segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Dos óscares

Eu sei que já devem ter corrido essa internet fora à procura de reviews das vestimentas dos óscares de ontem à noite e que este meu singelo post é apenas isso mesmo, um singelo post, mas eu não sou rapariga de ficar calada e deixem-me dar também mandar os meus bitaites de consultora de moda de sofá! 
Para começar, não houve grandes vestidos. Foi tudo muito entediante e sem grandes 'tcharans'. Uma pessoa fica acordada até às duas da manhã - sim, não aguentei mais e só pensava nas horas de (pouco) sono intercaladas com os biberões do miúdo que eu ia dormir - que decidi ir para a cama sem saber se o Leonardo di Caprio levava a estatueta para casa. De manhã logo veria nas notícias. Mas o  canal E Entertainment é bom na passadeira vermelha e até a gala começar lá estive eu agarrada ao ecrã a vê-las chegar. E que desilusão senhores! 
Não houve um único que me arrancasse suspiros de "ai o meu coraçãozinho não aguenta tamanha beleza" e dos poucos que achei engraçaditos ou piada, senti que não estava a ver nada de novo, que era tudo mais do mesmo. Houve outros que simplesmente não provocaram qualquer efeito em mim e outros tantos que classifiquei na categoria de "hediondos", mas vamos lá por partes:


Para mim a Heidizinha ganhou a estatueta para o pior vestido da noite. É um horror, uma confusão, do degradé da cor que nem é roxo, nem púrpura, nem rosa, nem branco, às flores, ao corte, às mangas em balão, à saia que parece uma tenda, nada ali bate certo com nada. 
Bom... quase nada como comprova a imagem!


Kate, filha, o que foi isto? Decidiste embrulhar-te em sacos do lixo e nem tempo tiveste para pentear esse cabelo convenientemente? Eu adoro-a de paixão enquanto actriz mas na passadeira vermelha fica sempre a parecer uma matrona. 


Outra miúda que adoro - Alicia Vikander - e que ganhou a estatueta para melhor actriz secundária, mas que a estreia nestas coisas dos óscares em termos de fatiota foi um grande tiro no pé. Bem sei que o vestido tem assinatura da casa 'Vuitton', mas o que é aquela saia curta à frente e em forma de balão? ‪#‎not‬

A Jennifer Garden não me convenceu com este vestido negro pesadão e de cauda. As comentadoras do canal E Entertainment, entre elas a  editora de moda da Revista Marie Claire, ou a Kris Janner, mãe das Kardashian, gabaram-na à exaustão quando a mesma apareceu na passadeira vermelha. "Linda e fantástica", que o modelo era a personificação do verdadeiro 'Hollywood glamour', mas eu, na minha humilde opinião, acho que lhe pesa tudo muito . A cor, o vestido, o penteado. Ela tem um ar tão doce e jovial, parecia uma mãe a caminho dos 50 anos. 


Julianne Moore. Outra que raramente falha e que tem uma pinta desgraçada, está sempre bem, tem imensa pose, presença e que todas, secretamente, queremos ser como ela quando formos grandes , escolheu um modelo da casa Chanel, mas não me convence. Nadinha. Gosto no entanto do toque dos brincos no modelo. É o que a safa.


Naomi Watts. Não sendo fã do vestido - acho-o demasiado psicadélico e metalizado - com um padrão indefinido, ele é ondas, ele é lantejoulas, ele é "to much information" no mau sentido, no entanto aquele colar fazia um vistaço e era lindo de morrer. A maquilhagem também estava impecável assim como o cabelo. 
A Margot o ano passado foi considerada a diva da passadeira vermelha. Toda a gente enlouqueceu com o vestido da rapariga, o cabelo, o colar - que era a peça statement de todo o look. Este ano o cabelo cresceu uns bons centímetros e não há colar, o preto integral deu lugar ao dourado total e eu ainda estou aqui a decidir se gosto, mas só me faz lembrar os fatos manhosos com que vestia as minhas barbies quando tinha dez anos e sonhava que um dia também eu me vestiria assim para ir a uma festa. #sóquenão
A Kerry Washington decidiu ir de dominatrix. A maternidade faz destas coisas. Uma pessoa fica com as hormonas todas fora do lugar e a achar que tem de fazer escolhas radicais e fora da sua área de conforto para que as pessoas pensem que afinal não andamos só de calças de pijama em casa e camisolas bolsadas. 

Toda a gente morreu de amores por este vestidinho branco da casa Valentino que a Olivia Wilde decidiu levar... Epá... Maminhas de fora agarradas por fita cola para não saírem do lugar e tapadas por duas tiras a parecer um avental? #not


Eu adoro a Cate Blanchett e, geralmente, acho sempre acertadas as suas escolhas. Tem imensa pinta, classe, postura, elegância e dá sempre 10 a zero a todas as outras na passadeira vermelha, (está na mesma categoria da Julianne Moore) mas este vestido - que não me arrancando suspiros de admiração também não o acho hediondo - provoca-me sentimentos contraditórios. Acho que tem demasiadas flores ali pregadas, principalmente na parte de baixo e, como já li algures por essa internet fora, faz-me lembrar uma touca de natação dos anos 50. De resto, impecável como sempre, porque a Cate é a Cate e não há outra como ela.


A Rooney Mara estava linda dentro do estilo dela. (Com excepção daquele sapatinho com 5 centímetros de plataforma e pelo qual tenho um verdadeiro ódio de estimação), mas o vestido da casa Givenchy, a maquilhagem e o penteado estavam perfeitos. Foi dos que mais gostei. O vestido, cheio de pormenores delicados era perfeito para ela e até a cor, branco - que podia parecer um naperon - ficava a matar naquele look andrógeno que lhe assenta tão bem. Claro que se fosse no comum dos mortais íamos parecer um boneco de loiça da Joana Vasconcelos, mas nela estava nota 10!

A Saoirse Ronan soube destacar-se pela positiva e envergou um dos meus modelitos preferidos da noite. E olhem que eu nem sou muito adepta das linhas Calvin Klein, mas este verde esmeralda encheu-me as medidas e ficava-lhe lindamente! Uma miúda de vinte e poucos anos com um ar jovem, leve e fresco sem perder personalidade e com grande impacto! O toque dos brincos diferentes foi de génio. Love it! 

Também houve outra actriz que decidiu ir de verde esmeralda - a Rachel Mcadams - mas na minha opinião em mau. Tenho um verdadeiro ódio de estimação - mais um, admito - por vestidinhos de gala que "atam" atrás do pescoço! É tãããoooooo anos 90!!


A Charlize brilhou em vermelho. Porque é loura, alta, tem um corpaço, é gira que se farta, em suma, um mulherão, mas o vestido - por muito que lhe assente bem e que crie impacto - não me convence. Pronto, salva-se o pendente de diamantes - mas aquelas alças/tira, tiram-me do sério! 


Um dos meus favoritos da noite. Bem sei que há imenssaaaaa gente que não concorda, mas eu gostei de ver a Priyanka Chopra de branco e o contraste daquela pele morena, dos grandes olhos castanhos e do cabelo negro. Cria impacto, estava linda, mesmo que me digam que parece uma noiva, ou que o branco na cultura indiana é para velórios. Não lhe aponto nada, da maquilhagem ao penteado.

Para já é isto. Se entretanto tiver mais modelitos para opinar escrevo mais umas linhas, mas ficam já com uma ideia. É que isto de ser consultora de moda de sofá ainda dá trabalho e a idade já não me permite grandes devaneios.

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Tenho uma Belieber



Ontem, enquanto fazia o jantar e a mais velha tomava banho, ouvi-a cantarolar e comecei a prestar atenção à música. Soava-me familiar, mas não sabia dizer ao certo quem era o artista que ela trauteava. Sabia sim que já tinha ouvido na rádio, a caminho de casa ou do trabalho e que era uma daquelas músicas bem-dispostas que entram no ouvido facilmente. Abri a porta da casa de banho e perguntei-lhe.
“O que estás a cantar?”
“É o ‘sorry’ do Justin Bieber!”, diz ela com o ar mais natural do mundo perante a minha cara de estupefação.
“Mas tu sabes quem é o Justin Bieber?”, perguntei eu na minha ingenuidade maternal de que a minha filha de 7 anos não ouve essas coisas. “Oh mãe, claro que sei”, diz-me ela como se eu fosse um totó. Depois do choque inicial, não vou negar que achei uma certa graça ao que tinha acabado de ouvir e foi aí, entre aquela brincadeira de mãe e filha, misto de ‘ai-que-horror-que-ela-está-a-crescer’ e o ‘tenho-de-me-adaptar’, que me lembrei de que tinha, há muito, mesmo muitoooooo tempo, guardado no armário da casa de banho, um perfume do Justin Bieber que recebi em tempos e que nunca cheguei a tirar da caixa. Foi aí que me lembrei de lho dar.
Não imaginam o quanto ela ficou feliz. Quando abriu a caixa, que ainda tinha o plástico e viu o frasco – todo bonitinho e com um penduricalho dourado – foi aos céus e voltou.
“Tenho um perfume de crescidos! E do Justin Bieber!”, Exclamou com visível ar de satisfação. Tanto adorou o seu novo perfume de gente grande (ao contrário dos seus perfumes de criança onde figuram as personagens do Frozen ou com cheiros de morango e pêssego), que só não dormiu com ele dentro da cama porque não calhou. Em compensação enfrascou-se, literalmente, em perfume e apareceu na sala em modo ambientador.
“Madalena, cheiras imenso a perfume filha, isso não é para colocar muito. Só se põe um bocadinho porque o cheiro é muito concentrado.”

“Ai é?”, Diz-me ela com o tal ar ingénuo de menina de 7 anos que eu procurava obter quando me respondeu que sabia quem era o Justin Bieber, enquanto eu sustinha a respiração, praticava a apneia e pensava, “Deus me ajude que tenho uma Belieber”.

quinta-feira, fevereiro 25, 2016

Pijamar

Sou uma grande fã de pijamas. Adoro estrear pijamas novos e a minha noite de Natal não é a mesma se não tiver um pijama quentinho e fofo para estrear e vestir. Sejam eles polares, de algodão ou de flanela, sou uma adepta incondicional de pijamas durante "tó-dó-ano", mesmo no pico do verão. A prova disso mesmo é que em ambas as gravidezes e na altura do parto, recusei-me sempre a levar camisas de dormir para a maternidade. Não, não e não. Na mala foram sempre pijaminhas, muito bonitinhos e compostos, versão inverno na Madalena, que nasceu em Novembro e versão verão para o Afonso que nasceu em finais de Junho. Mesmo ouvindo comentários das enfermeiras de que "há médicos que não gostam", que "dificulta", ou que "se tiver pontos ou muito dorida não é prático", eu torci o nariz e fiz aquilo com o qual me sentia mais confortável, ou seja, vesti pijamas! E correu tudo bem e eu senti-me "eu" na maternidade e não um saco de batatas de pernas à mostra. Bem sei que há camisas de dormir lindas de morrer, mas eu não sou rapariga de camisas de dormir, com muita pena minha. 
Por isso, quando hoje vi algumas peças da nova colecção primavera da Women's Secret fui aos céus! Pijamas (ou home wear, o que vocês quiserem) em forma de jumpsuit?! Oh God! YES! E ainda por cima em cinzento! Outro dos meus fetiches! Quero-os todos! Há lá algo melhor do que 'pijamar'? 

Quarto de menina crescida

Ainda nem um ano passou desde que mudámos de casa e já o quarto da mais velha parece um depósito de brinquedos que se acumulam um pouco por todo o lado. Quando mudámos de casa fiz uma valente triagem, dei muita coisa à sua revelia - coisas essas pelas quais ela nunca deu por falta - e nem um ano depois já não sei onde enfiar mais brinquedos, caixas do science4you e outras coisas que tais. Contribuiu para isso os anos da pequena e o Natal, épocas em que ela vê o seu "espólio" de brinquedos e todo o tipo de tralha aumentar, mas ultimamente, olho para o quarto dela e só tenho vontade de o mudar e de o tornar mais "limpo" e com menos ruído visual. O que, convenhamos, com uma miúda de 7 anos nem sempre é fácil. Uma coisa sim teremos de mudar: a sua mini secretária, ainda de bebé do Ikea, para uma de menina crescida. Todos os dias e cada vez mais, a Madalena gosta de chegar a casa e sentar-se à secretária a escrever, a desenhar ou a rabiscar qualquer coisa. Por isso quero ver-me livre da mesa que ela tem actualmente e substituí-la por uma adequada à idade, assim como a cadeira e o tapete de quarto - com a Hello Kitty - que já me faz revirar o estômago sempre que o vejo. Para já estas são algumas das coisas simples que quero fazer no imediato. O resto terei de pensar como conseguirei tornar o ambiente harmonioso, com menos bonecada e com mais pinta. Não é fácil, porque ela é muito ciosa dos seus brinquedos - mesmo que não brinque com todos - mas é impossível ter um quarto giro e com pinta quando o mesmo está cheio de coisas e, para ajudar à festa, temos uma filha que guarda todos os papelinhos, plásticos e peças sem utilidade NENHUMA (até rolos de papel higiénico ela guarda para rabiscar). 
Andei a ver na net e já encontrei a secretária e o tapete neutro que poderão vir a ocupar espaço lá em casa, além de um ou outro elemento decorativo que acho lindo de morrer e pretendo que venha a fazer parte da mobília. Para além disso, há sempre o pinterest para nos servir de inspiração... ou então fazer-nos sentir que estamos mesmo a anos luz de conseguir vir a ter decors como estes! A vida real é tão, mas tão diferente de quartos imaculados, brancos e com tudo no sítio...


 Em cima: imagens inspiradoras retiradas do pinterest.
Em baixo: secretária, tapete e luzes luminosas. Alguns dos itens que pretendo colocar no quarto da mais velha.



terça-feira, fevereiro 23, 2016

Também fomos aos "ujos"


E passei grande parte do concerto de lágrimas nos olhos. Assim que ouvi o Zambujo a cantar o primeiro fado de abertura, as lágrimas jorraram-me dos olhos em catadupa. Não consegui controlar a emoção e as palavras que me chegavam ao coração. Senti-me uma espécie de imigrante que ouve cantar em português e sente um misto de saudades e amor à sua terra, para logo de seguida ficar envergonhadíssima, quando da penumbra acolhedora e confortante em que nos encontrávamos, se acenderam algumas luzes mais fortes para o público saudar os artistas. Ali estava eu, fungosa e de cara completamente lavada em lágrimas, como se algo mau tivesse acontecido. Não foi mau, foi bom. Tão bom que fiquei arrepiada ao longo de todo o concerto e chorei muito mais vezes numa espécie de catarse pessoal.
O Miguel Araújo pode ser um exímio músico, tocando as guitarras e as violas, o contrabaixo e cantando, mas o António Zambujo enche-me o coração e a alma com aquela voz, com aqueles versos, com a beleza da língua portuguesa naqueles fados, naquelas letras poéticas, que lhe brotam com uma naturalidade que parece fácil. 
Num cenário simples mas cheio de beleza, onde escadotes de vindimas servem de elementos decorativos e de suspensão a várias garrafas com luzes de diferentes cores, o concerto a que assistimos - o segundo no Coliseu - foi marcado por um alinhamento mais ou menos acertado, mas cheio de improvisações pelo meio e muita conversa com o público. De sambas brasileiros, a poemas e até a canções de novelas dos anos 80/90 - como a famosa Tieta do Agreste ou Roque Santeiro - aquelas duas horinhas souberam a conversas de amigos na nossa sala de estar e nem faltou o copinho de vinho a acompanhar.
Vim de alma cheia.

Princesa (das verdadeiras) por um dia


A Madalena foi convidada, pela melhor amiga, para ser a convidada de honra na sua festa de aniversário que foi no Palácio de Queluz. Já não é a primeira vez que vamos a festas no Palácio de Queluz, mas esta foi especial, pois foi a primeira vez que ela teve oportunidade de se vestir de princesa juntamente com a aniversariante e ter um papel diferente face aos outros meninos e meninas. Foi assim que a Madalena, no sábado, acabou por ser a aia da princesa e com ela teve oportunidade de estar dentro de alguns dos quartos e salas do palácio, como o quarto da princesa, a sala de música e por aí fora. Enquanto elas tinham um papel a desempenhar, os restantes meninos assistiam, muito interessados e curiosos, a tudo o que ia sendo dito e explicado por um mestre de cerimónias que faz um tour por todo o palácio, vestido à época e onde ao longo das várias salas vai fazendo perguntas e explicando os personagens e episódios da história de Portugal. É muito giro ver os miúdos a fazer perguntas e interessados no que ouvem, assim como bem comportados e atentos, sem a gritaria ou 'histerismos' próprios da idade. Ela claro, adorou. Tinha um vestido de dama antiga, uns sapatinhos de cetim cor de rosa e a produção foi de tal forma levada à letra que até lhe fizeram um apanhado no cabelo, com contas e flores. Digna de uma verdadeira princesa. 
Quanto a mim, confesso que me custou estar às 9h30 da manhã de um sábado em Queluz, mas percorrer aqueles salões magníficos, espreitar o jardim e vê-la assim, feliz e ao lado da sua amiga do coração, compensou a saída e a ronha na cama. 

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Basta de sermos passivos, sim?


O trabalho sucede-se a um ritmo alucinante, mas não é para me queixar do mesmo que hoje decidi interromper cinco minutos do meu tempo para vir aqui escrever. Escrevo porque na passada segunda-feira presenciei uma situação que, ainda hoje e passado dois dias me anda a matutar na cabeça. Estava a chegar da aula de natação da Madalena, já tarde (eram nove da noite) quando estacionei o carro na minha rua mas uns bons metros antes da minha casa. Quando saímos do carro reparei num casal que discutia na rua e ainda olhei umas duas vezes, agarrei na mão dela - que na altura estava ao telefone com o pai - e comecei a andar sem me meter no assunto. Mas à medida que caminhava, continuava a ouvir os gritos e virei-me umas quantas vezes para trás. Foi num desses momentos que presenciei, mais do que uma vez, várias agressões do homem à mulher e que me subiu o sangue, fazendo-me reagir. Mesmo com a minha filha pela mão e tomando consciência de que o que ia fazer era um risco enorme e que se a coisa corresse mal eu própria podia apanhar, voltei para trás e meti-me no assunto. Gritei umas quantas vezes para ele parar com o que estava a fazer ou chamava a polícia, isto tudo perante os olhares passivos de várias pessoas que passavam na rua, presenciaram as agressões mas ninguém, nem uma única alma, se meteu no meio daqueles dois para ajudar a rapariga. Quando o interpelei, ao agressor, obviamente que ele não gostou e veio em direcção a mim. Quando o fez, pensei "Pronto, já foste, vais apanhar também, ainda por cima tens a tua filha de 7 anos aqui ao teu lado", mas ele conteve-se apesar da raiva e da desorientação que lhe iam na alma. Ameacei, disse que não queria saber quem tinha razão ou deixava de ter, quais os motivos, mas que ou ele parava com o que estava a fazer ou eu chamava a polícia. 
A coisa acalmou, a minha intervenção fez com que o indivíduo parasse e chamou a atenção de pessoas suficientes para ficarem especadas a olhar, mas não deixa de ser impressionante que nem mesmo com os números quase mensais e diários de mulheres vítimas de violência doméstica, de a violência doméstica ser crime, de o número de mulheres assassinadas às mãos de maridos e namorados ser cada vez maior, de as agressões entre namorados e adolescentes terem cada vez mais significado, Portugal continua a ser país passivo, um povo passivo, que fecha os olhos e prefere não se meter porque "não lhes diz respeito" e não está para se chatear. E enquanto assim continuarmos a ser, enquanto não tomarmos as dores de tantos como nossas e enquanto não dermos o exemplo aos nossos filhos, não vamos a lado nenhum.
Não quero nunca que a minha filha tenha um namorado ou marido que lhe bata e se a ideia me revolta e me faz dizer "não" aos meus, então não deverei permitir o exemplo a ninguém.



terça-feira, janeiro 26, 2016

Do fim-de-semana


Só hoje consigo vos mostrar um pouco do ambiente que tive oportunidade de conhecer no Domingo. O Hotel Palácio do Governador, em Belém, mistura com elegância e muita sofisticação, de uma forma simples e despretensiosa, o novo com o tradicional. O resultado? Ambientes clássicos mas cheios de apontamentos modernos onde o azul e o branco contrastam com distinção e harmonia. Uma cama em dossel de fazer sonhar e uma banheira demasiado convidativa com vista para a Torre de Belém.
Um sonho! Só é pena que tenha sido em trabalho e não em lazer, porque por mim ficava logo lá instalada. 
Quem é que consegue resistir?

sexta-feira, janeiro 22, 2016

Boas ideias são sempre bem-vindas!



Mudei de casa em Agosto do ano passado e, apesar de já ter as coisas mais ou menos nos seus lugares, ainda há pormenores que necessitavam de ser 'apurados', para estar mesmo ao meu gosto. Bem sei que as coisas levam o seu tempo e geralmente quando mudamos de casa temos tendência a descobrir novas necessidades e em querer comprar coisas novas para este ou aquele canto ou, ao contrário, em constatar dificuldades em zonas ou sítios que não reparámos anteriormente e que agora exigem uma solução. E é mais ou menos isso que acontece comigo nesta casa. Uma das coisas que mais me custa  é o facto de a cozinha ser tão pequena. Claro que não reparei que a cozinha era pequena apenas quando mudei, já o sabia, mas a verdade é que não tinha noção do quão difícil seria cozinhar e fazer as coisas ali, quando para mim, a cozinha é uma das divisões mais importantes da casa. Sempre gostei de cozinhar e de fazer da cozinha uma das divisões da casa onde mais gente se reúne. Pensei que me ia adaptar facilmente e a verdade é que não tenho outro remédio, mas sinto falta sobretudo de espaço, seja físico como em arrumação. Dou por mim a tentar pensar em soluções ou a tirar ideias que me permitam arranjar alternativas viáveis e bonitas - porque para mim a decoração de uma casa é sempre importante - e que tornem esta minha cozinha mais atractiva, quer aos meus olhos, como aos de terceiros. E claro, desde que nos mudámos, ou melhor, desde que o Afonso nasceu, que as idas ao Ikea são muito frequentes, precisamente porque é lá que vamos sempre que identificamos uma nova necessidade para o lar que precisa de ser resolvida. 
Sempre que vou ao Ikea, uma das coisas que mais gosto em ver naquele espaço e showroom, é o aproveitamento dos materiais e a sua versatilidade. Quem disse que um candeeiro tem apenas de ser para o quarto e para a sala e não pode estar na cozinha ou na casa de banho? Ou uma caixa forrada a tecido não pode guardar talheres? Coisas deste género, ideias simples e fáceis de replicar em casa, que a tornam divertida, arejada ou que simplesmente a tornam mais 'nossa'. Por isso, quando descobri que o Ikea agora tem um site SÓ sobre ideias delirei! Fui logo espreitar, ver e inspirar-me. E não é que tem uma rubrica dedicada às cozinhas pequenas? Cheia de pinta e com boas soluções? 
Foi de lá que tirei estas imagens. São tão giras que servem logo de inspiração e de ânimo para uma cozinha pequena como a minha. 


Quem nunca pecou que atire a primeira pedra!



O jornal i publicou um artigo sobre os 9 'pecados' que as mães cometem e que raramente falam sobre isso. Numa altura em que a maternidade continua a estar embrulhada em nuvens cor-de-rosa e em que dizer o que nos aborrece nem sempre parece bem visto aos olhos de terceiros, confesso que me identifico - e muito!! - com este tipo de artigos onde se desmistifica que as mães são humanas e não as super mulheres que todos esperam que sejam! Que temos momentos de dúvida, de saturação e de puro cansaço em que vacilamos e em que duvidamos das nossas capacidades.
Quem nunca pecou que atire a primeira pedra! Por isso, e aproveitando o embalo, eu mãe me confesso: já saltei banhos dele por pura preguiça ou porque me ia atrasar todo o ritmo de fim de tarde em que me desdobro entre fazer sopas, jantar, tratar da mais velha e orientar as coisas para o dia seguinte... umas toalhitas e voilá, limpinho de novo! Já saltei banhos meus, principalmente quando estava de licença de maternidade e nem tempo tinha para me coçar, em que ele não dormia mais de 20 minutos ou porque entre o sair de casa e tomar banho e vestir-me, o tempo simplesmente não dava para tudo. Já desejei vir trabalhar só para ter a cabeça ocupada com outros assuntos que não sejam mudar fraldas e fazer sopa e isso implica aturar clientes que nem sempre me facilitam a vida! Também escondo brinquedos irritantes (ou tiramos as pilhas e dizemos que está estragado). A minha mais velha tem uma Elsa do Frozen que canta o "Let it Go" em inglês e em espanhol! Confesso que tenho vontade de partir a boneca toda sempre que oiço aquilo a tocar em loop vezes sem conta e sim, quando muito cansada também prefiro uma boa noite de sono a... pois, isso!! 
wink emoticon
Vá meninas, confessem-se! 



imagens retiradas da net*

quinta-feira, janeiro 21, 2016

Novos sabores


O Afonso ontem foi à pediatra para a consulta dos 7 meses. Está óptimo e recomenda-se. Grande, vivaço e com bom peso, não houve nada a apontar. Com sorte e se nenhum 'bicho' lhe chegar nos próximos tempos, só lá voltamos para a consulta dos 9 meses. Em termos de alimentação não há novidades. Continuamos com duas sopas ao dia, uma com carne ao almoço e outra só de legumes ao jantar. Também na fruta não há indicação para introduzir nada de novo, por enquanto só mesmo a maçã, a pêra e a banana. Como o menino é esquisitinho exigente e só gosta de tudo muito bem passado, incluindo a fruta, comecei a cozer a pêra e a maçã e depois a triturá-las na bimby em forma de puré. Fica muito parecido aos boiões de fruta que se vendem no supermercado e como faço quantidades pequenas dá para dois dias, mais do que isso não gosto de deixar no frigorífico. No entanto, já há algum tempo que conhecia a receita dos boiões de fruta na bimby e até estou tentada a experimentar, apesar de a quantidade me parecer demasiada.
Também já tínhamos tido indicações, na consulta anterior, de que podia introduzir o iogurte ao lanche. Como ele andou um pouco desregulado da barriga e em dieta durante umas semanas, decidi deixar a experiência do iogurte mais para a frente e só no fim-de-semana passado lhe dei, pela primeira vez, iogurte. 
Comecei por experimentar os de fruta variada da Nestlé bebé em vez dos tradicionais naturais, que acho sempre demasiado ácidos e sensaborões e claro, ele adorou. Come iogurtes com uma naturalidade (e velocidade!) como se o tivesse feito a vida inteira! Despachou dois num ápice e não se queixou. A única coisa que noto é que não aguenta tanto tempo sem comer como se lanchasse papa ou até mesmo um biberão de leite, mas para ir variando e para alternar às opções que por enquanto ainda temos, é uma boa solução. Se misturarmos um pouco de fruta, neste caso, o puré de fruta que faço, tanto melhor. Come com gosto. 
Por enquanto ainda nada de pão ou de bolachas, mas já pode comer papas com glúten - algo que ainda não lhe dei. Será a próxima etapa. (E esperar que não tenha ou faça qualquer alergia!) 


quarta-feira, janeiro 20, 2016

Ponha aqui o seu pezinho


Apesar de ela já estar enorme e de começar a gostar de sapatos mais femininos (com alguns a roçar o piroso, cheios de brilhos ou aplicações), a verdade é que não há sapato mais resistente para o dia-a-dia e para levar para a escola, do que as tradicionais carneiras.
Eu adoro, porque além de serem sinónimo de qualidade e durabilidade - principalmente para o Inverno - a verdade é que me faz sentir que ela ainda é 'menina' e que eu ainda vou conseguindo, de uma maneira ou de outra, ir ao encontro dos gostos dela e dos meus. 
E ela, como é típico das mulheres, adora sapatos e mesmo já querendo muitas vezes aventurar-se por coisas que eu ainda não acho muito apropriadas à sua idade, a verdade é que tenho de me mentalizar que ela está a crescer e que vou ter de respeitar as suas decisões. 
Mas por enquanto as carneiras ainda se usam (e muito!) cá por casa.
E ontem comprei mais um par a um preço super simpático, aproveitando os saldos. Estas custaram apenas 26,50€. 
Quem é que resiste?


7 meses


Hoje celebramos os 7 meses do meu pequeno homenzinho, de noites difíceis, cheio de manhas - ou deverei dizer, "personalidade" - e sorriso fácil! 
7 meses de pequeno "Fonfon", de mãe de dois, de mãe de menino, de coração alargado, de manhãs aceleradas, de poucas horas de sono, de novas descobertas, de recordar as agruras e alegrias da maternidade. 7 meses de muito esforço mas também de mais motivos para sorrir com este pequeno homenzinho charmoso e muito, mesmo muitoooo atrevido! 
Vai-me dar cabo do juízo, é que nem duvido, a julgar pela sua personalidade, mas por enquanto ainda posso apertá-lo e esborrachá-lo de beijos. (Ou fazer-lhe 'maldades', como a da foto, sem que ele se aborreça comigo).

terça-feira, janeiro 19, 2016

Agradecer


Lembram-se deste post onde referi que uma mãe da escolinha do Afonso lhe tinha oferecido um casaquinho? Foi tão querida que deixou o casaquinho dentro da gaveta do Afonso - na creche cada menino tem uma gaveta com o seu nome, numa área comum, onde os pais podem deixar as mais variadas coisas dos bebés (casacos, biberões, babetes, brinquedos, enfim, o que quisermos) - juntamente com um bilhetinho dirigido ao Afonso. Deixou-me tão sensibilizada que hoje decidimos agradecer e retribuir o gesto. Escrevemos um bilhetinho que deixámos na gaveta da Amélia, a menina que nos presenteou o casaquinho.
Esperamos que ela goste! Nós ficámos felizes por fazer esta pequena atenção, mesmo que tenha sido de retribuição. 
Fazer o bem faz bem.