terça-feira, fevereiro 03, 2015

Epá, nem parece que estás grávida!

Deve ser a frase que mais oiço aqui no trabalho... Toda a gente diz que tenho uma barriga pequena, que 'estou a fingir que estou grávida', ou que 'não se nota' e como ainda não engordei nada de especial nem alarguei desmesuradamente nestes primeiros 5 meses, acho que a maior parte das pessoas ainda tende a olhar para mim como se estivesse 'muito no início', para aí no primeiro trimestre, sem ter bem noção de que já vamos a metade do percurso.
E eu, que já ando cheia de dores, com as pernas e pés inchados, que já sinto a criança a mexer que nem um equilibrista de circo no arame, ou que já me custa encontrar posição para dormir durante a noite, fico sempre a sentir uma grande frustração. Humpf.

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

roupa de grávida

Nesta segunda experiência de gravidez e maternidade, a grande diferença que noto até ao momento é em relação ao meu peso e à minha roupa. Na primeira gravidez alarguei quase de imediato. As minhas roupas deixaram de me servir muito rapidamente e tudo o que fosse calças de ganga rapidamente deixou de me passar nas ancas. Ainda nem tinha barriga que se visse e já andava com calças de grávida porque eram as únicas que me serviam. Desta vez isso não aconteceu. Provavelmente porque já alarguei tudo o que havia a alargar de bacia - o que agradeço - e a barriga, apesar de já estar grande, continua a caber dentro das minhas calças normais, saias e até calções, embora às 20 semanas já me comece a sentir apertada nas costuras e fechos, sinal evidente que a minha boa sorte não vai durar muito mais tempo. Chegou por isso a hora de desembolsar uns quantos €€ numas calças (pelo menos 2 pares) que sirvam até ao final da gestação. O problema é que tudo o que vejo de roupa de grávida acho simplesmente horrível! Ainda ontem, enquanto deixei a Madalena numa festa de aniversário no Pavilhão do Conhecimento dei um salto ao Centro Comercial Vasco da Gama e andei a ver o que resta dos saldos. As grandes cadeias de roupa como Zara não têm roupa de grávida - lembro-me que já tiveram sim, mas agora nada, provavelmente não era rentável. Encontrei uma secção de roupa para grávida na C&A, onde na primeira gravidez cheguei a comprar umas calças de ganga, mas agora  achei tudo horrível além de caríssimo. Resignada e desanimada entrei na Prénatal e descobri no primeiro piso uma parte de roupa de grávida. Houve alguma calças que me deixaram animada pelo tom, corte ou tecido, mas quando olhava para o preço desistia da ideia. 50 euros por umas calças de grávida? Não obrigada. Não dou 50 euros numas calças 'normais', que posso usar até à exaustão sem limites e restrições, quanto mais por umas que vou usar apenas nos próximos 4/5 meses. Por enquanto ainda uso e abuso das minhas calças, vestidos e saias, mas começo a preocupar-me com o assunto. Calças de ganga no trabalho é coisa que raramente uso. Se há uns anos faziam parte da minha indumentária quase diária, actualmente só uso calças de ganga - boyfriend jeans - ao fim-de-semana e nem é sempre. Habituei-me e não lhes sinto a falta. Prefiro usar outro tipo de materiais, ter calças com padrões e até mais confortáveis do que a ganga, mas chateia-me que não haja opções para grávida giras, acessíveis e que não pareçam tanto uns sacos de batata com atilhos ou um pano gigante na barriga.

sexta-feira, janeiro 30, 2015

Os Tais

Ouvi hoje de manhã na Comercial a nova música a solo do Carlão e prendeu-me logo. Aquilo sou eu. Aquilo somos nós!

 
"Ah, hay bebé, somos os tais, ah hay que viraram pais!
Firmes e constantes, produzimos diamantes!"
 
('Espetei' com o vídeo no mural do FB do meu homem, que hoje de manhã está numa conferência em trabalho. Quando chegar ao escritório e ver que tornei 'público' não só a nossa relação como o facto de que vamos ser pais dá-lhe uma apoplexia! Aahahaha é que tenho um homem muito discreto e adoro abanar o mundo dele!)

quarta-feira, janeiro 28, 2015

segunda gravidez

 
Vi isto hoje e fui às lágrimas. Bom demais.

Como é que é?

 
 
A revista Visão fez um artigo onde refere (ao que parece) a eminente separação do Clooney e da Amal baseada na capa da revista In Touch. Ainda a semana passada o homem andava a declarar-se nos Emmys (Globos de Ouro), sensibilizando-me perante o seu discurso de felicidade e ode ao casamento, de que tinha esperado 53 anos pela mulher certa e blá, blá, blá, deixando-me a mim, grávida hormonal toda lacrimejante perante estas manifestações públicas de amor, para agora ver isto? Isto não se faz a uma grávida pá!
Eu continuo a achar que é apenas uma capa maldosa, encontro-me em negação, mas mantenho a minha teoria de que a Amal faz lembrar um Louva a Deus.
 
(Só espero que ela não arranque a cabeça do George à dentada como é típico das fêmeas da espécie!)
 


terça-feira, janeiro 27, 2015

ah que saudades...

... que eu tinha da p*** da azia na gravidez! (NOT)

sobre o carrinho da Greentom

Pois bem, já fomos vê-lo ao vivo e a cores e o resultado foi de... tremenda desilusão!
Ia cheia de esperanças, com a emoção toda à flor da pele por finalmente achar que tinha encontrado a marca e o carrinho que nesta segunda 'volta' me enchia as medidas  - tanto a nível estético como de material e preço -  mas o mesmo não me convenceu. Achei o material leve sim, mas pobre, fraco, e demasiado plástico e pouco resistente para o meu gosto. Bem sei que se trata de um veículo/carrinho de bebé quase 100% orgânico e reciclável, mas sinceramente, não fez o meu coração palpitar. Quando o vi ao vivo fiquei instantaneamente desiludida e ainda menos convencida fiquei quando a senhora da loja, numa tentativa de boa vontade, simpatia e disponibilidade, se debateu com dificuldade ddurante vários minutos a tentar mostrá-lo e a tirar o assento. Não o achei nada prático, nem fácil, o cesto de arrumação que existe por baixo do carrinho é mínimo e o carro não fecha com o assento. Temos de o tirar e levá-lo à parte, sendo que a estrutura do carro fechado ainda é grande e larga, quadradona. Ora, num carro de família onde a bagageira já vai cheia com tralha, principalmente se formos de férias e onde todo o espaço é pouco, este é um dos pontos mais desfavoráveis de todos.
 
Por isso, o carrinho da Greentom ficou de parte. Não me vejo a comprá-lo e não me convenceu, apesar de nas imagens e no site, até nos vídeos que vi no Youtube - com crianças a montá-lo sozinhas - tudo indicava o contrário. Mas a viagem à loja não foi em vão e ao lado do carrinho da Greentom estava um Quinny Zapp, o 'famoso' bengala da Quinny que também dá para ser adaptado com o ovo da Maxicosi - o que eu tenho - basta para tal instalar os adaptadores. Aconselhada por uma leitora de há vários anos, quando o vi lembrei-me de um comentário que ela deixou aqui no blogue e eis que no momento seguinte estava a  pedir à senhora que me fizesse uma demonstração. E a verdade é que me convenceu! A mim e ao futuro pai! O carrinho fecha com o assento, ocupa pouco espaço, é leve e facilmente maleável, permite ter o ovo adaptado, é fácil a abrir e a fechar e até o design me agrada. Além disso é um bengala, mas com maior conforto e comodidade que um bengala 'normal', podendo ser transportado no avião sem ser necessário despachá-lo para o porão e permitindo ser utilizado até mais tarde - coisa que com o Quinny Buzz não tive oportunidade.
 
Por tudo isso, o Quinny Zapp Xtra 2 é, até ao momento, aquele que mais nos agrada e à partida está decidido. Agora é esperar que este bebé goste de andar no carrinho e não seja como a senhora sua irmã que só dormia na cama!

segunda-feira, janeiro 26, 2015

Não podemos subsituir o mal que faz pelo bem que sabe?

Dizem que as grávidas que não são imunes à toxoplasmose não devem comer chouriços, enchidos, carnes fumadas e mal passadas, presunto, fiambre, paio e essas coisas boas que tanto me aquecem o coração. E se durante a gravidez da Madalena não comi nada disso, portando-me muito bem no que aos alimentos proíbidos diz respeito, nesta segunda gravidez abri uma excepção para o chouriço e enchidos cozinhados. Se estão cozinhados não há problema, digo eu para mim mesma. Mas hoje, hoje fui uma infractora, devorando uma sandes de chouriço da máquina da empresa - sem ter a certeza se o mesmo estava cozinhado ou não (suspeito que não) -  enquanto o diabo esfrega um olho e sabendo-me pela vida, para logo em seguida sentir o pequeno baby aos saltinhos de contente e a bater palminhas in utero.
 
Lambão/lambona de sua mãe!
 

recuperação lenta

Depois de uma semana doente com a gripe do século e sem sair de casa, onde estive com 39 de febre, com a miúda igualmente doente (ninguém merece), direito a ida às urgências da Maternidade Alfredo da Costa, direito a baixa e, pelo meio, ainda andei a assegurar trabalho como se estivesse no escritório, a atender telefonemas de clientes e a gerir uma crise em pijama, eis que hoje voltei a estar fisicamente presente no escritório. É estranho como faltamos uma semana e no dia em que regressamos só temos vontade de voltar para casa outra vez.
 
Os meus níveis de paciência nesta gravidez andam iguais a zero.
 

terça-feira, janeiro 20, 2015

Agruras de Inverno

Tenho a miúda doente vai para 4 dias. Sexta-feira, ao final da tarde quando a fui buscar à escola reparei nos olhos mortiços - um claro sinal de que vinha aí carraspana da boa - mas garantiram-me de que não tinha febre. Pelo sim, pelo não, ataquei logo com Brufen mal cheguei a casa e eis que Sábado de manhã, quando acordou, as minhas suspeitas confirmaram-se: febre, 38,5ºC.
Passámos o fim-de-semana fechadas em casa sem sair para lado nenhum. Eu continuo com a gripe que não me larga desde o início do ano, com uma tosse horrorosa que começa sistematicamente assim que me deito e que não me deixa dormir sossegada a noite toda e ela, bom, vai alternando entre Brufen e Ben-u-ron, com momentos de arrebitar e estar animada e livre de febre e outros em que se queixa com frio e fica muito prostrada.
Ontem, depois de 2 dias de clausura, acordou sem febre. Dei-lhe brufen como precaução e foi para a escola, estava animada, falava pelos cotovelos e pareceu-me bem disposta. Avisei de que tinha passado o fim-de-semana de 'molho' e fiquei o dia todo de sobreaviso. Eram cinco da tarde quando o telefone tocou a perguntar se lhe podiam dar o ben-u-ron. E pronto, voltámos ao mesmo, a minha vida tem sido isto. Ranho, tosse, febre, dores no corpo, medicação, melhoria, termina o efeito da medicação e volta a febre.
Hoje acordou com 38,5ºC outra vez e tive de ficar em casa. Ela a ver o Disney Junior e eu a trabalhar com o computador no colo, a mandar emails e a preparar a apresentação que tenho na próxima semana, em pijama, ambas no sofá da sala, um verdadeiro glamour. Pergunto-me se amanhã estará melhor e quanto tempo é que convém andar a medicá-la com brufen e ben-u-ron sem a levar à pediatra... Além de mim, com tanta medicação (homeopática, xarope e ben-u-ron) como é que estará este bebé a lidar com tanta droga...!)
Estou farta deste Inverno e ainda agora começou.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

carrinho de bebé

Quando soube que estava novamente grávida, alguns dos meus primeiros pensamentos - passada a alegria e euforia inicial - foi o que é que eu ainda tinha da Madalena que pudesse ser reaproveitado agora para esta segunda viagem. A verdade é que tenho pouca coisa, afinal já se passaram 6 anos - mas o que tenho ainda vai  dar imenso jeito. Tenho roupa da Madalena de recém nascida (muitos bodies e babygrows que vão dar para o próximo vestir até ter pelo menos uns 3 ou 4 meses), tenho roupa de cama, lençóis de caminha e de alcofa bordados pela minha mãe, edredons e mantinhas que estiveram emprestados mas que vão retornar à base. Tenho o ovo que também emprestei e que também vai regressar à base. Um esterelizador de biberões da Avent que estava emprestado e que... pois, isso, vai regressar à base. Assim como um ginásio, uma manta de actividades e acho que mais nada. Claro que já é uma ajuda enorme, mas vou ter de fazer um bom investimento porque me falta a chamada "artilharia pesada", as coisas mais caras como, por exemplo, o carrinho.
Quando estive grávida da Madalena perdi a cabeça e comprei o carro pelo qual me tinha apaixonado perdidamente: o Quinny Buzz. Gastámos uma fortuna no carro, que eu amava de paixão, mas que no dia-a-dia não se revelou o mais prático ou o mais utilitário. Para começar a Madalena sempre odiou andar no carro desde que mudou do ovo para a cadeira de passeio do mesmo. Nunca consegui que ela adormecesse no carrinho e lembro-me de desesperar com o assunto. E o Quinny Buzz apesar de muito giro, cheio de pinta, moderno e de design apetecível, revelou-se um grande trambolho. Fechado ocupava imenso espaço - felizmente cabia à conta na bagageira do meu Honda - mas pronto, era só o carro e praticamente mais nada lá dentro. Além disso, era tão largo que muitas vezes não passava em algumas caixas de supermercado que não tinham largura suficiente. Era um desespero. Por isso, ao fim de pouco mais de um ano e a partir do momento em que a Madalena começou a dar os primeiros passos, larguei o Quinny Buzz e passei a andar com uma bengala descobrindo um fantástico novo mundo. Era leve, prática, fechava e abria num instante e não tinha de andar carregada com um peso monstro atrás. O Quinny Buzz ficou assim renegado na arrecadação nunca mais vendo luz do dia. Entretanto separei-me e a verdade é que na altura, apesar de ter trazido imensa coisa da Madalena, não pensei que um dia mais tarde fosse precisar do Quinny - além de estar longe de pensar que voltaria a ter filhos - e, como tal, o carrinho ficou com o defunto.
Pois bem, passados alguns anos e como prova de que a vida realmente dá mesmo muitas voltas, eis-me de novo grávida e de regresso à temática dos bebés e inevitavelmente dos carrinhos. Já andei a ver alguns sites e preços e acho tudo caríssimo. Depois, como a minha experiência com um carrinho não foi das melhores, acho dinheiro mal gasto para usar tão pouco tempo, já ponderei comprar um carro barato da Zippy, fazer a coisa por uns 300 euros (+ ou -), mas continuo apreensiva, até porque eu já tenho um ovo (da Maxicosi) que dá para usar em algumas marcas, nomeadamente a Quinny e Bebe Confort.
Acontece que o meu ovo - que esteve estes anos todos emprestado - já serviu a 3 crianças e não sei em que estado estará o mesmo. Por isso, não sei se compensará comprar um carro novo e um ovo novo, ou um carro que dê para colocar o ovo que já tenho.
Também já perguntei a todas as poucas que conheço e que têm filhos se têm um carrinho que me possam emprestar, mas sem sucesso. Também já andei a pesquisar no OLX por carrinhos e mandei emails a alguns anúncios que me pareceram um bom investimento, mas, azar dos azares, até ao momento não obtive uma única resposta! (O que acho estranhíssimo) Houve um contacto que já enviei 3 emails e até agora nada, rien, capute... o universo a conspirar contra mim.
Por fim, em conversa com uma amiga, eis que ela me apresenta esta marca: a Greentom pela qual fiquei perdidamente apaixonada. Além de ser sustentável e de gostar daquele design de inspiração nórdica, simples e esteticamente agradável, o preço é apelativo. Só há um senão: pelo que vejo no site não tem ovinho, apenas carrinho de passeio e alcofa.
Alguém que me leia sabe dar-me indicações mais precisas sobre esta marca, caso a tenha e conheça? Gostam? Estão satisfeitas? Recomendam?
Eu adoro esta combinação de branco/cinza e de branco/verde menta. São tãããõooo lindinhos!

 

quarta-feira, janeiro 14, 2015

17 semanas

Uma barriga em plena expansão! Está, literalmente, gigante! (Não me lembro de ter a barriga tão grande nesta fase quando estava grávida da Madalena!)
E um corte de cabelo!
Já estou quase a meio da gravidez e ainda não tirei uma única foto à minha barriga. Pensar eu que quando fiquei grávida da Madalena tinha uma agenda da grávida, um babyblogue e um registo fotográfico exaustivo... agora percebo todos aqueles que são segundos filhos e que dizem que só têm fotos deles em bebé quando já tinham 2 ou 3 anos!
Ah... e ainda não fiz uma única compra. Apesar de a barriga estar enorme, acho que ainda não me caiu bem o "chip" de que daqui a uns meses vai mesmo acontecer.

terça-feira, janeiro 13, 2015

é tudo uma questão de circulação

Uma das minhas colegas de saúde explicou-me porque é que as grávidas durante a gravidez têm tendência a ser mais lentas (entenda-se, burras) e com um certo atraso no raciocínio. Ao que parece, o verdadeiro motivo nem é hormonal, mas sim circulatório. O aumento da circulação sanguínea durante esta fase e a consequente dificuldade do sangue em circular por todo o corpo, faz com que o cérebro demore mais tempo a raciocinar, a processar informação, a oxigenar e, consequentemente, a estupidificar.
E eu só pensei no estado em que os meus pés e pernas ficaram ontem, dia em que decidi calçar uma botas de cunha e em que cheguei à noite com os pés inchados a parecer uma sapo e umas pernas a parecer um tronco.
Se tinha os pés e pernas naquele estado, imagino o cérebro!

segunda-feira, janeiro 12, 2015

As luvas brancas da Amal



Ontem, enquanto víamos a cerimónia dos globos de ouro em directo no canal E - não sei como lá o convenci a ver a passadeira vermelha em directo comigo - eis que chega o casal sensação Clooney, com a estreia da senhora Clooney na passadeira e nestas coisas das cerimónias que antecedem os óscares.
E enquanto ficávamos ali os dois a escrutinar o casalinho e eu de olhos postos no modelito da rapariga e a decidir se gostava daquela conjugação de luvas brancas com pochette a condizer, eis que ele se sai com a seguinte frase: "Epá, ela não é assim lá muito bonita. Ele já teve mulheres mais bonitas!"
Ááááááa finalmente um homem disse em voz alta aquilo que eu sempre achei da rapariga! Ááááá e esse homem é o meu! <3
Tentei não ficar demasiado eufórica com a afirmação e concordância de pensamento e dei-lhe razão, não sem antes referir que a senhora Amal das luvas brancas pode não ser muito bonita (eu até acho que ela tem um certo ar de Louva a Deus, mas isto sou eu que sou do piorio), mas é uma mulher alta, elegante, com uma boa cabeleira - que anda sempre solta e que ela ontem puxava para a frente de forma frenética de quem denuncia nervoso miudinho - e que além disso, é uma mulher inteligente, com uma brilhante carreira de advogada e provas dadas em casos de defesa internacional. E que ele certamente se apaixonou pelo seu brilhantismo e por uma boa conversa, que acredito que lhe seja mais estimulante, principalmente quando já se tem 53 anos, do que apenas um bom palminho de cara e corpinho bem feito - que ela também tem, entenda-se!
(Mas adorei aquele desabafo masculino tão em sintonia com a minha linha de pensamento.)
 
E as luvas brancas senhores? Porquê Amal? Porquê?

Estado de graça ou gripal?

Estou doente com gripe vai para uma semana. Aliás, estou doente com gripe desde que 2015 começou, por isso acho que já vou para 15 dias. Já estive bem pior é certo, mas confesso que já me chateia esta tosse cavernosa como se tivesse fumado dois maços de tabaco quando não fumo um cigarro vai para 4 meses! O tossir constantemente acompanhado de todas as outras coisas (nojentas) e que não interessam agora falar, normalmente associadas a um estado gripal, é algo que me assiste e muito ultimamente. Passei o fim de semana de molho, não coloquei um pezinho fora de casa e mesmo assim não vejo sinais de melhoras. Claro que o estar grávida não ajuda em nada. E drogas (entenda-se comprimidos e químicos) é algo que me está proíbido de momento. Resta-me esperar que o meu corpo faça o serviço e o meu sistema imunitário consiga expulsar os invasores. Nem o xarope e os comprimidos homeopáticos que o meu homem gentilmente me trouxe da farmácia tiveram um resultado 100%, ajudaram é certo, mas não me deixaram fina que nem um pêro. Aliás, estou longe disso.
Inevitavelmente não consigo deixar de pensar que, na semana em que basicamente comuniquei ao 'mundo' o meu novo 'estado de graça', pioro substancialmente.
É assim, podem tirar a mulher da província, mas não tiram totalmente a província da mulher e nestas coisas eu fico sempre meio de pé atrás nos 'olhos gordos', nos ditos 'maus olhados' ou nas 'bad vibes'.
Sabem como é, "não acredito em bruxas, mas que as há, há."
 
 

Há quem não tenha grande sentido comercial

Na sexta-feira andei a fazer pesquisas na net sobre carrinhos de bebé e encontrei alguns que gostei e que me pareceram bons negócios. Enviei emails de imediato a pedir informações e a demonstrar interesse na compra dos produtos, demonstrando a minha disponibilidade durante o fim-de-semana para me deslocar, ver os artigos e fechar negócio. Aguardei pacientemente por uma resposta. Do outro lado nada, silêncio total. Nem um mísero email, nem uma chamada. Hoje voltei a reforçar.
Será que sou eu que muito apressadinha, ou esta gente não tem grande vontade de vender?
É que ter um anúncio na net e depois passar dias sem dar resposta ao potencial comprador é não ter grande vocação para o negócio.
Digo eu.

quinta-feira, janeiro 08, 2015

É impressão minha...

Ou metade da blogosfera está grávida? E tudo com as mesmas semanas que eu? Maria Guedes, Mónica Lice...

Isto é que vai ser um babyboom em Junho!

quarta-feira, janeiro 07, 2015

A reacção

Ficou histérica com a notícia. Diz que vai "rebentar de tanta felicidade" e eu não podia estar com o coração mais cheio. Foi um Dia de Reis (e Rainhas!) que vai ficar na história.

terça-feira, janeiro 06, 2015

Surpresa de Reis

A minha pequena (já quase grande) filha ainda não sabe que vai ter um irmão. Saberá hoje, se correr tudo bem, numa espécie de surpresa de Dia de Reis. Ela que anda a pedir um irmão(ã) há meses e que se fartou de pedir ao Pai Natal um(a) mano(a) - com claras preferências numa irmã - terá hoje a surpresa da sua vida.
Quer dizer, não sei até que ponto será mesmo surpresa porque cá para mim ela no fundo já sabe, ou pelo menos suspeita. Ontem, enquanto a penteava de manhã ela olha-me para a barriga já proeminente e diz: "Esta barriga está muito gordita! Está, está! Ou será um mano que está aqui dentro?" Eu, apanhada de surpresa, sorri para dentro, tentei disfarçar o melhor que consegui e apenas disse, "Pois, não sei". Ela olhou para mim de soslaio, desconfiada, semicerrou o olho direito e remata com a seguinte frase: "Hummmmm.... vou ficar de olho em ti, vou, vou!".
 
E é isto, seis anos de gente e já me anda a 'fisgar'.
 
De qualquer forma e porque queremos que o momento do anúncio do irmão(ã) seja algo marcante e especial para ela, comprámos uma enorme caixa de papelão. Lá dentro vamos colocar coisas variadas; balões, uma moldura com a impressão da ecografia, um pequeno baú com uma caminha de algodão e uma ervilha no meio, uma ardósia onde iremos escrever "Parabéns Madalena, és a irmã mais velha!" e uma carta, como se fosse o Pai Natal a responder-lhe ao seu pedido que, por ser tão especial, apenas chegou hoje, Dia de Reis. Vamos embrulhar e colocar debaixo da árvore para ser a surpresa total.
Pensámos muito sobre como haveríamos de dar esta notícia e depois de algumas pesquisas na net e ideias, decidimos que face aos seus últimos pedidos - e sobretudo à época do ano, em que ela dizia a toda a gente que ia pedir um irmão ao Pai Natal - esta seria a melhor forma, ou pelo menos uma das mais engraçadas de o fazer, permitindo-lhe não só saber que vai ser a irmã mais velha, mas também sentir-se especial.
 
Vamos ver como corre. Aqui ficam algumas imagens que serviram de inspiração.
 



 
 



 
 

segunda-feira, janeiro 05, 2015

Primeiro post de 2015!



 Foram duas semanas de férias, com idas a Sul para passar o Natal, dias em Lisboa, aproveitados para 'namorar' com a minha filha a tempo inteiro, com cinema pelo meio, compras, vacinas, papeladas e burocracias, muitas sestas boas, muita comida (o habitual), o primeiro aniversário da sobrinha e convívio. Foram duas semanas que passaram a voar e que fecharam este 2014 que foi, sem sombra de dúvida, o melhorzinho dos últimos (negros) anos. Li que tinha a ver com Saturno e a sua saída da minha casa em termos astrais, coisa que, apesar de ser céptica, muito me apraz! É que ter conjunturas planetárias a bloquearem-me a vida, já me chega todos os outros bloqueios reais. Também ouvi o Paulo Cardoso na televisão, naqueles balanços de fim de ano, dizer que o escorpião é dos signos mais bafejados pela sorte em 2015, esperemos que sim! Pelo menos auguro que sim, já que começamos este 2015 aqui no estaminé com boas notícias!
 
Baby on the way! 15 semanas and counting!
 
Desculpem-me a fraca qualidade da foto, mas isto de me pôr sozinha a fotografar a barriga requer uma certa prática que, com 6 anos de interregno, entretanto se perdeu! Mas eu chego lá, afinal, ainda tenho umas valentes semanas para treinar. Ah e as letras a rosa não são indicadores de género, que continua desconhecido e no segredo dos deuses, apenas demonstram uma certa preferência desta futura mãe em voltar a ter novamente uma 'gajola'.
Afinal, Who run the world? Girls, pois claro!
 
E pronto, assim começa um novo ano e outra aventura.

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Genético e intransponível

Ontem, à saída do banho, enquanto a enxugava e lhe passava o creme pelo corpo, ela exterioriza a sua angústia. "Mãe, porque é que todas as outras meninas são mais bonitas do que eu?"
Fiquei em choque, incrédula com o comentário vindo de uma criança de seis anos. A minha filha considera-se feia e sofre com isso, mas sofre ao ponto de desatar a chorar compulsivamente. Eu, que pensava que ela só iria ter estas crises de insegurança mais tarde e já em plena adolescência, alternei entre o choque inicial e a sensação de "E agora o que é que eu faço? Como é que eu resolvo isto da forma mais sensata possível?". Afinal, qual é o pai ou mãe que não acha os seus filhos lindos? E como é que é possível que uma menina de 6 anos, que cresceu sempre a ouvir comentários como "Estás tão gira", ou "Ficas tão linda", possa ter estes dramas existenciais a atormentá-la? Caramba que isto de ser mulher e insegura pelos vistos é algo que nasce connosco, porque não consigo encontrar outra explicação para aquele comentário. Primeiro perguntei-lhe se alguém tinha dito que ela era feia, ao qual ela disse que não. Depois tentei perceber porque é que ela achava isso, porque é que ela achava que era feia e a resposta surgiu prontamente: "Porque não gosto de nada na minha cara!". Nesta altura eu já suava e sentia o coração a mirrar porque percebi perfeitamente que era ela e mais ninguém que não gostava do que via. Tentei ir pela parte didáctica e educativa da coisa, dando-lhe exemplos de que não somos todos iguais, que há pessoas naturalmente mais bonitas do que outras, altos, baixos, magros, gordos, mas que não podemos fazer nada para mudar isso a não ser lidar com o assunto da melhor maneira possível. Que não podemos mudar a cor dos olhos, o formato da boca ou do nariz, que já nascemos assim (ok, eu sei que poder até  podemos, mas achei demasiado cedo para estar com essas conversas) e que temos de saber aceitar e preocuparmo-nos em ser bonitas por dentro, que isso sim é que é importante. Ser amigos dos nossos amigos, pessoas preocupadas, educadas, que estimam os outros e os animais, que respeitam os mais velhos, que ajudam quem necessita, que isso sim é ser bonito. Que há pessoas bonitas por fora e feias por dentro e que não é a beleza exterior que nos define. Dei inclusive um exemplo muito próximo para ela perceber que não tem motivos para se sentir feia, mostrei-lhe a minha pele, fiz-lhe ver que já nasci assim, com este problema e que não posso fazer nada para mudar isso. Que eu não gosto de ter assim a pele feia, as mãos, os pés, os joelhos, o corpo todo, que no verão não uso saias curtas nem vestidos na rua, mas que não há nada que eu possa fazer a não ser cuidar dela o melhor que posso e consigo para a ter o mais 'normal' possível. Que nasci assim e assim vou morrer e que não tive outro remédio a não ser adaptar-me e aceitar. Que quando era criança, os outros meninos me chamavam "pele de galinha" e que eu chorava imenso com isso, até que percebi que não tinha que sentir pena de mim, mas sim valorizar-me. Acho que ela percebeu, chorou muito, abraçou-me forte, ficou com pena de mim, disse que nunca iria "gozar comigo" e que "eu podia vestir saias no verão ao pé dela que ela não se importava". Eu senti-me a derreter e só tive vontade de a carregar novamente na barriga, bem junto a mim, alternando num misto de orgulho e de compaixão, mas depois desta conversa senti-me esgotada e frustrada. Se aos seis anos já temos conversas deste calibre eu não quero pensar como será a adolescência e caramba, temos todas nós (mulheres) de ser tão estupidamente inseguras? Sentir que nunca estamos à altura? Que não somos suficiente? (bonitas, inteligentes, cultas, dedicadas, boas mães, etc., etc.?) Temos continuamente de viver com este sentimento de culpa em tudo o que fazemos? Ou é só característica de algumas? É que eu, apesar da conversa toda didáctica e educativa, bonita e pessoal que tive com a minha filha, na realidade não sou lá muito diferente dela. Tenho tendência a ser negativa e a ver sempre o copo meio vazio em vez de meio cheio. E custa-me, daí a frustração, que ela tenha herdado de mim exactamente essa mesma característica. Pessoas que sentem demais sofrem sempre a dobrar.
Raio de genética.
 
 

terça-feira, dezembro 09, 2014

O 'Quebra-Nozes' ou até que ponto devemos reinterpretar os clássicos?

 
Fomos ver o bailado do Quebra Nozes no Domingo com a Companhia Nacional de Bailado. E eu, que só queria ver um ballet clássico, com bailarinas de tutus brancos imaculados e em pontas, deparei-me com uma versão 'pop', quase 'ballet on acids' do clássico reinventado. E apesar de até ter havido partes que gostei, apesar de o segundo acto me ter enchido mais as medidas que o primeiro, senti-me defraudada nesta versão onírica e alucinada que se traduz na visão de alguém que não o seu autor, onde imperam personagens do século XX misturados com mensagens subliminares e de igualdade do género. O auditório do teatro Camões estava cheio de crianças e famílias, a minha filha gostou do espectáculo, tanto que até diz que quer ir vê-lo novamente - suspeito porque a sua festa de Natal deste ano na escola o tema é o Quebra Nozes - e foi ela que me foi elucidando algumas partes da história, mas caramba, foi demasiado. Demasiada fantochada para o meu gosto. Demasiada reinterpretação pessoal, demasiadas adaptações que nada têm a ver com a história original, demasiados devaneios, como se tivesse sido pensado e coreografado depois de uma noite em que se misturaram linhas de coca, gins tónicos e erva. Um cocktail explosivo de loucura visual, surrealismo e alucinações. Que me desculpem os intervenientes, os bailarinos, toda a equipa técnica envolvida que está ali muito trabalho, eu reconheço, mas não me convenceu... Nestas coisas dos clássicos comigo tem de ir aos poucos. Se é clássico há que lhe ser fiel. Pode ter ligeiras nuances, alterações, mas que contribuem para enriquecer ou enaltecer a história, não para a desvirturar como se fosse outra coisa completamente distinta, uma metáfora do século XX, com selfies à mistura, ratos mickey, wonderwoman e corações desenhados com as mãos, que foi o que senti... ou como diz a notícia do Sol e do Público, um Quebra Nozes que é um verdadeiro quebra cabeças.
Nestas coisas sou muito velho do Restelo, muito conservadora e ballet clássico para mim é e sempre será ballet clássico, não um misto de pop com teatro de patins em linha.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Alentejo do meu coração



Fomos passar o fim de semana a Évora. Fazíamos anos de namoro e como estávamos sem 'filha', decidimos aproveitar para uma mini escapadinha. Ainda há pouco tempo estivemos por aquelas bandas, no EcorkHotel, que adorámos. Na altura comprámos um voucher para o hotel, que ficou  muito em conta e fizemos um mini break que valeu a pena. O hotel é maravilhoso e o voucher incluia um desconto de 25% no restaurante do mesmo, Cardo,  o que acabou por compensar. Mas na altura nem chegámos a ir ao centro de Évora, ficámos pelo hotel que fica nos arredores da cidade e no dia seguinte decidimos rumar a Monsaraz, onde fomos à procura de um restaurante onde fui em tempos e onde me recordava que se comia divinalmente. (Somos movidos pela comida, juntou-se, literalmente a fome com a vontade de comer). Desta vez decidimos voltar e instalámo-nos no centro de Évora, no Hotel Mar D'Ar Muralhas, mas o apetite acompanhou-nos sempre. Aliás, para mim ir ao Alentejo é sempre sinónimo de boa comida.
Estava muito, muito frio. Mesmo! Aquele gelo e ventinho cortante que se entranha nos ossos, mas o quarto do hotel era um forno. Como já não ia a Évora há algum tempo, foi com alguma desilusão que constatei que a Praça do Giraldo não tem qualquer elemento alusivo ao Natal, nem uma singela árvore ou luzes, nada. Tinha música a tocar, mas de resto e em toda a cidade, tirando algumas montras, nem parecia que estamos em plena época natalícia. Na primeira noite jantei uma açorda de gambas no novo restaurante Maria Luisa que me soube pela vida e no dia seguinte almocei uma sopa de cação que me deixou completamente saciada durante horas. Claro que nesta incursão gastronómica não faltou a sericaia, os pastelinhos de bacalhau, ou os pastéis de massa tenra como entradas.
Devo ter vindo de Évora com mais uns 2 quilos no lombo.. isso e 'noiva'.

terça-feira, dezembro 02, 2014

e de repente tudo muda

Fiquei a saber hoje que uma amiga minha tinha sido despedida. Eu já suspeitava que ela tinha saído do sítio onde se encontrava a trabalhar, mas nunca em momento algum coloquei a hipótese de ela ter sido despedida. Não só porque sei que ela é uma excelente profissional, como sei que os clientes gostavam dela, que tinha uma óptima relação com os mesmos e que era empenhada, competente e dedicada. Eu já trabalhei com ela por isso falo com saber de experiência feito.
Hoje, quando soube da notícia apanhei um pequeno choque. Motivo para o despedimento? Nenhum. Basicamente a empresa a nível internacional estipula os objectivos para os vários mercados e os de Portugal eram de loucos. Como não foram atingidos despediram todos os seniores, ficando apenas com juniores. Não há motivo nenhum em especial. Basicamente descartaram-se das pessoas que ganhavam mais e com mais experiência, para ficarem com meia dúzia de gestores juniores. Nada contra as pessoas juniores, que merecem uma oportunidade, mas uma empresa que abdica dos seus quadros seniores, da experiência de anos de trabalho, por motivo nenhum que não seja meramente numérico, não pode ter uma boa gestão, irá acabar mal de futuro.
E desde quando é que uma pessoa com 36 anos é ‘velha’? Ser considerada ‘senior’ já acho surreal, mas hoje em dia é-se ‘senior’ quando se possui mais de 5 anos de experiência, ou então quando já passaste os 30 anos no bilhete de idade.
É a triste realidade com que nos deparamos hoje em dia. Não é a competência, não é o teres feito a maior asneirada possível, seres preguiçoso ou incompetente, prejudicado a empresa, posto em causa um cliente ou perdido um negócio de  milhões. Não é nada disso. É apenas uma questão de eliminação, de cabra cega. Temos de despedir pessoas seniores que ganhem mais de mil euros e pronto, está feito. Não há competência que nos valha. Somos todos descartáveis, números substituíveis, uma laranja mecânica que não se intimida com histórias de tocar o coração ou se tens colégios dos filhos e renda de casa para pagar.
E é este o país que temos e é esta a realidade que vivemos, onde notícias destas nos fazem parar e pensar, para onde caminhamos e se é isto que queremos das nossas vidas.




 
 
 

ainda há boas notícias

 
Orgulho! A 'minha' escola secundária foi considerada a melhor escola pública nacional e com muito mérito. Nesta escola tive alguns dos melhores professores que encontrei no meu percurso escolar, mais do que na faculdade e isso foi visível ao nível do Português, da História, da Filosofia e até de actividades como teatro ou rádio. (Foi aqui que me nasceu o 'bichinho' da comunicação). Eram pessoas empenhadas e exigentes, que acompanhavam os alunos e se preocupavam verdadeiramente com eles. Nunca me hei-de esquecer do meu professor de português, Aníbal de seu nome, exigentíssimo, mas que me fascinava e me fazia gostar ainda mais da nossa língua mãe, pelo seu empenho e gosto com que nos explicava a matéria, os poemas de Bocage, ou livros pesados como a Síbila, Frei Luís de Sousa ou Eurico o Presbítero. Ou a professora de Filosofia, 'Cleópatra' de alcunha, pelo seu estilo hedónico e cabelo muito preto com franja muito recta, cheia de pinta e inteligentíssima. Foi nesta escola que saí com médias elevadíssimas para os exames nacionais e foi nesta escola que, no exame nacional de História tive um 20! (Sim, eu era uma pequena croma, mas a verdade é que sempre gostei de estudar).
Numa altura em que o ensino público enfrenta grandes dificuldades, este é um exemplo a seguir. Parabéns Escola Secundária Raúl Proença, saudades dos velhos tempos de 'liceu'.

sexta-feira, novembro 28, 2014

Musiquinha

 
Em dia de suposta celebração oiço esta música e tenho vontade de chorar.
 

quinta-feira, novembro 27, 2014

um cantinho acolhedor

 

Ontem, por motivos de trabalho, fui almoçar ao Cantinho do Avillez no Chiado. Nunca lá tinha estado, nem entrado e gostei da simplicidade despretensiosa e acolhedora com toques de cultura portuguesa presente nas mais pequenas coisas. Gostei dos pormenores à mesa, que tão facilmente podemos recriar em nossa casa, basta apenas um pouco de imaginação, como a base feita de rolhas de cortiça, uma forma de pudim a servir de cesto do pão ou os pequenos púcaros de inox que servem para as mais variadas coisas - colocar azeitonas, molhos, etc. - do chão com mosaico hidraúlico ou dos pratos cavalinho na parede. Gostei do grande lavatório em pedra mármore e das entradas que foram a minha perdição (as mini empadinhas de perdiz estavam qualquer coisa de transcendente, quentinhas e fofas que só elas, devorava umas vinte - sem exageros - e pronto, ficava almoçada, nem precisava de mais nada, bastava-me as mini empadinhas de perdiz para ficar consolada...) Mas fui comedida, uma verdadeira lady (e não lontra) e só comi uma, guardei-me para a fritada de farinheira, para a broa de milho e azeitonas, para as lascas de bacalhau em cama de legumes e para o gelado de avelã no final. Sou menina para isso e muito mais, que apetite é coisa que me assiste em doses duplas, mas saí de lá bastante satisfeita e com a barriga a bater palminhas.
 

a partir de hoje vou ser...


 
Oficialmente uma 'bimbólica'.
Pois é, depois de vários anos a dizer 'ah e tal eu não preciso disso para nada que sou  uma cozinheira de mão cheia' (que sou), eis que me rendi à evidência da ciência e decidi adquirir a bimby mais tecnológica, a mais recente, a mais cara, a mais tudo! E chega hoje! E eu, qual criança à espera do Natal não vejo a hora de ter o meu novo 'brinquedo' e de me pôr a fazer comidas que eu nem sabia que sabia fazer, ou com uma facilidade que desconhecia - que é mais isso que espero da bimby.
O que pesou (e muito) na decisão de adquirir uma bimby foi acima de tudo o pouco tempo que disponho durante a semana e o facto de me ir permitir algum facilitismo na gestão do mesmo quando chego a casa, em que me desdobro em mil entre cozinha, jantar, banho da cria e toda a logística de dona de casa que, acredito, tantas de vocês tão bem conhecem. Geralmente nunca estou em casa antes das 19h20/19h30 e o tempo para cozinhar e fazer tudo o resto é cronometrado. Ando sempre, sempre, sempre a mil, com preocupações do género - 'Ai Jesus que tenho cerca de 20 minutos para dar banho à miúda enquanto isto agora está a estufar' e o descalabro de 'F+p%#/$ que já deixei passar mais do que devia e queimei esta m*!%* toda'. Com a bimby isso acabou, até posso estar meia hora a dar banho à criança que a comida não queima, ela avisa quando estiver pronta e eu, mesmo que esteja demorada não tenho de vir a correr, qual louca, escada abaixo para vir baixar o lume ou mexer o tacho. Claro que não faz tudo, já sei, mas nem eu espero isso de uma máquina, já sei que é muito boa, mas que não vai às compras por mim nem me estende a roupa. Por isso as expectativas são realistas. Espero com a bimby ganhar mais tempo e qualidade de vida, menos preocupações por assim dizer e continuar a cozinhar para toda a família, diariamente, de forma saudável, variada e com muito mais possibilidades. Acima de tudo, agradou-me a ideia de não ter de sujar tachos e tachinhos para cozinhar isto e aquilo, fazer arroz, sopa ou refogar e só essa visão, de menos loiça em cima do fogão e para lavar, deixou-me logo convencida, já para não falar na quantidade de coisas maravilhosas que a minha amiga Sónia - que foi quem me vendeu a bimby - decidiu fazer quando foi lá a casa fazer a demonstração. Ela foi limonada, ela foi batido de frutos silvestres, mousse de frutos silvestres, pão ralado aromatizado com salsa, massa de pizza, sopa, frango em cama de legumes com bechámel (o bechamel feito também na bimby) e o arroz cozinhado com o vapor dos legumes. E estava tudo ma-ra-vi-lho-so! Ma-ra-vi-lho-so!!
Hoje a Sónia vai novamente lá a casa, mas desta vez leva a MINHA bimby! (My precious!) E para o jantar vamos fazer bacalhau com espinafres. Também vai levar a miúda, por isso a Madalena já anda louca com a ideia de que logo à noite tem a visita da Maria e brincadeira garantida. Mas para mim, para mim hoje é Natal!
Can't wait!

quarta-feira, novembro 26, 2014

o ponto do não retorno

Por causa deste post da Marta sobre um 'quase-episódio' de violência doméstica e de como o mesmo fez com que a relação nunca mais voltasse a ser a mesma, dei por mim a pensar num episódio semelhante que aconteceu comigo e que também foi o ponto de viragem no meu casamento na altura.
O meu ex-marido sempre foi um homem afável, simpático e cordial com toda a gente. Desfazia-se em amabilidades com tudo e todos e era impossível não haver quem dissesse que aquele rapaz não era 'um bom rapaz'. E ele sabia disso e disso fazia gáudio. Mas eu também sabia que o seu intímo não era assim tão 'bom' quanto fazia transparecer e que havia um lado negro que quando se revelava mostrava a sua força. Presenciei várias situações que me deixaram surpresa, como quando a gata miava na varanda - impossibilitada de vir para dentro de casa pelo próprio - quando lá fora caía um temporal desgraçado  e ele decidiu mandar um murro na porta de vidro ao ponto de a partir achando que dessa forma o animal se calava. (Quem é que era o animal aqui? Pois...)
Este foi um de vários episódios, mas o derradeiro, aquele que mudou o meu 'set-mind' chamemos-lhe assim, foi num dia em que era a M. pequenina e eu estava na casa de banho a dar-lhe banho. A miúda, já não me recordo o porquê, mas nesse dia estava particularmente impossível e chorava muito. Lembro-me que o chamei para me ajudar e que tivemos uma enorme discussão à frente dela, para logo a seguir e levado pela fúria do momento, me empurrar com força - fazendo-me desequilibrar só parando contra a parede - e me tirou o chuveiro das mãos. Nesse momento que, se calhar para ele foi insignificante, tudo fez sentido para mim. De repente passei a ver tudo claro e na minha cabeça as ideias e as certezas arrumaram-se. Lembrei-me de cenas que presenciei em casa dos meus pais e que jurei que nunca teria na minha vida. Lembrei-me de tudo aquilo que eu não quero em alguém que esteja ao meu lado, mesmo que esse alguém seja o pai da minha filha e, acima de tudo, lembrei-me que por mais sorrisos e amabilidades que vejamos numa pessoa ela revela-se como verdadeiramente é nos momentos mais insignificantes. E que eu não gostei do que vi.
Porque é mesmo isso, basta que me batas uma vez, basta que tenhas a atitude, ou que sejas quase tentado ou levado 'a'. Basta uma vez para ver tudo claro e para ter a certeza de que se tens a atitude uma vez, terás a atitude sempre, porque ela te passa e existe na tua cabeça.
Esse foi o meu dia (e ponto) de viragem e nunca, mas mesmo nunca me arrependi da decisão que a partir daí tomei.
 
E orgulho-me muito disso.

terça-feira, novembro 25, 2014

Aloita universo

Não resisti à gula e à fome a meio da tarde e fui ao café do lado comprar uma almofadinha de carne. Já tinha comido uma ao almoço e sabia que estavam maravilhosas. O senhor do café, enquanto colocava o salgado no saquinho de papel pergunta-me, 'Gosta de chamuças?' e eu "'Ah e tal, gosto, mas só tenho dinheiro para um salgado'. 'Não se preocupe, este ofereço eu, que vai-me sobrar e prefiro oferecer!' # ‪#‎megalontra ‪#‎ouniversoadarmeadobrar #aloitauniverso

quinta-feira, novembro 20, 2014

Quem disse que a música ambiente dos supermercados não é fixe?

Pequena cria, ontem, em pleno Pingo Doce decidiu fazer um solo de guitarra, deixando-se levar pela música ambiente e completamente imbuída do espírito rock&roll.
 
Quando me virei estava em pleno delírio de solo guitarrístico, com um senhor especado a olhar para ela.
 
Estás a fazer? Perguntei-lhe com ar de gozo.
Estou a tocar! Respondeu ela com ar de 'ratona'.
 
E assim ficámos, em pleno supermercado, a rir as duas que nem umas perdidas.
 

a vida ao contrário

Nestes dias escuros, feios, frios e negros, em que chove de manhã à noite sem uma abébia de céu, como se S. Pedro decidisse chorar todas as mágoas sem fim à vista, passo o dia a desejar ir para casa. Sonho com a minha cama e invade-me uma moleza e inércia que só se anima com o vislumbre do quente e do algodão dos lençóis. Passo o dia nesta letargia, ansiando pelo momento em que me aninho e estendo o corpo dorido das horas passadas ao computador e do sono que me assola durante o dia.
Por isso, o que me chateia à brava, é que quando finalmente me encontro no tão aguardado objecto de desejo diário, acordo passado pouco tempo depois de adormecer (normalmente uma hora e meia, duas no máximo) e o sono desaparece como que por magia ficando duas a três horas acordada. Tem sido assim nos últimos dias, passo a maior parte do tempo e da minha noite acordada, sem sono, voltando a adormecer quando o despertador está quase a tocar, passando o resto do dia completamente em modo zombie.
E nem posso esperar que a televisão me salve porque às 4 da manhã não dá nada de jeito.
 
Vale-me o Pinterest.

quarta-feira, novembro 19, 2014

All I want for Christmas...



Já que nos anos não tive grande sorte :-P

terça-feira, novembro 18, 2014

O que queres para o Natal?


 
A minha pequena cria, chegada aos seis anos, anda naquela fase de pedir um irmão. Tem sido um tema recorrente desde há vários meses. Como ainda não viu a vontade ser-lhe feita, decidiu que vai escrever ao Pai Natal a pedir um e conta a sua ideia a toda a gente. Nós achamos-lhe graça e até já a incentivámos a fazê-lo, quando montarmos a árvore de Natal, ajudamo-la a escrever a carta ao Pai Natal.
Ontem, quando fui buscá-la à escola e depois de ter passado o fim-de-semana com o pai, vínhamos no carro para casa e eis que quando a conversa derrapou para o tema Natal (porque lhe disse que no próximo fim-de-semana fazíamos a árvore), ela comunica-me que ‘afinal já não vou pedir um irmão ao Pai Natal’. Perante o meu ar de espanto pergunto-lhe o porquê e ela volta a dizer que não, que vai pedir outra coisa.
Ora, sabendo eu que aquele comentário não vinha do nada decidi ‘esgravatar’ mais fundo a questão e, tal como suspeitava, percebi que lhe tinham feito a cabeça no fim-de-semana de forma a que pensasse que um irmão não era algo assim tão bom como ela imaginava, mas antes um ser que lhe ia destruir os brinquedos ou roubar-lhe o amor da mãe.
Fiquei piursa. Como é que podem meter estas ideias na cabeça de uma criança inocente de 6 anos, fazendo-lhe uma lavagem cerebral de forma a que pense que ter um irmão é algo mau, alimentando o egoísmo e tentando manipulá-la de forma tão baixa e mesquinha?
Respirei fundo umas quantas vezes e decidi falar com ela com toda a calma do mundo. Disse-lhe que a mãe é filha única e que sempre desejei muito ter um irmão mas nunca tive. Que um irmão é um companheiro para a vida, alguém que estará sempre do nosso lado, com quem partilhamos as nossas coisas, com quem rimos, choramos e com quem às vezes também nos chateamos, tal como acontece quando ela se chateia com as amigas e que depois rapidamente voltam a fazer as pazes. Disse-lhe para ela perguntar a essas mesmas amigas da escola, que têm irmãos, se não gostam deles (eu sei que ela é das poucas que é filha única, todos têm irmãos) e se preferiam não ter irmãos para que os mesmos não brincassem com os seus brinquedos… por fim terminei com a explicação de que o facto de se ter irmão não significa que a mãe ou o pai gostem menos dela (acho que este é o seu maior medo) ou que lhe vão dar menos atenção, que o amor multiplica-se e é infinito, não diminui.
De repente, ela vira-se para mim, com os olhos cheios de lágrimas e diz: ‘mãe para, não digas essas coisas que me fazes chorar.’
À noite, já depois de tudo isto, mais calma e já no seu estado normal de alegria, voltou a dizer que ia pedir um irmão ao Pai Natal.
Missão cumprida.
 

segunda-feira, novembro 17, 2014

Resumo do fim de semana em uma palavra


"Ronha"

mas também posso dar sinónimos:

"Dormir"

"Não fazer (quase) nada"

"Vegetar"

"Descansar"

Nestes fins-de-semana de Outono, em que estou sem a pequena cria em casa, aproveito para recarregar baterias e dormir muito, como não durmo em todos os outros dias da semana, sem tempos para comer, acordar, ou respeitar os ritmos impostos do relógio. Deixar-me guiar apenas pela vontade sem stresses e sem culpas... sabe tão bem.
 
Era capaz de habituar-me a isto.

Agradecer também aos senhores da Telecine que proporcionaram um fim-de-semana de canal aberto o que significou um barrigada de filmes como há muito não acontecia: The Great Gatsby e Diana foram algumas das recentes novidades que ainda não tinha visto e que agora não me escaparam, mas também a oportunidade de rever A Vida é Bela. Terminar o fim-de-semana caseiro com uma ida real ao cinema e ver finalmente Gone Girl. Vir de lá siderada.