha única - até porque acho que sempre tive uns pais que souberam dar os abanões certos para a vida nas alturas certas. Nem sempre aceitando muito bem as suas decisões - e muitas vezes ficando profundamente revoltada com as mesmas - mas hoje a saber reconhecê-las. Não me considero 'mimada', nem 'atada', algo que poderia ser ideia intrínseca de um filho único: o exagero do amor. O exagero da atenção. Se durante muito tempo me habituei a ser filha única e a viver bem com isso, hoje penso como seria a minha vida - e a dos meus filhos - se tivessem a carrada de primos que eu tive (e tenho) o privilégio de ter, tios e tias, a casa cheia no Natal, ou o eventual apoio de saber que tenho ali outra parte de mim, com quem posso dividir mágoas, conflitos ou apoiar. Uma extensão. 
Não sabendo, continuo a viver na racionalidade do presente e no isolamento próprio que, desconfio, todos os filhos únicos necessitam. Não existe, nunca existiu, sou só eu a descendência directa dos meus pais - com tudo o que isso tem de bom e de mau - e sempre que ouvia alguém falar do amor de irmãos, por mais que entendesse, nunca percebia muito bem o seu verdadeiro significado. Não conseguia entender a sua totalidade - apesar de achar que sim, de supor - porque nunca a tinha vivenciado... Até que tive filhos. Primeiro ela, filha única durante 6 anos e agora ele. E só agora, com a chegada dele, feita também com muitos ciúmes à mistura (faz parte), aprendi (e vi!) que o amor de irmãos existe e é algo que não se explica. É algo que se sente, intrinsecamente. Algo que nunca terei. Algo que invejo, nesta partilha da qual nunca fiz parte. 
Só isso explica a cumplicidade destes dois, a paixão dele por ela - chama-a de manhã à noite - mesmo quando não está e é a ela que dá os sorrisos mais rasgados, os melhores beijos e para quem vai a correr quando chega. 
Que se conservem assim sempre. 

quarta-feira, novembro 23, 2016

estou quase a virar loura

Há algum tempo que ando com vontade de pintar o meu cabelo num tom (ou vários), bem mais claro. Eu que sempre jurei que nunca havia de ser loura, dou por mim nesta fase da vida a ficar maravilhada com os tons mais claros, a achar que realmente tiram alguns anos de cima, que dão mais leveza e jovialidade e a achar que se calhar até me atrevo a fazê-lo, só ainda não sei muito bem onde! E quero um efeito meio 'degradé', ou seja, não quero um tom uníssono, mas sim uma mescla do meu castanho natural com tons mais claros, como os das imagens.
Atrevo-me ou não? E o que faço com as sobrancelhas escuras, também as clareio? E a manutenção? Deduzo que fazer algo deste género exige que se ande todos o meses a caminho do cabeleireiro para manter o efeito... É mesmo assim? Quem já fez? 
Falta-me um ligeiro empurrãozinho para me decidir ou arrepender para todo o sempre! 


(imagens retiradas do Pinterest)