terça-feira, novembro 29, 2016

parabéns a nós


Hoje fazemos "anos". Anos de companheirismo, de namoro, de aturo mútuo, de crescimento, de descoberta. O tempo tem este inconveniente de ser demasiado rápido na passagem levando-nos, por vezes, ao esquecimento das pequenas coisas, aquelas que nos aproximaram e nos juntaram, aquelas que temos em comum e que, por serem já tão adquiridas, desprezamos na correria louca do dia-a-dia. 
Nestes anos de união já ultrapassámos grandes obstáculos, já tivemos o melhor e o pior um do outro, já nos rimos e já chorámos. Mas continuam a ser aquelas pequenas coisas - tão grandes e cheias de importância - que continuamos a partilhar e que nos unem. Claro que agora temos uma 'pequena grande coisa' para sempre, maior do que nós próprios, mas continuamos a ser nós a peça central de todo este destino. O pilar.
Lembrar-me-ei sempre, com a mística e a felicidade própria das primeiras descobertas, como me cativaste com a simplicidade de uma sopa quente, uma música do Jorge Palma - cancioneiro nacional dos amantes e apaixonados - ou de como lhe segues os passos, quando te inspiras e me surpreendes com laivos de poeta. Ou não fosse este um dos nossos filmes favoritos.

bbrrrrrr



Estão 10 graus na rua e dentro do escritório o ar condicionado está ligado no frio!

É o que se chama "está um calor estranho"!

segunda-feira, novembro 28, 2016

Amor de irmãos


Não sei o que é o amor de irmãos porque não tenho nenhum. Desconheço o que é aquele amor de sangue, feito de turras e beijos, de partilha e de egoísmos próprios da personalidade de cada um. Não sei o que é dividir o meu espaço e atenção com mais ninguém, ou reclamar pela igualdade de decisões e de oportunidades. Cresci a pedir um irmão ou irmã que nunca chegou aos meus pais e resignei-me a partir de determinada altura, aceitando o meu destino como tal, sem queixumes ou mágoas. Não me considero egoísta por ter sido criada filha única - até porque acho que sempre tive uns pais que souberam dar os abanões certos para a vida nas alturas certas. Nem sempre aceitando muito bem as suas decisões - e muitas vezes ficando profundamente revoltada com as mesmas - mas hoje a saber reconhecê-las. Não me considero 'mimada', nem 'atada', algo que poderia ser ideia intrínseca de um filho único: o exagero do amor. O exagero da atenção. Se durante muito tempo me habituei a ser filha única e a viver bem com isso, hoje penso como seria a minha vida - e a dos meus filhos - se tivessem a carrada de primos que eu tive (e tenho) o privilégio de ter, tios e tias, a casa cheia no Natal, ou o eventual apoio de saber que tenho ali outra parte de mim, com quem posso dividir mágoas, conflitos ou apoiar. Uma extensão. 
Não sabendo, continuo a viver na racionalidade do presente e no isolamento próprio que, desconfio, todos os filhos únicos necessitam. Não existe, nunca existiu, sou só eu a descendência directa dos meus pais - com tudo o que isso tem de bom e de mau - e sempre que ouvia alguém falar do amor de irmãos, por mais que entendesse, nunca percebia muito bem o seu verdadeiro significado. Não conseguia entender a sua totalidade - apesar de achar que sim, de supor - porque nunca a tinha vivenciado... Até que tive filhos. Primeiro ela, filha única durante 6 anos e agora ele. E só agora, com a chegada dele, feita também com muitos ciúmes à mistura (faz parte), aprendi (e vi!) que o amor de irmãos existe e é algo que não se explica. É algo que se sente, intrinsecamente. Algo que nunca terei. Algo que invejo, nesta partilha da qual nunca fiz parte. 
Só isso explica a cumplicidade destes dois, a paixão dele por ela - chama-a de manhã à noite - mesmo quando não está e é a ela que dá os sorrisos mais rasgados, os melhores beijos e para quem vai a correr quando chega. 
Que se conservem assim sempre. 

quarta-feira, novembro 23, 2016

estou quase a virar loura

Há algum tempo que ando com vontade de pintar o meu cabelo num tom (ou vários), bem mais claro. Eu que sempre jurei que nunca havia de ser loura, dou por mim nesta fase da vida a ficar maravilhada com os tons mais claros, a achar que realmente tiram alguns anos de cima, que dão mais leveza e jovialidade e a achar que se calhar até me atrevo a fazê-lo, só ainda não sei muito bem onde! E quero um efeito meio 'degradé', ou seja, não quero um tom uníssono, mas sim uma mescla do meu castanho natural com tons mais claros, como os das imagens.
Atrevo-me ou não? E o que faço com as sobrancelhas escuras, também as clareio? E a manutenção? Deduzo que fazer algo deste género exige que se ande todos o meses a caminho do cabeleireiro para manter o efeito... É mesmo assim? Quem já fez? 
Falta-me um ligeiro empurrãozinho para me decidir ou arrepender para todo o sempre! 


(imagens retiradas do Pinterest)

sexta-feira, novembro 18, 2016

House Rules


Estou viciada num programa de televisão: o House Rules. Conhecem? Dá na SIC Mulher todos os dias e, basicamente, trata-se de 6 equipas (casais) com casas próprias e a necessitar de um "make over" e onde o objectivo final é vencer e ter a hipoteca paga. Este é o grande prémio do programa - ter a dívida do empréstimo pago. Para tal, estes seis casais estão, ao longo de uma semana, a remodelar a casa uns dos outros com várias divisões a seu cargo onde têm de demolir, reconstruir e decorar. 

Comecei a ver o primeiro episódio e gostei tanto que nunca mais perdi nenhum, seguindo as aventuras, nervos, discussões e remodelações conseguidas. Neste momento já remodelaram as casas de todos e a primeira equipa está prestes a sair mas ainda têm de enfrentar uma derradeira prova de 24 horas nas suas próprias casas para determinar afinal qual é o casal a quem isso acontecerá.
Como também é inevitável, temos sempre os nossos favoritos  - e os meus são o Ben e a Danielle e a Cassie e o Matt - e ontem, movida pela pura curiosidade, decidi ir à net ver quem tinha ganho esta edição. Caso para dizer que "a curiosidade matou o gato"! Que desilusão senhores! Ganhou quem eu pensei que estava longe, longe!

Entretanto - e porque não aprendo a lição - decidi espreitar o que é feito dos concorrentes da season 3 (descobri que esta é a season 3 e que entretanto já vão na 4) e como estão os casalinhos... E o que posso dizer sem ser uma spoiler? Bom, que há quem tenha passado de loira a morena, quem se tenha separado, quem esteja noiva, quem tenha sido mãe e quem ainda continue junto e sem filhos.
Quem adora o House Rules como eu que se acuse!

And I see your true colours shining through

Sexta-feira! Finally!

quinta-feira, novembro 17, 2016

é muito bicho para uma criança só


Esta semana já foram várias as vezes que passei pelo nosso canto (entenda-se, esta página), mas a ausência de vontade de escrever tem-me feito evitar colocar o que quer que seja. O volume de trabalho também não ajuda e, geralmente, quando à noite supostamente estaria mais folgada, o cansaço apodera-se do corpo e lá passa mais um dia sem o fazer. Com isso, hoje já é quinta-feira e desde a semana passada que nada escrevia por aqui.
Ontem, depois de mais um dia de trabalho, em que me sentia cansadíssima e só me apetecia enfiar na cama e dormir - algo que sabia não ser possível, mas sonhar não custa - quando chego à escola para apanhar a cria mais velha, ela está com a cara num estado lastimável. O olho super inchado e a fechar, a maçã do rosto toda inchada e vermelha e a cara a ficar deformada. De manhã, quando acordou, notei que tinha uma ligeira borbulhinha na cara e que estava vermelha e o olho um bocadinho inchado. Achei que podia ter sido picada durante a noite, mas que o olho estava inchado ainda do sono, ou da posição em que dormiu, com algum cobertor ou a fronha da almofada a fazer pressão e desvalorizei. Lavou a cara com água fria e durante o dia, na escola, foi colocando Fenistil e lavando com água fria ou aplicando gelo. De facto, tiveram esse cuidado e fizeram-lhe isso, mas não ajudou. Ao final da tarde estava muito feio. A juntar a isso a comichão que deve sentir e as vezes que se deve coçar, inflamou ainda mais.
Saímos da escola directas para a farmácia, mas quando o farmacêutico a viu recomendou que fosse com ela ao hospital, não aconselhando nada dada a zona ser tão perto do olho e sensível. Devia sim ser vista por um especialista. Assim fizemos. Rumámos para o Hospital da Estefânia, demos entrada e ainda foi à triagem, mas o tempo de espera - de quase 3 horas - e a hora da noite que já era fez-me desistir, perder o amor ao dinheiro (mesmo com seguro) e optar pela CUF. O hospital estava cheio de crianças doentes e só seríamos atendidas, na melhor das hipóteses, perto das onze da noite.
Rumámos para a CUF, que estava igualmente cheia de crianças doentes - deve andar 'bicho' em força - e lá ficámos à espera depois de dar entrada e de passar pela triagem. A médica confirmou que em princípio se trata de uma picada de insecto, mas como é tão perto do olho, recomendou por precaução o uso de antibiótico e de um anti-estamínico. Não aplicar pomadas - por ser numa zona sensível - não coçar e quando a comichão apertar, aliviar lavando a cara com água fria ou pondo gelo.
Hoje acordou com a cara em pior estado do que ontem - a médica havia alertado para a probabilidade de isso acontecer - mas já tomou a medicação e foi para a escola. Vamos ver como evolui ao longo do dia e rezar para que aquela alminha não se coce, infectando ainda mais a cara. 
Coitada, para a semana ser ainda pior para a pobre criatura só lhe falta apanhar piolhos - que ainda esta semana lhe fiz tratamento preventivo - já que da escola veio o recado aos pais de casos de pediculose. Não lhe encontrei nenhum e já lhe enchi a cabeça de champô e passei o pente, mas isto, nunca fiando. 
Estamos em Novembro e anda aí a "bicheza" toda louca!
É fazer figas e esperar que o fim-de-semana chegue depressa.
E com vocês, já tiveram alguma situação idêntica com os vossos filhos?

sexta-feira, novembro 11, 2016

Birras


Quando a Madalena era pequena, por volta dos 2/3 anos, começaram as birras 'à séria' e um verdadeiro teste à nossa espinha dorsal. Já sabia que é nesta fase que eles começam a testar-nos e a ver até onde podem ir, mas uma coisa é lermos sobre isso e sentir que estamos mais ou menos preparados (ou não) e outra é presenciar, às vezes nos locais e situações mais inusitados, o 'tremor de terra' a acontecer.
E meus amigos, não é fácil. Nada, nada fácil. 
Principalmente aquele tipo de birras que nos envergonham. Aquele tipo de birras que sempre bradámos - quando ainda não éramos pais, pois claro - "filho meu nunca fará isso!". Ahahaha, hoje, quando me lembro desses tempos só tenho vontade de rir, santa inocência! Por mais que pensemos que temos tudo controlado, eles conseguem surpreender-nos nos momentos mais inesperados e envergonhar-nos redondamente. Lembro-me de uma cena que ela fez no supermercado, já na caixa, onde levava uma embalagem de 4 gelatinas nas mãos e se recusava a dá-la para passar no código de barras. Não sucumbiu a nenhuma das nossas investidas nem supostos 'subornos', "Filha, dá cá à mamã, olha ali o balão, não é tão giro? Olha ali o carrinho com o Noddy, não queres ir andar? É só um bocadinho e a mamã já te dá as gelatinas outra vez, está bem? Sim, sim?". Não, nada feito. Nada a fazia vacilar e cada vez agarrava as gelatinas com mais força e de forma mais convicta. Entretanto a fila aumentava atrás de nós, a senhora da caixa desesperava e não tive outro remédio a não ser tirá-las da mão à força. Ui, ui, o que fui fazer! Foi a desgraça total. Berrou, esperneou e por fim atirou-se para o chão em verdadeiros espasmos de dor e gritos lancinantes. Esta é daquelas que me ficou na memória até hoje - por ter sido a mais feia de todas - mas foram vários os episódios 'birrentos' ao longo dos anos -  até porque sempre teve tendência para o drama. Claro que a coisa aliviou por volta dos 5 anos, mas não é fácil de gerir. Pelo menos para mim não é, já que a minha natureza é tudo menos calma. 
O Afonso, apesar de ainda não ter um ano, já começou a dar mostras do que aí vem. Agora, quando a coisa não lhe corre de feição ou é contrariado, além de ficar com ataques de mau-feitio, atira-se para o chão e chora, chora (ou finge que chora). Faz isso com alguma constância e o truque que optámos por fazer é o de não ligar. Ele está no chão, em grande drama e nós ignoramos. Não olhamos, não ligamos, até lhe passar o achaque. Custa-me muito, confesso. Porque os gritos, os guinchos, o choro, tudo me faz confusão e só me apetece pôr-lhe um fim, mas resisto o melhor que posso. 
E quando posso, também registo o momento. Como este, em que na festa de aniversário da irmã e perante a minha negação em não o deixar ir para as escadas, se deitou no chão em grande pranto. 

É oficial. Os meus filhos têm todos queda para o drama.

E o que chamo a isto? Um "drama king"?


Que semana esta

Depois do murro no estômago que foi, durante esta semana, acordar e saber que o Trump é o novo Presidente dos Estados Unidos, hoje assoma-me a tristeza de acordar com a notícia da morte de Leonard Cohen. 

Caramba. Que semana! Que ano! 


quarta-feira, novembro 09, 2016

Festa de aniversário no NewsMuseum

A festa de aniversário da Madalena foi no novo NewsMuseum em Sintra que, tal como o nome indica, é o primeiro espaço totalmente dedicado às notícias e à história dos media. É um espaço que merece a pena conhecer e visitar - sem ser no contexto 'festa' - e explorar todas as diferentes salas, conteúdos e quantidade de informação e curiosidades que, para quem gosta destes temas (e não só!), se encontra disponível. 
Depois de há uns meses ter ido em visita de estudo da escola ao edifício do jornal Diário de Notícias - que ela adorou - e já tendo a idade de 8 anos, para mim fazia sentido fazer a festa num espaço com estas características. Além de, claro, eu ser suspeita já que a comunicação sempre fez parte da minha vida profissional... (Mas adiante!) Os miúdos também já são suficientemente crescidos para começarem a ter percepção de vários temas e assuntos, além de terem uma série de conteúdos adaptados e coisas para explorar - que eles adoram - por isso a escolha estava feita! 
O tempo em Sintra, ao contrário do que era esperado, esteve óptimo, os miúdos aderiram à festa - confesso que ainda fiquei na dúvida se os pais fariam o esforço de levar os filhos de Lisboa para Sintra de propósito para irem a uma festa de aniversário a um sábado à tarde - a criançada delirou com as várias salas e actividades que tinham de explorar, mexer, tocar, brincar e conhecer, a realidade virtual e a sala do NewsTV (onde podem fingir que são jornalistas em directo e falar para a câmara de televisão) fez as delícias de todos, repetiram a experiência vezes sem conta, o Scoop (outra actividade ao estilo "Quem quer ser milionário" mas com perguntas sobre a aniversariante) também foi outro dos pontos altos da tarde, já para não falar na cabine de rádio, nos múltiplos ecrãs que estiveram o dia todo a passar fotos dela, a mesa dos doces e bolo - que estava fantástica - ou o presente que lhe deram no final - uma capa do jornal Diário de Notícias do dia em que ela nasceu, nada foi deixado ao acaso. 
As monitoras que deram apoio à criançada toda durante a tarde foram incansáveis - já se sabe que os miúdos nestes dias ficam num ponto perto da histeria e que o mesmo se traduz em muitos saltos, correrias, gritinhos e algazarra - e elas tiveram uma paciência infinita! (Obrigada Cátia, obrigada Joana!) 
Chego sempre ao fim destes dias de festa completamente de rastos. (Continuo a achar que festas de aniversário dos filhos é uma verdadeira prova de fogo e de prestação de serviços por parte dos pais, como se tivéssemos de correr os 100 metros barreiras e ganhar a medalha de ouro no final!) Mas correu tudo bem! Ela gostou, os miúdos adoraram e até o Afonso - a "mascote" do grupo - andou em plena excitação de alegria, atrás dos mais velhos, em sprints e correrias pelo Museu, numa alegria contagiante. Claro que depois quando chegou ao carro apagou em 3 'nanosegundos'. 
Valeu a pena. Ficam as imagens. 


ainda não estou em mim...


...Com os resultados das eleições norte-americanas!
É difícil conseguir aceitar que este homem, depois de uns maravilhosos Obama, se vai sentar e instalar na Casa Branca e ser o homem mais poderoso do mundo.
Estou em choque, incrédula e cheia de medo. Não querendo ser profética nem fatalista ou terrivelmente pessimista, acho que hoje começa uma nova época para o mundo e que a mesma não é necessariamente boa. Os partidos da extrema direita europeus congratulam-se com a vitória de Trump e apressam-se em dar-lhe os parabéns pela vitória, a Rússia de Putin foi logo a primeira, finalmente ganhou um "buddy" do mesmo calibre! Vai haver, um pouco por toda a parte - já começou e vai acentuar-se, não tenho dúvidas - deste ascender de extremismos, de nacionalismos, da 'pureza da raça', da xenofobia, da discriminação, do racismo... enfim, os ingredientes perfeitos para tempos tumultuosos, para a instalação de ditaduras, para velhos fantasmas do passado voltarem ainda com mais força.
Acho que a América elegeu o próximo anti-Cristo. 

terça-feira, novembro 08, 2016

Leite de vaca, leite de transição, leite de fórmula? Help!


Desde que o Afonso fez 12 meses que andava cheia de vontade de deixar o leite adaptado e passar para o de transição ou de vaca normal. Ainda aguardei uns meses, mas só quando fui com ele à consulta dos 14 meses é que ao colocar a questão à pediatra a mesma disse: 'nada de leites de transição que são ricos em açúcar e pobres em nutrientes. Continua a dar o leite de fórmula até aos 2 anos.'
Confesso que desesperei um pouco e mostrei o meu desagrado. Estou farta de fazer biberões e colheres de leite em pó. Principalmente durante a noite, em que o Afonso chega a beber 2 biberões cheios. Confesso que é muito mais prático despejar uma garrafa de leite (seja ele adaptado ou normal de vaca) para um biberão, aquecer e dar, do que andar com medidas de água e colheres... além de mais económico. 
Depois da consulta e meio resignada ainda comprei várias latas de leite em pó, mas este domingo, em que o leite estava no fim, decidi acabar com isso. Ele está com 14 meses (vai fazer 15 este mês) e decidi optar pelo leite de vaca normal, Mimosa, meio gordo. 
Trouxe um pack de seis litros e comecei a dar. Ele não estranhou e bebe normalmente. (O Afonso bebe grandes quantidades durante a noite, chegando praticamente ao meio litro!) Mas ainda não me encontro muito convicta da minha decisão. Tenho receio de lhe estar a dar grandes quantidades de proteína para a idade dele e que lhe faça mal. 
Perante esta minha decisão - e da qual não me encontro muito segura - decidi colocar a questão a outras mães num grupo de alimentação para bebés e crianças no Facebook e do qual faço parte. E, tal como esperava, há de tudo. Há mães que continuam a dar leite de fórmula, outras que dão leite de transição e outras cujos pediatras aconselham a dar o leite de vaca normal a partir dos 12 meses. A minha questão prende-se com a quantidade diária de leite que ele bebe - que é muita - sempre à noite e se esse excesso de leite poderá ter contra-indicações para um bebé da idade dele... se o organismo processa tanta quantidade de leite, se há excesso de proteínas, se lhe fará mal (mesmo que eu não veja e aparentemente esteja tudo bem).
Com a Madalena, por esta altura, já lhe dava leite de transição (do 1 aos 3), mas também concordo que os de transição talvez não sejam os mais adequados e tenham excesso de açúcar... A minha questão prende-se com se deverei voltar ao leite de fórmula até aos 2 anos, como indicado pela pediatra, ou continuar com o leite de vaca normal? 
Há por aí mais mães na mesma situação que eu e com bebés da idades semelhantes? Que leite dão? 
Querem partilhar experiências?  

o dia do juízo final



Hoje é o dia das eleições americanas e eu confesso que tremo só de pensar na hipótese de o Trump ganhar as mesmas. Para quem achava impossível ele chegar a este ponto, é vê-lo a ganhar poder de dia para dia, prestes a alcançar o objectivo final! Sempre disse que ele tinha fortes possibilidades de ganhar - e continuo a achar o mesmo - mas Deus nos livre (à América e ao mundo) de tal coisa! 
Não é que tenha especial simpatia pela Hillary Clinton - e não tem nada a ver com o facto de ser mulher. Gostava muito de ver uma mulher no lugar da presidência dos Estados Unidos, mas não a considero especialmente empática nem suficientemente competente para a tarefa. Posto isto, só tenho uma coisa a dizer: vou sentir muitassssss saudades dos Obama! Podem ficar mais 8 anos? Pleassseeee!

Entretanto, só me ocorre esta banda sonora: 



sexta-feira, novembro 04, 2016

inspiração para o fim-de-semana

Mesmo com chuva, vou usar e abusar das saias plissadas com biker jacket, das camisolas de lã e dos chapéus!



vem aí chuva e eu tenho carradas de roupa para lavar!

Diz que os próximos dois dias vão ser de chuva intensa, sem tréguas. Acabou-se o sol e o tempo abafado. 
Como se isso não fosse já desagradável q.b., acresce que a minha máquina de lavar roupa avariou vai para uma semana. Digamos que foi uma espécie de "presente de aniversário" enviado pelo universo! (tão bom, #massóquenão!) 
Conclusão: numa casa com duas crianças, uma delas bebé - que suja várias mudas de roupa por dia - bodies então já perdi a conta, pijamas idem - um homem que usa camisas e tudo o resto - de lençóis, a toalhas, a roupa interior... Bom, imaginam o caos e a falta senhores, a falta que faz uma máquina de lavar roupa! 
Socorri-me, no feriado, da lavandaria que existe na minha rua, mas além de ser caríssimo - gastei uns 10 euros no total - e só esse valor dava para ter comprado detergente - perdi imenso tempo na lavandaria à espera que o programa terminasse e ainda fiquei com muita roupa que não consegui transportar e que aguarda 'vez' de lavagem. 
Como não cheguei a pedir nenhum desejo de aniversário, vou arriscar e fazê-lo agora: "quero que o milagre da roupa lavada se realize", pode ser? E, já agora, que venha acompanhado de programa de secagem também! 


quinta-feira, novembro 03, 2016

Coisas que me vão animando os dias

Não tenho tido tempo de andar a 'lamber' lojas e a ver as novidades da estação, que sou uma pessoa cheia de afazeres e com pouco tempo, mas valem-me os sites online e as novidades que me vão chegando à caixa do email. (Principalmente a última!) Entre uma e outra espreitadela, houve algumas peças que me deixaram de olho aberto e me despertaram a atenção, principalmente sobretudos e casacos - que adoro! Estes podiam vir direitinhos para o roupeiro cá de casa que não me importava nada. 
Pedro del Hierro

Adooooorooooo-ooooo e é da Springfied

Cortefiel


Festa a dobrar

Depois do meu aniversário vem o dela, e é o dela que realmente interessa todos os anos. Já contamos 8 anos de nós! E se no meu dia de anos geralmente a 'travadinha' bate-me à porta, no dela não há nuvem negra que retire a alegria de celebrar a sua vida. A minha filha, o meu primeiro bebé, aquela que me ensinou a ser mãe - e continua a ensinar, que isto é uma tarefa que não acaba - a 'cobaia', a que vai sempre à frente abrindo caminho na vida de todos, é ela! 
E eu só quero é que seja feliz, mesmo que isso implique dizer-lhe inúmeras vezes 'não', dar-lhe ralhetes ou sentir-me profundamente frustrada com as suas atitudes. Mesmo que lhe custe a ela, custa-me o dobro a mim!  Com a esperança de que um dia ela seja uma menina com princípios, valores, educação e acima de tudo, íntegra e feliz!

domingo, outubro 30, 2016

Birthday blues


Hoje faço 38 anos. 
Caramba, 38. 
Já não sou uma miúda, mas também ainda não sou velha (ou assim gosto de pensar), mas os 38 anos têm um peso diferente de uns singelos 32 ou 33. 
É quase como se tivessem toda uma solenidade em seu redor que nos faz sentir o peso da aproximação dos 40, aquela fase em que deixamos de ser "uns miúdos com 20 ou uns trintões com estilo", para passarmos a ser uns quarentões.
Não é o peso da idade que me chateia no dia dos meus anos, mas a análise que faço da minha vida sempre por volta desta data ou as expectativas que deposito neste dia. É como se levasse uma grande chapada que me mostrasse a realidade. Aos 38 anos tenho coisas muito boas na minha vida: dois filhos lindos saudáveis e perfeitos, trabalho, saúde, amor, mas sinto que fiquei tão aquém em tantas outras. Sinto, acima de tudo, que para ter algo bom na minha vida tenho de penar o dobro, aprendi que não posso dar nada por garantido - porque quando acontece, rapidamente a vida faz questão de tirar o tapete - sinto que tudo o que tenho é conseguido com esforço, demasiado esforço e que nada, mesmo nada, me dado de mão beijada. 
Aos 38 anos gostava, acima de tudo, de poder realizar alguns sonhos, mas sinceramente, acredito cada vez menos que algum dia eles se venham a realizar.
E é essa percepção, essa descrença, esse matar de sonhos, que me mata nesta data. 

quarta-feira, outubro 26, 2016

apresento-vos o Amilcar!


Este é o Amilcar, o macaco peluche preferido do meu filho.
Mal o viu, apaixonou-se de tal forma por ele, que não o larga por nada deste mundo. 
Numa tarde em que fomos ao Ikea adoptámos o Amilcar, num verdadeiro caso de paixão à primeira vista. 
O Afonso leva o Amilcar para todo o lado. Dorme com ele, anda com ele no carro, na rua e mal o vê solta gargalhadas de companheirismo. Acho uma delícia. O macaco também é propício a isso. É super fofinho e tem uns braços enormes, que envolvem e abraçam e nos quais o Afonso se enrosca à noite no berço.
A foto foi tirada no fim-de-semana, na altura em que os miúdos brincavam no parque e em que o peluche de um e o peluche do outro, ficavam calmamente sentados a relaxar à espera dos seus legítimos donos. É que não é só o Afonso que leva o Amilcar para todo o lado, a Madalena também se perdeu de amores pela colecção de peluches do Minipreço e já tem um - a "gata" das botas - como lhe chama, que também leva para todoooooo o lado e com a qual dorme na cama.
Temos, portanto, mais dois membros da família que nos fazem companhia para todo o lado. 
Acho que já podemos ser considerados uma "família numerosa", não vos parece? 

terça-feira, outubro 25, 2016

Iniciativas solidárias


A propósito desta notícia que anda a ser partilhada nas redes sociais - e que faz todo o sentido nos tempos em que vivemos haver iniciativas destas - decidi escrever sobre outra, parecida, que existe na escola do Afonso. 
Não vou divulgar o nome da iniciativa da escola, mas apenas falar de como se processa. Basicamente consiste num espaço, uma pequena sala, onde os pais podem deixar tudo o que já não precisam e levar tudo o que lhes faz falta. Sem obrigações e sem controle. E todos nós sabemos como com bebés e crianças as coisas deixam facilmente de servir ainda em bom estado e, por vezes, quase como novas! Na sala que existe na escolinha do Afonso há de tudo, desde roupa devidamente dividida por peças - calças, babygrows, t-shirts, camisolas, pijamas, sapatos - até brinquedos, material de puericultura, carrinhos de passeio... enfim, tudo o que se lembrarem com excepção de leites, comida e fraldas! 
Confesso que durante grande parte do ano passado não tinha reparado que podia entrar naquela sala e levar o que quisesse. Muitas vezes passava no corredor e via a porta aberta e sempre pensei que fosse roupa da escola que as educadoras e auxiliares utilizam em caso de algum "acidente" e à falta de mudas de reserva para as crianças. De facto também funciona assim, pois o Afonso chegou a trazer por diversas vezes t-shirts e calças da escola por não ter mudas em quantidade, ou por no mesmo dia sujar todas as que tinha de reserva. Mas o propósito é ainda maior, é o de servir quem precisa. No início de Setembro, quando a escola reabriu, levei um saco cheio de roupa do Afonso que já não lhe servia - e que agora pode servir aos bebés que entraram este ano no berçário. Hoje, por curiosidade, decidi entrar e vi todas as roupinhas que já foram dele devidamente dobradas e divididas por "categorias", também vi o que havia para a idade dele - já que anda um pouco necessitado de calças e peças mais quentes para o outono e onde o guarda-roupa dele de momento se resume a roupa de "levar para a escola", ou seja, quase tudo são calças de fato de treino, sweatshirts, alguns casacos de malha ou de algodão e uma ou outra camisola. Acabei por trazer dois pares de jardineiras, que tenho de ver se lhe servem e estão boas, perfeitas para esta estação. Caso estejam pequenas, volto a levá-las e ficam disponíveis para outra pessoa. Não pensem que com este "troca e leva" que as peças se encontram gastas e em mau estado. Antes pelo contrário, as pessoas têm o cuidado de deixar peças boas, quase como novas. 
Acho que estas iniciativas são de louvar, principalmente porque não é vergonha nenhuma dar roupa ou usar roupa que já foi de outras crianças. Nos tempos que correm devemos ser cada vez mais práticos e menos preconceituosos com este tipo de coisas e passar essa mensagem aos nossos filhos. 
Usei roupa da minha prima mais velha durante anos e adorava! Ela tinha coisas super giras e sempre que a minha tia mandava roupa lá para casa, para mim era uma festa! 
Esta iniciativa na escola do Afonso deixa-me orgulhosa da mesma, até porque, gosto da escola, do pessoal auxiliar e educativo e identifico-me com o espírito e com as atitudes, por isso achei que devia de partilhar esta iniciativa que eles criaram.
Pode ser que outros decidam seguir o exemplo e implementar nas suas escolas! 
Fica a dica ;) 

30 anos de Chocapic

Fomos convidadas para ir ao aniversário do Pico, a mascote da Chocapic - marca de cereais da Nestlé - que comemora este ano a data redonda de 30 anos! A festa, na Kidzania, deixou a Madalena em polvorosa. Ela já foi à Kidzania várias vezes e adora, por isso sabia que ia delirar com o convite. Afinal, quem é que não gosta de brincar ao faz de conta, ainda por cima quando se tem 7 anos? (Quase, quase, 8!!) 

Sábado de manhã fizemos um programa de mãe e filha, deixámos os nossos "homens" em casa e rumámos as duas até à Kidzania para passar um dia divertido. 
Ao início a Madalena estava super envergonhada, sempre agarrada a mim e de poucas falas, mas rapidamente se soltou e participou em tudo. Esteve na fábrica de cereais da Chocapic e participou no processo de produção e embalamento, sempre respeitando as devidas condições de higiene! ;)
No final trouxe a sua embalagem de Chocapic, feita e embalada por ela - o que lhe permitiu ganhar "kidos", o dinheiro da Kidzania - e ainda cantou os parabéns ao Pico e comeu bolo.
Dá bem para ver o ar de felicidade dela nesta última foto, não dá? No meio da loucura que foi a chuva de confetis e do soprar das velas!
Depois da festa ficámos mais um pouco, afinal, já que ali estávamos ela podia aproveitar para brincar em mais actividades, ganhar mais algum dinheiro e experimentar coisas novas. A Kidzania é um mundo! 
Eu aproveitei para pôr a conversa em dia com a minha querida amiga Carolina, do blogue Família de 3 1/2  e as miúdas conviveram imenso, andaram sempre juntas e entretidas.
Foi um dia diferente e muito bem passado.
Obrigada à Chocapic pelo convite!