quarta-feira, setembro 24, 2014

Dilemas

Chega-se a esta altura do ano e eu começo a stressar com o aniversário dela. O que é que eu vou fazer este ano para a festa dela? Onde? Como? São coisas que começam a ocupar-me o pensamento mal o mês de Outubro se aproxima. Isso e a fazer contas à vida. Para além de já ser um stress por causa de eu e o pai estarmos separados e de termos de chegar a um consenso sobre como é que é este dia, se almoça comigo ou com ele, se fazemos uma festa única e convidamos os meninos do colégio ou se cada um celebra à sua maneira, tudo me apoquenta. O ano passado não fiz uma festa de aniversário para as crianças da escola, acabei por fazer uma festa de aniversário sim, mas apenas para a família e amigos próximos, em casa dos meus pais com bolos encomendados, outros feitos por mim, a decoração também fomos nós que comprámos e escolhemos e pronto, a coisa deu-se, ela ficou feliz, soprou as velas, teve a família junta e foi uma festa mais pessoal. Para a escola levámos um bolo e cantámos os parabéns com os meninos. O assunto ficou arrumado e sem um grande gasto envolvido. Mas já o ano passado tinha andado a ver preços de espaços e festas porque gostaria de convidar os amigos dela da escola, mas os valores que pediam levaram-me a desistir da ideia. Não ter uma casa grande e suficientemente espaçosa para convidar cerca de 20 crianças (média) e os seus pais, ou um orçamento que me permita não olhar a números e dizer "quero fazer isto aqui, para tantas crianças" e pronto, está feito, sem ter mais preocupações, infelizmente, não é coisa que me assiste. E, por esse motivo, todos os anos o dilema é o mesmo.
Ora, este ano, dia 1 de Novembro, a pequena cria faz 6 anos e este ano, esse dia calha a um Sábado. Logo, não vai haver celebrações com os meninos da escola porque não calha a um dia da semana e mesmo que calhasse, este ano ela está na primeira classe, logo, até às 17h30 não havia brincadeira. Por isso, pela primeira vez  queria proporcionar-lhe uma festa de aniversário daquelas com direito a muita brincadeira e com os amigos de todos os dias num dia verdadeiramente memorável... os preços e os espaços disponíveis é que não ajudam. É tudo caríssimo. Mas mesmo assim, quando liguei para um espaço onde ela até já foi por duas vezes a festas de aniversário de amiguinhos, para o dia de anos dela, já tem duas festas marcadas! O único horário disponível é das 17h00 às 19h00 e eu fico a achar que se calhar para algumas famílias pode ser um pouco tarde.
Como é que fazem as pessoas que não têm recursos financeiros para contratar festas cheias de insufláveis e animação e pinturas faciais e mil e uma coisas? Nem casas suficientemente grandes para receber muitas pessoas e moram num simples andar com dois quartos e uma sala? É que se fala da crise por todo o lado, do não haver dinheiro quase para comer mas depois, um pouco por toda a blogosfera e redes sociais, só vemos fotos de festas que mais parecem casamentos, com direito a "party plannings" e photocall para fotografias, arranjos florais e máquinas de gelados e tudo o que a imaginação e a vontade permitir.
É tudo muito bonito sim, mas nao vou deixar de viver para me endividar durante um ano, mas por outro lado queria que ela, pela primeira vez em 4 anos, sentisse que não tem de se dividir em duas festas, duas famílias e duas casas. Que tivesse pai e mãe e amigos tudo debaixo do mesmo tecto e que por duas horas fosse verdadeiramente feliz.
O que é que eu faço? Há por aí alguém que passe pelo mesmo dilema durante o aniversário dos filhos? E que aquele que deveria ser um dos dias mais bonitos do ano, uma data para sempre a recordar, seja igualmente, uma fonte de stress?
(fotos da festinha do ano passado)
 
Na escola...
 
E em casa
 
 
 
 

segunda-feira, setembro 22, 2014

Chegou oficialmente o Outono

 
E com ele a minha vontade desmedida de estar no ninho, no quentinho do lar a dormir, a comer e a fazer bolinhos! Foi o que me aconteceu nestes dois dias onde desde queijadinhas de leite, brunch com panquecas, maçãs assadas no forno com vinho do Porto e caneça e confort food, houve direito a tudo. (Depois queixo-me, mas não resisto e sabe tãããooooo bem) Nestes dias já mais curtos e nublados, onde apesar de o frio ainda não se fazer sentir já só apetece é estar em casa, rodeada daquelas pequenas coisas que fazem parte do nosso mundo, do nosso conforto e onde simplesmente podemos ser, com naturalidade, sem preocupações e desfrutar o momento, tão simples e tão bom, são para mim os melhores do ano. As primeiras chuvas ( e que chuvas!), as tardes de filmes e séries intercaladas com sestas, tudo isso é para mim, sinónimo de dolce fare niente do qual eu sou verdadeiramente apreciadora. Aproveitei para pôr o sono em dia - apesar de ter andado estes dois dias a acordar cedíssimo porque o corpo, habituado que está a esse horário nem ao fim-de-semana descansa como deve ser - mas no Sábado à noite, fruto de um fim-de-semana sem a cria, aproveitámos para dar um saltinho já tardio ao Mercado da Ribeira para um jantar fora de horas, seguido de uma ida ao Bairro Alto. Um copo de sangria depois e uma caminhada pelas zonas mais movimentadas para ver o ambiente e os sítios que estão "in" e já eu abria a boca e pedia pela minha cama. Domingo ainda me iludiu com os raios de sol que se faziam sentir pela manhã, mas quando até estava tentada a vestir qualquer coisa e ir para a rua aproveitar o resto do dia, o dilúvio abateu-se sobre a cidade acompanhado de forte trovoada. O quadro eléctrico disparou por duas vezes e achámos por bem desligar a electricidade e simplesmente terminar a nossa refeição à luz das velas. E assim convertemos uma trovoada num inesperado almoço romântico! (Always look to the bright side of life!) O resto do dia foi passado em arrumações e muita ronha, com muita calma, como se quer dos domingos.
Bem-vindo Outono, já te disse que gosto de ti?
 

do passado e do presente

 Setembro é o mês de reencontro com a família por alturas das festas da Nossa Senhora da Ajuda. Uma tradição que ainda mantemos apesar de ano para ano ser cada vez visível a ausência de certos elementos. Quando era mais nova, em plena adolescência, vibrava com as festas como se a minha vida dependesse disso. Contava os dias que faltavam para tudo começar,  minha mãe passava os serões a fazer-me vestidos para estrear no Domingo de procissão - ainda não havia Zaras nem grandes sítios onde comprar as últimas novidades da estação - e eu sonhava com as noites na quermesse a vender rifas e a meter conversa com toda a gente (era também uma óptima forma de conhecer rapazes e de me enturmar numa terra que não era a minha). Aqueles 5 dias eram sinónimo de liberdade, deitar tarde, convívio e momentos bem passados. Depois crescemos e as coisas deixam de ter a graça e o encanto de outros tempos, como se perdessem magia. Ficamos embrenhados nas rotinas da vida, da escola, dos filhos, do trabalho e apesar de continuarmos a gostar de voltar, ficamos com aquela sensação agridoce de "já não é a mesma coisa".
Estive os últimos 3 anos sem ir às festas da Nossa Senhora da Ajuda. Não lhes senti a falta, confesso. Invadia-me um misto de tristeza e melancolia por nada já ser como era. Nem a família, nem o almoço de Domingo que de repente deixou de existir, nem os primos do Porto que todos os anos por esta altura vinham e assentavam arraias na casa da minha tia para grande trabalho dela, nem o quarto na casa da prima Raquel que estava sempre aberto para me receber, nem a minha prima Rita, fiel companheira de aventuras, estava lá. Já nada fazia muito sentido e, como tal, também eu me afastei, levada pelo tempo e pela distância física de um lugar que não era meu, de uma festa que não era a minha, para não prejudicar as memórias tão boas e queridas que tinha daquele sítio.
No fim-de-semana passado voltei. Foi bom  constatar que, ao fim de tantos anos, ainda conhecia o caminho para a azenha e que a memória não me traía, foi bom ver novamente a procissão, a família, as primas, a banda a passar, ver a minha afilhada muito crescida e já com namorado (OMG!!, como o tempo voa!) e voltar com a minha filha a meu lado que, a dada altura, decidiu subir ao palco vazio onde a banda ia actuar, sentar-se na bateria que estava montada e dar um show para a assistência para escândalo de muitas das senhoras da idade que assistiam a tudo.
Way to go girl! You rock!
 

quinta-feira, setembro 18, 2014

ainda não tinha falado aqui do regresso à escola, pois não?

Tem sido uma semana tranquila e pacífica com o regresso à escola da pequena cria, mas com a diferença de que este Setembro ficou marcado pela entrada no primeiro ciclo e, como tal, não podíamos deixar de assinalar a data a rigor.
A M. andava entusiasmadíssima com a ideia. Apesar de continuar no mesmo colégio onde já estava no pré-escolar e de já estar familiarizada com o local, as instalações, o pessoal, as auxiliares e até com aquela que é, actualmente, a sua professora, ir para o primeiro ano do primeiro ciclo significava uma nova etapa. Agora é a "sério". Há aulas e disciplinas e letras e números e um horário a cumprir, matérias a aprender e avaliações onde é necessário atingir determinados valores para se considerar "aprovado". Claro que ela ainda não percebe as coisas desta forma. Para ela, esta nova fase significa que vai aprender mais coisas e que, provavelmente, vai passar mais tempo sentada e com menos oportunidade de brincadeira, mas sabe que a responsabilidade é maior e que o nível de exigência também.
Para começar entra uma hora mais cedo. Se antes a deixava na escola às 9h30, agora deixo-a às 8h30. Se custa? Sim, custa muitoooooo, até porque cá em casa não somos daquelas famílias que às 7h00 da manhã já está toda a gente de pé, muito alegre e contente e cheia de energia. Custa-me muito ser organizada e rápida de manhã. Atraso-me com coisas pequenas e se não deixo tudo organizado sou um caos. Esta nova mudança e etapa também significava uma nova adaptação para mim. Deixar tudo preparado de véspera, roupa (a minha, a dela), comida (o meu almoço), tomar banho em 5 minutos em vez de meia hora, vestir-me com tempo contado, maquilhar a correr, secar cabelo a correr, acordá-la, vesti-la, dar-lhe o pequeno-almoço e estarmos a horas na escola. Tudo isso também me assustava por achar que não ia conseguir.
Pois bem, esta semana tenho conseguido fazer tudo isso com tempo e a devida organização. Ela chega sempre a horas na escola e eu às 8h45 já estou no trabalho! Quase uma hora antes do "previsto", mas até nem me importo. Quando chego o ambiente está calmo, há poucas pessoas e confesso que até prefiro. Quantas vezes não cheguei a rondar as 10 da manhã já em pleno stress e com a sensação de que ainda agora o dia tinha começado e eu já estava capaz de matar alguém.
É verdade que estamos na primeira semana e tanto eu como ela temos conseguido ser "certinhas" e "on time", mas acredito que com o passar do tempo as coisas possam descambar um bocadinho (eu conheço-me) e sei que o frio e a chuva dos dias de Inverno vão ser um forte factor para ficar mais 15 minutos na cama e que esses 15 minutos depois me vão sair caro e provocar o descalabro matinal. Mas pronto, não vou sofrer por antecipação. O que importa reter desta primeira semana de escola oficial é que tudo correu muito bem. Ela tem estado tranquila e feliz e se ela está bem e feliz eu também estou! Tem imensos coleguinhas novos e alguns meninos que transitaram com ela do pré-escolar. Está completamente à vontade com a escola, o ambiente e as pessoas. Não houve choros, nem dramas, nem birras, nem para ir para a escola, nem para acordar de manhã. E eu olho para ela, tão crescida e penso que qualquer dia está-me a pedir dinheiro para ir com as amigas ao shopping e ao cinema em plena adolescência.
Dia 15 de Setembro marcou uma nova fase na nossa vida. Eu orgulho-me, mas como tenho medo de um dia mais tarde me esquecer destes momentos, das datas, das emoções e dos sorrisos que marcaram esta segunda-feira, registo-as e exibo-as com muito orgulho. Afinal de contas, ela é o meu mais precioso tesouro, o meu bem mais valioso, a minha obra de arte, o meu coração fora do peito, o meu "cliché" mais rebuscado e do qual nunca me canso. É minha.
Boa sorte filha e que tenhas tanto gosto em aprender e em estudar quanto eu tive.

quarta-feira, setembro 10, 2014

Relax


Regressei ao hospital para analisarem o estado das lesões. Tudo a cicatrizar, algumas já praticamente saradas. Antibiótico a fazer efeito como deve ser. Agora é rezar para que a "bicheza" que me apanhou não volte nunca mais a fazer das suas. E descomprimir, que isto deu-me cabo dos nerbios.

terça-feira, setembro 09, 2014

Hospedeira

Não tenho dado notícias porque nesta última semana andei um pouco em baixo de forma. Não sei explicar muito bem o que me aconteceu, mas ao que parece, houve uma bactéria que gostou de mim e decidiu procurar condomínio no meu corpo. Mais concretamente nas minhas pernas e pele. Em poucos dias comecei a ganhar umas pequenas bolhas na perna direita que rapidamente se tornaram ferida e alastraram. Daí a ter ficado com as pernas a parecer a próxima jihaidista foi um instante. As feridas estavam enormes, não cicatrizavam, eram super dolorosas e qualquer toque, por mínimo que fosse, parecia que me estavam a cortar aos pedaços. Isto trouxe alguns problemas logísticos, nomeadamente o facto de não conseguir suportar roupa a roçar ou um simples lençol durante a noite.
Ao longo da semana fui-me convencendo de que conseguia tratar disto sozinha, com desinfectantes, gazes esterilizadas e pomadinhas, evitando a todo o custo ir ao hospital, mas foi quando tudo se tornou insuportável, sem resultados à vista e com as dores a consumirem-me dia e noite, com os movimentos da perna presos e com mais borbulhas a aparecerem na perna esquerda, que tive de me render.
Passei a tarde de sábado no hospital de S. José, na triagem, à espera de ser vista. Quando finalmente aconteceu, encaminharam-me para o Hospital Curry Cabral para ser seguida na dermatologia e passaram-me um antibiótico. Comecei portanto a tomar antibiótico no sábado e a ver a luz por breves momentos. As feridas ainda não estavam a cicatrizar, mas pelo menos já estavam com melhor aspecto... Ontem lá fui até ao Curry Cabral para ser atendida, com o relatório médico numa mão e as pernas prontas para serem vistas. Fui atendida por uma equipa de jovens médicos bastante competente e atenciosa. Tiraram um pouco de amostra para análise e avançaram com um diagnóstico ainda não confirmado. Ao que tudo indica trata-se de uma bactéria que pode ser apanhada em ambientes de pó ou praia e que, alojada em pessoas com peles mais sensíveis (tipo, EU!), pode provocar esta reacção. Ora, bate certo com o que já desconfiava... é que nos meus últimos dias de férias fui  fazer um piquenique em pleno campo, andei sempre de chinelos no pé, piquei-me com uma valente farpa num dedo (e andei coxa por isso) e tomei banho numa ribeira... Eu já desconfiava que a farpa podia ter-me deixado neste estado porque a verdade é que dois dias depois do sucedido começaram a aparecer as bolhas, mas daí a ficar a parecer uma mártir, nunca pensei.
Amanhã regresso ao Curry Cabral para nova consulta. Continuo a tomar antibiótico e as lesões já começaram a secar. Ainda me dói a perna, mas já consigo vestir calças (embora das largas) ou andar sem mancar, mas só espero que o bicho morra ou desapareça de vez, porque não desejo isto a ninguém.
Foi uma semana a "roçar" o "lixadinho".
 
 
 

quarta-feira, setembro 03, 2014

rentrée

 
O meu cabelo também decidiu preparar-se para a rentrée. Já há algum tempo que andava em modo "estou-que-não-me-aguento-com-esta-cor-e-este-corte-de-cabelo-sem-gracinha-nenhuma", mas lá me fui aguentando. Porque era verão, porque vinham aí as férias e a praia e o sal e o cloro da piscina e tudo e tudo e tudo. Pois bem, eis que acabou! As férias já terminaram, os dias de mergulhos infinitos de manhã, à tarde e à noite também, as lavagens sucessivas duas e três vezes por dia idem e a cor... Bom, a cor nem vos falo, já era um misto de cor antiga com raízes escuras, cujo ex libris terminava na franja lateral que nestas férias passou a maior parte do tempo presa com um gancho (muitas vezes eram os da pequena cria que me salvavam o dia).
Perante este cenário, assim que meti os pezinhos em Lisboa que andava desejosa de me sentar na cadeira do cabeleireiro e mudar a cor, definir o corte e cortar franja. Franja, franjinha, como usei durante tanto tempo e que é como gosto de me ver.
Foi ontem, saí do trabalho decidida a deixar  o look indefinido para trás e dizer olá ao meu verdadeiro "eu" que se encontrava escondido há tanto tempo. E voilá, aqui estou de novo, renascida, mais escura e próxima do meu tom natural e renovada!
Outono, podes vir que estou preparada para te receber!

segunda-feira, setembro 01, 2014

Back to town

Estamos de regresso ao trabalho e à vida em geral depois de duas semanas de puro dolce fare niente, com muito sol, muitos mergulhos na piscina (e menos praia do que o habitual), muito tempo em família, muitas sestas (tão bom!), muitas noites quentes e estreladas a sul e muitas outras coisas que são sinónimo de férias e de boa vida (comidinha, brincadeiras, gargalhadas, mergulhos e passeios). Pequena cria teve a sua primeira saída de Portugal a tierras de nuestros hermanos, viu dançar sevilhanas e teve direito aos seus primeiros sapatos de flamenco com salto e tudo para seu grande delírio. Aprendeu ainda a nadar sem braçadeiras, a boiar, a dar mergulhos e a passar entre as nossas pernas, qual peixinho na água e a tomar o seu primeiro banho em barragem! Foram umas férias feitas de novas experiências. Mas como o que é bom acaba depressa, eis-nos de regresso ao trabalho - que também é gratificante, pois é sinal de que existe! - e à rotina do dia-a-dia do acordar cedo, trânsito, escola e os pequenos afazeres que fazem parte da rentrée. No imediato espera-me uma ida ao supermercado para abastecer o frigorífico que, depois de duas semanas de ausência está completamente vazio e, esta semana, a compra dos manuais escolares do 1º ciclo, assim como todo o material necessário, já que a escola oficialmente começa a 15 e eu ainda não tratei de nada. Hoje foi dia de organizar a quantidade louca de emails que tinha na caixa do correio - e que ainda não terminei - e de dar prioridade aos assuntos mais urgentes. Não fui invadida pela moleza e pelo sono que diariamente me assolavam nas tardes solarengas e quentes de férias, o que significa que o primeiro dia do regresso ao trabalho foi bem superado! 
Bem-vindo Setembro, espero que sejas tão bom quanto o Agosto.

 

quinta-feira, agosto 14, 2014

Keep calm

 
Estamos oficialmente de férias. Entramos em modo "off" e não sei se conseguirei ir actualizando o blogue durante as próximas duas semanas. O mais provável é que não o faça, pois não terei computador e não sei se me safo só com o telemóvel. Não faço promessas. Uma certeza tenho: vou tentar aproveitar ao máximo e ir colocando algumas fotos, as que me apetecer partilhar, no Instagram. Por isso apenas digo, "até já".

quarta-feira, agosto 13, 2014

may you see the beauty in simple things

 
Estou a poucas horas de entrar oficialmente de férias e entre a ânsia de ver o tempo voar e de deixar tudo pronto, sou atormentada pelo que ainda me espera: arrumar malas, a minha, a dela, lavar roupa e esperar que seque a tempo de a poder colocar na mala amanhã (com este vento acho que não haverá problema), pensar nas toalhas de praia, saco, protector solar, secador, cremes, roupa para vestir para a praia, roupa um pouco mais compostinha caso se saia à noite um bocadinho e todas as millhentas coisas que terei de ter em mente para que nada me falhe durante as próximas duas semanas. Sou sempre assim. Gostava de ser mais leve e de conseguir fazer malas com a mesma facilidade com que faço textos ou tiro fotos. Era bem mais fácil e prático. Não quero saber. Não me vou stressar com o assunto. A felicidade de entrar de férias e estar com a minha pequena cria supera tudo o resto. Hoje tive oportunidade de a ver e fiquei com o coração ainda mais apertado. Caramba, queria tanto tê-la trazido logo comigo, mas ainda me esperava uma tarde de trabalho e não havia forma de contornar isso. Amanhã já estamos juntas, duas semanas inteirinhas juntas. Dia e noite, noite e dia. Bem sei que daqui a uma semana já andarei a queixar-me que trabalho mais nas férias do que quando estou a trabalhar no escritório - ter de fazer sempre almoço e jantar - e aturar filhos 24 sobre 24h não é pêra doce, mas neste momento não quero saber. Almoçamos às 4 da tarde se tiver de ser, acordamos ao meio dia se nos apetecer, fazemos o que nos der na real gana e na vontade, sem pressas, horários ou imposições. Quero duas semanas de tranquilidade, desfrutando da vida aquilo que ela tem de melhor: a família que já considero como minha, ela, ele, nós, sol, praia, sabor a sal no corpo e chinelo no pé. Faremos castelos na areia, daremos mergulhos na piscina, chatear-me-ei centenas de vezes por dizer-lhe que saia da piscina que já está a ficar roxa e enrrugada (é sempre assim), com ela a tiritar de frio e a negar-se a deixar aquele paraíso aquático. Comeremos figos até ficarmos de barriga cheia e pêssegos e peixe grelhado, brincará na rua até ser noite, até que eu, de casa, a chamarei para vir jantar. Tudo isso faz parte e a acontecer é bom, é sinal que vivemos o momento e que o vivemos juntos. Espero que ela recorde para sempre estes dias como sinónimo de felicidade, porque o são de facto.
E se ela me pedir panquecas, eu farei, mesmo que nem sempre me saiam bem, mesmo que necessite de estar inspirada para que fiquem com aquele ar fofo e apetecível. Como as que fiz este fim-de-semana e que estavam deliciosas. Serão assim os nossos dias e eu estou ansiosa para que comecem.
 

single moms club



Ontem, num jantar em casa de amigos onde estava imensa gente, casais de namorados, amigos, solteiros, etc., das quatro mulheres presentes inicialmente (porque depois apareceram mais), as quatro sem excepção eram separadas, mães e com filhos que rondavam as idades dos 5 aos 8 anos. E ali estávamos todas na cozinha em redor do fogão a preparar o jantar para aquela malta toda, giras (sem falsas modéstias), trabalhadoras, sérias e empenhadas numa boa educação para o nosso maior bem nesta vida, os filhos, enquanto partilhávamos vivências em comum, dificuldades sentidas, adversidades contornadas, episódios pessoais e relacionamentos. Não me senti num grupo de apoio, senti-me num grupo de mulheres fortes e decididas, super-mulheres, super-mães, capazes de mudar o mundo. Onde os filhos são a nossa prioridade sim, mas também somos mulheres, merecemos aproveitar a vida, desfrutar aquilo que ela tem de bom, apaixonarmo-nos novamente se assim tiver de ser, mas sempre sem perder esta capacidade e força inspiradora que nos leva a fazer uma ginástica brutal em relação a tudo e de mesmo assim nos rirmos das coisas.

terça-feira, agosto 12, 2014

notícia choque do dia

"Boys, you must strive to find your own voice. Because the longer you wait to begin, the less likely you are to find it at all. Thoreau said, "Most men lead lives of quiet desperation." Don't be resigned to that. Break out!"
 
 
Tão inspirador, tão magnânimo, tão tocante. Não duvido que será imortal nas lembranças das gentes, mas que vai fazer uma falta do caraças, vai.
 
 

segunda-feira, agosto 11, 2014

objecto de desejo

Estes anéis da Swarosvki. Lindos de morrer e ainda por cima em saldo.

 
89,00€

 
44,50€

 
149,00€
 
 
 159,00€

 
99,00€
 
 
Podiam vir todos morar cá para casa que lhes dava bom uso. Apesar de gostar muito de acessórios dourados (não em ouro, mas dourados), de anéis grandes e peças icónicas, depois vejo estes anéis, clássicos e intemporais e fico perdida de amores. Ao preço a que algumas peças estão em saldo, compensam e muito na hora de se investir num produto de qualidade com o cunho Swaroski. Às vezes não entro em determinadas lojas por achar que as mesmas estão muito acima das possibilidades da minha carteira - e a verdade é que a maior parte sim, estão - mas depois de uma vista de olhos pelo site da marca encontra-se peças maravilhosas a preços muito apelativos.
 

quinta-feira, agosto 07, 2014

white shoes

 
Um achado nos saldos. Botins de verão, em tons de branco, que custaram a módica quantia de 9€. Ainda me provocaram sentimentos contraditórios por causa da cor mas já andava à procura de uns botins abertos há bastante tempo, se bem que nunca em branco. Pelo preço olhei para eles e pensei: "porque não?" e decidi sair da minha zona de conforto. São perfeitos para dias e noites frescos de verão (como hoje!) e ainda lhes darei bom uso no Outono. Para além disso, têm aquele ar cool e fora da caixa que permite looks mais práticos e minimalistas.

 
Para ela, uma encomenda na net através do site das Pisamonas onde consegui comprar estes sapatos em pele, estilo menorquinas, por apenas 15,70€ com portes incluídos. Vieram entregá-los em mãos e o estafeta foi super prestável e disponível. Ainda hesitei pelas brilhantes e cheias de glitter que adoro, mas depois optei pelas clássicas branquinhas que dão com tudo e que ficam lindas com os vestidinhos de verão. Ela queixa-se que a tira atrás lhe magoa o calcanhar e ainda não as usou, mas eu acho que com um bocadinho de creme no interior da pele resolvo o assunto.
 

quarta-feira, agosto 06, 2014

coisas de quem tem filhos em tempos modernos

Aconteceu hoje por duas vezes e com duas pessoas distintas. Enquanto trocava mensagens via chat com duas amigas, os filhos menores, um com 3 e outro com 4, 'meteram-se' na conversa e teclaram coisas pelo meio.
O mais pequeno, de 3 anos, escreveu uma série de caracteres sem lógica, do género 'sfiuegwvdmsn', com a mãe logo de seguida apressada em explicar que tinha sido o filho o responsável por aquele discurso desarticulado e não ela que se tinha passado da cabeça a meio da conversação, "foi ele que fez isto", disse-me enquanto eu me ria. Já não é a primeira vez que acontece por isso nem estranhei. Os pequenos são atraídos para os ipads e computadores como um íman!
Ao final da tarde meto conversa com uma grande e querida amiga, a minha "mana" do coração, que a distância faz com que não veja com a frequência com que gostaria mas da qual nunca esqueço. A meio da conversa acontece o mesmo, com a filha de 4 anos a intervir no discurso e a escrever o nome de todos os membros da família. Aqui fica um copy da conversa que achei simplesmente deliciosa e que termina com uma declaração de amor que me derreteu o coração. Já ganhei o dia*

 Cátia:  clara
(foi a menina q escreveu)
 me:  ahaha! muito bom!
 Cátia:  mae
pai
 me:  ahahaha! LINDOO!!
 Cátia:  mafalda
 Sent at 6:38 PM on Wednesday
 Cátia:  tia amotte
 me:  ohhhh <3
também te amo Clarinha! beijos da tia <3 <3
 Cátia:  :P
 me:  <3 <3 <3


I rest my case

Consegui, nesta semana, encontrar finalmente um fato de banho que gosto e que me fica bem. Não é tarefa fácil aviso já. Além de eu ser esquisitinha por natureza e gostar pouco de me expor ou fazer figuras tristes, encontrar um fato de banho bom, bonito e barato - sim, porque vi fatos de banho lindíssimos mas impróprios para a minha carteira - e outros que deixei escapar quando ainda não era altura de ir a banhos e agora nos saldos, nem vê-los. Por isso, confesso que já tinha perdido as esperanças de encontrar um fato de banho 'compostinho' que não me deixasse deprimida e resignado que ia passar as duas últimas semanas de Agosto a banhos com os antigos. Claro que tenho sempre os biquínis e são sempre uma hipótese, mas como tenho a barriga com estrias, um legado da minha gravidez, evito expor-me. Sinto vergonha e só me atrevo quando já estou mais queimadinha e as estrias menos brancas. Há muita gente que fica surpresa quando digo que uso fato de banho. Dizem-me: "mas és magra, não há necessidade". Para mim sim, há necessidade. Já não me sinto confortável em andar de biquíni na praia, não gosto da minha barriga e apesar de saber que sim sou magra e sou alta, sinto-me mais confortável e 'protegida' desta forma. Não é fácil encontrar fatos de banho tão apelativos quanto biquínis, é verdade. Entramos numa loja e há centenas de biquínis, lisos, às riscas, com padrões, com cueca subida, cueca reduzida, com alças, sem alças, you name it. Procurar por fatos de banho é um golpe de sorte, geralmente reduzem-se a cerca de meia de dúzia de modelos (e ter meia dúzia já é uma sorte!) A maioria não gosto e quando gosto são muito, muito caros. Algo que me irrita, já que a minha temporada de praia resume-se a duas semanas num verão e não acho que compense tamanho investimento.
Esta semana decidi espreitar uma mega loja de chinês que existe dentro do Centro Comercial Alvaláxia, no estádio do Sporting. Chama-se "Marias" e é gigantesca. Descobri-a quando fui com a pequena cria ao cinema - que também fica dentro do estádio - e decidi espreitar. Na altura vi vários de fatos de banho que até me agradaram mas que não experimentei convencida que achava qualquer coisa mais gira e de melhor qualidade. Pois bem, não aconteceu. Lembro-me que no início da época, quando a roupa de praia chegou às lojas, vi um fato de banho maravilhoso na Women's Secret - verde esmeralda - uma das minhas cores favoritas, mas custava mais de 50 euros e o meu lado forreta retraiu-se e o meu lado cerebral ganhou. Estávamos em Março (+ ou -) e na minha cabeça não fazia muito sentido gastar 50 euros num fato de banho que só iria usar em Agosto, por isso não o trouxe. Claro que hoje arrependo-me seriamente não o ter feito, mas a minha vida é feita destes dramas ou não seria a minha vida.
Esta semana dei de caras com o fato de banho na net, numa fotografia das férias da decoradora Maria Barros (que tem uma pinta descomunal) e claro, o fato de banho é ma-ra-vi-lho-so! (e fica-lhe a matar!)
Bom, na impossibilidade de ter este da imagem acima da women's secret, encontrei este da imagem abaixo da loja do chinês do Alvaláxia. Também é verde embora não seja esmeralda, mas por 12 euros não posso pedir muito! É mesmo um BBB (bom, bonito e barato) perfeito para as duas semanas de praia que se avizinham e estive quase, quase para trazer outro igual mas de cor diferente! Agora só falta mesmo a praia.
 
 


terça-feira, agosto 05, 2014

Os 35 são os novos 25 em fecundidade

Como já aqui disse mais do que uma vez, gostava de voltar a engravidar e de ter outro filho. No entanto, com tudo o que aconteceu na minha vida nos últimos anos – um divórcio aos 32 anos – uma filha pequena para criar, um emprego precário onde durante muito tempo nem sequer recebia o ordenado todos os meses e muitos outros fatores que entravam em linha de conta, o sonho de voltar a engravidar e dar um irmão à pequena cria foi ficando em segundo e até terceiro plano.
Entretanto os anos foram passando e assim como ela foi ficando mais crescida também eu fui ficando mais velha. Este ano vou fazer 36 e é inevitável não pensar que se a vida me proporcionar nova oportunidade de engravidar já não serei uma mãe propriamente jovem, assim como paira a questão do “tempo”, esse traidor, que nos leva óvulos férteis a cada menstruação.
Quando tive a Madalena engravidei de um mês para o outro, mas antes tive um problema de saúde que tive de solucionar – relacionado com o colo do útero – que me fez andar vários meses a fio a tentar sem sucesso. Só depois de ter sido corretamente diagnosticada e de ter feito os tratamentos necessários  – que ainda levou cerca de um ano - é que tive luz verde para engravidar. A partir desse momento foi super rápido. Em Fevereiro a médica dizia-me “Pode começar a tentar” e no mês seguinte, tungas, já estava de 5 semanas. Na altura tinha 29 anos e achava que já estava a ser mãe tarde (puuffff), o meu relógio biológico pulsava que nem um doido e a maternidade era o grande sonho da minha vida.
Seis anos depois olho esses tempos como distantes e vejo como e onde é que a maternidade me mudou e volto a ter os mesmos anseios e receios: o da passagem do tempo, a idade, o ‘se’ ainda será possível e o quando. Foi numa das minhas pesquisas sobre o assunto que encontrei este artigo e fiquei com uma nova perspetiva sobre as gravidezes depois dos 35, acreditando que muitos dos receios nos são incutidos e que a quantidade de óvulos com que uma mulher nasce não desaparece assim de forma tão abrupta quanto nos fazem acreditar depois de termos passado a barreira dos 30. Uma mulher pode engravidar sem grandes problemas até aos 40 anos ou mais. Só a partir dos 40 é que sim há uma quebra na quantidade de óvulos que uma mulher possui e a possibilidade de engravidar diminui de forma mais drástica. A partir dos 40 a passagem do tempo deverá ser feita em ‘meses’ e não tanto em ‘anos’, mas até aos 42 (+ ou -) o organismo ainda 'funciona'. Segundo o artigo, a maioria das mulheres com mais de 35 anos consegue engravidar de forma natural e sem complicações num período de 6 meses, à semelhança das mulheres mais jovens na casa dos vintes. Claro que podem sempre pesar outros fatores; se temos ou não uma vida saudável, uma alimentação equilibrada e boa saúde de uma maneira em geral que podem interferir e que também devem ser levados em consideração, mas que a idade não deve ser, por si só, limitativa de uma gravidez como muitas vezes acreditamos e/ou nas mensagens que nos passam quando chegamos a esta fase da vida.
Aconselho a leitura atenta a todas as interessadas que já passaram a barreira dos 35 ou que possam estar atormentadas com o assunto, principalmente na forma como tudo é explicado e de como a comunidade científica se baseia em dados já ultrapassados que na maioria dos casos não se adequam à realidade atual.
Gostei tanto do que li e fez tanto sentido para mim que ando tentada a encomendar o livro da autora -
The impatient woman’s guide to getting pregnant  ( O  guia da mulher impaciente para engravidar) - até o nome do livro tem tudo a ver comigo, eu que sou um ser impaciente por natureza. Só por causa deste artigo fiquei mais tranquila e pensei que o meu 'stock' ainda tem pelo menos mais 4 anos até começar a dar sinais de fraqueza. (Ou a acreditar que sim, é possível!)
 
 

segunda-feira, agosto 04, 2014

Me on Pinterest


Também não conseguem resistir ao Pinterest? Eu - 'pinterest addicted' - me confesso. Sou capaz de perder horas ali. Aliás, sou tão obcecada por imagens, que o Pinterest é a minha rede social favorita. Não só porque fico fascinada com as composições, desenhos, fotografias, receitas, quartos de crianças, dicas de decoração, moda, flores, design e tudo aquilo que gosto, como retiro inúmeras ideias e inspirações para coisas que posso mudar e fazer no meu dia-a-dia de forma simples e sem gastar muito dinheiro.
Hoje estive a imprimir várias imagens que quero emoldurar e colocar no quarto da pequena cria. Coisas simples, frases, desenhos, alguns a preto e branco, outros a cores, ideias e sugestões não faltam para fazer o teste e ver os resultados.
Já coloquei numa pasta aqueles que mais gostei. Imprimi outros tantos. Agora só falta ir ao Ikea comprar as molduras e pôr mãos à obra.
Mais, aqui.
 

recomeços

Aos poucos a vida vai começando a endireitar. Aos poucos a esperança volta a aparecer. Aos poucos somos invadidos pela leveza e a calmia dos dias de verão. Aos poucos acreditamos e aos poucos recomeçamos. Outra vez, enquanto a vontade permitir e o corpo nos deixar.
Boa segunda-feira*

sexta-feira, agosto 01, 2014

Velha e louca

 
Pode falar que eu não ligo
Agora, amigo
Eu tô em outra
Eu tô ficando velha
Eu tô ficando louca

Pode avisar que eu não vou
Oh oh oh
Eu tô na estrada
Eu nunca sei da hora
Eu nunca sei de nada

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom

Pode falar que nem ligo
Agora eu sigo
O meu nariz
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca

Pode falar, não importa
O que tenho de torta
Eu tenho de feliz
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom

Musiquinha do dia a tocar em loop e a transcrever preto no branco o estado de alma actual.
Bom fim-de-semana.*

Agosto

 
Agosto começa hoje e com ele veio também uma renovada sensação de felicidade e de novos começos.

"Viro a vida do avesso e viro outras Sim, eu me viro"


Se há algo que irei ensinar à minha filha, ou pelo menos tentar fazer por isso, é que a mesma cresça com a certeza de que a sua condição de mulher não deverá ser uma condicionante na sua vida e que a independência económica e financeira é um bem maior, que nos permite a liberdade de escolha. E não há nada maior e mais saboroso de alcançar do que as nossas próprias liberdades. As liberdades conquistadas, suadas e esforçadas, mas que nos fazem sentir umas guerreiras. Quero ensinar-lhe que ganhar o nosso dinheiro, pelo esforço do nosso trabalho, permite-nos tomar decisões sem depender de terceiros, sejam esses terceiros a família directa, como pai e mãe, ou um marido ou namorado. Que uma mulher pode e deve tomar as suas próprias decisões, sejam elas a vontade ou não de ter filhos, quando os ter, ou se quer continuar numa relação onde não é feliz apenas porque não possui autonomia financeira para se libertar da mesma.
Acredito muito no poder feminino, não enquanto feminista radical, mas na importância da mensagem e na libertação de padrões opressores baseados em normas de género. Crescer sob mensagens de submissão perante maridos ou namorados opressores, ou de casamentos infelizes apenas e só porque há grilhões familiares que não o permitem, nunca deverá ser um argumento para nos desviar das nossas próprias decisões e de aguentarmos as consequências das mesmas. Não é fácil. Não. Eu posso garanti-lo, mas no final, quando a poeira assenta e pensamos em tudo o que passámos e tudo o que conseguimos, não há nada que pague essa paz de espírito e a certeza de termos sido fiéis a nós próprios.
Porque o tempo encarrega-se de mostrar a todos os outros que o caminho que traçámos é o caminho por onde devíamos de ir naquele momento, principalmente quando não dependemos financeiramente de ninguém. Mesmo que o mundo à nossa volta pegue fogo, mesmo que tenhamos de desbravar caminhos nunca antes caminhados, mesmo que tenhamos de chorar um rio, mesmo que tenhamos de morrer por dentro para nascer outra vez. Valerá sempre a pena, porque aí sim, sabemos que somos donas do nosso próprio destino.
 
"Viro a vida do avesso e viro outras Sim, eu me viro".