quinta-feira, julho 25, 2013

Os meus cinco minutos de fama

Algumas das meninas que integram o blogue “A vida de Saltos Altos”, no qual eu me incluo, estarão hoje a ser entrevistadas pela apresentadora Ana Rita Clara no programa “Mais Mulher” da Sic Mulher. (que depois será transmitido no dia 29 de Julho, às 17h30).
É a segunda vez que irei à televisão no âmbito da minha participação no blogue “A Vida de Saltos Altos” e espero, muito sinceramente, que desta vez consiga estar um bocadinho melhor e não parecer um cachalote que deu à costa.
Sempre ouvi que a televisão “engorda” – pelo menos 5 quilos – e sim, eu sabia, mas caramba, nada me preparou para o choque de ver a minha própria imagem aumentada.
 
 
Isso e o facto de ter ficado com o cabelo “lambido”, de a roupa que levei ser dos mesmos tons do cenário e quase nem se dar por ela, de estar sempre marreca e curvada, enfim… foi um grande erro de “casting”. (Apesar de toda a gente ter dito que “falei muito bem” – acho que é o triste consolo de quando não há nada mais agradável a dizer, certo?)
Bom, hoje e com tudo isso em mente, preparei as coisas de outra maneira. Vamos lá ver se o resultado final fica um bocadinho melhor.

Às 13h30 lá vou eu.
 
Wish me luck.

terça-feira, julho 23, 2013

terça-feira é dia de?


Já me esquecia que hoje é terça-feira e, como tal, dia de lerem o que vou escrevinhando por outras bandas, de preferência, de Saltos Altos!
Para já, aqui fica uma imagem para aguçar o apetite.

 
E vocês, acham que foi propositado?

quinta-feira, julho 18, 2013

Ver a vida de maneira diferente

 
Este vídeo da Coca-Cola deixa-me de sorriso nos lábios.
É tão bom ver campanhas positivas feitas por grandes marcas que pretendem mostrar o lado bom da vida. Porque nem tudo é crise e é verdade. Há coisas que não têm preço e são preciosas.

energias positivas!


Ontem lá fui à sessão de Reiki. Foi uma experiência bastante agradável e, ao contrário do que pensava, consegui relaxar e deixar-me ir. No final da sessão alguns pontos a reter: tenho as costas num farrapo. Motivo: “Carrega demasiadas responsabilidades”. Check!

“Pensa demasiado”. Check! Esta “caixinha” nunca consegue desligar, nunca consegue descansar e anda sempre a mil, sempre, sempre, sempre. Canso-me a mim mesma.

“Não faça tantos cenários. Tente viver o agora”. Check! Um dos meus principais defeitos – e que se tem acentuado nos últimos anos. Ando sempre com medo, a prever conjunturas, a fazer hipotéticos cenários, a tentar ser o mais precavida possível para nada me apanhar de surpresa, sempre a analisar todas as situações, sempre a escrutinar tudo até ao tutano dentro desta minha cabeça em brasa.

“A sua parte emocional anda demasiado contida. O que é que se passa?”. Check!

É verdade. Sinto que actualmente penso demasiado e não verbalizo. O que nem parece meu, porque sempre fui uma pessoa expansiva, mas o tempo e as circunstâncias da vida modificaram-me. Já não me dou como me dava, nem digo as coisas que dizia. Constato que as palavras são perigosas e que muitas vezes a interpretação que delas fazem não é a mesma com que as disse, o que gera entropias que nem sempre me são benéficas. E, por isso, ando muito mais contida, limitando-me a pensar muito e a exteriorizar/verbalizar pouco, como se o meu peito fosse um saco onde enfio os sentimentos sem lhes prestar a atenção devida. Isso claro, ressente-se na minha postura, nas minhas costas, na minha barriga – que fica muito mais bloqueada (sim, ele disse isto!) - e nas minhas energias.

Um conselho que me deram: chorar é bom. Purifica e liberta. Não deve ser encarado como uma coisa negativa, mas como uma descarga. Logo eu, que sou de lágrima fácil.

Ontem senti-me bem, saí da sessão e rapidamente abria a boca, cheia de sono. Dormi profundamente durante a noite, apesar de ainda não ter sido suficiente, preciso de fazer uma cura de sono.

Uma coisa curiosa: estive a sessão toda de olhos fechados e deitada, mas assim que começámos, senti a minha barriga saltar como se tivesse um bebé dentro dela aos pontapés – é a analogia que encontro mais verdadeira para ser motivo de comparação. E quando passou pela zona da cabeça, senti calor, muito, muito calor, mesmo por cima da sobrancelha, o que não deixa de ser curioso e o que traduz mais à letra a expressão de “cabeça em brasa”.

Também senti as pernas a saltitar, como se o sangue tivesse finalmente encontrado o seu caminho e andasse desenfreado a galopar dentro delas. No final consegui relaxar a sério, senti a respiração a ficar cada vez mais profunda e se tivesse demorado mais uns minutos acho que tinha mesmo “apagado”.
Já tinha ouvido muita coisa acerca do reiki e sempre tive curiosidade. Há bastante tempo que andava para experimentar, até que comprei um voucher e ontem lá fui. Sempre acreditei que as energias que uma pessoa emana, podem ser boas ou más consoante a nossa atitude perante a vida, as nossas mágoas, ressentimentos e forma de estar na vida.
No início perguntaram-me o que pretendia daquela sessão. A minha palavra imediata foi ‘tranquilidade’.
E acho que sim, que o objectivo foi alcançado.

Gostei. Sem dúvida a repetir.

quarta-feira, julho 17, 2013

let's talk about nail's


Eu realmente sou uma pessoa a quem fenómenos e coisas estranhas acontecem. A semana passada foi o carro, com aquela cena de chegar à garagem e de ver o mesmo a servir de coluna de som enquanto o empregado lavava os carros alheios (o que, convenhamos e para meu ego, comprova o meu bom gosto musical!) E hoje foi dia de ir arranjar as unhas e de vir de lá com as mesmas em brasa, tudo porque há 3 semanas, quando fui colocar gelinho, tive uma “saga” daquelas bem ao meu jeito. Mas primeiro vamos lá contar a história por partes.
Eu não era rapariga de ficar dependente de gelinhos ou de géis. Pintava as unhas e pronto, isso bastava-me. Mas, (há sempre um “mas”) a verdade é que isto de andar a pintar as unhas todos os dias, a retocar verniz, a tirar e a pôr, já me andava a chatear à brava e como odeio ver unhas lascadas, com verniz a saltar e afins, decidi-me a colocar gelinho. Dura mais tempo, não precisa de ser retocado e apenas exige manutenção.
Pois, mas a manutenção chateia-me. Isto porque as unhas começam a crescer e começa a ficar visível a parte da unha, em baixo, que é uma coisa que me irrita assim ligeiramente e depois porque não consigo arrancar aquilo sozinha, tenho de ir propositadamente à manicure para esta, com uma broca, desbastar o verniz todo. E nem sempre é fácil conseguir marcação, assim como não é totalmente indolor. Resumindo e concluindo, chateia-me também o estar dependente de uma coisa que não posso retirar sozinha quando quero e me apetece.
Ora, há cerca de 3 semanas, fui fazer as unhas e decidi-me a colocar uma cor nova. Verde! (Não se assustem já) Era um verde-escuro, a puxar para o verde-garrafa e como agora é verão e tal, eu gostei e decidi-me a arriscar. Na altura recordo-me que não gostei do serviço, achei que tinha sido tudo feito à pressa, sem o cuidado a que estava habituada e vim de lá a achar que as unhas tinham ficado mal pintadas. Mas encolhi os ombros e fui à minha vida. Ora, no dia seguinte, olho para uma das mãos e tinha uma unha a querer lascar. “O quê? Já?!?!”, pensei - e nem deixei arrastar mais tempo, fui logo ao centro comercial reclamar do serviço. Quando viram a unha, a senhora que estava a atender disse logo: “Ai, isso vai ter de tirar tudo, ainda ontem a minha colega falou em si, já estava à espera que entretanto viesse cá, porque essa cor tem defeito e vai-lhe acontecer o mesmo a todas”. Posto o cenário animador, lá consegui marcação para o dia seguinte, um Sábado, às 16h00 – o que é sempre boa ideia enfiarmo-nos em centros comerciais em pleno fim-de-semana (not!).
No Sábado lá estava eu à hora marcada como menina bem-mandada que sou. O corner das nails cheio até à pinha, as marcações todas atrasadas e o centro comercial a abarrotar pelas costuras. Quando fui atendida, olharam-me para as mãos e disseram que não valia a pena fazer tudo, bastava apenas arranjar a unha que estava a lascar e mais uma ou outra que ameaçavam ir a seguir. Disse que não tinha sido isso que me tinham dito no dia anterior, que seria necessário fazer a mão toda e ela continuava: “Ah, não, a cor está boa, não é preciso”. Mais uma vez, encolhi os ombros, resignei-me e lá me arranjaram 3 ou 4 dedos, desbastaram a cor, voltaram a aplicar a base que segura o verniz e toca de pintar por cima. Quando já tinha pago o parque de estacionamento do shopping e me encontrava com o carro cá fora, eis que olho bem para as mãos à luz do dia e verifico que tenho uma das unhas que tinha acabado de ser arranjada a saltar. Fula da vida, dou meia volta à rotunda, volto a entrar no parque de estacionamento e a dirigir-me ao corner para mostrar o estrago. Claro que quando cheguei todas as marcações que estavam para lá de atrasadas continuavam em espera, sendo eu mais uma. Mostrei o “estrago” e não tive outro remédio a não ser sentar-me e a aguardar novamente a minha vez. Entre mais duas ou três clientes, lá me foram atendendo à pressa, entre serviços. Não tiveram outro remédio a não ser retirar o verniz todo –  voltar a desbastar-me as unhas pela terceira vez – e a colocar uma nova cor que, garantiram-me, “esta não tem defeito” e foi assim que do verde passei para o salmão. Saí do shopping eram quase oito da noite – foram 4 horas com a “saga” das unhas para colocar o dito “gelinho” - e, por pouco, não chegava atrasada ao espectáculo que ia ver nessa noite.
Durante as semanas seguintes a nova cor lá se foi aguentando, até que chegou a hora que reclamava por manutenção. Ontem, quando fui a um centro de estética que há aqui perto de trabalho, verifiquei que também faziam as unhas e perguntei quanto era: “10€” responderam-me. Metade do que pago - pensei eu - e acedi logo a marcar. Hoje, lá fui arranjar as unhas – que estavam vergonhosas – e quando a rapariga me começa a desbastar as mesmas com a broca para retirar o gelinho que ainda tinham agarrado… bom, ia morrendo!
Como aplicaram gelinho e base de fixação tantas vezes seguidas, o que restava da cor salmão que ainda trazia, estava de tal forma agarrado às mesmas e as unhas tão sensíveis e fininhas, que sempre que ela tentava desbastar aquilo, eu pulava da cadeira.
Toda eu já suava com os nervos, a rapariga já sem saber o que fazer acabou por retirar os resquícios de “gelinho” manualmente e lá se(me) safou. Foi uma hora e meia a contrarrelógio – porque fui durante a minha hora de almoço e não me queria atrasar – em que vi a situação muito mal parada, mas ela lá conseguiu.
O trabalho ficou bem feito, as unhas estão como novas e pintadas a cor-de-rosa, além de ter pago metade do que é habitual. (o que sempre dá para arranjar as unhas mais vezes!)  
A partir de hoje uma coisa é certa, voltar ao shopping para arranjar as unhas naquele corner demoníaco, jamais! A menina brasileira do gabinete de estética tornou-se a minha melhor amiga (salvo seja), bom, pelo menos a melhor amiga das minhas unhas! E até estou tentada, numa das minhas próximas visitas, a arranjar os pés. (E acreditem que isso sim, é que é uma grande prova de confiança da minha parte!)
Mas agora, que a saga das unhas já terminou, doem-me a valer até quando escrevo ao computador.

Help!

devo ter os chackras todos desalinhados


 
Hoje vou experimentar uma sessão de reiki pela primeira vez na minha vida.

Não sei ao que vou, nem o que me espera.

Só sei (acho) que preciso!

sexta-feira, julho 12, 2013

I'm a freak magnet

O meu carro anda imundo. Por dentro e por fora. E quando digo “imundo” é mesmo “imundo”, com flores agarradas, “gosma” de árvores (quando venho para o trabalho estaciono-o num sítio que tem imensas árvores e quando chego ao final do dia, tenho sempre o carro cheio de uma seiva que mais parece cola que as árvores deitam e se agarra à chapa que nem uma lapa) e por dentro… bom, por dentro então é o descalabro total… migalhas e restos de bolachas da Madalena, é assim algo ao qual já perdi a conta, fora o lixo que se agarra aos pés, o pó – sim, sim, tenho pó no meu tablier – e outras coisas que já me andavam a fazer comichão com o sistema nervoso.
Hoje, decidi-me a colocá-lo para lavar e aspirar na bomba de gasolina que existe ao lado do trabalho. Alguns colegas meus já o tinham feito e diziam que compensava, o carro ficava “impec” e que o preço era acessível. Não hesitei. De manhã, antes de entrar (eram 9h30!), fui colocá-lo na garagem e falei com o rapaz que lá estava. Perguntei se podia ir buscar o carro ao final do dia, por volta das 18h30/19h00 ao qual ele torceu o nariz e pediu para ser antes às 17h00. Anui. "Afinal, trabalho ao lado, posso sempre sair 5 minutinhos para dar cá um salto e buscar o carro", pensei.
Enganei-me.
 
Eram 10 para as 5 da tarde e decidi sair por uns instantes do escritório para ir buscar o carro. Avisei os colegas de que ia só ali ao lado e que voltava a seguir. Quando chego à garagem deparo-me com o meu carro ainda sujo, com as portas todas escancaradas, com o rádio ligado e a tocar o meu CD da Amy Winehouse alto e bom som, enquanto aquela “figura” que me atendeu de manhã, andava a limpar o carro do lado, descontraidamente, a ouvir a MINHA música, no rádio do MEU carro.
 
Bem… passei-me!
 
Primeiro porque tinha deixado o carro de manhã cedo e chego à hora que me pediram para ir buscá-lo e encontro-o naquele estado, ainda todo por lavar e aspirar. Segundo, porque se isso não fosse só por si suficiente, ainda encontro o carro a servir de “coluna de som” para toda a garagem ouvir, enquanto aquela alminha anda a trabalhar. Mais, eu não tinha o CD da Amy Winehouse no leitor do rádio. Há séculos que não oiço Amy Winehouse, andava a ouvir os Deolinda, o que significa que estiveram a mexer nos poucos cds que lá deixei, na porta, na zona lateral, pois tive o cuidado de retirar os que se encontravam ao pé do rádio – que eram ainda bastantes e alguns dos quais, os meus preferidos – e trazê-los comigo.
 
Terceiro, aquela alminha ainda me pede para vir buscar o carro “dali a um bocadinho”, como se nada fosse e não visse mal nenhum por eu ter presenciado toda a cena.
Saltou-me a tampa. Disse-lhe que não estava para voltar a sair do trabalho para ir buscar o carro “dali a um bocadinho” para que o menino pudesse sair mais cedo, quando fora o próprio que me tinha dito para ir às cinco da tarde. Agora seria eu a decidir as horas a que iria levantá-lo, por isso, voltaria às 19h00. E  quando já tinha virado as costas para me vir embora, fula da vida, voltei atrás e disse-lhe: “E faça o favor de desligar o rádio, que o meu carro não é para servir de entretenimento enquanto faz o seu trabalho, além de me estar a gastar bateria”.
 
Ele calou-se e assentiu. Eu, furiosa, virei costas e vim-me embora. Mas agora que aqui estou – e que entretanto tenho de ir buscar o carro porque a hora se aproxima – fico a pensar se fiz bem em deixar lá o carro, mesmo sem ter o serviço feito e se não o devia de ter tirado logo e mandar o dito cujo ir dar uma curva.
 
Acho que para além de outra valente descasca que lhe vou voltar a dar, ainda vou pedir livro de reclamações e apresentar queixa.
Sempre estou para ver se quando o for buscar estará lá tudo o que deixei ou se me furaram os pneus.

Sou só eu que acho que estas coisas só me acontecem a mim?

High heels


Descobres que já não vais para nova quando decides calçar uns sapatos de salto alto de manhã, porque já tens saudades e já nem te lembras da últimas vez que calçaste uns, porque te queres sentir alta, magra e poderosa – e porque fica a matar com a roupa que decidiste vestir hoje – e sais de casa a pensar que sim, que te sentes gira, alta, magra, poderosa e essas coisas todas que já há algum tempo não sentias.
Chegas ao trabalho e constatas que os ditos saltos fazem um barulhão gigantesco no open space e que sempre que te levantas e dás dois simples passos, que ressoam – alto e bom som – por todo o dito open space – como se fosse uma manada de búfalos que chegou à sala.
À hora do almoço já não aguentas os pés, pareces uma aleijadinha com andas e decides render-te, sentar-te na cadeira e trocar os ditos cujos pelas sandálias rasas que, sabiamente – e a idade te ensinou a ser uma mulher prevenida – trazias na tua mala XXL.

E assim, já sem a sensação de estares alta, magra e poderosa, te sentes confortável por finalmente teres os pés bem assentes na terra.

quinta-feira, julho 11, 2013

episódios da vida quotidiana


 
Algures, a meio do meu dia.

- Oh Mafalda, não conheces ninguém que esteja à procura de trabalho?
- Conheço sim, tenho uma amiga que está desempregada e precisa mesmo de trabalhar. Estudou comigo, é super organizada e profissional, mesmo boa gente.
- Que idade é que ela tem?
- Tem a minha idade.
- Que idade é que tu tens?
- 34.
- Tens 34? A sério? Eu ia jurar que eras muito mais velha do que eu, mas eu também acho que toda a gente é mais velha do que eu.

(…)

Mulheres. Sempre prontas a espetar o ferrão nas mais inesperadas situações ou conversas.

less is more?


Lembram-se de um dos meus últimos posts, onde dizia que também tinha de fazer reset e de ter menos e comprar menos e blá, blá, blá?
Pois bem, ontem, quando abri a porta do armário do meu quarto – depois de me decidir a arrumar a quantidade louca de roupa que andava um pouco espalhada por todo o lado – dou de caras com a trave que sustenta todos os cabides (muitos, muitos mesmo) no chão.

Partiu-se com o peso.
E agora? O que é que eu faço? Onde é que vou pôr aquelas montanhas de roupa e casacos?

Acho que o universo me anda a enviar mensagens.


Revivalismos sempre actuais

Hoje, quando entrei no blogger vi que este meu post, que data de 2012, tinha tido muitas visualizações.
Voltei a lê-lo para me recordar do que tinha escrito.
Foi aí que reli aquilo que tinha escrito sobre o Paulo Portas. O que, face aos acontecimentos destas últimas semanas, não podia estar mais actual.
Como disse o MEC, a vontade dele era mesmo "mandar nesta merda toda".

terça-feira, julho 09, 2013

jumpsuit issues

O jumpsuit é daquelas peças colocadas na “wish list” e nas páginas de shopping das revistas no verão, que são das tendências mais cobiçadas. Sempre fui fã de jumpsuits (nome pomposo para traduzir o tão aportuguesado e pouco glamouroso “fato-de-macaco”). São super práticos, leves e frescos e nestes dias muito quentes, são a solução ideal, pois permitem vestir e já está! Dão para andar na cidade, na praia e no escritório e com os acessórios certos, fazem um vistaço. No meu armário conto pelo menos 4, mas sempre que quero ir à casa de banho, é uma canseira, principalmente os que têm botões atrás nas costas. Isso e o facto de ficar seminua.

sexta-feira, julho 05, 2013

Reset

Depois de ler isto e isto, com o qual concordo a 100%, acho que está na hora de fazer um reset e de me livrar das pilhas de roupa que tenho em casa – algumas das quais já não visto há séculos – e desta minha tendência consumista por roupa em troca de pequenos instantes de felicidade e vaidade pessoal.
Porque é tal e qual como a autora do Locais habituais diz, “ Fiz e continuo a fazer um grande mea culpa, abrindo diante de vós a largueza da minha vergonha porque eu, que andei na universidade e que leio os jornais todos os dias, devia saber isto e quando soube, era tarde. Quando soube, tinha já anos de consumo estúpido para resgatar, tinha já milhares de momentos de fugaz e inútil prazer de compra impulsiva para pagar, tinha já um guarda-vestidos com uma dimensão absurda para o meu estilo de vida. E eu tinha todas estas culpas a pagar sem nunca ter gasto tanto dinheiro em roupa como a Garance Doré ou a Pipoca Mais Doce.”
A verdade é que os meus armários estão a chegar a um ponto caótico, em que já não consigo inserir nem mais um cabide, ou onde enfio, apertadamente, mais uma peça nas gavetas da cómoda. Mudei-me para esta casa há 2 anos e, na altura, tempo de grandes mudanças, livrei-me de uma quantidade impressionante de roupa que já não usava. Foram sacos e sacos de roupa mal-amada e já sem utilidade que abdiquei, dando origem a novos começos e a armários mais despojados.
Se na altura fiz um reset em relação a várias coisas na minha vida – pessoal, bens materiais, financeira, etc. – hoje, 2 anos depois, ela transborda (pelo menos os armários), cheios de trapos que vou comprando sempre a preços que considero baixos e que, por isso, não vejo problema em comprar, mas que somados, já daria para fazer a tão desejada viagem que eu tanto almejo e que insiste em nunca mais chegar.
Estou a tornar-me numa acumuladora e a verdade é que não gosto disso.
Tempo de parar para pensar.

 

Restored

 
Cortei o cabelo.  Um valente senhor corte. Voltei ao bob e à franja.
Livra que já me sinto mais eu, que isto de ter cabelos compridos e risco ao lado não é, "definitivamente", para mim!
 
Mood: "I'm sexy and I know it!"

uma questão de centímetros

Esta semana, uma cliente, a meio de uma reunião e quando falávamos de pessoas altas, vira-se para mim e diz: “Eu nem acho a Mafalda uma mulher alta”, e aquilo soou-me estranho.
Não me acha alta? Como assim não me acha alta? 1,74 de altura numa mulher não é considerado alto? Bem sei que não sou nenhuma viga nórdica, muito loura, muito alta e muito magra, mas caramba, para a média da mulher portuguesa, até vejo por cima da cabeça de muita gente…  e a verdade é que sempre gostei!
Hoje, uma colega vira-se para mim e diz-me: “Estás alta! Estás de saltos?” (quando eu tenho calçado umas sandálias rasas sem terem, sequer, um mísero centímetro de sola.)
Então mas afinal, no que é que ficamos?

quinta-feira, julho 04, 2013

episódios da vida de uma divorciada #2


Tenho saudades, mesmo muitas saudades de ser surpreendida.
E mimada.
Preciso de pequenos apontamentos e “mimimis” constantes para me sentir segura, feliz e confiante.
(Nota-se muito que sou filha única?)

terça-feira, julho 02, 2013

ainda a propósito do post anterior...

... no dia em que recebo a dita cuja mensagem do "amo-te, tanto, tanto", que não me era dirigida, apercebo-me que hoje é dia 2 de Julho, nem mais nem menos, a data em que me mudei novamente para Lisboa, deixando para trás uma vida que já não me preenchia.
 
Faz hoje 2 anos! (isn't it ironic?)
 
Há 2 anos que estou "by my own" e entre muitas lágrimas e algumas dificuldades, lá me tenho safado!
 
I can do it!

episódios da vida de uma divorciada


O meu ex-marido, depois de uma semana de férias em parte incerta, onde não ligou para saber da filha, hoje, a meio da manhã, enganou-se e, by the way, enviou para mim uma mensagem romântica onde eu não era a sua destinatária e onde se lia “amo-te tanto, tanto, tanto”, repetidamente.

Aquilo cheirou-me a esturro… e achei que ele o fez de propósito, só numa de me espicaçar, mas lá lhe devolvi a mensagem a dizer que se tinha enganado e para a próxima ter mais cuidado. Respondeu a desculpar-se, mas não sem antes dar a entender que eu não era “definitivamente” (palavra utilizada pelo próprio), a destinatária da mesma.

(como se eu não o soubesse já!)

Que ele tenha outra pessoa, epá, fantástico, mas dispenso estes joguinhos. Mesmo.

Acho tão, tão...  adolescente!

terça-feira, abril 23, 2013

este blogue, coitadinho, anda tão abandonado...

... Que hoje, quando aqui vim, até tive pena dele!
É o que faz uma pessoa começar um trabalho novo e andar entretida com novos projectos. Acaba por dar pouca atenção aos antigos e pá, isso está mal!
Não prometo grande actualização diária, mas juro que vou fazer um esforço.
É que isto de estar sentada num lugar onde todos vêem o que ando a fazer no computador tem destas coisas, inibe uma pessoa e acabamos por nos refrear de vir actualizar e espreitar os cantinhos de sempre com medo que alguém ache que andamos a procrastinar em vez de trabalhar! E depois, quando chego a casa à noite geralmente estou mais morta que vivo e só me apetece é alapar-me no sofá e esquecer que existem computadores porque já passo os dias agarrada a um.
Mas pronto, para (re)começar e uma vez que é terça-feira, aqui fica o tema de hoje em "A vida de Saltos Altos". Que a minha crónica semanal no Expresso continua muito bem de saúde e para durar.
 
 
Pequenos ditadores é o título de hoje, mas o tema é sobre as criancinhas pintadas do programa Toddlers & Tiaras do TLC - um dos meus ódios de estimação.
 
Enjoy!

quinta-feira, março 14, 2013

tem de haver sempre uma nuvem negra...

... que perturba a minha felicidade. E na semana em que finalmente começo a trabalhar num sítio novo, em que andava feliz, animada, cheia de ideias e optimista com a vida, algo manchou e alterou tudo isso.
E o meu desabafo é este: sinto-me magoada com as pessoas. Não as pessoas em geral, mas aquelas que reclamo como "minhas" pessoas. E acreditem, esta nova fase, este novo emprego, este novo começo veio dizer-me: "tem calma, passaste apenas uma má experiência e afinal, olha, há pessoas boas, pessoas afáveis, pessoas que se entre-ajudam, pessoas que se riem contigo, pessoas que não estão à espera da primeira oportunidade para te dar uma facada nas costas." E ter essa percepção deixáva-me estupefacta e receosa, deslumbrada mas animada. Era a minha altura de sair do limbo, de acreditar, de deixar a luz invadir o meu dia-a-dia - que nestes últimos anos tem andado tão triste, tão cinzento, tão sofrido - e de acreditar. Porque quero e continuo a acreditar.
Mas depois há as "minhas" pessoas. Aquelas que continuo a querer acreditar que são "as minhas pessoas", quando constato sempre que não são. Há muito tempo que não são. Por isso pergunto-me: porque continuo a bater na mesma tecla? Porque continuo a sofrer tanto com isso? porque não me afasto de vez e faço o corte do cordão umbilical? Porque insito em alguém que há muito desistiu de mim? E, acima de tudo, porque é que sofro tanto com o assunto?
 
Não sou fácil, é um facto, assumo-o, mas já deviam de saber que quando gosto de alguém gosto mesmo, por inteiro, sou exigente porque amo demais e isso, não é uma virtude, é um defeito.
E sou bruta, sim, porque sou estupidamente franca e digo aquilo que toda a gente pensa mas ninguém tem coragem para dizer. Mas a maior prejudicada sou eu, acreditem. Se custa ouvir? Pois custa, não é para meninos (as), por isso não me peçam festinhas na testa para consolar e tratar por "querida" e "fofa" apenas para levantar egos. Se não sinto, não digo e se não me querem por perto, por muito que me doa - porque doi, dói-me mesmo muito e sofro imenso com isso - afasto-me para deixar toda a gente feliz e contente.
Já me aconteceu "n" vezes, com amigas de sempre, com amigas da net, com conhecidas, com pessoas que tão depressa gostavam muito de mim, como em seguida estavam a cortar na minha casaca.
Pode parecer presunção o que vou dizer, mas digo-o porque o reconheço em toda a sua extensão, com tudo o que isso tem de bom ou mau, mas sei que provoco emoções fortes e antagónicas. Tão depressa me amam como me odeiam.
Se gosto disso? Não gosto. Se aprendi a lidar com isso? Nem por isso, mas vou aceitando-o, ou tento aceitá-lo da melhor forma, como um processo de crescimento. Com muita lágrima pelo meio.
Sou exigente e cobro das pessoas que amo porque me sinto magoada. E quem sente essa cobrança até se devia de sentir lisonjeada, porque é sinal que gosto de verdade, que me importam.
Melhor ter essa cobrança do que a minha indiferença.
 

terça-feira, março 12, 2013

Terça-feira é dia de?

Mudámos de emprego, é verdade, mas continuamos a escrever no mesmo sítio.
O tema de hoje: "A crise ajuda ao amor?"
Saiba tudo - e descubra se concorda ou não - no sítio do costume, aqui.








(Quanto ao novo emprego, reacções, adaptações e impressões, prometo falar sobre iss num próximo post muito em breve.)

quarta-feira, março 06, 2013

Freedom

Só agora, a meio da tarde e a poucas horas de sair daqui, neste meu último dia de trabalho, consigo começar a sentir que é de vez. É desta que me vou embora.
Não consigo explicar o sentimento por ser tão contraditório, mas é um misto de tristeza com saturação, de injustiça com alívio. Toda a gente me pergunta se me sinto a levitar, mas a verdade é que não sinto. Pelo menos por enquanto. Ainda está tudo muito confuso dentro da minha cabeça e peito (com pequenos ataques de ansiedade à mistura e o coração acelerado que nem louco).
Talvez amanhã, quando acordar, sinta que finalmente é verdade e que vai começar uma nova etapa na minha vida - e isso também me deixa apreensiva - mas por enquanto, a sensação que tenho é que "vou de férias" e entretanto volto, como um daqueles reféns que sofrem do síndroma de Estocolmo e que acabam por ganhar simpatia pelo seu raptor.
Nem tudo foi mau nestes 3 anos. Aqui tive oportunidade de crescer como profissional, de me afirmar, de saber do que sou capaz, de enfrentar o melhor e o pior deste mundo que escolhi como profissão. Tive momentos muito maus, mas também tive coisas boas. Acima de tudo, nestes 3 anos, a minha vida mudou radicalmente. Foi nesta empresa que comecei a trabalhar após o nascimento da minha filha e de ano e meio de desemprego. Foi esta empresa que me permitiu regressar ao mercado de trabalho e de trabalhar grandes marcas e clientes. Foi nesta empresa que me afirmei como profissional e especialista  nesta área, ganhei mais confiança naquilo de que sou capaz e aprendi os meandros de "A" a "Z". Mas também foi nesta empresa que o meu casamento colapsou e me divorciei, que lidei com as maiores injustiças em termos profissionais de que alguma vez vivi e que aprendi que as coisas nem sempre são como pensamos, as pessoas revelam-se quando menos esperamos e que há que ouvir mais e falar menos.
Foi uma boa e dura escola. Saio daqui preparada para o mundo e para lidar com praticamente tudo. 
Seja como for, neste momento, só me apetece ouvir George Michael e desatar a cantar alto e bom som esta música.
 
Agora é tempo de purgar todas as bad vibes e renovar o espírito cheio de coisas boas e a música, sempre foi um bom terapeuta.

terça-feira, março 05, 2013

A felicidade conjugal

Pelos vistos rege-se por parâmetros bem diferentes daqueles que, geralmente, pensamos. O sexo, a confiança, a fidelidade são importantes sim, mas pelos vistos, a divisão das tarefas domésticas também! Claro que nós mulheres já sabíamos disto há muito, muito tempo, a diferença é que antes ninguém nos dava ouvidos, mas agora há um estudo que o comprova.
Da próxima vez que ele disser que "ah e tal, hoje não me apetece", ou fizer orelhas moucas aos seus pedidos, meta-o a lavar a loiça ou a aspirar a casa e diga que é em prol da vossa felicidade. (Se ele não fizer caso, saque do trunfo maior e atire-lhe com o estudo do Fast-Forward Family à baila, vai ver que ele nem sequer terá argumentos para a contrariar).
Saibam do que falo, aqui. Porque hoje é terça-feira, dia de "A Vida de Saltos Altos".

segunda-feira, março 04, 2013

Pequeno desabafo#32

Na derradeira e última semana de trabalho, em que só cá estarei mais 2 dias - visto que o dia de hoje está praticamente no fim - o que é que acontece? Humm?
(Para além desta chuva, deste frio glaciar, deste Inverno que nunca mais vai embora...)
 
Fico doente!
Estou para aqui a tiritar de frio, cheia de dores no corpo e de garganta.
Eu a pensar que os dois diazinhos que ia ter de folga no final desta semana, antes de começar no outro lado, iam dar para passear por Lisboa, apanhar solinho, andar a sentir-me leve e feliz, capute.
Previsões de chuva da grossa até ao fim de semana, aguenta e não chora!
 
Isto só pode ser olho gordo.
Humpf.

sexta-feira, março 01, 2013

Então é assim...


A grande novidade do momento é que vou mudar de emprego e que já só estarei no actual até à próxima quarta-feira, dia 6 de Março. Depois terei 4 dias para descansar, fazer reset, acalmar, repôr baterias e apontar armas e energias para o novo desafio que aí vem. Começo dia 11, uma segunda-feira, no novo local.
Nem imaginam o misto de sensações que têm sido estas últimas semanas, principalmente porque já ando a lutar para que este momento chegasse há muito, muito tempo.
Foram 3 anos em que a minha vida mudou como da noite para o dia, sempre aqui. Com muitas coisas más pelo meio, muitas lágrimas e muita ansiedade. Foram 3 anos em que aprendi e cresci, como pessoa e como profissional, em que a vida me deu uma data de lições e me mostrou que nem sempre as coisas são como esperamos que elas sejam, nem chegam quando queremos que elas cheguem, mas que mais tarde ou mais cedo, o universo, o destino, Deus, os nossos espíritos guias, nós próprios  - ou quem quer que seja que mexe os "cordelinhos" nesta vida que é a nossa - decide que já chega e que é altura de nos dar uma benesse e de partirmos para outra.
Aqui, sinto que paguei tudo aquilo que tinha a pagar, que sofri tudo o que tinha a sofrer, que aprendi o que tinha a aprender e que agora é hora de seguir em frente, traçar novamente o caminho e aproveitar esta oportunidade com todas as unhas e dentes (que ainda tenho).
 
E sorrir, porque já chega de tristezas.
  

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Sou uma Dory de fraca memória

Olha, afinal é verdade e eu não sabia!
Afinal, o Christoph Waltz já tinha ganho o óscar de melhor actor secundário em 2010, com a sua representação em Inglourious Basterds do Tarantino.
Pronto, sendo assim, I rest my case e o universo volta a fazer sentido. Ele já tinha ganho e eu pensava que não. Sou mesmo uma Dory  do mundo cinéfilo com uma fraca memória.
Então e posto isto, não era altura de agora terem nomeado o DiCaprio em vez do Waltz, uma vez que o homem até já tem uma estatueta em casa e o Leo está para lá de genial? Dar oportunidades a outras pessoas para não serem sempre os mesmos? Digo eu...

Prevê-se que neve esta noite...

 
... Mas à hora do almoço fui à Lefties e tive vontade de trazer tudo o que é roupa primaveril.
Decidi-me por uma blusa de tecido acetinado, muito fininha, aos passarinhos e em tons de branco e preto e um mega colar com brilhantes e tonalidades rosa pálido e verde água. Tudo muito, muito baratinho, mesmo como a minha carteira gosta.
E ainda me ficaram debaixo de olho umas calças a 9€ em padrão tigresse que, por falta de tempo não cheguei a experimentar, mas que numa próxima incursão não me escapam.

Django

 
Vi finalmente "Django", o último filme do Quentin Tarantino, premiado com o óscar para melhor argumento original e melhor actor secundário para o actor Christoph Waltz.
Normalmente adoro os filmes do Tarantino e o Django, mais uma vez, não foi excepção.
Mas confesso que apesar de ter ficado satisfeita por o Christoph Waltz ter ganho o óscar pela sua interpretação - pois é um actor genial - e do Tarantino ter sido, finalmente, reconhecido pela Academia, acho que este prémio já peca por tardio.
Django, apesar de ser uma boa história cheia de interpretações e actores fantásticos, não chega a ser tão brilhante quanto Inglourious Basterds (Sacanas sem Lei no título português), onde Christoph Waltz fez "O" papel que o deveria ter levado à vitória do óscar, mas onde nem chegou a estar nomeado. Em Django é bom, mas não chega a ser brilhante, assim como o argumento.
E o que dizer da interpretação do Leonardo DiCaprio que foi simplesmente soberba? Não deveria também ele ter sido nomeado para melhor actor secundário? E o Jamie Foxx, não deveria estar nomeado para melhor actor? Pessoalmente, acho que o Jamie Foxx na sua personagem em Django, foi muito mais além do ponto de vista emocional e de entrega que, por exemplo, Bradley Cooper em "Guia para um Final Feliz".
Mas pronto, isto sou eu e o meu esparco conhecimento e opiniões cinéfilas, para os qual os senhores da Academia não estão nem aí. Mas nada me tira a sensação de que por muito bom que "Django" seja, "Sacanas sem Lei" não teve o mérito e o reconhecimento devido - quer a nível dos seus actores, como do argumento que, na altura, chegou também a estar nomeado - e que este reconhecimento feito agora, foi uma espécie de "compensação".
 
Mesmo assim, sem dúvida que é mais um filme do Tarantino ao seu melhor nível.
Venham mais!
 

terça-feira, fevereiro 26, 2013

Ainda sobre comida

Ontem fui ao sushi.
Ai senhores, andava "aguada" por sushi faz tempo.
Comi, comi, comi, comi, comi e comi até não poder mais. E vim para casa feliz e de barriguinha cheia. O sushi do Arigatô, além de bom, tem a vantagem de ser em buffet e de podermos comer tudo o que quisermos, as vezes que quisermos e a quantidade que quisermos. (O que, convenhamos, é óptimo para uma lambona como eu.)
Estão a ver bem a quantidade de sushi, sashimi e guiosas que estão no meu prato, não estão? E voltei a repetir.
Soube pela vida.
(Depois queixo-me.)


Porque sou uma mãos largas

Em tempos de crise temos de ser uns para os outros e é por isso que hoje, ao ter conhecimento de que andam a circular cupões de desconto da MacDonalds - assim como o ano passado circularam cupões de desconto da Portugália, em que imprimíamos e tínhamos direito a uma refeição grátis  - decidi partilhar aqui o link para que possam imprimir e lambuzar-se à vontade, já depois de o ter feito na minha página do facebook.
 
Ei-lo:
 
É só clicarem e imprimir, nada mais fácil. Por isso, aproveitem. Levem os miúdos, as amigas, vão vocês, sozinhas ou em família, comam sundaes, happy meals, whatever. Afinal, a vida são 2 dias e um hamburguer, desde que seja com moderação, nunca fez mal a ninguém. (Não é para irem ao Macdonalds todos os dias e empaturrarem os miúdos com batatas fritas e colesterol.)
Posto isto e depois do meu alerta nutricional, vá, já têm a minha benção para cometerem o pecado da gula.
 
Enjoy!
 

Terça-feira é dia de quê?

Ver (ou melhor, ler) "A Vida de Saltos Altos" do Expresso.
Hoje, já bem mais quentinha e agasalhada do que ontem, eis que decidi opinar sobre um tema quente.
 
Podem ler tudo, aqui.

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

alguém me dê um estalo por favor

 
Dizem que está prevista uma vaga de frio polar para esta semana e eu, indiferente aos rumores metereológicos e imbuída pela cor predominante das fatiotas dos óscares e por este sol primaveril, decidi começar a segunda-feira de vestidinho branco esvoaçante e mais fininho que uma folha de papel. Logo eu, que tenho "raça de cão pelado" e estou sempre gelada e com frio.
Há dias senhores, em que alguém me devia de dar um estalo logo pela manhã e dizer cara a cara: "Mas tu estás doida rapariga?"
É verdade que está solinho, mas sinto que não trago nada vestido quando saio à rua, tal é o frio que sinto nas pernas e a chegar-me ao resto do corpo. Também me sinto um pouco ridícula por estar sentada à secretária a trabalhar com um casaco de pelo vestido, mas não quero saber, ao menos estou quentinha. É isso e pensar que quando for 19h00 e eu sair daqui para ir para casa, vou apanhar um valente choque térmico. Ou uma gripe. Tudo por causa de um vestidinho branco.
 

Pequena escapadinha

Foi para Oeste, em terras frias e ventosas, tornadas públicas e na boca do mundo por um surfista americano que se apaixonou pelas ondas demoníacas que proliferam na Praia Norte. Nazaré, terra de mulheres de resposta rápida, que não levam desaforo para casa, enroladas em xailes negros, de olhar de frente para o mar, com as pernas sempre de fora, de sete saias curtas e rodadas, embelezadas por aventais de Domingo, bordados e imaculadamente passados. Terra das meias de lã grossas, dos gorros, de bom peixe, de devoção e de mar bravo.
Terra perto da minha terra, mas da qual tinha saudades de voltar e este fim-de-semana, voltei.
 

Dos óscares

Ganhou o Argo como melhor filme, que é simplesmente excelente e pelo qual eu estava a torcer secretamente, como se os senhores da Academia ouvissem as minhas preces.
Não ganhou a Helen Hunt para melhor actriz secundária como eu queria, mas o Tarantino levou o óscar para casa pelo melhor argumento original e eu sosseguei. Não achei que os vestidos e os looks na sua generalidade estivessem à altura dos óscares e, tirando a Jennifer Lawrence com aquele vestido "noiva" que me encheu as medidas, foram poucos os que me impressionaram. (Claro que ninguém ficou indiferente à Charlize Theron com aquele branco  imaculado da Dior Haute Couture que lhe assentava como uma segunda pele e aquele cabelo curtinho e irreverente que gritava "PO-DE-RO-SA" alto e bom som.)
Para mim, o melhor da noite dos óscares foi o fofinho do Bradley Cooper e a sua companheira na passadeira vermelha: a sua mãe.
É que isto de se ser fofinho não é por acaso, afinal, vem de família. Só isso explica o facto de a senhora ter ido para uma das cerimónias com mais pompa e glamour do mundo, vestida de gala e plumas mas, de ténis calçados! E notam algum constrangimento? Qual quê! Ali está ela, com aquele ar fofinho e o fofinho do seu filho, tão bem criado, seu rico menino, orgulho da mãe.
 

 
Caso para dizer que a idade traz sabedoria, mas também muito à vontade. Fretes? Nem pensar, nem os óscares merecem tanto e uns pezinhos sem bolhas e joanetes valem por anos de vida e os óscares, afinal, é só uma noite e amanhã já ninguém se lembra.
 
Way to go mamma!

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Gratidão


Ainda nem estou em mim, mas acho que finalmente o universo começa a dar-me tréguas.